sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O galo cantou antes ou depois da negação de Pedro?


Pedro negou Jesus três vezes antes de o galo cantar:
Mt 26:70, 72 e 74 - Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes... E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem... Então, começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.

Lc 22:57-60 - Porém ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço. E, um pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és também deles. Mas Pedro disse: Homem, não sou. E, passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também este verdadeiramente estava com ele, pois também é galileu. E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo.

Jo 18:17 e 25-27 - Então, a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou. E Simão Pedro estava ali e aquentava-se. Disseram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou e disse: Não sou. E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele? E Pedro negou outra vez, e logo o galo cantou.

O galo cantou depois da primeira negação de Pedro:
Mc 14:67-72 - e, vendo a Pedro, que estava se aquentando, olhou para ele e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou. E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais. Mas ele o negou outra vez. E, pouco depois, os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente, tu és um deles, porque és também galileu. E ele começou a imprecar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. E o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou.

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Descontradizendo:
A questão é simples, Mateus , Lucas e João não relataram que o galo cantaria duas vezes. Apenas Marcos disse que o galo cantaria duas vezes. Observem diante disto o texto:

67 - "e, vendo a Pedro, que estava se aquentando, olhou para ele e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno".
68 - "Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou".

Obs: O galo canta a primeira vez.

69 - "E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais".
70 - "Mas ele o negou outra vez. E, pouco depois, os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente, tu és um deles, porque és também galileu".
71 - "E ele começou a imprecar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais".
72 - "E o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou".

Conclusão:
Não há nenhuma contradição a luz dos dois tópicos. Pois, uma vez que Mateus, Lucas e João não disseram que o galo cantaria duas vezes, é fato que o galo cantou pela segunda vez depois que Pedro negou Cristo três vezes.


Pipe

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O OLHO – ACASO OU PLANEJAMENTO?

H. S. Hamilton

O Autor deste artigo é Mestre em Ciências Médicas, e pode ser contatado por correspondência em seu endereço postal no Canadá: H. S. Hamilton, 1653-140th Street, B. C., Canadá, V4A 4H1.

Resumo
Este artigo destaca alguns dos obstáculos que surgem quando a seleção natural, atuando sobre mutações aleatórias, tenta explicar a origem dos órgãos da visão no quase ilimitado número de criaturas hoje existentes na natureza. Os elementos essenciais na manifestação da visão foram sempre informação e inteligência, e não o acaso.

Introdução
O sentido da visão é uma das mais preciosas faculdades do ser humano, e em grande parte condiciona suas atividades e limitações. O mesmo acontece em todo o reino animal, e de fato determina em grande medida a própria sobrevivência dos animais. É importante, portanto, examinar os órgãos da visão, em busca de respostas a alguns dos questionamentos relacionados com a sua origem e a sua função. No que diz respeito às origens, existem somente duas teorias principais, situadas em extremos opostos: os vários tipos de olhos surgiram mediante alguma espécie de mecanismo evolutivo aleatório, ou eles foram projetados de maneira inteligente para satisfazer as necessidades dos vários organismos em seus respectivos nichos.

Darwinismo básico
O clima geral das ciências biológicas no Século XVIII e no início do Século XIX era de aceitação da criação especial, embora existissem vozes discordantes, que se tornaram mais audíveis com o surgimento das teorias geológicas de Lyell sobre a formação gradual das camadas de rochas sedimentares, em oposição ao catastrofismo e ao Dilúvio universal. Nessa época, Charles Darwin estava formando as suas idéias sobre os processos evolutivos, partindo de suas observações e experiências resultantes de sua viagem ao redor do mundo, durante cinco anos, a bordo do navio da Marinha Inglesa "Beagle", e de suas investigações subseqüentes. Aos poucos foi ele desenvolvendo as bases de sua teoria sobre a sobrevivência do mais apto, para tentar explicar como poderiam surgir criaturas mais complexas a partir de outras mais simples. Este trabalho culminou com a publicação de seu livro "A Origem das Espécies", em 1859, onde definiu ele a seleção natural da maneira seguinte:

Devido a esta luta pela vida, qualquer variação, embora pequena, e procedente de qualquer causa, se for de proveito para um indivíduo de qualquer espécie, em seu relacionamento infinitamente complexo com quaisquer outros seres orgânicos, e com o meio ambiente, tenderá à preservação daquele indivíduo, e será geralmente herdada pela sua descendência. Designei esse princípio, pelo qual é preservada qualquer pequena variação desde que seja útil, pelo termo Seleção Natural. (Darwin, 1979, p. 115).

