domingo, 17 de janeiro de 2016

Daniel 9:1 é um erro histórico?

Proposta cética:
"Xerxes - ou Assuero, se preferir - (486-464 a.C.), nome helenizado de Khchayachan era filho de Dario.

Portanto, Daniel 9:1 diz que Dario, o medo, era filho de Xerxes está historicamente ERRADO.

Xerxes foi pai de Artaxerxes, não de Dario, como pretende o Livro de Daniel.

Fontes: Heródoto e Beroso (historiador babilônico), os mais respeitados historiadores da época."

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Refutando:
Vamos a algumas questões:
1. Daniel do capítulo 1 à 4 está inserido no reinado de Nabucodonossor (605-562 a.C.);

2. Daniel 5 trata do reinado de Belsazar (555-539 a.C.);

3. Daniel 5:31 em diante fala do reinado de Dario, o medo (Dn 5:31) (539 a.C.);

Obs1: Dario e Ciro (Ciro II) reinaram juntos (Dn 6:28). Dario ficou reinando sobre o império babilônico conquistado enquanto Ciro continuava suas conquistas.

Obs2: Ciro II reinou na Persa de 559 à 529 a.C.

4. Daniel 7 e 8 volta a falar do contexto do reinado de Belsazar (Ponto 2).

5. Daniel 9 parece denotar que o Dario, filho de Xerxes que está se referindo é o mesmo que assumiu o governo da Babilônia no cap.5:31 e no cap.10:1 ele usa Ciro II (rei da Pérsia) como referência. Como os dois reinaram juntos, se trata do mesmo momento histórico.

Belsazar:
"Belsazar, em acadiano Bel-sarra-usur, era o filho primogénito do Rei Nabonido - o último rei do Império Neo-babilónico. Foi co-regente com seu pai na parte final do seu reinado. Quando Nabonido estava no Líbano convalescendo de uma doença, pouco antes de iniciar uma campanha no ocidente da Arábia, chamou Belsazar e "lhe confiou o reino", ou seja, a co-regência. Desde então Belsazar governou a partir da Babilônia como co-regente, enquanto o Rei Nabonido residia em Tema.

Visto que Belsazar tinha efetivamente o "reinado", o relato do profeta judeu Daniel não errou em chamar "rei" a Belsazar, contrariando o que alguns críticos então pensavam. Segundo o historiador Herodoto, foi Ciro II quem derrotou o Rei Nabonido. Por sua vez, o livro bíblico de Daniel afirma que Belsazar foi o último rei. A dúvida devia-se ao fato de que Nabonido sempre aparecia historicamente como o último Rei de Babilônia antes da conquista de Ciro II. Além disso, quando ficou sabendo do significado da visão naquela mesma noite, Belsazar ofereceu a Daniel como recompensa a posição de 3.º governante do reino. (Daniel 5:29)... Rembrandts Rei Belsazar e a Escrita Misteriosa na parede foi "durante o 3.º ano de Belsazar" como co-regente, que o profeta Daniel foi chamado ao palácio real para decifrar a Escrita Misteriosa. (Daniel 8:1) Com base nisto, a duração do seu governo terá sido de cerca de 3 anos. Na madrugada de 5 de Outubro de 539 a.C., a cidade de Babilônia foi ocupada sem batalha pelos exércitos de Ciro II e Belsazar executado na mesma noite. Dario, o Medo, chefe militar de Ciro é nomeado co-regente e reina em Babilônia. (Daniel 9:1)

Dario, o medo:
"Dario, o Medo, chefe militar de Ciro II que chefiou a conquista da cidade de Babilônia, em 539 a.C.. No livro bíblico de Daniel 9:1, é chamado filho de Assuero (na LXX, é vertido por Xerxes), da descendência real dos medos. Isso sugere que Assuero ou Xerxes, seja um nome título oficial usado pelos reis medos e persas. Não confundir com Dario I ou Xerxes I. Não era Cambises, o filho de Ciro II... Foi nomeado co-regente por Ciro II e reinou em Babilônia. É chamado de "rei" no livro bíblico de Daniel. Nessa ocasião tinha 62 anos. Nomeou 120 governadores e sub-governadores (são chamados de "sátrapas" em sentido lato) no Distrito de Babilônia, sobre eles nomeou 3 altos funcionários, dos quais o profeta Daniel era um. (Daniel 5:30,31; 6:1-3; 9:1; 6:28) No Cilindro de Ciro, o personagem bíblico Dario, o Medo, (Dario, em aram. é weDhoryáwesh; em gr. Dareíos; em lat. Daríus) é chamado de Gobrias.


Artaxerxes I:
"Artaxerxes I Longímano foi um Rei da Pérsia. Ela era filho de Xerxes I, e foi sucedido por seu filho Xerxes II. Após o assassinato de Xerxes I em 465 a.C. assumiu o trono persa Artaxerxes I que governaria até 424 a.C.

Conclusão:
Portanto, quando Daniel 9:1 diz que Dario, o medo, era filho de Assuero (Xerxes) está historicamente CORRETO segundo a tradução da Septuaginta (300-100 a.C) que denomina Assuero de Xerxes. Logo, Artaxerxes foi filho de Dario I (Xerxes I) e não de Assuero (Xerxes).

Portanto, Daniel está 100% corretíssimo historicamente falando.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O centurião pediu a Jesus para ajudar seu criado?


Sim, ele lhe pediu diretamente.
Mt 8:5-9 - E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente atormentado. E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde. E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará, pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz.

