quarta-feira, 19 de agosto de 2015

DO IMPRESSIONISMO AO SURREALISMO

(GENEALOGIA INVOLUTIVA DE UM SÉCULO DE CATASTROFISMO NA HISTÓRIA DA ARTE)
Nota Editorial da S.C.B.

Para a melhor compreensão da inserção da Arte no contexto da controvérsia entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista, faz-se, a seguir, um apanhado histórico das várias fases e movimentos artísticos que surgiram desde meados do século passado, mostrando-se a sua conexão com o pensamento evolucionista. Fica patente a importância dada ao caos, ao subjetivismo, e ao relativismo na criação artística que passa a sofrer a influência das concepções evolucionistas, em contraposição ao planejamento, ao propósito e ao desígnio que caracterizam as obras-de-arte provindas da elaboração criativa de fundo criacionista (mesmo estando ele somente implícito na aceitação de um absoluto que é procurado pelo artista nas formas de seu estilo pessoal).

Esta Nota Editorial proveio de uma compilação sobre a História da Arte baseada principalmente nos Volumes PINTURA IV, V e VI da coleção intitulada "História Geral da Arte", publicada pelas "Ediciones del Prado".

O Realismo e o Naturalismo
O Realismo é tão multimilenar quanto a própria Arte, tendo deixado suas manifestações nas pinturas rupestres, nas esculturas e murais mesopotâmicos, na arquitetura, nas pinturas, e nas esculturas egípcias, bem como no vale do Indo e na China. Constituindo a Arte uma excelente maneira de exploração visual, mental ou sensorial, o Realismo na pintura converte-se em um modo operativo para a apreciação direta do visível (mediante vários procedimentos, como por exemplo o traço – com seu poder definidor – ou por alguma síntese seletiva ou intensificadora de aspectos mais característicos), fazendo-nos acreditar que estamos em frente de uma representação muito "semelhante" à realidade. O Realismo supõe, assim, uma atitude sensorial, embora não exclua a possibilidade da coexistência dela com outras atitudes "mentais", "intelectuais" ou "espirituais".

Decidido a contrapor o "objetivo" ao "subjetivismo" do Romantismo, foi também o Realismo o porta-voz de inquietudes políticas, do patriotismo, e do nacionalismo. Aos poucos encontrou-se, assim, o Realismo no meio de crescentes exigências temáticas e pictóricas, e passou a preocupar-se cada vez mais com os espetáculos dos salões e certames oficiais nacionais ou internacionais, sob a mira de jurados, da imprensa e da crítica "qualificada", submetido à análise da pertinência estética, da sinceridade de motivos, da oportunidade do tema social representado, da erudição histórica, e da lição humana ou nacional pretendida.

Tanto e tão bem se pintou no século passado, que a pintura chegou a atrair cada vez mais a atenção do público, crescendo o número de espectadores e dos "entendidos". À medida em que avançava a segunda metade do século, porém, o Realismo se converteu em algo diferente, embora aparentemente semelhante ao Realismo inicial – transformou-se em Naturalismo.

Fonte:

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Livro: "Bioética - uma perspectiva cristã" de Gilbert Meilaender

Edições Vida Nova

ABORTO, DOAÇÃO DE ÓRGÃOS, ENGENHARIA GENÉTICA, SUICÍDIO, EUTANÁSIA, PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO.

Como devemos nos posicionar, como cristãos, diante de cada nova descoberta?


Neste livro, Gilbert Meilaender, a partir de uma perspectiva cristã profunda e equilibrada, oferece uma reflexão sobre esses temas espinhosos que constituem o campo de análise da bioética. São temas repletos de questões que se tornam grandes desafios para aqueles que desejam tornar o pensamento cristão relevante em nossos dias.

domingo, 16 de agosto de 2015

Heróis da Fé: Adoniram Judson

O missionário Adoniram Judson levou o Evangelho até a Ásia e traduziu a Bíblia para o birmanês
.
Decorria o ano de 1824. Os oficiais do rei da Birmânia (actual Myanmar) - país que fica nas margens do Golfo de Bengala, no Sudeste Asiático tinham acabado de saquear o lar missionário de Adoniram e Ann Judson, levando tudo o que acharam de "valioso". No entanto, o tesouro mais precioso havia passado despercebido: o manuscrito de uma porção da Bíblia, traduzida por Adoniram Judson, que sua esposa Ann enterrara sob a casa.

