quarta-feira, 29 de julho de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
Mulheres podem ser líderes da igreja?
Sim, elas
podem.
At 18:26 - Ele começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando o ouviram
Priscila e Áqüila, o levaram consigo
e lhe declararam mais pontualmente o caminho de Deus.
Rm 16:1 - Recomendo-vos, pois, Febe,
nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia,
Não, elas
não podem.
I Co 14:34-35 - As mulheres estejam caladas nas igrejas, porque lhes não é
permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem
aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é
indecente que as mulheres falem na igreja.
I Tm 2:11-12 - A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não
permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas
que esteja em silêncio.
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Descontradizendo:
A proposta do tópico é:
As mulheres podem ser líderes da igreja?
Segundo a BDC, estes textos abaixo sugerem que sim:
At 18:26 - "Ele começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando o
ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais pontualmente
o caminho de Deus".
E o que é que isto tem a ver com liderança? Quer
dizer que toda a vez que alguém me ensina algo, este alguém é meu líder?
Outra questão é que o texto diz Priscila e Áquila,
ou seja, Áquila (nome masculino) também estava ensinando Paulo a respeito do
caminho de Deus.
Priscila não estava exercendo autoridade ou
liderança sobre a vida de Apolo. Ela estava apenas juntamente com Áquila
explicando com mais exatidão algumas coisas que Apolo ainda não entendia
(vs.25).
Rm 16:1 - "Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na
igreja que está em Cencréia,"
A BDC está querendo nos dizer que a palavra
"Serve" significa "lidera".
Vamos ao dicionário:
"Líder = Chefe"
"Servo = Criado; empregado; servidor; adj. que
não é livre"
É preciso dizer alguma coisa?
Conclusão:
Os textos não estão falando de liderança e sim de
serviço.
1. Febe é chamada de serva e não de líder;
2. Priscila apenas ensina Apolo juntamente com
Áquila a respeito de Jesus. E em nenhum momento o texto insinua que ela foi
líder de Apolo.
Portanto, Não há nenhuma contradição!
Pipe
A LINGUAGEM HUMANA
GUILHERME STEIN JÚNIOR E A ORIGEM COMUM DAS LÍNGUAS
E DAS RELIGIÕES
Verdadeiramente, devemos cavar fundo para descobrir
"as coisas grandes e ocultas" que desconhecemos!
O exemplo de Luiz Caldas Tibiriçá teve precedente
bastante semelhante em Guilherme Stein Jr., pesquisador autodidata que dedicou
grande parte de sua vida para o estudo da origem comum das línguas e das
religiões. A Sociedade Criacionista Brasileira imprimiu um fascículo sobre os
livros de sua autoria já publicados, e em vias de publicação, que constituem um
valioso acervo para os estudiosos de lingüística comparada.
O mencionado fascículo, intitulado "Um Tronco
Comum para os Idiomas?", apresenta uma visão geral da concepção de
Guilherme Stein Jr. relativamente à problemática da origem comum das línguas,
baseada na análise de concepções religiosas que também apontam para uma origem
comum das religiões.
Este assunto foi apresentado no III Encontro
Nacional e I Encontro Internacional de Criacionistas, realizado no Instituto
Adventista de Ensino, em São Paulo, em janeiro de 1999, em sessão que teve a
participação conjunta do pesquisador Luiz Caldas Tibiriçá e do Presidente da
Sociedade Criacionista Brasileira.
Os interessados em cópias do mencionado fascículo,
ou em cópias do vídeo-teipe da sessão em que o assunto foi exposto e debatido,
poderão contactar a Sociedade Criacionista Brasileira para fazer sua
solicitação.
Ainda a respeito de assuntos ligados ao
"mistério" da linguagem humana, a publicação "Perspectives on
Science and Christian Faith", periódico da "American Scientific
Affiliation", publicou em seu volume 51, número 2, de junho de 1999,
interessante artigo de Glenn R. Morton intitulado "Dating Adam", no
qual destaca vários aspectos característicos que diferenciam o ser humano dos
animais, dentre os quais especificamente a linguagem. Embora a conotação do
artigo seja evolucionista-teísta, são bastante ilustrativos os comentários
feitos sobre a linguagem, transcritos a seguir.
O ser humano é a única criatura sobre a terra que
possui a linguagem. Poder-se-ia conceber o ato de adoração sem a existência da
linguagem simbólica com a qual se transmitem os conceitos religiosos? Como o
ritual exige simbolismo, meu gato, por exemplo, incapaz de usar símbolos, seria
incapaz de qualquer ato de adoração. Sem a linguagem, não pode existir
adoração, nem oração, e nem comunhão com Deus. Sem a linguagem, não teria sido
possível transmitir a Adão a ordem para não comer do fruto da árvore, e sem
essa ordem não teria havido nem o pecado e nem a queda. ... A linguagem é
crucial a tudo que nos torna seres verdadeiramente humanos.
... A Bíblia parece nos indicar que Deus ensinou
Adão a falar, o que implica que é esta a razão da sua singularidade. Dar nomes
aos animais é algo que nos relembra a repentina sede de saber o nome dos
objetos que Helen Keller experimentou quando finalmente entendeu o que sua
professora estava tentando transmitir-lhe.
A linguagem humana difere de todas as outras formas
de comunicação animal por quatro razões.
Primeiro, a linguagem humana pode produzir uma
quase infinita variedade de pensamentos, contrariamente aos sistemas de
comunicação dos animais, que na natureza raramente excedem quarenta diferentes
manifestações ou chamados. Quando são feitas tentativas de ensinar uma
linguagem a chimpanzés, imediatamente torna-se aparente a sua limitação de
vocabulário. Mesmo após seis anos de treinamento, o chimpanzé Kanzi dominava
apenas 150 palavras, em contraste com uma criança de seis anos de idade, que já
domina cerca de 13.000 palavras, e um estudante egresso do segundo grau que
domina 60.000 palavras.
Em segundo lugar, a comunicação entre os animais é
destituída de gramática e de complexidade, o que se observa até mesmo em símios
treinados especificamente para dominar a linguagem. Eles não usam artigos, nem
preposições nem categorias gramaticais auxiliares em sua quase-linguagem de
comunicação. Pinker observou que a extensão média de uma "sentença"
pronunciada por um chimpanzé permanece constante mesmo após anos de
treinamento. Uma criança rapidamente manifesta sua capacidade de, partindo de
sentenças de uma ou duas palavras, atingir expressões complexas com muitas
palavras.
