terça-feira, 19 de janeiro de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
Daniel 9:1 é um erro histórico?
Proposta cética:
"Xerxes - ou Assuero, se preferir - (486-464 a.C.), nome
helenizado de Khchayachan era filho de Dario.
Portanto, Daniel 9:1 diz que Dario, o medo, era filho de Xerxes está
historicamente ERRADO.
Xerxes foi pai de Artaxerxes, não de Dario, como pretende o Livro de
Daniel.
Fontes: Heródoto e Beroso (historiador babilônico), os mais respeitados
historiadores da época."
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Refutando:
Vamos a algumas questões:
1. Daniel do capítulo 1 à 4 está inserido no reinado de Nabucodonossor
(605-562 a.C.);
2. Daniel 5 trata do reinado de Belsazar (555-539 a.C.);
3. Daniel 5:31 em diante fala do reinado de Dario, o medo (Dn 5:31)
(539 a.C.);
Obs1: Dario e Ciro (Ciro II) reinaram juntos (Dn 6:28). Dario ficou
reinando sobre o império babilônico conquistado enquanto Ciro continuava suas
conquistas.
Obs2: Ciro II reinou na Persa de 559 à 529 a.C.
4. Daniel 7 e 8 volta a falar do contexto do reinado de Belsazar (Ponto
2).
5. Daniel 9 parece denotar que o Dario, filho de Xerxes que está se
referindo é o mesmo que assumiu o governo da Babilônia no cap.5:31 e no
cap.10:1 ele usa Ciro II (rei da Pérsia) como referência. Como os dois reinaram
juntos, se trata do mesmo momento histórico.
Belsazar:
"Belsazar, em acadiano
Bel-sarra-usur, era o filho primogénito do Rei Nabonido - o último rei do
Império Neo-babilónico. Foi co-regente com seu pai na parte final do seu
reinado. Quando Nabonido estava no Líbano convalescendo de uma doença, pouco
antes de iniciar uma campanha no ocidente da Arábia, chamou Belsazar e
"lhe confiou o reino", ou seja, a co-regência. Desde então Belsazar
governou a partir da Babilônia como co-regente, enquanto o Rei Nabonido residia
em Tema.
Visto que Belsazar tinha efetivamente
o "reinado", o relato do profeta judeu Daniel não errou em chamar
"rei" a Belsazar, contrariando o que alguns críticos então pensavam.
Segundo o historiador Herodoto, foi Ciro II quem derrotou o Rei Nabonido. Por
sua vez, o livro bíblico de Daniel afirma que Belsazar foi o último rei. A dúvida
devia-se ao fato de que Nabonido sempre aparecia historicamente como o último
Rei de Babilônia antes da conquista de Ciro II. Além disso, quando ficou
sabendo do significado da visão naquela mesma noite, Belsazar ofereceu a Daniel
como recompensa a posição de 3.º governante do reino. (Daniel 5:29)... Rembrandts Rei Belsazar e a
Escrita Misteriosa na parede foi "durante o 3.º ano de Belsazar" como
co-regente, que o profeta Daniel foi chamado ao palácio real para decifrar a
Escrita Misteriosa. (Daniel 8:1) Com base nisto, a duração do seu governo terá
sido de cerca de 3 anos. Na madrugada de 5 de Outubro de 539 a.C., a cidade de
Babilônia foi ocupada sem batalha pelos exércitos de Ciro II e Belsazar
executado na mesma noite. Dario, o Medo, chefe militar de Ciro é nomeado
co-regente e reina em Babilônia. (Daniel 9:1)
Dario, o medo:
"Dario, o Medo, chefe
militar de Ciro II que chefiou a conquista da cidade de Babilônia, em 539 a.C..
No livro bíblico de Daniel 9:1, é chamado filho de Assuero (na LXX, é vertido
por Xerxes), da descendência real dos medos. Isso sugere que Assuero ou Xerxes,
seja um nome título oficial usado pelos reis medos e persas. Não confundir com
Dario I ou Xerxes I. Não era Cambises, o filho de Ciro II... Foi nomeado co-regente por Ciro
II e reinou em Babilônia. É chamado de "rei" no livro bíblico de
Daniel. Nessa ocasião tinha 62 anos. Nomeou 120 governadores e sub-governadores
(são chamados de "sátrapas" em sentido lato) no Distrito de Babilônia,
sobre eles nomeou 3 altos funcionários, dos quais o profeta Daniel era um.
(Daniel 5:30,31; 6:1-3; 9:1; 6:28) No Cilindro de Ciro, o personagem bíblico
Dario, o Medo, (Dario, em aram. é weDhoryáwesh; em gr. Dareíos; em lat. Daríus)
é chamado de Gobrias.
Artaxerxes I:
"Artaxerxes I Longímano foi um Rei da Pérsia. Ela era filho de
Xerxes I, e foi sucedido por seu filho Xerxes II. Após o assassinato de Xerxes
I em 465 a.C. assumiu o trono persa Artaxerxes I que governaria até 424 a.C.
Conclusão:
Portanto, quando Daniel 9:1 diz que Dario, o medo, era filho de Assuero
(Xerxes) está historicamente CORRETO segundo a tradução da Septuaginta (300-100
a.C) que denomina Assuero de Xerxes. Logo, Artaxerxes foi filho de Dario I
(Xerxes I) e não de Assuero (Xerxes).
Portanto, Daniel está 100% corretíssimo historicamente falando.
sábado, 16 de janeiro de 2016
O centurião pediu a Jesus para ajudar seu criado?
Sim, ele lhe
pediu diretamente.
Mt 8:5-9 - E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um
centurião, rogando-lhe e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e
violentamente atormentado. E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde. E o
centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do
meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará, pois também
eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este:
vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o
faz.
Não, ele
mandou outros pedirem.