Acusado de espionagem, Adoniram, um missionário magro e de corpo pequeno, ficou encarcerado por quase dois anos numa prisão infestada por mosquitos. Ele e outros 60 condenados à morte ficaram encerrados num edifício sem janelas, escuro, abafado e imundo. Durante aquele período, a sua esposa conseguiu entregar-lhe um travesseiro - para que ele pudesse dormir melhor no duro chão de areia da prisão -, além de livros, papéis e anotações que ele usava para continuar a tradução da Bíblia para O birmanês. Dentro da cadeia, além das traduções, que ele escondia dentro do seu travesseiro, Adoniram evangelizava os presos.

O episódio descrito é parte da história do americano Adoniram Judson (1788 - 1850), o primeiro missionário cristão na Birmânia, que, por 30 anos, perseverou no seu trabalho de evangelização, apesar das doenças e perseguições constantes que sofria por pregar o Evangelho naquele país.
Em 1819 - seis anos depois de sua chegada à Birmânia - Judson conseguiu o seu primeiro convertido. Dois anos depois, já havia uma igreja fundada no país. Em 1837, havia 1144 convertidos na Birmânia. Em 1880, esse número passou a sete mil, distribuídos por 63 igrejas. Em 1950, cem anos depois de sua morte, existiam mais de 200 mil cristãos na Birmânia, na sua maioria, resultantes da mensagem que Judson deixara naquele país. Dizia ele: "Muitos cristãos consagrados jamais atingirão os campos missionários com seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos."

Vida e Obra - Aquele amor à Palavra de Deus tinha história. Adoniram Judson nasceu em Malden, no estado americano de Massachussetts. Filho do pastor congregacional Adoniram Judson e de Abigail Brown Judson, o jovem Adoniram trabalhou arduamente num moinho do pai. Tinha de caminhar muito até chegar à escola e tinha intensa devoção à Igreja.

A sua mãe ensinou-lhe a ler um capítulo inteiro da Bíblia quando tinha apenas quatro anos. Nos anos seguintes, frequentou a New London Academy e depois a Brown University, onde entrou com apenas 16 anos. Naquele período em que o ateísmo, proveniente da França, chegava com força aos Estados Unidos, o jovem Adoniram teve uma crise existencial. Recém diplomado, aos 19 anos, ele surpreendeu os pais quando disse que não acreditava mais na existência de Deus e que iria escrever peças de teatro. Estava-se no ano de 1807.

Saiu de casa, mas, quando seguia para a casa de um tio, teve uma experiência que mudou a sua vida por completo. No fim de uma noite, procurou um lugar para dormir numa pensão. O proprietário disse que só tinha um quarto que ficava ao lado de outro em que estava uma pessoa muito doente. A voz agonizante de um homem no quarto ao lado só o deixou dormir ao fim da madrugada. Ao acordar, Adoniram soube que aquele homem havia morrido, e tomou um susto ao saber que se tratava de Jacob Eames, um céptico e descrente que ele conhecera na faculdade; e que também abandonara o Evangelho pelos ideais ateístas.

A notícia da morte de Eames atingiu o seu coração como uma flecha. Foi, então, para Plymouth, onde assistiu a dezenas de palestras de pregadores cristãos. Em 1808, decidiu estudar para o ministério e entrou no seminário teológico de Andover. No ano seguinte, fez uma profissão pública de fé na igreja do pai e sentiu o desejo de tornar-se missionário.

Na época, escrevia a Ann, então sua noiva: Em tudo o que faço, pergunto a mim mesmo: Isto agradará ao Senhor? [...] Hoje, tenho sentido grande alegria perante o Seu trono.

Os pais de Judson queriam que ele aceitasse pregar numa igreja de Boston, mas recusou o convite. Tinha o mundo no seu coração. Em Fevereiro de 1810, fundou, com quatro amigos pastores, a Junta Americana de Missões Estrangeiras, ligada à Associação Geral de Ministros Congregacionais de Bradford, em Massachussetts.

