terça-feira, 30 de setembro de 2014

Livro: "O Enigma do Mal" de John W. Wenham

Editora: Vida Nova

Muitas pessoas acham difícil harmonizar a crença na bondade de Deus com a presença de tanto mal no mundo.

Mesmo que recorram à ajuda da Bíblia, elas apontam para os problemas morais levantados não apenas pelo Antigo Testamento, mas também pelo Novo: por exemplo, guerras, doenças, fomes, salmos imprecatórios e terríveis quadros de inferno e tormento.

Em vista destas coisas, como podemos afirmar que Deus é bom?


O Enigma do Mal começou como uma tentativa do autor no sentido de responder a algumas destas difíceis questões morais sobre a Bíblia. No processo de escrevê-lo, ele alcançou uma compreensão mais profunda sobre o que significa a bondade de Deus, mesmo diante da presença do mal.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Onde Jesus pregou o sermão do "monte"?

Onde Jesus ensinava aos discípulos:
E, descendo com eles, parou NUM LUGAR PLANO, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades,
Como também os atormentados dos espíritos imundos; e eram curados. E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos. E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
Lucas 6:17-20

E Jesus, vendo a multidão, SUBIU A UM MONTE, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Mateus 5:1-3

Parece que ambos os relatos referem-se ao mesmo momento!
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Por Pipe
Se vc somar os dois relatos fica assim:


E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e de além do Jordão (Mateus 4:25). E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades, como também os atormentados dos espíritos imundos; e eram curados. E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos. (Lucas 6:17-19). E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: (Mateus 5:1-2)

domingo, 28 de setembro de 2014

"Lei Natural" ou Lei Divina?

O Termo "lei natural" acompanhado da conclusão "não existe milagres" é apenas um chavão ateísta para negar a existência de Deus. Pois pense comigo, se você crê que Deus criou o Universo, o que significa "lei natural"? "Lei natural" usado na boca de um cético significa unicamente que tal lei se formou naturalmente por meio do acaso. Alguém que propõe isso está com isso afirmando que a tal lei nasceu da inexistência de si mesma por si mesma. A impossibilidade de ela ter surgido não é concebível anulando tal milagre apenas porque você se depara com ela. Logo, a "lei natural" foi tão possível quanto um ser humano se tornar uma árvore hoje. Você pode até argumentar que isso é impossível. Mas o que tenho para te dizer é que não existe uma lei de impossibilidades baseada numa "lei natural" que surgiu do acaso. Não se lança sobre o acaso um conceito filosófico naturalista pensando que o uso de tal termo anula o milagre de tal lei existir. Para um cristão, "lei natural" nem existe como possibilidade, pois se foi Deus que decretou que assim fossem tais leis, não existe "leis naturais" e sim unicamente uma criação que é regida por leis divinas que nada tem de "natural" no sentido que céticos querem propor. O cético que propõe o acaso como criador das leis naturais jamais poderá falar de impossibilidades quanto ao milagre. Porque vai ser crente assim lá na Nova Jerusalém.


Pipe 

sábado, 27 de setembro de 2014

Não podemos julgar?

"Se você também comete erros você não pode denunciar o erro do outro".

Dois erros em questão caso o raciocínio for levado literalmente a sua consequência final:

1. Se este raciocínio ser verdadeiro, todo o tipo de lei, ética, ou simples limites para a conduta imposta sobre todos deixa de existir. Cada um faz o que quer sem lei e limites para isso.

2. Se todos cometem erros e não podem denunciar o erro dos demais, logo o ato de denunciar o meu erro de denunciar também não faz o menor sentido. Pois afinal, se o liberal também comete erros, seguindo o raciocínio, ele não pode denunciar o meu suposto erro de denunciar o erro do outro, porque também neste caso comete erros.


Pipe

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Livro: "Por que Jesus é diferente" de Ravi Zacharias

Num mundo com tantas religiões – por que Jesus?

Vivemos numa época em que você pode crer em qualquer coisa, contanto que não afirme ser a verdade. Em nome da “tolerância”, nossa cultura pós-moderna acolhe tudo, desde o misticismo oriental até a espiritualidade da Nova Era. Mas a realidade pura e simples é: nem todas as religiões são verdadeiras.

Em Por que Jesus é diferente, Ravi Zacharias demonstra a singularidade de Jesus na cultura pós-moderna, que deliberadamente tem adotado uma variedade de religiões. Nesta obra encontram-se as respostas para as objeções mais fundamentais sobre o cristianismo, tais como:

- As religiões não são todas fundamentalmente iguais?
- Jesus era mesmo o que afirmava ser?
- A afirmação cristã de sua superioridade é valida?
- Alguém pode estudar a vida de Jesus e demonstrar, de forma conclusiva, que ele era e continua sendo o caminho, a verdade e a vida?

Os tempos mudam. A verdade permanece.

Sobre o autor:

Dr. Ravi Zacharias é presidente do Ministério Internacional Ravi Zacharias. Nascido na Índia, já ensinou em mais de 50 países e em algumas das universidades mais proeminentes do mundo. É autor de vários livros, incluindo Pode o Homem Viver Sem Deus?, publicado pela Editora Mundo Cristão.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quando Pilatos entregou Jesus para ser crucificado?

