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terça-feira, 23 de junho de 2015

Livro: "Evolução - Uma Teoria em Crise" de Michael Denton

Resenha do livro por John W. Oller, Jr., Ph.D.

Tradução do inglês: Santiago Escuain

Tradução ao português: Emerson H. de Oliveira

O livro de 1986 de Michael Denton, Evolution: A Theory in Crisis (Evolução: Uma teoria em crise), é uma crítica secular do darwinismo ortodoxo. É reflexiva, lógica, empírica e bem escrita. Denton é respeitoso e equilibrado, mostrando um raro conhecimento de e simpatia a Charles Darwin. Distingue entre microevolução e macroevolução. O primeiro tem lugar dentro dos genótipos. Os tentilhões dos Galápagos estudados por Darwin ilustram a microevolução, o mesmo que o suplantamento circunpolar entre espécies de gaviotas, e as muitas variedades de moscas da fruta nas ilhas Havaí. No entanto, a criação seletiva das galinhas, pavões, gado, cavalos, cães, gatos e muitos outros animais domésticos dão resultados similares em menos tempo.

A macroevolução, o segundo conceito, é o que deveria ter ocorrido se a evolução tivesse chegado a primeira célula, ou saltasse através dos genótipos, digamos, que de um réptil a uma ave. Enquanto e microevolução é evidente na distribuição geográfica de muitas espécies vivas (2) e na criação seletiva, ele sustenta só a teoria especial de Darwin, a da variação dentro dos genótipos. Mas a teoria geral, a mudança através dos tipos (ou macroevolução) exige a mudança a outro em vez de um movimento lateral.

Para a macroevolução, o problema é como puderam surgir formas de vida viáveis totalmente desenvolvidas por acaso. Denton cita a Monod, que disse: "O puro acaso está na origem de cada inovação, de toda criação na biosfera. O puro acaso, absolutamente livre, mas cego" (3). Supõe-se que o acaso deu origem ao primeiro organismo - talvez uma bactéria, uma alga ou protozoário. Posteriormente, segundo propõe a teoria, a mudança se desenvolveu em complexos invertebrados e plantas, seguidos pelos peixes, anfíbios, répteis, aves e, por último, os mamíferos.

Segundo Denton, a prova de uma sequência assim exige ao menos um dos dois tipos de evidência: ou uma cadeia ininterrupta de fósseis de transição, de intermediários sobreviventes ou reconstruções plausíveis de tais séries juntos com seus respectivos nichos ecológicos. A dificuldade está em mostrar como cada elo da cadeia poderia ser viável no tempo suficiente para que pudesse estabelecer a segunda. Só através do estabelecimento de séries completas de transição pode tornar plausível a hipotetizada continuidade da hierarquia - desde já, a prova empírica é uma exigência muito mais difícil de suprir. Aqui, o que se trata é de mera plausibilidade. Se estas transições jamais ocorreram, deveria existir formas intermediárias nos fósseis e nos organismos vivos. Os limites claramente marcados deveriam ser mais exceção do que a regra.

Ainda que Darwin esperasse que chegariam a aparecer transições fósseis, não foi assim. Só apareciam casos triviais de microevolução, dificilmente rivalizando com a criação seletiva. E não foi possível nenhuma medição precisa da distância entre as classes existentes mesmo já passados mais de cem anos.

Vejamos o Celacanto. Na base da evidência fóssil, os evolucionistas criam que se tratava de um intermediário entre os peixes e os anfíbios. As reconstruções mostravam o Celacanto com características anfíbias e ictíneas. Posteriormente se descobriram Celacantos vivos no Oceano Índico perto da cidade do Cabo, África do Sul. Eram peixes. As reconstruções haviam sido erradas. O que demonstra que os fósseis constituem uma pobre base para inferências detalhadas sobre os elos propostos entre as classes.

No entanto, Denton observa que os avanços na microbiologia possibilitam chegar a um novo tipo de evidência. Agora é possível comparar diretamente os blocos básicos de construção - as proteínas - dos seres vivos. Denton observa que as proteínas determinam "toda a biologia de um organismo, todas suas características anatômicas, suas funções fisiológicas e metabólicas...." (4) É difícil crer que a estrutura proteínica e a evolução puderam carecer de relação. Denton escreve:

A sequência aminoácida de uma proteína de dois organismos diferentes pode ser facilmente comparada alinhando as duas sequências e contando a quantidade de posições em que diferem as cadeias. (5)

E estas diferenças podem ser quantificadas de uma maneira exata e provem um enfoque inteiramente novo para a medição das diferenças entre espécies. ...

