terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"Contradição" de Jesus e Moisés



O pessoal da comunidade contradições da Bíblia lançou o seguinte:
E disse Jesus:

Lucas 24
44. E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.
45. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.
João 5
45. Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.
46. Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.

No PENTATEUCO, onde está a profecia em que Moisés escreve sobre Jesus?
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Respostas postadas na CCB

por Paulo:
No PENTATEUCO, onde está a profecia em que Moisés escreve sobre Jesus?

Eis-la:
1ª) Genesis 3:15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

(vide Romanos 16:20: E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco).

2ª) Números 21:9: Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia.

(vide João 3:14: E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;)

3ª) Números 24:17: Eu o vejo, mas não no presente; eu o contemplo, mas não de perto; de Jacó procederá uma estrela, de Israel se levantará um cetro que ferirá os termos de Moabe, e destruirá todos os filhos de orgulho.

(vide Mateus 2:2: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.)

4ª) Deuteronômio 18:15: O Senhor teu Deus te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás;

(vide João 1:45: Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. vide Atos 3:22: Pois Moisés disse: Suscitar-vos-á o Senhor vosso Deus, dentre vossos irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. vide Atos 7:37: Este é o Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta como eu.)

Para entender uma profecia é preciso aceita-la que ela foi feita no passado, usando diversas formas de linguagem, citei 4 passagens do pentateuco, com a devida indicação no novo testamento, se quiserem aceita-las ou não, tudo bem.

Mas para qualquer teólogo ou conhecedor de teologia, em relação à Bíblia, é crucial entender que o novo testamento é um espelho do antigo testamento, assim, as dúvidas seriam facilmente enfrentadas.

Em relação a terceira citação:
3ª) Números 24:17: Eu o vejo, mas não no presente; eu o contemplo, mas não de perto; de Jacó procederá uma estrela, de Israel se levantará um cetro que ferirá os termos de Moabe, e destruirá todos os filhos de orgulho.

Revela uma perfeita profecia de Moisés cumprida em Jesus, mas se ser cético é ter em mente que tudo deve ser revelado ao bel prazer do interrogante, é melhor se despedir da comunidade, pois você não vai conseguir jamais encontrar verdade alguma.

Concluindo, Jesus foi perfeitamente citado por Moisés, por meio da profecia, assim como todas as profecias do antigo testamento em relação a Jesus não citam o nome Jesus, mas pela sua forma de linguagem e citações do novo testamento, entende-se (para os que creem) que referem-se a Jesus.

Argumentando:
1ª) Genesis 3:15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

A frase "tu lhe ferirás o calcanhar" refere-se às repetidas tentativas do diabo de derrotar a Cristo durante sua vida na terra. E a frase "esta te ferirá a cabeça" prenuncia derrota do diabo ocorrida quando Cristo ressuscitou dos mortos. A mordida no calcanhar não é mortal, mas o esmagar a cabeça, sim. Deus revela o seu plano para derrotar Satanás e oferecer salvação ao mundo através do seu Filho, Jesus Cristo.

2ª) Números 21:9: Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia.


Quando a serpente de bronze foi pendurada na haste, os israelitas não sabiam o significado que Jesus atribuiria a este acontecimento (Jo 3:14-15). Jesus explicou que, assim como os israelitas foram curados do veneno das cobras ao olharem para a serpente de bronze erguida na haste, todos os que creem na morte expiatória do Filho de Deus, que foi pendurado em uma cruz, podem ser salvos do pecado e da morte eterna. Não era a serpente que curava as pessoas, mas a fé que possuíam de que Deus as curaria. A fé foi demonstrada pela obediência às instruções de Deus.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Elias enviando carta do céu?

Cético:
Rei Acabe... ao qual Elias previu a morte por conta de Baal... morreu ...
"Assim, pois, morreu, conforme a palavra do SENHOR, que Elias falara; e Jorão começou a reinar no seu lugar no ano segundo de Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá; porquanto não tinha filho."
2 Reis 1

Jeosafá era o rei de Judá...
Elias então foi arrebatado neste meio tempo...conforme o relato bíblico..
2 Reis 2
1 ¶ E Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Jeosafá, rei de Judá; e reinou doze anos.
(...).
5 Sucedeu, porém, que, morrendo Acabe, o rei dos moabitas se rebelou contra o rei de Israel.
6 ¶ Por isso Jorão ao mesmo tempo saiu de Samaria, e fez revista de todo o Israel.
7 E foi, e mandou dizer a Jeosafá, rei de Judá: O rei dos moabitas se rebelou contra mim; irás tu comigo à guerra contra os moabitas? E disse ele: Subirei; e eu serei como tu, o meu povo como o teu povo, e os meus cavalos como os teus cavalos.
(...)

foram-se os reis...
e Jeosafa pediu um profeta
11 E disse Jeosafá: Não há aqui algum profeta do SENHOR, para que consultemos ao SENHOR por ele? Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias.

Eliseu... que segundo diziam... em quem repousava o espirito de Elias..

Jeosafá morre...
2 crônicas 21
¶ Depois Jeosafá dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a eles na cidade de Davi; e Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar.

Jeorão sai da linha...
e recebe um escrito da parte de Elias..
ELIAS NÂO HAVIA SIDO ARREBATADO lá atrás....indo para o céu...
como escreve uma carta ao rei... que assumiu depois de seu arrebatamento....!!
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Descontradizendo:
Gleason Archer responde esta:
"É óbvio que isto não poderia ter acontecido: Elias não podia escrever cartas após seu arrebatamento. Mas essa pergunta pressupõe algo que nunca aconteceu, a saber, a trasladação de Elias antes do reinado de Jeorão, filho de Josafá. O leitor é convidado a consultar W. Crockett, A Harmony of Samuel, Kings, and Chronicles, p.247, onde verá que o "arrebatamento de Elias" é registrado no reinado de Jorão, filho de Acabe. Portanto, teria sido perfeitamente possível que Elias escrevesse uma carta de advertência e repreensão em 847 a.C., visto que o reinado de Jeorão de Judá (848-841) em grande parte se sobrepôs ao de Jorão de Israel (852-841).

É certo que Elias ainda estivesse em plena atividade no reinado do rei que precedeu imediatamente Jorão, a saber, Acazias de Israel (853-852), que também era filho de Acabe. Sabemos disso por causa do encontro que Elias teve com dois pelotões de soldados enviados com o objetivo de prendê-lo, os quais foram destruídos pelo fogo que desceu do céu, em resposta à oração de Elias (2 Rs 1:3-16). É bem provável que esse homem de Deus houvesse vivido mais quatro ou cinco anos, até que o caráter e os costumes do indigno filho de Josafá se tornaram aparentes. (Relata 2 Cr 21:4 relata como Jeorão sentenciou à morte todos os seus irmãos tão logo se tornou rei. É possível que sua esposa, Atalia, filha de Jezabel, o tenha incitado a promover a matança de seus irmãos. Ela própria tentaria, mais tarde, matar todos os sobreviventes da casa de Acabe, depois que seu filho Acazias foi morto por Jeú em 841 a.C.)