Questão enviada por Fernanda:
Quando Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, antes dos soldados escarnecerem a Jesus ou depois? Segundo Mateus e Marcos, Jesus foi escarnecido após Pilatos o ter entregado para ser crucificado, porém segundo João, Jesus foi escarnecido ANTES de Pilatos o entregar. E ai, como fica essa situação?

Então soltou-lhes Barrabás, e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
E LOGO A SEGUIR os soldados do presidente, conduzindo Jesus à audiência, reuniram junto dele toda a coorte.
E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate;
Mateus 27:26-28

Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou. E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e lhe vestiram roupa de púrpura. E diziam: Salve, Rei dos Judeus. E davam-lhe bofetadas. Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem. Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele.
João 19:1-6

As palavras de Mateus, são muito claras..."logo a seguir"
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Respondendo:

Primeira cessão do Julgamento:
Eles tornaram a clamar: Não a este, mas a Barrabás. Ora Barrabás era salteador.
João 18:40

Então Pilatos tomou a Jesus e o mandou açoitar.
João 19:1

Segunda cessão do Julgamento:
Outra vez saiu Pilatos e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum.
João 19:4

Pilatos entra novamente do Pretório:
e, tornando a entrar no Pretório
João 19:9

Desde então Pilatos procurava soltá-lo,
João 19:12

Terceira cessão do Julgamento:
Pilatos, ouvindo estas palavras, trouxe a Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gábata.
João 19:13

Nem Mateus, nem Marcos descrevem as três cessões. Ou seja, mais um exemplo de reducionismo descritivo.

Leia só o que Marcos diz:
Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhe a Barrabás e, depois de mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado. Os soldados levaram-no ao pátio, que é o Pretório, e reuniram toda a corte. Vestiram-no de púrpura, e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, que haviam tecido; e começaram a saudá-lo: Salve, Rei dos Judeus! Davam-lhe com uma cana na cabeça, cuspiam nele e, ajoelhando-se, prestaram-lhe homenagem. Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe a púrpura e puseram-lhe as vestes. Então o levaram para fora, a fim de o crucificar.
Marcos 15:15-20

O que Marcos faz é resumir a primeira cessão do julgamento (descrito por João) com o julgamento final em que Jesus é levado para ser crucificado.

O mesmo ocorre com Mateus:
e mandando açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Mateus 27:26

No grego “τοτε” pode ser traduzido como “Então” conforme a NVI faz. Nessa linguagem Mateus não está buscando ser detalhista e cronológico. Como nem Marcos e nem Mateus descrevem meticulosamente as 3 cessões conforme João o faz, fica evidente que se trata de um reducionismo descritivo.

Pipe

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Livro: "O Problema do Mal no Antigo Testamento" de Luiz Sayão

Editora Hagnos

O problema do mal é a questão mais difícil da história da teologia. E tentar resolvê-lo pode se tornar uma armadilha abissal para a fé, a exemplo do próprio ateísmo ou mesmo contendas teológicas contemporâneas como teísmo aberto, teologia da prosperidade e outras infinidades de caminhos.

A maldade é indigesta. Mais ainda quando está presente nas páginas das Escrituras Sagradas, tendo como origem o Deus de amor. Durma-se então com um barulho desses. O profeta hebreu Habacuque é um dos que se espantaram diante do caos. Mirou seus olhos ao céu e bradou diante do silêncio divino: “Até quando clamarei, e não escutarás, Senhor? Ou gritarei a ti: Violência! E não salvarás?”

Esse espinhoso tema inspirou o pastor, escritor e teólogo Luiz Sayão, que o desafiou primeiro no seu mestrado em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP) e agora por meio do seu mais recente livro, O Problema do Mal no Antigo Testamento: O Caso de Habacuque. Nele, o pastor propõe uma reflexão sobre as injustiças e sofrimentos dos períodos narrados no Velho Testamento bíblico, com particular atenção ao livro do profeta Habacuque.

Luiz Sayão trata do tema teodiceia, um ramo da teologia que estuda a coexistência de um Deus todo-poderoso e de bondade sem fim, com o mal. Para o autor, a esperança que brota da fé é que, apesar de o mal ter a permissão divina, Deus o utiliza para produzir um bem maior.


O livro é indicado a estudantes de teologia, seminaristas, pastores e líderes e a qualquer leitor que se interesse pelo tema teodiceia. Com uma abordagem clara, o livro propõe um olhar criterioso sobre o caso de Habacuque e pode ser utilizado em disciplinas acadêmicas como antropologia bíblica, história do cristianismo, filosofia da religião, entre outras.

domingo, 21 de setembro de 2014

Peter Atkins x A Ressurreição de Jesus

O Neo-ateu Peter Atkins na busca de anular as 500 testemunhas acerca da ressurreição de Jesus descritas no Novo Testamento, argumenta que em um ano 87 mil aparições de Elvis foram catalogadas. Pois bem, ninguém poderia ser mais estúpido ao comparar as duas situações. Pois no caso de Elvis é muito simples você desmentir todas estas supostas visões simplesmente indo em Graceland e conferir se a tumba de fato está vazia ou não. O mesmo se poderia ter feito acerca de Cristo. Bastaria alguém visitar a tumba de Jesus, mostrar o corpo e toda a fé cristã estaria desfeita.

Porque "se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé".
(1 Coríntios 15:14)


Pipe