sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Evolução: Uma Teoria em Crise

Trechos traduzidos do Livro: “Evolution: A Theory in Crisis”, by Michael Denton*, Adler & Adler, Publishers, Incorporated.

O Systema Naturae de Aristóteles até a Cladística** Pág's 139, 140.

Em última análise, evidência para a evolução existe e somente existe em arranjos seqüenciais ou de ancestrais. Pouca surpresa então que a comunidade evolucionista vê cladismo com uma sensação crescente de desconforto, reconhecendo dentro desta as sementes de uma revolução intelectual que poderia ameaçar, eventualmente seriamente, a credibilidade do inteiro modelo evolucionista da natureza. Quando Wilma George descreveu recentemente o cladismo como uma "classificação não-evolucionista" (19) [ênfase adicionada] ela pode também não ter estado longe da verdade. Keith Thompson da Universidade de Yale usou o termo antitético para descrever a relação de cladismo à biologia evolucionista: (20)

"Ninguém precisa nos lembrar que estamos em uma fase revolucionária no estudo da evolução, de sistemáticas, e de inter-relação de organismos... à tese da evolução Darwiniana... foi adicionada uma nova antítese de cladística que afirma que a procura por ancestrais é uma incumbência de tolo, e que tudo o que podemos fazer é determinar relações de irmandade de grupos baseado na análise de características derivadas... . É uma mudança de abordagem que não é fácil de se aceitar porque, de certo modo, corre contra tudo o que nós temos sido ensinado [ênfase adicionada]".

Qualquer que seja o futuro do cladismo, o fato que um número significativo de biólogos da década de 1980 está insistindo, nas palavras de Beverly Halstead (Ele não é nenhum amigo de cladismo), que "nenhuma espécie pode ser considerada ancestral de qualquer outra" (21) [ênfase adicionada] marca, sem dúvida, uma divisória no pensamento evolucionista.

Agassiz certamente teria sorrido ao ver a sua percepção de descendência ser reafirmada, através do cladismo moderno, como essencialmente ausente na natureza. Quão irônico pensar que em contemplar o padrão hierárquico da natureza que Darwin viu como um dos seus aliados mais importantes, conduziu um número significante dos biólogos contemporâneos de renome a concluir, como Patterson: "Muito da explicação atual sobre a natureza, em termos de neo-Darwinismo, ou a teoria sintética, pode ser retórica vazia.” (22) E em insistir no que concerne a ancestrais: "eles não existem na natureza mas na mente do taxonomista, como abstrações... mesmo assim eles sempre são discutidos como se tivessem alguma realidade..." (23)

De certo modo o antagonismo entre cladismo e biologia evolucionista é só a mais recente manifestação da contradição inerente entre taxonomia, com suas divisões distintas e hierarquia ordenada, e a necessidade fundamental da biologia evolucionista para demonstrar a existência de sucessão na natureza. O cladismo está apenas deixando explícito um fato entesourado em esquemas de classificação desde Aristóteles mas que tem se mantido dormente para a maioria do século passado - que, em última análise, a ordem da natureza não é seqüencial.
páginas 172 e 173

Seria insensato continuar citando exemplos para ilustrar a natureza descontínua do registro fóssil. Qualquer um que duvida da realidade das lacunas pode, ou pegar a palavra dos mais renomados paleontólogos ou simplesmente abrir um dos trabalhos vulgares de paleontologia como o Vertebrate Paleontology (50) de Romer ou Schrock e Twenhofel's Invertebrate Paleontology (51) e examinar quaisquer dos quadros de estratigrafia que mostram a abundância de vários grupos durante eras geológicas diferentes e linhas pontilhadas que sugestionam as relações filogenéticas hipotéticas. Até mesmo um olhar superficial mostra claramente que aquelas descontinuidades indubitáveis e profundas existem de fato.

Não há nenhuma dúvida que pelo estado atual das coisas o registro fóssil provê um tremendo desafio para a noção da evolução orgânica, porque a dose das lacunas consideráveis que ora separam os grupos conhecidos necessariamente teriam requerido grandes números de formas transitivas. Inúmeras vezes no Origem Darwin reitera o mesmo ponto de vista e deixa o leitor sem nenhuma dúvida sobre a convicção dele de que para atravessar as inumeráveis lacunas formas transitivas teriam que ser postuladas: (52)

"Pela teoria da seleção natural todas as espécie vivas foram conectada com a espécie-pai de cada, gênero, através de diferenças não maiores que nós observamos entre as variedades naturais e domésticas da mesma espécie hoje em dia; e estas espécie-pai, agora geralmente extintas tenha em sua volta sido conectado semelhantemente com formas mais antigas; e assim ininterruptamente para trás, sempre convergindo ao antepassado comum de cada grande classe. De forma que o número de elos intermediários e transitivos, entre toda espécie, viva e extinta, deveriam ter sido inconcebivelmente grande. Mas seguramente, se esta teoria é verdade, tais [elos] viveram na terra. [ênfase adicionada] "

A insistência de Darwin de que uma evolução gradual através de seleção natural requereria inúmeras formas transitivas pode ter sido algo exagerado mas é difícil escapar de concluir que em alguns casos ele pode não ter sido tão longe da realidade.

Comentários da Sociedade Origem & Destino:
* O autor do livro citado é um biólogo australiano de renome mundial e não é criacionista.
** O cladismo tenta organizar organismos vivos, agrupando-os pelas suas características comuns. Quanto maiores as características comuns, mais próximas são relacionadas, nada, no entanto, tem a haver com suas descendências evolutivas. Ex.: Pêlos, glândulas mamárias, bolsas para filhotes (marsupial), escamas, esqueletos ósseos ou cartilaginosos, tipos de ossos de ouvido, etc.

Imaginem um grande lago repleto de todo tipo de seres vivos, animais e vegetais. Ao seu redor planícies e montanhas também abundantes em seres vivos e vegetação. De repente irrompe um grande vulcão do meio do fundo do lago. Os seus gases ricos em SO2 são absorvidos pela água, transformando-se em ácido sulfúrico, além de inúmeras outras substâncias venenosas contidas nos gases do vulcão. Além destas substâncias tóxicas o vulcão expele um enorme volume de água, em forma de vapor mas que se condensa em contato com a água do lago, e um volume enorme de detritos/lava.