Ao prosseguir o trabalho neste campo, se tornou claro que cada proteína particular tinha uma sequência ligeiramente diferente nas espécies diferentes e que espécies estreitamente relacionadas tinham sequências estreitamente relacionadas. Quando se comparam as sequências de hemoglobina de mamíferos diferentes, como o homem e o cão, a divergência sequencial era ao redor de vinte por cento, enquanto que ao comparar-se a hemoglobina de dois espécies dissimilares como o homem e a carpa, se encontrou que a divergência sequencial era ao redor de cinquenta por cento. (6)

Estas comparações possibilitam a comprovação de hipóteses sugeridas pela ortodoxia neodarwinista. Por exemplo, suponhamos que as bactérias tenham estado presentes por muito mais tempo que as espécies multicelulares, p.e., os mamíferos. Suponhamos que as bactérias estejam mais estreitamente relacionadas com as plantas que com os peixes, anfíbios e mamíferos, nesta ordem. Se é assim, deveríamos ver evidência destes fatos nas sequências de aminoácidos das proteínas comuns. Por exemplo, todos os grupos mencionados empregam citocromo C, uma proteína empregada na produção de energia. As diferenças nesta proteína deveriam concordar com uma sequência evolutiva. No entanto, a comparação do citocromo C bacteriano as proteínas correspondentes no cavalo, atum, bicho da seda, trigo e levedura mostram que estas últimas são todas equidistantes do da bactéria. A diferença entre a bactéria e a levedura não é menor que entre a bactéria e o mamífero, ou entre quaisquer das outras classes.

Tampouco muda a coisa se escolhemos outras classes ou proteínas diferentes. As classes tradicionais de organismos são identificáveis através da hierarquia tipológica e as distâncias relativas entre as mesmas resultam similares, com independência das hipotéticas sequências evolutivas. Por exemplo, Denton observa que os anfíbios não se encontram entre os peixes e os vertebrados terrestres. Ao contrário da teoria ortodoxa, os anfíbios estão a mesma distância dos peixes que os répteis e os mamíferos. (7)

Em todas as comparações, as hipóteses do evolucionismo geral resultam falsas. Escreve Denton:
A descoberta realmente significativa que vem à luz ao comparar as sequências aminoácidas das proteínas é que é impossível dispô-las em nenhuma classe de série evolutiva. (8)

O resultado disto é que todo o conceito de evolução se derruba (9) [devido a que] a pauta de diversidade ao nível molecular se conforma a um sistema hierárquico sumamente ordenado. Cada classe é, ao nível molecular, singular, isolada e carente de relação mediante intermediários. (10)

Além disso, os ajustes acidentais do desenho que exige o evolucionismo geral são desastres lógicos. As mutações aleatórias devidas a radiação, a erros de cópia ou outras fontes propostas, raramente resultam em ajustes viáveis de design e nunca em designs perfeitos mais avançados.
A evidência a favor de uma evolução geral está totalmente ausente e as predições em base da teoria resultam falsas. Darwin confessou que O sinal das formas específicas e o fato de que não estejam amalgamadas entre si mediante inumeráveis formas de transição é uma dificuldade muito evidente. (11)

Contudo, ele insiste em uma mudança gradual devido a seleção natural que, ao seu entender, não pode produzir modificações grandes ou repentinas; só pode atuar mediante passos curtos e lentos. (12)

Mais de um século depois, o registro fóssil segue sem ajustar-se à ortodoxia darwinista. Ironicamente, foi ao admitir este "segredo profissional da paleontologia" (13) que o professor Stephen Jay Gould, de Harvard, adquiriu fama e glória. A partir de Darwin, os investigadores chegavam a abismos intransponíveis por todas partes da hierarquia biológica. No entanto, pretendiam que estes abismos não existiam. Isto preparou a cena para a teoria dos saltos de Gould - ideia esta que Darwin havia negado de modo expresso.

