quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sem Deus para prestar contas


“[Eu] Estava mais do que feliz em agarrar-me ao darwinismo como desculpa para descartar a idéia de Deus, de modo que eu pudesse pôr em prática descaradamente a minha agenda de vida, sem restrições morais.”
LEE STROBEL, ex-ateu


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Moralidade


[como ateu] Meu argumento contra Deus era que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha esta ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que tenha alguma ideia do que seja uma linha reta. Com o que eu estava comparando este Universo quando o chamei de injusto?”

C. S. LEWIS



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Se Deus não existe, então tudo que Hitler fez foi apenas questão de opinião!


“Se Deus não existe, então tudo que Hitler fez foi apenas questão de opinião!
Se pelo menos uma coisa estiver realmente errada no aspecto moral – tal como é errado torturar bebês ou é errado jogar aviões intencionalmente sobre prédios com pessoas inocentes dentro deles – então Deus existe.”
NORMAN GEISLER


domingo, 6 de setembro de 2015

O ABSURDO DA VIDA SEM DEUS

Willian Lane craig
O ser humano, escreve Loren Eisley, é o órfão cósmico. Ele é a única criatura no universo que pergunta: “Por quê?” Os outros animais têm instintos para guiá-los, mas o ser humano aprendeu a fazer perguntas.
“Quem sou eu”, pergunta o ser humano. “Por que estou aqui? Para onde estou indo?” Desde o iluminismo, quando se desvencilhou das amarras da religião, o ser humano tentou responder a essas perguntas sem fazer referência a Deus. Só que as respostas que vieram não foram alegres, mas escuras e terríveis. “Você é o subproduto acidental da natureza, um resultado de matéria mais tempo mais mudança. Não há razão para a sua existência. A morte é tudo o que você tem pela frente.”
O homem moderno pensou que, depois que se livrou de Deus, tinha ficado livre de tudo o que o reprimia e sufocava. Em vez disso, descobriu que, ao matar Deus, matara também a si próprio. Isso porque, se não há Deus, a vida humana é um absurdo.
Se Deus não existe, tanto o ser humano quanto o universo estão inevitavelmente condenados à morte. O ser humano, como todos os organismos biológicos tem de morrer. Sem esperança de imortalidade, sua vida apenas caminha para o túmulo. Sua vida não passa de uma faísca na escuridão infinita, uma fagulha que aparece, reluz e morre para sempre. Comparada com a extensão infinita do tempo, a duração da vida do ser humano é apenas um momento infinitesimal; mesmo assim, isso é tudo da vida que ele jamais conhecerá. Por isso, cada um tem de defrontar-se com o que o teólogo Paul Tilich chamou de “a ameaça de não ser”. Pois apesar de eu saber que existo, que estou vivo, também sei que algum dia não existirei mais, que não serei mais, que morrerei. Esse pensamento é assustador e ameaçador: pensar que a pessoa que chamo de “eu” deixará de existir, que eu não serei mais!
Recordo perfeitamente a primeira vez que meu pai me disse que um dia eu haveria de morrer. De algum modo, quando criança esse pensamento nunca me havia ocorrido. Quando ele o disse, fiquei cheio de temor e de tristeza insuportável. E apesar de ele tentar várias vezes garantir-me que isso ainda estava muito distante, isso não me parecia importar. Mais cedo ou mais tarde, o fato inegável era que eu morreria e não existiria mais, e esse pensamento tomou conta de mim. Depois de algum tempo, como todos nós, cresci e simplesmente aceitei o fato. Aprendemos a conviver com o que é inevitável. Mas as impressões da crianças continuam verdadeiras. Como observou o existencialista francês Jean-Paul Sartre, algumas horas ou alguns anos não fazem diferença, uma vez que você perdeu a eternidade.