Casou-se com Ann em 5 de Fevereiro de 1812, e apenas 12 dias depois, o casal partiu para Calcutá, na Índia, junto com os quatro pastores amigos de Judson. Ann foi a primeira missionária a deixar os EUA. Durante a viagem, dedicaram-se ao estudo das Escrituras. No entanto, ao chegarem a seu destino, a guerra fez com que eles deixassem o país. Como havia uma embarcação pronta para ir a Rangum, na Birmânia, o casal decidiu viajar nela. O percurso não foi fácil. Ann, que estava grávida, adoeceu no navio. Deu à luz o seu primeiro filho, que morreu em seguida. Eles chegaram a Rangum exaustos, em Julho de 1813. Ann, muito adoentada, desembarcou numa padiola. Aquela experiência era um preliminar do que o casal ainda haveria de enfrentar.

Saída da prisão - A experiência na prisão, relatada no início desta biografia, não foi o único problema enfrentado pelo casal Judson na Birmânia. Depois de sair da cadeia - indultado pelo Supremo Tribunal de Justiça do reino birmanês, em Novembro de 1825, viu a segunda filha do casal, Maria, morrer de febre amarela. Em Outubro de 1826, Ann faleceu, também vítima da doença.

Adoniram mudou-se, então, para o interior da Birmânia, onde completaria a tradução do Antigo Testamento para o birmanês, em 1834, no mesmo ano em que se casou pela segunda vez, com Sarah, com quem teve oito filhos. Em 1837, Adoniram concluiu a tradução do Novo Testamento. Em 1845, Sarah faleceu, e ele retornou aos Estados Unidos, 33 anos depois do início da sua viagem à Ásia. Tanto interesse gerado pela sua experiência na Birmânia rendeu a Judson uma plateia inesperada. Grandes multidões corriam para ouvi-lo pregar em solo americano, pois tornara-se numa lenda.

Em Junho de 1846, casou-se pela terceira vez, com a escritora Emily Chubbock, e voltou no ano seguinte para a Birmânia para revisar mais uma vez o dicionário hirmanês-inglês que concluíra em 1826.

Muito doente, Judson foi aconselhado a fazer uma viagem marítima para se recuperar, mas veio a falecer no navio, em 12 de Abril de 1850. Emily morreu quatro anos depois. Mas a frase que ele mais repetia nas suas pregações tornou-se uma realidade: Eu não deixarei a Birmânia até a mensagem da cruz ser plantada aqui para sempre. Palavras proféticas de um verdadeiro herói da fé.

- Marcelo Dutra

Em toda a história, desde o tempo dos apóstolos, são poucos os nomes que nos inspiram tanto a esforçarmo-nos pela obra missionário como os nomes do casal, Ana e Adoniram Judson. Em certa igreja em Malden, subúrbio de Boston, encontra-se uma placa de mármore com a seguinte inscrição:

Memória
Rev. Adoniram Judson
Nasceu: 9 - Agosto - 1788
Morreu: 12 - Abril - 1850
Lugar de se nascimento: Malden
Lugar do seu sepultamento: O mar
Seu monumento: Os Salvos da Birmânia e a Bíblia Birmaneza

O seu histórico: nas Alturas

sábado, 15 de agosto de 2015

Livro: "Entendendo as Religiões não Cristãs" de Josh McDowell & Don Stewart

Editora Candeia

Sinopse
Conhecendo o fundamento, a prática, os rituais das religiões não cristãs, você não será "levado por todo vento de doutrina". Este Manual das Religiões não Cristãs é um dentre os quatro volumes de uma série para referências rápidas. Cada volume oferece aos cristãos um conhecimento prático e uma análise compreensível das seitas modernas e das religiões ocultistas, seculares e não cristãs.

Entendendo as Religiões não Cristãs apresenta a origem, a verdade sobre:

Xintoísmo
Zoroastrismo
Judaísmo
Islamismo
Sikhismo
Hinduísmo
Jainismo
Budismo
Confucionismo
Taoísmo


Entendendo as Religiões não Cristãs lhe proporcionará:
• Um conhecimento mais profundo das principais religiões ndo-crisíãs.
• Preparação para compreender as práticas das religiões não-crisíãs.
• Orientação para estudos mais 'profundos.