Não, ele mandou outros pedirem.
Lc 7:1-7 - E, depois de concluir todos esses discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um certo centurião, a quem este muito estimava, estava doente e moribundo. E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isso. Porque ama a nossa nação e ele mesmo nos edificou a sinagoga. E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; e, por isso, nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.
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Descontradizendo:
Norman Geisler & Thomas Howe respondem:
"Tanto Mateus como Lucas estão corretos. No século I entendia-se que, quando um representante era enviado para falar por seu Senhor, era como se o senhor estivesse falando pessoalmente. Mesmo em nossos dias ainda é assim. Quando um ministro de Estado encontra-se com representantes de outros países, ele vai em nome do presidente do país. Em outras palavras, o que o ministro diz é como se tivesse sido dito pelo presidente. Portanto, Mateus afirma que um centurião foi implorar em favor de seu servo enfermo, quando de fato ele enviou Outros em seu nome. Assim, quando Mateus declara que o centurião estava falando, isso era verdade, muito embora ele estivesse falando por intermédio de seus representantes oficiais (como Lucas esclarece)".
Fonte: "Manual Popular de Dúvidas e "Contradições" da Bíblia"; ed. Mundo Cristão; pg.343.

R. V. G. Tasker em seu comentário de Mateus pela ed. Mundo Cristão, pg.71, diz que Santo Agostinho dizia o mesmo em seu comentário das duas passagens.

Gleason Archer nos dá uma proposta diferente:
"Lc 7:2... Pelo contexto, vemos que o servo era muito querido de seu senhor. Isso estabelece o fato de que o sujeito do verbo, na oração seguinte, é necessariamente o centurião também. Em outras palavras, quando o vs.3 começa, dizendo: "Ele ouviu falar de Jesus e enviou-lhe alguns líderes religiosos dos judeus, pedindo-lhe que fosse curaro seu servo", fica evidente ter Lucas afirmado que não foi o servo quem se dirigiu a Jesus pessoalmente, e sim o seu senhor. O antecedente mais próximo e lógico do particípio "Akousas" (ouviu falar) e de "Apesteilen" ("enviou") é "autõ ("a quem [o centurião muito estimava]"). Portanto, os dois relatos coadunam-se entre si com perfeição".

Fonte: "Enciclopédia de Temas Bíblicos"; ed.Vida; pg.271-272.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Data Recente da Radiação de Fundo Apóia a criação


Data Recente da Radiação de Fundo Apóia Cosmologias Criacionistas
Em 1965, Arno Penzia e Robert Wilson descobriram a radiação de fundo (Cosmic Microwave Background – CMB como é conhecida), com uma variação de intensidade menor que 10% em todas as direções.

Medições desta radiação foram feitas pelos satélites COBE (COsmic Background Explorer – lançado em 1989) e WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropic Probe – lançado em 2001).

Medições mais precisas foram realizadas através de um telescópio de microondas a 38km de altitude sobre a Antartica, chamado BOOMERanG (Balloon Observation Of Millimetric Extragalatic Radiation ANd Geomagnetics – lançado em 2003).

A energia da CMB pode ser descrita em termos de temperatura de um corpo negro.
Estudos que se iniciaram na década de 70, mostram uma temperatura equivalente de 2,73K.
Uma das descobertas recentes mais interessante é que a CMB parece indicar um plano de referência preferencial, o que não é inconsistente com o princípio da relatividade (o princípio da relatividade diz não haver um plano de referência preferencial no sentido de como as leis da física atuam).

Um observador num plano de referência inerte não seria capaz de distinguir nenhuma evidência sobre o seu movimento exceto se compará-lo com um plano de referência preferencial.

As maiores diferenças de temperatura observadas (anisotropia da radiação de fundo) estão relacionadas com o movimento da Terra em relação a este plano de referência preferencial, que age como um observador em movimento acoplado.

Este movimento foi medido como uma velocidade de 370 km/s em direção a Leo, e o da nossa galáxia a cerca de 600 km/s com respeito a este plano de referência. Estas observações são consistentes com os modelos relativísticos criacionistas de Humphreys e Gentry, os quais explicam o estado atual do universo dentro de um quadro de tempo criacionista.

Todavia, estas observações são inconsistentes com toda a cosmologia do big bang.
Por exemplo, nas cosmologias criacionistas a distribuição de matéria é proposta como limitada, ao passo que o espaço pode ou não estar limitado.

O próprio desvio da luz para o vermelho, também, pode mostrar que nós estamos num plano de referência preferencial.

Uma das implicações desta descoberta é que o universo pode ter um centro (devido a polariazação da radiação de fundo).

Fonte:

http://www.universocriacionista.com.br/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

É heterofobia considerar homofóbica a afirmação de pecaminosidade da prática homossexual

Há quase vinte anos o bispo da Diocese Anglicana de Newark, nos Estados Unidos, ordenou o primeiro homossexual assumido desta importante vertente do cristianismo. Catorze anos depois, o bispo da Diocese de New Westminster, no Canadá, autorizou, em sua área, a cerimônia religiosa para uniões do mesmo sexo. No mesmo ano, em 2003, a Convenção da Igreja Episcopal dos Estados Unidos elegeu e consagrou o primeiro bispo declaradamente gay da Comunhão Anglicana. 


