sábado, 7 de dezembro de 2013

Uma dúvida sobre Ezequiel 28:1-19

DÚVIDA:
Estiveste no Éden, jardim de Deus... Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; (ver 13-14)

Se Satanás foi posto para guardar o jardim e criado para isso, por que é que em nenhum versículo de Gênesis aparece tal "teoria"?

Aliás, é no mínimo contraditório ele ter sido posto para "guardar o jardim" se Gênesis não faz menção disso e ele não aparece fazendo o que supostamente deveria estar fazendo.

O jardim do Éden e toda a criação é mencionada em Gênesis, mas não diz nada sobre Satanás ser o "guardião", ao contrário, diz que a serpente (figura de satanás) era amais astuta dos animais; criado por Deus

Outra contradição é Ezequiel citar que "UM POUCO MENOR QUE OS ANJOS" o criaste...?

Minhas dúvidas:
1- Se ele foi expulso, como é que ele tentou Adão e Eva, já que estava de fora?
2- Se ele foi expulso, como é que ele entrou no Jardim se o jardim estava guardado?
3- Temos que decidir também se ele era anjo ou não.
4- Se Satanás foi realmente posto para guardar o jardim, por que Gênesis não cita este "fato".

Na “doutrina” tradicional, aprendemos que Satanás foi um “anjo de luz” mas “se rebelou” e foi tirado (destituído) da glória de Deus.

Na verdade, esta é uma “afirmação” é "meio" infundada, pois não existe narrativa Bíblica que concorde com esta tese. Alias, a Bíblia se quer menciona que ele é um anjo caído. O que na verdade a Bíblia menciona é que Satanás pode se transfigurar (se tornar parecido no original Grego) em um anjo de luz e isso não significa dizer que ele é ou tenha sido um anjo de luz, mas sim, que ele tem poderes para “mudar de aparência”.

Onde diz, realmente, que satanás era um anjo?

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Por Pipe

I Parte da Profecia:
Ezequiel 28
1 E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus;
Bom, até aqui a profecia se refere a um príncipe que é um homem. Vamos em frente.
3 Eis que tu és mais sábio que Daniel; e não há segredo algum que se possa esconder de ti.
4 Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros.
5 Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas;
6 Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Porquanto estimas o teu coração, como se fora o coração de Deus,
7 Por isso eis que eu trarei sobre ti estrangeiros, os mais terríveis dentre as nações, os quais desembainharão as suas espadas contra a formosura da tua sabedoria, e mancharão o teu resplendor.
8 Eles te farão descer à cova e morrerás da morte dos traspassados no meio dos mares.
9 Acaso dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? mas tu és homem, e não Deus, na mão do que te traspassa.
10 Da morte dos incircuncisos morrerás, por mão de estrangeiros, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS.

Bom, até aqui também se trata de um homem que ajunta riquezas, ouro, tesouros, etc. É um homem que será atacado por estrangeiros.

II Parte da Profecia:
11 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
12 Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.
13 Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônica, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.
14 Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.
15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.
16 Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.
17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.
18 Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem.
19 Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais subsistirá.

Depois eu retorno a esta parte da profecia.

III Parte da Profecia:
20 E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
21 Filho do homem, dirige o teu rosto contra Sidom, e profetiza contra ela,
22 E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis-me contra ti, ó Sidom, e serei glorificado no meio de ti; e saberão que eu sou o SENHOR, quando nela executar juízos e nela me santificar.
23 Porque enviarei contra ela a peste, e o sangue nas suas ruas, e os traspassados cairão no meio dela, estando a espada contra ela por todos os lados; e saberão que eu sou o SENHOR.
24 E a casa de Israel nunca mais terá espinho que a fira, nem espinho que cause dor, entre os que se acham ao redor deles e que os desprezam; e saberão que eu sou o Senhor DEUS.
25 Assim diz o Senhor DEUS: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados, e eu me santificar entre eles, perante os olhos dos gentios, então habitarão na sua terra que dei a meu servo, a Jacó.
26 E habitarão nela seguros, e edificarão casas, e plantarão vinhas, e habitarão seguros, quando eu executar juízos contra todos os que estão ao seu redor e que os desprezam; e saberão que eu sou o SENHOR seu Deus.

Bom, nem a I Parte e nem a III parte deste capítulo nos interessa. Vamos ao que nos interessa que é a II parte.

Leiamos uma outra versão bem interessante:
VS.14 “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci;...”

Agora leia onde:
”...estavas no monte santo de Deus,...”.

E agora leia de onde ele foi expulso:
VS.16 – ”... pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus,...”.

O problema da sua argumentação é que vc une duas informações:
”Estiveste no Éden, jardim de Deus... Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci”

Porém, o correto é dizer:
“Estiveste no Éden, jardim de Deus... Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci, estavas no monte santo de Deus pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus”.

Diante disso vamos as perguntas:

Se Satanás foi posto para guardar o jardim e criado para isso, por que é que em nenhum versículo de Gênesis aparece tal "teoria"?
O problema é que o texto aponta mais para ele ter sido guarda no monte de Deus do que no jardim. Foi do monte que ele foi expulso. Quando ele surge no Éden, surge já como um ser caído.

Aliás, é no mínimo contraditório ele ter sido posto para "guardar o jardim" se Gênesis não faz menção disso e ele não aparece fazendo o que supostamente deveria estar fazendo.
Se Gn não diz isso, então isto favorece novamente ainda mais que sua interpretação está errada. Ou seja, ele era guarda do monte de Deus e não do Éden.

O texto aponta que ele estava no Éden. E depois diz quem ele era e que do monte de Deus ele caiu.

Outra contradição é Ezequiel citar que "UM POUCO MENOR QUE OS ANJOS" o criaste...?
Onde diz isso neste texto de Ez?

1- Se ele foi expulso, como é que ele tentou Adão e Eva, já que estava de fora?
Ele foi expulso do monte de Deus. É isso que o texto diz.