Em terceiro lugar, Deacon destaca que a
singularidade da linguagem humana baseia-se no seu referencial simbólico; toda
a comunicação não-humana é não-simbólica. A linguagem humana é um sistema de
comunicação baseado em símbolos. A palavra exprime um conceito, e não realmente
um objeto. Por exemplo, o conceito expresso pela palavra agricultor na
linguagem usada nos Estados Unidos é bastante diferente do conceito expresso
pela palavra nong ming em Chinês. Embora ambas as palavras se refiram àquele
que produz alimentos a partir do cultivo do solo, nos Estados Unidos o
agricultor é um homem de negócios independente, enquanto que na China ele
contém uma forte idéia política como representante do proletariado. Há pessoas
que tentaram afirmar que alguns animais manifestam simbolismo em seus gritos,
citando como exemplo os três tipos diferentes de alarme feitos por uma
determinada espécie de macacos para alertar seus companheiros quanto ao perigo
proveniente da presença de leopardos, serpentes ou águias. Cada grito
corresponde somente a um dos perigos específicos, e induz uma só resposta coletiva.
Entretanto, isso não constitui um sistema simbólico. Deacon observou a
invariança da resposta produzida por cada um dos gritos, e mostrou que o
comportamento correspondente era instintivo. Dentre todos os exemplos de
comunicação não-humana, somente dois símios, após anos de intenso treinamento,
mostraram algum indício do uso de símbolos.
Finalmente, o cérebro dos seres humanos é
estruturado de forma diferente do dos animais, em termos de produção da
linguagem. Os seres humanos utilizam para a comunicação uma parte do cérebro
distinta da que usam os animais. A comunicação animal é controlada pela base do
cérebro e pelo sistema límbico, enquanto que a linguagem humana é controlada
pelo córtex cerebral esquerdo. ... Outra diferença entre as estruturas do cérebro
do ser humano e dos animais diz respeito à "área de Broca". Somente o
cérebro humano possui essa área aumentada no lobo temporal esquerdo. De há
muito a área de Broca tem sido associada com a fala, pois lesões nessa área
produzem uma curiosa incapacidade de comunicação que foi denominada de
"afasia de Broca". Outra diferença entre o cérebro dos seres humanos
e dos símios relaciona-se também com a fala. Os diferentes hemisférios do
cérebro humano controlam funções diferentes. O hemisfério esquerdo tem maior
relacionamento com o controle da linguagem do que o direito. Essa lateralização
de funções produz ligeiras diferenças de forma entre os dois hemisférios, e o
pesquisador Clive Gamble concluiu que a lateralização do cérebro é um requisito
para a existência da linguagem.
Essas informações levam a três critérios objetivos
que podem ser aplicados a restos fósseis para lançar luz sobre a capacidade
lingüística dos chamados hominóides.
Primeiro, podemos examinar o interior da calota
craniana procurando evidências de lateralização do cérebro.
Em segundo lugar, podemos examinar crâneos fósseis
procurando evidências de uma área de Broca aumentada. A sua existência em
crânios de hominídeos sugeriria o domínio da fala.
Em terceiro lugar, a relação entre a lateralização
do cérebro e o uso da mão direita ou esquerda leva a outras possibilidades para
a busca da capacidade de linguagem. Existe clara correlação estatística entre
ter um maior lobo ocipital no hemisfério esquerdo, e ter um maior lobo frontal
no hemisfério direito, e o uso da mão direita. A maioria dos animais apresenta
uma proporção de 50% / 50% entre indivíduos destros e canhotos, enquanto para
os seres humanos essa proporção é de 90% / 10% . Devido à maneira pela qual um
instrumento de pedra foi feito, pode-se determinar se foi feito por um
indivíduo destro ou canhoto. Assim, instrumentos de pedra podem ser estudados
para se descobrir se foram feitos por indivíduos destros ou canhotos, e poderão
indicar a existência de lateralização do cérebro e portanto também da fala.
O artigo em questão tece outras considerações sobre
a questão da linguagem, e apresenta ainda uma observação específica sobre os
Neandertais, que (embora constando deste artigo escrito sob o prisma do
evolucionismo teísta) leva a importante conclusão dentro da conceituação
criacionista. De fato, o tópico do artigo referente à linguagem encerra-se com
a declaração de que "... a suposta incapacidade dos Neandertais para falar
... baseou-se na reconstrução hipotética da sua laringe em uma posição que
inibiria a formação de certas vogais. Este ponto de vista foi refutado pela
descoberta de um osso hióide que demonstrou que a laringe dos Neandertais era
idêntica à dos atuais seres humanos, e que portanto eles poderiam falar. Deacon
conclui que os Neandertais foram provavelmente lingüisticamente e
intelectualmente nossos iguais."
Bibliografia:
Dentre a bibliografia citada por Glenn R. Morton
encontram-se os seguintes títulos:
* Terrence W. Deacon, The Symbolic Species (New
York: W. W. Norton, 1997).
* E. S. Savage-Rumbaugh, Language Training of Apes,
in S. Jones et al., eds., The Cambridge Encyclopaedia of Human Evolution
(Cambridge: Cambridge University Press, 1992).
* B. Arensburg, et al., A Reappraisal of the
Anatomical Basis for Speech in Middle Paleolithic Hominids, American Journal of
Physical Anthropology 83: 137-46.
Fonte:
http://www.revistacriacionista.com.br/
domingo, 26 de julho de 2015
Estado Laico na Íntegra
Pipe
sábado, 25 de julho de 2015
Livro: "A Igreja no Século 21" de Francis Schaeffer
Editora Cultura Cristã
Edição Especial incluindo quatro obras:
- A igreja no final do século 20
- A igreja diante do mundo que a observa
- Um manifesto cristão
- O grande desastre evangélico
Os livros de Francis Schaeffer tornara-se um marco
na história do pensamento cristão e influenciaram gerações de leitores. Nesta
edição reunimos quatro de seus mais notáveis título. Ao lado de O Deus que
intervém, O Deus que se revela, Como viveremos, Josué e a história bíblica,
Morte na cidade, Não há gente sem importância, A obra consumada de Cristo,
Poluição e a morte do homem e Verdadeira espiritualidade, todos publicados no
Brasil pela Cultura Cristã, estas obras compõe o que há de melhor na
bibliografia desse grande pensador.
Francis August Schaeffer (1912-1984) pastor
presbiteriano apologista e missionário, tornou-se conhecido como pensador
profundo, crítico da igreja de seus dias e de sua sociedade.