Apesar de tudo isso, a denominação e a grande maioria de suas dioceses são oficialmente contrárias à prática homossexual. Para contar a história e a luta para preservar o compromisso ético cristão da heterossexualidade, o bispo brasileiro Robinson Cavalcanti, da Diocese de Recife, acaba de publicarReforçando as Trincheiras — análise da problemática do homossexualismo à luz do cristianismo histórico (Vida, 2007).

Robinson é categórico:

“[A normatividade heterossexual e a condenação das práticas homossexuais e a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo] são pontos centrais, inquestionáveis e inegociáveis da ética cristã, a começar da ordem da criação, da anatomia humana, da fisiologia da reprodução e, acima de tudo, da revelação de um Deus santo e todo-poderoso, a quem devemos respeitar em humilde obediência e cujo amor nos conduz à consciência do pecado e à busca da novidade de vida” (p. 55).

Todavia, o bispo brasileiro afirma também que “não apoiar a pessoa de inclinação homossexual para que vença a sua tentação ou discriminá-la agressivamente (homofobia) são pecados de falta de amor” (p. 74).

Fonte: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/310/e-heterofobia-considerar-homofobica-a-afirmacao-de-pecaminosidade-da-pratica-homossexual

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Jesus foi tocado antes da sua ascensão?

 
Jesus não deixou as pessoas o tocarem antes da sua ascensão.
Jo 20:17 - Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

Jesus permitiu as pessoas o tocarem antes da sua ascensão.
Mt 28:9 - E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram.

Lc 24:39 - Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.

Jo 20:26-27 - E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.

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Por Guilherme Born:

Caros Leitores... pra vocês.. o que significa "Não me detenhas???"

Por acaso significa "não me toque"? Não encoste em mim???

Detenhas vem do verbo "deter", que significa impedir, não deixar continuar... Isso é a mesma coisa que não me toque?

Vamos modificar o texto pra melhorar o sentido:
Jo 20:17 - Disse-lhe Jesus: Não me impeça, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

Por que Jesus disse para não impedi-lo? Porque os discípulos não queriam que ele fosse embora.
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Por Pipe:
A NVI traduz Jo 20:17:
"Jesus disse: "Não me segure, pois ainda não voltei para o Pai...".

Portanto, confirmando o que o Born disse.


Não há contradição!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Informação, Ciência e Biologia


Energia e matéria são consideradas quantidades universais. Contudo, o conceito de informação tem se tornado tão fundamental e abrangente, que justifica a sua colocação como a terceira quantidade fundamental. Uma das características intrínsicas da vida é informação. Uma análise rigorosa das características da informação demonstra que formas de vida intrinsicamente refletem uma origem volitiva (criação com design intencional). Informação como estudo estatístico
Claude E. Shannon foi o primeiro a produzir uma definição matemática para o conceito de informação em 1948. Através da sua definição, informação tornou-se a avaliação da probabilidade de um evento não ocorrer. Se os símbolos individuais de uma longa seqüência de símbolos não possuem uma probabilidade similar (como as letras deste texto), então o interesse se volta para o conteúdo médio de informação de cada símbolo, tanto na seqüência em que ele aparece quanto no valor médio a ele atribuido sobre toda a linguagem. Como exemplo, tomemos alguns sistemas conhecidos e o valor médio atribuido aos símbolos por eles utilizados.
No sistema binário: 1 bit/dígito
No sistema decimal: 3,32 bits/dígito
Na molécula do DNA: 2 bits/nucleotídeo
A maior densidade de informação conhecida até o presente momento encontra-se na molécula do DNA.
Este sistema químico de armazenamento possui um diâmetro de 2 nanômetros por 3,4 nanômetros para uma volta completa da espiral, dando o equivalente a 10,68 x 10-21 cm3 por volta.
Cada volta possui 10 letras químicas (nucleotídeos), resultando numa densidade volumétrica de informação da ordem de 0,94 x 1021 letras/cm3. Sendo que o alfabeto genético é composto de apenas 4 letras (A – adenina, T – timina, G – guanina e C – citosina), o conteúdo da informação de cada letra é de 2 bits/nucleotídeo. Portanto, a densidade estatística da informação é da ordem de 1,88 x 1021 bits/cm3.
Quanto o sistema de armazenamento de informação do DNA é comparado com os sistemas de memória dos computadores atuais (DDR, SDRAM e DRAM), ele ultrapassa em dezenas de trilhões de vezes a capacidade destes outros sistemas. E isto por três razões:
1. O DNA utiliza um tecnologia de armazenamento volumétrico genuíno, enquanto que as tecnologias utilizadas nos chips de computadores utiliza um sistema orientado por área (orientação em duas dimensões, mesmo utilizando várias camadas).
2. O DNA utiliza uma única molécula para representar uma unidade de informação.
3. Nos circuitos dos computadores dois estados apenas são possíveis (ligado/desligado), portanto dois símbolos (binário: 0 e 1). No DNA, quatro símbolos químicos são utilizados. Isto permite um sistema de codificação quaternária, com um dos estados representados por 2 bits.
Tem sido calculado que todo o conhecimento quardado nas bibliotecas de todo o mundo é da ordem de 1018 bits. Se fosse possível armazenar toda esta informação em moléculas de DNA, apenas 1% do volume da cabeça de um alfinete seria utilizado para guardar tal volume de informação!
A vida nos confronta com uma variedade excepcional de formas. Em toda a sua simplicidade, mesmo um organismo unicelular possui complexidade e intencionalidade extremamente superior a qualquer produto inventado pelo homem.
Embora matéria e energia sejam propriedades fundamentais da vida, elas, por si só, não servem para diferenciar entre sistemas vivos e inanimados.
Uma das características principais de todos os organismos vivos é a informação neles contida, informação utilizada para todos os processos operacionais. O corpo humano, sem dúvida, é o mais complexo sistema de processamento de informação que existe. O volume de processamento diário é da ordem de 1024 bits!
O conceito de informação:
1. Informação é uma quantidade mental e não material
2. Não existe informação sem um código
3. Não existe um código sem que haja um acôrdo no uso dos símbolos
4. Não existe informação em processos puramente estatísticos
5. Não existe informação sem que haja um transmissor da mesma
6. Não existe um seqüência de informação sem uma origem mental
7. Não existe informação sem uma fonte mental inicial
8. Não existe informação sem volição
Vida e informação:
Vida é extremamente carregada com informação. Uma aplicação rigorosa da ciência da informação demonstra o quão inadequada é a proposta evolucionista para a origem da informação existente nos organismo vivos, ao passo que oferece um grande suporte à proposta da teoria da criação e à teoria do design inteligente.
Para maiores informações sobre o assunto, procure pelo livro "In the beginning was information", escrito pelo Dr. Werner Gitt ou pela publicação também do mesmo autor: “Information: the third fundamental quantity”, Siemens Review – November/December 1989, Vol. 56, No. 6.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Os cristãos devem orar em público?