É verdade que o relato do arrebatamento de Elias ao céu está em 2 Rs 2:1-11, e não há referência ao reinado de Jeoão de judá senão em 2 Rs 8:16. Mas devemos lembrar-nos de que o narrador de 1 e 2 Rs escreve sobre as carreiras dos reis e as dos principais profetas, Elias e Eliseu, alternando-as. Num momento, ele desenvolve certo tema e descreve uma façanha de Elias, sem abandonar a história enquanto não a termina.

Foi o que aconteceu ao narrar o episódio da partida de Elias para o céu. Esse fato está intimamente relacionado à dotação de Eliseu com os poderes de seu amado mestre. Primeiro, Elias o chamara para o discipulado, no reinado de Acabe, depois de haver atirado sobre ele, simbolicamente, seu manto (1 Rs 19:19-21), não muito tempo depois do desafio no monte Carmelo.

Quando se aproximou o final da carreira terrena de Elias, no reinado de Jorão, filho de Acabe (852-841), o tema mais importante, do ponto de vista do autor de Reis, ficam sendo a sucessão profética. Portanto, com muita lógica, ele cuidou disso em primeiro lugar (i.e., o derramamento da porção dobrada do espírito de Elias sobre Eliseu, no momento em que se separaram). Não seria apropriado que o autor, antes disso, voltasse a escrever sobre os acontecimentos nacionais de Israel e Judá, narrados no capítulo 3. (O autor usa o mesmo procedimento em 2 Rs 19:37, em que trata do assassínio de Senaqueribe, ocorrido em 681 a.C., antes da doença de Ezequias, ocorrida em 714).

No que concerne à narrativa de 2 Cr, não nos é informada se a partida de Elias ocorreu antes ou depois da ascensão de Jeorão, filho de Josafá, ao trono real, mas não existe nenhum aparente anacronismo a ser resolvido. É muito provável que a carta de Elias a Jeorão houvesse sido escrita em 847 e entregue ao destinatário no mesmo ano, um pouco antes de ele ser arrebatado ao céu pela carruagem de fogo (2 Rs 2:11)".

Fonte: "Enciclopédia de Temas Bíblicos"; Ed. Vida; pg.195-196.
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Norman Geisler & Thomas Howe também respondem:
"Elias foi trasladado num certo dia durante o reinado de Jorão, filho de Acabe, que reinou em Israel de cerca de 852 a 841 a.C. Jeorão, filho de Josafá, reinou em Judá de 848-841. Portanto, como Elias somente foi trasladado num certo dia durante o reinado de Jorão de Israel, é perfeitamente razoável que ele tenha enviado aquela carta a Jeorão de Judá".

Fonte: "Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia", Ed. Mundo Cristão, pg.218.
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Leiamos:
2 Rs 1:
17 E Acazias morreu, conforme a palavra do SENHOR anunciada por Elias. Como não tinha filhos, Jorão foi o seu sucessor no segundo ano do reinado de Jeorão, rei de Judá, filho de Josafá.

Jeorão reinou apenas oito anos e morreu conforme 2 Rs 8:
17 Ele tinha trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém.

Se Jeorão viveu apenas mais seis anos e morreu, Elias pelo menos o conheceu nos seus dois primeiros anos de reinado. E, é bem provável que Elias tenha sido arrebatado apenas depois da morte de Jeorão.

Agora leia 2 Rs 2:
1 Quando o SENHOR levou Elias aos céus num redemoinho, aconteceu o seguinte:...
Ou seja, não diz quando. Diz apenas que quando o Senhor levou Elias aconteceu do seguinte modo.

Se Jeorão já estava reinando por dois anos quando Jorão assumiu o lugar de Acazias, e, Elias estava vivo quando isto ocorreu, pela curta duração do reinado de Jeorão (oito anos), é mais do que certo que Elias estava vivo quando enviou sua carta a Jeorão.

Concluindo:
O texto não diz quando Elias foi arrebatado. Diz apenas que foi depois da morte de Acazias. E, segundo II Cr, também o foi depois da morte de Jeorão.

Elias portanto profetizou contra Acazias e o viu morrer. Do mesmo modo, escreveu uma carta para Jeorão e o viu morrer.


Portanto, não há nenhuma contradição!

Pipe

Uma história de dois professores

Houve dois professores cujas histórias nos contam muito sobre a educação superior de hoje. O professor Hardison foi um professor de filosofia que gostava de discutir biologia, e Bishop foi um professor de anatomia que gostava de discutir filosofia, mas suas semelhanças acabam por aí.

1. RICHARD HARDISON
Dr. Hardison trabalhava duro tentando convencer os estudantes de que suas opiniões sobre Deus, evolução, e propósito da vida estavam corretas. Um de seus admiráveis estudantes disse que Hardison foi especialmente eficaz em ajudá-lo a “pensar claramente acerca de filosofia e teologia, particularmente com atenção à razão e à fé” (Shermer, p. xv). Embora Hardison tenha persuadido muitas pessoas a aceitar o seu modo de pensar, a história de apenas um estudante será contada aqui. Este é Michael Shermer.

Dr. Shermer foi apresentado ao Cristianismo quando jovem, e em sua maioridade no colégio ele declarou aceitar a Cristo (p. 2). Separado para o ministério, ele se matriculou na Universidade Pepperdine (uma escola da Igreja de Cristo) para se especializar em teologia. Enquanto ouvia uma aula de filosofia no Colégio Glendale, o ministro adolescente fez um curso com Hardison. Decidindo testemunhar ao seu professor, Michael deu a ele um livro sobre teologia cristã. O professor aceitou o livro a fim de refuta-lo, e passou uma lista de problemas a Michael. Logo se seguiram muitas discussões, tanto dentro como fora de sala, nas quais Hardison acabou por vencer Michael - e ele se converteu de um cristão evangélico em um ateu, ativo no proselitismo contra o cristianismo e Deus.