Venha cedo ou tarde, a perspectiva de morte e a ameaça de não ser é um horror terrível. Contudo, certa vez encontrei um estudante que não sentia essa ameaça. Ele disse que fora criado numa fazenda e estava acostumado a ver os animais nascer e morrer. A morte para ele era simplesmente natural – parte da vida, por assim dizer. Fiquei perplexo com nossas diferentes perspectivas da morte e tive dificuldades para compreender por que ele não sentia a ameaça de não ser. Anos mais tarde, creio que encontrei a resposta lendo Sartre. Ele observou que a morte não é ameaçadora enquanto a vemos como a morte do outro, de certo modo da perspectiva da terceira pessoa. É somente quando a interiorizamos e olhamos do ponto de vista de primeira pessoa – “minha morte; eu vou morrer” – que a ameaça de não ser se torna real. Sartre mostra que muitas pessoas nunca assumem essa perspectiva de primeira pessoa em meio à vida; pode-se até olhar para a própria morte da perspectiva da terceira pessoa, como se fosse a morte de outro ou até de um animal, como fez o meu amigo estudante. O significado existencial verdadeiro da minha morte, contudo, só pode ser entendido do ponto de vista de primeira pessoa, quando compreendo que vou morrer e deixar de existir para sempre. Minha vida é apenas uma transição momentânea entre um esquecimento e outro.
O universo também encara a morte. Os cientistas nos dizem que o universo está em expansão, e que tudo que há nele está ficando cada vez mais distante. Com isso ele fica cada vez mais frio, e sua energia vai se gastando. Um dia todas as estrelas perderão seu calor e toda matéria se tornará em estrelas mortas e buracos negros. Não haverá mais luz, não haverá mais calor, não haverá mais vida, apenas estrelas e galáxias mortas, sempre se expandindo em trevas sem fim e extremidades frias do espaço – um universo em ruínas. Todo o universo se encaminha de modo irreversível para o túmulo. Assim, não só a vida de cada pessoa está condenada; toda a raça humana está condenada. O universo está se precipitando em direção à extinção inevitável – a morte está encravada em toda a sua estrutura. Não há escapatória. Não há esperança.
O ABSURDO DA VIDA SEM DEUS E SEM IMORTALIDADE
Se não há Deus, o ser humano e o universo estão condenados. Como prisioneiros condenados à morte, esperamos nossa execução inevitável. Não há Deus, e não há imortalidade. E qual a conseqüência disso? Significa que a própria vida é um absurdo. Significa que a vida que temos não tem sentido fundamental, valor ou propósito. Vejamos esses três conceitos mais de perto.
Não há sentido fundamental sem imortalidade e sem Deus
Se cada pessoa deixa de existir quando morre, que sentido fundamental pode ser dado à sua vida? Realmente faz diferença se ela existiu? Pode ser dito que sua vida foi importante porque influenciou outros ou afetou o curso da história. Mas isso mostra apenas um significado relativo da sua vida, não um sentido fundamental. Sua vida pode ter importância relativa a certos acontecimentos, mas qual é o sentido fundamental desses acontecimentos? Se todos os acontecimentos não têm sentido, então que sentido fundamental pode haver em influenciá-los? No final das contas, não faz diferença.
Olhe para isso de outro ponto de vista: os cientistas dizem que o universo se originou de uma explosão que chamam de “Big Bang”, há mais ou menos 15 bilhões de anos. Imagine que o “Big Bang” nunca tenha ocorrido. Imagine que o universo nunca tenha existido. Que diferença fundamental isso faria? O universo está mesmo fadado a morrer. No fim, não faz diferença se ele realmente existiu ou não. Por isso ele não tem sentido fundamental.
O mesmo vale para a raça humana. A humanidade está condenada em um universo moribundo. Uma vez que um dia deixará de existir, não faz diferença fundamental se ela alguma vez existiu. A humanidade, assim, não tem mais importância do que um enxame de mosquitos ou uma vara de porcos, pois seu fim é idêntico. O mesmo processo cósmico cego que a vomitou no início um dia acabará por engoli-la.