2- Se ele foi expulso, como é que ele entrou no Jardim se o jardim estava guardado?
Guardado? O jardim só foi posto sob guarda depois da expulsão de Adão e Eva:

Gn 3: 24 E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

3- Temos que decidir também se ele era anjo ou não.
Era anjo! Ou vc acha querubim significa o que?

4- Se Satanás foi realmente posto para guardar o jardim, por que Gênesis não cita este "fato".
Porque ele não era anjo da guarda do jardim. Ele era querubim da guarda no monte de Deus.

Na verdade, esta é uma “afirmação” é "meio" infundada, pois não existe narrativa Bíblica que concorde com esta tese.
Não? Mas o que vc entende por querubim?

O que vc entende por isso também:
Apocalipse12:7 E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;

Anjos contra anjos.
Se o dragão não é um anjo, então Miguel também não é.

Mt 25:41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;

Onde diz, realmente, que satanás era um anjo?

O que vc entende por querubim?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Jesus, após ser ressuscitado, poderia ser tocado sim ou não?


NÃO, não pode tocar não, vejam:
“Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai”
(Jo 20:17).

SIM, pode tocar sim, vejam:
“Põe aqui o teu dedo, vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão, põe-na no meu lado”
(Jo 20:27).
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Por Pipe:
A tradução correta é:
Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
(Bíblia on Line)

No grego: μη μου απτου

απτου pode ser traduzido por tocar, agarrar-se, apegar-se, segurar.

Fonte: "Chave Linguística do NT Grego", Fritz Rienecker & Cleon Rogers, ed. Vida Nova, pg.191.

Por isso, pode ser:
Não me detenhas
Não me agarre
Não me segure

É também pouco provável que quando Jesus aparece pela primeira vez entre eles (sem Tomé presente), eles nem se quer o abraçaram.

Tomé não acreditou que era Ele. Jesus então disse: Toque aqui nas minhas feridas. O tocar ali não estava implícito que Ele não havia sido tocado. E sim, que para Tomé crer ele precisou ver e tocar nas mãos perfuradas de Jesus.

Quer dizer que quando digo "não me segure" ou "não me detenhas" isso significa "não me toques"?

O simples fato de eu dizer "não me segure" denota que vc está me segurando. Portanto, está me tocando. Ou não? Tem como vc segurar alguém sem tocá-la?

O simples fato de vc dizer "não me detenhas" implica na possibilidade de estar me detendo.

Dicionário on line:
Deter:
1. Fazer parar.
2. Sustar.
3. Suspender.
4. Conservar em detenção.Segurar:1. Tornar seguro, firmar.
2. Sustentar.
3. Agarrar.
4. Certificar.
5. Acautelar.
6. Caucionar.
7. Pôr no seguro.
8. Tranquilizar.
9. Conter.

10. Prender.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Proteínas produzidas ao acaso:


Volume de proteínas a serem produzidas para compor ao acaso uma proteína predeterminada.

Consideraremos uma proteína ultracurta, de só 100 aminoácidos.

Existem 20 tipo de aminoácidos diferentes, podem ser formados com eles 20 x 20 pares distintos, 20 x 20 x 20 conjuntos de 3, etc, até serem obtidos 20 à 100 tipos de proteínas diferentes, cada uma com 100 aminoácidos.

Mas 20 à 100 = (2 x 100) à 100 = 2 à 100 x 10 à 100 = (2 à 10) à 10 x 10 à 100.

Se aproximarmos 2 à 10 = 10 à 3 resultará:

20 à 100 = (10 à 3) à 10 x 10 à 100 = 10 à 30 x 10 à 100 = 10 à 130

que será o número médio de proteínas necessário para obter aquela que foi predeterminada.

Fazendo igual a 100 Daltons o peso molecular médio dos100 aminoácidos de nossa proteína, ela pesará 10.000 Daltons, isto é 10 x 10 x 10 x 10 Daltons, e nossas 10 à 130 proteínas pesarão 10 à 134 Daltons. Para transformar este peso em quilogramas será necessário dividi-los pelo número de Avogrado (que consideramos igual a 10 à 24 e que dá o peso em gramas) e por 10 x 10 x 10 (para ter o resultado em quilogramas). Obtém-se então para o peso das proteínas o valor 10 à 107 kg, para que se possa formar ao acaso aquela proteína predeterminada.

Se considerarmos para as proteínas o peso específico igual a da água, teremos para o volume de todas as 10 à 130 proteínas o valor igual a 10 à 107 dm à 3, ou 10 à 95 Km3. Tirando a raiz cúbica desse valor, obtém-se para a aresta do cubo correspondente a esse volume o valor aproximado de 10 à 32 km.

Um foguete que se deslocasse com a velocidade da luz (300.000 km/s), no decorrer de um ano teria percorrido "somente" 10 à 13 km, e para percorrer uma distância à aresta desse nosso cubo levaria 10 à 20 anos-luz isto é 100 milhões de milhões de milhões, (ou 100 quintilhões) de anos-luz.

É esse o tempo necessário para navegar nesse oceano de proteínas para obter por acaso aquela proteína predeterminada.

Fonte:

Fernando de Angelis; "A Origem da vida por evolução: Um obstáculo ao desenvolvimento da Ciência"; ed. SCB; pg.76.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quem iria crer em um crucificado?

1 Coríntios 1:18 - De fato, a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.

1 Coríntios 15:12-19 - Se a nossa mensagem é que Cristo foi ressuscitado, como é que alguns de vocês dizem que os mortos não vão ressuscitar? Se não existe a ressurreição de mortos, então quer dizer que Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, nós não temos nada para anunciar, e vocês não têm nada para crer. E mais ainda: nesse caso estaríamos mentindo contra Deus, porque afirmamos que ele ressuscitou Cristo. Mas, se é verdade que os mortos não são ressuscitados, então Deus não ressuscitou Cristo. Porque, se os mortos não são ressuscitados, Cristo também não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, a fé que vocês têm é uma ilusão, e vocês continuam perdidos nos seus pecados. Se Cristo não ressuscitou, os que morreram crendo nele estão perdidos. Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo.

