segunda-feira, 11 de abril de 2016

Quantos inspetores Salomão teve?

Salomão teve 3.300 inspetores.
I Rs 5:16 - Afora os chefes dos oficiais de Salomão, os quais estavam sobre aquela obra, três mil e trezentos, que davam as ordens ao povo que fazia aquela obra.

Salomão teve 3.600 inspetores.
II Cr 2:18 - E fez deles setenta mil carreteiros e oitenta mil cortadores na montanha, como também três mil e seiscentos inspetores, para fazerem trabalhar o povo.
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Descontradizendo:
A Bíblia de Estudo NVI faz o seguinte comentário:

1 Re 9:23 refere-se a 550 funcionários que supervisionavam:
"Estes eram os chefes dos oficiais que estavam sobre a obra de Salomão, quinhentos e cinqüenta, que davam ordens ao povo que trabalhava na obra".

Caso se trate de duas categorias diferente de funcionários de supervisão, o total seria de 3.850 homens.

2 Cr 2:2 refere-se a 3.600 capatazes:
"E contou Salomão setenta mil homens de carga, e oitenta mil que cortassem na montanha, e três mil e seiscentos inspetores sobre eles".

2 Cr 8:10 fala em 250 funcionários de supervisão:
"estes, pois, eram os chefes dos oficiais que o rei Salomão tinha, duzentos e cinqüenta, que presidiam sobre o povo".

Que também dá um total de 3.850 numa capacidade de supervisão.

Concluindo:
Os textos falam de:
1. 550 Chefes dos oficiais que davam ordens ao povo que trabalhava na obra;
2. 3.600 inspetores sobre homens de carga e homens que cortavam nas montanhas;
3. 250 funcionários de supervisão;

Como funcionava esta divisão de inspetores? Como o autor de I Re e o autor de II Cr fizeram esta divisão, ninguém sabe dizer com precisão. Porém, o que fica claro é que na soma total o número de inspetores é o mesmo.


Pipe

domingo, 10 de abril de 2016

A qual tribo Hirão pertencia?

Hirão era da tribo de Naftali.
I Rs 7:13-14 - E enviou o rei Salomão mensageiros e mandou trazer a Hirão de Tiro. Este era filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro que trabalhava em cobre; e era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de cobre; este veio ao rei Salomão e fez toda a sua obra.

Hirão era da tribo de Dã.
II Cr 2:13-14 - Agora, pois, envio um homem sábio de grande entendimento, a saber, Hirão-Abi, filho de uma mulher das filhas de Dã e cujo pai foi homem de Tiro; este sabe lavrar em ouro, e em prata, em bronze, em ferro, em pedras, e em madeira, e em púrpura, e em pano azul, e em linho fino, e em carmesim; e é hábil para toda obra de buril e para todas as engenhosas invenções, qualquer coisa que se lhe propuser, juntamente com os teus sábios e os sábios de Davi, meu senhor, teu pai.
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Descontradizendo:
A Bíblia de Estudo NVI comenta:
"Essas declaraçõs não são necessariamente contraditórias entre si:
1. A ascendência da mãe pode ter sido danita, e ela pode ter sido habitante do território de Naftali.
2. Pode ter tido pais de Dã e de Naftali, respectivamente, de modo que sua descendência pudesse ser rastreada a qualquer uma das duas tribos".
3. Uma terceira questão é que em I Re fala literalmente que ela era da tribo de Naftali e em II Cr, diz apenas que ela era uma mulher das filhas de Dã. E então fica a pergunta: O termo usado pelo autor de I Cr ao se referir "Filhas de Dã" significava na sua mente "da tribo de Dã"?

Para afirmarmos que se trata de uma contradição, teríamos que ter absoluta certeza de que os três pontos levantados são inválidos. Caso contrário, a aparente "contradição" repousa também em especulações.
Pipe

Guilherme Born:
Como em II Cronicas fala que ela era descendente das filhas de Dã, ou seja, avó de Hirão, pode muito bem o avô dele ser de Naftali, assim em 1 Reis, o autor utiliza a descendência de Naftali, vinda do avô e o autor de II Crônicas descreveu pela descendência de Dã, vinda da avó.


Hirão era filho de uma mulher viúva cujos pais eram de tribos diferentes. O pai da viúva era de Naftali. A mãe da viúva era de Dã. Essa conclusão é tirada de II crônicas, que enfatiza a informação que a viúva era filha das filhas de Dã e em I Reis, o autor não tem a preocupação em enfatizar isso, pois pela cultura da época, quando se falava em descendência, sempre vinha primeiramente a descendência a partir do Homem.

sábado, 9 de abril de 2016

Que altura tinha as colunas do templo?