Lc 7:1-7 - E, depois de concluir todos esses discursos perante o povo,
entrou em Cafarnaum. E o servo de um certo centurião, a quem este muito
estimava, estava doente e moribundo. E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe
uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. E, chegando
eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas
isso. Porque ama a nossa nação e ele mesmo nos edificou a sinagoga. E foi Jesus
com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns
amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que
entres debaixo do meu telhado; e, por isso, nem ainda me julguei digno de ir
ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.
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Descontradizendo:
Norman
Geisler & Thomas Howe
respondem:
"Tanto
Mateus como Lucas estão corretos. No século I entendia-se que, quando um
representante era enviado para falar por seu Senhor, era como se o senhor
estivesse falando pessoalmente. Mesmo em nossos dias ainda é assim. Quando um
ministro de Estado encontra-se com representantes de outros países, ele vai em
nome do presidente do país. Em outras palavras, o que o ministro diz é como se
tivesse sido dito pelo presidente. Portanto, Mateus afirma que um centurião foi
implorar em favor de seu servo enfermo, quando de fato ele enviou Outros em seu
nome. Assim, quando Mateus declara que o centurião estava falando, isso era
verdade, muito embora ele estivesse falando por intermédio de seus
representantes oficiais (como Lucas esclarece)".
Fonte: "Manual Popular de Dúvidas e
"Contradições" da Bíblia"; ed. Mundo Cristão; pg.343.
R. V. G.
Tasker em seu comentário de Mateus pela ed. Mundo Cristão, pg.71, diz que
Santo Agostinho dizia o mesmo em seu comentário das duas passagens.
Já Gleason
Archer nos dá uma proposta diferente:
"Lc
7:2... Pelo contexto, vemos que o servo era muito querido de seu senhor. Isso
estabelece o fato de que o sujeito do verbo, na oração seguinte, é necessariamente
o centurião também. Em outras palavras, quando o vs.3 começa, dizendo:
"Ele ouviu falar de Jesus e enviou-lhe alguns líderes religiosos dos
judeus, pedindo-lhe que fosse curaro seu servo", fica evidente ter Lucas
afirmado que não foi o servo quem se dirigiu a Jesus pessoalmente, e sim o seu
senhor. O antecedente mais próximo e lógico do particípio "Akousas"
(ouviu falar) e de "Apesteilen" ("enviou") é "autõ
("a quem [o centurião muito estimava]"). Portanto, os dois relatos
coadunam-se entre si com perfeição".
Fonte: "Enciclopédia de Temas Bíblicos";
ed.Vida; pg.271-272.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Data Recente da Radiação de Fundo Apóia a criação
Data Recente
da Radiação de Fundo Apóia Cosmologias Criacionistas
Em 1965, Arno Penzia e Robert Wilson descobriram a
radiação de fundo (Cosmic Microwave Background – CMB como é conhecida), com uma
variação de intensidade menor que 10% em todas as direções.
Medições desta radiação foram feitas pelos
satélites COBE (COsmic Background Explorer – lançado em 1989) e WMAP (Wilkinson
Microwave Anisotropic Probe – lançado em 2001).
Medições mais precisas foram realizadas através de
um telescópio de microondas a 38km de altitude sobre a Antartica, chamado
BOOMERanG (Balloon Observation Of Millimetric Extragalatic Radiation ANd
Geomagnetics – lançado em 2003).
A energia da
CMB pode ser descrita em termos de temperatura de um corpo negro.
Estudos que se iniciaram na década de 70, mostram
uma temperatura equivalente de 2,73K.
Uma das descobertas recentes mais interessante é
que a CMB parece indicar um plano de referência preferencial, o que não é
inconsistente com o princípio da relatividade (o princípio da relatividade diz
não haver um plano de referência preferencial no sentido de como as leis da
física atuam).
Um observador num plano de referência inerte não
seria capaz de distinguir nenhuma evidência sobre o seu movimento exceto se
compará-lo com um plano de referência preferencial.
As maiores diferenças de temperatura observadas
(anisotropia da radiação de fundo) estão relacionadas com o movimento da Terra
em relação a este plano de referência preferencial, que age como um observador
em movimento acoplado.
Este movimento foi medido como uma velocidade de
370 km/s em direção a Leo, e o da nossa galáxia a cerca de 600 km/s com
respeito a este plano de referência. Estas observações são consistentes com os
modelos relativísticos criacionistas de Humphreys e Gentry, os quais explicam o
estado atual do universo dentro de um quadro de tempo criacionista.
Todavia,
estas observações são inconsistentes com toda a cosmologia do big bang.
Por exemplo, nas cosmologias criacionistas a
distribuição de matéria é proposta como limitada, ao passo que o espaço pode ou
não estar limitado.
O próprio desvio da luz para o vermelho, também,
pode mostrar que nós estamos num plano de referência preferencial.
Uma das implicações desta descoberta é que o
universo pode ter um centro (devido a polariazação da radiação de fundo).
Fonte:
http://www.universocriacionista.com.br/
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
É heterofobia considerar homofóbica a afirmação de pecaminosidade da prática homossexual
Há quase vinte anos o bispo da Diocese Anglicana de Newark, nos Estados Unidos, ordenou o primeiro homossexual assumido desta importante vertente do cristianismo. Catorze anos depois, o bispo da Diocese de New Westminster, no Canadá, autorizou, em sua área, a cerimônia religiosa para uniões do mesmo sexo. No mesmo ano, em 2003, a Convenção da Igreja Episcopal dos Estados Unidos elegeu e consagrou o primeiro bispo declaradamente gay da Comunhão Anglicana.