A ideia de Gould é semelhante às fantasias de Fred Hoyle (14) e de Francis Crick (15) sobre as civilizações extraterrestres. Enquanto Gould, junto com seu colega Niles Eldredge, propõe milagrosos saltos repentinos no progresso evolutivo,(16) Hoyle e Crick propõe a panspermia - sementes de vida procedentes de alguma civilização extraterrestre. Todas estas teorias servem só para se desviar do problema. Denton as nega, e conclui que um design perfeito implica uma suprema inteligência. Mas, ao contrário de Gould, Eldredge, Hoyle e Crick, não alcança sua própria proposta a partir de uma imaginação desbocada, mas por uma implacável aplicação da lógica.

Ele observa que o problema do desígnio e sua solução encontram uma analogia quase perfeita na dificuldade de gerar textos em um idioma determinado. Enquanto que a quantidade de textos possíveis é grande, a quantidade de cadeias de letras carentes de sentido e muito maior nas ordens de infinitude. É tirar muito por baixo dizer que a probabilidade de gerar por acaso inclui um texto gramatical de só uns poucos centos de palavras é desprezivelmente pequena. Qualquer cadeia de linguagem com sentido implica inteligência.

Da mesma maneira, as sequências viáveis do material da vida estão em uma proporção infinitesimal frente a todas as possíveis sequências. A questão é como poderia surgir por acidente uma sequência viável. Denton considera as probabilidades. Cita a Hoyle e Wickramasinghe, que estimam que a probabilidade de que uma só célula vivente surgisse espontaneamente a existência em 1 entre 1040.000 chances - "uma probabilidade impossivelmente pequena...mesmo se todo o Universo consistisse de sopa orgânica".(17) Referindo-se logo a "elegância e gênio de uma qualidade absolutamente transcendente, que de tal maneira milita contra a ideia do acaso..." ele pregunta:

"É verdadeiramente crível que uns processos do acaso tenham podido construir uma realidade, cujo mais mínimo elemento da mesma - uma proteína ou gene funcional - é complexa até mais além...de qualquer coisa produzida pela inteligência do homem?"(18)

Ao final, sugere Denton, os defensores da ortodoxia evolucionista são como a rainha Vermelha de Alice no País das Maravilhas. Quando Alice protestou que de nada servia crer en coisas impossíveis, a rainha lhe disse:

"Vejo que não tens muita prática...quando eu tinha sua idade, o fazia meia hora por dia. Vá! Às vezes eu acreditava em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã!" (19)

REFERENCIAS
1. Este artigo é uma resenha do livro de Michael Denton, Evolution: A Theory in Crisis, Bethesda, Maryland: Adler and Adler, 1986, 368 págs. Existe en francês: Evolution: Une Theorie en Crise, 1988, Londreys - 31, Rue de Bièvre, 75005 París, Francia, 384 págs. O doutor Denton é biólogo molecular e doutor em medicina. Não é criacionista, e nenhum de seus argumentos nem evidências se relaciona com considerações religiosas.
2. La distribución geográfica de los organismos fue, dice Denton, la principal inspiración de Darwin: <>. Véase Charles Darwin, The Origin of Species, 6(a) edición, 1872, reeditada en New York: Collier, 1962, pág. 25 (citado por Denton, op. cit., pág. 45).
3. Jacques Monod, Chance and Necessity (Azar y Necesidad), Londres: Collins, 1972, pág. 110 (citado por Denton, op. cit., pág. 43).
4. Denton, op. cit., pág. 303.
5. Ibid., pág. 275.
6. Ibid., pág. 276.
7. Ibid., pág. 285.
8. Ibid., pág. 289.
9. Ibid., pág. 291.
10. Ibid., pág. 290.
11. Veja Charles Darwin, op. cit., pág. 307 (citado por Denton, op. cit., pág. 56).
12. Veja Charles Darwin, op. cit., pág. 468 (citado por Denton, op. cit., pág. 57).
13. Stephen Jay Gould, The Panda's Thumb, New York: Norton, 1980, pág. 181 (citado por Denton, op. cit., pág. 194).
14. Fred Hoyle, The Intelligent Universe, Londres: Michael Joseph, 1983. Veja também Fred Hoyle y Chandra Wickramasinghe, Evolution from Space, Londres, Dent, 1981.
15. Francis Crick y L. E. Orgel, <>, Icarus 19, 341-346; Veja também Francis Crick, Life Itself, New York: Simon and Schuster, 1981.
16. Niles Eldredge y Stephen Jay Gould, <>, in T.J.M. Schopf, ed., Models in Palaeobiology, San Francisco: Freeman, 1973, págs. 82-115.
17. Hoyle, F. y Wickramasinghe, C. 1981. Evolution from Space. Londres: Dent and Sons, pág. 24 (citado por Denton, op. cit., pág. 323).
18. Denton, op. cit., pág. 342.