As colunas tinham 18 côvados de altura.
I Rs 7:15 - Porque formou duas colunas de cobre; a altura de cada coluna era de dezoito côvados, e um fio de doze côvados cercava cada uma das colunas.

As colunas tinham 35 côvados de altura.
II Cr 3:15 - Fez também diante da casa duas colunas de trinta e cinco côvados de altura; e o capitel, que estava sobre cada uma, era de cinco côvados.
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Descontradizendo:

A Bíblia de Estudo NVI traduz:
I Rs 7:15 – ”Ele fundiu duas colunas de bronze, cada uma com oito metros e dez centímetros de altura...”.

II Cr 3:15 – ”Fez na frente do templo duas colunas que, juntas, tinham dezesseis metros,...”

Comentários:
* Suprir a palavra "juntas" é uma tentativa de harmonizar essa medida com os oito metros (cada) em 1 Rs 7:15 (tb. confirmado por 2 Rs 25:17 - "Cada coluna tinha oito metros e dez centímetros de altura...").

Jr 52:21 - "Cada uma das colunas tinha oito metros e dez centímetros de altura...".
A Septuaginta aqui registra 16 m.

A outra possibilidade é que se trate de um erro de copistas.


Pipe

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Qual foi o volume de fundição usado no templo de Salomão?

2.000 batos.
I Rs 7.26 - E a grossura era de um palmo, e a sua borda, como a obra da borda de um copo ou de flor de lírios; ele levava dois mil batos.

3.000 batos.
II Cr 4:5 - E tinha um palmo de grossura, e a sua borda foi feita como a borda de um copo ou como uma flor-de-lis, da capacidade de três mil batos.
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Descontradizendo:
Na NVI traz para 1 Rs 7:26 "... quarenta mil litros", e traz a seguinte nota:
"O bato era uma medida de capacidade para líquidos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros. A Septuaginta não traz esta sentença".

E em 2 Cr 4:5 traz "... sessenta mil litros".

Não sabemos por que na Septuaginta não aparece em I Rs 7:26 a sentença de "dois mil batos". Mas eu tenho algumas observações para serem aplicadas nestes exemplos:

Eu não sei se vocês perceberam que todas as contradições que a BDC propõem não estão relacionadas ao mesmo livro e autor e sim a comparações de livro e autores diferentes. Por exemplo I Rs e I Cr. E dentro disto, não é incomum duas pessoas relatarem de dois pontos de vista diferentes a mesma história, medida, cálculo, etc.

Estas medidas teriam um peso, se elas estivessem no mesmo livro sendo descrita pelo mesmo autor. Mas como isto não ocorre uma única vez, é precipitada a sentença de afirmar que se trata de uma contradição. O mais correto é dizer: Não sabemos! Pois, talvez a sentença em 1 Rs 7:26 de 2.000 batos nem tenha existido nos originais hebraicos, pois a Septuaginta não fornece esta informação. Mas, como eu disse acima, permanece a questão sem uma solução absoluta.


Pipe

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O que existia dentro da arca do concerto?


Somente as tábuas:
1 Re 8:9 - Na arca, nada havia, senão só as duas tábuas de pedra que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o SENHOR fez aliança com os filhos de Israel, saindo eles da terra do Egito.

II Cr. 5:10 - Na arca, não havia senão somente as duas tábuas que Moisés tinha posto junto a Horebe, quando o SENHOR fez concerto com os filhos de Israel, saindo eles do Egito.

Outras coisas junto das tábuas:
Hb 9:4 - que tinha o incensário de ouro e a arca do concerto, coberta de ouro toda em redor, em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do concerto.
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Descontradizendo:
Champlin comenta o seguinte:
"No AT  nunca é dito que a vara de Arão foi posta dentro da arca, ainda que ambos esses objetos fossem reverenciados (Ex 16:22 e Nm 17:10)...O autor sagrado está preservando, talvez, alguma tradição obscura que nunca se tornou popular ou aceitável entre os judeus. Vincent (in loc.) menciona a existência de tal tradição entre alguns rabinos, mas não a identifica. Moulton (in loc.) menciona que algumas tradições rabínicas assim entendiam a disposição de tais objetos, com base no techo de 1 Reis 8:9. Esse versículo diz claramente que nada havia no interior da arca senão as tábuas da Lei; mas alguns intérpretes pensam que isso foi "em algum tempo"; antes do tempo histórico dos reis outros objetos tinham sido postos no interior da arca. Porém, o próprio versículo parece ensinar enfaticamente o contrário. Contudo, se alguns rabinos assim entendiam, disso poderia ter-se desenvolvido a tradição que o maná e a vara de Arão estiveram no interior da arca... Alford (in loc.) menciona Levi ben Gerhsom e Abardanel, além de outros escritores rabínicos, os quais supunham que esses objetos tinham sido guardados "dentro da arca", embora não dê as referências. John Gill (in loc.) diz-nos que essas referências são comentários sobre o trecho de 1 Rs 8:9, por aqueles escritores mencionados e por "outros". Portanto, pelo menos havia uma tradição nesse sentido...".
N.T. Champlin, "O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO Versículo por versículo - Volume 05". Editora Hagnos, pg.745.
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Pipe responde:
A própria Bíblia responde esta:

