terça-feira, 22 de julho de 2014

Temos livre arbítrio?

Sim
Dt 30:19 – ”Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente, “

Não
At 13:48 – ”E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”.

Rm 8:29-30 – 
”Porque os que antes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

Rm 9:11-22 – 
”porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei Jacó e aborreci Esaú. Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer. Dir-me-ás, então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem resiste à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição,”

Ef 1:4-5 – ”como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,”

II Ts 2:11-12 – 
”E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira, para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniqüidade”.

II Tm 1:9 – 
”que nos salvou e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos,”

Jd 1:4 – 
”Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”

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Descontradizendo:
O texto de Dt aponta para o contexto imediato da história. Já todos os demais textos, que inclusive são neotestamentários, apontam para o contexto futuro e escatológico. Um diz respeito ao aqui e agora, e os demais dizem respeito à salvação eterna como fator da eleição de Deus para isso. Portanto, não há contradições, um trata da vida longa, próspera (ou não) sobre a Terra como uma consequência de escolhas. E os demais tratam da salvação eterna como produto da eleição soberana de Deus.

Pipe

segunda-feira, 21 de julho de 2014

É correto uma mulher divorciada se casar novamente?

Sim.
Dt 24:1-2 ”Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem...

Não.
Lc 16:18 ”Qualquer que deixa sua mulher e casa com outra adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido adultera também”.

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Descontradizendo:
Nenhum texto diz ser correto ou não uma mulher divorciada casar novamente. O que os dois textos propõe são delimitações que devem ser observadas em caso de divórcio. Deuteronômio trabalha a questão dela em caso de uma divorciada vir a casar novamente, em caso algum ela poderá voltar a casar-se novamente com o primeiro marido. Já Lucas é um texto incompleto do raciocínio do que Jesus tratou acerca disso. Se lermos o texto sinóptico em Mateus veremos que somente em caso de adultério Jesus entendia como válida. Observe que a abordagem feita para com Jesus era justamente acerca de Dt 24:1-2:

“Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. (Mateus 19:3-9)

O entendimento que se havia era de que por qualquer motivo o homem podia divorciar-se de sua esposa. Jesus, porém, os ensina que tal entendimento é errôneo, e que somente em caso de adultério ele pode ser feito. E que a Lei contém esta deliberação não por Deus achar correto, mas devido a dureza do coração humano. Porém, no princípio não era esse o propósito de Deus.

Concluindo:
Na Lei há uma deliberação para que a mulher possa casar-se novamente. Porém, Jesus explica que se isso não ocorrer por causa de imoralidade sexual tanto a mulher quanto o homem estão cometendo adultério.

Pipe 

domingo, 20 de julho de 2014

O divórcio é permitido?

O divórcio nunca será permitido:
Mc 10:11  ”E ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra adultera contra ela”.

Lc 16:18  ”Qualquer que deixa sua mulher e casa com outra adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido adultera também”.

Somente quando a esposa é infiel:
Mt 5:32  ”Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”.

Mt 19:9  ” Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”.

Quando o cônjuge descrente escolhe partir: 
I Co 7:15  ”Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”.

Quando o marido está descontente com sua esposa:
Dt 24:1-2  ”Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem,

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Descontradizendo:
Marcos e Lucas por razões que desconhecemos não escreveram a exceção que Mateus e Paulo escreveram.

Mateus acrescenta que o divórcio em caso de adultério era uma exceção. E Paulo diz que se o marido que não é crente desejar largar a esposa que é crente, ela esta fica livre  da escravidão da Lei.

Apesar dos textos em Marcos e Lucas não falarem de exceções, isto não se trata de uma contradição.


Descontradizendo Dt 24:
Dt 24:1-4 "Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, e se este último homem a aborrecer, e lhe fizer escrito de repúdio, e lho der na sua mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança". 

A resposta da razão pela qual Deus liberou o divórcio no AT está nas palavras de Jesus em Mt 19:3-9: "Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério".