Os seres vivos dotados de locomoção própria fugirão do vulcão. Os mais lentos serão alcançados por primeiro com a água envenenada, depois também os mais rápidos. Os seres vivos sem locomoção serão os primeiros soterrados pelos detritos, em seguida os seres vivos com locomoção mais lenta e depois os outros.

O nível d’água do lago sobe rapidamente e começa a ameaçar a vida das margens do lago. O que tem capacidade de se locomover foge, cada qual com sua velocidade. Os alcançados morrem afogados ou envenenados. Os maiores conseguem fugir mais longe mas também não escapam. Enquanto vivos pisam sobre os detritos depositados pelo vulcão. Após mortos, também são soterrados. Quem vence é o vulcão e seus depósitos de detritos.

Muito tempo depois destes acontecimentos, um paleontólogo descobre este site arqueológico e faz o seu registro dos fatos encontrados.

Você acha que seria muito diferente do Registro Fóssil?


E, se o lago em questão tivesse sido todos os oceanos da terra, os fósseis estariam em toda parte, sempre, ou quase sempre na ordem acima descrita, os mais simples, menos locomóveis, no fundo e os mais ágeis no topo. Seria justo classificá-los por este motivo em “primitivos” e “evoluídos”.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Datando a Terra: A tentativa de Lyell

Mas qual era exatamente a idade da Terra? Como calcular essa idade?

Em princípio, não se divisava, de modo concreto, qualquer procedimento que permitisse esse cálculo e, por isso, poucos se arriscavam a um pronunciamento. Uma coisa, porém, parecia estar estabelecida nas mentes dos que advogavam as idéias uniformitaristas: a Terra não possuía apenas seis mil anos como afirmavam os cristãos da época, trazendo sua conclusão diretamente das páginas da Bíblia através de uma contagem das genealogias ali contidas.

Alguns pensaram em torno de dez mil anos, mas esse número logo pareceu pequeno e começou a crescer sem muito critério. “Quando Lyell, em sua viagem aos Estados Unidos, visitou as cataratas do Niágara, conversou com alguém e foi informado que as quedas d´água recuam cerca de 1m por ano. Como é comum as pessoas exagerarem quando falam do próprio país, Lyell anunciou que 30 cm por ano seria um valor razoável. A partir disso, ele concluiu que foram necessários 35 mil anos, desde o tempo em que a terra se libertou da camada de gelo, e as cachoeiras começaram seu trabalho de erosão para abrir a garganta de Queenston até o lugar que ela ocupava no ano da visita de Lyel. A partir de então, esse número é, muitas vezes, citado em livros didáticos, como sendo o tempo decorrido desde o fim da época glacial” (1).

Apesar do método extremamente rudimentar, com alta probabilidade de erro, Lyell estava certo de que as cataratas poderiam ser muito reveladoras. As informações, segundo seu próprio depoimento, eram pouco confiáveis, não havia como ter acesso aos valores reais capazes de traduzir em anos o tempo gasto pelo trabalho de erosão, mas nada disso parecia preocupá-lo. Ele preferia descansar nos pressupostos uniformitaristas. “O presente é a chave do passado” – esse era o jargão que norteava suas investigações.

A data do fim da época glacial não mudou, mesmo quando uma análise posterior revelou que, desde 1764, as cachoeiras haviam recuado do Lago Ontário até o Lago Erie, a uma média de 1,5m por ano e que, desde o recuo do gelo, 7 mil anos seriam suficientes para fazer o serviço. No entanto, quando o gelo derreteu e uma grande corrente e água transportou os detrito, desgastando as rochas, a erosão deve ter sido bem mais rápida. Por tanto, a idade da garganta deve ser bem menos. Segundo G. F. Wright, autor de The Ice Age in North America, 5 mil anos pode ser um período razoável” (2).

Posteriormente, outras descobertas reduziram ainda mais a idade da garganta, mas os livros didáticos continuaram apontando cerca de 35 mil anos como sendo o tempo desde o fim da época glacial. Observe o que diz R. F. Flint, da Universidade de Yale:

“Somos forçados a voltar à Grande Garganta Superior, segmento mais elevado de todo o conjunto, que parece genuinamente pós-glacial. As redeterminações de tempo realizadas por W. H. Boyd demonstraram que a média atual de recuo da Catarata da Ferradura não é de 1,5m, mas de 1,15m por ano. Portanto, a idade da Grande Garganta Superior seria de aproximadamente 4 mil anos – e para se obter mesmo esse número (baixo), temos de supor a média de recuo foi constante, embora saibamos que o fluxo na realidade variou enormemente durante o período glacial” (3).

E ele conclui afirmando que, levando-se em conta este último fator, a idade se reduziria ainda mais, para algo entre 2.500 e 3.500 anos. Em outras palavras, Lyell teve diante de si uma evidência muito significativa da natureza que apontava exatamente na direção contrária daquele por ele pretendida. O preconceito, porém, falou mais alto, fazendo com que seus olhos continuassem vendados e sua mente obscurecida.

Fonte:
Extraído do livro “Datando a Terra: Perspectiva Criacionista”, de Cristiano P. da Silva Neto, Ed. Origens, p.18-20.

Bibliografia:
(1). I. Velikowsky, A Terra em Ebulição, Melhoramentos, 1981, p.166.
(2). I. Velikowsky, op. Cit., p.166.

(3). R. F. Flint, Glacial Geology and the Pleistocene Epoch, p.382.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Muçulmano coloca Vaticano em saia-justa

Durante o encontro sobre darwinismo promovido pelo Vaticano (e para o qual criacionistas não foram convidados), um muçulmano tomou a palavra e fez várias perguntas em público. Oktar Babuna não obteve respostas e foi convidado a deixar o plenário. Ironicamente, o Vaticano defende a teoria da evolução. Os muçulmanos são criacionistas.

Oktar Babuna: "Meu nome é Oktar Babuna. Sou um neurologista da Turquia. Eu represento Huran Yahya no país. Ele é autor de 300 livros incluindo o Atlas da Criação. Agora, falando sobre teorias científicas, vocês sabem como elas funcionam. Primeiro, você espalha os princípios de uma hipótese e, se for verificada por meio de observações e experimentos, então se torna uma teoria. Os oradores fazem algumas alegações, mas elas não foram confirmadas por evidências científicas. Por exemplo, se a evolução é um fato, sabe-se que Darwin sugeriu que deveria existir pequenas mudanças sucessivas entre as espécies. Deveríamos observar formas transicionais. Você entende, formas transicionais. Precisamos encontrá-las. Você pode nos mostrar alguma forma transicional? Animais monstruosos sem asas, por exemplo, depois criam apenas uma, um pedacinho de asa, que mostra órgãos incompletos."