* O vaso de ouro que continha o Maná:
Ex 16:33-34 - "Então Moisés disse a Arão: "Ponha numa vasilha a medida de um jarro de maná, e coloque-a diante do Senhor, para que seja conservado para as futuras gerações. Em obediência ao que o Senhor tinha ordenado a Moisés, Arão colocou o maná junto às tábuas da aliança, para ali ser guardado".

* A vara de Arão que floresceu:
Nm 17:8-10 - "No dia seguinte Moisés entrou na tenda e viu que a vara de Arão, que representava a tribo de Levi, tinha brotado, produzindo botões e flores, além de amêndoas maduras. Então Moisés retirou todas as varas da presença do Senhor e as levou a todos os israelitas. Eles viram as varas, e cada líder pegou a sua. O Senhor disse a Moisés: "Ponha de volta a vara de Arão em frente da arca das tábuas da aliança, para ser guardada como uma advertência para os rebeldes. Isso porá fim à queixa deles contra mim, para que não morram".

O que parece denotar pelos textos de Ex 16:33-34 e Nm 17:8-10, é que os objetos (com exceção das tábuas), não ficavam dentro da arca literalmente, mas “junto” ou "em frente da arca" para ali serem guardados dentro do Santo dos Santos. Porém, na hora de descrever o assunto, o autor de hebreus não foi específico e detalhista quanto a estes detalhes.

Parafraseando Hb 9:3-4 - "Por trás do segundo véu havia a parte chamada Santo dos Santos, onde se encontravam o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, totalmente revestida de ouro. Nessa arca, junto dela estava o vaso de ouro contendo o maná, e em frente dela estava a vara de Arão que floresceu e as tábuas da aliança".


Pipe

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Deus habita os templos?


Deus habita os templos.
I Rs 8:13 - Certamente, te edifiquei uma casa para morada, assento para a tua eterna habitação.

II Cr 7:12 - E o SENHOR apareceu de noite a Salomão e disse-lhe: Ouvi tua oração e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.

II Cr 7:16 - Porque, agora, escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.

Deus não habita os templos.
At 7:48 - mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta:
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Descontradizendo:
Os dois textos, tanto I Rs quanto II Cr fazem parte do mesmo contexto, a aprovação de Deus para com o Templo que Salomão havia construído.Vamos ver então, todo o contexto de II Cr 7:12-16 na NVI, que no caso é o mesmo que o contexto de II Rs 8:13:

"...Ouvi sua oração, e escolhi este lugar para mim, como um templo para sacrifícios. "Se eu fechar o céu para que não chova ou mandar que os gafanhotos devorem o país ou sobre o meu povo enviar uma praga, se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra. De hoje em diante os meus olhos estarão abertos e os meus ouvidos atentos às orações feitas neste lugar. Escolhi e consagrei este templo para que o meu nome esteja nele para sempre. Meus olhos e meu coração nele estarão".

Se Deus habitava literalmente no templo como a BDC sugere, por que Deus disse então que "dos céus" ouviria as orações? Ué, Ele não mora dentro do templo?

O que se percebe em, todo o texto, é que Deus não está falando literalmente que o templo seria a sua morada. E sim, que o templo seria nada mais e nada menos que um símbolo da sua presença e que em alguns momentos Ele manifestaria a sua glória naquele lugar.

Concluindo:
O contexto de II Cr 7 deixa claro que Deus dos céus ouviria as orações feitas naquele lugar. E não, que literalmente moraria dentro dele.


Pipe

terça-feira, 5 de abril de 2016

O cristão peca?


Nenhum é livre de pecado.
I Rs 8:46 - Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares nas mãos do inimigo, para que os que os cativarem os levem em cativeiro à terra do inimigo, quer longe ou perto esteja;

II Cr 6:36 - Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles e os entregares diante do inimigo, para que os que os cativarem os levem em cativeiro para alguma terra, remota ou vizinha;

Pv 20:9 - Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado!

Ec 7:20 - Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque.

Rm 3:23 - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,

I Jo 1:8 - Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.

I Jo 1:10 - Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.


Cristãos não tem pecado. (Somente os não-cristãos possuem).
Rm 5:14 - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.

I Jo 3:6 - Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.

I Jo 3:9 - Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.