O mesmo se aplica a cada pessoa. As contribuições dos cientistas para o avanço do conhecimento humano, as pesquisas dos médicos para aliviar dor e sofrimento, os esforços dos diplomatas para promover a paz no mundo, os sacrifícios de pessoas boas para melhorar a sorte da raça humana – tudo isso não dá em nada. No fim, não farão nenhuma diferença, nem um pouquinho. A vida de cada pessoa, portanto, não tem sentido fundamental. E se, no final das contas, nossa vida não tem sentido, as atividades com que a preenchemos também não têm sentido. As longas horas gastas em estudo na universidade, os empregos, os interesses, as amizades – tudo isso é, em última análise, totalmente sem sentido. É isto que apavora o homem moderno: já que ele acaba em nada, ele é nada.
Contudo, é importante perceber que o ser humano não precisa apenas de imortalidade para que sua vida faça sentido. A mera continuação da existência não dá sentido a essa existência. Se o ser humano e o universo pudessem existir para sempre, mas não houvesse Deus, sua existência ainda não teria sentido fundamental. Certa vez li uma história de ficção científica em que um astronauta foi abandonado em uma rocha deserta perdida no espaço sideral. Ele levava consigo dois frascos, um contendo veneno e outro, uma poção que o faria viver para sempre. Compreendendo seu predicamento, ele engoliu o veneno. Mas então, para seu horror, descobriu que abrira o frasco errado – bebera a poção da imortalidade. E isso significava que ele estava condenado a existir para sempre – numa vida sem sentido e sem fim. Muito bem; se Deus não existe, nossa vida é como a desse astronauta. Ela pode durar para sempre, e mesmo assim não ter sentido. Ainda poderíamos perguntar à vida: “E daí?” Portanto, o ser humano não precisa apenas de imortalidade para que sua vida tenha sentido fundamental; ele necessita de Deus e de imortalidade. E se Deus não existe, ele não tem nenhum dos dois.
O homem do século vinte veio a compreender isso. Leia Á espera de Godot, de Samuel Beckett. Durante toda essa peça, dois homens estão ocupados numa conversa trivial, enquanto esperam um terceiro que nunca aparece. Nossa vida é assim, Beckett está dizendo: simplesmente matamos o tempo esperando – o quê, não sabemos. Num trágico retrato do ser humano, Beckett escreveu outra peça em que a cortina se abre para mostrar o palco cheio de lixo. Por trinta longo segundos, a platéia olha atônita, em silêncio, para aquele lixo. Então a cortina se fecha. Isso é tudo.
Um dos romances mais devastadores que já li foi O lobo da estepe, de Hermann Hesse. No fim do romance, Harry Haller fica olhando para si mesmo em um espelho. No curso da sua vida ele experimentara tudo o que o mundo oferece. E agora está olhando para si mesmo, e resmunga: “Ah, o sabor amargo da vida!” Ele cospe em si mesmo no espelho e, depois o estilhaça com chutes. Sua vida foi fútil e sem sentido.
Os existencialistas franceses Jean-Paul Sartre e Albert Camus também compreenderam isso. Sartre retratou a vida em sua peça Sem saída como o inferno – a última linha da peça são as palavras resignadas: “Bem, continuemos com isso”. Por isso Sartre escreve em outro texto sobre a “náusea” da existência. Camus também considerava a vida absurda. No fim do seu curto romance O estranho, o herói de Camus descobre num lampejo de compreensão que o universo não tem sentido e que não existe um Deus que lhe dê sentido. O bioquímico francês Jacques Monod pareceu refletir os mesmos sentimentos quando escreveu em sua obra Acaso e necessidade: “O ser humano finalmente sabe que está sozinho na imensidão indiferente do universo”.
Portanto, se Deus não existe, a própria vida se torna sem sentido. O ser humano e o universo não têm sentido fundamental.