Moderador: "Você está... fora de si. Sua pergunta não será respondida."

Oktar Babuna: "O Tiktaalik rosaea e o Archaeopteryx não são formas transiocionais, eles são espécies próprias. Animais extintos."

Moderador: "Tem algum jeito de desligar esse microfone? Você está desrespeitando as regras..."

Oktar Babuna: "Isto é uma discussão científica."

Moderador: "Você não é um orador."

Oktar Babuna: "Eu não sou um orador. Estou pedindo a eles que mostrem fósseis transicionais. A Explosão Cambriana..."

Oktar Babuna: "Isto é uma discussão científica..."

Por fim, arrancam-lhe o microfone e o expulsam do auditório.

Infelizmente, mais uma vez, a Igreja Católica se coloca do lado errado. Há três séculos, condenou o fundador do método científico, Galileu Galilei, por defender uma ideia científica factual. Agora ela defende irrestritamente o darwinismo como teoria plenamente comprovada, abrindo mão de princípios bíblicos claros para acomodar o evolucionismo à sua teologia liberal. Sorte do Oktar estar vivendo em outros tempos, senão seria fogueira na certa.


Por Michelson Borges

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

As Estrelas do Céu

Henry M. Morris, Ph.D.

"... não se pode contar o exército dos céus..." (Jeremias 33:22)

O homem sempre esteve intrigado e fascinado pelo céu. Os mestres da antiguidade, tanto na Suméria, como no Egito, na China, no México ou em qualquer outra civilização antiga, eram bastante versados na localização e nas órbitas das estrelas visíveis. Eles as tinham contado, catalogado e agrupado, declarando que o número total era de quase duas mil estrelas!

Mas as Sagradas Escrituras estavam muito à frente desses antigos cientistas. De acordo com a Bíblia, as estrelas são tantas quanto os grãos da areia na praia (Gênesis 22:17) e simplesmente não podem ser contadas! A imensidão do espaço celestial foi - e continua sendo - totalmente incompreensível para o homem.

"Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos" (Isaías 55:9).

Mas os gigantescos telescópios da atualidade apenas começaram a revelar a imensidão e a fantástica variedade de estrelas. Com literalmente bilhões de galáxias e bilhões de estrelas em cada galáxia, o número das estrelas parece aumentar quase ilimitadamente. A variedade é igualmente espantos& gigantes vermelhas, anãs brancas, constelações variadas, estrelas de nêutrons, estrelas pulsares e assim por diante!

"Uma é a glória do sol, outra a glória da lua, e outra a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferença de esplendor" (1 Coríntios 15:41).

Origem e propósito do universo
A origem e o propósito das estrelas não deixava mais perplexos os observadores da antiguidade do que os nossos astrônomos modernos. Naturalmente não há falta de teorias, e novas teorias estão sendo desenvolvidas com bastante freqüência com o propósito de explicar a origem e a evolução do universo.

Mas, umas após as outras, todas as novas teorias acabam por encontrar problemas e dificuldades tais que são abandonadas finalmente. Numa recente critica da cosmologia moderna, um conhecido astrônomo disse:

"Não seria possível, nem mesmo provável, que as nossas atuais idéias cosmológicas sobre a estrutura e a evolução do universo como um todo (seja o que possa significar) venham a parecer desesperadamente Orematuras e primitivas aos astrônomos do sec. XXI? Menos de 50 anos depois do nascimento do que nós gostamos de chamar de "cosmologia moderna", quando tão poucos fatos empíricos tenham sido razoavelmente bem estabelecidos, quando modelos tão diferentes e super-simplificados do universo continuam competindo pela nossa atenção, seria realmente crível de afirmar, poderíamos perguntar, ou até mesmo razoMI ter esperanças de que estamos atualmente perto de uma solução definitiva para o problema cosmológico?" (1)

O autor conclui o seu exame da cosmologia declarando: "Parece seguro concluir que uma solução única do problema cosmológico ainda pode nos iludir durante bastante tempo!" (2)

Os dois principais tipos de teorias cosmológicas atualmente aceitos são as teorias do "estado constante" e a da "grande explosão". Ambas são teorias evolucionistas e ambas aceitam o conceito do "universo em expansão", segundo o qual as galáxias estão todas rapidamente afastando-se umas das outras.

0 "estado constante" também tem sido chamado de teoria da "criação contínua", tentando explicar a decadência e o desaparecimento da massa~ e da energia através da contínua evolução (não 'criação') de nova ma~ a partir do nada.

A teoria da "grande explosão" também é conhecida como a teoria do "universo oscilante, supondo que o universo está continuamente alterando-se entre processos de expansão e contração e que sua atual expansão começou com um estado superdenso após sua mais recente contração cerca de vinte bilhões de anos atrás mais ou menos.

Dentro da estrutura de cada tipo de cosmologia, inúmeras teorias subsidiárias de evolução galáctica e estelar foram publicadas, tratando do suposto desenvolvimento de determinados tipos de estrelas ou galáxias, ou aglomerados de galáxias, a partir de outros tipos. A variedade de estrelas e galáxias tende a incentivar tais especulações evolucionistas.

Estabilidade dos Céus
Não obstante, deveria ser bastante óbvio que tais processos evolucionários não podem ser realmente observados. Nenhum astrônomo jamais observou uma "gigante vermelha" evoluindo para uma "anã branca", ou uma "nebulosa espiral" transformando-se em um "aglomerado globuloso", ou qualquer outra mudança desse tipo. Dentro do espaço de tempo da observação humana, nenhuma dessas alterações evolucionárias jamais foi vista acontecendo.

Sendo esse o caso, não há nada que nos impeça de propor a teoria de que elas não aconteceram! Essa é a teoria muitíssimo mais racional, uma vez que tem o apoio de todas as atuais medidas astronômicas que já foram coligidas desde que o homem começou a fazer tais observações. Se nos limitarmos à ciência real, capaz de ser observada, em vez de nos entregarmos a especulações filosóficas, teremos de dizer que as estrelas e as galáxias sempre foram como são agora desde o tempo em que foram criadas.