Por que Deus permitiu o divórcio? Por causa da dureza do coração humano.

Conclusão:
Digamos que o que a BDC está sugerindo fosse fato (o de que a Bíblia proíbe absolutamente o divórcio em qualquer circunstancia).

Bom, se isso é verdade, então significa que:

1. Se for traído, devo permanecer com a pessoa.

2. Se a pessoa desejar me trair todos os dias com alguém diferente, devo permanecer casado.

3. Se eu espanco minha esposa, ela deve permanecer casada comigo.

4. Se eu a ameaçar de morte, ela deverá permanecer casada comigo.

5. etc...

Ou seja, em qualquer destas situações, o que eles querem que a Bíblia diga é: "sim!".

Vocês acham que foi isto o que Jesus quis dizer em Marcos e Lucas? É lógico que não.

A lei foi criada para o homem e não o contrário. 

A lei não é escravidão. Ela serve para proteger as pessoas. 

A intenção que deve ser vista na questão da Bíblia não permitir o divórcio é a proteção da família. A esposa ou o marido não são objetos descartáveis que você usa e depois joga fora.

A Bíblia apenas libera o divórcio em questões danosas tanto ao emocional quanto as questões físicas do cônjuge como adultério, violência familiar, e perseguição religiosa.

Estatísticas:
Estatísticas acerca do divórcio nos EUA:

1. 1/3 das crianças não estão morando com seus pais naturais;

2. Mais de 15 milhões de crianças estão sendo criadas em lares sem qualquer figura de pai;

3. 70% dos homens nas prisões cresceram sem um pai;

4. Nos anos 70 e 80, um milhão de crianças por ano viram seus pais se separarem;

5. Num só ano houve 1.155.000 divórcios;

6. Num outro ano de amostra, dos 2.487.000 casamentos que aconteceram, 25% envolveram uma noiva que já tinha casado antes;

7. Desde 1920 o número de divórcios no país aumentou 1.420%;

8. No país há mais de um milhão de crianças por ano que experimentam o choque do divórcio.

9. As crianças de hoje são a primeira geração na história deste país que acham que o divórcio e a separação fazem parte da vida familiar;

10. Nós vemos mais crianças que mostram sintomas de "estresse", dores de cabeça, dores de estômago, mau humor, problemas de aprendizagem;

11. Enquanto ficam mais velhas, muitas delas sentem que perderam uma parte importante das suas vidas;


Vocês acham que foi isto o que Deus projetou ou foi exatamente isto que Jesus quis evitar quando colocou limites para o divórcio?

Pipe

sábado, 19 de julho de 2014

Como os edomitas deveriam ser tratados?

 Ser bom com eles:
Dt 23:7  ”Não abominarás o edomita, pois é teu irmão; nem abominarás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra”.


Matá-los:
II Rs 14:3-7 - ”E ele fez o que era reto aos olhos do SENHOR, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, conforme tudo o que fizera Joás, seu pai. Tão-somente os altos se não tiraram; porque ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos. Sucedeu, pois, que, sendo já o reino confirmado na sua mão, matou os seus servos que tinham matado o rei, seu pai. Porém os filhos dos matadores não matou, como está escrito no livro da Lei de Moisés, no qual o SENHOR deu ordem, dizendo: Não matarão os pais por causa dos filhos, e os filhos não matarão por causa dos pais; mas cada um será morto pelo seu pecado. Amazias feriu a dez mil edomitas no vale do Sal e tomou a Sela na guerra; e chamou o seu nome Jocteel, até ao dia de hoje”.

Ez 25:13  ”portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Também estenderei a mão contra Edom, e arrancarei dele homens e animais; e o tornarei em deserto desde Temã, e até Dedã cairão à espada”.

Ob 1:1  ”Visão de Obadias: Assim diz o Senhor JEOVÁ a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do SENHOR, e foi enviado às nações um embaixador, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra”.