19. Lewis Carroll, Alice Through the Looking Glass, Londres: Macmillan, 1880, pág. 100 (citado por Denton, op. cit., pág. 342).

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Evolução: Uma Teoria em Crise

Trechos traduzidos do Livro: “Evolution: A Theory in Crisis”, by Michael Denton*, Adler & Adler, Publishers, Incorporated.

O Systema Naturae de Aristóteles até a Cladística** Pág's 139, 140.

Em última análise, evidência para a evolução existe e somente existe em arranjos seqüenciais ou de ancestrais. Pouca surpresa então que a comunidade evolucionista vê cladismo com uma sensação crescente de desconforto, reconhecendo dentro desta as sementes de uma revolução intelectual que poderia ameaçar, eventualmente seriamente, a credibilidade do inteiro modelo evolucionista da natureza. Quando Wilma George descreveu recentemente o cladismo como uma "classificação não-evolucionista" (19) [ênfase adicionada] ela pode também não ter estado longe da verdade. Keith Thompson da Universidade de Yale usou o termo antitético para descrever a relação de cladismo à biologia evolucionista: (20)

"Ninguém precisa nos lembrar que estamos em uma fase revolucionária no estudo da evolução, de sistemáticas, e de inter-relação de organismos... à tese da evolução Darwiniana... foi adicionada uma nova antítese de cladística que afirma que a procura por ancestrais é uma incumbência de tolo, e que tudo o que podemos fazer é determinar relações de irmandade de grupos baseado na análise de características derivadas... . É uma mudança de abordagem que não é fácil de se aceitar porque, de certo modo, corre contra tudo o que nós temos sido ensinado [ênfase adicionada]".

Qualquer que seja o futuro do cladismo, o fato que um número significativo de biólogos da década de 1980 está insistindo, nas palavras de Beverly Halstead (Ele não é nenhum amigo de cladismo), que "nenhuma espécie pode ser considerada ancestral de qualquer outra" (21) [ênfase adicionada] marca, sem dúvida, uma divisória no pensamento evolucionista.

Agassiz certamente teria sorrido ao ver a sua percepção de descendência ser reafirmada, através do cladismo moderno, como essencialmente ausente na natureza. Quão irônico pensar que em contemplar o padrão hierárquico da natureza que Darwin viu como um dos seus aliados mais importantes, conduziu um número significante dos biólogos contemporâneos de renome a concluir, como Patterson: "Muito da explicação atual sobre a natureza, em termos de neo-Darwinismo, ou a teoria sintética, pode ser retórica vazia.” (22) E em insistir no que concerne a ancestrais: "eles não existem na natureza mas na mente do taxonomista, como abstrações... mesmo assim eles sempre são discutidos como se tivessem alguma realidade..." (23)

De certo modo o antagonismo entre cladismo e biologia evolucionista é só a mais recente manifestação da contradição inerente entre taxonomia, com suas divisões distintas e hierarquia ordenada, e a necessidade fundamental da biologia evolucionista para demonstrar a existência de sucessão na natureza. O cladismo está apenas deixando explícito um fato entesourado em esquemas de classificação desde Aristóteles mas que tem se mantido dormente para a maioria do século passado - que, em última análise, a ordem da natureza não é seqüencial.
páginas 172 e 173

Seria insensato continuar citando exemplos para ilustrar a natureza descontínua do registro fóssil. Qualquer um que duvida da realidade das lacunas pode, ou pegar a palavra dos mais renomados paleontólogos ou simplesmente abrir um dos trabalhos vulgares de paleontologia como o Vertebrate Paleontology (50) de Romer ou Schrock e Twenhofel's Invertebrate Paleontology (51) e examinar quaisquer dos quadros de estratigrafia que mostram a abundância de vários grupos durante eras geológicas diferentes e linhas pontilhadas que sugestionam as relações filogenéticas hipotéticas. Até mesmo um olhar superficial mostra claramente que aquelas descontinuidades indubitáveis e profundas existem de fato.