Em seguida, descreveu ele o funcionamento da seleção natural da seguinte forma:
Pode ser dito que a seleção natural, dia a dia, e hora a hora, está perscrutando, ao redor do mundo, todas as variações, aí incluídas as mais insignificantes, rejeitando as más e preservando as boas, de forma aditiva. De maneira silenciosa e insensível esse trabalho se realiza sempre e onde houver oportunidade, com o aprimoramento de cada ser orgânico relativamente às suas condições de vida orgânica e inorgânica. (Darwin, 1979, p. 133)

Conclusão
Neste breve levantamento foram mencionadas numerosas dificuldades que confrontam as teorias evolutivas com relação ao olho, inexplicáveis pela seleção natural atuando mediante mutações aleatórias.

A seleção natural tem sido chamada de tautológica mesmo por alguns evolucionistas, e embora possa ter certo grau de validade no que diz respeito a variações genéticas de menor grau, ela é totalmente impotente quanto à macroevolução.


Torna-se evidente que os atuais conceitos da evolução orgânica não conseguiram explicar o notável planejamento e a capacidade dos órgãos da visão, desde a sensibilidade luminosa da ameba até a perfeição dos olhos da águia.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Livro: "Os Fatos Sobre o Aborto" de John Ankerberg e John Weldon

Deixe de lado os chavões e as manchetes dos jornais, e a questão do aborto passa a se resumir a uma única pergunta: um feto é meramente uma massa de tecidos, ou se trata de um ser vivo? Este livro examina a questão controvertida do aborto à luz

• das últimas conclusões da ciênca moderna sobre quando começa a vida
• dos argumentos usuais dos movimentos pró-escolha
• dos ensinos das Escrituras sobre o aborto
• dos riscos físicos e emocionais para a mãe
• dos efeitos potenciais do aborto sobre os irmãos e outras pessoas
• do dilema moral do aborto


Os Fatos Sobre o Aborto apresenta as últimas evidências científicas e uma perspectiva bíblica sólida para mulheres em crise, pastores, conselheiros e cristãos interessados.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Jesus ascendeu de Betânia ou do Monte das Oliveiras?


Jesus ascendeu de Betânia:
Lc 24:50-51 - E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.

Jesus ascendeu do Monte das Oliveiras:
At 1:9-12 - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.(...) Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

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Descontradizendo:
Ambos os textos estão falando a mesma coisa.

Segundo a Bíblia de Estudo NVI, Betânia era uma aldeia no Monte das Oliveiras.

A NVI traduz o texto da seguinte maneira:
"Tendo-os levado até as proximidades de Betânia, Jesus ergueu as mãos e os abençoou".

Ou seja, a ascensão não foi dentro da aldeia, e sim nas proximidades da aldeia que estava inserida no Monte das Oliveiras.


Portanto, não há nenhuma contradição!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sacrifício Humano na Bíblia?

Texto:
Jz 11:29-40 – “Então, o Espírito do SENHOR veio sobre Jefté, e atravessou ele por Gileade e Manassés; porque passou até Mispa de Gileade e de Mispa de Gileade passou até aos filhos de Amom. E Jefté fez um voto ao SENHOR e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do SENHOR, e o oferecerei em holocausto. Assim, Jefté passou aos filhos de Amom, a combater contra eles; e o SENHOR os deu na sua mão. E os feriu com grande mortandade, desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim; assim foram subjugados os filhos de Amom diante dos filhos de Israel. Vindo, pois, Jefté a Mispa, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela só, a única; não tinha outro filho nem filha. E aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes e disse: Ah! Filha minha, muito me abateste e és dentre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao SENHOR e não tornarei atrás. E ela lhe disse: Pai meu, abriste tu a tua boca ao SENHOR; faze de mim como saiu da tua boca, pois o SENHOR te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom. Disse mais a seu pai: Faze-me isto: deixa-me por dois meses que vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras. E disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses. Então, foi-se ela com as suas companheiras e chorou a sua virgindade pelos montes. E sucedeu que, ao fim de dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o seu voto que tinha feito; e ela não conheceu varão. E daqui veio o costume em Israel, que as filhas de Israel iam de ano em ano a lamentar a filha de Jefté, o gileadita, por quatro dias no ano”.

sábado, 3 de outubro de 2015

A ciência vai matar Deus?