Com a exceção dos que crêem que Jesus nunca existiu (JNE) e os que crêem em teorias conspiratórias (e no que diz respeito a este assunto, eu incluo os muçulmanos neste grupo!), poucos negariam a realidade histórica da crucificação. Contudo, uma vez que a porta é aberta, ela traz o primeiro dos nossos problemas:

Quem acreditaria em uma religião centrada em um homem que foi crucificado?
Como mostrado amplamente por Martin Hengel em sua monografia, Crucifixion [Crucificação], a vergonha da cruz era o resultado de uma norma fundamental do Império Greco-Romano. Hengel observa que “a crucificação era um caso absolutamente ofensivo, ‘obsceno’ no sentido original da palavra”.

Como Malina e Rohrbaugh notam em seu Social-Science Commentary on John [Comentário Sociológico de João] [263-4], a crucificação era um “ritual de degradação do status desenvolvido para humilhar de todas as formas possíveis, incluindo o simbolismo da encravação das mãos e pernas, significando a perda de poder, e perda da habilidade de controlar o corpo de várias formas, inclusive podendo se sujar com seus próprios excrementos. O processo era tão ofensivo que os Evangelhos oferecem as descrições mais detalhadas de uma crucificação nos tempos antigos – o assunto deixava os autores pagãos muito revoltados para oferecerem descrições igualmente compreensíveis – apesar do fato de que foram realizadas milhares de crucificações ao mesmo tempo, em algumas ocasiões. (O) mundo literário culto não queria relacionar-se com [a crucificação], e como regra, manteve-se em silêncio a respeito disso”.

Era sabido desde o tempo de Paulo (1 Coríntios 1:18; veja também Hebreus 12:2) que pregar sobre um salvador que sofreu as desgraças deste tratamento era tolice. E era assim tanto para os Judeus (Gálatas 3:13; Deuteronômio 21:23) quanto para os Gentios.

Justino Mártir escreveu posteriormente em sua primeira Apologia 13:4 – "Eles dizem que nossa loucura consiste no fato de que nós colocamos um homem crucificado em segundo lugar, depois do Deus eterno e imutável…"Celso descreve Jesus como alguém “amarrado da forma mais ignominiosa” e “executado de forma vergonhosa”.

Josefo descreve a crucificação como “a mais desprezível das mortes”.

Um oráculo de Apolo preservado por Agostinho descrevia Jesus como “um deus que morreu em desilusões … executado no verdor dos anos pela pior das mortes, uma morte atada ao ferro”.

Assim são as opiniões: Sêneca, Luciano, Pseudo-Manetho, Plautus. Mesmo as classes baixas se juntaram à maldade, como demonstrado por um grafite apresentando um homem suplicando diante de uma figura crucificada com a cabeça de um jumento, com o subtítulo: “Alexamenos adora a deus”. (A cabeça de jumento sendo um reconhecimento das raízes Judaicas do Cristianismo: Uma convenção da polêmica anti-Judaísmo era que os Judeus adoravam um jumento no templo deles.) Embora confuso em outros assuntos, Walter Bauer afirmou corretamente: Os inimigos do Cristianismo sempre se referiam à desgraça da morte de Jesus com grande ênfase e prazer malicioso. Um deus ou o filho de deus em uma cruz! Aquilo era o bastante para liqüidar a nova religião.

E DeSilva adiciona: Nenhum membro da comunidade Judia ou a sociedade Greco-Romana adotaria a fé ou se juntaria ao movimento Cristão sem antes aceitar que a perspectiva de Deus sobre o tipo de comportamento que merece honra difere excessivamente da perspectiva dos seres humanos, visto que a mensagem sobre Jesus é a de que os líderes Judeus e Gentios de Jerusalém avaliaram Jesus, suas convicções e seus feitos como merecedores de uma morte vergonhosa, mas Deus subverteu a avaliação que eles tinham de Jesus ao ressuscitá-lo dos mortos e sentá-lo à sua direita [de Deus] como Senhor.

N.T. Wright também aponta isso em Resurrection of the Son of God [A Ressurreição do Filho de Deus – 543, 559,563]: O argumento, neste ponto, procede em três estágios.

(i) O Cristianismo primitivo foi sistematicamente messiânico, moldando-se sobre a crença de que Jesus era o Messias de Deus, o Messias de Israel.

(ii) Mas a concepção de Messias no Judaísmo, da forma como era, nunca contemplou alguém fazendo o tipo de coisas que Jesus havia feito, sem falar no destino que ele teve.

(iii) O historiador deve, portanto, perguntar por que os primeiros Cristãos reivindicavam essas coisas sobre Jesus, e por que reordenaram suas vidas de acordo com isso.

As crenças do Judaísmo sobre a vinda de um Messias, e sobre os feitos que se esperava que tal personalidade cumprisse, vieram em várias formas e tamanhos, mas não incluíam uma morte vergonhosa, que deixou o Império Romano celebrando a vitória de forma habitual.

Alguma coisa aconteceu com a crença sobre a vinda de um Messias … ela não foi nem abandonada, nem simplesmente reafirmada em grande extensão. Ela foi redefinida baseada em Jesus. Por quê? Os primeiros Cristãos respondiam a essa questão, é claro, com uma só voz: Nós cremos que Jesus era e é o Messias, pois ele ressuscitou dos mortos. Nada mais funcionaria aqui.
A mensagem da cruz era repulsiva, uma vulgaridade em seu contexto social. Discutir a crucificação era o pior tipo de faux pas [passo em falso – falta de etiqueta]; era relacionado, mas somente no sentido mais superficial, a discutir técnicas de recuperação de esgotos durante uma boa refeição – mas pior ainda quando em associação com um suposto deus ter vindo à terra. Hengel adiciona: “Um Messias crucificado … deve ter parecido com uma contradição de termos para qualquer um, Judeu, Grego, Romano ou bárbaro".