Entendia que para evangelizar devia conhecer o
pensamento dos que desejava alcançar. Previu com impressionante clareza e
acerto o desenvolvimento do pensamento ocidental e a luta que enfrentaria a
igreja nas décadas seguinte.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Livro: "Deus, a Evidência: A Reconciliação Entre a Fé e a Razão do Mundo Atual" de Patrick Glynn
Físicos descobrem uma ordem inexplicável no cosmos,
Médicos relatam os poderes de cura da oração, Registros de experiências no
limiar da morte mostram a psicólogos que a fé religiosa estimula a saúde
mental, Sociólogos reconhecem as conseqüências destrutivas de uma sociedade
desprovidas de valores espirituais.
Esse é o panorama atual. É a surpreendente
transformação que está ocorrendo no pensamento científico e intelectual do
Ocidente.
Na ante-sala do século XXI, a Ciência rende-se à
noção de que o Universo, longe de ser um mar de caos, é um mecanismo
criteriosamente sintonizado onde tudo - cada molécula e cada lei física parece
ter sido projetado desde o início em direção a um único fim: a criação da vida.
Estará a Ciência revelando a face de Deus? Deixará
o Ateísmo de ser uma insígnia de Sabedoria? Deixará a Fé de ser sinônimo de
Ignorância?
Intelectualmente estimulante e provocativo, este
livro afirma que, hoje em dia, a "fé está onde a razão nos levar".
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Abraão foi justificado pela fé ou por obras?
Ele foi
justificado por fé.
Rm 4:2 - Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se
gloriar, mas não diante de Deus.
Ele foi
justificado através de obras.
Tg 2:21 - Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas
obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?
Descontradizendo
Tg 2:
Vamos ao contexto:
21 - "Porventura Abraão, o nosso pai, não foi
justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho
Isaque?"
22 - "Bem vês que a fé cooperou com as suas
obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada,"
23 - "e cumpriu-se a Escritura, que diz: E
creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o
amigo de Deus".
24 - "Vedes, então, que o homem é justificado
pelas obras e não somente pela fé".
25 - "E de igual modo Raabe, a meretriz, não
foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os despediu
por outro caminho?"
26 - "Porque, assim como o corpo sem o
espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta".
Tiago não está dizendo que as obras justificam.
Tiago está dizendo que as obras evidenciam a fé. Ambas andam juntas e não se
contradizem como a BDC sugere. Tiago está dizendo que por meio das obras a fé é
aperfeiçoada. Sem as obras a fé é morta.
Conclusão:
BDC:
Abraão foi justificado pela fé ou pelas obras?
Tiago:
Por ambas! Pois fé sem obras não pode ser chamada de fé. Pode ser chamada de
qualquer coisa, menos de fé.
Não há nenhuma contradição!
Pipe Desertor
quarta-feira, 22 de julho de 2015
A ENTROPIA QUE NOS ATINGE: PODEMOS SUPERÁ-LA?
Entropia é um princípio da natureza em que todas as
coisas e seres existentes tendem a se degradar até a extinção. Esse princípio
faz parte das terríveis conseqüências da entrada do pecado no mundo. Mas ele
terá o seu fim por ocasião da restauração de todas as coisas, com a volta de
Jesus a esta Terra, para o estabelecimento de Seu reinado de paz e de justiça.
Com a entrada do mal em nosso planeta,
estabeleceu-se uma lei ou um princípio chamado de Entropia, até então
desconhecido, com tremendas conseqüências. Este tem levado a natureza como um
todo a uma contínua degradação. Diante disto, os seres vivos iniciaram um
processo de sucessivas adaptações ao ambiente. O Dilúvio relatado na Bíblia
contribuiu para acelerar este processo entrópico e de novas adaptações, criando
"habitats" antes desconhecidos, como os da fria tundra, dos secos
desertos, das rarefeitas altitudes nos picos das montanhas, e dos escuros
abismos no fundo oceânico, bem como alterando o regime de chuvas, de ventos e a
composição atmosférica, predispondo o mundo para nocivas radiações, furacões,
tufões, terremotos, vulcões, enchentes, entre tantos outros.
O ser humano também tem contribuído para acelerar o
processo entrópico ao explorar indiscriminadamente e egoisticamente os recursos
da natureza, quer desmatando, extinguindo a biodiversidade, fazendo queimadas,
lançando no ambiente enormes quantidades de poluentes que afetam o ar, o solo e
a água. Além do mais, ele acelera a sua autoentropia adotando através de
sucessivas gerações, hábitos, práticas nocivas, intemperanças e vícios
incluindo o uso do álcool, fumo e drogas.
Já no Egito antigo há relatos de afetações humanas
resultantes do processo entrópico, com o aparecimento de enfermidades como
hemorróidas, pústulas, gangrenas, e tantas outras. Nos dias de Jesus (cerca de
quatro mil anos de degradação), Ele encontrou um mundo moribundo, sofrendo de
cegueira, surdez, mudez, paralisia, hemorragia, lepra, e até possessões
demoníacas.
A Idade Média padeceu com avassaladoras epidemias,
endemias e pandemias incluindo a destruição direta do homem através de bárbaras
e insanas guerras.
Atualmente, só doenças genéticas já se contam aos
milhares, causando abortos espontâneos, natimortos, prematuros, acéfalos,
retardados, deficientes físicos e mentais, e outras que só se manifestam na
vida juvenil e adulta. Acrescente-se, ainda, o uso da biotecnologia envolvendo
experimentos com seres humanos, incluindo a tecnologia do DNA recombinante e a
clonagem numa sociedade eticamente frágil e quase amoral. Em muitos casos já é
difícil fazer diferença entre sexos, e freqüentemente entre espécies, tal a
confusão causada pelo processo entrópico. Literalmente, a natureza
"geme".
Imagine Você vivendo hoje, num processo cumulativo
de seis mil anos de entropia, herdando um corpo debilitado física e
geneticamente através dos tempos, com limitada capacidade de adaptações,
vivendo num ambiente comprometido pela degradação, sujeito a intermitentes
agressões químicas (aditivos, radicais livres, hormônios, agrotóxicos,
antibióticos e outros mutagênicos, etc.), físicas (radiações, calor, frio,
etc.), biológicas (vírus, bactérias, fungos, vermes, parasitas, ectoparasitas,
etc.) e psicológicas (violência, medo, "stress", inveja, ódio,
maldade, corrupção moral, frustração, etc.). Não fora a misericórdia divina, e
a ação contentora de Seu Espírito, e já estaríamos totalmente destruídos
juntamente com este mundo.