Apesar de tudo isso, a denominação e a grande maioria de suas dioceses são oficialmente contrárias à prática homossexual. Para contar a história e a luta para preservar o compromisso ético cristão da heterossexualidade, o bispo brasileiro Robinson Cavalcanti, da Diocese de Recife, acaba de publicarReforçando as Trincheiras — análise da problemática do homossexualismo à luz do cristianismo histórico (Vida, 2007).
Robinson é categórico:
“[A normatividade heterossexual e a condenação das práticas homossexuais e a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo] são pontos centrais, inquestionáveis e inegociáveis da ética cristã, a começar da ordem da criação, da anatomia humana, da fisiologia da reprodução e, acima de tudo, da revelação de um Deus santo e todo-poderoso, a quem devemos respeitar em humilde obediência e cujo amor nos conduz à consciência do pecado e à busca da novidade de vida” (p. 55).
Todavia, o bispo brasileiro afirma também que “não apoiar a pessoa de inclinação homossexual para que vença a sua tentação ou discriminá-la agressivamente (homofobia) são pecados de falta de amor” (p. 74).
Fonte: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/310/e-heterofobia-considerar-homofobica-a-afirmacao-de-pecaminosidade-da-pratica-homossexual
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Jesus foi tocado antes da sua ascensão?
Jesus não
deixou as pessoas o tocarem antes da sua ascensão.
Jo 20:17 - Disse-lhe Jesus: Não
me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e
dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
Jesus
permitiu as pessoas o tocarem antes da sua ascensão.
Mt 28:9 - E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu
vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram.
Lc 24:39 - Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me
e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
Jo 20:26-27 - E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos
dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e
apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! Depois, disse a Tomé: Põe
aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não
sejas incrédulo, mas crente.
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Por Guilherme Born:
Caros Leitores... pra vocês.. o que significa
"Não me detenhas???"
Por acaso significa "não me toque"? Não
encoste em mim???
Detenhas vem do verbo "deter", que
significa impedir, não deixar continuar... Isso é a mesma coisa que não me
toque?
Vamos modificar o texto pra melhorar o sentido:
Jo 20:17 - Disse-lhe Jesus: Não me impeça, porque ainda não subi
para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e
vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
Por que Jesus disse para não impedi-lo? Porque os
discípulos não queriam que ele fosse embora.
________________________________
Por Pipe:
A NVI traduz Jo 20:17:
"Jesus disse: "Não me segure, pois ainda
não voltei para o Pai...".
Portanto, confirmando o que o Born disse.
Não há contradição!
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Informação, Ciência e Biologia
Energia e matéria são consideradas quantidades universais. Contudo, o conceito de informação tem se tornado tão fundamental e abrangente, que justifica a sua colocação como a terceira quantidade fundamental. Uma das características intrínsicas da vida é informação. Uma análise rigorosa das características da informação demonstra que formas de vida intrinsicamente refletem uma origem volitiva (criação com design intencional). Informação como estudo estatístico
Claude E. Shannon foi o primeiro a produzir uma definição matemática para o conceito de informação em 1948. Através da sua definição, informação tornou-se a avaliação da probabilidade de um evento não ocorrer. Se os símbolos individuais de uma longa seqüência de símbolos não possuem uma probabilidade similar (como as letras deste texto), então o interesse se volta para o conteúdo médio de informação de cada símbolo, tanto na seqüência em que ele aparece quanto no valor médio a ele atribuido sobre toda a linguagem. Como exemplo, tomemos alguns sistemas conhecidos e o valor médio atribuido aos símbolos por eles utilizados.
No sistema binário: 1 bit/dígito
No sistema decimal: 3,32 bits/dígito
Na molécula do DNA: 2 bits/nucleotídeo
No sistema decimal: 3,32 bits/dígito
Na molécula do DNA: 2 bits/nucleotídeo
A maior densidade de informação conhecida até o presente momento encontra-se na molécula do DNA.
Este sistema químico de armazenamento possui um diâmetro de 2 nanômetros por 3,4 nanômetros para uma volta completa da espiral, dando o equivalente a 10,68 x 10-21 cm3 por volta.
Cada volta possui 10 letras químicas (nucleotídeos), resultando numa densidade volumétrica de informação da ordem de 0,94 x 1021 letras/cm3. Sendo que o alfabeto genético é composto de apenas 4 letras (A – adenina, T – timina, G – guanina e C – citosina), o conteúdo da informação de cada letra é de 2 bits/nucleotídeo. Portanto, a densidade estatística da informação é da ordem de 1,88 x 1021 bits/cm3.
Quanto o sistema de armazenamento de informação do DNA é comparado com os sistemas de memória dos computadores atuais (DDR, SDRAM e DRAM), ele ultrapassa em dezenas de trilhões de vezes a capacidade destes outros sistemas. E isto por três razões:
1. O DNA utiliza um tecnologia de armazenamento volumétrico genuíno, enquanto que as tecnologias utilizadas nos chips de computadores utiliza um sistema orientado por área (orientação em duas dimensões, mesmo utilizando várias camadas).
2. O DNA utiliza uma única molécula para representar uma unidade de informação.
3. Nos circuitos dos computadores dois estados apenas são possíveis (ligado/desligado), portanto dois símbolos (binário: 0 e 1). No DNA, quatro símbolos químicos são utilizados. Isto permite um sistema de codificação quaternária, com um dos estados representados por 2 bits.
Tem sido calculado que todo o conhecimento quardado nas bibliotecas de todo o mundo é da ordem de 1018 bits. Se fosse possível armazenar toda esta informação em moléculas de DNA, apenas 1% do volume da cabeça de um alfinete seria utilizado para guardar tal volume de informação!
A vida nos confronta com uma variedade excepcional de formas. Em toda a sua simplicidade, mesmo um organismo unicelular possui complexidade e intencionalidade extremamente superior a qualquer produto inventado pelo homem.
Embora matéria e energia sejam propriedades fundamentais da vida, elas, por si só, não servem para diferenciar entre sistemas vivos e inanimados.