Shermer agora especialmente se opõe a todas as tentativas dos crentes de “usar a ciência e a razão para provar a existência de Deus” (p. xiii). Ironicamente, como editor da Skeptic Magazine [Revista Cética, n.t.] e autor de numerosos livros, ele gasta uma grande parte do tempo usando “a ciência e a razão” para refutar (ou pelo menos discorrer contra) a existência de Deus. Ele é especialmente ativo em atacar o criacionismo porque, em suas palavras, “a razão número um que as pessoas dão porque elas acreditam em Deus é... o clássico argumento cosmológico ou de projeto: O genuíno projeto, a natural beleza, perfeição, e complexidade do mundo ou do universo nos obriga a pensar que isso não poderia acontecer sem um planejador inteligente. Em outras palavras, as pessoas dizem que elas acreditam em Deus porque a evidência de seus sentidos manifesta-lhes isso” (p. xiv). Por essa razão, muitos professores (como Hardison) atacam o clássico argumento do projeto cosmológico para converter os estudantes ao ateísmo.
Embora Hardison tenha sido muito ativo em converter os estudantes à sua cosmovisão, não poderíamos encontrar qualquer registro de reclamação ou preocupação acerca de seu proselitismo. Ele é considerado um excelente professor, sinceramente interessado em seus estudantes, mesmo desafiando ativamente a fé deles e, não raras vezes evidentemente, convence os estudantes do seu ponto de vista. Algumas vezes os estudantes se opõem, sentindo que ele é um prosélito contra a religião, mas suas reclamações nunca foram feitas à corte (e, se fossem, a ACLU** e outras organizações iriam com toda certeza defender a liberdade acadêmica de Hardison).

2. DR. PHILIP BISHOP

Dr. Philip Bishop é um professor associado de fisiologia na Universidade do Alabama, e diretor da performance laboratorial humana da universidade. Ele também foi um professor popular que começava cada aula semestral com uma discussão de dois minutos sobre sua conclusão proveniente de seu estudo da fisiologia que ele acreditou fornecer abundantes evidências do planejamento inteligente em vez do naturalismo evolutivo (McFarland, p.2). Desafiando isso, um painel de três censuras do 11o U.S. Circuit Court of Appeals*** pendurado na universidade exigiu que ele nunca mencionasse suas crenças religiosas em classe. Bishop também incluíra uma unidade opcional intitulada “Evidência de Deus na Fisiologia Humana”, ensinada em seu próprio tempo, mas a corte ordenou-o a parar com isso também (Jaschik, p. A23).

A universidade esforçou-se em proibir somente Bishop - e mais ninguém - de mencionar, sempre brevemente, sua visão pessoal de mundo na sala de aula (depoimento de Bishop, p.7). O depoimento de Bishop defende que se somente aqueles professores com um parecer ateísta ou agnóstico pudessem livremente expressar suas opiniões, os estudantes poderiam concluir erroneamente que todos os professores dividem esta mesma opinião. McFarland descreveu o caso como se segue:

A administração da Universidade ordenou Bishop a suspender suas conversas em sala de aula como também suas conversas opcionais no campus. Nenhuma outra faculdade e nenhum outro tema foram similarmente restringidos. Dr. Bishop obteve uma ordem federal protegendo sua livre conversa e liberdade acadêmica, mas prevaleceu uma desastrosa opinião da Corte Norte-americana de Apelações do Décimo Primeiro Circuito. A corte defendeu que professores de universidades públicas não têm direito constitucional de liberdade acadêmica e que seu direito de livre conversa em salas de aula é sujeito a um controle absoluto (censura) pela administração da Universidade (p. 2).

O foco do caso de Bishop foi desafiar a reivindicação do colégio de que este tinha o direito absoluto de restringir mesmo comentários ocasionais em aula e fora de aula que mencionassem um ponto de vista pessoal do professor sujeito à perícia acadêmica.

Embora os comentários de Bishop fossem separados, não-constrangedores, e claramente identificados como tendência pessoal, a universidade argumentou que permitir que os professores apresentassem seus próprios pontos de vista implicaria no endosso da universidade, defendendo que endossaria “qualquer coisa não-censurada” (Bishop, p. 10). Bishop defendeu que expressões ocasionais de crença pessoal, feitas em uma universidade pública, “não podem ser interpretadas como significando a aprovação da universidade, e estão dessa maneira protegidas sob a Primeira Emenda onde elas serão separadas e não-constrangedoras” (Bishop, p. 9).

A universidade lançou um veemente apelo restringindo as conversas do Dr. Bishop “exclusivamente por causa de seu conteúdo religioso”, e argumentou que “conversas apresentando uma perspectiva religiosa estão sujeitas ao mesmo tratamento indiscriminado que outras formas de conversa” (p. 13). Contrariamente às extensas leis criadas e à Constituição, a corte de decisão de apelações autorizou “censuras virtualmente ilimitadas dentro de salas ou conversas de professores relacionadas à sala de aula” (Bishop, p. 9) se isso puder ser traduzido como religioso, ou mesmo motivação religiosa, mesmo que os pontos de vista expressados sejam claramente identificados como pessoais.

Estritamente aplicada, esta decisão judicial conclui que é inapropriado para um professor declarar que ele é judeu ou muçulmano, vai à igreja, ou acredita em Deus. Mas ao mesmo professor é permitido declarar que ele não acredita em Deus ou que retém uma cosmovisão não-religiosa. Em suma, ele pode dar aula contra tudo o que o estado define como valores “religiosos” ou crenças, mas não a favor deles. A corte de apelações pautou que a universidade tem um “interesse legítimo” em prevenir que a religião “infecte” os estudantes “porque expressão de um ponto de vista religioso, não importa o quão cuidadosamente apresentado,... produz inquietação nos estudantes” (Bishop, p. 15).

A corte de apelação também afirmou que a “expressão de uma posição religiosa em um domínio secular, não importa o quão cuidadosamente apresentada, cria a aparência de endossamento daquela posição pela Universidade e gera inquietação em estudantes que podem se sentir compelidos a simular crença e, pior ainda, negar sua própria crença” (Bishop, 16). Se há mesmo um sinal de endossamento para o ateísmo, todas as outras considerações (incluindo a Primeira Emenda) devem ser anuladas. Conseqüentemente, só o ateísmo pode ser ensinado. A Corte Suprema Norte-Americana rejeitou o pedido de certiorari [rogatória], e o caso foi encerrado.

3. OUTROS COMENTÁRIOS SOBRE O CASO BISHOP
A faculdade comumente, muitas vezes ostensivamente, introduz seu próprio ponto de vista - muitas vezes agnóstico ou ateu - em sala. Tais pareceres, contudo, não são normalmente restringidos, e se um ataque fosse feito, um grito de protesto da comunidade acadêmica provavelmente viria (Johnson, pp. 179-184). As cortes têm constantemente julgado a favor de faculdades que introduzem materiais anti-religiosos, ateístas, ou agnósticos dentro de suas salas, mas contra faculdades que introduzem o oposto em suas salas (Bergman, pp. 1-34).