Eles certamente julgariam tolo e ofensivo se alguém lhes perguntasse se acreditariam nisso. “Que um deus desceria ao reino da matéria para sofrer dessa forma tão ignominiosa” era contrário não somente ao pensamento político Romano, mas a todo o etos da religião dos tempos antigos, e em particular, às idéias sobre Deus que as pessoas educadas tinham”. Anunciar um deus crucificado seria semelhante à Convenção Batista do Sul anunciar que passaria a sancionar a pedofilia! Se Jesus realmente era um deus, então de acordo com o pensamento Romano, a crucificação nunca deveria ter acontecido. Celso, um antigo crítico pagão do Cristianismo, escreve: Mas se (Jesus) era tão grande, ele deveria, a fim de demonstrar sua divindade, ter desaparecido repentinamente da cruz.

Este comentário representa não somente o desafio de um cético, mas é um reflexo de uma consciência impregnada sócio-teologicamente. Os Romanos não podiam antever um deus morrendo como Jesus e ponto final. Assim como discutir sobre se o céu é verde, ou se os porcos voam, mas estes argumentos pelo menos não ofendiam as sensibilidades ao máximo. Precisamos enfatizar isto (pela primeira, mas não última vez) de uma perspectiva social, pois a nossa própria sociedade não é tão sintonizada quanto ao processo de honra quanto a sociedade antiga. Achamos estranho assistir Shogun e imaginar homens se suicidando pelo bem da honra. Os Judeus, Gregos e Romanos não achariam nada de estranho nisso. Como David deSilva mostra em Honor, Patronage, Kinship and Purity [Honra, Clientelismo, Afinidade e Pureza], o honorável era, para os antigos, de importância primordial. A honra era posta acima da própria segurança pessoal e era o elemento chave ao se decidir modos de ação. Isócrates dá conselhos pessoais baseado não no que era “certo ou errado”, mas sim no que era “nobre ou desonroso”. “A promessa da honra e a ameaça da desgraça [eram] estimulantes proeminentes quando se procurava certo tipo de vida e para evitar muitas alternativas”.

O Cristianismo, é claro, respondia que a morte de Jesus foi um ato honorável de sacrifício pelo bem alheio – mas esse tipo de lógica só funciona se você já estivesse convencido por outros meios!

Sendo este o caso, podemos perguntar de forma razoável pela primeira vez neste ensaio, por que o Cristianismo teve sucesso. A infâmia de um salvador crucificado era um impedimento tão grande para a fé cristã como é hoje em dia – de fato, era muito, muito mais! Por que, então, havia Cristãos? Na melhor das hipóteses este deveria ter sido um movimento com somente alguns seguidores estranhos, e então morrido dentro de algumas décadas como uma nota de rodapé, se sequer fosse mencionado. A realidade histórica da crucificação não poderia, é claro, ser negada. Para sobreviver, o Cristianismo ou teria de ter se tornado gnóstico (como realmente aconteceu em alguns desdobramentos), ou então não ter se incomodado com Jesus, e meramente ter feito dele o primeiro mártir de um ideal moral mais eminente dentro do Judaísmo. Teria sido absurdo sugerir, para um Judeu ou Gentio, que um ser crucificado era digno de adoração ou que morreu pelos nossos pecados.


Só pode haver uma única boa explicação: O Cristianismo teve sucesso pois da cruz veio a vitória, e após a morte veio a ressurreição! A vergonha da cruz converteu-se em uma das provas mais incontestáveis do Cristianismo!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Contradição do silêncio de Jesus

Proposta de Fabiano:

A pergunta é: Jesus ficou praticamente calado perante Pilatos?

Segundo Mateus (e também Marcos e Lucas) Jesus deu apenas uma curta resposta e depois calou-se:

E foi Jesus apresentado ao presidente, e o presidente o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos Judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes.
(...)
Disse-lhe então Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti?
E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado
Mateus 27:11-14

E em Marcos 15:05, após a Pilatos ter feito a primeira pergunta e Jesus ter dado a sua rápida resposta, é dito:

Mas Jesus nada mais respondeu...

Porém João, ao contrário dos três evangelhos anteriores, mostra Jesus dialogando com Pilatos:

Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?
Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?
Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz
João 18:37

E ainda no capítulo seguinte:

Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?
Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem
João 19:10,11
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Por Pipe

Vamos aos textos então:

Mc 15:
1 E, logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos.
2 E Pilatos lhe perguntou: Tu és o Rei dos Judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes.
3 E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas; porém ele nada respondia.
4 E Pilatos o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti.
5 Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava.

Note que Marcos descreve duas perguntas:
1. Tu és o Rei do Judeus?
2. Nada respondes?

Mt 27:
11 E foi Jesus apresentado ao presidente, e o presidente o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos Judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes.
12 E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
13 Disse-lhe então Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti?
14 E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado.

Mateus:
1. És tu o Rei dos Judeus?
2. Não ouves quanto testificam contra ti?

Jo 18:
33 Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?
34 Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?
35 Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
37 Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei.

João:
1. Tu é o Rei dos judeus?
2. Logo tu és rei?

Ou seja, João não trata da segunda pergunta feita por Pilatos.

Jesus nada mais respondeu diante das acusações do sacerdotes.

O dialogo que João descreve diz respeito as perguntas que o texto aborda e que Mc e Mt também aborda. Tanto Mt quanto Mc testificam que Jesus respondeu a pergunta: "Tu é o Rei dos judeus?". João descreve um dialogo entre Pilatos e Jesus relacionado a esta pergunta. Mc e Mt descrevem apenas uma vez a pergunta (que em João é feita duas vezes). Porém, João não descreve a pergunta que Pilatos faz a Jesus diante das acusações dos sacerdotes.

É interessante notar também que em João no cap.19 Jesus também não responde uma outra pergunta que Mc e Mt nem mencionam:

9 E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.

Portanto, João foi mais detalhista no que diz respeito a primeira pergunta de Pilatos. João não menciona nem a pergunta e nem o silêncio de Jesus diante da pergunta de Pilatos frente as acusações dos sacerdotes. Porém, menciona o silêncio de Jesus diante de outra pergunta: “De onde és tu?"