O Universo está se expandindo?
Talvez alguém possa objetar a uma tal sugestão defendendo que o universo está se expandindo e portanto evoluindo. Em primeiro lugar, se o universo está realmente se expandindo ainda é urna questão não resolvida. O famoso " efeito Doppler " (o deslocamento vermelho no espectro da luz das distantes galáxias) é a única base observada para tal expansão, e essa interpretação foi desafiada por diversos cosmólogos, especialmente à vista dos deslocamentos vermelhos anômalos recentemente notados em quasares.

Aceitando, entretanto, que o universo está realmente se expandindo, de acordo com a interpretação dos deslocamentos vermelhos, ainda não existe nenhuma prova de que esse fenômeno faz parte de algum processo evolucionário A expansão poderia muito bem ter sido iniciada através de um ato da criação em qualquer posição arbitrária dos variados componentes galácticos do universo.

A Criação Decretada
Além de ser mais lógico e consistente com o caráter e a capacidade de Deus, o conceito da criação especial e completa é certamente o conceito que melhor concorda com a revelação bíblica sobre este assunto.

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há" (Êxodo 20:11).
No quarto desses dias, Deus "fez também as estrelas" (Gênesis 1:16). "Assim, pois, foram acabados os céus e a terra, e todo o seu exército" (Gênesis 2:1). "Os céus por sua palavra se fizeram, e pelo sopro de sua boca o exército deles... Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existi?" (Salmo 33:6,9).

A idéia de uma simples criação decretada de todo o universo na sua forma atual pode parecer ingênua demais para os astrônomos e cosmólogos evolucionistas. Não obstante, ela se encaixa melhor em todos os fatos da astronomia observacional do que qualquer outra teoria.

A objeção de que a criação especial não é científica porque não é observável é irrelevante, uma vez que a mesma objeção se aplica a qualquer um dos modelos evolucionistas. Quem já observou uma estrela evoluindo, ou uma 11 grande explosão", ou uma evolução da matéria a partir do nada?

Comparação entre os Modelos Evolucionista e Criacionista
Embora nenhum modelo das origens possa ser cientificamente provado, uma vez que não podemos repetir a história, qualquer um desses modelos pode ser usado para prever e relacionar os dados observáveis que resultam dessa história. O modelo que mais eficientemente realiza isso é provavelmente o mais correto.

Qualquer modelo evolucionista do universo tem de entrar em conflito com uma das mais fundamentais leis da ciência, isto é, a Segunda Lei da Termodinâmica. Essa lei formaliza o fato observado de que, dentro daquelas regiões de espaço e tempo que são acessíveis à observação, o universo está diminuindo em complexidade e em disponibilidade de energia. Contudo, o modelo evolucionista tem de admitir um universo que tem, pelo contrário, evoluído, subindo a estágios mais elevados de ordem e disponibilidade. Considerando que a Segunda Lei sempre se comprova verdadeira no espaço e no tempo observáveis, um modelo evolucionista tem de incluir algum componente que negue a Segunda Lei no espaço e no tempo não observáveis. A teoria da grande explosão supõe que a energia ou a matéria apareceu, não se sabe como, a partir do nada (ou pelo menos -de algum estado de coisas completamente desproporcional ao atual estado de coisas), no distante tempo não observável. E claro que não há meios de testar qualquer processo que opera no espaço ou no tempo não-observáveis!

O modelo criacionista, por outro lado, prediz especificamente as condições descritas pelas duas leis da termodinâmica. Defende uma criação primeva perfeita e completa, preservada em quantidade (Primeira Lei), mas decrescente em qualidade (Segunda Lei). Para se dizer a verdade, as duas leis apontam retroativa e diretamente para um período de criação especial. A Segunda Lei diz que o universo deve ter tido um começo, caso contrário já estaria completamente desorganizado. A Primeira Lei (conservação da massa e energia) diz que ela não poderia ter se iniciado sozinha. Assim, a Causa do seu início tem de ser maior do que o universo e tem de ser externa. O Deus onipotente, onisciente e eterno da Bíblia é a única Causa adequada a fim de produzir o universo como nós o conhecemos.

Natureza do Universo
O modelo criacionista deve procurar explicar os diversos aspectos do universo, não em termos de desenvolvimento evolucionário (pois aceita que absolutamente não evoluíram mas foram criados), mas em termos de propósito criativo. Não é uma tarefa fácil, à vista da infinita variedade de sistemas estelares, mas não é mais difícil, nem menos suscetível ao teste empírico do que as explicações evolucionistas imaginárias para o mesmo conceito.

Por que, por exemplo, o universo é tão grande, e porque há tipos tão diferentes de estrelas e galáxias e fenômenos interstelares? Por que a lua e os outros planetas são estéreis? Qual é o propósito dos pulsares e quasares? E assim por diante.

Obviamente é muito mais fácil fazer tais perguntas do que respondê-las, quer em termos de mecanismos evolucionistas ou propósitos criacionistas.

Pelo menos podemos perceber diversos motivos para as estrelas visíveis. São úteis para dar luz, para a navegação e para a cronologia. São uma fonte de beleza e inspiração para a humanidade. Além disso, cada nova descoberta nos céus estelares aumenta o nosso espanto diante da imensidão do poder e da variedade do Criador.

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Salmo 19:1).

Certamente o desenvolvimento de nossa apreciação dEle é um propósito digno para a existência das estrelas.

A esterilidade da lua e dos planetas, como também o intenso calor das estrelas, enfatiza a declaração bíblica de que "os céus são os céus; do Senhor, mas a Terra deu-a Ele aos filhos dos homens" (Salmo 115:16). Os entusiastas dos OVNIs pensam o contrário apesar de não haver evidências na ciência ou nas Escrituras de que existe vida biológica em qualquer parte do universo. A vida foi especificamente criada para a Terra, e a terra para a vida. Entre todos os outros corpos do universo, deveria se prever uma origem da lua muito parecida com a origem (evolucionista) da terra, mas as explorações lunares eliminaram tal idéia.

"Para surpresa dos cientistas, a formação química das rochas lunares é distintamente diferente das rochas da Terra. Essa diferença implica em que a lua foi formada sob condições diferentes... e significa que qualquer teoria da origem dos planetas agora terá de criar a Lua e a Terra de maneiras diferentes." A mesma situação aparentemente existe no que diz respeito a todos os outros planetas do sistema solar.