Ob 1:8-9  ”E não acontecerá, naquele dia, diz o SENHOR, que farei perecer os sábios de Edom e o entendimento na montanha de Esaú? E os teus valentes, ó Temã, estarão atemorizados, para que da montanha de Esaú seja cada um exterminado pela matança”.


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Descontradizendo vs. por vs.:
Ob 1:1 – ”Visão de Obadias: Assim diz o Senhor JEOVÁ a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do SENHOR, e foi enviado às nações um embaixador, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra”.

Ob 1:8-9 – ”E não acontecerá, naquele dia, diz o SENHOR, que farei perecer os sábios de Edom e o entendimento na montanha de Esaú? E os teus valentes, ó Temã, estarão atemorizados, para que da montanha de Esaú seja cada um exterminado pela matança”.

Vamos ler o contexto posterior do texto de Obadias para entendermos as razões do por que está sendo profetizado isto:

10 - 
Por causa da violência feita a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e serás exterminado para sempre.

11 - No dia em que estiveste em frente dele, no dia em que os forasteiros levavam cativo o seu exército, e os estranhos entravam pelas suas portas, e lançavam sortes sobre Jerusalém, tu mesmo eras um deles.

12 - Mas tu 
não devias olhar para o dia de teu irmão, no dia do seu desterro; nem alegrar-te sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína; nem alargar a tua boca, no dia da angústia;

13 - 
nem entrar pela porta do meu povo, no dia da sua calamidade; sim, tu não devias olhar, satisfeito, para o seu mal, no dia da sua calamidade; nem estender as tuas mãos contra o seu exército, no dia da sua calamidade;

14 - 
nem parar nas encruzilhadas, para exterminares os que escapassem, nem entregar os que lhe restassem, no dia da angústia.

Vocês acham que diante disto Israel tinha alguma obrigação de lealdade a Edom?


Ez 25:13  ”portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Também estenderei a mão contra Edom, e arrancarei dele homens e animais; e o tornarei em deserto desde Temã, e até Dedã cairão à espada”.

Já sabemos o porque Edom sofreu o juízo de Deus: Apesar de sua origem parentética, Edom sempre violava este relacionamento com hostilidade persistente. Por isso Deus o julgou.


II Rs 14:3-7 - ”E ele fez o que era reto aos olhos do SENHOR, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, conforme tudo o que fizera Joás, seu pai. Tão-somente os altos se não tiraram; porque ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos. Sucedeu, pois, que, sendo já o reino confirmado na sua mão, matou os seus servos que tinham matado o rei, seu pai. Porém os filhos dos matadores não matou, como está escrito no livro da Lei de Moisés, no qual o SENHOR deu ordem, dizendo: Não matarão os pais por causa dos filhos, e os filhos não matarão por causa dos pais; mas cada um será morto pelo seu pecado. Amazias feriu a dez mil edomitas no vale do Sal e tomou a Sela na guerra; e chamou o seu nome Jocteel, até ao dia de hoje”.

Onde diz que Deus mandou Amazias ferir os edomitas. O livro de Reis relata um monte de absurdo feito pelos Reis e nem por isso Deus concorda com suas ações. Dizer que Deus mandou Amazias fazer o que fez é forçar o texto a dizer o que não está dizendo.


Dt 23:7  ”Não abominarás o edomita, pois é teu irmão; nem abominarás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra”.

Quando Deus disse isto, os edomitas haviam proibido Israel de passar pelo seu território (Nm 20:14-21; 21:4; Jz 11:17-18). E mesmo diante desta descortesia, Israel foi proibido de abominar seu irmão edomita (Dt 23:7-8).

Para aquela situação Deus disse o que disse. Porém, esta não era mais uma Lei que deveria ser aplicada de uma forma absoluta em qualquer situação. 