I Jo 5:18 - Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.

III Jo 1:11 - Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus.
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Descontradizendo Vs. por Vs.:
Rm 5:14 - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não
pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.

O versículo não está dizendo que eles não pecaram. Ele está dizendo que eles não pecaram à semelhança da transgressão de Adão. Ou seja, não pecaram como ele pecou, porém pecaram também.

A Bíblia de estudo NVI traduz:
I Jo 3:6 - Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não no viu nem o conheceu.
I Jo 3:9 - Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus

I Jo 5:18 - Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o maligno não o atinge.

III Jo 1:11 - Amado, não imite o que é mau, mas sim o que é bom. Aquele que faz o bem é de Deus; aquele que faz o mal não viu a Deus.

Comentário:
"João não está asseverando a perfeição impecável. Pois na mesma carta, ele diz:
"Se afirmamos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados e nos purificarmos de toda injustiça. Se afirmamos que não temos pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo".
João está explicando que a vida do cristão não é caracterizada pela prática do pecado, e sim do que é certo".

Conclusão:
Estaria o apóstolo se auto-contradizendo? É óbvio que não. Como pode ele uma hora dizer que "quem diz que não tem pecado é mentiroso" e daqui a pouco dizer que "cristão não peca"? É óbvio que o que ele está dizendo é que uma pessoa nascida de novo não vive na prática do pecado. Nenhum ser humano é infalível. Porém, uma pessoa nascida de novo não vive na prática do pecado. Diante disto, não há nenhuma contradição. É apenas mais um exemplo de alguém que desconhece o todo da Bíblia Sagrada e se propõem a falar de assuntos que desconhece totalmente.


Pipe

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Existe a ressurreição dos mortos?


A morte é o fim. Não existe ressurreição dos mortos.
Jó 7:9 - Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.

Sl 6:5 - Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?

Sl 88:4-5 - Já estou contado com os que descem à cova; estou como um homem sem forças, posto entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais; antes, os exclui a tua mão.

Sl 115:17 - Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio.

Ec 3:19 - Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.

Ec 9:5 - Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.

Ec 9:10 - Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.

Is 26:14 - Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso, os visitaste, e destruíste, e apagaste toda a sua memória.

Is 38:18 - Porque não pode louvar-te a sepultura, nem a morte glorificar-te; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova.


A morte não é o fim. Haverá a ressurreição dos mortos.
I Rs 17:22 - E o SENHOR ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.

II Rs 4:32-35 - E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. Então, entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao SENHOR. E subiu, e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. Depois, voltou, e passeou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele; então, o menino espirrou sete vezes e o menino abriu os olhos.

II Rs 13:21 - E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés.

Mt 9:24-25 - disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riram-se dele. E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se.

Mt 25:46 - E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

Mt 27:52-53 - E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos

Mc 5:39-42 - E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele estavam e entrou onde a menina estava deitada. E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talitá cumi, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te. E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto. E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.

Lc 7:12-15 - E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.

Lc 9:30 - E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias,

Lc 20:37 - E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó.

Jo 11:39-44 - Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

At 26:23 - isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.

I Co 15:16 - Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

I Co 15:52 - num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Ap 20:12-13 - E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.

Este versículo eu tirei por não haver indício de falar a respeito de ressurreição nele.
Dn 12:1 - E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.
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Descontradizendo:
Primeiro de tudo, o que precisa ficar bem claro, é que a teologia da ressurreição que o cristianismo anuncia desde Jesus Cristo, foi uma doutrina que se fundamentou de fato em Cristo. No Antigo Testamento nós temos lampejos desta doutrina, porém não se compara aos diversos textos no Novo testamento que fundamentam em definitivo esta doutrina. No Judaísmo havia uma seita chamada saduceus que inclusive não acreditava na ressurreição dos mortos. Então, quando você lê um texto falando sobre a morte no Antigo Testamento, não terá a mesma fundamentação que um autor do Novo Testamento tinha em sua teologia. Os autores do AT não tinham a revelação completa que os autores do NT tinham. Foi somente em Cristo que a revelação se consumou. Então, é óbvio que no que se refere à ressurreição, os autores do AT não falariam da ressurreição da forma como a BDC está desejando que falassem. Outra questão também, é que alguns dos textos usados pela BDC são textos existências. Ou seja, a morte não está sendo descrita de um ponto de vista cristão tendo como pano de fundo a consumação da doutrina da ressurreição que Cristo fundamentou. Pelo contrário, a morte está sendo descrita apenas pelo que ela é em termos existenciais. Um exemplo disto são os textos de Eclesiastes.

Descontradizendo vs. por vs.:
Ec 3:19 - Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.

Ec 9:5 - Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.

Ec 9:10 - Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.