Contudo, mesmo nestas condições de extrema entropia
a que estamos submetidos, somos convidados a ser Templos de Seu Espírito e a preservarmos
o potencial vital que ainda nos resta e, mais ainda, a desenvolvê-lo ao máximo
para a honra e glória de Deus. Isto poderá ser feito através do cultivo de
corretos hábitos de comunhão com o Criador, bem como com os de temperança.
Mesmo num mundo caracterizado pela urbanização e
suas frenéticas complicações, sempre que possível e as condições o permitam,
deve-se desfrutar dos revigorantes remédios que a natureza pode ainda dispor,
providenciados amorosamente pelo Criador: uso adequado da luz solar (nos
horários recomendados), do ar puro, da água potável, do repouso satisfatório,
do exercício ao ar livre, e de um regime equilibrado, o mais natural possível
(que proveja quantidades adequadas diárias de carboidratos, proteínas,
gorduras, vitaminas e sais minerais). Lembrando ainda a abstinência de tudo o
que for prejudicial, e acrescentando a prática do amor ao próximo, e da higiene
mental, aliadas à confiança em Deus, o que grandemente contribui para o
fortalecimento das defesas orgânicas de que tanto necessitamos.
Felizmente, estamos no final do processo de
entropia em nosso planeta, e prestes ao estabelecimento de uma nova ordem e
harmonia. Deus intervirá e criará um novo céu e uma nova Terra. O Éden será
restaurado para nunca mais se repetir a história do mal. Nossa oração hoje deve
ser para que, enquanto aqui estivermos, que Deus, na Sua providência, preserve
nossa integridade física, mental, social, psicológica e espiritual, e que
abrevie a volta de Seu Filho Jesus Cristo para pôr fim a toda esta onda de
entropia e conseqüente degradação.
Maranata! – Ora, vem, Senhor Jesus!
Fonte:
terça-feira, 21 de julho de 2015
É correto amaldiçoar alguém?
Não
amaldiçoe ninguém.
Rm 12:14 - abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis.
É correto
amaldiçoar algumas pessoas.
I Co 16:22 - Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema;
maranata!
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Descontradizendo:
A BDC tem o péssimo costume como sempre de tirar o
texto do seu contexto e aplicá-lo em qualquer situação. Então diante da
pergunta: "É correto amaldiçoar alguém?", vamos aos contextos:
O texto de Rm 12:14 está dizendo: Não amaldiçoe
ninguém"?
Rm 12:14 - "abençoai aos que vos perseguem;
abençoai e não amaldiçoeis".
O texto está dizendo que em caso de perseguição de
alguém a sua pessoa, não amaldiçoe esta pessoa e ponto final.
Qualquer acréscimo a isso é mera especulação!
Agora no caso de I Co 16:22, se trata de ser
"correto amaldiçoar algumas pessoas"? Paulo está amaldiçoando quem
não ama à Deus. Ou está dizendo que quem não ama à Deus está debaixo de
maldição?
I Co 16:22 - "Se alguém não ama o Senhor Jesus
Cristo, seja anátema; maranata!"
No grego a palavra "anathema" significa
amaldiçoado.
Porém, o sentido que Paulo está dizendo não é que a
pessoa só se torna anathema depois que ele ou qualquer outro cristão lança tal
maldição sobre aquele que não ama à Deus. O sentido é que todo aquele que não
ama à Deus é maldito. Não por meio de minhas palavras, mas porque não ama à
Deus. Esta é uma condição de escolha do indivíduo. É o indivíduo que se coloca
debaixo desta condição e não nós cristãos que o colocamos.
Ex. Digamos que sou um professor, e que eu chego
para os meus alunos e digo: "Quem não estuda que seja um ignorante (sem
conhecimento)!". Os meus alunos que não estudam, serão ignorantes porque
não estudam, ou, serão ignorantes porque eu disse que serão? É óbvio que serão
ignorantes por não estudarem. O mesmo se diz do texto de I Co 16:22: Ser
amaldiçoado é uma condição de toda aquele que não ama à Deus, e não porque
Paulo ou qualquer outro cristão assim determina para alguém. Não somos nós que
determinamos isto, e sim a escolha própria do indivíduo!
Conclusão:
O Texto de Romanos está dizendo exclusivamente de
em caso de perseguição não amaldiçoe ninguém. Já o texto de I Coríntios está
falando da condição em que o indivíduo mesmo se coloca debaixo de maldição
quando escolhe não amar à Deus.
Portanto, não há nenhuma contradição!
Pipe
segunda-feira, 20 de julho de 2015
LEIBNITZ – CIÊNCIA E FILOSOFIA
No periódico "Notícias FAPESP", de julho
de 1998, editado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo, foi
noticiada a publicação do livro "A Protogaea de G. W. Leibnitz
(1794)", em tradução efetuada por Nelson Papavero e colaboradores, com o
apoio da FAPESP. A notícia apresenta alguns destaques que não deixam de ser
interessantes para nós, hoje, mais de duzentos anos depois, após o surgimento
do darwinismo e sua aceitação generalizada como explicação para a origem das
espécies. Aliás, o livro de Leibnitz, publicado pela primeira vez após a sua
morte, tinha como subtítulo "Uma Teoria sobre a Evolução da Terra e a
Origem dos Fósseis"
Gottfried Wilhelm Leibnitz (1638-1686) destacou-se
como o fundador do cálculo infinetesimal, independentemente de Newton, da
teoria das mônadas, e formulador de um modelo teórico precursor de alguns
modernos sistemas de computação. Foi ele um dos pensadores mais profícuos da humanidade.
Em vida, Leibnitz publicou apenas um resumo de suas
idéias sobre o passado da Terra, em 1693, na "Acta Eruditorium",
primeiro periódico científico alemão, cuja criação foi por ele sugerida, tendo
em vista proporcionar na Alemanha algo semelhante ao que já existia em outros
países, como na França o "Journal des Savantes", e na Inglaterra os
"Proceedings of the Royal Society".
O que pensava Leibnitz sobre a história geológica
da Terra e os fósseis, no final do século 17 e início do 18 (época em que também
viveu Sir Isaac Newton, cujos trabalhos sobre o cálculo infinitesimal
rivalizaram com os de Leibnitz)?
