domingo, 23 de fevereiro de 2014

DIVULGAÇÃO DA "VERDADE SOBRE O DILÚVIO" PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO



A revista "National Geographic Magazine" publicou em seu número de julho de 2000 notícias sobre descobertas efetuadas no fundo do Mar Negro por pesquisadores, que foram associadas a evidências de uma inundação catastrófica que deveria ter ocorrido há cerca de 7.000 anos, segundo certos cálculos.

Logo no dia 29 de julho, as operadoras de TV por assinatura estavam veiculando um vídeo com intensa propaganda através dos meios de comunicação, com manchetes alusivas a "Uma catástrofe que mudou o mundo" e "O dilúvio de Noé - Em busca da verdade".

Lamentavelmente, acabou sendo apresentada como verdade uma catástrofe local, ficando o dilúvio universal relegado à posição de um mito ligado à "ira dos deuses", originado naquele episódio do mar Negro.

Os artigos apresentados a seguir visam resgatar o caráter verdadeiramente universal da catástrofe relatada no texto bíblico.

O DILÚVIO UNIVERSAL E O MAR NEGRO
Gary A. Byers

O Mar Negro
Não existindo sólidas evidências sobre o local do pouso da arca, uma interessante consideração foi feita a respeito do Mar Negro, situado a cerca de 800 quilômetros de distância do moderno Monte Ararate. Nesse local, em 1.999, algumas semanas após a descoberta do mais antigo naufrágio do mundo em águas profundas, no Mediterrâneo oriental, o explorador marinho Bob Ballard dirigiu outra pesquisa submarina patrocinada pela "National Geographic Society". Famoso pelas suas descobertas anteriores dos navios Titanic, Bismark, e Yorktown, Ballard atua hoje como"explorador residente" da "National Geographic Society", e dirige o "Institute for Exploration".

Os esforços de Ballard deram continuidade a vários anos de pesquisas arqueológicas submarinas e em terra firme, na região de Sinop no Mar Negro. Em 1.998, uma expedição submarina havia identificado uma série de estruturas aparentemente construídas pelo homem. Mas foi somente em setembro de 2.000 que foram descobertas claras evidências de artefatos e estruturas feitas pelo homem, que foram fotografadas e mapeadas pela equipe de Ballard.

Um antigo dilúvio
A descoberta de Ballard complementou a pesquisa de William Ryan e Walter Pitman, relatada em seu livro "Noah's Flood" (1.999). Trabalhando ao longo do litoral norte do Mar Negro, eles propuseram a ocorrência de um imenso derretimento glacial em 5.500 A.C. (7.500 anos atrás), que elevou o nível dos oceanos em todo o mundo em dezenas de metros. De acordo com Ryan e Pitman, essa imensa inundação foi a base para a história bíblica sobre o dilúvio nos tempos de Noé.

Os "Associates for Biblical Research", embora acreditem que existam evidências científicas a favor do dilúvio bíblico universal, não acreditam que Ballard, Ryan e Pitman as tenham descoberto. Ballard descobriu evidências impressionantes de uma imensa inundação no passado, mas nenhum dos três pesquisadores acredita que elas sejam evidências de um dilúvio universal. E nós também concordamos com eles. O dilúvio universal foi de tal proporção que alterou completamente a superfície da Terra, e criou o leito geológico do Mar Negro. Esta inundação ocorreu após o dilúvio universal.

As descobertas de Ballard são deveras interessantes e oferecem uma singular visão de uma civilização antiga. É necessário que as pesquisas continuem para que se consiga datar a estrutura e identificar o povo que viveu no local. A inundação de Ballard foi impressionante, mas o dilúvio bíblico foi muito maior!

O DILÚVIO DO MAR NEGRO FOI O DILÚVIO DE GÊNESIS?
Carl R. Froede Jr., P. G.

Evidências geológicas obtidas em amostras de rochas sedimentares retiradas do fundo do Mar Negro indicam a presença de flora e fauna que sugerem que a área no passado foi um lago de água doce bem menor. Recentemente foi proposto por alguns cientistas uniformistas que comunidades humanas pré-históricas vivendo nas adjacências desse lago foram rapidamente destruídas quando o Mediterrâneo transbordou e inundou o Mar Negro com água salgada. Alguns geólogos marinhos acreditam que esse evento foi a base para a história bíblica do dilúvio.
Entretanto, nenhum dos trabalhos que estão sendo dirigidos por esses pesquisadores tem qualquer relação com o dilúvio relatado nas Escrituras. Minha proposição é que as habitações submersas no mar Negro (se realmente forem habitações) representam comunidades pós-diluvianas que sofreram impacto adverso da rápida elevação do nível do mar, associada com o fim da Idade Glacial. O transbordamento do Mediterrâneo no Mar Negro forçou os habitantes das comunidades adjacentes às águas do pequeno lago de água doce a migrarem para regiões mais elevadas.

Conclusão
A descoberta de vilas submersas no Mar Negro (se novas pesquisas as confirmarem) possivelmente registra a elevação do nível do mar após o clímax da Idade Glacial. Muitas dessas comunidades humanas pós-diluvianas foram obrigadas a se deslocar de suas habitações devido ao rápido aumento do nível do mar associado ao fim da Idade Glacial. As estruturas que Ballard e outros puderam identificar no Mar Negro nada têm a ver com o dilúvio bíblico; ao contrário, elas refletem comunidades pós-diluvianas que viveram nas proximidades de uma fonte de alimentos e água.

Geólogos marinhos e oceanógrafos só agora estão começando a pesquisar estruturas submersas associadas com povos que se deslocaram devido ao aumento do nível do mar. Estou convicto de que muitas mais serão descobertas, especialmente ao longo do litoral que sofreu impacto devido à rápida elevação do nível do mar associado ao término da Idade Glacial. Brian Rucker e eu identificamos muitos desses sítios ao longo da costa da Flórida. Nada do que foi descoberto no Mar Negro defende a hipótese do dilúvio feita por Ryan e Pitman. Apenas tudo mostra que a Terra foi muito diferente durante a Idade Glacial. A elevação do nível do mar no final da Idade Glacial, que foi um evento recente, fez mais do que simplesmente elevá-lo globalmente - ela deslocou várias comunidades estabelecidas durante a Idade Glacial.