• Discernimento entre religiões não-cristãs e o Cristianismo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Livro: "Entendendo as religiões seculares" de Josh McDowell & Don Stewart

Editora Candeia

Este manual das religiões de hoje é um dentre os quatro volumes de uma série para referências rápidas. Cada volume oferece aos cristãos um conhecimento prático e uma análise compreensível das seitas modernas e das religiões ocultistas, seculares e nãp-cristãs. Entendendo as Religiões Seculares revela a verdade sobre:

- Humanismo
- Existencialismo
- Marxismo
- Ateísmo
- Agnosticismo
- Ceticismo

Entendendo as Religiões Seculares também lhe proporcionará: Um conhecimento mais profundo desses “ismos” tão populares. Discernimento entre cada filosofia e o Cristianismo. Preparação para uma conversa com pessoas descrentes da existência de Deus. Orientação para outros estudos individuais. Conheça também, desta mesma série: Entendendo as seitas Entendendo o Oculto


Sobre os autores Josh McDowell formou-se no Wheaton College e recebeu o grau Magna cum Laude no Talbot Theological Seminary. Escreveu vários best-sellers, dentre eles Evidência que Exige um Veredito - vols. 1 e 2, Certo ou Errado, Não: Resposta Positiva e Aprendendo a Amar (todos publicados por esta editora). É preletor da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo e instrutor residente no Centro Julian. Josh e sua esposa, Dottie, têm quatro filhos. Don Stewart graduou-se pelo Seminário Teológico de Talbot e pelo Seminário internacional de Teologia e Direito em Estrasburgo, França. Dentre outras atividades, é pastor da Igreja do Calvário em Costa mesa, Califórnia.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Livro: "Entendendo as Seitas" de Josh McDowell & Don Stewart

Editora Candeia 

Este manual das religiões de hoje é um dentre os quatro volumes de uma série para referências rápidas. Cada volume oferece aos cristãos um conhecimento prático e uma análise compreensível das seitas modernas e das religiões ocultistas, seculares e não-cristãs.

Entendendo as Seitas expõe a verdade sobre:
- Hare Krishna
- Testemunhas de Jeová
- Mormonismo
- Meditação Transcendental
- Teosofia
- Meninos de Deus
- Igreja da Unificação (Rev. Moon)
- O Caminho Internacional
- Ciência Cristã e outras...

Entendendo as Seitas lhe proporcionará: Conhecimento mais profundo sobre a origem das seitas. Preparação para entender os seguidores das seitas. Orientação para estudos mais profundos das seitas. Discernimento entre seitas e Cristianismo. Conheça também, desta mesma série: Entendendo as Religiões Seculares Entendendo o Oculto.


Sobre os autores Josh McDowell formou-se no Wheaton College e recebeu o grau Magna cum Laude no Talbot Theological Seminary. Escreveu vários best-sellers, dentre eles Evidência que Exige um Veredito - vols. 1 e 2, Certo ou Errado, Não: Resposta Positiva e Aprendendo a Amar (todos publicados por esta editora). É preletor da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo e instrutor residente no Centro Julian. Josh e sua esposa, Dottie, têm quatro filhos. Don Stewart graduou-se pelo Seminário Teológico de Talbot e pelo Seminário internacional de Teologia e Direito em Estrasburgo, França. Dentre outras atividades, é pastor da Igreja do Calvário em Costa mesa, Califórnia.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Livro: "Entendendo o Oculto" de Josh McDowell & Don Stewart

Editora Candeia

Este livro representa um esforço para revelar as obras de Satanás e do ocultismo segundo a Palavra inspirada de Deus. Nosso desejo é evitar qualquer sensacionalismo e retratar os fatos com equilíbrio. Nossos objetivos são os seguintes:

1. Ser uma fonte de informações a respeito do que é e do que não é um fenômeno de ocultismo, esclarecendo conceitos errôneos;

2. Fazer com que aqueles que não estão ainda envolvidos com estes fenômenos não o façam;

3. Orientar os envolvidos nestas práticas a abandoná-las e levá-los a aceitar a Jesus Cristo;


4. Dar a conhecer ao crente quem é seu verdadeiro inimigo e os estratagemas satânicos utilizados nesta guerra espiritual.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Livro: "E Se Jesus não tivesse Nascido?" de D.James Kennedy & Jerry Newcombe

Editora Vida

Talvez essa não seja uma pergunta difícil de responder se observarmos os últimos dois mil anos da história humana, graças à amplitude da influência de Jesus Cristo. O carpinteiro de Nazaré que afirmou ser Deus, operou milagres e sinais, curou doentes e ensinou multidões a respeito do amor e da justiça, dividiu a história em antes e depois. Em E se Jesus não tivesse nascido?, D.James Kennedy e Jerry Newcombe afirmam que, se Cristo não tivesse nascido, nosso mundo seria diferente. Para sustentar essa tese, apresentam fatos históricos instigantes, mostrando que uma enorme variedade de conquistas da humanidade, nas mais diversas áreas, jamais teriam ocorrido caso Jesus não tivesse vivido entre nós.