Os cristãos não devem orar em público.
Mt 6:5-6 - E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.

Os cristãos devem orar em público.
I Tm 2:8 - Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.
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Descontradizendo Mt 6:5-6:
Mt 6:5-6 - "E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará".

Jesus não está condenando o ato de orar em público. Jesus está condenando a atitude hipócrita e farisaica de fazer isto pensando em ser visto pelos homens. Fala daquela atitude de sentir prazer em orar para ser visto pelos outros.

A narrativa bíblica está repleta de orações realizadas em público, inclusive, pelo próprio Senhor Jesus Cristo.


Portanto, não há nenhuma contradição.

Pipe

domingo, 10 de janeiro de 2016

Os cristãos sabem rezar?

Sim, Jesus disse como fazê-lo.
Mt 6:9-13 - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!

Não, eles não sabem rezar.
Rm 8:26 - E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
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Descontradizendo:
Vamos ao contexto de Rm 8:
14 - "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus".
15 - Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai".
16 - "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus".
22 - "Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora".
23 - "E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo".

Paulo não está falando que os cristãos não sabem orar. Ele está dizendo que há certas questões no mundo do Espírito que não sabemos como orar, e nisto, o Espírito nos ajuda.

Portanto, não há nenhuma contradição!


Pipe

sábado, 9 de janeiro de 2016

Homens de fé e Ciência - Dr.Donald E. Knuth

Donald E. Knuth (1938 -) possivelmente seja o cientista da computação mais conhecido atualmente.

Ele desenvolveu o software TeX e a Metafont, que têm sido adotados por cientistas em todo o mundo, e são usados comumente hoje nos textos técnicos.

Na introdução do seu livro The TeXbook, diz: “Caro leitor, este é um manual do TeX, um novo sistema de tipografia que tenta criar bons livros – especialmente os que contêm muita
matemática”.

Knuth é membro da Academia Nacional de Ciências e recebeu dos Estados Unidos a Medalha de Ciências de 1979. Atualmente é Professor Emérito de Arte de Programação em Computação na Universidade de Stanford.

Quando era criança, Knuth “aprendeu muitas histórias da Bíblia e decorou muitas passagens bíblicas”. Enquanto fazia seu doutorado no Instituto Tecnológico da Califórnia, ele freqüentava aulas de Bíblia dadas pelo Dr. W. Schroeder do Departamento de Química do Caltech. Ele descobriu que: “o estudo da Bíblia podia prover ... estímulo duradouro a uma pessoa que já possua uma boa educação na maioria das áreas”. Quinze anos mais tarde, ele mesmo organizou uma classe bíblica baseada nos princípios científicos, porque cria que “Deus deseja que a Bíblia seja lida por homens de ciência como também por pessoas que não têm essas maneiras estranhas de pensar”.

Examinando o capítulo três, versículo dezesseis, de vários livros da Bíblia, Knuth publicou em 1991 um livro intitulado: “3:16, Textos Bíblicos Iluminados”, baseado nos estudos bíblicos que ele havia dado.

Este livro combina o interesse de toda a sua vida, na Bíblia, na matemática e nas artes (ele é organista de sua igreja). Expõe o conceito de que uma grande massa de informação pode ser razoavelmente entendida, mediante a escolha ao acaso de porções de dados e estudando-os com profundidade. Usa seu sistema dos capítulos 3, versículo 16 dos livros bíblicos como um método eficiente de ampliar a compreensão bíblica, e pessoalmente traduziu de novo do idioma original cada passagem.

Decidiu, também, que um livro sobre a Bíblia deveria ser bem apresentado, e por isso cada versículo foi ilustrado por calígrafos. Como professor universitário, rodeado, na sua maioria, por ateus e agnósticos, diz:

“por muito tempo tive dificuldade de dizer a alguém que estava trabalhando num livro acerca da Bíblia”.

Porém, logo percebeu que “muitos dos maiores matemáticos do passado – incluindo Pascal, Newton, Euler e Cauchy– escreveram sobre teologia, e então não me envergonho de
seguir suas pegadas”.