sábado, 5 de setembro de 2015

Ron Carlson: Evolução, um conto de fadas


"No ensino básico, eu aprendi que um sapo virando um príncipe era um conto de fadas. Na universidade, eu aprendi que um sapo virando um príncipe é um fato!"
RON CARLSON


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ética Ateísta


“A vida de um recém nascido tem menos valor do que a vida de um porco, de um cachorro, ou de um chimpanzé.”
Peter Singer, em seu livro: “Praticals Etics”


Darwin não era ateu


"Por piores que fossem as crises que atravessei, nunca desci até ao ateísmo, nunca neguei a existência de Deus".
Charles Darwin



Fonte: 
Tradução de H. Varigny. Reinwald, Paris, Vol. I, p. 365.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Ravi Zacharias: Deus não está morto!


"Há um artigo no New York Times que diz: "Deus está morto, nós devemos dançar ao redor de sua tumba". Eles não sabem que não há ninguém naquela tumba".
Ravi Zacharias


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Shakespeare: O mundo sem Deus


"O mundo sem Deus seria uma fábula contada por um idiota num acesso de raiva".
William Shakespeare



domingo, 30 de agosto de 2015

Jesus apareceu para dez, onze ou os doze?

Dez.
Jo 20:19-24

Onze. Mt 28:16, Mc 16:14, Lc 24:33, 24:36

Doze. I Co 15:5

Descontradizendo I Co 15:5:
”e que foi visto por Cefas e depois pelos doze”.

Bom, parece ser meio óbvio que os doze aqui não incluía Judas, pois este já havia morrido. O décimo segundo apóstolo aqui descrito era Matias (At 1:26).
Leiam o contexto:
5 – ”e que foi visto por Cefas e depois pelos doze”.
6 – ”Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também”.
7 – ”Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos”
8 – ”e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo”.

Quando Paulo escreveu sua carta aos Coríntos, Matias já havia substituído Judas. E, Matias era uma testemunha ocular da ressurreição de Jesus conforme At 1:21-23:
21 – ”É necessário, pois, que, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós,”
22 – ”começando desde o batismo de João até ao dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”.
23 – ”E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias”.

Portanto, Nos Evangelhos, quando se referem aos onze, Matias não está incluído. Foi após a ascensão que Matias foi incluído entre os onze e chamado o décimo segundo apóstolo, entrando no lugar de Judas.

Por isso, Paulo diz que Jesus apareceu aos doze, pois Matias era uma testemunha ocular de que Jesus havia ressuscitado.

Descontradizendo os Evangelhos:
João deixa claro que houveram três encontros de Jesus com seus discípulos:
Jo 21:14 – ”E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos”.

Partindo disso, ele descreve que houve um primeiro encontro em que Tomé não estava presente (Jo 20:19-23). João também diz no vs.18: ”Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor e que ele lhe dissera isso”. Se o texto diz que elas haviam dito tudo o que Jesus lhes dissera, isto significa que eles já sabiam que era para se encontrarem com Jesus na Galiléia. Portanto, este primeiro encontro foi em Jerusalém. Ao ouvirem o que as mulheres tinham dito, obedeceram e foram se encontrar com Ele na Galiléia. Não há razão nenhuma para acreditarmos que eles tenham ficado mais uma semana em Jerusalém, para que, somente depois de Jesus aparecer a Tomé é que foram se encontrar com Jesus na Galileía.

Fala também de um segundo encontro em que Tomé estava presente. Este possivelmente foi na Galiléia. Pois, Mateus relata um segundo encontro quando os onze estavam presentes:
Mt 28:16-17 – ”E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram”.

Mateus diz que os onze estavam presentes neste encontro. E mesmo Jesus aparecendo a Eles, Mateus diz que alguns ainda duvidavam. Isto é confirmado por João no capítulo 20:27 – ”Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente”.

A NVI traduz de uma forma mais clara o mesmo texto:
”E Jesus disse a Tomé: “Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia”.

Ou seja, parece que mesmo diante de Jesus ressurreto, Tomé ainda não acreditava plenamente no que estava diante dos seus olhos. E só depois de tocar nas feridas de Jesus é que ele se convence em definitivo.

Portanto, o relato de Mateus está correto ao afirmar que alguns ainda duvidavam mesmo diante de Jesus ressurreto.

O mesmo podemos dizer de Marcos:
Mc 16:14 – ”Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado”.

Ou seja, primeiro de tudo, o texto diz que os onze estavam presentes. E segundo, o texto diz que Jesus repreende a incredulidade, pois alguns já eram testemunhas dele ressurreto. E quem era o único que não tinha testemunhado ainda a sua ressurreição? Tomé! Então, Marcos também está descrevendo o segundo encontro na Galiléia.

Lucas diz que o primeiro encontro ocorreu em Jerusalém:
Lc 24:33 – ”E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles,”

Quando os dois discípulos chegaram e contaram aos onze, Tomé certamente estava presente. Porém, João descreve que quando Jesus se apresenta entre eles, Tomé não estava presente no momento:

Jo 20:24 – ”Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus”.
Comparem também:

Lc 24:36-40 – ”E, falando ele dessas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos ao vosso coração? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés”.

Jo 20:19-20 – ”Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco! E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor”.

Isto significa, que Lucas confirma que, quando Tomé estava ausente, ele também mostrou aos discípulos suas feridas. E depois mais, tarde (uma semana depois), mostrou-as novamente a Tomé na Galiléia (conforme o relato de João).