Este é o título estampado em letras garrafais vermelhas sobre fundo preto na capa da última edição da revista Época (13/11). Mais sensacionalista impossível. Mais vendedor, difícil (eu mesmo comprei um exemplar, quando vinha de São Paulo para Tatuí, sábado à noite). Mas a matéria até me trouxe certa surpresa, pelo fato de, em certos momentos, apresentar argumentos contra o ateísmo militante, que é o foco da reportagem de Alexandre Mansur e Luciana Vicária.

A matéria intitulada “A igreja dos novos ateus” trata da cruzada de um grupo de cientistas contra a fé e a influência de Deus na vida moderna – o maior objetivo desse pessoal é fazer os agnósticos, gente que alimenta dúvidas sobre Deus, assumir o ateísmo. Isso é que é proselitismo!

“Os novos ateus condenam não apenas a crença em Deus, mas também o respeito pela crença em Deus. Segundo eles, a religião não está apenas errada. Ela é perversa.” Esse acesso de sentimento antidemocrático e intolerante é também fortemente falto de memória. Há ateus que argumentam que a religião foi responsável pela morte de muitas pessoas, como ocorreu de fato nos tempos da Inquisição católica. No entanto, é bom destacar que enquanto os tribunais do “Santo” Ofício levaram à morte cerca de três mil pessoas, ideologias materialistas promovidas por Hitler, Stalin, Pol Pot e outros foram responsáveis pelo extermínio de mais de 100 milhões.

De acordo com a Associação Americana dos Livreiros, em 2005 as obras que se enquadram na categoria “céticos e ateus” registraram o maior crescimento da História e o segundo maior entre os gêneros catalogados. Grande impulso a essa avalanche atéia tem sido dado por três autores em especial: o zoólogo Richard Dawkins (aquele que se recusa a debater com criacionistas), o neurocientista Sam Harris e o filósofo Daniel Dennett. Segundo Época, cientistas como eles comparam os ateus de hoje aos homossexuais na década de 70. “Havia muitos, mas eles não ‘saíam do armário’, por medo do preconceito.”

Que bom que Época menciona o preconceito, assim se pode recordar outra ação discriminatória ocorrida em 1990. Naquele ano, a revista Scientific American pediu a um divulgador científico, Forrest Mims, que escrevesse vários artigos para a coluna “Cientista amador”. A “Cientista amador” trata de tópicos tais como medição do comprimento de raios de tempestade, construção de observatórios solares portáteis e fabricação de sismômetros caseiros para registrar movimentos telúricos – projetos divertidos para pessoas que têm a ciência como hobby. O acordo foi que, se editores e leitores gostassem dos artigos, Mims seria contratado como colaborador permanente. Os artigos experimentais foram um sucesso. Mas quando foi a Nova Iorque para uma entrevista final, perguntaram a Mims se ele acreditava na evolução. Ele respondeu que não. Acreditava mesmo era na explicação bíblica da Criação. Resultado: a revista desistiu de contratá-lo. (Cf. A Caixa Preta de Darwin, editora Jorge Zahar.)

De quem é o preconceito? Sei de muitos pesquisadores criacionistas ou que defendem veladamente a teoria do design inteligente que preferem permanecer “no armário” para não perder o emprego ou bolsas de pesquisa.

A matéria de Época aponta outro dado que, a princípio, parece promissor para os que crêem, mas que, na verdade, é preocupante: o ateísmo militante está em retrocesso – apesar dos esforços de Dawkins et al –, mas a indiferença religiosa e a ausência de Deus na vida privada estão em crescimento, o que me faz lembrar das palavras de Jesus Cristo, proferidas há quase 2 mil anos: “Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8)


Alguns entrevistados dão seu parecer descrente sobre questões como a morte. É o caso da dentista paulista Simone Bogis, de 41 anos, que diz ter perdido a fé há quatro anos. “Quando o avô [do meu filho] morreu, muitos familiares disseram que tinha ido para o céu”, afirma. “Eu não brigo se meu filho acreditar nisso, mas preferi dizer a ele que o corpo do avô foi comido por bactérias, virou pó e que eles nunca mais se verão. Meu filho não pode ser privado da realidade”, diz.

Realidade? Como ela sabe disso? Lembre-se: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (I Coríntios 15:19).