Olhem só, não é querendo ser mal educado, mas o gente ignorante estes que criaram a BDC. Será que o autor deste site estaria sugerindo que estes textos deveriam dizer de outra maneira? Vamos distorcer o texto e colocar como o autor de Eclesiastes deveria se referir para não haver contradição:

Ec 3:19 - [distorcendo]: Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como não morre um, assim não morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.

Ec 9:5 - [distorcendo]: Porque os vivos não sabem que hão de morrer, mas os mortos sabem, estes têm, e a sua memória jamais será esquecida.

Ec 9:10 - [distorcendo]: Tudo quanto te vier à mão para fazer, não faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, há obra, indústria, ciência, sabedoria.

Perceberam que isto sim seria algo irracional e ilógico? Já viram mortos inventando algo? Já viram mortos escrevendo livro? Os seres humanos não morrem assim como os animais? Já viram um defunto filosofando sobre o seu estado de morto? Mortos não realizam nada. É disto que o autor está falando. Na condição de morto, ninguém poderá fazer nada. Estes textos são puramente existenciais.

Outro exemplo é Jó 7:9 – “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir”.

Exatamente, quem morre vai e não volta mais. A não ser que alguém o ressuscite. E neste caso, Jó não disse isto, porque não tinha recebido revelação de Deus para dizê-lo. Porque, se não, certamente acrescentaria a sua frase esta condição.

Sl 6:5 - Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?

Sl 115:17 - Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio.

Is 38:18 - Porque não pode louvar-te a sepultura, nem a morte glorificar-te; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova.

Sim, o autor da BDC gostaria que o salmista e o profeta Isaías disse-se: “Na morte, os mortos ficam lembrando de ti; no sepulcro ele ficam te louvando”.

A Bíblia diz que Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. Aquele corpo que está lá depositado num sepulcro não tem nenhum tipo de expressão de louvor a Deus. O espírito humano é algo transcendente a matéria. Porém, o corpo físico não expressa absolutamente nada na condição de morto.

Sl 88:4-5 - Já estou contado com os que descem à cova; estou como um homem sem forças, posto entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais; antes, os exclui a tua mão.

É forçar a barra usar este texto para dizer que não há ressurreição. "Não te lembras" não está dizendo que aqueles mortos não ressuscitarão no último dia no juízo final. É apenas uma oração existêncial de alguém que sabia quase nada a respeito de ressurreição.

Is 26:14 - Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso, os visitaste, e destruíste, e apagaste toda a sua memória.

Onde está no texto escrito a palavra nunca ou jamais? Para que haja uma contradição, o texto deveria estar escrito da seguinte maneira: "Morrendo eles, jamais tornarão a viver; falecendo, jamais ressuscitarão; por isso, os visitaste, e destruíste, e apagaste toda a sua memória".

O versículo usando a palavra "não" pode estar falando que neste tempo em que a história está sendo escrita eles não ressuscitarão. Especular que está dizendo que jamais ressuscitarão é forçar o texto a dizer o que ele não está dizendo.

Conclusão:
Mesmo que todos os textos estivessem falando que não existe ressurreição, eles estariam falando de algo que eles não tinham como revelação. Como alguém falaria de ressurreição sem terem tido revelação?

Poderia ser considerado uma contradição sem algum escritor Neo-testamentário dissesse que não há. Usar o Antigo Testamento como base para dizer que se contradiz com o Novo testamento a respeito do assunto Ressurreição, é algo que somente um ignorante teológico diria como prova da sua abundante ignorância do todo da Bíblia.

Pipe

Cooperação de Guilherme Born:
Detalhe importante é que a grande maioria dos textos que "dizem" que não há ressurreição, na verdade nem sequer se relacionam com o assunto "Ressurreição". Os textos apenas descrevem acontecimentos relacionados à morte ou desabafos em relação a ela. Esta grande maioria não afirma em hipótese alguma que não há ressurreição.

Contradição seria se um texto dissesse que os mortos nunca irão ressuscitar e outro escrever que todos os mortos irão ressuscitar.

O único texto que poderia ser usado como sendo contraditório é este:
Is 26:14 - Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso, os visitaste, e destruíste, e apagaste toda a sua memória.


A resposta sobre este versículo o Pipe já deu.

domingo, 3 de abril de 2016

Quantos talentos de ouro Hirão enviou a Salomão?

420
I Rs 9:27-28 - E mandou Hirão com aquelas naus os seus servos, marinheiros, que sabiam do mar, com os servos de Salomão. E vieram a Ofir, e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro, e o trouxeram ao rei Salomão.