A "Protogaea", escrita originalmente em
Latim, faz parte do projeto não finalizado de Leibnitz de escrever uma história
universal. Boa parte das informações que utilizou para escrevê-la, obteve ele
no período em que trabalhou como engenheiro de minas na região de Harz, na
Alemanha, e de suas observações feitas nas numerosas viagens que empreendeu
durante toda a sua vida, como jurista, historiador, emissário político, e como
cientista (melhor diríamos, como "naturalista").
A edição da "Protogaea", ora feita com o
auxílio da FAPESP, em sua tradução para o Português, além de apresentar em
nossa língua as teorias e interpretações geológicas e paleontológicas de
Leibnitz, possibilita-nos uma visão panorâmica do desenvolvimento das idéias
naturalistas desde aquela época.
A respeito do dilúvio, no capítulo que trata de
"Onde estava a água que cobriu a Terra, e o que aconteceu com ela",
Leibnitz apresenta uma explicação sobre de onde teria vindo a água que teria
coberto toda a superfície do planeta durante o dilúvio universal. Após
descartar possíveis causas, inclusive externas, como a passagem próxima de um
cometa, ou a aproximação da Lua, que teriam feito as águas subirem, considera
"admissível que, ao romper-se a crosta da Terra onde era oferecida menor
resistência, massas enormes se arrojaram das próprias profundezas onde os mares
já haviam sido recebidos, até que, através de novas subsidências, acharam um acesso
ao Tártaro, abandonando os espaços que hoje vemos a seco".
Um exemplo das tentativas de Leibnitz para
apresentar uma explicação "científica" sobre os fósseis, está no
capítulo em que fala do unicórnio, considerando os achados supostamente tidos
como chifres do ser mitológico provenientes de peixes do Atlântico Norte.
"Na verdade, tratava-se de defesas de mamutes, ou então chifres de
rinocerontes" (!).
Interessante também é o seu ceticismo quanto à
possível evolução das espécies a partir de seres marinhos: "Existem, não
ignoro, os que levam a capacidade de conjecturar ao ponto de pensar que, quando
o oceano tudo cobria, os animais que hoje povoam a terra eram aquáticos,
tornando-se anfíbios à medida em que se retiravam as águas, e que seus descendentes,
por fim, abandonaram suas primitivas moradas. Todavia essa opinião conflita com
a dos Sagrados Escritores (ou Sagradas Escrituras?), o que significa afastar-se
da religião."
Esta última citação chama a atenção para outro
aspecto da abrangente personalidade de Leibnitz que, nascido em piedosa família
luterana, procurou aprofundar-se também no campo da teologia (como também
Newton), chegando a publicar sua famosa obra "Teodicéia", em 1710, na
qual exprimiu suas idéias a respeito da justiça divina.
Particularmente, deve ser destacado o fato de que
cientistas do porte de Newton e Leibnitz deixaram também sua marca no campo da
Teologia!
domingo, 19 de julho de 2015
Livro "Origens - Relacionando a Ciência com a Bíblia" de Ariel A. Roth
Revisão Bibliográfica
REVISÃO CRÍTICA DO LIVRO "ORIGENS -
RELACIONANDO A CIÊNCIA COM A BÍBLIA"
por Ariel A. Roth, editado pela Casa Publicadora
Brasileira, 2001
Este livro, de autoria de Ariel A. Roth, foi
publicado originalmente em 1998 pela "Review and Herald Publishing
Association", nos Estados Unidos da América do Norte, com o título
"Origins - linking Science and Scripture". Neste ano de 2001 foi
publicada a sua tradução para o Português, pela Casa Publicadora Brasileira.
Apresenta-se a seguir, a revisão crítica do livro, de autoria de Ariel A. Roth,
que foi publicado originalmente no "CEN Technical Journal"
13(1)1999:26-29.
"Origens - Relacionando a Ciência com a
Bíblia" é uma excelente contribuição feita à desabrochante literatura
criacionista, que deverá fortalecer a fé cristã em uma criação literal, no
dilúvio universal, e na fidedignidade da Bíblia. O livro cobre tópicos bastante
variados, em cinco grandes partes e mais uma parte com conclusões. Cada um dos
vinte-e-dois capítulos encerra-se com um item resumindo as conclusões, e mais uma
apreciável lista de referências, bastante útil, quase todas de fontes
exclusivamente não-criacionistas, o que garante a total atualidade do livro e
sua abrangência.
O livro é bem escrito, fácil de ler e, de maneira
notável, isento de erros tipográficos (na edição americana). Como visão geral
do assunto, mas com abundância de detalhes - alguns novos - o livro
constituiria uma boa primeira aquisição para quem soubesse apenas um pouco
sobre as controvérsias entre a criação e a evolução, e entre o dilúvio e o
uniformismo. Seria também um livro com desafios aos cépticos que se opõem ao
criacionismo, ao cristianismo ou à Bíblia. É mesmo um livro adequado para o
cientista ateísta ou agnóstico que deseje investigar seriamente as
controvérsias, pois o tom do livro não deprecia a sua posição, e grande número
de itens não são abordados de forma dogmática, deixando espaço para pesquisas
posteriores - uma admirável posição científica.
A primeira das cinco partes do livro mostra que a
questão da controvérsia entre criação e evolução ainda não está resolvida, e
prepara o palco científico descrevendo as linhas gerais envolvidas na questão.
No segundo capítulo, Roth ilustra como o modismo filosófico e sociológico
influencia o empreendimento científico, e como os paradigmas geralmente aceitos
ameaçam a busca da verdade. Com base em uma perspectiva histórica, Ariel Roth
conclui que a verdade pode ser difícil de ser achada, e a nossa busca por ela
freqüentemente deve situar-se além das opiniões prevalecentes. Concluindo a primeira
parte, o terceiro capítulo discute como a ciência teve origem a partir de uma
visão bíblica do mundo, e que não há razão para qualquer antagonismo
fundamental entre ciência e cristianismo. Boa parte do aparente conflito entre
ciência e cristianismo deve-se mais à definição de termos, atitudes e
interpretações, do que a princípios básicos.