O DILÚVIO: APENAS UMA CÁTASTROFE LOCAL?
William H. Shea
Um exame da evidência arqueológica e das tradições lingüísticas e literárias mostra que a simples inundação de um vale da Mesopotâmia não pode explicar adequadamente o dilúvio bíblico.

Criacionistas e evolucionistas discordam quanto ao dilúvio. Os criacionistas argumentam que a Bíblia é um documento divinamente inspirado e que seu registro do dilúvio descreve um acontecimento histórico real, um dilúvio universal. Os evolucionistas respondem à narrativa bíblica de diversos modos.

Alguns a rejeitam como não histórica e indigna de consideração séria. Outros, contudo, dão uma explicação que não concorda com a opinião criacionista.

Sugerem que houve um acontecimento histórico que fornece a base para a história, mas que a história tem sido muito exagerada em relação ao acontecimento original. Pensam que houve uma inundação local grave no rio Tigre ou no Eufrates (ou em ambos), e que essa inundação foi ampliada de tal modo que quando o relato chegou ao escritor ou escritores bíblicos, foi considerado um dilúvio universal.

EVIDÊNCIAS GEOLÓGICAS DO DILÚVIO DE GÊNESIS
Ariel A. Roth
Um acontecimento como o dilúvio narrado em Gênesis haveria de deixar evidência significativa nas camadas de rochas da Terra. Quando essas camadas são examinadas, grande número de descobertas importantes sugere uma interpretação na base da ocorrência de um dilúvio. Durante um dilúvio universal, havia-se de esperar atividade catastrófica tão rápida quanto extensa, e pode-se ver tal evidência. Devemos ter em mente, porém, que, ao tratar de um acontecimento passado como o dilúvio, estamos lidando com interpretações e não com observações diretas.

Fonte:

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O osso que faltava !?!

Ano: 1922; local: Estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Um dente é encontrado em uma escavação e alguém diz que teria pertencido ao ancestral do homem. A notícia rapidamente se espalha e o achado é visitado até mesmo por cientistas do Velho Mundo, que atravessam o Atlântico e confirmam a descoberta. Em seguida, utilizando como base aquela peça, um desenhista resgata a imagem daquele que ficaria conhecido na história da Ciência e da teoria da evolução como sendo o “homem de Nebraska”, suposto ancestral do homem moderno. Mais alguns dias, e a verdade vem à tona: aquele dente pertencia mesmo a uma espécie de porco selvagem hoje extinta.

É óbvio que todos reconhecemos a arqueologia e a paleontologia como campos do conhecimento de valor inestimável, através dos quais é possível conhecer muito a respeito do passado do planeta que nos abriga. Foi através de escavações arqueológicas que tomamos conhecimento de antigas civilizações que existiram em tempos mais remotos; foi também através da pesquisa paleontológica que tivemos conhecimento de que nosso mundo já foi habitado por dinossauros gigantes que hoje não mais existem.

É inegável que um simples pedaço de osso pode nos dizer muito mais acerca do contexto de onde foi extraído do que apenas seu mero formato e dimensões. Dependendo da amostra, podemos ter certeza a respeito de sua função na estrutura óssea do animal que o possuía, tamanho desse animal e, possivelmente, até sua classificação taxonômica. O cientista, entretanto, precisa ter cuidado para não ir mais longe do que sua amostra permite, e parece que foi esse o caso no episódio do homem de Nebraska.

Esse parece também ser o caso do úmero (osso do antebraço) fossilizado de que fala a revista ISTOÉ de 14 de abril de 2004, p. 53.

"Meio peixe meio anfíbio
O fóssil de um úmero (osso do antebraço) descoberto na Pensilvânia pode ser a chave que faltava para indicar o momento em que os vertebrados deixaram a água para andar em terra firme. Parecida com uma salamandra, a espécie desconhecida media cerca de 60 centímetros e, na linha evolutiva, está entre peixes e anfíbios. O achado indica que o animal não possuía barbatana nem braço. O formato achatado do fóssil sugere que essa estrutura fazia apenas dois movimentos, para frente e para trás. Era o suficiente para o animal nadar e subir à superfície para respirar".

A partir desse achado tão fragmentário, possivelmente de uma espécie desconhecida, os cientistas que o descobriram pensam poder afirmar que o animal se parecia com uma salamandra e que, na linha evolutiva, está entre peixes e anfíbios, sendo capazes até de prognosticar que essa estrutura fazia apenas dois movimentos, para frente e para trás, e que isto era o suficiente para o animal nadar e subir à superfície para respirar.

Se todo esse conhecimento pudesse mesmo ser derivado do fóssil encontrado, certamente teria colocado seus descobridores em posição de destaque na galeria dos homens de ciência mais respeitados, pois seria, ainda que apenas um fragmento, parte de um fóssil de transição, exatamente como Darwin predisse que encontraríamos, assim que o registro fóssil fosse mais extensivamente pesquisado. Vemos, porém, a julgar pela repercussão que a descoberta teve no mundo da ciência, que se trata de mais uma dessas conclusões levianas que emanam do bloco evolucionista, no afã de dar sustentação à sua teoria sobre as origens.

Ciência demanda provas, mas não provas fabricadas, ainda que bem intencionadamente. Ciência significa conhecimento, e este se pressupõe verdadeiro. E a verdade, aqui, se resume no fato de que o registro fóssil não se mostra como suporte da tese da evolução, como tem sido a expectativa de praticamente todos os evolucionistas ao longo de todos esses anos, desde que Darwin manifestou publicamente essa expectativa. O registro fóssil, de modo irretorquível, nos fala de surgimento súbito de espécies, de lacunas intransponíveis entre elas, exatamente como predizia o modelo criacionista das nossas origens.