Assim a Terra é a única no sistema solar e, segundo tudo quanto sabemos, o sistema solar é o único no universo. Até onde podemos observar, não existem nem mesmo planetas em outra parte, muito menos um planeta equipado para sustentar vida biológica. E mesmo se existisse, quando a estrela mais próxima se encontra a quatro anos-luz de distância, não há possibilidade racional de algum dia sermos capazes de nos comunicar com tais hipotéticos seres do espaço de tais hipotéticos planetas.

Por mais espantoso que possa parecer para os naturalistas evolucionistas, as evidências favorecem a conclusão de que o homem é único no universo e, portanto, ele é o ápice, não do processo evolucionista, mas dos propósitos criacionistas de Deus! Portanto, mesmo as galáxias são inferiores ao homem. lsaac Asimov, apesar de não ser criacionista, reconheceu esse fato: "No homem existe um cérebro de um quilo de massa que, até onde sabemos, é o arranjo mais complexo e mais ordeiro de matéria do universo." (4)

O universo físico do espaço e do tempo e todos os fenômenos da energia, da matéria e da vida que ocorrem no espaço e no tempo de vem de alguma forma estar relacionados ao homem e ao propósito divino para o homem. Contudo, na atual economia das coisas, o homem está inescapavelmente confinado a apenas um pequenino ponto no vasto universo. 0 cumprimento dos propósitos do Criador para o homem no universo (e eles serão cumpridos, uma vez que um Deus onipotente e onisciente, por definição, não pode falhar no Seu propósito) tem portanto de aguardar o estabelecimento de uma nova economia das coisas, numa era futura.

A Hoste Celestial
Enquanto isso, há uma outra "hoste celestial'' descrita na Bíblia como "incontáveis hostes de anjos" (Hebreus 12:22). A freqüente identificação dos anjos com estrelas na Bíblia (veja Jó 38:7; Apocalipse 12:4; e muitas outras passagens) é muito intrigante, especialmente à vista do fato de não haver semelhança nenhuma entre os mesmos. A mesma misteriosa relação se encontra por toda parte na antiga mitologia, os deuses e as deusas (Júpiter, Vênus, Orion, etc.) sendo identificados com diversas estrelas, planetas e constelações. A influência secular da astrologia, até mesmo em pessoas de inteligência e cultura, é um outro fenômeno estranho. E agora, o retorno estupefante a esses mistérios pagãos da antigüidade, as especulações científicas modernas acerca da vida evolucionária em outros mundos se transformaram em um misterioso drama celestial de antigos astronautas, discos voadores, homenzinhos verdes e "carruagens de deuses".

A realidade por trás de todas essas coisas espantosas e também grandes sinais no céu" (Lucas 21:11) só pode significar que realmente há vida no espaço sideral! Mas esses seres habitantes dos corpos celestes não são super-homens em naves espaciais, nem bolhas dê protoplasmas em diversos estágios da evolução. São, antes, "os seus anjos, valorosos em poder" (Salmo 103:20), "espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação"(Hebreus 1:4), nada mais que os santos anjos de Deus. Também há no céu um imenso exército de anjos rebeldes, que seguiram "a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo" (Apocalipse 12:9).

São todos seres reais, que têm uma existência real neste cosmo físico e real. Contudo, são seres espirituais, não físicos e, portanto, não estão restritos a forças gravitacionais e eletromagnéticas que controlam os corpos formados por elementos químicos. Em determinadas ocasiões, entretanto, sabe-se que anjos fiéis tiveram o poder de se "materializarem" em forma humana (Hebreus 13:2), e os anjos caldos, ou demônios, "apoderaram-se" de corpos humanos ou de animais (Mateus 8:28-32).

Portanto há um exército de estrelas incontáveis nos céus e também um incontável exército angélico. Este parece que habita aquele e estão, portanto, intimamente relacionados, tanto nas Escrituras como na mitologia.

Mas apenas os anjos podem alcançar as estrelas, por que Deus colocou tão estranha fascinação e anseio pelo céu no coraçao do homem? Jesus responde: "porque na ressurreição ... são ... como os anjos no céu" (Mateus 22:30). Ao profeta Daniel, o anjo disse:: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois resplandecerão, como o fulgor do firmamento e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas sempre e eternamente" (Daniel 12:2,3).

Nos corpos ressurretos, libertos da gravidade, os remidos Senhor terão assim toda a eternidade para explorar a infinitude do espaço. Embora a Terra continue sendo o seu lar, o homem vai finalmente alcançar as estrelas.

REFERÊNCIAS
1. G. de Vancouleurs: "TheCase for a Hierarchical Cosmology, Science, Vol. 167, February 27, 1970, p.1203.
2. Ibid: p. 1212
3. Jerry E. Bishop: "New Theories of Creation", Science Digest, Vol. 72, October 1972, p. 42.

4. lsaac Asimov: "In the Game of Energy and Thermodynamics You Can't Even Break Even", Smithsonian Institute Journal, June, 1970, p.10.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ateu acredita que África precisa de Deus