Mt e Mc são reducionistas quanto ao diálogo entre Jesus e Pilatos na primeira pergunta.


Agora isso não se trata de uma contradição. Se trata de três narrativas onde somadas temos uma melhor visão da cena do julgamento.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Davi nasceu em Belém ou Jerusalém?

Pergunta de Júlio César:

Galera gostaria que alguém respondesse essa suposta contradição:

Por que todo mundo fala que Davi nasceu em Belém, mas as escrituras possivelmente se contradizem olhem.

Belém
Davi fala para Jônatas:
1 Samuel 20:06 "Se teu pai notar a minha ausência, dirás: Davi me pediu muito que o deixasse ir correndo a Belém, sua cidade; porquanto se faz lá o sacrifício anual para toda a linhagem."

Até aí está tudo certo mas...

Jerusalém
2Reis 14:20 "E o trouxeram em cima de cavalos; e o sepultaram em Jerusalém, junto a seus pais, na cidade de Davi”.

Em 2 Reis ele está falando que a cidade de Davi é Jerusalém.

Mas afinal qual é a descontradição desta contradição?

Me respondam...
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Por Pipe:
1. A Cidade onde Saul reinava era Gilgal (1 Sm 11:14-15).

2. Foi Davi quem conquistou Jerusalém e foi o primeiro Rei de Israel sobre ela. Devido a isto ela passou a ser chamada de cidade de Davi:

"E partiu o rei com os seus homens a Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra; e falaram a Davi, dizendo: Não entrarás aqui, pois os cegos e os coxos te repelirão, querendo dizer: Não entrará Davi aqui. Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a cidade de Davi. Porque Davi disse naquele dia: Qualquer que ferir aos jebuseus, suba ao canal e fira aos coxos e aos cegos, a quem a alma de Davi odeia. Por isso se diz: Nem cego nem coxo entrará nesta casa. Assim habitou Davi na fortaleza, e a chamou a cidade de Davi; e Davi foi edificando em redor, desde Milo para dentro".

(2 Sm 5:6-9)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Podemos mentir? Sim ou Não?

Proposta do cético:

Não, deus proibiu a mentira:
"Não furtareis, nem MENTIREIS, nem usareis de FALSIDADE cada um com o seu próximo;" [Lev 19 : 11]

Sim, Paulo diz que podemos mentir e enganar as pessoas Sim, vejam:
"Que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com FINGIMENTO ou em verdade."[Fil 1:18]

Como todos podem ver, esta na bíblia, podemos mentir SIM.

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Por Pipe

Refutando:
mentira
(origem controversa)
s. f.
1. Acto! de mentir.
2. Engano propositado. = falsidade
3. História falsa. = peta
4. Aquilo que engana ou ilude. = fantasia, ilusão

mentir - Conjugar
v. intr.
1. Dizer o que não é verdade.
2. Dizer o que não se pensa.
3. Enganar.
4. Fig. Falhar, malograr-se.
5. Faltar.
6. Não cumprir o prometido ou o que era de esperar.

fingimento
s. m.
1. Acto! de fingir, feição.
2. Disfarce; impostura.

fingir - Conjugar
(latim fingo, -ere, modelar, arranjar, dar forma, representar, imaginar, inventar)
v. tr.
1. Inventar; fantasiar; simular; arremedar.
2. Beira Remexer e trabalhar de novo (com as mãos) a massa do pão depois de levedada.
v. intr.
3. Ser dissimulado; aparentar o que não é.

Agora vamos ao contexto:
"E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda".
O que Paulo está tratando, é que tinha gente que ficava pregando o Evangelho numa espécie de disputa com ele. Era como se o foco do indivíduo ao invés de pregar a Cristo pela motivação correta, o fazia para disputar com Paulo tentando trazer sobre ele algum tipo de aflição. Com isso em mente, observe os significados das palavras que Paulo usa:

Inveja
s. f.
2. Desejo de possuir o que outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor).

Porfia
s. f.
1. Disputa ou contenda pertinaz de palavras.

Contenção
(latim contentio, -onis, acção! de estender com esforço; eloquência; luta)
s. f.
1. Acto! de contender.
2. Contenda, luta, disputa.
3. Altercação, debate.

Fingimento
s. m.
1. Acto! de fingir, feição.
2. Disfarce; impostura.

Estes caras tinham inveja de Paulo e queriam disputar com ele a pregação do Evangelho. Faziam isto para contender com Paulo. Ou seja, a motivação era errada e não o Evangelho anunciado. Por tanto, eles não estavam mentindo sobre o que anunciavam. Sua motivação era errada, mas o que anunciavam era verdade. Se formos partir do mesmo raciocínio que vc aplicou na palavra "fingimento" nas demais palavras, então teremos que concluir também que Paulo está defendendo a inveja, a porfia, e a contenção.

Fiz-me
1ª pess. sing. pret. perf. ind. de fazer
corresponde ao verbo correlativo (ex.: fazer abalo [abalar], fazer violência [violentar]; fazer fraco [enfraquecer]).
v. pron.
01. Passar a ser (ex.: este rapaz fez-se um homem). = tornar-se, transformar-se
02. Seguir a carreira de (ex.: fez-se advogada).
03. Desenvolver qualidades (ex.: ele fez-se e estamos orgulhosos).
04. Adaptar-se a (ex.: fizemo-nos aos novos hábitos). = acostumar-se, afazer-se, habituar-se

05. Levar alguém a perceber ou sentir algo (ex.: fazer-se compreender, fazer-se ouvir)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Os Problemáticos Pais do Evolucionismo

Por Henry M. Morris

Os fundadores e proponentes mais influentes do evolucionismo moderno nem sempre eram cientistas objetivos e não emotivos. A maioria dos seus seguidores modernos gostaria que nós pensássemos deles como somente interessados em descobrir e ensinar a verdade. Muito pelo contrário, eles freqüentemente parecem ter sido dirigidos por sentimentos e motivações não muito científicos. Esta observação, claro que, não se aplica a todos os evolucionistas, mas tais propósitos não científicos parecem ser demasiadamente comuns do que mera coincidência. Quase parece que alguns poderes invisíveis estavam puxando os fios atrás da cortina.