Munidos com informações de teor bíblico e historicamente corretas, os autores apresentam uma análise profunda e abrangente de como a vida de Jesus ajudou a remodelar o mundo para melhor. As respostas vão lhe surpreender e inspirar. E, mais importante, poderão impactar sua vida da mesma forma que impactaram o destino do mundo.

domingo, 9 de agosto de 2015

Jesus contou tudo aos seus discípulos?


Jesus contou tudo aos seus discípulos.
Jo 15:15 - Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.

Algumas coisas Jesus não contou a eles.
Jo 16:12 - Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.

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Descontradizendo:
Se eu chego para um grupo de amigos e digo: "- Olha, estou aqui para dizer a vocês tudo o que meu Pai disse para dizer a vocês. Porém, tem coisas que eu não posso dizer a vocês agora e só poderei dizer mais tarde".

Isto se trata de uma contradição? É óbvio que não!

Vamos unir os dois versículos em um só e ver no que dá:
"Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora".

Ainda assim te parece uma contradição? Acho que não né?

Pois então, se você ler todo o contexto posterior do 15:15 até o 16:12, você verá que se trata do mesmo contexto. Ou seja, Jesus estava falando do mesmo assunto e no versículo de 16:12 fez esta observação. Ele em nenhum momento interrompe o que está dizendo, sai de onde está, e numa conversa diferente diz o que disse. Ele disse tudo dentro de uma única conversa.

Conclusão:
Não há nenhuma contradição!


Pipe

sábado, 8 de agosto de 2015

AS LIMITAÇÕES DO CONHECIMENTO HUMANO

Ruy Carlos de Camargo Vieira

O autor é um dos Editores da Folha Criacionista. Sua formação é na área de Engenharia, e tem-se dedicado há vários anos a assuntos relacionados com Educação e com Filosofia da Ciência.

Introdução
No número 2 da Folha Criacionista foi apresentado um interessante artigo de autoria do Dr. Julio Garrido, na época Diretor do Departamento de Documentação da Universidade Autônoma de Madrí, e que trazia o mesmo título ora escolhido para este artigo, decorridos hoje já mais de 25 anos.

O citado artigo havia sido escolhido para integrar o elenco dos artigos traduzidos então, para aquele segundo número da Folha Criacionista, exatamente devido à sua abrangência e importância para a colocação da correta perspectiva da Ciência, ressaltando o campo da observação direta, e da utilização de instrumentação para a ampliação da capacidade dos sentidos, e os campos das deduções e conjecturas.

Desde então o modelo conceitual apresentado por aquele autor em seu artigo, originalmente publicado no "Creation Research Society Quarterly", volume 6, no 4, de março de 1970, foi utilizado em numerosas ocasiões pela Sociedade Criacionista Brasileira para a exposição do assunto referente às limitações do conhecimento humano, em palestras realizadas em encontros para discussão da controvérsia entre o Evolucionismo e o Criacionismo.

No decorrer desse tempo, foi sendo enriquecida a idéia original do Dr. Júlio Garrido, e neste artigo pretende-se mostrar de maneira sucinta o que resultou da "evolução" do modelo conceitual original, com a incorporação de algumas novas componentes.

Por outro lado, a construção de um modelo material que represente o modelo conceitual da forma como está sendo apresentada aqui, constitui uma tarefa fácil, utilizando-se para isso os dados constantes das Figuras que são referidas e inseridas neste texto.

A utilização desse modelo físico como material instrucional em escolas, e também como ilustração em conferências e encontros criacionistas tem-se mostrado de grande valor, despertando sempre bastante interesse

A Visão Tridimensional do Campo da Ciência
Ao iniciar-se um curso de Física, é introduzida a noção de "grandezas físicas", indispensável para a caracterização dos fenômenos a serem observados e medidos experimentalmente. Em seguida, trata-se da medida dessas grandezas físicas, e de sistemas coerentes de unidades de medida. Aí, para a estruturação dos sistemas de unidades, estabelece-se o conceito de grandezas fundamentais e de grandezas derivadas.