Ateu acredita que África precisa de Deus

Antes do Natal, voltei, depois de 45 anos, para o país que na infância conhecia como Nyasaland. Hoje é Malawi, e o Times Christmas Appeal abrange uma pequena instituição de caridade que ali trabalha. A Pump Aid auxilia as comunidades rurais a instalar uma bomba simples, ajudando as pessoas a manterem poços de suas aldeias fechados e limpos. Eu fui conferir esse trabalho. Ele me inspirou, restaurou a minha fé em obras de caridade em desenvolvimento. Mas viajar pelo Malawi também renovou outra crença: aquela que tenho tentado repelir durante minha vida toda, mas não consigo evitar desde a minha infância africana. Isso confunde minhas convicções ideológicas, teimosamente se recusa a enquadrar-se em minha visão do mundo, e constrange minha fé crescente de que Deus não existe.
Agora, um ateu convicto, convenci-me da enorme contribuição dos evangelistas cristãos na África: notavelmente diferente do trabalho de ONGs, projetos governamentais e esforços humanitários internacionais. Apenas isso não é suficiente. Educação e treinamento também não são suficientes. Na África, o Cristianismo muda o coração das pessoas. Isso traz transformação espiritual. O renascimento é real. A mudança é boa.
Eu costumava evitar essa verdade ao aplaudir, como pudia, o trabalho prático das igrejas missionárias da África. É uma pena, eu diria, que a salvação é seja parte do pacote, mas cristãos negros e brancos, trabalhando na África, realmente curam os doentes, ensinam as pessoas a ler e escrever; e apenas o mais severo tipo de secularista podia ver um hospital ou escola missionária e dizer que o mundo seria melhor sem eles. Eu concordaria se a fé fosse necessária para motivar missionários a ajudar, mas o que conta é a ajuda, não a fé.
Mas isso não se ajusta aos fatos. Fé faz mais do que apoiar o missionário, é também transferida para seu rebanho. Esse é o efeito que importa e não é possível deixar de notar.
Em primeiro lugar, a observação. Tínhamos amigos que eram missionários, e como uma criança muitas vezes eu ficava muito tempo com eles. Também fiquei, sozinho com meu irmão mais novo, em uma tradicional aldeia rural Africana. Na cidade tínhamos africanos que trabalhavam para nós que foram convertidos e eram crentes fervorosos. Os cristãos eram sempre diferentes. Ao invés de assustar ou confinar seus conversos, sua fé parecia tê-los libertado e aliviado. Havia alegria, curiosidade, um comprometimento com o mundo – uma integridade em seu cuidado com os outros – que parecia estar faltando na tradicional vida africana.
Aos 24, viajando por terra por todo o continente, isso reforçou minha impressão. A partir de Argel ao Níger, Nigéria, Camarões e da República Centro-Africana, depois cortamos o Congo para Ruanda, Tanzânia e Quênia, quatro amigos de escola e eu dirigíamos nosso velho Land Rover para Nairóbi.
Dormíamos sob as estrelas, por isso era importante que ao chegarmos às mais populosas e anárquicas partes do sub-Sahara sempre encontrássemos algum lugar seguro até o anoitecer. Muitas vezes, perto de um campo missionário.
Sempre que entrávamos em um território de trabalho missionário, tínhamos que reconhecer que algo havia mudado nos rostos das pessoas com quem tínhamos contato: algo em seus olhos, a forma como se aproximavam de nós, cara a cara, sem olhar para baixo ou para longe. Eles não eram mais respeitosos com os estrangeiros, em alguns casos menos, porém mais abertos.
No Malawi foi igual. Não conheci nenhum missionário. Você não encontra missionários no saguão de hotéis caros discutindo documentos de estratégias de desenvolvimento, como ocorre com as grandes ONGs. Ao invés disso, notei que grande parte dos mais distintos membros africanos da equipe do Pump Aid (em grande parte do Zimbábue) eram, particularmente, cristãos fervorosos. "Particularmente", porque a instituição é inteiramente secular e nunca ouvi qualquer um de sua equipe mencionar a religião enquanto trabalha nas aldeias. Mas notei referências cristãs em nossas conversas. Vi que um deles estava lendo um livro devocional no carro. Outro, no domingo, saiu ao alvorecer para assistir a um culto de duas horas na igreja.
Seria difícil acreditar que a honestidade, diligência e otimismo em seu trabalho eram desligadas da fé pessoal. O trabalho era secular, mas seguramente fora afetado por aquilo que eles eram. Influenciados por uma concepção que o cristianismo tem ensinado do papel do homem no Universo.
Existe há muito tempo uma moda entre os sociólogos acadêmicos ocidentais de adequar sistemas de valor tribais dentro de uma esfera, além de críticas fundamentadas por nossa própria cultura: "deles" e, portanto, melhor para "eles"; autêntica e intrinsecamente iguais aos nossos.
Não acredito nisso. Noto que crenças tribais não são mais pacíficas que as nossas, e que suprimem a individualidade. As pessoas pensam coletivamente, em primeiro lugar em termos de comunidade, até família e tribo. Essa mentalidade rural-tradicional alimenta o conceito de “chefão” e políticas criminosas da cidade africana: o exagerado respeito pelo líder orgulhoso, e a incapacidade (literal) de compreender a idéia de oposição honesta.
Ansiedade - medo dos espíritos maus, dos antepassados, da natureza e do selvagem, de uma hierarquia tribal, de coisas corriqueiras –, agressões profundas em toda a estrutura do pensamento rural africano. Todo homem tem seu lugar e, chame-o de medo ou respeito, um grande peso esmaga o espírito de cada um, curiosidade suprimida. As pessoas não vão tomar a iniciativa, não vão tomar o controle ou carregar esse fardo sozinhas.
Como eu, alguém em cima do muro, poderia explicar? Quando o turista filosófico se move de uma visão de mundo para outra, ele encontra - no momento da passagem para o novo - que ele perdeu a linguagem para descrever a paisagem para o velho. Por exemplo: a resposta dada por Sir Edmund Hillary para a pergunta: Por que subir a montanha? "Porque ela está ali", disse ele.
Para a mentalidade rural africana, esta é uma explicação para não escalar a montanha: “Bem, está ali. Por que interferir?”
Não há nada a ser feito sobre ela, ou com ela. A explicação de Hillary (de que ninguém tinha escalado antes) seria como uma segunda razão para a passividade.
Cristianismo, a pós-Reforma e pós-Lutero, com o seu ensino de forma direta, uma ligação pessoal bilateral entre o indivíduo e Deus, sem intermédio coletivo, e insubordinado a qualquer outro ser humano, choca-se diretamente com o padrão filosófico-espiritual que acabei de descrever. Ele oferece algo para se apegar para aqueles ansiosos para libertar-se do esmagador pensamento tribal. É a razão e a forma pela qual o cristianismo liberta.
Aqueles que querem que a África se erga em meio à concorrência global do século 21 não devem se enganar que ao prover os meios materiais ou mesmo as técnicas que acompanham o que chamamos de desenvolvimento irá fazer alguma diferença. É necessário que todo o sistema de crenças seja suplantado.
E temo que tem que ser suplantado por outra crença. Removendo os missionários cristãos da equação africana pode-se levar o continente à mercê de uma fusão maligna de uma Nike, o médico mal, o celular e o facão. (Matthew Parris,Timesonline) Tradução: Thiago Juliani

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Antony Flew

Ateísta militante
Ainda estudante, Flew frequentou com razoável regularidade os encontros semanais no Clube Socrático de C. S. Lewis. Embora considerasse Lewis um "homem eminentemente razoável" e "de longe o mais poderoso apologista cristão dos sessenta anos seguintes à fundação daquele clube", Flew não chegou a se impressionar com o argumento da moralidade de Lewis, descrito no livro Cristianismo Puro e Simples.