João relata então um terceiro encontro no capítulo 21 à margem do mar de Tiberíades.

Obs1: João não relata a ascensão de Cristo.

Obs2: Lucas diz que a ascensão ocorreu nas proximidades de Betânia (24:50-52). Porém, isto só ocorreu depois do terceiro encontro descrito por João.

Obs3: Marcos nos traz o seu relato final de uma forma bem reducionista: Mc 16:19-20 – ”Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!”.

• Note que ele não menciona que a ascensão ocorreu em Betânia. A impressão lendo o texto, é de que isto teria ocorrido na Galiléia, durante o segundo encontro. Porém, a luz de Lucas 24, a ascensão ocorreu nas proximidades de Betânia.

Obs4: Mateus não menciona a ascensão.

Conclusão:
1. No primeiro encontro, Jesus encontrou apenas dez dos discípulos. Tomé não estava. Portanto João está correto em seu relato.
2. No segundo e no terceiro encontro, os onze discípulos estavam presentes. Portanto, Mateus, Marcos e Lucas estão corretos. Pois não estão falando do mesmo primeiro encontro que João relata.
3. E Paulo também está correto em seu relato pois acrescentou Matias aos onze conforme At 1.
Portanto, não há nenhuma contradição!


Pipe

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cristianismo é Plágio do Mitraísmo?


Uma apologia, por Dr. Norman Geisler.

Alguns críticos contemporâneos do cristianismo argumentam que essa religião não é baseada na revelação divina, mas foi emprestada das religiões de mistério, tais como o mitraísmo. O autor mulçumano Yousuf Saleem Chishti atribui doutrinas como a divindade de Cristo e a expiação a ensinamentos pagãos dos pais da igreja.

Teoria de fonte pagã. Chishti tenta demonstrar a vasta influência das religiões de mistério sobre o cristianismo:

“A doutrina cristã da expiação de pecados foi altamente influenciada pelas religiões de mistério, principalmente o mitraísmo, que tinha seu filho de deus e mãe Virgem, crucificação e ressurreição após expiação dos pecados da humanidade e, finalmente, sua ascensão ao sétimo céu.”

Ele acrescenta:
Quem estudar os ensinamentos do mitraísmo juntamente com os do cristianismo, certamente se surpreenderá com a afinidade que é visível entre eles, tanto que muitos críticos são obrigados a concluir que o cristianismo é o fac-símile ou a segunda edição do mitraísmo (Chishti, p.87).

Chishit descreve algumas semelhanças entre Cristo e Mitra: Mitra foi considerado o filho de Deus, foi um salvador e nasceu de uma virgem, teve doze discípulos, foi crucificado, ressuscitou dos mortos no terceiro dia, expiou os pecados da humanidade e voltou para o seu pai no céu (ibid.,87-8).

Avaliação: Uma leitura honesta do NT demonstra que Paulo não ensinou uma nova religião nem baseou-se em mitologia existente. As pedras fundamentais do cristianismo são tiradas claramente do judaísmo em geral e da vida de uma personagem histórica chamada Jesus.

Jesus é a origem da religião de Paulo. Um estudo cuidadoso das epístolas e dos evangelhos revela que a fonte dos ensinamentos de Paulo sobre a salvação era o AT e os ensinamentos de Jesus. Uma comparação simples dos ensinamentos de Jesus e Paulo demonstrará isso.

Ambos ensinaram que o cristianismo cumpria o judaísmo. Paulo, como Jesus, ensinou que o cristianismo era um cumprimento do judaísmo. Jesus declarou:

“Não pensem que vim abolir a Lei ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir” (Mt 5.17). Jesus acrescentou:“A lei e os Profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus, e todos tentam forçar sua entrada nele.É mais fácil os céus e a terra desaparecerem do que cair da lei o menor traço." (Lc.16.16,17).

O cristianismo de Paulo e de Jesus é bom conhecedor do judaísmo e está completamente alheio às seitas de mistério. Paulo escreveu aos romanos: “Porque o fim da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê” (Rm 10.4). Ele acrescentou aos colossenses: “Ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou a celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo” (Cl 2.16,17).