Deixando-se de lado as grandezas térmicas, elétricas e magnéticas, e limitando-se inicialmente somente às grandezas mecânicas, conclui-se que são três as grandezas fundamentais, em função das quais todas as demais podem ser definidas. Apesar de existirem diferentes maneiras de escolher essas grandezas fundamentais, a maneira mais simples e mais objetiva é a utilizada pelos Sistemas Coerentes de Unidades que foram aceitos internacionalmente, e que escolheram como fundamentais as grandezas comprimento, massa e tempo.

Fonte:

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Jesus foi crucificado na véspera da Páscoa ou um dia depois da Páscoa?

Na véspera
João 19:14-16 - Era o dia da preparação da páscoa, e quase à hora sexta. Disse Pilatos ao judeus: Eis o vosso Rei. Mas eles gritaram: Fora! Foras! Crucifica-o! Perguntou-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. Finalmente Pilatos o entregou para ser crucificado.

Um dia depois
Marcos 14:12 - Era a hora terceira quando o crucificaram.

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Descontradizendo:
Josh McDowel e Don Stewart respondem esta:

”Há duas soluções possíveis que têm argumentações de peso.
Primeira solução:

Uma solução concentra-se na expressão “cerca de” na afirmação de João sobre a hora. Ele diz que não era exatamente a sexta hora, mas por volta daquela hora.

A noite era dividida em quatro vigílias, cada uma com três horas (veja Marcos 13:35), e o dia do mesmo modo era dividido em períodos. Baseado nisto, podemos imaginar que a afirmação de Marcos por volta da “terceira hora” significa, simplesmente, que Jesus foi crucificado durante a terceira hora (entre 9 e 12 horas), enquanto a declaração de João de que o julgamento terminou por volta do meio-dia, pode significar antes das doze.

Assim, se a crucificação realizou-se entre 9 e 12 horas, Marcos pode tê-la colocado mais próximo das nove horas, e João mais próximo das 12 horas, não havendo nenhuma discrepância.

“Se a crucificação se deu entre as nove e as doze horas, era bastante natural que um observador se referisse a uma hora mais cedo, enquanto o outro, a uma mais tarde.

A posição do sol no céu era o parâmetro da hora do dia; enquanto era fácil saber se era antes ou depois do meio dia, ou se o sol estava mais ou menos na metade do trajeto entre o zênite e o horizonte, diferenças menores de hora não eram reconhecíveis sem se consultar o relógio de sol, que nem sempre estava à mão” (The Expositor´s Greek New Testament, comentário de João 19:14).

Segunda Solução:
"Outra possibilidade é a de João estar usando um método diferente do de Marcos para contar o tempo. Sabemos como fato comprovado através de Plutarco, Plínio, Aulus Gellius e Macróbios, que os romanos contavam o dia de meia-noite a meia-noite, exatamente como nós fazemos hoje.

Assim, a sexta hora de João seria 6 horas da manhã. Isto faria 6 horas da manhã a hora do último julgamento de Jesus, e de sua sentença, sobrando tempo suficiente para os preparativos da crucificação que em Marcos ocorram às 9 horas da manhã ou depois.

Há uma boa prova de que João usou este método de contagem de tempo. Não é raro nas Escrituras autores usarem métodos diferentes de medida de tempo e determinação de datas.
No Antigo Testamento, os escritores freqüentemente fixavam suas datas importantes pelo sistema de calendário do país onde eles estavam servindo na época. Por exemplo, Jeremias 25:1 e 46:2 e Daniel 1:1 referem-se ao mesmo ano: Jeremias, pelo calendário palestino, e Daniel, pelo babilônico.

Um exemplo no Novo Testamento é João 20:19. A noite do dia em que Jesus ressurgiu da morte é considerada parte deste mesmo dia. Evidentemente João não está contando o dia pelo tempo judeu. De acordo com o sistema judaico de contagem de tempo, a noite em questão seria parte da segunda-feira, para os judeus o primeiro dia da semana, visto que o dia judaico começa com o pôr-do-sol".