Knuth compara os paradoxos não respondidos acerca da dor no livro de Jó, como uma das principais “descobertas da ciência da computação; que há certos problemas inerentes tão complexos que não são passíveis de resolução em um número finito de passos ... Um enfoque intelectual não nos conduzirá à elucidação do cosmos, no entanto devemos continuar tentando.

Devemos questionar a autoridade, e estar alertados quanto ao fato de poder estar equivocada a sabedoria tradicional da ortodoxia religiosa”.

Em 1999, Knuth apresentou seis palestras no Massachusetts Institute of Technology (MIT) sobre a relação entre fé e ciência. Elas encontram-se na Internet e podem ser encontradas com o título: Things a Computer Scientist Rarely Talks About (Coisas que um Cientista da Computação Raramente Fala).

Sua última palestra foi sobre a infinidade, a teoria da probabilidade, o livre arbítrio, e o uso das noções matemáticas para ampliar a compreensão da Bíblia.


A maioria dos ouvintes ficou satisfeita por ouvir um cientista e religioso que não atribuía a si ter o conhecimento de toda a verdade.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O que faz o universo parecer tão espetacular?

Por L.James Gibson

Provavelmente a maioria de nós admite como um fato nossa existência e a do universo. Logicamente é esse um fato conhecido. Porém, alguns cientistas têm perguntado por que existe um universo, e não simplesmente nada? A nossa própria existência é algo surpreendente? As tentativas de responder a estas perguntas têm revelado algumas coisas espetaculares acerca do universo.

Um fato notável acerca do nosso universo é que ele tem propriedades matemáticas. Muitas leis naturais podem expressar-se mediante fórmulas e equações matemáticas. Isto é surpreendente? A resposta depende se crermos que a nossa origem foi por acaso, ou que fomos criados com propósito. Se fosse por acaso, por que o universo teria qualidades matemáticas? Não deveria ele ser mais caótico e imprevisível?

Mesmo um cientista cético reconhece que um universo matemático sugere fortemente a existência de uma Inteligência em sua origem.

Têm aparecido outros fatos surpreendentes à medida em que os homens de ciência puderam sondar mais profundamente os mistérios do universo. Evidências de aparente acaso observadas em níveis intranucleares têm estimulado perguntas sobre a possibilidade do acaso na origem do universo. Entretanto, a existência do universo parece depender de valores altamente precisos descobertos nas características da matéria e da energia.

Se o equilíbrio for perturbado ...
Considere-se, por exemplo, a força eletrostática, uma força tão familiar, relacionada com a fagulha elétrica que às vezes é produzida ao tocarmos algo metálico como a maçaneta da porta em dias secos.

Esta força repele partículas elétricas de cargas iguais e atrai as de carga oposta. Também nos átomos atrai os elétrons (de carga negativa) em direção ao núcleo (de carga positiva) e tende a fazer com que no núcleo os prótons se afastem mutuamente.

A repulsão dos prótons do núcleo atômico pela força eletrostática é equilibrada por uma força de atração, conhecida como força nuclear forte. A força eletrostática e a força nuclear forte estão equilibradas com tal precisão que os prótons podem manter-se unidos para formar o núcleo de diversos tipos de átomos.

Se a força eletrostática fosse um pouco menor que a força nuclear forte, os prótons se agrupariam no núcleo formando grupos maiores, e não haveria hidrogênio, e portanto não haveria água, nem vida.

Se a força eletrostática fosse um pouco maior em comparação com a força nuclear forte, os prótons não se agrupariam; não haveria oxigênio e, portanto, nem água, nem vida. Desbalanceando o equilíbrio entre estas duas forças, nossa existência seria impossível.

Para complicar mais estes fatos, existem forças adicionais, bem como constantes físicas, que também afetam os átomos, e cujos valores também devem estar ajustados com precisão para que o universo funcione ordenadamente.

Alguns cientistas têm manifestado admiração diante deste delicado ajuste que mantém o universo.
Podemos observar evidências de planejamento inteligente não só na estrutura do universo como, na verdade, no seu próprio funcionamento.


A delicada precisão evidente no universo – seu tamanho e ordenamento, os detalhes dos átomos e os “quanta” de energia – revela as atividades de uma Mente supremamente inteligente e infinitamente poderosa. Não deve nos surpreender o fato de essa Mente ter profundo interesse em tudo quanto tenha criado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Perguntas freqüentes sobre a origem da vida:


1. Os cientistas criaram vida?
Os cientistas têm produzido alguns dos compostos químicos mais simples das células vivas, mas não podem combiná-los para produzir uma célula viva. A tecnologia para fazer isto não está disponível e provavelmente nunca estará. Os cientistas não conseguem nem mesmo reviver uma célula morta, embora esta ainda contenha os sistemas e substâncias químicas necessárias.

2. A vida poderia ter-se iniciado por acaso em uma "sopa primordial"?
Não. A vida depende de muitas condições não naturais. Estas incluem a produção de proteínas e ácidos nucléicos, que não são produzidos na ausência da vida. A vida é baseada em sistemas químicos em desequilíbrio termodinâmico, mas as reações químicas na natureza buscam espontaneamente o equilíbrio. Além disto, não há evidência geológica de que tenha havido uma "sopa primordial" em alguma época (1).