Por exemplo, Thomas Huxley (Sem sua forte advocacia pública o Darwinismo poderia ter morrido desapercebido) não era o cientista frio que a maioria dos escritores assume. Adrian Desmond escreveu uma biografia de Huxley com o título intrigante de, “Huxley, o Discípulo do Diabo”, e um revisor faz as seguintes fortes observações:

Nós ouvimos muito da ira e ferocidade de Huxley: Desmond torna fácil a visualizar o poder maníaco e a intensidade do se mau humor. Retratando a vida mental de Huxley como freqüentemente beirando na loucura, Desmond nos deixa nenhuma dúvida que paixão negra alimentaram as suas ambições. Beatrice Webb, autora Fabiana e amiga íntima de Huxley, o descreveu como "supremamente triste" e como alguém cujo trabalho se resumiu a "colapsos filosóficos entre desajustes de deficiência".

Também considere Juliano Huxley, o neto de Thomas Huxley. O Senhor Juliano era provavelmente o principal evolucionista do vigésimo século. Ele foi feito o primeiro diretor-geral da UNESCO e depois foi selecionado como o palestrante de destaque para a famosa Celebração Centenária de Darwin, na Universidade de Chicago, em 1959. Ele também foi o primeiro chefe do departamento de biologia na Rice University onde eu recebi minha educação de estudante universitário e depois lecionei nesta faculdade. Huxley tinha saído antes que eu cheguei lá, assim eu nunca o conheci, mas a influência dele na universidade tinha sido profunda.

Ele também teve problemas mentais significativos. Um revisor de um livro recente sobre Huxley baseado nos procedimentos de uma conferência na Rice University escreveu:

Kenneth Waters traça uma cronologia clara da vida de Huxley desde o seu nascimento. . . até um abortivo engajamento que o levou a um sanatório.... Huxley... teve dois filhos e um segundo colapso de nervos, este, provavelmente, causado pelos sentimentos de insuficiência como um professor.... um terceiro colapso nervoso não o impediu de se tornar o primeiro Diretor Geral da [UNESCO].... Ele também teve mais três colapsos nervosos. (2)

Huxley era um declarado ateu e humanista e até um pouco racista, como também um forte político de esquerda.

Alfred Russel Wallace, o "co-descubridor" da teoria de evolução através da seleção natural com Charles Darwin, era, de fato, um espírita declarado, Wallace era um dos líderes da revivificação do "espiritualismo" na Inglaterra que estava acontecendo nesta ocasião. Ele escreveu artigos e livros que defendem a convicção pagã antiga de que as pessoas poderiam se comunicar de fato com seres espirituais (a Bíblia os chama demônios).

De fato, ele "descobriu" a seleção natural de um modo muito estranho. Wallace relacionou esta experiência como segue:

O método inteiro de modificação da espécie ficou claro a mim, e nas duas horas de meu ajuste eu tinha ideado os pontos principais desta teoria. (3)

Quer dizer, Wallace, sem educação científica e de pequeno contato com cientistas, inventou em duas horas o enredo evolutivo inteiro no qual Charles Darwin, no meio da comunidade científica mais destacada da Inglaterra, tinha trabalhado durante vinte anos. O notável historiador de ciências, Loren Eisely, disse em relação a esta experiência:

Um homem que procura pássaros de paraíso em uma selva distante ainda não sabia que tinha forçado o autor mais relutante do mundo [quer dizer, Darwin] de desovar o seu cortejado volume, ou que todo o pensamento ocidental estava prestes a ser balançado para um novo canal porque um homem em sua febre tinha sentido um momento de estranha iradiação. (4)

Estas influências obscuras também estavam presentes nas carreiras dos dois mais influentes pioneiros da psicologia evolutiva, Carl Jung e Sigmund Freud.

Jung era um homem arrogante, agressivo e intensamente egoísta, que destruiu as vidas de várias pessoas por perseguir suas ambições egoístas. . . . As idéias de Jung são massivamente influenciadas nos cultos pagãos alemães.

Outro revisor de um livro recente sobre Jung escreve:

É de suas discussões com Filemão [o espírito guia de Jung] que Jung recebeu as suas perspicácias mais profundas sobre a natureza da psique humana. (6)

Jung estava inspirado pelo seu espírito guia - o qual certamente não era o espírito Santo de Deus!

Influências semelhantes também envolviam profundamente a vida de Freud. Paul Vitz, da Universidade de Nova Iorque, escreveu uma biografia elucidante de Freud. Um revisor nota o seguinte:

...ameaças da hostilidade inconsciente de Freud contra a fé, que, conforme detalha Vitz, eram conseqüência de uma preocupação curiosa com o Diabo, danação e o Anti-Cristo.

Vitz até indaga se Freud teria feito um pacto faustiano com o diabo. (2)

Então tem Karl Marx, o pai espiritual do sistema perverso chamado comunismo que matou e escravizou milhões na Rússia, China, e muitos outros países. Marx era evolucionista doutrinário e seguidor de Darwin e que permeou a economia e as ciências sociais com princípios evolutivos. Richard Wurmbrand, um pastor antigamente encarcerado na Sibéria debaixo da perseguição comunista, documentou convincentemente o fato que Marx somente não era um ateu evolutivo, mas, mais provável, um satanista evolutivo que também pode ter feito bem algum tipo de pacto faustiano com satanás. (8)

O próprio Charles Darwin, até onde nós sabemos, nunca foi envolvido em espiritualismo ou ocultismo de qualquer tipo. Mas, na maior parte da vida dele, ele sofria de uma enfermidade misteriosa, especialmente depois que ele deixou a sua convicção nominal no cristianismo e começou a procurar uma explicação naturalista de design aparente na natureza.