Fonte:

O Prof. Christiano P. da Silva Neto é professor universitário, pós-graduado em ciências pela University of London, estando hoje em tempo integral a serviço da ABPC - Associação Brasileira de Pesquisa da Criação, da qual é presidente e fundador. Autor de cinco livros sobre as origens, entre os quais destacam-se Datando a Terra e Origens - A verdade Objetiva dos Fatos, o Prof. Christiano tem estado proferindo palestras por todo o país, a convite de igrejas, escolas e universidades.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Jesus purificou o templo antes ou depois de sua entrada em Jerusalém?


Antes:
João 2:13 – purifica o templo;
João 12:12 – entrada em Jerusalém;

Depois:
Mateus 21:8 – entrada em Jerusalém;
Mateus 21:12 – purificação do templo.

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Descontradizendo:

João 2:
12 Depois disso ele desceu a Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. Ali ficaram durante alguns dias.
13 Quando já estava chegando a Páscoa judaica, Jesus subiu a Jerusalém.
14 No pátio do templo viu alguns vendendo bois, ovelhas e pombas, e outros assentados diante de mesas, trocando dinheiro.
15 Então ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas e virou as suas mesas.
16 Aos que vendiam pombas disse: “Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!”
17 Seus discípulos lembraram-se que está escrito: “O zelo pela tua casa me consumirá”.
18 Então os judeus lhe perguntaram: “Que sinal miraculoso o senhor pode mostrar-nos como prova da sua autoridade para fazer tudo isso?”
19 Jesus lhes respondeu: “Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias”.
20 Os judeus responderam: “Este templo levou quarenta e seis anos para ser edificado, e o senhor vai levantá-lo em três dias?”
21 Mas o templo do qual ele falava era o seu corpo.
22 Depois que ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se do que ele tinha dito. Então creram na Escritura e na palavra que Jesus dissera.

Refutando:
1. Se trata de duas purificações. No decorrer explanarei isto.

2. João relata a purificação na primeira vez que Jesus subiu ao templo. Já Mateus relata a última vez em que Jesus esteve no templo.

3. João relata depois do episódio várias idas de Jesus a Jerusalém visitando o templo: Jo 5:1 e 14; 7:14 e 28; etc...Mateus não relata nenhuma visita de Jesus ao templo antes do cap.21. Apenas no cap.21 ele cita o templo e por sinal destaca a segunda purificação. Depois disto Jesus foi crucificado. Em João, Jesus viveu todo o seu ministério entre o evento do templo e a cruz.

4. João cita Jesus fazendo uso de um chicote para expulsar os cambistas. Já Mateus apenas diz que Jesus expulsou os cambistas virando as mesas.

5. As palavras de Jesus em João foram: “Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!”. João liga este ato a profecia de Sl 69:9: “O zelo pela tua casa me consumirá”. Já em Mateus, as palavras de Jesus foram: “Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’” Mateus relata nas palavras de Jesus o texto de Is 56:7 e Jr 7:11.

6. Em João os sacerdotes abordam Jesus com estas palavras: “Que sinal miraculoso o senhor pode mostrar-nos como prova da sua autoridade para fazer tudo isso?”. Já em Mateus: “Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo?”.

7. Em João Jesus responde: “Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias”. E os sacerdotes dizem: “Este templo levou quarenta e seis anos para ser edificado, e o senhor vai levantá-lo em três dias?” E a conclusão dos discípulos é: Mas o templo do qual ele falava era o seu corpo. Depois que ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se do que ele tinha dito. Então creram na Escritura e na palavra que Jesus dissera. Já Mateus, Jesus responde: “Sim, vocês nunca leram:“ ‘Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor’”?.

8. Todos os textos de Mateus, conferem com Marcos, e Lucas. Tanto o contexto em que ocorreu, ou seja, na última visita de Jesus, como também fazem uso das mesmas palavras tanto para Jesus quanto para os sacerdotes que o abordaram.

Compare o texto com Marcos 11:
15 Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas
16 e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo.
17 E os ensinava, dizendo: “Não está escrito: “ ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’c? Mas vocês fizeram dela um ‘covil de ladrões’”.

Observe que Marcos não cita o chicote e as palavras de Jesus e dos sacerdotes não são as mesma de João e sim de Mateus.

Agora leiam o relato em Lucas 19:
45 Então ele entrou no templo e começou a expulsar os que estavam vendendo.
46 Disse-lhes: “Está escrito: ‘A minha casa será casa de oração’; mas vocês fizeram dela ‘um covil de ladrões’”.

Também coincidem tanto com Mateus quanto com Marcos.

Conclusão:
Não há em João nenhuma parte do texto que ligue o evento aos relatos semelhantes de Mateus, Marcos, e Lucas.

Não há uma única palavra tanto de Jesus quanto dos sacerdotes que coincidem uma com as outras para afirmarmos que se trate da mesma situação.

João relatou uma outra ocasião em que Jesus também se indignou e purificou o templo. Esta é a única coincidência que ligaria o relato de João com os demais.

Porém, os relatos não dão margem para afirmarmos que se trate da mesma situação.

Já os relatos de Mateus, Marcos e Lucas são semelhantes e neste caso se trata da mesma situação.


Pipe

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O "HOMEM" DE PILTDOWN:



UMA VISÃO PESSOAL A RESPEITO DO "HOMEM DE PILTDOWN"

Nota Editorial
É difícil avaliar o dano causado pela aceitação da fraude de Piltdown na mente de jovens estudantes e do povo em geral, ao formar a opinião de que realmente teria sido comprovada a evolução do homem a partir dos símios.