450
II Cr 8:18 - E enviou-lhe Hirão, por mão de seus servos, navios e servos práticos do mar, e foram com os servos de Salomão a Ofir, e tomaram de lá quatrocentos e cinqüenta talentos de ouro, e os trouxeram ao rei Salomão.
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Descontradizendo:
Os dois relatos são diferentes e não contraditórios. Eu não sei se vocês perceberam que todas as contradições que a BDC propõem não estão relacionadas ao mesmo livro e autor e sim a comparações de livro e autores diferentes. Por exemplo I Rs e II Cr. E dentro disto, não é incomum duas pessoas relatarem de dois pontos de vista a mesma história, medida, cálculo, etc. Estas medidas teriam um peso, se elas estivessem no mesmo livro sendo descrita pelo mesmo autor. Mas como isto não ocorre uma única vez, é apenas mais um exemplo de opiniões diferentes.


Pipe

sábado, 2 de abril de 2016

Quem era a avó materna de Abias?

Absalão.
I Rs 15:2 - E três anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão.

Uriel.
II Cr 13:1-2 - No ano décimo oitavo do rei Jeroboão, reinou Abias sobre Israel. Três anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Micaía, filha de Uriel, da cidade de Gibeá; e houve guerra entre Abias e Jeroboão.
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Descontradizendo:
Obs: Primeiro de tudo, a "contradição" não está no nome da Avó e sim da mãe e do avô.

Há dois problemas neste texto:
1. Qual era o nome da mãe de Abias: Maaca ou Micaias?
2. Qual era o nome do avô de Abias: Absalão ou Uriel?

Bom, com relação à primeira pergunta, as demais traduções trazem da seguinte maneira o texto:

Bíblia de Jerusalém:
I Rs 15:2 - "e reinou três anos em Jerusalém; sua mãe chamava-se Maaca, filha de Absalão”.

I Rs 15:9 – "No vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, Asa tornou-se rei de Judá e reinou quarenta e um anos em Jerusalém; sua avó chamava-se Maaca, filha de Absalão”.

II Cr 13:1-2 – "No décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão, Abias tornou-se rei de Judá e reinou três anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Micaías; era filha de Uriel e natural de Gabaá. Houve guerra entre Abias e Jeroboão”.

Obs: Em II Cr 13:1-2, aparece Micaías como mãe de Abias e não Maaca.

Bíblia de Estudo NVI:
I Rs 15:2 – "e reinou três anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Maaca, filha de Absalão”.

II Cr 13:2 – "...O nome de sua mãe era Maaca, filha de Uriel, de Gibeá”.

Obs: A NVI traduz Micaías por Maaca.

O Novo Dicionário da Bíblia (Ed. Vida Nova) descreve da seguinte maneira os personagens:
Maaca = A esposa favorita de Abias e filha de Absalão em II Cr 11:20-22:
"E, depois dela, tomou a Maaca, filha de Absalão; esta lhe deu os filhos: Abias, e Atai, e Ziza, e Selomite. E amava Roboão mais a Maaca, filha de Absalão, do que a todas as suas outras mulheres e concubinas; porque ele tinha tomado dezoito mulheres e sessenta concubinas; e gerou vinte e oito filhos, e sessenta filhas. E Roboão pôs por cabeça a Abias, filho de Maaca, para ser maioral entre os seus irmãos, porque o queria fazer rei”.

Donald J. Wiseman no seu comentário de I e II Reis pela editora Vida Nova faz o seguinte comentário: "O Pai de Maaca era Abishalom que parecia ser a tradução de Absalão (2 Cr 11:20-33), mas isto não é necessariamente assim. Maaca era neta de Uriel de Gibeá (2 Cr 13:2) que, se ele tivesse desposado Tamar, filha de Absalão, ele a teria trasnformado em neta de Absalão".

Observação:
Este personagem Uriel é totalmente desconhecido quanto a sua origem. Nenhum comentarista sabe dizer de quem se trata. E aparece uma única vez em toda a Bíblia (II Cr 13:2).

Observações Gerais:
1. Micaías e Maaca é a mesma pessoa.
2. Talvez Maaca fosse neta de Absalão e filha de um casamento entre Tamar e Uriel. Neste caso, perdura a tradição de dar aos avós posições de pais, neste caso mãe.
3. Talvez tenha sido um erro de copistas. Neste caso não se sabe dizer o que levou o autor de II Cr afirmar que Maaca era filha de Uriel. Porém, todas as versões trazem o nome Uriel e não Absalão em II Cr.
4. Absalão teve três filhos (cujo nome não é mencionado) e uma filha de nome Tamar (II Sm 14:27).
5. A história de Absalão não é citada nos livros das Crônicas. Apesar de relatar a história de Davi, não se menciona a revolta de Absalão.
6. Depois da morte de Salomão, o seu sucessor foi Roboão (I Rs 11:43), filho de Salomão com Naamá (I Rs 14:21 e 31);
7. Em I Rs 14:31 diz que Abias era filho de Roboão com Maaca (filha de Absalão). Porém, II Sm nada diz de Absalão ter tido uma filha com este nome.
8. Em II Cr 13:2 diz que Maaca era filha de Uriel. Como poderia Maaca ser filha de Uriel e Absalão ao mesmo tempo? Diante disto o mais provável é que Uriel se casou com Tamar e Maaca é filha deste casamento.