O cristianismo ensinou que os seres humanos são pecadores. tanto Paulo quanto Jesus ensinaram que os seres humanos são pecadores. Jesus declarou: “Eu lhes asseguro que todos os pecados e blasfêmias dos homens lhes serão perdoados” (Mc 3.28). Ele acrescentou em João: “ Eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados.se vocês não crerem que eu Sou (aquele que afirmo ser), de fato morrerão em seus pecados.” (Jo 8.24).

Paulo declarou que todos os seres humanos são pecadores, insistindo em que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23). Ele acrescentou em Efésios: “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados”(Ef.2.1). Na verdade, parte da própria definição do evangelho era que “Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras” (1 Co 15.3).

O cristianismo ensinou que a expiação de sangue era necessária. Tanto Jesus como Paulo insistiram em que o sangue derramado de Cristo era necessário como expiação pelos nossos pecados. Jesus proclamou: “Pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45).

Ele acrescentou na Última Ceia: “Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados” (Mt 26.28).

Paulo também é enfático. Afirmou que em Cristo “temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus” (Ef.1:7).

Em Romanos, acrescentou: “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (5.8).Referindo-se à páscoa do AT., ele disse: “Cristo nosso Cordeiro pascal foi sacrificado” (1 Co 5.7).

O cristianismo enfatizou a ressurreição de Cristo. Jesus e Paulo também ensinaram que a morte e o sepultamento de Jesus foram completados por sua ressurreição corporal . Jesus disse:

“está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar ao terceiro dia” (Lc 24.46).

Jesus fez um desafio:
”Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias (...)Mas o templo do qual ele falava era o seu corpo”( Jô 2.19,21).

Depois de ressuscitado dos mortos, seus discípulos lembraram-se do que ele disse. Então creram nas escrituras e nas palavras que Jesus havia dito (Jo 2.22;cf. 20.25-29).

O apóstolo Paulo também enfatizou a necessidade da ressurreição para a salvação.

Aos romanos ele escreveu:
“Ele (Jesus) foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação”( Rm 4.25). Na verdade, Paulo insistiu que a crença na ressurreição era essencial para a salvação, ao escrever:

“Se você confessar com a sua boca que Jesus Cristo é senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dos mortos, será salvo” (Rm 10.9).

O cristianismo ensinou que a salvação é pela graça mediante a fé. Jesus afirmou que todas as pessoas precisam da graça de Deus. Os discípulos de Jesus lhe disseram: “Neste caso, quem pode ser salvo?”.

Jesus olhou para eles e respondeu: “para o homem é impossível, mas para Deus, todas as coisas são possíveis (Mt 19.25,26).

Em todo o evangelho de João, Jesus apresentou apenas uma maneira de obter a salvação graciosa de Deus: “Quem crê no Filho tem a vida eterna” (3.36; v.3.16;5.24;Mc 1.15).

Paulo ensinou a salvação pela graça mediante a fé, afirmando:
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9; v. Tt 3. 5-7). Ele acrescentou aos romanos: “Todavia, àquele que não trabalha mas confia em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça” (4.5).

Uma comparação dos ensinamentos de Jesus e Paulo sobre salvação revela claramente que não há base para especular sobre qualquer fonte dos ensinamentos de Paulo além dos ensinamentos de Jesus.

O cristianismo baseou-se no judaísmo e não no mitraísmo.

Na realidade, a mensagem de Paulo acerca do evangelho foi examinada e aprovada pelos apóstolos originais (Gl 1 e 2 ), demonstrando o reconhecimento oficial de que a sua mensagem não se opunha a de Jesus.

A acusação de que Paulo corrompeu a mensagem original de Jesus foi respondida a muito tempo por J. Gresham Machen na sua obra clássica A origem da religião de Paulo e por F. F. Bruce em Paulo e Jesus.

Origem da Trindade: A doutrina cristã da Trindade não tem origem pagã. As religiões pagãs eram POLITEÍSTAS e PANTEÍSTAS, mas os trinitários são monoteístas. Os trinitários não são TRITEÍSTAS que acreditam em três deuses separados; eles são monoteístas que acreditam num deus manifesto em três pessoas distintas.

Embora o termo Trindade ou sua fórmula específica não apareçam na Bíblia, ele expressa fielmente todos os dados bíblicos. Uma compreensão precisa do desenvolvimento histórico e teológico dessa doutrina ilustra de forma ampla que foi exatamente por causa dos perigos do paganismo que o Concílio de Nicéia formulou a doutrina ortodoxa da Trindade. Pra um tratamento breve da história dessa doutrina, v. E. Calvin Beisner, (Deus em três pessoas).Dois clássicos nessa área são G.L. Prestige (Deus no pensamento patrístico) e J.N.D. Kelly, Doutrinas centrais da fé cristã.