Conclusão:
"Este provável fator, juntamente com o já anteriormente mencionado, mostra que o problema destas duas passagens não é impossível de ser solucionado, nem apresenta qualquer dificuldade que não tenha uma explicação razoável".

Portanto, não há nenhuma contradição!

Fonte:
Josh McDowell & Don Stewart; "Respostas Àquelas Perguntas"; editora Candeia; pg.61-63.
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Por Guilherme Born:

Na verdade as duas respostas estão corretas.
João contava as horas de 12 em 12, sendo sexta hora, jesus foi julgado às 6 da manhã. João está relatando os momentos finais do Julgamento e não da crucificação. João utiliza este método de contagem do tempo por estar escrevendo aos gregos. Esse método foi muito utilizado pelos homens citados por Josh Mcdowell.

Marcos utiliza o método judaico de contagem do tempo, como aparece em Marcos 13:35. Por isso ele narra terceira hora. E outra, ele está narrando a crucificação e não o julgamento.
L. Franco

A contradição na verdade é sustentada pelos relatos de "sexta hora" e "terceira hora".

Como poderia Jesus ser julgado na sexta hora e crucificado na terceira? Ou seja, três horas antes?


Eis aí a contradição. Porém como o Pipe explicou, João e Marcos usam de contagem de tempo diferentes. Cada um escreve para uma cultura e povo diferente, portanto, é um pouco óbvio que usariam da contagem de tempo destes povos. Por isso a contradição não persiste.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

20 coisas [ridículas] que é preciso acreditar para ser ateu

1. Acreditar que o universo criou-se a si mesmo. Rejeitando a proposição “Deus criou o universo”, a única alternativa é que as leis que funcionam dentro do universo são também responsáveis pela criação desse mesmo universo.
2. Acreditar que a vida criou-se a si mesma. Essencialmente, é o mesmo que o anterior mas aplicado às formas biológicas. O ateu é forçado a acreditar que, de alguma forma, as “forças naturais” (seja lá o que isso for, dentro do ateísmo) foram capazes de criar o que seres inteligentes como nós temos grandes dificuldades em imitar.
3. Acreditar que essa vida, de alguma forma desconhecida da ciência, conseguiu criar os seus próprios sistemas para ver, respirar, navegar, auto-curar, alimentar, e tudo o mais.
4. Acreditar que essa forma de vida gerou os seus próprios órgãos reprodutores, e que “por acaso”, nas proximidades havia outra forma de vida que tinha órgãos reprodutores compatíveis de forma a que a reprodução sexual começasse a fazer parte da história da vida.
5. Acreditar que formas de vida marinhas “quiseram” ir viver para terra firme, embora estivessem bem adaptadas à vida nos mares
6. Acreditar que durante o processo de se transformar em forma de vida terrestre, os seus órgãos internos e externos foram-se adaptando de forma calculada e simultânea de forma a que essa forma de vida não se tornasse incapaz de nadar mas fosse ainda incapaz de caminhar.
7. Acreditar que, já em terra, essa forma de vida tivesse sido acompanhada pela “esposa” de forma a que ambos pudessem continuar com a linhagem.
8. Acreditar que essa forma de vida se foi transformando de modo a que gerasse animais perfeitamente adaptados à vida em terra, embora tivesse vindo de um ambiente totalmente distinto como a água.
9. Acreditar que, depois do aparecimento dos mamíferos, um deles “sentiu saudades” da vida na água, e evoluiu para algo que deu origem às baleias, golfinhos e outros mamíferos marinhos. Mais uma vez, e sempre de forma aleatória e não direccionada, os órgãos internos e externos tiveram que se modificar de forma coordenada e bem calibrada de forma a que o animal não se tornasse incapaz de viver em terra e nas profundezas marinhas.
10. Acreditar que um réptil evoluiu para um pássaro, embora a mínima modificação da forma de caminhar dos pássaros signifique morte instantânea.
11. Acreditar que os dinossauros viveram há “milhões de anos atrás” embora tenha sido encontrado material orgânico dentro de ossos de dinossauro em bom estado de preservação. Isto contradiz a tese de que eles viveram há milhões de anos.
12. Contradizer-se ao afirmar que, por um lado, os conceitos do “bem” e do “mal” são relativos às sociedades que as promovem, mas que ao mesmo tempo, é absolutamente errado roubar, matar, e ensinar o Criacionismo nas escolas.
13. Afirmar que todo o comportamento humano pode ser explicado segundo a interação das leis naturais na nossa constituição material, mas ao mesmo tempo devemos usar a “razão” (uma entidade não-física) para resolver os problemas morais da existência humana.
14. Defender a tese de que o Cristianismo é mau para a sociedade, embora estudos científicos mostrem que aqueles que subscrevem a visão Bíblica do mundo são, em geral, mais saudáveis,mais otimistas, mais generosos e mais altruístas, e menos propensos a comportamentos auto-destrutivos.
15. Acreditar que se o mundo optasse pelo ateísmo, tudo seria bem melhor, pese embora o fato de o ateísmo ser responsável pela morte de mais de 100 milhões de seres humanos em menos de 70 anos.
16. Acreditar que a ciência é algo que suporta o ateísmo, embora a ciência moderna seja o resultado da visão Bíblica do mundo (1, 2, 3, 4, 5) e o ateísmo nada tenha feito para o avanço da ciência.
17. Acreditar que, se os cristãos quiserem sobreviver neste mundo “científico”, eles vão ter que rejeitar muitas das suas crenças “arcaicas”, pese embora o fato de que igrejas que fizeram isso mesmo estarem a morrer espiritualmente.
18. Aceitar que a homossexualidade é um comportamento natural e não-reversível, embora haja ampla documentação que mostre que o comportamento homossexual, como comportamento auto-destrutivo que é, possa ser alterado.
19. Aceitar que não há problemas nenhum em abortar bebês, pese embora o fato de que mulheres que fazem abortos serem mais susceptíveis de contraírem câncer de mama e serem mais propensas a terem problemas psicológicos.
20. Aceitar a noção de que após a morte, entramos num estado permanente de não existência, apesar de Alguém tenha vindo do mundo dos mortos e tenha dito que há vida para além da sepultura.