Os Editores não poderiam se eximir, neste sentido, de deixar aqui expresso o seu ponto de vista a esse respeito. De fato, nos idos da década de 40 do século passado (como o tempo transcorre rápido!), cursando então o curso ginasial, nosso Editor sênior começou a sofrer o influxo dos ensinamentos evolucionistas.

Era uma época em que os cursos de licenciatura da Faculdade de Filosofia, célula mater da Universidade de S. Paulo, haviam começado a formar professores de matemática, ciências, letras, e outras áreas, para os cursos secundários do Estado de S. Paulo, cuja rede de estabelecimentos estava em pleno desenvolvimento.

De maneira específica, os professores de ciência que passaram a ser formados a partir de então, à luz da estrutura conceitual evolucionista, influenciados pelos mestres estrangeiros que haviam vindo do exterior contratados para a implantação da Faculdade de Filosofia (a maioria deles, sem dúvida, adeptos do evolucionismo, que entrara em voga durante a sua própria formação acadêmica), tornaram-se arautos e apóstolos dessa postura que aos poucos foi sendo considerada como moderna e avançada.

Na realidade, não deixou de causar um certo conflito de ordem cultural a divulgação desses conceitos evolucionistas. De fato, à medida em que eles foram conquistando mais espaço, ocasionou-se também um certo impacto na área da educação, que até então permanecia praticamente fiel aos conceitos bíblicos referentes à Criação e a um Criador onipotente, com desígnio e propósito - conceito este pregado e difundido pela catequese, desde o início de nossa história, e posteriormente pelos educandários católicos, que tanta influência exerceram na formação dos próprios quadros dirigentes da nação.

No decorrer do seu curso ginasial, e sob a influência dos novos professores licenciados pela Faculdade de Filosofia da USP, o interesse de nosso Editor sênior pela ciência foi sendo despertado, até ao ponto de já em torno de 1943 ter reunido um razoável acervo pessoal dos mais interessantes livros de divulgação científica que na época tinham sido editados no Brasil. Evidentemente, todos os títulos eram inteiramente evolucionistas, e todas as evidências apresentadas eram consideradas sempre sob a perspectiva da estrutura conceitual evolucionista. Assim, cada vez mais se fortalecia a sua "fé" na veracidade daquilo que para ele foi se tornando praticamente uma nova religião.

Em conexão com a questão da origem do ser humano, uma imagem que então ficou gravada, e que calou fundo, foi a reconstituição dos "elos perdidos" entre o homem e os símios, incluindo aí o famoso e até então insuspeito elo chamado de "Homem de Piltdown.

Até hoje ainda constam do acervo que ficou sob a custódia da Sociedade Criacionista Brasileira livros daquela época, recordando em particular a convicção de terem sido encontrados os famosos "elos perdidos", tão procurados desde os tempos de Darwin.

Não poderíamos deixar de aproveitar também a especial oportunidade com que nos defrontamos, para testemunharmos a influência que a reconstituição (artística, preconcebida para realçar traços fisionômicos simiescos, hipotéticos) exerceu sobre a mente dos que então liam a literatura evolucionista de divulgação supostamente científica, incluindo aí o nosso Editor sênior!

A título de curiosidade, reproduz-se na Figura 2 a fotografia do busto do "Homem de Piltdown", reconstituído pelo Prof. J. H. McGregor, que se encontra na publicação de autoria de David Dietz, intitulada "A História da Ciência", editada pela Livraria José Olympio Editora, sem data, mas presumivelmente em torno de 1943. Ao seu lado reproduzimos também um trecho da "árvore genealógica" do Homo sapiens, constante da mesma publicação.

Na Figura 3 apresentamos as fotografias da reconstituição do crânio do "Homem de Piltdown", da mandíbula, e detalhes dos dentes, reproduzidos de pranchas inseridas na publicação "The Piltdown Men" - A Case of Archaeological Fraud", de autoria de Ronald Millar, edição de 1974, obra citada nas referências bibliográficas do artigo publicado neste número da Folha Criacionista.

Desejamos, finalmente, lembrar a nossos leitores que no Número 6 da Folhinha Criacionista são dadas também algumas informações sobre a fraude de Piltdown, com duas interessantes fotografias ilustrativas.

ASPECTOS GERAIS E CRANIOMÉTRICOS DO "HOMEM DE PILTDOWN"
No número 3 da Folha Criacionista, de abril de 1973, foi publicado um artigo com o título acima, de autoria do Dr. Welingtom Dinelli, então assistente-doutor do Departamento Clínico da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara. O Dr. Dinelli continuou sua carreira na área de Dentística, aposentando-se como Professor Titular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus de Araraquara.


Recomendamos aos interessados no assunto a leitura dessa importante análise feita pelo Dr. Dinelli.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Belém-Efrata é uma família ou uma cidade?

Em Miquéias temos uma profecia sobre Cristo
Miquéias 5:2 – fala sobre o Messias que supostamente sairá de Belém-Efrata

Mas temos um probleminha; Seria mesmo uma profecia sobre Jesus?
Miquéas 5:6 – fala sobre um líder militar

Bom aí muda tudo não é?

Já em Mateus 2,6 – temos a menção de Miquéias 5:2

Pois, é mas vamos para I Crônicas 2:50-51
Nós observamos que Belém-Efrata é uma família, não a cidade de Belém, onde Cristo, segundo a bíblia, nasceu.

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Descontradizendo:

Vamos aos textos:
Miquéias 5:
2 “Mas tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos.”
3 Por isso os israelitas serão abandonados até que aquela que está em trabalho de parto dê à luz. Então o restante dos irmãos do governante voltará para unir-se aos israelitas.
4 Ele se estabelecerá e os pastoreará na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, o seu Deus. E eles viverão em segurança, pois a grandeza dele alcançará os confins da terra.
5 Ele será a sua paz. E quando os assírios invadirem a nossa terra e marcharem sobre as nossas fortalezas, levantaremos contra eles sete pastores, até oito líderes escolhidos.
6 Eles pastorearão a Assíria com a espada, e a terra de Ninrode com a espada empunhada. Eles nos livrarão quando os assírios invadirem a nossa terra, e entrarem por nossas fronteiras.
15 Com ira e indignação me vingarei das nações que não me obedeceram.”