Flew também criticou diversos outros argumentos filosóficos sobre a existência de Deus. Ele concluiu que o argumento ontológico em particular falha por se basear na premissa de que o conceito de Ser pode ser derivado do conceito de Bondade. Apenas as formas científicas do argumento teleológico impressionavam Flew de forma decisiva[3].

Em God and Philosophy (1966) e The Presumption of Atheism[4], (1984), Flew conquistou sua fama argumentando que alguém deveria pressupor o ateísmo até que alguma evidência de Deus aflorasse. Ele ainda sustenta esta abordagem evdencialista embora, nos anos recentes tenha admitido que essas evidências de fato existem. Em dezembro de 2004 ele declarou em uma entrevista: "Eu considero um Deus muito diferente do Deus dos cristãos e muito distante do Deus do Islamismo, porque ambos são retratados como déspotas orientais, Saddam Husseins cósmicos"[5].

Mudança de opinião
Em diversas ocasiões, a partir de 2001, começaram a circular rumores sobre um abandono do ateísmo por parte de Flew, que publicamente se manifestou para negá-los[6]. Em 2003, Flew chegou a assinar o Manifesto Humanista III.

Entretanto, em dezembro de 2004, Flew, em uma entrevista oferecida a Gary Habermas, seu amigo e oponente filosófico, admitiu reconhecer evidências em favor da existência de Deus. Esta entrevista foi publicada no periódico "Philosophia Christi", da Universidade Biola com o título Atheist Becomes Theist - Exclusive Interview with Former Atheist Antony Flew (Ateísta torna-se Teísta – Entrevista Exclusiva com ex-ateu Antony Flew).

Flew concordou com esse título[7]. De acordo com a introdução, Flew havia em janeiro de 2004, pouco tempo antes da entrevista, declarado a Habermas que ele havia adotado uma postura deísta. Mais tarde, o texto foi revisto pelos dois participantes ao longo dos meses precedentes à publicação da entrevista. No artigo, Flew afirma que certas consderações filosóficas e científicas o levaram a repensar seu trabalho de toda uma vida em apoio ao ateísmo em favor de um tipo de deísmo, similiar ao defendido por Thomas Jefferson: "Por um lado a razão, principalmente na forma de argumentos pró-design nos assegura que há um Deus, por outro, não há espaço seja para alguma revelação sobrenatural, seja para alguma transação entre tal Deus e seres humanos individuais"[1].

A concepção de Deus adotada por Flew, conforme explicada na entrevista, é limitada à ideia de Deus como causa primeira. Ele rejeita a idéia de um pós-vida, ou de Deus como origem do bem e da ressurreição de Jesus como um fato histórico, embora tenha permitido em seu último livro a adição de um breve capítulo argumentando em favor da ressurreição de Cristo.

Críticas à mudança de Antony Flew não tardaram a aparecer, como a do jornalista Mark Oppenheimer, que valeu-se da idade do filósofo, então com 84 anos, para sugerir que Flew estivesse sofrendo de algum tipo de leve de demência[8].

Em 2007, Flew lançou um livro intitulado "There's a God" (Existe um Deus), tendo o escritor Roy Varghese como co-autor. Logo após o lançamento, o jornal The New York Times publicou um artigo reportando que Varghese teria sido quase que inteiramente responsável pela redação do livro e que Flew sofria um acentuado estado de declínio mental, tendo grande dificuldade em recordar figuras chave, idéias e eventos relacionados ao tema do livro. [8] O artigo provocou exclamações públicas em que Varghese foi acusado de manipulador[9] Varghese justificou suas ações, apoiado pelo editor, que divulgou um texto assinado por Flew, onde este reiterava a sua autoria das idéias constantes no livro, respondendo que em função de sua idade já avançada (84 anos na ocasião), o papel de um colaborador na redação do texto, não era apenas justificável como também necessário. Flew insistia ainda que possibilidade ser manipulado por alguém devido a sua idade era totalmente equivocada. [10]

Prêmios:
Flew recebeu o Prêmio Schlarbaum do Ludwig von Mises Institute por sua “destacada contribuição pela causa da liberdade.[11]

Em maio de 2006, Antony Flew aceitou da Universidade Biola o segundo Prêmio Phillip E. Johnson pela Liberdade e Verdade. O prêmio, que leva o nome de seu primeiro contemplado, foi dado a Flew por seu “persistente compromisso com a livre e aberta investigação e com a resistência aos ataques da intolerância contra a liberdade de pensamento e expressão".

Referências
3. ↑ [ http://www.biola.edu/antonyflew/page2.cfm My Pilgrimage from Atheism to Theism An Exclusive Interview with Former British Atheist Professor Antony Flew, Gary R. Habermas, Biola, December 9, 2004.]
4. ↑ [The Presumption of Atheism
5. ↑ Atheist Philosopher, 81, Now Believes in God, Richard N. Ostling. Associated Press, December 10, 2004.
6. ↑ Sorry to Disappoint, but I'm Still an Atheist!, Antony Flew. Internet Infidels, August 31, 2001
7. ↑ My Pilgrimage from Atheism to Theism - An Exclusive Interview with Former British Atheist Professor Antony Flew, Gary R. Habermas, Biola, December 9, 2004. pp 6
8. ↑ 8,0 8,1 The Turning of an Atheist Mark Oppenheimer, New York Times Magazine, 4/11/07
9. ↑ Roy Varghese and the exploitation of Antony Flew
10. ↑ Times Magazine Piece on Former Atheist Kicks Up Controversy
11. ↑ Antony G.N. Flew: 2001 Schlarbaum Laureate

Fonte:

domingo, 10 de novembro de 2013

Hitler era Cristão?


Com vergonha do legado assassino dos regimes comunistas ateus do Século XX, os líderes ateístas buscam empatar o placar com os crentes ao retratar Adolf Hitler e seu regime nazista como sendo teístas, mais especificamente Cristãos. Os websites Mein Kampf: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”. O escritor ateu Sam Harris escreve que “o Holocausto marcou o auge de … 200 anos dos Cristãos fulminando os Judeus”, ateístas rotineiramente alegam que Hitler era Cristão porque nasceu Católico, nunca renunciou ao seu Catolicismo e escreveu em portanto, “sabendo disso ou não, os nazistas eram agentes da religião”.