Mais à frente, o texto afirma que a teoria darwinista “foi criticada pelos religiosos desde o início, por tirar do homem o status de ‘criado à imagem e semelhança’ de Deus, ‘rebaixando-o’ a um macaco aperfeiçoado. Nos últimos 150 anos, foi comprovada [quando?] e aprimorada. Pesquisas genéticas recentes revelam que 98,5% do DNA humano é igual ao do chimpanzé”.

Aqui Época presta um desserviço ao leitor mal informado. Pesquisas recentes, na verdade, provaram outra coisa. Artigo publicado por Mike Gene afirma que “a capacidade de ‘grudar’ dos neurônios humanos pode ter sido um fator importante porque o cérebro humano evoluiu [sic] além dos cérebros de nossos parentes [sic] primatas. Numa pesquisa comparando os genomas de humanos, chimpanzés, ratos e outros vertebrados, pesquisadores no U.S. Department of Energy’s Lawrence Berkeley National Laboratory (Berkeley Lab) e Joint Genome Institute (JGI) descobriram alto grau de diferenças genéticas incomum nas seqüências de DNA que parecem regular os genes envolvidos nas moléculas de adesão de células nervosas. A adesão celular controla muitos aspectos do desenvolvimento do cérebro, inclusive o crescimento e a estrutura, e capacita os neurônios a se conectarem com outros neurônios e proteínas apoiadoras. As diferenças nas conexões moleculares de neurônios humanos comparadas aos neurônios dos chimpanzés, ratos e outros animais, poderia ajudar a explicar por que o cérebro humano é capaz de muito mais funções cognitivas complexas.”

Num artigo publicado na edição de 3 de novembro da revista Science, Edward Rubin, diretor dos dois institutos – JGI e o Laboratório da Divisão de Genômica de Berkeley –, afirma que “uma das maiores questões em genética é quais são as seqüências de DNA nos humanos responsáveis pelas capacidades que nos distinguem do resto do reino animal”.

Bem, “então como é que fica a tal de 98,5% de semelhança entre os genomas humanos e de chimpanzés, quando o cérebro humano é capaz de capacidades cognitivas muito mais complexas?”, pergunta Enézio de Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente. Ele diz que essa informação é“muito propalada, mas muito mal explicada cientificamente para os leigos. A menos que uma ideologia esteja imbricada nos relatos das descobertas científicas. Se for assim, não temos mais ciência qua ciência, mas naturalismo filosófico travestido de ciência. No planeta dos macacos, o homem ainda é superior! Afinal de contas, somos a única espécie a ponderar sobre a origem e evolução do Universo e das espécies.”

O texto principal da Época termina mostrando um fato irônico e interessante: “O biólogo inglês Francis Crick, que descobriu a estrutura do DNA, parecia crer que o fim das religiões seria iminente. Tanto que, em 1963, ofereceu 100 libras na Universidade de Cambridge para um concurso de ensaios. O tema: ‘O que fazer com as capelas do campus?’ O vencedor sugeria que fossem transformadas em piscinas. A resposta dos capelães foi criar outro concurso com o tema: ‘O que fazer com o Dr. Crick?’ O biólogo morreu em 2004, a tempo de ver completado o seqüenciamento do genoma humano. Mas as capelas do campus continuam lá. E Francis Collins, o cientista que coordenou o Projeto Genoma, é um dos maiores defensores da fé.”

No entanto, para mim, o que mais valeu a pena na matéria foram as “questões dos ateus” e o box com a opinião de Marcelo Cavallari. As questões são: (1) Deus existe? (2) Qual a origem da fé? (3) Como seria o mundo sem religião? Alguns comentários da reportagem:

“Os religiosos – inclusive vários cientistas – lembram que não seria possível pretender que a ciência, limitada a observar fenômenos materiais, fosse o instrumento adequado para avaliar a existência de Deus.” Fazer isso é como querer medir estrelas com fita métrica.

“Segundo Dennett, a fé cresceu e se transformou em religião porque seria útil ao homem. Por causa dela, a humanidade teria conseguido enfrentar doenças, criar colaboração e estruturar a própria sociedade.” Ah, ta... Então a religião também é resultado de um processo evolutivo. Mas eu gostaria de saber em que momento um amontoado de moléculas sem sentimentos desenvolveu o senso moral e a intuição espiritual. De onde vêm a consciência e a moral?