Observe que o vs.6 fala de sete ou oito pastores que se levantariam contra a Assíria. E isso não tem nenhuma ligação com o governante que viria de Belén-Efrata. Portanto, a profecia fala de um governante que se levantaria, nesse caso, o Messias, e dos sete outros governantes que se levantariam contra a Assíria.

I Crônicas 2:50-51
50 Calebe teve também estes outros descendentes. Os filhos de Hur, o filho mais velho de Efrate: Sobal, fundador de Quiriate-Jearim,
51 Salma, fundador de Belém, e Harefe, fundador de Bete-Gader.

Onde diz aqui que Belém é uma família?


Pipe

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Contradição da Permanência de Jesus


A pergunta é: quanto tempo Jesus ficou na Terra após a ressurreição?

Lucas 24 diz que foi por cerca de um dia; talvez um pouco mais:
12 Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.
13 E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
(...)
15 E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.
28 E chegaram à aldeia para onde iam,
(...)
29 E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
(...)
31 Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
(...)
33 E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles.
(...)
36 E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco.
(...)
50 E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou.
51 E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu
Podemos ver que em Lucas não há qualquer indicação de que Jesus ficou vários dias se encontrando com os discípulos. Tudo ocorre de modo bem seguido.

Porém, Atos 1 discorda, e alonga o tempo de Jesus na Terra para 40 dias:
3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.
(...)
9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

E dizem que Atos e Lucas têm o mesmo redator

PS: Mateus nada fala sobre isso; Marcos não dá indicações de tempo; João dá a entender que Jesus ficou uns 10 dias na Terra.

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Por Samurai

Descontradizendo:
Creio que em Lucas está sendo citado apenas uma das aparições de jesus. Por que?

Porque no cap.34 de Lucas 24 diz que jesus foi visto por Simão tbm. e no cap.31 diz que ele desapareceu e não que ele subiu aos céus.
(Lucas 24:34) - Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão.

Então vemos que jesus aparece pra mais alguém, então naquele momento ele não havia ido pro céu e o versículo abaixo prova isso.

(Lucas 24:31) - Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.

Então jesus DESAPARESEU-LHES e não subiu ao céu. Então o texto não descarta a possibilidade dele nunca mais ter aparecido, certo?

(Atos 1:3) - Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.

Algumas versões dizem: depois de sua morte jesus apareceu a eles de muitas maneiras.

Então ai temos que jesus apareceu diversas vezes antes de subir aos céus.

(Atos 1:9) - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

Somente nesse versículo vemos que realmente jesus foi levado aos céus.


Obrigado!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quando Jesus nasceu?

Contradição proposta por Sky Kunde na comunidade "Contradições da Bíblia":

A Contradição da Data de Nascimento de Jesus

A pergunta é: Quando Jesus nasceu?

Mateus diz que foi durante o reinado de Herodes:
"E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém" - Mateus 02:01

Lucas diz que foi durante um censo realizado por Quirino quando este era governador (ou presidente) da Síria:
"E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse
(Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).
(...)
E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),
A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida" - Lucas 02:01-05

Qual o problema com as informações acima?

O problema é que no mínimo 10 anos separam o reinado de Herodes, que morreu em 4 a.C. do governo de Quirino na Síria, o qual começou em 7 d.C.
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Descontradizendo:

Gleason Archer responde esta:
“Lc 2:1 fala-nos de um decreto de César Augusto, pelo qual o “mundo” todo (oikoumene, na verdade, significa as nações sob a autoridade de Roma) seria registrado em recenseamento para fins de cobrança de impostos. O versículo 2 especifica o tipo de censo a que se refere o texto em que José e Maria tiveram de ir até Belém e registrar-se, sendo descendentes do rei Davi. Foi esse o primeiro recenseamento realizado por Quirino (ou “Cirênio”), como governador (ou pelo menos agindo como se fora governador) da Síria. Josefo não menciona nenhum censo durante o reinado de Herodes, o Grande (morto em 4 a.C.), mas registra um realizado por “Cirênio” (Antiquities, 17.13.5) logo depois de Herodes Arquelau ter sido deposto em 6 d.C.: “Cirênio, o que havia sido cônsul, foi enviado por César para computar os efeitos populacionais na Síria e vender a casa de Arquelau”. (Parece que o palácio do rei deposto seria vendido e o valor da venda entregue ao governo romano).

Se Lucas data o recenseamento em 8 ou 7 d.C., existiria aparentemente uma discrepância de quatorze anos mais ou menos. Além disso, em vista de Saturnino (de acordo com Tertuliano, em Contra Marcião 4.19) ter sido embaixador da Síria de 9 a 6 a.C., e Quintílio Varo, o embaixador de 7 a.C. a 4 d.C. (observe uma sobreposição de um ano entre os dois períodos), há dúvida quanto a se Quirino chegou realmente a ser o governador da Síria.

Como solução desse problema, notemos de início que Lucas afirma ser esse o “primeiro” censo feito sob Quirino (haute apographe prote egeneto). A menção do “primeiro” pressupõe a existência do “segundo”, algum tempo depois. Portanto, Lucas estava ciente desse segundo censo feito por Quirino, em 7 d.C., a que Josefo faz alusão na passagem acima mencionada. Sabemos disso porque Lucas (que viveu muito mais perto dessa época do que Josefo também menciona Gamaliel, que faz alusão à insurreição de Judas, o Galileu, ”nos dias do recenseamento” (At 5:37). Os romanos tinham o hábito de realizar um censo de 14 em 14 anos, o que se enquadra no esquema do primeiro censo em 7 a.C. e do segundo, em 7 d.C.