Concluindo:
Por se tratar de um texto bem obscuro com um personagem obscuro (Uriel), afirmar que se trata de uma contradição é uma especulação uma vez que ninguém sabe dizer quem é este tal de Uriel.


Pipe

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Asa removeu os altos?

Asa removeu os altos.
II Cr 14:3-5 - porque tirou os altares dos deuses estranhos e os altos, e quebrou as estátuas, e cortou os bosques. E mandou a Judá que buscassem ao SENHOR, Deus de seus pais, e que observassem a lei e o mandamento. Também tirou de todas as cidades de Judá os altos e as imagens do sol; e o reino esteve quieto diante dele.

Asa não removeu os altos.
I Rs 15:14 - Os altos, porém, se não tiraram; todavia, foi o coração de Asa reto para com o SENHOR todos os seus dias.

II Cr 15:17 - Os altos, porém, não se tiraram de Israel; contudo, o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias.
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Descontradizendo vs. por vs.:

A Bíblia de estudo NVI faz o seguinte comentário:
"A referência em I Rs 15:14 e em II Cr 15:17 diz respeito aos altares nos montes onde o Senhor era adorado, quanto a legitimidade do culto ao Senhor em tais lugares sagrados, v.3:2:
"Somente que o povo sacrificava sobre os altos, porque até àqueles dias ainda se não tinha edificado casa ao nome do SENHOR".

Quando II Cr 14:3 indica que Asa eliminou os altares idólatras que estavam nos montes, trata-se de uma referência aos centros da adoração cananéia pagã, v. II Cr 17:6:
"E exaltou-se o seu coração em seguir os caminhos do SENHOR e ainda tirou os altos e os bosques de Judá".

20:33 em que há a mesma distinção:
"Contudo, os altos se não tiraram, porque o povo não tinha ainda preparado o coração para com o Deus de seus pais".

Conclusão:
Os textos não estão se referindo aos mesmos altares:
II Cr 14:3-5 está se referindo aos altares dos deuses estranhos.
I Rs 15:14 e II Cr 15:17 está se referindo aos altares dedicados ao Deus de Israel.

Portanto não há nenhuma contradição nestes textos.


Pipe

quinta-feira, 31 de março de 2016

Quando Baasa morreu?

No 26º ano do reinado de Asa.
I Rs 16:6-8 - E Baasa dormiu com seus pais e foi sepultado em Tirza; e Elá, seu filho, reinou em seu lugar. Assim, veio também a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua casa; e isso por todo o mal que fizera aos olhos do SENHOR, irritando-o com a obra de suas mãos, para ser como a casa de Jeroboão; e, por isso, o ferira. No ano vinte e seis de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar em Tirza sobre Israel; e reinou dois anos.

No 36º ano do reinado de Asa.
II Cr 16:1 - No ano trigésimo sexto do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para ninguém deixar sair, nem entrar a Asa, rei de Judá.
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Descontradizendo:

Bílbia de Estudo NVI:
"I Rs 15:10 diz que Asa reinou 41 anos em Jerusalém (910-869 a.C.). I Rs 16:8 diz que Baasa se tornou rei no 26 ano de Asa (886 a.C.). “O Cronista aqui e em 15:19, está datando a partir da separação entre Israel e Judá, e não segundo o número dos anos do reinado de Asa: Como Roboão tinha reinado durante 17 anos, e Abias durante 3 anos, são descontados 20 anos dos totais aqui, de modo que o 35º E o 36º anos de Asa são, na realidade, no 15º e o 16º anos do seu reinado. Nesse caso, o ataque montado por Baasa teria sido, possivelmente, uma reação às deserções do Reino do Norte para o sul (15:9)”.

Gleason Archer na "Enciclopédia de temas Bíblicos" pela editora Vida, pg.194, responde:

“A frase malekut´Asa, em II Cr 16:1, não se refira ao reinado do próprio Asa, mas deva ser entendido como “o reino de Asa”, o reino de Judá. Em defesa dessa teoria, deve-se dizer que malekut com freqüência se usa até mesmo em livros pós-exílicos com o significado de “reino” ou “domínio”, em vez de “reinado”.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Jeú era filho ou neto de Ninsi?

Jeú era filho de Ninsi
I Rs 19:16 - Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel e também Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.