Quão persuasivas são essas alegações? Hitler nasceu Católico assim como Stálin nasceu na tradição da Igreja Ortodoxa Russa e Mao Tsé Tung foi criado como Budista. Esses fatos não provam nada, pois muitas pessoas rejeitam sua criação religiosa, como esses três fizeram. O historiador Allan Bullock escreve que desde cedo, Hitler “não tinha tempo algum para os ensinos do Catolicismo, considerando-o como religião adequada somente para os escravos e detestando sua ética”.

Então como nós explicamos a alegação de Hitler de que ao conduzir seu programa anti-semítico estava sendo um instrumento da providência divina? Durante sua ascensão ao poder, ele precisava do apoio do povo alemão – tanto os Católicos da Bavária quanto dos Luteranos da Prússia – e para se assegurar disso ele utilizava retórica do tipo “Estou fazendo o trabalho do Senhor”. Alegar que essa retórica faz de Hitler um Cristão é confundir oportunismo político com convicção pessoal. O próprio Hitler diz em Mein Kampf que seus pronunciamentos públicos deviam ser entendidos como propaganda, sem relação com a verdade, mas planejados para influenciar as massas.

A idéia de um Cristo ariano que usa a espada para purgar os Judeus da Terra – o que os historiadores chamam de “Cristianismo Ariano” – era obviamente um afastamento radical do entendimento Cristão tradicional e foi condenado pelo Papa Pio XI no tempo. Além do mais, o anti-semitismo de Hitler não era religioso, era racial. Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. Essa era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular.

Hitler’s Table Talk [“Conversas informais de Hitler”, um livro] uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história, e disse sobre os alemães: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”. Ele prometeu que “por intermédio dos camponeses seremos capazes de destruir o Cristianismo”. Na verdade, ele culpava os Judeus pela invenção do Cristianismo e também condenou o Cristianismo por sua oposição à evolução.

Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha.

Em sua História em vários volumes do Terceiro Reich, o historiador Richard Evans escreve que “os nazistas consideravam as igrejas como sendo os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos princípios nos quais eles acreditavam”. Quando Hitler e os nazistas chegaram ao poder lançaram uma iniciativa cruel para subjugar e enfraquecer as Igrejas Cristãs na Alemanha. Evans aponta que após 1937, as políticas do governo de Hitler se tornaram progressivamente anti-religiosas.

Os nazistas pararam de celebrar o Natal, e a Juventude de Hitler recitou uma oração agradecendo ao Fuhrer, ao invés de Deus, por suas bênçãos. Aos clérigos considerados como “problemáticos” era ordenado que não pregassem, centenas deles foram aprisionados e muitos foram simplesmente assassinados. As Igrejas estavam constantemente sob a vigilância da Gestapo. Os nazistas fecharam escolas religiosas, forçaram organizações Cristãs a se dissolverem, dispensaram servidores civis praticantes do Cristianismo, confiscaram propriedade da igreja e censuraram jornais religiosos. O pobre Sam Harris não é capaz de explicar como uma ideologia que Hitler e seus associados entendiam como uma renúncia ao Cristianismo pode ser apresentada como o “auge” do Cristianismo.

Se o nazismo representava o auge de algo, era o auge do Darwinismo social do final do Século XIX e início do XX. Como documentado pelo historiador Richard Weikart, tanto Hitler quanto Himmler eram admiradores de Darwin e freqüentemente falavam do papel deles como promulgadores de uma “lei da natureza” que garantiria a “eliminação dos ineptos”. Weikart argumenta que o próprio Hitler “construiu sua própria filosofia racista baseado em grande parte nas idéias do Darwinismo social” e conclui que embora o Darwinismo não seja uma explicação intelectual “suficiente” para o nazismo, é uma condição “necessária”. Sem o Darwinismo, talvez não houvesse nazismo.

Os nazistas também se inspiraram no filósofo Friedrich Nietzsche, adaptando a filosofia ateísta dele aos seus propósitos desumanos. A visão de Nietzsche do ubermensch [super-homem] e sua elevação a uma nova ética “além do bem e do mal” foram adotadas de forma ávida pelos propagandistas nazistas. A “sede pelo poder” de Nietzsche quase se tornou um slogan de recrutamento nazista. Em nenhum momento estou sugerindo que Darwin ou Nietzsche teriam aprovado as idéias de Hitler, mas este e seus comparsas aprovavam as idéias daqueles.

Então, à montanha de corpos que os regimes misoteístas [que odeiam Deus] de Stálin, Mao, Pol Pot e outros produziram, nós devemos adicionar os mortos do regime nazista, também misoteísta. Assim como os comunistas, os nazistas deliberadamente atacaram os crentes, pois eles queriam criar um novo homem e uma nova utopia livre das amarras da religião e moralidade tradicional. Em um artigo anterior eu perguntei qual é a contribuição do ateísmo para a civilização. Uma resposta àquela questão: genocídio.

Por: Dinesh d’Souza
Traduzido e adaptado por: Maxiliano Mendes

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cientista desafia darwinistas com prêmio multimilionário

Um criacionista turco chamado Adnan Oktar lançou um desafio aos darwinistas ao oferecer um prêmio de 10 bilhões de liras turcas (7,3 bilhões de dólares) ao cientista que lhe apresentar um fóssil que comprove o processo evolutivo.

Oktar, de 52 anos, é um dos mais ferozes críticos da teoria da evolução de Charles Darwin, a qual ele qualifica como "ditadura darwinista", segundo o jornal The Independent.

Contra todas as evidências científicas, Oktar afirma que não existem fósseis que possam provar as teorias de Darwin.

O criacionista ficou famoso há 10 anos quando distribuiu gratuitamente no mundo inteiro o seu luxuoso livro 'Atlas da Criação', uma edição de 800 páginas no qual ele afirma que durante milhões de anos as formas dos seres vivos não evoluíram.

Segundo a agência EFE, o biólogo britânico Richard Darwins qualificou o livro como 'ridículo' e seu conteúdo como 'inane'. Em resposta, Oktar disse que o biólogo não havia lhe apresentado nenhum fóssil que apoiasse as teorias darwinistas.


Kevin Padian, da Universidade da Califórnia, disse que Oktar "não tem nem idéia de tudo o que já é conhecido sobre a evolução. Se ele visse um fóssil de um caranguejo, diria que é um normal. A extinção não parece preocupar-lhe."

Richard Dawkins Vs Alister McGrath