3. O que pode ser dito sobre os relatórios recentes de vida em Marte?
Não foi encontrada vida em Marte. Os relatórios de possível vida em Marte são baseados em certos minerais encontrados em um meteorito achado na Antártica (2). Acredita-se que o meteorito tenha vindo de Marte, e que os minerais possivelmente se formaram pela ação de bactérias enquanto a rocha ainda estava em Marte. Esta explicação requer que bactérias semelhantes às da Terra estivessem presentes em Marte, produzindo minerais no interior desta rocha. Então, um asteróide ou objeto similar atingiu Marte com força suficiente para lançar a rocha no espaço, por onde ela vagou durante algum tempo. Finalmente, a rocha encontrou a Terra, passou através da atmosfera e caiu na Antártica, onde foi encontrada por uma equipe que anualmente procura meteoritos. Provavelmente, a maioria dos cientistas são cépticos quanto às declarações de que os minerais foram produzidos por organismos viventes (3). A NASA desqualificou a rocha como fóssil. A busca por evidências de vida em Marte continua. Seria pouco provável que qualquer organismo vivo pudesse sobreviver a tal viagem, e não mais se tem afirmado que a rocha contenha algum fóssil de bactéria. O ceticismo (4) inicial sobre essas afirmativas parece ter sido justificado por um registro de que a maioria das moléculas orgânicas se originou de contaminação com material da Terra.

4. Como o desenvolvimento de Teorias do Caos e da Complexidade tem afetado nossa compreensão sobre o problema da origem da vida?
Estas teorias não produziram nenhuma mudança radical. A teoria da complexidade tem gerado muita discussão e especulação que não mudaram a natureza do problema. A maioria dos trabalhos tem sido feita com programas de computador, que não revelam nada sobre as origens de proteínas, ácidos nucléicos ou células vivas (5).

5. Avalie a teoria de que a vida se iniciou sobre superfícies minerais ou de argila no oceano, talvez em torno de fontes hidrotermais.
Várias conjecturas têm sido propostas em relação ao desenvolvimento da vida sobre argila ou superfícies minerais. Entretanto, estas não têm nenhum apoio empírico e não há nenhuma evidência experimental significativa para avaliar (6). As fontes hidrotermais apresentam um sério problema para estas teorias, porque a água que sai delas é esterilizada, destruindo qualquer vida que possa estar presente (7). A maioria dos compostos químicos necessários para a vida são muito sensíveis ao calor.

6. Que problemas não resolvidos sobre a origem da vida são de maior preocupação?
Os dados científicos a respeito da origem da vida são consistentes com a teoria criacionista. Naturalmente, todos os estudiosos da natureza gostariam de saber mais sobre como a vida funciona.

Notas para as perguntas sobre a origem da vida:
1. (a) Javor G. T. 1987. Origin of life: a look at late 20th-century thinking. Origins 14:7-20; (b) Thaxton C. B., Bradley W. L.., Olsen R. L.. 1984. The mystery of life origin: Reassessing current theories. NY: Philosophical Library.
2. McKay D. S., et al. 1996. Search for past life on Mars: possible relic biogenic activity in Martian meteorite ALH84001. Science 273:924-930.
3. Ver: (a) Bradley J. P., Harvey R. P., MSween H. Y. 1997. No "nanofossils" in martian meteorite. Nature 390:454; (b) Kerr R. A. 1997. Martian "microbes" cover their tracks. Science 276:30-31; (c)
Yockey H. P. 1997. Life on Mars? Did it come from Earth? Origins and Design 18(1):10-15.
4. Jull A. J. T., Courtney C., Jeffrey D. A., Beck J. W. 1998. Isotopic evidence for a terrestrial source of organic compounds found in Martian meteorites Allan Hills 84001 and Elephant Moraine 79001.
Science 279:366-369. Kerr R. A. 1998. Requiem for life on Mars? Support for microbes fades. Science 282:1398-1400.
5. Ver Horgan J. 1995. From complexity to perplexity. Scientific American 272(1):104-109.
6. Ver Javor G. T. 1989. A new attempt to understand the origin of life: the theory of surface-metabolism. Origins 16:40-44.

7. Miller S. L., Bada J. L. 1988. Submarine hot springs and the origin of life. Nature 334:609-611. Moulton, V. et al. 2000. RNA folding argues against a hot-star origin of life. Journal of Molecular Evolution 51:416-421.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ateu acredita que África precisa de Deus