Professor de ciências biológicas na Universidade Cornell, William B. Provine, primeiramente apresenta o lado teísta em sua sala e então, pelo resto do ano, se empenha em demolir os argumentos para o teísmo. Ele notou que no início do curso, cerca de 75% de seus estudantes eram criacionistas ou ao menos acreditavam num propósito para a evolução, i. e., eram teístas e acreditavam que Deus dirigira a evolução. Provine (p. 63), orgulhosamente notou que a porcentagem de teístas caiu para 50% ao fim do curso - isso se compara à cerca de 90% da sociedade como um todo (Shermer, p. 156). Obviamente bem-sucedida em influenciar os seus estudantes em direção ao ateísmo, e muito esclarecida sobre o seu sucesso, a universidade e a corte não interferiram.

4. CONCLUSÕES
Muitos paralelos existem entre os dois professores. Ambos foram populares, bem-quistos, reconhecidos como bons professores, e bem-informados em suas áreas. Ambos se esforçaram em ajudar os estudantes a entenderem seu ponto de vista, como Dr. Hardison abertamente em classe, via escritos que ele dava aos estudantes e por se encontrar com eles após a aula. Em conversas, Bishop discretamente convidou os estudantes a ouvirem sua opinião que apoiava o teísmo, mas somente depois da aula. No primeiro caso, a corte nem mesmo esteve envolvida. No outro caso resultou em uma decisão aberta da corte - Bishop não devia mostrar a sua opinião, mesmo fora de sala; tampouco lhe foi permitido contar aos estudantes qual a sua religião pessoal porque isso poderia inquietar os não-cristãos.

Um professor teve plena liberdade acadêmica; a liberdade acadêmica do outro foi claramente vetada. A diferença está em suas opiniões: um ateísta, e o outro teísta. Um foi encorajado a apresentar abertamente sua opinião aos estudantes dentro e fora de classe, não importando se o que expressasse, inquietava os cristãos. O outro professor, sob a pena de desinência, não pôde nem mesmo sugerir o que ele pessoalmente acreditava aos estudantes. Dr. Bishop também precisou ensinar um ponto de vista que lhe desagradava pessoalmente, e não foi liberado para apresentar seus sentimentos sobre isso aos estudantes. Muitos outros casos similares poderiam ser citados, mas este efetivamente ilustra a preocupação de muitas pessoas de que o colégio se tornou um meio de doutrinar os estudantes em uma cosmovisão que é hostil com respeito não somente ao teísmo, mas religião de todas as formas. Como podem as cortes, em qualquer sentido, reivindicar neutralidade nesta controvérsia?

REFERÊNCIAS
Bergman, Jerry. The Criterion: Religious Discrimination in America. Richfield, MN: Onesimus, 1984. Esgotado.
Bishop, Philip A. v. O.H. Delchamps, Jr., et al. Brief submitted to the U.S. Supreme Court, Oct. Term, 1991.
Hartwig, Mark. “Christian prof. loses free-speech case.” Moody Monthly, 24 de junho, 1991, p. 55.
Jaschik, Scott. “Academic freedom could be limited by court ruling.” The Chronicle of Higher Education, 17 de abril, 1991, p. A23.
Johnson, Phillip E. Reason in the Balance: The Case Against Naturalism in Science, Law & Education. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1995.
Myers, John (Ed.). “U.S. Supreme Court denies review of Bishop: Academic freedom stumbles in wake of 11th Circuit Court Ruling.” The real Issue, 11(3), out. 1992.
Provine, William. “Response to Johnson Review.” Creation/Evolution, n. 32, Verão, 1993. pp. 62-63.
Shermer, Michael. How We Believe: The Search for God in an Age of Science. NY: Freeman, 2000.
Shermer, Michael. Why People Believe Weird Things. NY: Freeman, 1997. p. 156.

O Dr. Jerry Bergman é Ph.D. em Biologia, professor e pesquisador da Faculdade de Biologia da Universidade Estadual de Northwest em Ohio.

Este artigo foi publicado no boletim Acts & Facts do Institute for Creation Research, em sua edição de junho de 2004, com o título "WA Story of Two Professors".


Tradução do texto de Daniel Ruy Pereira.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Maria respeitava a Lei?

Tópico proposto por Élbio na comunidade “Contradições da Bíblia”:

Maria respeitava a Lei?

Partindo da opinião defendida aqui no fórum de três formas diferentes (um debatedor de forma elegante, outro colando apologias e outro agredindo e asseverando estultices) de que MARIA, A MÃE DE JESUS, PARIU VIRGEM E FICOU VIRGEM A VIDA TODA, SENDO ABDUZIDA AOS CÉUS EM CARNE E OSSOS, vamos raciocinar:

1. Maria era judia.
2. Os judeus seguiam, obrigatoriamente, a Lei da Torá.
3. José morreu sem deixar descendência.
4. O que - obrigatoriamente - aconteceu com Maria "após a morte de José?"

“... se um deles morrer sem filhos [...] o irmão do defunto a receberá, e suscitará descendência, e ao filho primogênito que tiver dela porá o nome de seu irmão, para que o nome deste não se extinga [...] se ele não quiser receber a mulher do seu irmão, a qual é devida segundo a Lei, irá ela à porta da cidade e recorrerá aos anciãos [...] a mulher [...] lhe tirará o sapato do pé, lhe cuspirá na cara e dirá: Assim será feito ao homem que não edifica a casa de seu irmão. E a sua casa será chamada, em Israel, a casa do descalçado” (Deuteronômio 25: 5-10).

É a Lei do Levirato (yibbum).

José tinha irmão?

Sim. Chamava-se Cléofas, segundo Hegésipo (Eusébio, A História da Igreja, 3.11).
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Refutando:
1. Quem disse que José não tinha descendência? Eu já argumentei abaixo que biblicamente e também no livro apócrifo de "José, o carpinteiro", Jesus tinha outros irmãos. O livro de José, diz que eram filhos apenas de José do seu primeiro casamento.

2. Vamos ler a lei novamente: "... se um deles morrer sem filhos [...] o irmão do defunto a receberá, e suscitará descendência, e ao filho primogênito que tiver dela porá o nome de seu irmão, para que o nome deste não se extinga [...] se ele não quiser receber a mulher do seu irmão, a qual é devida segundo a Lei, irá ela à porta da cidade e recorrerá aos anciãos [...] a mulher [...] lhe tirará o sapato do pé, lhe cuspirá na cara e dirá: Assim será feito ao homem que não edifica a casa de seu irmão. E a sua casa será chamada, em Israel, a casa do descalçado” (Deuteronômio 25: 5-10).