Uma das características principais de todos os organismos vivos é a informação neles contida, informação utilizada para todos os processos operacionais. O corpo humano, sem dúvida, é o mais complexo sistema de processamento de informação que existe. O volume de processamento diário é da ordem de 1024 bits!
O conceito de informação:
1. Informação é uma quantidade mental e não material
2. Não existe informação sem um código
3. Não existe um código sem que haja um acôrdo no uso dos símbolos
4. Não existe informação em processos puramente estatísticos
5. Não existe informação sem que haja um transmissor da mesma
6. Não existe um seqüência de informação sem uma origem mental
7. Não existe informação sem uma fonte mental inicial
8. Não existe informação sem volição
2. Não existe informação sem um código
3. Não existe um código sem que haja um acôrdo no uso dos símbolos
4. Não existe informação em processos puramente estatísticos
5. Não existe informação sem que haja um transmissor da mesma
6. Não existe um seqüência de informação sem uma origem mental
7. Não existe informação sem uma fonte mental inicial
8. Não existe informação sem volição
Vida e informação:
Vida é extremamente carregada com informação. Uma aplicação rigorosa da ciência da informação demonstra o quão inadequada é a proposta evolucionista para a origem da informação existente nos organismo vivos, ao passo que oferece um grande suporte à proposta da teoria da criação e à teoria do design inteligente.
Vida é extremamente carregada com informação. Uma aplicação rigorosa da ciência da informação demonstra o quão inadequada é a proposta evolucionista para a origem da informação existente nos organismo vivos, ao passo que oferece um grande suporte à proposta da teoria da criação e à teoria do design inteligente.
Para maiores informações sobre o assunto, procure pelo livro "In the beginning was information", escrito pelo Dr. Werner Gitt ou pela publicação também do mesmo autor: “Information: the third fundamental quantity”, Siemens Review – November/December 1989, Vol. 56, No. 6.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Os cristãos devem orar em público?
Os cristãos
não devem orar em público.
Mt 6:5-6 - E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se
comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos
pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu,
quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai,
que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.
Os cristãos
devem orar em público.
I Tm 2:8 - Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando
mãos santas, sem ira nem contenda.
Descontradizendo
Mt 6:5-6:
Mt 6:5-6 - "E, quando orares, não sejas como
os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das
ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o
seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua
porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está
oculto, te recompensará".
Jesus não está condenando o ato de orar em público.
Jesus está condenando a atitude hipócrita e farisaica de fazer isto pensando em
ser visto pelos homens. Fala daquela atitude de sentir prazer em orar para ser
visto pelos outros.
A narrativa bíblica está repleta de orações
realizadas em público, inclusive, pelo próprio Senhor Jesus Cristo.
Portanto, não há nenhuma contradição.
Pipe
domingo, 10 de janeiro de 2016
Os cristãos sabem rezar?
Sim, Jesus
disse como fazê-lo.
Mt 6:9-13 - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto
na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas
dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à
tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória,
para sempre. Amém!
Não, eles
não sabem rezar.
Rm 8:26 - E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas
fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo
Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
-----------------------------------------------------------------
Descontradizendo:
Vamos ao contexto de Rm 8:
14 -
"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos
de Deus".
15 - Porque
não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor,
mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba,
Pai".
16 - "O
mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus".
22 -
"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de
parto até agora".
23 - "E
não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos
em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo".
Paulo não está falando que os cristãos não sabem
orar. Ele está dizendo que há certas questões no mundo do Espírito que não
sabemos como orar, e nisto, o Espírito nos ajuda.
Portanto, não há nenhuma contradição!
Pipe
sábado, 9 de janeiro de 2016
Homens de fé e Ciência - Dr.Donald E. Knuth
Donald E. Knuth (1938 -) possivelmente seja o
cientista da computação mais conhecido atualmente.
Ele desenvolveu o software TeX e a Metafont, que
têm sido adotados por cientistas em todo o mundo, e são usados comumente hoje
nos textos técnicos.
Na introdução do seu livro The TeXbook, diz: “Caro
leitor, este é um manual do TeX, um novo sistema de tipografia que tenta criar
bons livros – especialmente os que contêm muita
matemática”.
Knuth é membro da Academia Nacional de Ciências e
recebeu dos Estados Unidos a Medalha de Ciências de 1979. Atualmente é
Professor Emérito de Arte de Programação em Computação na Universidade de
Stanford.
Quando era criança, Knuth “aprendeu muitas
histórias da Bíblia e decorou muitas passagens bíblicas”. Enquanto fazia seu
doutorado no Instituto Tecnológico da Califórnia, ele freqüentava aulas de
Bíblia dadas pelo Dr. W. Schroeder do Departamento de Química do Caltech. Ele
descobriu que: “o estudo da Bíblia podia prover ... estímulo duradouro a uma
pessoa que já possua uma boa educação na maioria das áreas”. Quinze anos mais
tarde, ele mesmo organizou uma classe bíblica baseada nos princípios
científicos, porque cria que “Deus deseja que a Bíblia seja lida por homens de
ciência como também por pessoas que não têm essas maneiras estranhas de
pensar”.
Examinando o capítulo três, versículo dezesseis, de
vários livros da Bíblia, Knuth publicou em 1991 um livro intitulado: “3:16,
Textos Bíblicos Iluminados”, baseado nos estudos bíblicos que ele havia dado.
Este livro combina o interesse de toda a sua vida,
na Bíblia, na matemática e nas artes (ele é organista de sua igreja). Expõe o
conceito de que uma grande massa de informação pode ser razoavelmente
entendida, mediante a escolha ao acaso de porções de dados e estudando-os com
profundidade. Usa seu sistema dos capítulos 3, versículo 16 dos livros bíblicos
como um método eficiente de ampliar a compreensão bíblica, e pessoalmente
traduziu de novo do idioma original cada passagem.