Ao longo da vida dele, Darwin sofreu, pelas próprias palavras dele, "de vômito... tremedeira, sensações de morte, sonido nas orelhas," como também palpitações do coração, visão borrada, e choro histérico. (9)

Foram publicadas muitas hipóteses diferentes sobre a causa básica desta longa enfermidade. O estudo mais completo foi feito em uma análise de um livro inteiro por Colp.10 Depois de revisar todas as diferentes possibilidades, Colp concluiu que o complexo de enfermidades de Darwin foi induzido emocionalmente, causado pela sua persistente advocacia da evolução, consciente do dano que esta infligiria nas relações humanas.

O espaço aqui não permite a discussão da loucura do filósofo evolutivo ardente. Friedrich Nietzsche, com a sua propaganda “Deus está morto", ou o dedicado darwinista, Adolfo Hitler, e a sua obsessão por astrologia e ocultismo, ou outros, cujas realizações influentes no plano mundano, foram acompanhados por problemas físicos traumáticos e indagações relacionadas com o plano moral e espiritual.


Pode ser difícil de definir precisamente as relações causa-efeito nestes fenômenos, mas nós, no mínimo, precisamos nos lembrar que “Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará." (Gál. 6:7). Todos os homens mencionados acima estão agora mortos e enfrentando julgamento divino, porque "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo" (Heb. 9:27). Enquanto isso, nós que professamos Cristo como nosso Criador, Salvador, e Senhor, podemos regozijar porque "Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação." (II Tim. 1:7).

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O Sol está encolhendo

Dr Russell Akridge

* O Autor: O Dr. Akridge formou-se em física na Geórgia e recebeu o seu diploma de Teologia no Seminário Teológico Batista de New Orleans. O Dr. Akridge é Professor Assistente de Física na Universidade de Oral Roberts. Ele já escreveu diversos artigos para a revista Creation Research Society Quarterly (Revista Trimestral da Sociedade para Pesquisa da Criação) nos quais prova que as leis da física apóiam uma criação recente. O Dr. Akridge e sua esposa, Anita, têm dois filhos, Floyd e Sheryl. Eles moram em Tulsa, Estado de Oklahoma.

Será que o tamanho do sol está se alterando através dos anos?
Recentemente, "John A. Eddy (Centro Smithsoniano de Harvard para Astrofísica e Observatório de Grande Altitude em Boulder) e Aram A. Boomazian (um matemático da S. Ross e Cia. em Boston) descobriram evidências de que o sol está se contraindo em cerca de 0,1% por século correspondendo a uma velocidade de encolhimento de cerca da 1, 5m por hora."' O diâmetro do sol é de aproximadamente 1,6 milhões de quilômetros, de modo que este encolhimento do sol passa despercebido através de centenas e até mesmo milhares de anos".

Não há motivo de alarme para nós ou para qualquer um de nossos descendentes nos séculos futuros porque o sol encolhe muito devagar. Mas o Sol realmente parece estar encolhendo. Os dados que Eddy e Boornazian examinaram envolveram um período de 400 anos de observação solar, de modo que este encolhimento do sol, embora pequeno, é aparentemente contínuo.

Interpretação
O que o encolhimento do sol tem a ver com a criação e a evolução? O sol era maior no passado numa média de 0,1% por século. Um criacionista, que crê que o mundo foi criado aproximadamente há 6 mil anos atrás, tem muito pouco com que se preocupar. O sol seria apenas 6% maior no momento da criação do que é agora. Contudo, se a média de mudança do raio solar permaneceu constante, há 100 mil anos o sol deveria ter o dobro do tamanho que tem agora. Seria difícil imaginar que algum tipo de vida pudesse existir sob condições tão alteradas. Mas 100 mil anos não passam de um minuto quando lidamos com as escalas de tempo dos evolucionistas. (2)

Quanto tempo no passado temos de retroceder para encontrar um sol tão grande que a sua superfície tenha tocado a superfície da terra?

O raio solar muda a O,75m por hora, metade dos 1,5m por hora de mudança de diâmetro solar. A distância do sol a terra é de 150 milhões de quilômetros, e temos 1.000m em um quilômetro. Presumindo (através de um raciocínio uniforme) que a velocidade do encolhimento não se alterou com o passar do tempo, então a superfície do sol teria tocado a terra em um período no passado igual a:

t = (150.000.000.000 m) / (0,75m/h) (24h/dia) (365dias/ano)

ou aproximadamente 20 milhões a.C.

Contudo, as escalas de tempo necessárias à evolução orgânica atingem 500 milhões de anos a 2.000 milhões de anos. (3)

É espantoso que todo este desenvolvimento evolucionário, com exceção dos últimos 20 milhões de anos, acontecesse em um planeta que estava dentro do sol. há 20 milhões a.C. toda a evolução já tinha ocorrido exceto o seu estágio final, a evolução do primata para o homem. E preciso lembrar que 20 milhões de anos a.C. é uma data de limite extremo na escala de tempo para a existência da terra. A época em que a terra emergiu do encolhimento do sol é 20 milhões a.C. Um limite mais razoável seria 100 mil anos a.C. estabelecido pelo tempo no qual o tamanho do sol' deveria estar no dobro do seu tamanho atual. E preciso dar mais uma palavra de explicação sobre a pressuposição de que a velocidade do encolhimento do sol tem sido constante há 100 mil anos ou há 20 milhões de anos. A velocidade do seu encolhimento há séculos passados seria determinada pelo equilíbrio das forças solares. Considerando que a energia potencial de um sol esférico homogêneo varia inversamente ao raio solar, a velocidade do encolhimento teria sido maior no passado do que é agora. O período em que o sol teria sido duas vezes o seu tamanho atual situa-se em menos de 100 mil anos a.C. O período em que a superfície do sol teria tocado a terra é muito menos que 20 milhões a.C. Portanto, a pressuposição de uma velocidade de encolhimento constante é uma pressuposição conservadora.

Energia Solar
O encolhimento do sol altera grandemente o que nós cremos ser a fonte de energia dentro do sol.

O sol está encolhendo por causa de sua própria atração gravitacional. Conforme ele se comprime, ele se aquece. Este calor fica então liberado na forma de radiação solar, isto é, a luz do sol.