Época prossegue, questionando: “Outro complicador é a falta de experimentos práticos para confirmar as teses. Como provar que as religiões tradicionais eram úteis às tribos? Além disso, os cientistas sabem pouco sobre a origem e a difusão das religiões antes do advento da escrita. ... Os ossos e sítios arqueológicos não dizem muito. A história natural da religião proposta por Dennett e Dawkins também exige ainda uma dose de fé.” Entre a fé deles e a minha, fico com a minha.

Finalmente, o texto de Cavallari – “O provincianismo neo-ateu” –, na página 97 da revista, termina de forma perfeita. Nota dez para ele!

“Dawkins e Dennett descartam atabalhoadamente as provas medievais da existência de Deus sob o argumento de que não são aceitáveis como provas científicas. É claro que não. São provas metafísicas. Foram descartadas por causa de filósofos, como Hume e Kant, que o fizeram ao preço de estabelecer limites estreitos para a razão humana. Dawkins, Dennett e os neo-ateus querem o melhor de dois mundos: reivindicam para a ciência uma capacidade quase ilimitada da razão humana. Para a religião, admitem no máximo o papel de uma consoladora ilusão para o vulgo.

“Se os neo-ateus são sérios em sua tentativa de tirar a religião do cenário, vão precisar discutir mais a fundo, mais informadamente e com menos provincianismo. Há muito mais entre o céu e a terra que o limitado método científico pode tomar consideração.”

Voltaire e Nietzsche já tentaram matar Deus. Lembra? Mas os dois morreram e Deus está aí. O que faz Dawkins, Dennett e outros acharem que terão êxito? Só pode ser a arrogância de um ser que se comporta como o vaso recém-saído das mãos do oleiro e que nega a existência de seu artífice, conforme a comparação de Isaías (29:16).

Michelson Borges

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Jesus julgará as pessoas?


Jesus julgará todos.
Jo 5:22 - E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo,

Jo 5:27 - E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem.

II Co 5:10 - Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.

Jesus não julgará ninguém.
Jo 8:15 - Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo.

Jo 12:47 - E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
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Descontradizendo:
Os textos tem duas implicações: Presente e futuro.

Os primeiros textos usados pela BDC estão corretos no que diz respeito ao tempo usado (futuro). Eles realmente estão dizendo que Jesus julgará na Parousia toda a humanidade:

Jo 5:22 - "E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo,"

Jo 5:27 - "E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem".

Sabe por que eu afirmo que isto está no futuro e não no presente do escrito? Leiam o restante do contexto:
28 - "Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz".
29 - "E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação".
30 - "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou".

Jesus está literalmente falando que o juízo que lhe foi confiado somente será manifesto na sua plenitude na Parousia. Ele está dizendo que enquanto este dia não chegar, ele ainda não estava exercendo este juízo e sim disposto a perdoar os nossos pecados. Porém, quando a ressurreição dos mortos chegar, aí sim, Ele julgará todos os mortos.

É com isto em mente que Paulo afirma:
II Co 5:10 - "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal".
Maranata!

Agora vamos ao tempo dos versículos que a BDC usa para dizer que: Jesus não julgará ninguém.

Jo 8:15-16 - "Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se, na verdade, julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai, que me enviou".
A palavra “julgo” está no tempo presente e não no futuro. Jesus não disse que não julgará ninguém. Ele disse não julgo, ou seja, no presente não julga, mas o próprio autor (João) é quem relata que Ele afirma que no dia do juízo, Ele exercerá o juízo que lhe foi delegado pelo Pai.

Jo 12:47 - "E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo".
Outra vez o texto está se referindo ao presente. A primeira vez que Jesus veio a este mundo, Ele não veio para julgar. Porém, na segunda vez que vier a este mundo, virá para julgar.

Observe o que diz o próximo versículo de Jo 12:
48 - "Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último Dia".
Quando será o juízo? No último dia!

Conclusão:

Não há nenhuma contradição!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Como Jesus respondeu quando questionado pelo sumo sacerdote?


Ele não respondeu diretamente.
Mt 26:
63-64 - E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.

Ele respondeu diretamente dizendo, "Eu o sou".
Mc 14:62 - E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.

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Descontradizendo:
Mt 26:63-64 - "E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu".

A Chave linguistica do Novo Testamento Grego de Fritz Rienecker & Cleon Rogers pela editora Vida Nova pg.64, diz o seguinte a respeito da frase: "Tu o disseste".