Deixando de lado os questionamentos filosóficos, na
segunda parte o autor relaciona a ciência com a Bíblia (subtítulo do seu livro)
no campo da biologia. Assim, é analisada em primeiro lugar a mais importante
pergunta: A vida evoluiu ou foi criada? A explicação da criação para a origem
da vida é muito forte, enquanto que a explicação evolucionista é bastante
fraca. A nossa compreensão da impressionante complexidade da célula cresce a
cada dia, apontando para o fato de que é impossível que uma célula viva pudesse
evoluir ao acaso. É difícil conceber por que algum biólogo permaneça ateísta ou
agnóstico (à parte de Romanos 1:18 e versículos seguintes) em face da complicação
e enorme complexidade - resultantes de um projeto inteligente - que existem
abundantemente no mundo biológico. Parece que Deus está empenhado em chamar a
atenção dos biologistas clamando: "Estou aqui"! Ariel Roth não só se
aprofunda no exame da dificuldade que apresenta qualquer origem abiogenética da
vida, como mostra também como algumas idéias mais novas, como o modelo do RNA,
assemelham-se ao primeiro mícron da escalada do Monte Evereste, na busca da
origem da vida.
Embora os evolucionistas ainda creiam que os
frágeis mecanismos das mutações e da seleção natural possam realizar o
impossível, Roth mostra no capítulo 5 do livro quão fracos são esses mecanismos
na realidade. E conclui:
"A falha
geral deles (para encontrar um mecanismo viável), portanto, levanta uma séria
questão: O pensamento evolucionista é mais objeto de opinião do que de
rigorosos dados científicos?" (p. 91).
O título do capítulo 6 é apropriado: "Do
complexo ao mais complexo". Aqui Roth explica detalhadamente o que a
ciência tem demonstrado: que a vida é extremamente complicada, mesmo em seu
nível mais simples. Focalizando a questão do olho, ele conclui que os dados
favorecem sobremaneira a tese de um projetista inteligente.
O assunto da origem do homem, constante do capítulo
7, de fato é importante em qualquer compêndio de biologia. Roth mostra como as
evidências a favor da explicação evolucionista da origem do homem são esparsas,
controvertidas e contaminadas com os preconceitos pessoais dos cientistas - de
tal forma que ele considera que não se pode ainda ter conclusões firmes a
respeito. Roth termina os questionamentos biológicos da segunda parte com um
grande número de controvérsias atuais, tais como o relógio molecular. E
encaminha um desafio quanto à racionalidade por parte dos cientistas:
"A
alternativa da criação sugere que grande variedade de organismos com
adaptabilidade limitada foram projetados propositadamente. Os criacionistas não
têm todas as respostas, mas as diferentes opiniões e os numerosos problemas
científicos enfrentados pela evolução podem sugerir que o modelo criacionista
merece séria consideração". (p. 142)
As partes 3 e 4, respectivamente sobre fósseis e
rochas interessaram-me de forma especial. Sempre estive ávido para explorar
novas idéias na área de geociências que expliquem o modelo do dilúvio. As
explicações contrastantes para os fósseis e para as rochas destacam a diferença
entre os modelos da criação e da evolução, e concordo com a apreciação do
autor. Os uniformistas têm gasto muito tempo e dinheiro público proveniente da
arrecadação de impostos para desenvolver o seu modelo, enquanto nós, os
criacionistas, estamos ainda somente nos estágios iniciais do desenvolvimento
de nossos modelos diluvialistas. Já fizemos grandes progressos, mas ainda há
muito por fazer, tanto no campo quanto nos gabinetes. Nestas duas partes há
muita refutação dos modelos geológicos baseados na filosofia evolucionista
uniformista, e dados importantes que apontam para o dilúvio.
Os fósseis são discutidos em três capítulos da
terceira parte. Os tópicos abrangem a dificuldade para a formação de um fóssil,
o problema dos pseudo-fósseis, os hiatos no registro geológico, os alegados
elos perdidos, a explosão do Cambriano, e as questionáveis taxas de evolução
exigidas pela coluna geológica. Ariel Roth inclina-se a aceitar a coluna
geológica como conseqüência do dilúvio, e conseqüentemente usa parte do
capítulo 9 e todo o capítulo 10 para explicar como o dilúvio poderia produzir a
ordem dos fósseis na coluna geológica. Esses mecanismos, que considero todos
plausíveis, são: 1) a motilidade dos animais; 2) a flutuabilidade variável na
água, e 3) o zoneamento ecológico. Sem dúvida, outros fatores de ordenamento
existiram durante o dilúvio, como reconhecido por Roth (p. 168).
A parte 4, sobre as rochas, que apresenta poderosas
evidências a favor de uma inundação global, foi a minha favorita. A geologia
uniformista, em contraste, somente sugere explicações questionáveis para essas
evidências. Partindo da controvérsia sobre a inundação do Spokane, Roth mostra
como a maior parte dos geólogos depois de Hutton e Lyell relutou aceitar que as
catástrofes desempenham qualquer papel na história da Terra. A fotografia da
praia formada na ilha de Surtsey (p. 202) vale por mil palavras. Tirada somente
a cinco meses e dois dias depois da formação da ilha por uma erupção vulcânica
em 1963, a fotografia documenta um impressionante exemplo de formação geológica
rápida! Em seguida, no capítulo 12, Roth examina os modelos existentes para o
dilúvio, prefaciando essa seção com o sábio conselho: "Entretanto, é
necessário muito mais trabalho, e a cautela nos induz a dizer que consideramos
cada modelo como uma tentativa" (p. 205).
As predições evolucionistas sobre as configurações
da diversidade e da disparidade ao longo do tempo não concordam com o registro
fóssil. Acima estão as três configurações, sugeridas respectivamente: a) pelo
gradualismo darwinista; b) pela teoria do equilíbrio pontuado; e c) pelo
registro fóssil. (De Austin, S. A. 1994. Grand Canyon. Monument to catastrophe.
ICR, p. 148).
O capítulo 13 examina brevemente diversas poderosas
evidências geológicas a favor de um dilúvio global. Uma das melhores é a
ocorrência generalizada das camadas sedimentares. Um exemplo que se destaca é o
conglomerado de Shinarump, com menos de 30 metros de espessura e estendendo-se
por mais de 250.000 km2 do Platô do Colorado. Outro é a total falta de qualquer
sinal de erosão entre as camadas sedimentares, negando assim os supostos
intervalos de tempo que existiriam entre elas.