Todavia, seria Quirino (chamado Kyrenius pelos gregos, por causa da ausência do “q” no alfabeto atiço, ou talvez porque esse procônsul foi realmente um governador bem-sucedido de Creta e Cyrene, no Egito, cerca de 15 a.C.) na verdade o governador da Síria? O texto lucano diz aqui hegemoneuontos tes Syrias Kyreniou (”enquanto Cirênio estava conduzindo – governava – a Síria”. Ele não é chamado de Legatus (o título oficial romano para governador de uma região), mas o particípio hegemoneuontos é usado aqui, termo apropriado para um hegemon como Pôncio Pilatos (chamado de procurador, mas não de Legatus).

Não se deve dar muito valor ao título oficial. Mas sabemos que entre 12 e 2 a.C., Quirino era o responsável pela captura sistemática de montanheses rebeldes, nos planaltos de Pisídia (Tenney, Zondervan Pictorial Encyclopedia, 5:6), pelo que era uma personagem militar de grande prestígio, no Oriente Próximo, nos últimos anos do reinado de Herodes, o Grande. A fim de assegurar eficiência e rapidez, é possível que Augusto tenha colocadoQuirino como responsável pela execução do recenseamento, na região da Síria, no período de transição entre o final da administração de Saturnino e o início do governo de Varo, em 7 a.C. Certamente, foi por causa do seu modo eficiente de executar o censo de 7 a.C. que o imperador o colocou como responsável pelo de 7 d.C.

Quanto à falta de referências seculares a um recenseamento geral do Império Romano nessa época, não há problema algum. Kingsley Davis (Encyclopaedia Britannica, 14th ed., 5:168) declara: "A cada cinco anos, os romanos contavam seus cidadãos e propriedades, a fim de determinar seu potencial. Esse costume estendeu-se por todo o império romano em 5 a.C.”.

Fonte: Gleason Archer, ”Enciclopédia de Temas Bíblicos”, ed. Vida, pg. 309-310.
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Norman Geisler e Thomas Howe também fornecem algumas informações essenciais:

“Lucas não cometeu erro algum. Há soluções bastante razoáveis para essa dificuldade.

Primeiro, Quintilius Varus foi o governador da Síria de cerca de 7 a.C. a cerca de 4 a.C. Varus não era um líder que inspirava confiança, o que foi desastrosamente demonstrado no ano 9 a.D., quando ele perdeu três legiões de soldados na floresta Teutoburger, na Alemanha. A contrário dele, Quirino era um notável líder militar, que tinha sido o responsável por arrasar a rebelião dos homonadensianos na Ásia Menor. Quando chegou o tempo de começar o recenseamento, em cerca de 8 ou 7 a.C., Augusto encarregou Quirino de resolver o delicado problema existente na área volátil da Palestina, de fato passando por cima da autoridade e do governo de Varus, ao destacar Quirino para uma posição com autoridade especial naquela questão.

Tem sido proposto também que Quirino foi governador da Síria em duas ocasiões diferentes, uma enquanto perpetrava a ação militar contra os homonadensianos, entre 12 e 2 a.C., e outra começando em cerca de 6 a.D. A interpretação de uma inscrição latina descoberta em 1764 referiu-se a Quirino como tendo servido como governador da Síria em duas ocasiões.

É possível ainda que Lucas 2:2 possa ser traduzido assim: ”Este alistamento foi feito antes de Quirino ser o governador da Síria”. Nesse caso, a palavra grega traduzida como ”primeiro” (protos) é traduzida como um comparativo, “antes” . Devido à estranha construção da frase, essa não é uma versão improvável.

Independentemente de qual das soluções tenha sido aceita, não é necessário concluir que Lucas tenha cometido um erro nos registros que fez dos eventos históricos ocorridos na época do nascimento de Jesus. Lucas demonstrou ser um historiador de confiança, mesmo nos detalhes. Sir William Ramsey mostrou que, ao fazer referência a 32 países, 54 cidades e 9 ilhas, Lucas não cometeu nenhum erro!”

Fonte: Norman Geisler e Thomas Howe, "Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia", ed. Mundo Cristão, pg. 392-393.
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Paul Gardner também coopera com a seguinte informação:

"A lista de governadores desta província revela algumas lacunas, uma das quais entre 11 a 8 a.C., provavelmente foi preenchida por Quirino. Jesus neste caso nasceu por volta de 6 e 5 a.C. e tinha mais ou menos 2 anos de idade quando Herodes ordenou o massacre das crianças".


Fonte: Paul Gardner, "Quem é quem na Bíblia Sagrada"; ed. Vida; pg.546-547.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A "contradição" de Jericó


Em Josué 6;26 relata a destruição de jerico e "diz maldito quem reconstruir jerico."

I Crônicas 19;5 diz: fiquem em jerico até que a barba cresça e então voltem para casa. "Reinado de Davi"
I Reis 16;34 diz que Hiel, de betel reconstruiu Jericó no tempo do rei acabe e nele a maldição de Josué se cumpre! Mas no tempo de davi(antes) ela ja tinha voltado a existir.

Contradição: No tempo de Davi jerico ja tinha voltado a existência, nessa época tinha que ter caído a maldição de Josué! Mas a maldição se cumpre no tempo de Acabe quando Hiel reconstrói jerico, sendo que ela já existia!
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Descontradizendo:
O texto denota mais uma questão de localidade do que Jericó ter sido reconstruída de alguma forma. Pois leia comigo a forma como era falado de Jericó em outros textos posteriores a queda da cidade:

Js 16:1 e 7 ”As terras distribuídas aos descendentes de José iam desde o Jordão, perto de Jericó, a leste das águas de Jericó, e daí subiam pelo deserto até a serra que vai de Jericó a Betel... Depois descia de Janoa para Atarote e Naarate, encostava em Jericó e terminava no Jordão.”