Antes do Natal, voltei, depois de 45 anos, para o país que na infância conhecia como Nyasaland. Hoje é Malawi, e o Times Christmas Appeal abrange uma pequena instituição de caridade que ali trabalha. A Pump Aid auxilia as comunidades rurais a instalar uma bomba simples, ajudando as pessoas a manterem poços de suas aldeias fechados e limpos. Eu fui conferir esse trabalho. Ele me inspirou, restaurou a minha fé em obras de caridade em desenvolvimento. Mas viajar pelo Malawi também renovou outra crença: aquela que tenho tentado repelir durante minha vida toda, mas não consigo evitar desde a minha infância africana. Isso confunde minhas convicções ideológicas, teimosamente se recusa a enquadrar-se em minha visão do mundo, e constrange minha fé crescente de que Deus não existe.
Agora, um ateu convicto, convenci-me da enorme contribuição dos evangelistas cristãos na África: notavelmente diferente do trabalho de ONGs, projetos governamentais e esforços humanitários internacionais. Apenas isso não é suficiente. Educação e treinamento também não são suficientes. Na África, o Cristianismo muda o coração das pessoas. Isso traz transformação espiritual. O renascimento é real. A mudança é boa.
Eu costumava evitar essa verdade ao aplaudir, como pudia, o trabalho prático das igrejas missionárias da África. É uma pena, eu diria, que a salvação é seja parte do pacote, mas cristãos negros e brancos, trabalhando na África, realmente curam os doentes, ensinam as pessoas a ler e escrever; e apenas o mais severo tipo de secularista podia ver um hospital ou escola missionária e dizer que o mundo seria melhor sem eles. Eu concordaria se a fé fosse necessária para motivar missionários a ajudar, mas o que conta é a ajuda, não a fé.
Mas isso não se ajusta aos fatos. Fé faz mais do que apoiar o missionário, é também transferida para seu rebanho. Esse é o efeito que importa e não é possível deixar de notar.
Em primeiro lugar, a observação. Tínhamos amigos que eram missionários, e como uma criança muitas vezes eu ficava muito tempo com eles. Também fiquei, sozinho com meu irmão mais novo, em uma tradicional aldeia rural Africana. Na cidade tínhamos africanos que trabalhavam para nós que foram convertidos e eram crentes fervorosos. Os cristãos eram sempre diferentes. Ao invés de assustar ou confinar seus conversos, sua fé parecia tê-los libertado e aliviado. Havia alegria, curiosidade, um comprometimento com o mundo – uma integridade em seu cuidado com os outros - que parecia estar faltando na tradicional vida africana.
Aos 24, viajando por terra por todo o continente, isso reforçou minha impressão. A partir de Argel ao Níger, Nigéria, Camarões e da República Centro-Africana, depois cortamos o Congo para Ruanda, Tanzânia e Quênia, quatro amigos de escola e eu dirigíamos nosso velho Land Rover para Nairóbi.
Dormíamos sob as estrelas, por isso era importante que ao chegarmos às mais populosas e anárquicas partes do sub-Sahara sempre encontrássemos algum lugar seguro até o anoitecer. Muitas vezes, perto de um campo missionário.
Sempre que entrávamos em um território de trabalho missionário, tínhamos que reconhecer que algo havia mudado nos rostos das pessoas com quem tínhamos contato: algo em seus olhos, a forma como se aproximavam de nós, cara a cara, sem olhar para baixo ou para longe. Eles não eram mais respeitosos com os estrangeiros, em alguns casos menos, porém mais abertos.
No Malawi foi igual. Não conheci nenhum missionário. Você não encontra missionários no saguão de hotéis caros discutindo documentos de estratégias de desenvolvimento, como ocorre com as grandes ONGs. Ao invés disso, notei que grande parte dos mais distintos membros africanos da equipe do Pump Aid (em grande parte do Zimbábue) eram, particularmente, cristãos fervorosos. "Particularmente", porque a instituição é inteiramente secular e nunca ouvi qualquer um de sua equipe mencionar a religião enquanto trabalha nas aldeias.
Mas notei referências cristãs em nossas conversas. Vi que um deles estava lendo um livro devocional no carro. Outro, no domingo, saiu ao alvorecer para assistir a um culto de duas horas na igreja.
Seria difícil acreditar que a honestidade, diligência e otimismo em seu trabalho eram desligadas da fé pessoal. O trabalho era secular, mas seguramente fora afetado por aquilo que eles eram. Influenciados por uma concepção que o cristianismo tem ensinado do papel do homem no Universo.
Existe há muito tempo uma moda entre os sociólogos acadêmicos ocidentais de adequar sistemas de valor tribais dentro de uma esfera, além de críticas fundamentadas por nossa própria cultura: "deles" e, portanto, melhor para "eles"; autêntica e intrinsecamente iguais aos nossos.
Não acredito nisso. Noto que crenças tribais não são mais pacíficas que as nossas, e que suprimem a individualidade. As pessoas pensam coletivamente, em primeiro lugar em termos de comunidade, até família e tribo. Essa mentalidade rural-tradicional alimenta o conceito de “chefão” e políticas criminosas da cidade africana: o exagerado respeito pelo líder orgulhoso, e a incapacidade (literal) de compreender a idéia de oposição honesta.
Ansiedade - medo dos espíritos maus, dos antepassados, da natureza e do selvagem, de uma hierarquia tribal, de coisas corriqueiras –, agressões profundas em toda a estrutura do pensamento rural africano. Todo homem tem seu lugar e, chame-o de medo ou respeito, um grande peso esmaga o espírito de cada um, curiosidade suprimida. As pessoas não vão tomar a iniciativa, não vão tomar o controle ou carregar esse fardo sozinhas.
Como eu, alguém em cima do muro, poderia explicar? Quando o turista filosófico se move de uma visão de mundo para outra, ele encontra - no momento da passagem para o novo - que ele perdeu a linguagem para descrever a paisagem para o velho. Por exemplo: a resposta dada por Sir Edmund Hillary para a pergunta: Por que subir a montanha? "Porque ela está ali", disse ele.
Para a mentalidade rural africana, esta é uma explicação para não escalar a montanha: “Bem, está ali. Por que interferir?”
Não há nada a ser feito sobre ela, ou com ela. A explicação de Hillary (de que ninguém tinha escalado antes) seria como uma segunda razão para a passividade.
Cristianismo, a pós-Reforma e pós-Lutero, com o seu ensino de forma direta, uma ligação pessoal bilateral entre o indivíduo e Deus, sem intermédio coletivo, e insubordinado a qualquer outro ser humano, choca-se diretamente com o padrão filosófico-espiritual que acabei de descrever. Ele oferece algo para se apegar para aqueles ansiosos para libertar-se do esmagador pensamento tribal. É a razão e a forma pela qual o cristianismo liberta.
Aqueles que querem que a África se erga em meio à concorrência global do século 21 não devem se enganar que ao prover os meios materiais ou mesmo as técnicas que acompanham o que chamamos de desenvolvimento irá fazer alguma diferença. É necessário que todo o sistema de crenças seja suplantado.
E temo que tem que ser suplantado por outra crença. Removendo os missionários cristãos da equação africana pode-se levar o continente à mercê de uma fusão maligna de uma Nike, o médico mal, o celular e o facão.
Matthew Parris, Timesonline
Tradução: Thiago Juliani