Será que 0,75m de contração por hora da superfície solar seriam suficiente para liberar toda a energia que vem do sol?

Uma estimativa superficial poderia ser feita presumindo-se que o interior do sol é uniforme.
A conhecida fórmula para a energia potencial gravitacional de duas massas m e M a uma distância r é U=-GmM/r, onde G=6,6x10-11jm/kg2.

A potencial energia gravitacional da massa solar Ms interagindo com sua própria massa Ms é U=Gms²/R, onde R é o raio do sol.

A força solar produzida enquanto o sol encolhe à velocidade de v=R/t é 5 P = // U/t = (Gm2s/R2).(R/t) = Gm2sv/R2.

A massa do sol é 2x1030 kg, o raio do sol é 7x108m, e a velocidade dos 76cm por hora de encolhimento no raio do sol , é 2x10-4m/seg. em unidades métricas.

A fórmula da força dá um potencial de força solar de 1x1029watts.

Esta potencial força gravitacional é centenas de vezes mais que 4x1026 watts de força realmente produzidos pelo sol.

Estes dados são uma superestimativa porque o sol está na realidade longe de ser uniforme. O interior maciço do sol é protegido pelas camadas externas do sol. Considera-se que apenas essas camadas externas de baixa densidade se contraem. Mesmo então, há uma grande quantidade de energia gravitacional de contração potencialmente disponível para explicar toda ou grande parte da energia solar.

Abalada a Evolução Estelar
Uma coisa é certa. Parte da energia do sol vem de seu próprio colapso gravitacional. Portanto, nem toda esta energia vem da fusão termonuclear. Esta descoberta altera grandemente todos os cálculos sobre a evolução do sol, porque todos aqueles cálculos atribuem praticamente 100% da energia solar nos 5 bilhões de anos passados à fusão termonuclear.

A descoberta de que o sol está encolhendo pode provar a queda da atual teoria da evolução solar.

Todas as teorias aceitas da evolução das estrelas se baseiam na pressuposição de que a fusão termonuclear é a fonte da energia das estrelas.

Se esta pressuposição for injustificada para a nossa própria estrela, o sol, também é injustificada para as outras estrelas.

Toda a descrição teórica da evolução do universo pode estar em jogo. Com todo esse risco, não no admiramos que as evidências experimentais do encolhimento do sol sejam "explicadas" pelos evolucionistas.

1. Os evolucionistas reivindicam que o sol provavelmente passa por encolhimentos temporários e expansões como se fossem pequenas oscilações flutuantes em seu desenvolvimento evolucionário regular geral.

2. Eles apontam para outras ocorrências solares cíclicas como o ciclo de 11 anos das manchas solar es na superfície do sol. Esta declaração foi feita apesar das evidências de que a velocidade do encolhimento do sol em permanecido essencialmente constante nos 100 anos passados quando medições muito exatas foram feitas sobre o tamanho do sol.

Registros astronômicos menos exatos foram feitos nos 400 anos passados indicando que a velocidade do encolhimento do sol pemaneceu o mesmo nos 400 anos passados.

Falando Historicamente
Cientistas nem sempre atribuíram a fonte da energia solar à fusão termonuclear.

Antes da descoberta da fusão termonuclear, Helmholtz previu que a energia do sol era fornecida pelo colapso gravitacional do sol. Este modelo foi aceito até que a teoria da evolução começou a dominar o cenário científico.

Então a explicação de Helmholtz foi abandonada porque ela não fornecia aquele vasto período de tempo necessário para a teoria da evolução orgânica da terra.

A teoria substituta foi introduz por Bethe em 1930 exatamente porque a fusão termonuclear era a única fonte de energia conhecida que pudesse durar através dos imensos períodos de tempo exigidos pela evolução. A ciência talvez esteja atualmente prestes a desaprovar o modelo evolucionário substituto do sol.

Conclusão
A alteração no tamanho do sol nos 400 anos passados é importante no estudo das origens. Nos 100 mil anos passados esta alteração teria se acumulado tanto que a vida de qualquer espécie na terra teria sido muito difícil, se não possível. Assim, toda a vida na terra tem de ter menos de 100 mil anos de existência. O sol, há 20 milhões de anos atrás, teria sido tão grande que teria engolido a terra. A terra não pode ter mais de 20 milhões de anos de idade. As datas mais antigas limitam qualquer possibilidade de evolução que exija centenas de milhões de anos. Contudo, a pequenina mudança que deveria ter ocorrido no sol durante o período bíblico, desde a criação, teria sido tão pequena que passaria quase despercebida. Assim, as alterações no sol são consistentes com uma criação recente. As alterações detectadas no sol põem em dúvida a teoria da fonte de energia de fusão termonuclear do sol. Isto, por sua vez, põe em dúvida toda a estrutura teórica sobre a qual a teoria evolucionária dos astrofísicos repousa.

Referências
1. Lubkin, Gloria B., Physics Today ( A Física Atualmente), V. 3
2. Nº 17, 1979. 2. Ordway, Richard J., Earth Science and the Environment (A Ciência da Terra e o Ambiente), D. Van Nostrand, 1974, pág. 130. Fig. 5-23 dessa página apresenta urna boa ilustração da escala de tempo aceita pelos evolucionistas.
3. Scientific American, V. 239, Nº 3, 1978. Todos os artigos nesta edição apresentam as diversas escalas de tempo evolucinárias.
4. Hailiday, David e Resnick, Robert, Fundamentais of Physics, New York; Wiley, 1974, Capítulo 14.
5. A fórmula exata deve inferir camada por camada usan do cálculos integrais. O resultado é idêntico à fórmula apresentada, exceto que contém um fator adicional. O fator adicional está tão próximo da unidade que faz pouca diferença na estimativa.

5. Lubkin, pág. 18. 7. Poppy, Willard J. e Wilson, Leland L., Expioring the Physical Sciences (Explorando as Ciências Físicas), Engle-wood Cliffs: Prentice Hall, Acts & Facts