Então significa que se Edom atacasse Israel, os israelitas não poderiam revidar?

Isto é uma absurdo! Imagem Edom vindo com seu exército contra Israel e eles pensando: "- Puxa! Vamos ter que morrer. Deus nos proibiu de levantar as mãos contra eles".

É lógico que não é isso que Deus está dizendo. Naquele contexto, Deus disse que Israel não fizesse nada contra Edom e que ignorasse a postura deles. Porém, depois de tanta infidelidade como descritas em Obadias, Deus decidiu eliminá-los.

Concluindo:

Não há nenhuma contradição. O texto não diz: "- Jamais faça o mal contra Edom, seja qual for a situação".

O texto está dizendo que naquela situação, Israel deveria ignorar a atitude de Edom e seguir em frente.

Pipe

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Algum moabita entrou na congregação do Senhor?

Não:
Dt.23:3  ”Nenhum amonita ou moabita entrará na congregação do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do SENHOR, eternamente”.


Sim:
Rt 1:4  ”os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Órfã, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos”.

Rt 4:13  ”Assim, tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele entrou a ela, e o SENHOR lhe deu conceição, e ela teve um filho”.

Rt 4:17  ”E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E chamaram o seu nome Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi”.

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Descontradizendo:

Por quê Deus disse que os moabitas não entrariam na congregação? Vamos ao contexto posterior:

Dt 23:4 – 
”Porquanto não saíram com pão e água a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar”.

Esta foi a razão de Deus proibir Israel de se relacionar com os moabitas.

No tempo dos Juízes, os israelitas viviam em paz com os moabitas. Era um novo tempo que não se aplicava mais a mesma situação do contexto em que a Lei havia sido colocada para Israel. O livro de Rute diz que havia fome em Belém de Judá. Devido a esta fome, Elimeleque foi morar em Moabe com sua família. Foi assim que seus dois filhos se casaram com mulheres moabitas, entre elas Rute.

Rute foi uma moabita que teve uma devoção altruísta a sua sogra Noemi. Depois que seu sogro e seu marido faleceram, Rute permaneceu ao lado de Noemi que ficara sozinha no mundo (1:5). Rute disse a Noemi que o Deus de Noemi e o povo de Noemi agora eram seu povo (1:16). E este testemunho foi bem visto e aceito por todo o povo quando elas voltaram para Belém de Judá (2:11-12).

Porém a razão de Boaz ter se casado com uma moabita, no caso Rute, foi a preservação do nome do filho de Noemi (Malom) que havia sido marido de Rute (4:10). O filho de Boaz com Rute foi considerado como neto de Noemi e sua herança (4:16-17).

Diante disto, não se deve avaliar esta situação fora do seu contexto. Esta exceção foi uma situação totalmente diferente de algo corriqueiro ou comum. A história de Rute foi única. A intenção nobre de Boaz também foi única. E a herança de Noemi foi preservada por meio desta exceção, caso contrário, a sua herança teria morrido com seus filhos.

Pipe

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Os israelitas pouparam as árvores dos países que eles invadiram?

Não:
Dt 20:19 - "Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele comerás; pelo que o não cortarás (pois o arvoredo do campo é o mantimento do homem), para que sirva de tranqueira diante de ti".

Sim:
II Rs 3:19 - "E ferireis todas as cidades fortes, e todas as cidades escolhidas, e todas as boas árvores cortareis, e tapareis todas as fontes de água, e danificareis com pedras todos os bons campos".

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Descontradizendo:
Contexto posterior de II Re 3:
20 - E sucedeu que, pela manhã, oferecendo-se a oferta de manjares, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom; e a terra se encheu de água.

21 - Ouvindo, pois, todos os moabitas que os reis tinham subido para pelejarem contra eles, convocaram a todos os que cingiam cinto e daí para cima e puseram-se às fronteiras.