* A Lei diz "se" não tiver filhos. Nesse caso, José teve seis filhos. Por tanto não se encaixa na lei.
* A Lei também diz que o irmão pode não querer a cunhada como esposa. Ou seja, mesmo que fosse fato que José não tivesse filhos, isso não significa que Cléofas recebeu Maria como esposa.
* Outra questão é que o Sr. Élbio precisa pressupor que o tal Cléofas estava vivo quando José morreu. O livro de José diz que Maria tinha 14 anos quando engravidou de Jesus. Isso denota que José era bem mais velho que ela. Por isso, não se sabe que idade tinha Cléofas e nem se este estava vivo quando Maria ficou viúva de José.
* Quando José morreu, Jesus tinha no mínimo 12 anos de idade. Por tanto, José tinha um filho. Este filho (Jesus) automaticamente desvinculava Maria dessa lei. Pois a lei visava um irmão que morreu sem deixar filhos. E este não é o caso de José, ele tinha Jesus. O propósito da lei era que a descendência do irmão perpetuasse. Nesse caso, não era necessário, José tinha Jesus para carregar o seu nome.

Conclusão:
Se trata apenas de uma mera especulação sem base histórica e que desfalece diante da revelação bíblica, histórica e de outros textos do I e II século.

Jesus tinha outros irmãos! Não filhos de Maria e sim de José. Como a Bíblia revela, José permaneceu vivo pelo menos até os doze anos de idade de Jesus.


Pipe

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A questão do Avestruz de Lamentações e Jó

Por Ricardo Ferreira:
Eu estava postando na comunidade Contradições da Bíblia, mas saí de lá pelo fato de que o moderador da comunidade (deveria ser denominado inquisidor da comunidade) não conseguiu se manter em um debate somente com argumentos e partiu para ofensas pessoais, no caso, me chamando de mau caráter. Como aqui ele não é moderador, se quiser responder ao meu debate "SEM SUPERPODERES" e "COM EDUCAÇÃO", então acho que os debates podem ser proveitosos.

Inicialmente vou comentar o texto:
“O avestruz [...]deixa os seus ovos na terra, e os esquenta no pó, e se esquece de que algum pé os pode esmagar ou de que podem pisá-los os animais do campo. Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus; embora seja em vão o seu trabalho, ele está tranqüilo, porque Deus lhe negou sabedoria e não lhe deu entendimento”.

Qual a espécie e animal em questão?
Em Lamentações temos uma menção ao avestruz e em Jó uma ave que é traduzida muitas vezes por avestruz mas algumas vezes por coruja.

Em se tratando, em ambas as passagens, de um avestruz, então com grande probabilidade se trata do "Struthio Camelus Syriacus" que é uma espécie extinta em meados do século passado.



Os judeus evidentemente mencionaram então em duas passagens bíblicas a crueldade da ave.

Na página http://www.aramcoworld.com/issue/198202/the.camel.bird.of.arabia.htm com texto escrito por Caroline Stone se pode ler:

Arab naturalists also focused on the ostrich - and often described it quite accurately. The following passage, for example, comes from Qazwini, whose Cosmography, written in the mid-13th century, includes a long section on birds: When the ostrich has laid her eggs, 20 in number or more, she buries them under the sand, leaving one third in one place, exposing another third to the sun, and hatching another third. When the chicks have come out, she breaks the hidden eggs and feeds her young with them. And when the chicks have grown strong, she breaks the last third on which vermin will collect, and this serves as food for the young until they are able to graze.

Neste texto, do século XIII, mas que a autora cita a passagem árabe RESSALTANDO a ACURACIDADE da passagem (...and often described it quite accurately...). Evidentemente é a opinião dela, mas é um relato.

Nesta passagem, vemos que o avestruz deposita 1/3 dos ovos sob o pó (under the sand), 1/3 deles expostos ao sol e 1/3 deles são quebrados para que vermes aparecem nos seus corpos e sirvam de alimentação aos demais.

Bom. Até agora, tenho dois relatos, embora antigos, sobre a crueldade do avestruz siríaco.

Aguardo trabalhos (com links e citações corretas) sobre esta espécie de avestruz e seu comportamento. Até lá, o que temos são dois relatos sobre a crueldade do avestruz.

O avestruz citado em Jó
The correct identification of the בַּת הַיַּעֲנָה (ba't haYa'anah), "daughter of the desert", as ostrich is not certain; it may be the Pharaoh Eagle Owl (Aharoni 1938 and compare NIV Leviticus 11:16)
Só para deixar registrado o que comentei no primeiro post.
Links sobre o avestruz

John Whitfield
SUMMARY: Archaeologists unearth memorial covered in Arabic text.
CONTEXT: Archaeologists have uncovered a 500-year-old ostrich egg covered in Arabic poetry. The verses mourn the death of a loved one. The egg was found in the Red Sea port of Quseir, Egypt. In the fifteenth century, Quseir was a hub for trade...
News@Nature (25 Nov 2002), doi: 10.1038/news021125-11, News

Paul Bahn
CONTEXT: ...what appears to be a domesticated ostrich has now been discovered1, confounding the view that these birds were domesticated only in historical times. In the past, one very schematic figure of an ostrich with a man on its back and...
Nature 346, 794 - 794 (30 Aug 1990), doi: 10.1038/346794a0, News and Views
Ostriches recognise their own eggs and discard others

BRIAN C. R. BERTRAM
CONTEXT: ...the nest, helped by the male. Although a complete nest may contain up to 30–40 of the white 1.5-kg eggs4,5, an ostrich hen can incubate only about 20 (unpublished data). The surplus are pushed out to 1–2 m away where they are not...
Nature 279, 233 - 234 (17 May 1979), doi: 10.1038/279233a0, Letter

Wild Life in Arabia
CONTEXT: ...south of Jedda, where baboons are plentiful, and also in the more generously wooded hills of Dhofar. In Arabia the ostrich is extinct, although it would appear that these birds existed in some numbers over the open gravel plains of...
Nature 170, 238 - 238 (09 Aug 1952), doi: 10.1038/170238a0, News

Focarei no autor
BRIAN C. R. BERTRAM
O mesmo autor, publicou um livro de título:

The Ostrich Communal Nesting System (Monographs in Behavior and Ecology)
# Hardcover: 212 pages
# Publisher: Princeton Univ Pr (September 1992)
# Language: English
# ISBN-10: 0691087857
# ISBN-13: 978-0691087856

Pode ser adquirido em:

Eu já adquiri o meu exemplar. Enquanto o meu exemplar não chega, localizei um comentário bem elaborado sobre o assunto na internet sobre os fatos levantados no livro em:

Tudo o que estou fazendo inicialmente é traduzir trechos do texto encontrado em:

O comportamento dos avestruzes, relatado em seu livro "The Ostrich Communal Nesting System" nos indica que:

* Avestruzes definitivamente "deixam" seus ninhos - Em um estudo em 57 ninhos, Bertram encontrou que "a maioria havia sido destruída por predadores após ter sobrevivido por diferentes e imprevisíveis períodos de tempo. Como resultado, "A grande maioria dos ninhos de avestruzes não produziu nenhuma cria, e o principal motivo foi por predadores
* As fêmeas secundárias de avestruzes -- chamadas por Bertram de "fêmeas menores (hens - galinhas)" -- deixaram seus ovos no ninho, mas a partir disto, não tomam mais parte em atender e guardar os rebentos nem em incubá-los. Isto realmente soa como esquecer e comportamento cruel para o autor da página (e para mim também!).
* Bertram confirma o comportamento de se jogar os ovos das fêmeas secundárias para fora do ninho a medida que se precisa de espaço; Somente 20 ovos no máximo podem ser cobertos. Isto aconteceu na maioria dos ninhos encubados. Os ovos lançados fora eventualmente se romperam ou foram destruídos.
* Os machos ficam 71% do tempo de incubação no ninho. A fêmea principal, 29%; As fêmeas secundárias, nunca.

O site apresenta outros textos igualmente importantes que confirmam que os avestruzes abandonam ovos no campo e tem pouco cuidado com seus filhotes.

Pode ser que a fêmea principal seja cuidadosa, mas as demais fêmeas (ou seja, a maioria das fêmeas) abandonam seus filhotes (o que indica que os trata como se não fossem delas).

Que relato surpreendente de confirmação bíblica...

Quando o livro chegar a minha casa, confirmarei as citações (gosto de ler os originais).

É preciso ressaltar que o autor destas observações escreveu artigo na Nature, uma revista peer-review (como gostam os ateus)

O link abaixo nos confirma o que relatamos no site anterior:

Veja algumas frases selecionadas do texto:
"..The family also has a dominant female and several other females, called minor hens..."
"..Males and females are polygamous (puh-LIH-guh-mus), meaning they have more than one mate at the same time..."
"About 10 percent of the eggs will hatch and on average only one chick per nest will survive to adulthood"

1 em cada 20 atingem a vida adulta... Isto é que é cuidar bem de seus filhotes, não é ?

Nossa! fiquei impressionado! Um exemplo!


O interessante é que a passagem escrita em: http://www.tektonics.org/lp/ostrich.html confirma parte do relato dos árabes medievais sobre ninhos com 20 ovos e que alguns são descartados.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Absurdo: A formiga TEM hierarquia?



Por Ricardo Ferreira:

Mais um capítulo da série APRENDENDO BIOLOGIA COM O KOPHER !!

(Com essas informações, voce irá se doutorar 'bestando' em biologia!!)

Kopher cita em Provérbios 6.6-8:
6 Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.
7 Pois ela, näo tendo chefe, nem guarda, nem dominador,
8 Prepara no veräo o seu päo; na sega ajunta o seu mantimento.

As relações de subordinação que existem entre as formigas (ainda não estou tratando do caso de formigas que escravizam outras) são uma relação entre uma mãe (chamada rainha, mas que biologicamente é a mãe) e das operárias, soldados, etc.. que são gerados por ela (operária, soldado, etc.. são denominações humanas - de fato são filhos e filhas da rainha).

Ou seja: um formigueiro é um lar onde uma mãe (com milhares de filhotes) cuida de sua família.
Não li em canto algum que exista uma hierarquia entre as rainhas. Uma prefeita de rainhas, uma governadora de rainhas ou uma presidanta de rainhas.

Ou seja: cada rainha age independentemente de outra rainha, sem a menor relação de hierarquia. A relação que a rainha nutre com seus filhos é uma relação entre mãe e filhos.
Realmente quando o autor de provérbios escreveu este texto, ele não ignorava que as formigas tem mães. Mas com certeza, as formigas não tem um governo central. Não tem chefes de 10 rainhas, ou chefes de 100 rainhas ou ainda chefes de 1000 rainhas.

Já o caso das formigas que escravizam outras:
1) Não é regra geral. O comum é as formigas obedecerem a sua mãe.
2) Não é uma chefia consciente: as formigas ainda pensam estar obedecendo a sua mãe! Elas apenas estão sendo enganadas.

Portanto, o autor de provérbios não poderia ser mais exato quando proferiu as suas palavras!.
A neobiologia kopheriana, mesmo derrotada, ainda assim é muito barulhenta...rssss

O sr. Emílio, não sabia mas estava certo quanto ao fato das formigas terem uma estrutura anarquista uma vez que não tem govêrno, e sim famílias isoladas.

Anarquismo é uma palavra que deriva da raiz grega αναρχία — an (não, sem) e archê (governador) (Wikipedia)

O problema é que ele não sabe diferenciar anarquismo de marxismo:
"..Escavações recentes encontraram nestes formigueiros fragmentos de textos muito parecidos com o “capital”, o que leva a crer que Karl Marx tenha tido contato com esta cultura..."
kkkk agora o desepero dos argumentos veio a tona!

Inicialmente o Kopher diz que:

Ou seja, formigas são:
- Parasitas sociais;
- Escravistas;
- Inquilinistas (inquilinismo é uma relação em que apenas uma espécie é beneficiada, sem que a outra se ferre. Também pode ser chamado de "oportunismo");
- Podem trabalhar pouco confiando no trabalho das demais (jumento de carga);
- Exploram seus anfitriões;
- Na maior parte das vezes se interessam apenas pelos seus próprios interesses.

Ou seja, parasitismo, escravidão, inquilinismo, ele apontou. Mas chefia e hierarquia: nada.

Não conseguiu refutar o argumento óbvio de que as formigas obedecem a uma rainha (mãe).
Quanto a agir pelos seus próprios interesses, isto é normal, natural e para esta discussão: irrelevante.

Desespero II (a volta)
Para demonstrar o desepero, o Kopher cita um artigo da Nature com uma espécie de formiga (exceção entre as formigas):

In a study in the journal Animal Behavior the Australian ant Pachycondyla sublaevis was discovered to have a very noticeable dominance hierarchy. This is a distinct species because there are some colonies that are devoid of queens.

Estas, de fato, são formigas sem uma rainha em uma estrutura diferente das tradicionalmente encontradas.