Jeú era neto de Ninsi
II Rs 9:2 - E, chegando lá, vê onde está Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi; e entra, e faze que ele se levante do meio de seus irmãos, e leva-o à câmara interior.
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Descontradizendo:
A NVI traduz II Rs 8:2:
"Quando lá chegar, procure Jeú, filho de Josafá e neto de Ninsi..."

Conclusão:
Se trata apenas de mais um exemplo de paternidade dirigida ao avô. Não é literalmente pai biológico e sim apenas uma referência genealógica onde Ninsi é chamado pai de Jeú, mas na realidade é seu avô.

Nós já vimos este caso em outras passagens e se trata apenas de um costume da época onde o avô recebia a referência como pai.

Portanto, não há nenhuma contradição!


Pipe

terça-feira, 29 de março de 2016

Eliseu recebeu o manto de Elias antes ou depois dele ser levado ao céu?

Antes
I Rs 19:19 - Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; e ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou a sua capa sobre ele.

Depois
II Rs 2:11-13 - E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes. Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou à borda do Jordão.
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Descontradizendo:
I Rs 19:19 - "...Elias passou por ele e lançou a sua capa sobre ele".

Suposição 1 da BDC: Eliseu ficou com a capa de Elias.
O texto diz que Elias lançou a capa sobre Eliseu. Porém, o texto não diz que Eliseu ficou com a capa. Mas digamos que Eliseu tenha ficado com a capa de Elias. Assim, vamos para segunda suposição.

II Rs 2:11-13 - "E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes. Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou à borda do Jordão".

Suposição 2 da BDC: Eliseu pegou a capa que caiu de Elias
O texto diz que Eliseu rasgou as suas próprias vestes e pegou o manto de Elias e saiu. Onde diz que o manto caiu de Elias? Quem disse que o manto não estava em Eliseu?

Concluindo:
As duas suposições são confrontadas pelos próprios textos. Pois:
1. Se Elias apenas lançou a capa e a tomou de volta, quando foi arrebatado, seu manto caiu e Elias o tomou para si.

2. Se Eliseu ficou com o manto desde o primeiro encontro com Elias, o manto que lhe caíra não caiu de Elias e sim dele mesmo quando estava rasgando suas vestes.

Portanto, em ambos os casos não há nenhuma contradição.


Pipe

segunda-feira, 28 de março de 2016

Quando começou o reinado de Acazias?

No 12º ano de Jorão.
II Rs 8:25 - No ano doze de Jorão filho de Acabe, rei de Israel, começou a reinar Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá.

No 11º ano de Jorão.
II Rs 9:29 - E, no ano undécimo de Jorão, filho de Acabe, começou Acazias a reinar sobre Judá.
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Descontradizendo:
A Bíblia de estudo NVI faz o seguinte comentário acerca disto:
"Em II Rs 9:29 o primeiro ano do reinado de Jorão foi contado como seu ano de ascensão, e seu segundo ano como o primeiro do seu reinado, ao passo que aqui seu ano de ascensão foi contado como o primeiro ano do seu reinado".

Gleason Archer também comenta:
"A resposta é que Acazias, filho de Jeorão, tornou-se rei em 841 a.C. Segundo o sistema de co-reinado, para Jorão, filho de Acabe, seria o décimo segundo ano; mas, de acordo com o método de numeração dos anos de reinado propriamente dito, isto é, de ascensão definitiva ao trono, seria seu décimo primeiro ano. Em 2 Rs 8:25, usa-se o sistema que contabiliza o co-reinado, mas em 2 Rs 9:29, o calculo não o considera. Confuso? A questão é que o Reino do Norte seguiu o método de somar o co-reinado desde 930 a.C. até 798 a.C., mas a partir desse ano (início do reinado de Jeoás, filho de Jeoacaz) até a queda de Samaria em 722 a.C., passou a usar o sistema de contagem que só considerava a asclusão definitiva ao trono. O Reino do Sul usou este sistema desde 930 a.C. até o início do reinado de Jeorão, filho de josafá (848-841), ou possivelmente um pouco antes, em 850, próximo da morte de josafá. Em meados, o sistema mudou, e a contagem passou a incluir os anos de co-reinado até o reinado de Joás, filho de Acazias (835-796) - quando se reverteu ao sistema de contagem antigo (i.e., o primeiro ano de reinado oficial não se iniciava senão no primeiro dia do novo ano (ano seguinte), após o ano em que o novo rei subia ao trono). Portanto, o décimo primeiro ano de Jeorão (reinado efetivo) era o décimo segundo, pelo sistema de contagem que incluia a co-regência, i.e., 841 a.C.".

Conclusão:
Não há nenhuma contradição!


Pipe