"E eu, quando O vi, caí aos Seus Pés, como morto; e Ele pôs sobre mim a Sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o Primeiro e o Último; E o que Vivo e fui Morto, mas eis aqui estou Vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno."
Ap 1.17,18

Além de rejeitar as evidências médicas e científicas que mitigam contra algumas das mais profundas crenças que o ateísmo ensina, há também o fato de o ateu fazer toda a sua existência depender de algo que é refutado por Alguém que tem todo o conhecimento que alguma vez existiu, existe e vai existir:

"Em Quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência."
Cl 2.3


Conclusão: Para ser um "ateu consistente”, é preciso acreditar em coisas inconsistentes.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Pedro perguntou a Jesus onde ele ia?

Sim.
Jo 13:36 - Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes, agora, seguir-me, mas, depois, me seguirás.

Não.
Jo 16:5 - E, agora, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais?

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Descontradizendo:
Não é interessante ver que a aparente "contradição" se encontra dentro do mesmo contexto? Ou seja, Jesus ainda estava falando do mesmo assunto quando disse: "nenhum de vocês me pergunta: ´Para onde vais?`".

Vamos ao contexto:
A primeira vez que a pergunta foi sugerida, Pedro a fez diante do que Jesus estava iniciando a propor. Ou seja, foi logo no início que predizia a sua morte que Pedro confuso lhe pergunta: "Senhor, para onde vais?". Jesus o responde que ”para onde eu vou, vocês não podem seguir-me agora, mas me seguirão mais tarde”. Pedro sem saber para onde Jesus estava indo, diz que “daria a vida dele por Jesus”. É então que Jesus lhe diz que ele o negará três vezes. É então em Jo 14 que ele começa a dizer para onde estava indo:

2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar”.
3 – ”E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”.
28 – ”Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu”.

Jesus diz a eles que estava indo para a casa de seu Pai. E depois no cap.16 diz:
5 – ”E, agora, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais?”

Conclusão:
É como se Jesus dissesse:
“Bom, agora que vocês sabem para onde eu vou e não precisam mais me perguntar: “Para onde vais?”.

Pois leia o texto:
Jo 16:5 - E, agora, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais?"

Ele não está dizendo: "e nenhum de vós me perguntou: Para onde vais?" Ele não está colocando a questão no passado.

Ele está colocando no presente: "e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais?". Ou seja, naquele momento, ninguém mais voltou a perguntar.

Portanto, não há nenhuma contradição!


Pipe