Decidiu, também, que um livro sobre a Bíblia
deveria ser bem apresentado, e por isso cada versículo foi ilustrado por calígrafos.
Como professor universitário, rodeado, na sua maioria, por ateus e agnósticos,
diz:
“por muito
tempo tive dificuldade de dizer a alguém que estava trabalhando num livro
acerca da Bíblia”.
Porém, logo percebeu que “muitos dos maiores
matemáticos do passado – incluindo Pascal, Newton, Euler e Cauchy– escreveram
sobre teologia, e então não me envergonho de
seguir suas pegadas”.
Knuth compara os paradoxos não respondidos acerca
da dor no livro de Jó, como uma das principais “descobertas da ciência da
computação; que há certos problemas inerentes tão complexos que não são
passíveis de resolução em um número finito de passos ... Um enfoque intelectual
não nos conduzirá à elucidação do cosmos, no entanto devemos continuar
tentando.
Devemos questionar a autoridade, e estar alertados
quanto ao fato de poder estar equivocada a sabedoria tradicional da ortodoxia
religiosa”.
Em 1999, Knuth apresentou seis palestras no
Massachusetts Institute of Technology (MIT) sobre a relação entre fé e ciência.
Elas encontram-se na Internet e podem ser encontradas com o título: Things a
Computer Scientist Rarely Talks About (Coisas que um Cientista da Computação
Raramente Fala).
Sua última palestra foi sobre a infinidade, a
teoria da probabilidade, o livre arbítrio, e o uso das noções matemáticas para
ampliar a compreensão da Bíblia.
A maioria dos ouvintes ficou satisfeita por ouvir
um cientista e religioso que não atribuía a si ter o conhecimento de toda a
verdade.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
O que faz o universo parecer tão espetacular?
Por L.James Gibson
Provavelmente a maioria de nós admite como um fato
nossa existência e a do universo. Logicamente é esse um fato conhecido. Porém,
alguns cientistas têm perguntado por que existe um universo, e não simplesmente
nada? A nossa própria existência é algo surpreendente? As tentativas de
responder a estas perguntas têm revelado algumas coisas espetaculares acerca do
universo.
Um fato notável acerca do nosso universo é que ele
tem propriedades matemáticas. Muitas leis naturais podem expressar-se mediante
fórmulas e equações matemáticas. Isto é surpreendente? A resposta depende se
crermos que a nossa origem foi por acaso, ou que fomos criados com propósito.
Se fosse por acaso, por que o universo teria qualidades matemáticas? Não
deveria ele ser mais caótico e imprevisível?
Mesmo um cientista cético reconhece que um universo
matemático sugere fortemente a existência de uma Inteligência em sua origem.
Têm aparecido outros fatos surpreendentes à medida
em que os homens de ciência puderam sondar mais profundamente os mistérios do
universo. Evidências de aparente acaso observadas em níveis intranucleares têm
estimulado perguntas sobre a possibilidade do acaso na origem do universo.
Entretanto, a existência do universo parece depender de valores altamente
precisos descobertos nas características da matéria e da energia.
Se o equilíbrio for perturbado ...
Considere-se, por exemplo, a força eletrostática,
uma força tão familiar, relacionada com a fagulha elétrica que às vezes é
produzida ao tocarmos algo metálico como a maçaneta da porta em dias secos.
Esta força repele partículas elétricas de cargas
iguais e atrai as de carga oposta. Também nos átomos atrai os elétrons (de
carga negativa) em direção ao núcleo (de carga positiva) e tende a fazer com
que no núcleo os prótons se afastem mutuamente.
A repulsão dos prótons do núcleo atômico pela força
eletrostática é equilibrada por uma força de atração, conhecida como força
nuclear forte. A força eletrostática e a força nuclear forte estão equilibradas
com tal precisão que os prótons podem manter-se unidos para formar o núcleo de
diversos tipos de átomos.
Se a força eletrostática fosse um pouco menor que a
força nuclear forte, os prótons se agrupariam no núcleo formando grupos
maiores, e não haveria hidrogênio, e portanto não haveria água, nem vida.
Se a força eletrostática fosse um pouco maior em
comparação com a força nuclear forte, os prótons não se agrupariam; não haveria
oxigênio e, portanto, nem água, nem vida. Desbalanceando o equilíbrio entre
estas duas forças, nossa existência seria impossível.
Para complicar mais estes fatos, existem forças
adicionais, bem como constantes físicas, que também afetam os átomos, e cujos
valores também devem estar ajustados com precisão para que o universo funcione
ordenadamente.
Alguns cientistas têm manifestado admiração diante
deste delicado ajuste que mantém o universo.
Podemos observar evidências de planejamento
inteligente não só na estrutura do universo como, na verdade, no seu próprio
funcionamento.
A delicada precisão evidente no universo – seu
tamanho e ordenamento, os detalhes dos átomos e os “quanta” de energia – revela
as atividades de uma Mente supremamente inteligente e infinitamente poderosa.
Não deve nos surpreender o fato de essa Mente ter profundo interesse em tudo
quanto tenha criado.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Perguntas freqüentes sobre a origem da vida:
1. Os
cientistas criaram vida?
Os cientistas têm produzido alguns dos compostos
químicos mais simples das células vivas, mas não podem combiná-los para
produzir uma célula viva. A tecnologia para fazer isto não está disponível e provavelmente
nunca estará. Os cientistas não conseguem nem mesmo reviver uma célula morta,
embora esta ainda contenha os sistemas e substâncias químicas necessárias.
2. A vida
poderia ter-se iniciado por acaso em uma "sopa primordial"?