22 - E, levantando-se de madrugada, e saindo o sol sobre as águas, viram os moabitas defronte deles as águas vermelhas como sangue.

23 - E disseram: Isto é sangue; certamente que os reis se destruíram à espada e se mataram um ao outro! Agora, pois, à presa, moabitas!

24 - Porém, chegando eles ao arraial de Israel, os israelitas se levantaram, e feriram os moabitas, os quais fugiram diante deles; e ainda os feriram nas suas terras, ferindo ali também os moabitas.

25 - E arrasaram as cidades, e cada um lançou a sua pedra em todos os bons campos, e os entulharam, e taparam todas as fontes de águas, e cortaram todas as boas árvores, até que só em Quir-Haresete deixaram ficar as pedras, mas os fundeiros a cercaram e a feriram.

26 - Mas, vendo o rei dos moabitas que a peleja prevalecia contra ele, tomou consigo setecentos homens que arrancavam espada, para romperem contra o rei de Edom, porém não puderam.

27 - Então, tomou a seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro; pelo que houve grande indignação em Israel; por isso, retiraram-se dele e voltaram para a sua terra.

Pergunto: Onde neste texto tem alguma menção a cerco?


O segredo desta aparente "contradição" está na frase "por muitos dias", ou seja, se o exército de Israel fosse fazer um cerco que durassem muitos dias, a orientação que Deus dava era que não se cortassem as árvores para que tivessem mantimento. Porém, no caso de II Re 3, não houve um cerco em torno dos moabitas.

Portanto, não há nenhuma contradição.

Pipe

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Deus sabe o que se passa no coração de cada um?

Sim:
Sl 44:21  ”porventura, não conhecerá Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração”.

Sl 139:2-3  ”Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos”.

At 1:24  ”E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido,” 

Não:
Dt 8:2  ”E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te tentar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos ou não”.

Dt 13:3  ”não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma”.

II Cr 32:31  ”Contudo, no negócio dos embaixadores dos príncipes da Babilônia que foram enviados a ele a perguntarem acerca do prodígio que se fez naquela terra, Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração”.

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Descontradizendo:
Há dois tipos de saber: O saber teórico e abstrato ou impalpável, e o saber prático e experimental.

Quando a Bíblia fala que Deus conhece o coração do homem, está dizendo que na sua Onisciência Divina nada lhe pode fugir do conhecimento absoluto que tem de todas as coisas. Porém, apesar de Deus saber todas as coisas, experimentalmente, uma parte de este conhecer somente se concretiza quando o homem vivencia de fato a situação.

Conclusão:
Dentro disso, acontecem três coisas:

1. Deus não julga erros por meio de sua onisciência, e sim erros cometidos no tempo e na história. Imagine você sendo julgado por algo que nem cometeu ainda. Deus então alegaria: “Você não fez, mas eu digo que faria!”. Isto faz algum sentido?

2. O conhecer aqui significa que, apesar de Deus saber de antemão o que ocorreria, 
experimentalmente, Ele ainda não tinha conhecido. Isto não é um limite imposto à Deus. Pois se trata de uma relação do Deus infinito e eterno com o homem finito e temporal. Deus na sua eternidade precisa “esperar” e até mesmo se limitar ao homem dentro do seu limite temporal. Deus precisa esperar a atuação do que Ele antevê para que diante disso possa agir.

3. Uma terceira questão que acontece diante disto, é que o povo não conhecia de fato o que havia em seu coração. Apenas a experiência do deserto revelaria a eles o que havia em seus corações. O conhecer aqui tem mais a ver com o povo conhecer, do que Deus de fato conhecer. Deus já sabia, porém eles não. E apesar de Deus conhecer, experimentalmente isto só ocorreu de fato quando o povo vivenciou a situação.


"Dizer que Deus "não precisaria ter realizado a experiência" é dizer que, pelo fato dele saber, a coisa conhecida por Deus não precisaria existir".
C. S. Lewis

Pipe