Os capítulos 14 e 15 tratam de questões
cronológicas. O primeiro deles responde aos aparentes problemas quanto à curta
duração da escala geológica do dilúvio, como o crescimento dos recifes, ninhos
de dinossauros em rochas do dilúvio, "varves" e florestas fósseis. A
interpretação criacionista da datação com o Carbono-14 (baseada principalmente
nos trabalhos do Dr. Robert Brown) é discutida também junto com o método de
datação do Potássio-Argônio. Embora os criacionistas enfrentem problemas
cronológicos, também os geólogos uniformistas enfrentam. Esses problemas são
objeto do capítulo 15. Os grandes desafios para os geólogos que aceitam as
longas eras de bilhões de anos são: 1) a erosão muito rápida dos continentes,
que assim poderiam ter sido erodidos dezenas de vezes durante o Fanerozóico; 2)
superfícies planas consideradas como tendo mais de 100 milhões de anos de
idade, que mostram pouco sinal de erosão ou mesmo nenhum; muito menor evidência
de atividade vulcânica nas camadas sedimentares do que seria de esperar; e 4)
sobrelevação das montanhas usualmente tão rápida que elas deveriam ter centenas
de quilômetros de altura, ou não conter nenhuma rocha do início da coluna
geológica.
A parte 5 é uma avaliação geral da ciência e da
Bíblia, e mostra que embora a ciência tenha feito maravilhosas, ela constitui
apenas uma visão de mundo parcial. A ciência e os cientistas estão longe da
perfeição, especialmente no âmbito histórico. As Escrituras, apesar de
constantemente assediadas, sobreviveram ao teste do tempo, e têm sido validadas
histórica, arqueológica e profeticamente. A existência de lendas do dilúvio,
algumas bastante paralelas ao relato bíblico, é impressionante. Roth ataca
também os difíceis desafios apresentados à Bíblia, tais como a existência do
mal, o sofrimento, os eventos da semana da criação, e a hipótese documental.
A parte 6 encerra o livro, mostrando como a
filosofia do naturalismo tem-se apossado da ciência, e como a evolução é uma
teoria em apuros. Tudo aponta para a predominância de um paradigma com muito
poucas evidências a seu favor:
"A
ciência sempre se orgulhou de ser aberta e objetiva, mas a evolução põe em
questão ambos esses atributos. Como a ciência envolveu-se nessa confusão de
defender uma idéia para a qual existe pouco apoio e que se depara com tão
grandes problemas científicos?" (p. 333).
Para os que são tentados a procurar um compromisso
entre a criação e a evolução, Roth demonstra no capítulo 21 como nem a ciência
nem a Bíblia apoiam essa posição. Tais compromissos são indefensáveis, e levam
a um afastamento gradual do cristianismo.
O capítulo final nos desafia a procurarmos a
verdade e a resistirmos a seguir o "clima da opinião".
O excelente livro de Ariel Roth é altamente
recomendado tanto para criacionistas, como para cristãos não-criacionistas e
descrentes. Como acontece com qualquer livro que abra novos caminhos para as
Geociências, todo revisor crítico pode discordar com relação a pelo menos um
ponto. Realmente discordo de muito pouco. Eu gostaria de evidências mais
concretas para as posições do autor com relação aos assuntos controvertidos
dentro do criacionismo, que foram diplomaticamente tratados por ele, como por
exemplo a coluna geológica, o carreamento das camadas sedimentares, a tectônica
de placas, e as configurações continentais antes e após o dilúvio. O
criacionista tradicional, se não for céptico com relação à coluna geológica, a
tem aceitado somente de forma parcial. Embora a coluna geológica, como também a
ordem fóssil no dilúvio, possam ser um princípio geral, isso precisa ser
demonstrado com algo mais além do "grande palco" configurado no
sudoeste dos Estados Unidos. Aqueles que desafiam os pontos de vista criacionistas
tradicionais deveriam publicar seus argumentos em revistas técnicas
criacionistas para a adequada discussão e revisão crítica.
Os carreamentos são outro assunto controvertido que
os criacionistas tradicionalmente não têm aceito. Dezenas de alegados "carreamentos"
(incluindo o famoso Carreamento Lewis) situam-se no oeste do local onde moro.
"Carreamentos" representam fósseis fora da ordem, são comuns em
regiões montanhosas, no mundo todo, e neles é fácil observar a seqüência
vertical dos fósseis. Embora eu não tenha examinado os "carreamentos"
do oeste de Montana como gostaria de ter feito [a maioria dos contatos entre as
camadas está coberta pelos taludes (ou "talus"], até agora tenho
visto poucas evidências a favor de deslizamentos horizontais ou verticais de
rochas sobre rochas ao longo de dezenas de quilômetros. Roth afirma ter visto
evidências pelo menos para algum carreamento no contato do Carreamento Lewis,
sulcos e arranhões (p. 163). Isso pressupõe que, de fato, a direção do
movimento pode ser verificada. Entretanto, é necessário mais do que sulcos e
arranhões para demonstrar o movimento horizontal de longa distância dos
supostos carreamentos. Sulcos e arranhões são comuns no cinturão de
"carreamentos" das Montanhas Rochosas, e praticamente todos ocorrem
nas juntas.
Fiquei contente porque Ariel Roth recomendou que os
criacionistas sejam cautelosos antes de aceitar a tectônica de placas (p. 210).
Em minha experiência, a tectônica de placas apresenta muitos problemas que, ou
são ignorados e minimizados, ou racionalizados mediante hipóteses secundárias.
Também um número substancial da comunidade geológica mais ampla ainda tem suas
reservas quanto à tectônica de placas ou aspectos decorrentes desse paradigma.
Os criacionistas precisam considerar criticamente a tectônica de placas antes
de incorporá-la ao dilúvio ou mesmo a um modelo pós-diluviano.
sábado, 18 de julho de 2015
Livro: "O Deus que Intervém" de Francis Schaeffer
Editora Cultura Cristã
Sinopse
O abandono da verdade e as trágicas consequências
para a nossa cultura - a única esperança na verdade histórica do Cristianismo.
O Deus que intervém (no original, The God Who is
there) forma com A morte da razão e O Deus que se revela a trilogia clássica de
Schaeffer. Primeiro na trilogia, este livro mostra como o pensamento moderno
abandonou a ideia de verdade, com trágicas consequências para todas as áreas da
cultura “desde a filosofia, até a arte, música, teologia e na sociedade como um
todo. A única esperança está em confrontar nossa cultura com a verdade
histórica do Cristianismo” apresentada com paixão e sem concessões, e vivida de
modo completo, em todas as áreas da vida individual e comunitária.
Qual será, a longo prazo, a importância de Francis
Schaeffer? Tenho certeza ... de que não estarei errado ao saudar Francis
Schaeffer que enxergou bem mais do que a maioria de nós ... e agonizou sobre a
sua percepção bem intensamente do que nós como um dos verdadeiros grandes
cristãos de meu tempo.