Js 18:12 e 21 ”No lado norte a sua fronteira começava no Jordão, passava pela encosta norte de Jericó e prosseguia para o oeste, para a região montanhosa, terminando no deserto de Bete-Áven... A tribo de Benjamim, clã por clã, recebeu as seguintes cidades: Jericó, Bete-Hogla, Emeque-Queziz,

Js 20:8 ”No lado leste do Jordão, perto de Jericó, designaram Bezer, no planalto desértico da tribo de Rúben; Ramote, em Gileade, na tribo de Gade; e Golã, em Basã, na tribo de Manasses”.

Ou seja, em nenhum momento Josué fala algo de Jericó ter sido reconstruída, mas uso a sua localidade ou ruínas como ponto de referência.

Por isso Davi diz:
2 Sm 10:5 ”Quando Davi soube disso, enviou mensageiros ao encontro deles, pois haviam sido profundamente humilhados, e lhes mandou dizer: “Fiquem em Jericó até que a barba cresça, e então voltem para casa”.

Não há nenhuma menção de Jericó ter sido reconstruída até o reinado de Acabe (1 Rs 16). As ruínas eram apenas usadas como referência geográfica ou lugar de refúgio (cf.2 Sm 10:5). Acabe foi o sétimo rei depois de Salomão em Israel. E em nenhum momento a Bíblia diz que Jericó havia sido reconstruída, a não ser justamente no reinado de Acabe. Observe o que diz o versículo anterior de 1 Rs 16:34:

1 Rs 16:33 ”Fez também um poste sagrado. Ele provocou a ira do SENHOR, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel antes dele”.

Ou seja, uma das provocações de Acabe foi justamente permitir que Hiel reconstruísse Jericó.

Conclusão:
Não há nenhuma menção de Jericó ter sido reconstruída antes de Acabe. Porém, provavelmente, mesmo suas ruínas ou o que sobrou dela, continuou sendo usada pela tribo de Benjamim. Isto é o que temos descrito em Js, 1 Rs e 1 Cr. A única vez que se é mencionado a reconstrução é no reinado de Acabe.

Por isso, afirmarmos que Jericó havia sido reconstruída antes deste tempo é apenas uma especulação.


Pipe

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

FÓSSEIS: SUA ORIGEM E SIGNIFICADO

Carlos F. Steger

O estudo de fósseis na América do Sul confirma a história de uma catástrofe global

O estudo de fósseis é uma ciência antiga. Os egípcios e os gregos identificaram fósseis de animais marinhos. Leonardo da Vinci definiu fósseis como restos de organismos do passado, e Alessandro, seu compatriota, explicou sua presença nas montanhas como causada pela emergência de sedimentos do leito marinho (3). Durante o século 16, Gesner publicou um catálogo da primeira coleção europeia de fósseis. Descobertas de fósseis e explicações quanto a sua origem seguiram-se uma após a outra, a partir do século 17.

Etimologicamente, fóssil significa algo extraído da terra. O termo é também aplicado a toda evidência de vida de um passado remoto.

Estratigrafia e fósseis
Durante o século 18, W. Smith propôs a caracterização das formações geológicas pelos fósseis nelas encontrados. Esse princípio é aplicado na paleontologia e na geologia (13). Muito embora uma sucessão ininterrupta de fósseis e rochas não seja encontrada em parte alguma do globo, os cientistas criaram uma coluna geológica ideal correlacionando fósseis e sedimentos de diferentes lugares, mormente da Europa (14). Para caracterizar cada período na coluna geológica, foram usados "fósseis-índices" ou "fósseis-padrão" - fósseis típicos achados naquele sedimento. Uma característica notável da coluna geológica é o surgimento e desaparecimento súbitos de alguns desses fósseis típicos, sem evidência de seus ancestrais diretos ou de seus descendentes (15).

A coluna estratigráfica pode ser interpretada com base em duas teorias ou modelos: uniformismo (ou atualismo) e catastrofismo (ou diluvialismo), para as quais voltaremos agora a nossa atenção.

O uniformismo como modelo
Diversos filósofos gregos sustentavam a teoria de que os fenômenos naturais atuais ajudavam a explicar acontecimentos do passado. Em 1788, J. Hutton adotou essa idéia ao desenvolver sua teoria da história da Terra, afirmando jamais ter observado "qualquer vestígio de um começo, nem qualquer previsão de um fim". Essa teoria, aplicada à geologia e à paleontologia, é conhecida como uniformismo ou atualismo. Ela propõe que todos os fenômenos podem ser explicados como resultado de forças que têm operado uniformemente desde a origem da vida até o tempo presente.

O catastrofismo como modelo
O conceito de uma catástrofe universal, como o dilúvio descrito na Bíblia, está presente em muitas tradições de cada continente (29). Serão essas tradições mera coincidência? Ou apontam para um cataclismo real, vividamente lembrado através de muitas gerações? Alguns autores, como Derek Ager, afirmam que os sedimentos da Terra foram depositados na e pela água, através de uma catástrofe. Esses autores sugerem ainda eventos catastróficos como a causa do aparecimento e desaparecimento de organismos no registro fóssil, embora a maioria deles não aceite a idéia de uma catástrofe global.


No fim do século 16, T. Burnet publicou um livro sobre a origem do mundo e sua destruição por um dilúvio, merecendo a apreciação de lsaac Newton. Grandes naturalistas do século 19, tais como Cuvier e D'Orbigny, também defenderam a teoria do dilúvio. Tentando ajustar o registro bíblico ao conhecimento científico de seu tempo, eles apresentaram interpretações que desacreditaram a Bíblia no mundo científico.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Paulo mentiu a respeito de Tiago?


Contradição proposta por um tal Pedro na “Contradições da Bíblia”:

Como sabemos havia 2 (DOIS) Thiago apóstolos. SOMENTE DOIS.