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Perguntas freqüentes sobre a criação e a ciência:


1. É científico crer na criação?
Em nossa sociedade atual, crê-se que a ciência é estritamente naturalista. Neste sentido, a criação não pode ser científica, porque a criação implica uma inteligência sobrenatural ativa na natureza. Entretanto, a ciência pode ser definida de outras formas (1). Se "ciência" significar o estudo da natureza, a criação pode ser "científica." É o que acontece se a natureza for investigada em sua relação com Deus como o seu Criador. Muitos dos fundadores da ciência moderna criam que Deus estava ativo na natureza, e que eles estavam meramente estudando Seus métodos de agir na natureza. A história mostra que a separação entre Deus e a natureza não é necessária para o avanço do conhecimento. Entretanto, a ciência se preocupa em testar predições resultantes de hipóteses específicas. A hipótese de que Deus causou um evento por métodos que não são investigáveis não seria considerada científica, por não poder ser testada.
Para alguns o termo "científico" significa crença lógica em oposição à superstição. Este significado é inerente ao "cientificismo" -- a crença de que a ciência naturalista é o único meio de descobrir a verdade. Este é um mau uso do termo "científico", que torna impossível responder à questão se é científico crer na criação ou em qualquer outra teoria das origens.

2. É necessário que a ciência seja naturalista?
A ciência avançou porque os cientistas procuraram respostas a questões acerca de como os eventos ocorreram ou ocorrem. Isto pode ser investigado tanto quando se crê que Deus está dirigindo os eventos como quando não se crê nisto. Os cientistas não necessitam crer no naturalismo quando procuram entender o mecanismo de como os eventos ocorrem.

3. O reconhecimento das atividades de Deus por parte dos cientistas não iria desestimular a pesquisa?
A crença de que Deus está ativo na natureza não desestimulou a pesquisa dos fundadores da ciência moderna, assim como não deve desestimular hoje. O problema que se deve evitar é deixar de investigar um fenômeno simplesmente por se crer que Deus é sua causa. Muitos cientistas têm sido estimulados a estudar a natureza por crerem que Deus está ativo nela, sendo seu estudo uma oportunidade de compreendê-lO através das obras de Suas mãos.

Notas para as perguntas sobre criação e a ciência

1. A filosofia da ciência sob uma perspectiva cristã está em: (a) Ratzsch D. 1986. "Philosophy of Science". Downers Grove, IL: InterVarsity Press; (b) Pearcey N. R., Thaxton C. B. 1994. "The soul of science: Christian faith and natural philosophy". Wheaton, I. L: Crossway Books, Good News Publishers; (c) Os adventistas do sétimo dia devem consultar Testimonies to the Church, Vol. 8, p 255-261 para uma esclarecedora declaração sobre Deus, a natureza e a ciência.

Referências
Recomendam-se as seguintes publicações, como leitura adicional referente aos tópicos tratados neste número de Ciências das Origens, todas disponíveis mediante solicitação à Sociedade Criacionista Brasileira no "site": http://www.scb.org.br

(1) ROTH, A. "Origens: Relacionando a Ciência com a Bíblia"., 384 p., C.P.B., Tatuí, 2001 (Casa Publicadora Brasileira, Rodovia SP-127, Km 106, Caixa Postal 34, Tatuí, SP, BRASIL, CEP 18270-000).Tradução do original Inglês "Origins: Linking Science and Scripture". Hagerstown, Review and Herald Publishing Association, 1998, 384 p., feita pelo Núcleo de Estudos das Origens.
(2) JUNKER, Reinhard, e SCHERER, Siegfried. "Evolução - Um Livro-Texto Crítico", 328 pp., Tradução para o Português pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002. (S.C.B, Caixa Postal 08743, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
(3) FLORI, Jean, e RASOLOFOMASOANDRO, Henri. "Em Busca das Origens - Evolução ou Criação?" 342 pp., Editorial Safeliz, 2000. (Editorial Safeliz, Aravaca 8, 28040 Madrid, Espanha). Tradução para o Português, pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002. (S.C.B, Caixa Postal 08743, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
(4) PARKS, Bill. "Como Ensinar a seus Filhos a Harmonia entre o Criacionismo e a Ciência". 130 pp., Sociedade Criacionista Brasileira, 2001. (S.C.B., Caixa Postal 08743, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
(5) Artigos das Folhas (ou Revistas) Criacionistas referentes aos tópicos tratados nos números de Ciências das Origens, a serem selecionadas no Índice Temático disponível no "site" da Sociedade Criacionista Brasileira.

(6) Coleção dos números 1 a 60 de "Ciência de los Orígenes", encadernada em dois volumes, produzida pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002.