Não. A vida depende de muitas condições não
naturais. Estas incluem a produção de proteínas e ácidos nucléicos, que não são
produzidos na ausência da vida. A vida é baseada em sistemas químicos em
desequilíbrio termodinâmico, mas as reações químicas na natureza buscam
espontaneamente o equilíbrio. Além disto, não há evidência geológica de que
tenha havido uma "sopa primordial" em alguma época (1).
3. O que
pode ser dito sobre os relatórios recentes de vida em Marte?
Não foi encontrada vida em Marte. Os relatórios de
possível vida em Marte são baseados em certos minerais encontrados em um
meteorito achado na Antártica (2). Acredita-se que o meteorito tenha vindo de
Marte, e que os minerais possivelmente se formaram pela ação de bactérias
enquanto a rocha ainda estava em Marte. Esta explicação requer que bactérias
semelhantes às da Terra estivessem presentes em Marte, produzindo minerais no
interior desta rocha. Então, um asteróide ou objeto similar atingiu Marte com
força suficiente para lançar a rocha no espaço, por onde ela vagou durante
algum tempo. Finalmente, a rocha encontrou a Terra, passou através da atmosfera
e caiu na Antártica, onde foi encontrada por uma equipe que anualmente procura
meteoritos. Provavelmente, a maioria dos cientistas são cépticos quanto às
declarações de que os minerais foram produzidos por organismos viventes (3). A
NASA desqualificou a rocha como fóssil. A busca por evidências de vida em Marte
continua. Seria pouco provável que qualquer organismo vivo pudesse sobreviver a
tal viagem, e não mais se tem afirmado que a rocha contenha algum fóssil de
bactéria. O ceticismo (4) inicial sobre essas afirmativas parece ter sido
justificado por um registro de que a maioria das moléculas orgânicas se
originou de contaminação com material da Terra.
4. Como o
desenvolvimento de Teorias do Caos e da Complexidade tem afetado nossa
compreensão sobre o problema da origem da vida?
Estas teorias não produziram nenhuma mudança
radical. A teoria da complexidade tem gerado muita discussão e especulação que
não mudaram a natureza do problema. A maioria dos trabalhos tem sido feita com
programas de computador, que não revelam nada sobre as origens de proteínas,
ácidos nucléicos ou células vivas (5).
5. Avalie a
teoria de que a vida se iniciou sobre superfícies minerais ou de argila no
oceano, talvez em torno de fontes hidrotermais.
Várias conjecturas têm sido propostas em relação ao
desenvolvimento da vida sobre argila ou superfícies minerais. Entretanto, estas
não têm nenhum apoio empírico e não há nenhuma evidência experimental
significativa para avaliar (6). As fontes hidrotermais apresentam um sério
problema para estas teorias, porque a água que sai delas é esterilizada, destruindo
qualquer vida que possa estar presente (7). A maioria dos compostos químicos
necessários para a vida são muito sensíveis ao calor.
6. Que
problemas não resolvidos sobre a origem da vida são de maior preocupação?
Os dados científicos a respeito da origem da vida
são consistentes com a teoria criacionista. Naturalmente, todos os estudiosos
da natureza gostariam de saber mais sobre como a vida funciona.
Notas para
as perguntas sobre a origem da vida:
1. (a) Javor G. T. 1987. Origin of life: a look at
late 20th-century thinking. Origins 14:7-20; (b) Thaxton C. B., Bradley W. L..,
Olsen R. L.. 1984. The mystery of life origin: Reassessing current theories.
NY: Philosophical Library.
2. McKay D. S., et al. 1996. Search for past life
on Mars: possible relic biogenic activity in Martian meteorite ALH84001.
Science 273:924-930.
3. Ver: (a) Bradley J. P., Harvey R. P., MSween H.
Y. 1997. No "nanofossils" in martian meteorite. Nature 390:454; (b)
Kerr R. A. 1997. Martian "microbes" cover their tracks. Science
276:30-31; (c)
Yockey H. P. 1997. Life on Mars? Did it come from
Earth? Origins and Design 18(1):10-15.
4. Jull A. J. T., Courtney C., Jeffrey D. A., Beck
J. W. 1998. Isotopic evidence for a terrestrial source of organic compounds
found in Martian meteorites Allan Hills 84001 and Elephant Moraine 79001.
Science 279:366-369. Kerr R. A. 1998. Requiem for
life on Mars? Support for microbes fades. Science 282:1398-1400.
5. Ver Horgan J. 1995. From complexity to
perplexity. Scientific American 272(1):104-109.
6. Ver Javor G. T. 1989. A new attempt to
understand the origin of life: the theory of surface-metabolism. Origins
16:40-44.
7. Miller S. L., Bada J. L. 1988. Submarine hot
springs and the origin of life. Nature 334:609-611. Moulton, V. et al. 2000.
RNA folding argues against a hot-star origin of life. Journal of Molecular
Evolution 51:416-421.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Ateu acredita que África precisa de Deus
Antes do Natal, voltei, depois de 45 anos, para o país que na infância conhecia como Nyasaland. Hoje é Malawi, e o Times Christmas Appeal abrange uma pequena instituição de caridade que ali trabalha. A Pump Aid auxilia as comunidades rurais a instalar uma bomba simples, ajudando as pessoas a manterem poços de suas aldeias fechados e limpos. Eu fui conferir esse trabalho. Ele me inspirou, restaurou a minha fé em obras de caridade em desenvolvimento. Mas viajar pelo Malawi também renovou outra crença: aquela que tenho tentado repelir durante minha vida toda, mas não consigo evitar desde a minha infância africana. Isso confunde minhas convicções ideológicas, teimosamente se recusa a enquadrar-se em minha visão do mundo, e constrange minha fé crescente de que Deus não existe.