Mas como se vê, é uma exceção a regra. E nada indica que o autor de provérbios deveria ter que mencionar uma formiga da Austrália para satisfazer o sr,. Kopher.

Explicando o artigo ao Kopher...
O sr. Kopher cita o artigo da Nature "Teaching in tandem-running ants". Cita o artigo em defesa de sua posição de defesa da hierarquia entre formigas:

A reportagem da revista Nature (2006), intitulada "Teaching in tandem-running ants". (439, 153) apresenta a pesquisa de dois pesquisadores entomologistas, Nigel R. Franks e Tom Richardson, que demonstraram que as formigas possuem relações de "liderança", onde uma exerce o cargo de líder sobre a outra.

Felizmente, o artigo está disponível na internet:
www.science.siu.edu/zoology/anderson/FranksTeachingAnts.pdf

Vejamos o que diz o artigo:
"The ant Temnothorax albipennis uses a technique know as tandem running to lead another ant from the nest to food.

O autor usa a palavra "lead" (liderar) e o sr. Kopher já se apressou em encontrar uma estrutura hierarquica no artigo.

Porém o que o artigo está demonstrando é que uma formiga ensina a outra o caminho do ninho até onde se encontra a comida!

Ou seja o artigo relata formigas ensinando umas as outras. Que bonitinho...mas para hierarquia, chefia... isto está longe, não é sr. Kopher?

Continuarei destrinchando o artigo para os leitores pois me dará enorme prazer...
"An individual is a teacher if it modifies its behaviour in the presence of a naive observer, at some initial cost to itself, in order to set na example so that the other individual can learn more quickly"

Como vemos no seguimento do artigo, qualquer formiga é considerada uma professora se ela altera o seu comportamento na presença de uma formiga observadora novata, com um certo custo para si mesma em função de dar um exemplo de modo que o outro indivíduo aprenda mais rapidamente...

Ou seja, os pesquisadores, observaram e relataram no artigo que as formigas ensinam umas as outras. Não está mencionado no artigo que a formiga observadora foi obrigada a isto, foi mandada ou coisa que o valha.


Ensinar é diferente de mandar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pesquisadora identifica carimbo de Jezebel, rainha vilã da Bíblia

Letras que faltavam e desenhos em sinete apontam para soberana de Israel.
No Antigo Testamento, ela é retratada como poderosa, pagã e corrupta.
Foto: Universidade de Utrecht/Divulgação
Esfinge e outros sinais do sinete da rainha indicam alta posição e prestígio (Foto: Universidade de Utrecht/Divulgação)
Na Bíblia, ela ganhou fama de manipuladora, inescrupulosa e até devassa. A rainha Jezebel é uma das piores vilãs do Antigo Testamento, sem dúvida. Mas pelo menos tinha um bocado de estilo, a julgar pelo sinete (uma espécie de carimbo pessoal) que uma pesquisadora holandesa acaba de identificar como pertencente à ela - um dos raros casos em que um personagem bíblico deixa traços diretos de sua existência.

A análise que confirmou a associação de Jezebel com o sinete, que é feito de opala e está repleto de desenhos e inscrições, foi feita por Marjo Korpel, especialista da Universidade de Utrecht. Com o trabalho de Korpel, que será publicado numa revista científica especializada em estudos lingüísticos, parece chegar ao fim um mistério de quatro décadas.

Isso porque já se suspeitava que o artefato, obtido nos anos 1960 por um arqueólogo israelense no mercado de antigüidades, tivesse pertencido a Jezebel. Mas havia um problema bizarro: o suposto nome da rainha, gravado na opala, estava escrito errado -- o que levou muita gente a achar que se tratasse de uma outra pessoa, embora de nome parecido.

Com paciência de detetive, Korpel analisou o sinete e o comparou com outros objetos do mesmo tipo e da mesma época, ou seja, produzidos por volta do ano 850 a.C., quando viveram Jezebel e seu marido Acabe, rei de Israel. Pela distribuição das letras e pela presença de uma pequena área quebrada no objeto, a pesquisadora holandesa estimou que originalmente havia mais duas letras hebraicas no sinete - o suficiente para "corrigir" o nome de Jezebel.

Além disso, o objeto era muito maior que os outros da mesma época e repleto de símbolos associados à realeza e ao sexo feminino, como uma esfinge com coroa de rainha, serpentes e falcões. Para Morjen, tudo isso torna altíssima a probabilidade de que o sinete realmente tenha pertencido a Jezebel.

 Imagem correta
Jezebel (de origem fenícia, segundo a Bíblia) e seu marido Acabe reinaram numa época em que o antigo reino israelita estava dividido em duas partes rivais: Judá, no sul, cuja capital era Jerusalém e cujo povo deu origem aos atuais judeus; e Israel, no norte, onde o casal governava e cuja capital era Samaria.

No Primeiro Livro dos Reis, na Bíblia, Jezebel é retratada como uma mulher corrupta, que faz os habitantes de Israel adorarem deuses pagãos e ainda induz seu marido Acabe a tomar injustamente as terras de seus súditos. Juízos de valor à parte, o sinete parece mostrar que a rainha de fato era muito influente: ele era usado para ratificar documentos, o que significa que ela podia "despachar" por conta própria em seu palácio.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL156196-5603,00-PESQUISADORA+IDENTIFICA+CARIMBO+DE+JEZEBEL+RAINHA+VILA+DA+BIBLIA.html

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quando surgiu o batismo em águas?

 Pergunta trazida por Ana:
Bem, tive uma dúvida com relação ao batismo, fui pesquisar, mas não encontrei resposta, apenas textos explicando o que é o batismo, quem puder responder eu agradeço.

A Bíblia fala em Mt. 3 sobre o batismo... vimos que a prática do batismo já existia antes de Jesus começar o seu ministério: "Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: 'Arrependam-se, pois o Reino dos Céus está próximo'".

Então, o batismo por imersão com o fim simbólico de limpar, se lavar dos pecados, já exisitia... e a dúvida seria: quando o batismo EM ÁGUAS começou a ser praticado? em que momento entre o A.T. e o N.T. foi eliminado a circuncisão como sinal de pureza e passou-se a adotar o batismo?
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Respondendo:
Bom, vou escrever alguns textos sobre o assunto tirados de três livros:

1. "Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã"; editada pela Edições Vida Nova; Editor Walter A. Elwell, pg.148-161.
2. "O Novo Dicionário da Bíblia"; Edições Vida Nova; Organizado por J. D. Douglas; pg.196-199.
3. "Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Volume 1"; editora Hagnos; de R; N; Champlin; pg.456-474.

Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã:
"Derivado da palavra grega baptisma, "Batismo", denota a ação de lavar ou mergulhar na água, que desde os tempos mais antigos (At 2:41) tem sido usado como o rito da iniciação cristã. Suas origens tem sido procuradas nas purificações no AT, nas ilustrações das seitas judaicas, e nas lavagens pagãs paralelas, mas não pode haver dúvida alguma de que o batismo, conforme o conhecemos, começou com João. O próprio Cristo, tanto pelo precedente (Mt 3:13) como pelo preceito (Mt 28:19), nos dá autoridade para sua observância. Com este fundamento, tem sido praticado por quase todos os cristãos, embora tentativas tenham sido feitas para substituí-lo por um batismo de fogo ou do Espírito, em termos de Mt 3:11.

Fica razoavelmente certo de que a imersão era a prática original, e assim continuou até a Idade Média. Os reformadores concordavam que a imersão ressaltava melhor o significado do batismo como morte e ressurreição,...

... Um indício do significado do batismo é oferecido por três figuras no AT:

1. O dilúvio: 1 Pe 3:19-20 - "... no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída. Nela apenas algumas pessoas, a saber, oito, foram salvas por meio da água,...".
2. O Mar Vermelho: 1 Co 10:1-2 - "Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar".
3. A circuncisão: Cl 2:11-12 - "Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas com a circuncisão feita por Cristo, que é o despojar do corpo da carne. Isso aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo, e com ele foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos".


Todas estas figuras referem-se de modos diferentes à aliança divina, ao seu cumprimento provisório num ato divino de julgamento e de graça, e ao cumprimento vindouro e definitivo no batismo da cruz. A ligação entre a água e a morte e a redenção é especialmente enfatizado na terceira.

Quando chegamos à ação propriamente dita, há muitas associações diferentes; porém mutuamente relacionadas. A mais óbvia é a da lavagem em Tt 3:5 - "não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,", sendo que a água purificadora é ligada com o sangue de Cristo, por um lado, a com a ação purificadora do Espírito, por outro lado (veja 1 João 5:6 e 8 - "Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue. E o Espírito é quem dá testemunho, porque o Espírito é a verdade... o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes".), sendo que, assim, somos levados imediatamente à obra divina da reconciliação. Uma segunda associação é aquela da iniciação, adoção ou, mais especialmente, regeneração (Jo 3:5 - "Respondeu Jesus: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito"., sendo que, mais uma vez, a ênfase recai sobre a operação do Espírito em virtude da obra de Cristo.

Estes temas diferentes acham seu enfoque comum no pensamento primário do batismo (no poder destruidor, porém também vivificante, da água) no sentido de afogar-se e emergir à nova vida, i.é, morte e ressurreição (Rm 6:3-4 - "Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova").

Mas aqui, também, o que a ação realmente testifica é a obra de Deus na morte vicária e ressurreição de Cristo. Esta identificação com os pecadores, no julgamento e na renovação é aquilo que Jesus aceita quando vem para o batismo de João, e o que Ele cumpre quando toma Seu lugar entre dois ladrões na cruz (Lc 12:50 - "Mas tenho que passar por um batismo, e como estou angustiado até que ele se realize!"). Aqui temos o verdadeiro batismo do NT, que torna possível o batismo da nossa identificação com Cristo e subjaz o sinal exterior, pelo qual é confirmado. Como a pregação e a Ceia do Senhor, "Batismo" é uma palavra evangélica que nos diz que Cristo morreu e ressuscitou em nosso lugar, de modo que nós morremos e tornamos a viver nEle, e através dEle (Rm 6:4 e 11 - "Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova... Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus".)”.

O Novo Dicionário da Bíblia:
J. D. Douglas praticamente nos oferece o mesmo conteúdo dos tópicos anteriores. Por isso, não há necessidade de repetir a mesma abordagem.

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia:
R. N. Champlin nos traz alguns acréscimos interessantes:

"Os ritos de iniciação e purificação são antiquíssimos, sendo comuns praticamente a todas as religiões. As purificações estavam ligadas ao nascimento, à morte, à guerra e ao contato com os mortos ou com supostos espíritos. Nas religiões primitivas, acreditava-se que a água envolvia alguma espécie de vida, mormente no caso de águas que manam do solo e se movem sob a forma de ribeiros ou rios. Até mesmo lagos e oceanos, que demonstram movimento à superfície de suas águas, eram tidos como investidos de vida. Na religião dos antigos gregos encontramos muitas alusões poéticas a tais crenças. Na Ilíada, encontramos o rio vivo, divino e personificado de Escamander, bem como as águas constantes da poesia grega. Na Índia, as águas do santo rio Ganges são especialmente valorizadas comno purificadoras. No culto de Isis, o rio Nilo figurava de forma proeminente, e suas águas eram levadas até mesmo a países estrangeiros, com o propósito de servirem em ritos religiosos. Os antigos teutões e celtas tinham ritos de iniciação e purificação que envolviam o elemento água, muito antes do cristianismo haver chegado às suas terras. Os romanos davam nomes e reconheciam a paternidade através do uso da água. Entre outros povos, era praticado um certo rito de batismo com sangue e saliva".

O mais, Champlin trará o mesmo conteúdo dos demais acima citados.

Completando:
Há algumas questões que gostaria de ressaltar antes de concluir:

1. É interessante observar que João Batista simplesmente aparece operando a prática do batismo. De onde ele se baseou para fazê-lo? Não sabemos. Pressupomos que o tenha feito em obediência à Deus como o último profeta da antiga aliança que anunciava a nova aliança em Cristo. Digo isto, porque não se tem em nenhuma outra cultura ou religião a aplicação do batismo da forma como João nos trouxe e foi aprovado por Cristo. Este modo de batismo por sua vez foi adotado pelos discípulos de Cristo e perdura até os dias de hoje.
2. É que o NT faz a ponte e nos revela o significado deste e porque sua forma era aplicada como era (imersão), ligando isto ao dilúvio (Noé); a circuncisão (Abraão) e a Moisés (Mar Vermelho). Dentro disso, o NT liga o batismo a obra de Cristo na cruz. É importante observar que em todos estes casos veterotestamentários, o dilúvio está ligado a situações de rompimento com algo anterior e passagem para um novo tempo, pacto ou aliança:

* O dilúvio sepultou o mundo antigo e trouxe o novo mundo quando Deus faz um pacto com Noé;
* A circuncisão trouxe o pacto entre Deus e sua descendência;
* Em Moisés, o Mar Vermelho rompe a escravidão egípcia e conduz o povo em direção a terra prometida.


Todos estes exemplos veterotestamentários apontam para a nova aliança em Cristo por meio do sangue e da água!