"A frase é afirmativa no seu conteúdo",... em outras palavras, "realmente", "sim, Eu sou".

É tão fato que a resposta de Jesus foi afirmativa, ou seja, Jesus disse em outras palavras: "Sim eu sou, é exatamente isto que você acabou de dizer. Eu concordo que sou o Cristo", pelo restante do contexto:

65 - "Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia".
66 - "Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte".
67 - "Então, cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam,"
68 - "dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?"

Eles começaram a espancá-lo justamente porque ele disse: "Eu sou o Cristo".

Jesus se recusa a responder a primeira pergunta no vs.62:
"E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?"

Ele responde com o silêncio no vs.63:
"E Jesus, porém, guardava silêncio".

É na segunda pergunta na parte b do vs.63, que o sumo sacerdote o obriga em nome de Deus a responder com a verdade:
"E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus".

Nesse momento, Jesus não pode mais responder com o silêncio. Ele é obrigado a responder com a verdade. Ele é juridicamente obrigado a responder com palavras e não omitir mais o fato de ser ou não o Cristo.

Por isso, Ele responde "Tu o disseste", ou seja, “Eu SOU”

Conclusão:

Não há nenhuma contradição!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A quem Jesus fez o primeiro aparecimento após a sua ressurreição?


Maria Madalena e outra Maria.
Mt 28:1 - E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

Mt 28:9 - E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram.

Maria Madalena.
Mc 16:9 - E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.

Jo 20:11-14 - E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.

Cleopas e um outro.
Lc 24:
13 - E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
14 - E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.
15 - E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles.
16 - Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.
17 - E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes?
18 - E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?
19 - E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;
20 - e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram.
21 - E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.
22 - É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro;
23 - e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.
24 - E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram.
25 - E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!
26 - Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?
27 - E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
28 - E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.
29 - E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
30 - E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu.
31 - Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
                                 
Cefas
I Co 15:4-5 - e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze.
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Descontradizendo 1 Co 15:4-5:
"e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze".
Aonde diz neste texto que Jesus apareceu primeiro para Pedro?


Descontradizendo Lc 24:13-31:
Lucas omite de sua narrativa o encontro das mulheres com Jesus antes de divulgar o ocorrido aos discípulos. Ele narra apenas a conversa delas com os anjos e logo em seguida que estas foram dizer aos apóstolos o que havia acontecido.

Porém, mesmo assim, o texto não diz que Jesus apareceu primeiro a Cleopas e ao seu companheiro. Jesus no mesmo dia apareceu para as mulheres e para eles dois.

Mas, ao que tudo indica a luz dos outros textos, parece-me implícito, que Jesus apareceu de fato primeiro para as duas Maria (conforme Mc 16:12).

O texto diz que Jesus depois de ressurreto apareceu para Pedro, e não que apareceu primeiro para Pedro.


Descontradizendo Mc 16:9 & Jo 20:11-14:
Mc 16:9 – ”E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios”.

Jo 20:11-14 – ”E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus”.

Os dois textos não estão dizendo que Jesus apareceu somente a Maria Madalena. Mas, que apareceu primeiramente a ela. Marcos e João omitem de sua narrativa o nome de Joana e Maria, mãe de Tiago (conf.Lc 24:10). Isto pode se tratar apenas de um reducionismo do todo do que aconteceu de fato. Por razões que desconhecemos, os dois omitem as outras duas mulheres.

Porém, o termo ”primeiramente”, não significa unicamente. Eu posso muito bem narrar uma história de um ponto de vista reducionista, dizendo que algo ocorreu primeiramente com alguém, sem que isto implique em que apenas aquela pessoa estava envolvida. Neste caso, eu posso muito bem omitir outros nomes e isto não significa que não haviam mais pessoas no ocorrido.


Descontradizendo Mt 28:1 & 9:
Mt 28:1 – E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro”.

Mt 28:9 – E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram”.

Mateus é mais um exemplo de reducionismo. Pois, ele também omite o nome de Joana (Lc 24:10) e informa apenas os nomes de Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago.


Conclusão:
Em vista das narrativas apresentadas, o fato é que Jesus apareceu depois da ressurreição:
1. Para Maria madalena; Maria, mãe de Tiago e Joana.
2. Cleopas e seu companheiro.
3. Para Pedro e os outros apóstolos.

Portanto, não há nenhuma contradição!


Pipe