O Tiago Menor tinha três irmãos, José, Judas Tadeu e Simão (conforme S. Lucas, Capítulo 6, 13-16 e era filho de Alfeu - ou Cleofas - e de Maria, irmã da Mãe de Jesus.

O Tiago Maior foi morto por Herodes (Atos, Capítulo 12,1-2)

Agora leia esse versículo:
Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias. Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor." adephos (Epístola aos Gálatas, Capítulo 1, 18-19).

Se um Tiago foi morto, e outro era filho de Cleofas!

QUEM ERA ESSE IRMÂO DE JESUS?
A Igreja católica diz que esse irmão pode ser figurativo, podendo significar várias coisas como amigo íntimo a primo, assim como está em outros livros.

A Igreja também fala que primo/irmão era a mesma palavra em hebraico, mas Paulo não escreveu em hebraico e sim grego rsrsrs. Porém mesmo assim, ela explica que Paulo copiou alguns escritos, não ligando pra esse tipo de erro linguístico entre hebraico e grego...

em grego:
adephos = irmãos de sangue
anépsios = primos
syngenes = parentes

Pra piorar a situação, S. Paulo usa enepsio para dizer primo em Colossenses 4:10. Portanto ele realmente quiz dizer IRMÂO de jesus e apostolo rsrsr....

Porém evangélicos que dizem que existe o irmão de Deus encarnado rsrs, não fiquem alegres não... Quem era aquele APOSTOLO irmão DE JESUS, citado por Paulo, já que os únicos 2 Tiagos apóstolos não podem ser? Ja que a Igreja se explicou, e v6? Heeh

Um 3º Tiago apostolo inventado pela imaginação fraudulenta de Paulo?
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Descontradizendo:

Vamos ler At 15:
2 Isso levou Paulo e Barnabé a uma grande contenda e discussão com eles. Assim, Paulo e Barnabé foram designados, junto com outros, para irem a Jerusalém tratar dessa questão com os apóstolos e com os presbíteros.
4 Chegando a Jerusalém, foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros, a quem relataram tudo o que Deus tinha feito por meio deles.
6 Os apóstolos e os presbíteros se reuniram para considerar essa questão.
13 Quando terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: “Irmãos, ouçam-me.
22 Então os apóstolos e os presbíteros, com toda a igreja, decidiram escolher alguns dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas, dois líderes entre os irmãos.
23 Com eles enviaram a seguinte carta:“ Os irmãos apóstolos e presbíteros, aos cristãos gentios que estão em Antioquia, na Síria e na Cilícia:

At 21:18 No dia seguinte Paulo foi conosco encontrar-se com Tiago, e todos os presbíteros estavam presentes.

Havia um terceiro Tiago que também era apóstolo. Este Tiago que foi ordenado apóstolo era de fato irmão de Jesus e foi o mesmo que escreveu a epístola de Tiago. Ele não estava entre os doze mencionados em Mateus, assim como Matias e Paulo também não estavam.

Este também era irmão de Judas, o que escreveu a epístola de Judas:
1 Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo:

No livro apócrifo: "A História de José, o Carpinteiro" no capítulo 2, vs.3 descreve claramente os nomes dos 4 irmãos e das 2 irmãs de Jesus por parte de pai:
"... Judas, e Josetos, Tiago e Simão; suas filhas chamavam-se Lísia e Lídia".

José era viúvo quando conheceu Maria. E, este era bem mais velho que ela. O livro diz que Maria tinha 14 anos quando ficou grávida de Jesus (5:1). O livro também menciona que Tiago era o mais novo filho do primeiro casamento (11:1). Não menciona o paradeiro de Judas, mas diz que os outros quatro filhos haviam se casado (11:1).

O relato concorda com o que Paulo disse em Gl 1:9 "Não vi nenhum dos outros apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor".

E também concorda com Jd 1 "Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo:"

Conclusão:
Por tanto, havia um terceiro Tiago (o que escreveu a epístola de Tiago), irmão de Jesus e de Judas (o que escreveu a epistola de Judas), descrito em Atos 15 e 21:18 que era contado entre os apóstolos e presbíteros, cuja figura, exercia autoridade e opinião de liderança na igreja. Era este Tiago que Paulo estava se referindo em sua carta aos Gálatas.

Por tanto, não há nenhuma mentira da parte de Paulo.

Fonte:
"Apócrifos e pseudo-epígrafos da Bíblia", organizado por Eduardo de Proença, Fonte Editorial, pg. 436-438.


Pipe

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Jesus não cumpriu sua promessa aos fariseus?

Tópico proposto por um tal Andrey na comunidade "Contradições da Bíblia":

Jesus, e os Fariseus???

Os fariseus e Saduceus Pediram um sinal a Jesus
"E, CHEGANDO-SE os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu". [Mateus 16:1 - Almeida Fiel e Corrigida]

Bem Jesus disse aos Fariseus que daria um sinal a Eles
"Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se". [Mateus 16:4 - Almeida Fiel e Corrigida]

O problema que quando ressuscitou, estranhamente Jesus não passou por lá, nem deu satisfação, pra mostrar que era verdade...

Cara estranho
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Por Pipe

Descontradizendo:

Vamos lá:
Mt 16:
1 Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e o puseram à prova, pedindo-lhe que lhes mostrasse um sinal do céu.
2 Ele respondeu: “Quando a tarde vem, vocês dizem: ‘Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho’,
3 e de manhã: ‘Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado’. Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos!
4 Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas”. Então Jesus os deixou e retirou-se.

Agora leiam alguns capítulos anteriores para perceberem do que Jesus estava falando:
Mt 12:
38 Então alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: “Mestre, queremos ver um sinal miraculoso feito por ti”.
39 Ele respondeu: “Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas.

Este é o sinal que Jesus disse que daria à eles:
40 Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra".


Alguém aí tem dúvida de que Jesus deu aos fariseus este sinal?