Agora, um ateu convicto, convenci-me da enorme contribuição dos evangelistas cristãos na África: notavelmente diferente do trabalho de ONGs, projetos governamentais e esforços humanitários internacionais. Apenas isso não é suficiente. Educação e treinamento também não são suficientes. Na África, o Cristianismo muda o coração das pessoas. Isso traz transformação espiritual. O renascimento é real. A mudança é boa.
Eu costumava evitar essa verdade ao aplaudir, como pudia, o trabalho prático das igrejas missionárias da África. É uma pena, eu diria, que a salvação é seja parte do pacote, mas cristãos negros e brancos, trabalhando na África, realmente curam os doentes, ensinam as pessoas a ler e escrever; e apenas o mais severo tipo de secularista podia ver um hospital ou escola missionária e dizer que o mundo seria melhor sem eles. Eu concordaria se a fé fosse necessária para motivar missionários a ajudar, mas o que conta é a ajuda, não a fé.
Mas isso não se ajusta aos fatos. Fé faz mais do que apoiar o missionário, é também transferida para seu rebanho. Esse é o efeito que importa e não é possível deixar de notar.
Em primeiro lugar, a observação. Tínhamos amigos que eram missionários, e como uma criança muitas vezes eu ficava muito tempo com eles. Também fiquei, sozinho com meu irmão mais novo, em uma tradicional aldeia rural Africana. Na cidade tínhamos africanos que trabalhavam para nós que foram convertidos e eram crentes fervorosos. Os cristãos eram sempre diferentes. Ao invés de assustar ou confinar seus conversos, sua fé parecia tê-los libertado e aliviado. Havia alegria, curiosidade, um comprometimento com o mundo – uma integridade em seu cuidado com os outros - que parecia estar faltando na tradicional vida africana.
Aos 24, viajando por terra por todo o continente, isso reforçou minha impressão. A partir de Argel ao Níger, Nigéria, Camarões e da República Centro-Africana, depois cortamos o Congo para Ruanda, Tanzânia e Quênia, quatro amigos de escola e eu dirigíamos nosso velho Land Rover para Nairóbi.
Dormíamos sob as estrelas, por isso era importante que ao chegarmos às mais populosas e anárquicas partes do sub-Sahara sempre encontrássemos algum lugar seguro até o anoitecer. Muitas vezes, perto de um campo missionário.
Sempre que entrávamos em um território de trabalho missionário, tínhamos que reconhecer que algo havia mudado nos rostos das pessoas com quem tínhamos contato: algo em seus olhos, a forma como se aproximavam de nós, cara a cara, sem olhar para baixo ou para longe. Eles não eram mais respeitosos com os estrangeiros, em alguns casos menos, porém mais abertos.
No Malawi foi igual. Não conheci nenhum missionário. Você não encontra missionários no saguão de hotéis caros discutindo documentos de estratégias de desenvolvimento, como ocorre com as grandes ONGs. Ao invés disso, notei que grande parte dos mais distintos membros africanos da equipe do Pump Aid (em grande parte do Zimbábue) eram, particularmente, cristãos fervorosos. "Particularmente", porque a instituição é inteiramente secular e nunca ouvi qualquer um de sua equipe mencionar a religião enquanto trabalha nas aldeias.
Mas notei referências cristãs em nossas conversas. Vi que um deles estava lendo um livro devocional no carro. Outro, no domingo, saiu ao alvorecer para assistir a um culto de duas horas na igreja.
Seria difícil acreditar que a honestidade, diligência e otimismo em seu trabalho eram desligadas da fé pessoal. O trabalho era secular, mas seguramente fora afetado por aquilo que eles eram. Influenciados por uma concepção que o cristianismo tem ensinado do papel do homem no Universo.
Existe há muito tempo uma moda entre os sociólogos acadêmicos ocidentais de adequar sistemas de valor tribais dentro de uma esfera, além de críticas fundamentadas por nossa própria cultura: "deles" e, portanto, melhor para "eles"; autêntica e intrinsecamente iguais aos nossos.
Não acredito nisso. Noto que crenças tribais não são mais pacíficas que as nossas, e que suprimem a individualidade. As pessoas pensam coletivamente, em primeiro lugar em termos de comunidade, até família e tribo. Essa mentalidade rural-tradicional alimenta o conceito de “chefão” e políticas criminosas da cidade africana: o exagerado respeito pelo líder orgulhoso, e a incapacidade (literal) de compreender a idéia de oposição honesta.
Ansiedade - medo dos espíritos maus, dos antepassados, da natureza e do selvagem, de uma hierarquia tribal, de coisas corriqueiras –, agressões profundas em toda a estrutura do pensamento rural africano. Todo homem tem seu lugar e, chame-o de medo ou respeito, um grande peso esmaga o espírito de cada um, curiosidade suprimida. As pessoas não vão tomar a iniciativa, não vão tomar o controle ou carregar esse fardo sozinhas.
Como eu, alguém em cima do muro, poderia explicar? Quando o turista filosófico se move de uma visão de mundo para outra, ele encontra - no momento da passagem para o novo - que ele perdeu a linguagem para descrever a paisagem para o velho. Por exemplo: a resposta dada por Sir Edmund Hillary para a pergunta: Por que subir a montanha? "Porque ela está ali", disse ele.
Para a mentalidade rural africana, esta é uma explicação para não escalar a montanha: “Bem, está ali. Por que interferir?”
Não há nada a ser feito sobre ela, ou com ela. A explicação de Hillary (de que ninguém tinha escalado antes) seria como uma segunda razão para a passividade.
Cristianismo, a pós-Reforma e pós-Lutero, com o seu ensino de forma direta, uma ligação pessoal bilateral entre o indivíduo e Deus, sem intermédio coletivo, e insubordinado a qualquer outro ser humano, choca-se diretamente com o padrão filosófico-espiritual que acabei de descrever. Ele oferece algo para se apegar para aqueles ansiosos para libertar-se do esmagador pensamento tribal. É a razão e a forma pela qual o cristianismo liberta.