Mitraísmo e cristianismo. Com base nisso é evidente que o cristianismo se originou do judaísmo e dos ensinamentos de Jesus.É igualmente evidente que ele não se originou do mitraísmo. As descrições de Chishti dessa religião são infundadas. Na verdade ele não dá referências para as semelhanças que alega. Ao contrário do cristianismo, o mitraísmo é baseado em mitos. Ronald Nash, autor de O cristianismo e o mundo Helenístico, escreve:

O que sabemos com certeza é que o mitraísmo, tal como seus competidores entre as religiões de mistérios, tinha um mito básico. Mitra supostamente nasceu quando emergiu de uma rocha; estava carregando uma faca e uma tocha e usando um chapéu frígio. Lutou primeiro contra o Sol e depois contra um touro primevo, considerado o primeiro ato da criação. Mitra matou o touro, que então se tornou a base da vida para a raça humana (Nash, p.144).

O cristianismo afirma a morte física e ressurreição corporal de Cristo. O mitraísmo, como outras religiões pagãs, não tem ressurreição corporal. O autor grego Ésquilo resume a visão grega: “Quando a terra tiver bebido o sangue de um homem, depois de morto, não há ressurreição”. Ele usa a mesma palavra grega para ressurreição , anastasis , que Paulo usa em 1 Coríntios 15 (Ésquilo, Eumenides, p.647).Nash observa:

“Alegações da dependência cristã primitiva do mitraísmo foram rejeitadas por várias razões. O mitraísmo não tem conceito da morte e ressurreição de seu deus nem lugar para qualquer conceito de renascimento – pelo menos durante seus primeiros estágios(...) Durante os primeiros estágios da seita, a idéia de renascimento seria estranha à sua visão básica (...) Além disso, o mitraísmo era basicamente uma seita militar. Portanto é preciso ser cético com relação à sugestões de que tenha atraído civis como primeiros cristãos.

Mitraísmo - encerrando o caso.
Conclusão Todas as alegações de dependência cristã para com as religiões gnósticas e de mistério foram rejeitadas por especialistas em estudos bíblicos e clássicos. O caráter histórico do cristianismo e a data antiga dos documentos do NT não oferecem tempo suficiente para desenvolvimentos mitológicos. E há uma falta absoluta de evidência antiga para apoiar tais idéias.o teólogo britânico Norman Anderson explica:

” A diferença básica entre o cristianismo e as religiões de mistério é a base histórica de um e o caráter mitológico das outras. As divindades das religiões de mistério eram apenas “figuras nebulosas de um passado imaginário”, enquanto o cristo que o kerigma apostólico proclamou que viveu e morreu poucos anos antes dos primeiros documentos do NT serem escritos. Mesmo quando o apóstolo Paulo escreveu sua primeira carta aos Coríntios, a maioria das cerca de quinhentas testemunhas da ressurreição ainda estava viva.(Anderson, p. 52-3).

Também há evidências que revelam que a informação de que Mitra teria sido crucificado, morrido, ressuscitado e ascendido, surgiu por volta de 400 d.C. Ou seja. A crença na crucificação e ressurreição de Mitra pode ter sido baseada no cristianismo.

Fonte:

"Enciclopédia de Apologética", Norman Geisler, Ed. Vida; pg.606-608;

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Livro: "Os Fatos Sobre Criação e Evolução" de John Ankerberg & John Weldon

Descobertas científicas recentes e debates didáticos acalorados colocaram a controvérsia criação/evolução novamente sob a luz dos refletores. Examine, sob uma nova perspectiva, as perguntas mais importantes sobre este assunto fascinante:

• A teoria da evolução é realmente científica?
• O criacionismo é apenas religioso?
• Até que ponto a teoria da evolução influenciou o mundo moderno?
• A evidência está a favor da criação especial ou contra ela?
• Quais as implicações morais e sociais da evolução?


Acompanhe os respeitados pesquisadores Ankerberg e Weldon na abordagem do tópico que influencia todos os outros as origens do Universo.