Não há nenhuma dúvida que pelo estado atual das coisas o registro fóssil provê um tremendo desafio para a noção da evolução orgânica, porque a dose das lacunas consideráveis que ora separam os grupos conhecidos necessariamente teriam requerido grandes números de formas transitivas. Inúmeras vezes no Origem Darwin reitera o mesmo ponto de vista e deixa o leitor sem nenhuma dúvida sobre a convicção dele de que para atravessar as inumeráveis lacunas formas transitivas teriam que ser postuladas: (52)

"Pela teoria da seleção natural todas as espécie vivas foram conectada com a espécie-pai de cada, gênero, através de diferenças não maiores que nós observamos entre as variedades naturais e domésticas da mesma espécie hoje em dia; e estas espécie-pai, agora geralmente extintas tenha em sua volta sido conectado semelhantemente com formas mais antigas; e assim ininterruptamente para trás, sempre convergindo ao antepassado comum de cada grande classe. De forma que o número de elos intermediários e transitivos, entre toda espécie, viva e extinta, deveriam ter sido inconcebivelmente grande. Mas seguramente, se esta teoria é verdade, tais [elos] viveram na terra. [ênfase adicionada] "

A insistência de Darwin de que uma evolução gradual através de seleção natural requereria inúmeras formas transitivas pode ter sido algo exagerado mas é difícil escapar de concluir que em alguns casos ele pode não ter sido tão longe da realidade.

Comentários da Sociedade Origem & Destino:
* O autor do livro citado é um biólogo australiano de renome mundial e não é criacionista.
** O cladismo tenta organizar organismos vivos, agrupando-os pelas suas características comuns. Quanto maiores as características comuns, mais próximas são relacionadas, nada, no entanto, tem a haver com suas descendências evolutivas. Ex.: Pêlos, glândulas mamárias, bolsas para filhotes (marsupial), escamas, esqueletos ósseos ou cartilaginosos, tipos de ossos de ouvido, etc.

Imaginem um grande lago repleto de todo tipo de seres vivos, animais e vegetais. Ao seu redor planícies e montanhas também abundantes em seres vivos e vegetação. De repente irrompe um grande vulcão do meio do fundo do lago. Os seus gases ricos em SO2 são absorvidos pela água, transformando-se em ácido sulfúrico, além de inúmeras outras substâncias venenosas contidas nos gases do vulcão. Além destas substâncias tóxicas o vulcão expele um enorme volume de água, em forma de vapor mas que se condensa em contato com a água do lago, e um volume enorme de detritos/lava.

Os seres vivos dotados de locomoção própria fugirão do vulcão. Os mais lentos serão alcançados por primeiro com a água envenenada, depois também os mais rápidos. Os seres vivos sem locomoção serão os primeiros soterrados pelos detritos, em seguida os seres vivos com locomoção mais lenta e depois os outros.

O nível d’água do lago sobe rapidamente e começa a ameaçar a vida das margens do lago. O que tem capacidade de se locomover foge, cada qual com sua velocidade. Os alcançados morrem afogados ou envenenados. Os maiores conseguem fugir mais longe mas também não escapam. Enquanto vivos pisam sobre os detritos depositados pelo vulcão. Após mortos, também são soterrados. Quem vence é o vulcão e seus depósitos de detritos.

Muito tempo depois destes acontecimentos, um paleontólogo descobre este site arqueológico e faz o seu registro dos fatos encontrados.

Você acha que seria muito diferente do Registro Fóssil?


E, se o lago em questão tivesse sido todos os oceanos da terra, os fósseis estariam em toda parte, sempre, ou quase sempre na ordem acima descrita, os mais simples, menos locomóveis, no fundo e os mais ágeis no topo. Seria justo classificá-los por este motivo em “primitivos” e “evoluídos”.

sábado, 7 de abril de 2012

Não existe traço de transição evolucionária


"Em nível molecular, não existe traço de transição evolucionária de um peixe para um anfíbio,deste para um réptil e deste último para um mamífero. Sendo assim, os anfíbios, tradicionalmente considerados intermediários e outros vertebrados terrestres, estão, em termos moleculares, tão longe do peixe quanto qualquer outro grupo de répteis ou de mamíferos! Para aqueles que estão acostumados com o quadro tradicional da evolução vertebrada, o resultado é verdadeiramente espantoso".
MICHAEL DENTON, PHD em Bioquímica e microbiologista ateu, em Evolution: A theory in crisis

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A ancestralidade dos crânios

"99% da biologia de um organismo reside em sua anatomia mole, que é inacessível em um fóssil".
MICHAEL DENTON, demonstrando que enfileirar um monte de crânios não estabelece relacionamentos ancestrais