J. I. Packer
Francis A. Schaeffer (1912-1984) será sempre
lembrado como um dos gigantes do século 20. Seus livros foram traduzidos para
mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos. A L'Abri Fellowship,
fundada pelo casal Francis e Edith Schaeffer em 1955, é um tributo vivo à sua
obra. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de
Shaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como
revelados em sua Palavra.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Devemos ajudar os outros?
Sim.
Rm 15:12 - Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom
para edificação.
I Co 10:33 - Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu
próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar.
Não.
Gl 1:10 - Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro
agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de
Cristo.
Descontradizendo:
Por Guilherme
Born:
Vamos aos textos na NVI
Romanos 15:2 - Cada
um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo.
I Co 10:33 - Também
eu procuro agradar a todos, de todas as formas. Porque não estou procurando o
meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos.
Gálatas 1:10
- Acaso busco eu agora a aprovação dos
homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse
procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo.
O problema se encontra na palavra “agradar”. Vamos
ver seu significado:
de agrado
v. int.,
ser agradável;
fazer-se querer, causar satisfação a;
Ser agradável, ou seja, ser uma pessoa agradável, a
qual todos gostam de estar junto;
Causar satisfação aos outros, ou seja, agradar aos
outros (podemos considerar fazer a vontade do outro, agradando-o).
Primeiramente, agradar nada tem a ver com ajudar.
Ajudar é uma coisa e agradar é outra totalmente diferente. Creio que não
preciso explicar o significado de cada uma.
Agora vamos
aos contextos:
Romanos 15
1 Nós, que
somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós
mesmos.
2 Cada um de
nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo.
3 Pois também
Cristo não agradou a si próprio, mas, como está escrito: “Os insultos daqueles
que te insultam caíram sobre mim”.
O que Paulo quis dizer nesses versículos? Que
deixemos a nossa própria satisfação, a nossa vontade, o agrado a nós mesmos,
para satisfazer nosso próximo em coisas boas para a edificação dele, ou seja,
para que cooperem com o crescimento espiritual do nosso próximo, assim,
conseqüentemente, fazendo ou satisfazendo a vontade de Deus.
I Coríntios
10:
31 Assim,
quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória
de Deus.
32 Não se
tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja
de Deus.
33 Também eu
procuro agradar a todos, de todas as formas. Porque não estou procurando o meu
próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos.
O que Paulo quis dizer nesse contexto?
A mesma coisa que disse em Romanos. Deixe de
satisfazer a si próprio para satisfazer ao seu próximo, cooperando com seu
crescimento e sua salvação, conseqüentemente, fazendo a vontade de Deus (façam
tudo para a Glória de Deus)
Agora vamos
ver o que está em Gálatas:
Gálatas 1
10 Acaso
busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a
homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de
Cristo.
O que o texto está nos mostrando? Que Paulo não
está interessado em satisfazer AS VONTADES dos homens e sim a de Deus. Ele não
se preocupava em obter a aprovação dos homens e de Deus, pois ele já fazia a
vontade dEle, isso era o que lhe bastava. Se ele quisesse agradar (satisfazer a
vontade) dos homens, ele não serviria a Cristo. Continuaria servindo Roma na
perseguição aos cristãos.
Ou seja, é a mesma coisa que acontece nos
versículos de Romanos e I Co. Porém o ponto de vista da narrativa é diferente.
Em Romanos e I Co Paulo nos diz para satisfazermos o nosso próximo com coisas
que cooperem com a Edificação e salvação do mesmo, e conseqüentemente, a
vontade de Deus. Já em Gálatas, Paulo nos mostra que ele não faz as coisas para
satisfazer a vontade dos homens, e sim a de Deus. Vontades estas que não
cooperavam com nada (dos homens), de acordo com todo o contexto.
Conclusão:
Não há nenhuma contradição, pois os textos,
falam das mesmas coisas, porém com pontos de vista diferentes, enfatizando
assuntos diferentes (vontade de Deus X vontade dos
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Livro: "O Deus que se Revela" de Francis Schaeffer
Editora Cultura Cristã
Sinopse
O Deus que se revela (no original, He is there and he is not silent) forma com A morte da razão e O Deus que intervém a trilogia clássica de Schaeffer. É o último da trilogia. Segundo o autor, "Este livro trata de ... como podemos vir a saber e como podemos saber que sabemos". Assim, Schaeffer pondera que o pensamento moderno está fundalmentamente errado em suas posições quanto a como sabemos e o que sabemos. Contrastando com o silêncio e desespero do homem moderno, Schaeffer mostra que podemos de fato conhecer o Deus que intervém porque se revela.
O Deus que se revela (no original, He is there and he is not silent) forma com A morte da razão e O Deus que intervém a trilogia clássica de Schaeffer. É o último da trilogia. Segundo o autor, "Este livro trata de ... como podemos vir a saber e como podemos saber que sabemos". Assim, Schaeffer pondera que o pensamento moderno está fundalmentamente errado em suas posições quanto a como sabemos e o que sabemos. Contrastando com o silêncio e desespero do homem moderno, Schaeffer mostra que podemos de fato conhecer o Deus que intervém porque se revela.
"Qual será, a longo prazo, a importância de Francis Schaeffer? Tenho certeza ... de que não estarei errado ao saudar a Francis Schaeffer - que enxergou bem mais do que a maioria de nós ... e agonizou sobre a sua percepção bem mais intensamente do que nós - como um dos verdadeiramente grandes cristãos de meu tempo."
J. I. Packer
Francis A. Schaeffer (1912-1984) será sempre lembrado como um dos gigantes do século 20. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos. A L'Abri Fellowship, fundada pelo casal Francis e Edith Schaeffer em 1955, é um tributo vivo à sua obra. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em sua Palavra.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Toda a Escritura é inspirada por Deus?
Sim.
II Tm 3:16
- Toda Escritura
divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir,
para instruir em justiça,
Não.
I Co 7:12
- Mas, aos
outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela
consente em habitar com ele, não a deixe.
I Co 7:25
- Ora, quanto às
virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem
tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel.
Descontradizendo:
Quando Paulo se refere a "Escritura", do
que ele está falando?
R: Ele está se referindo ao Antigo Testamento, pois
o NT ainda não havia sido compilado e reconhecido juntamente ao Canon do AT.
Então quando diz: "Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para
ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça,", está
se referindo ao AT. Como a proposta não se trata do NT ser ou não inspirado, me
atenho apenas a tratar que Paulo estava se referindo ao AT e não as suas
cartas.
Pipe
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