Aqueles que querem que a África se erga em meio à concorrência global do século 21 não devem se enganar que ao prover os meios materiais ou mesmo as técnicas que acompanham o que chamamos de desenvolvimento irá fazer alguma diferença. É necessário que todo o sistema de crenças seja suplantado.
E temo que tem que ser suplantado por outra crença. Removendo os missionários cristãos da equação africana pode-se levar o continente à mercê de uma fusão maligna de uma Nike, o médico mal, o celular e o facão.
Matthew Parris, Timesonline
Tradução: Thiago Juliani
Tradução: Thiago Juliani
Fonte original:
http://www.timesonline.co.uk/…/matthew_p…/article5400568.ece
http://www.timesonline.co.uk/…/matthew_p…/article5400568.ece
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Perguntas freqüentes sobre a criação e a ciência:
1. É
científico crer na criação?
Em nossa sociedade atual, crê-se que a ciência é
estritamente naturalista. Neste sentido, a criação não pode ser científica,
porque a criação implica uma inteligência sobrenatural ativa na natureza. Entretanto,
a ciência pode ser definida de outras formas (1). Se "ciência"
significar o estudo da natureza, a criação pode ser "científica." É o
que acontece se a natureza for investigada em sua relação com Deus como o seu
Criador. Muitos dos fundadores da ciência moderna criam que Deus estava ativo
na natureza, e que eles estavam meramente estudando Seus métodos de agir na
natureza. A história mostra que a separação entre Deus e a natureza não é
necessária para o avanço do conhecimento. Entretanto, a ciência se preocupa em
testar predições resultantes de hipóteses específicas. A hipótese de que Deus
causou um evento por métodos que não são investigáveis não seria considerada
científica, por não poder ser testada.
Para alguns o termo "científico"
significa crença lógica em oposição à superstição. Este significado é inerente
ao "cientificismo" -- a crença de que a ciência naturalista é o único
meio de descobrir a verdade. Este é um mau uso do termo "científico",
que torna impossível responder à questão se é científico crer na criação ou em
qualquer outra teoria das origens.
2. É
necessário que a ciência seja naturalista?
A ciência avançou porque os cientistas procuraram
respostas a questões acerca de como os eventos ocorreram ou ocorrem. Isto pode
ser investigado tanto quando se crê que Deus está dirigindo os eventos como
quando não se crê nisto. Os cientistas não necessitam crer no naturalismo
quando procuram entender o mecanismo de como os eventos ocorrem.
3. O
reconhecimento das atividades de Deus por parte dos cientistas não iria
desestimular a pesquisa?
A crença de que Deus está ativo na natureza não
desestimulou a pesquisa dos fundadores da ciência moderna, assim como não deve
desestimular hoje. O problema que se deve evitar é deixar de investigar um
fenômeno simplesmente por se crer que Deus é sua causa. Muitos cientistas têm
sido estimulados a estudar a natureza por crerem que Deus está ativo nela,
sendo seu estudo uma oportunidade de compreendê-lO através das obras de Suas
mãos.
Notas para
as perguntas sobre criação e a ciência
1. A filosofia da ciência sob uma perspectiva cristã
está em: (a) Ratzsch D. 1986. "Philosophy of Science". Downers Grove,
IL: InterVarsity Press; (b) Pearcey N. R., Thaxton C. B. 1994. "The soul
of science: Christian faith and natural philosophy". Wheaton, I. L:
Crossway Books, Good News Publishers; (c) Os adventistas do sétimo dia devem
consultar Testimonies to the Church, Vol. 8, p 255-261 para uma esclarecedora
declaração sobre Deus, a natureza e a ciência.
Referências
Recomendam-se as seguintes publicações, como
leitura adicional referente aos tópicos tratados neste número de Ciências das
Origens, todas disponíveis mediante solicitação à Sociedade Criacionista
Brasileira no "site": http://www.scb.org.br
(1) ROTH, A. "Origens: Relacionando a Ciência
com a Bíblia"., 384 p., C.P.B., Tatuí, 2001 (Casa Publicadora Brasileira,
Rodovia SP-127, Km 106, Caixa Postal 34, Tatuí, SP, BRASIL, CEP
18270-000).Tradução do original Inglês "Origins: Linking Science and
Scripture". Hagerstown, Review and Herald Publishing Association, 1998,
384 p., feita pelo Núcleo de Estudos das Origens.
(2) JUNKER, Reinhard, e SCHERER, Siegfried.
"Evolução - Um Livro-Texto Crítico", 328 pp., Tradução para o
Português pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002. (S.C.B, Caixa Postal
08743, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
(3) FLORI, Jean, e RASOLOFOMASOANDRO, Henri.
"Em Busca das Origens - Evolução ou Criação?" 342 pp., Editorial
Safeliz, 2000. (Editorial Safeliz, Aravaca 8, 28040 Madrid, Espanha). Tradução
para o Português, pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002. (S.C.B, Caixa
Postal 08743, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
(4) PARKS, Bill. "Como Ensinar a seus Filhos a
Harmonia entre o Criacionismo e a Ciência". 130 pp., Sociedade
Criacionista Brasileira, 2001. (S.C.B., Caixa Postal 08743, Brasília, DF, CEP:
70312-970).
(5) Artigos das Folhas (ou Revistas) Criacionistas
referentes aos tópicos tratados nos números de Ciências das Origens, a serem
selecionadas no Índice Temático disponível no "site" da Sociedade
Criacionista Brasileira.
(6) Coleção dos números 1 a 60 de "Ciência de
los Orígenes", encadernada em dois volumes, produzida pela Sociedade
Criacionista Brasileira, 2002.
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