domingo, 14 de junho de 2015

Livro: "O Homem Eterno" de G.K. Chesterton

Editora Mundo Cristão

De toda a extensa obra de G.K. Chesterton, O homem eterno assinala sua criação mais surpreendente. A história da humanidade recontada de forma brilhante, a partir de duas particularidades que se complementam: a criatura chamada homem e o homem chamado Cristo.

Com sua prosa peculiar e seu humor britânico certeiro, Chesterton delicia o leitor com seu raciocínio envolvente e provocativo. Sua obra aponta para os críticos da religião e, em especial, para os críticos do cristianismo. Para ele, a visão míope do ateísmo aliada a uma forte dose de conceitos pré-estabelecidos, impedem que se compreenda a fascinante ação de Deus na história.


Dividido em duas partes, O homem eterno traça um esboço da principal aventura da humanidade e a real diferença que se instaurou quando ela se tornou cristã. Mensagem envolvente que impulsionou C.S.Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, a abandonar o ateísmo e aventurar-se na jornada proposta por Chesterton

sábado, 13 de junho de 2015

As patas da aranha: Projeto ou seleção natural?


Uma Estrutura Complexa que Desafia o Conceito Evolucionista da Evolução Gradual

Dr. Timothy G. Standish

Qualquer pessoa que tenha observado uma aranha caminhar sobre o vidro de uma janela deve ter-se impressionado pela capacidade dela aderir a essa superfície tão lisa. Porém, parece que, na capacidade de caminhar sobre a superfície, pouca diferença faz ser ela lisa ou não. Devido ao fato de que a superfície pode ser lisa ou rugosa, não faz muito sentido a idéia de que as aranhas possam ter pequenas ventosas de aderência nas suas patas, que lhes permitam agarrar-se a superfícies distintas. Investigações recentes proporcionaram resposta à misteriosa capacidade de aderência das aranhas.

A cutícula ou exoesqueleto dos artrópodos é composta de um polissacarídeo, a quitina, combinada com lipídios e proteínas. Esse material é notável pela sua pouca aderência a superfícies, apesar de muitos artrópodes serem capazes de andar sobre superfícies polidas verticais como os vidros das janelas ou uma parede lisa pintada. Sabe-se que, pelo menos em alguns insetos, a capacidade de fixar-se a superfícies polidas depende da existência de um fluído oleoso. (1)

Em dois artigos quase idênticos publicados recentemente, Kesel e seus colaboradores mostraram que a aranha saltadora (Evarcha arcuata) recorre a um mecanismo distinto no qual intervêm as forças de Van der Waals. Milhares de finas fibras, as sétulas, situadas nas patas dessas aranhas, interagem com as superfícies com que estão em contato aproveitando a fraca força intermolecular de Van der Waals. Estima-se que cada espécime possui 624.000 sétulas, as quais, atuando num determinado instante, podem sustentar uma massa equivalente a 160 a 173 vezes a massa do corpo de uma E. Arcuata.

É impressionante que esse mecanismo de usar os pelos minúsculos para aproveitar as forças de Van der Waals seja utilizado por outra criatura muito maior e totalmente diferente. Os “lagartos dragões”, ou gecos, utilizam este mesmo sistema para caminhar pelas paredes. (2) Nas palavras de Kesel, “os sistemas de fixação das aranhas e dos gecos apresentam impressionantes semelhanças.” (3)

Isso é notável, pois as coberturas externas dos artropódes e dos répteis são profundamente diferentes (quitina e queratina respectivamente) e os mecanismos genéticos, bioquímicos e embrionários requeridos para produzir os pelos são provavelmente muito diferentes. Atendendo ao mecanismo mediante o qual se dá esta fixação em ambos os taxa, explicar as semelhanças morfológicas das patas dos geconídeos e das aranhas saltadoras como um espetacular exemplo de evolução convergente não parece plausível. O problema é que as forças de Van der Waals só atuam a distâncias muito pequenas. Além disso, elas são relativamente fracas. Para aproveitá-las, requer-se tanto um grande número de pelos como também que eles sejam muito pequenos. Não é evidente nenhum processo gradual que conduza ao fenômeno observado nas aranhas saltadoras e nos geconídeos. Uma redução gradual de tamanho dos pelos das patas não daria nenhum resultado enquanto eles não atingissem um valor bastante reduzido. Além disso, ainda quando os pequenos pelos já estivessem presos nas patas, eles deveriam mostrar propriedades mecânicas, incluindo elasticidade e flexibilidade, que permitissem uma superfície de contato eficiente. Se os pelos devem ser capazes de gerar uma força suficiente para fixar as aranhas ou geconídeos sobre superfícies polidas, eles deverão estar presentes com densidade muito elevada.


Talvez se pudesse argumentar que a força de tração está diretamente relacionada com a quantidade de pelos, pelo que a seleção natural favoreceria os indivíduos cujas patas tivessem mais pelos. Esta hipótese baseia-se em um processo que, de forma aleatória, produz os primeiros pelos, e subentende que um número menor de pelos de tamanho maior não seria a melhor solução para o problema da tração. Além disso, a tração gerada por esse mecanismo tem a desvantagem de requerer uma grande força na hora de levantar as patas da superfície, o que presumivelmente se consegue através de uma modificação no modo pelo qual as patas se separam da superfície. Portanto, o custo de ter “patas pegajosas”, que não são suficientemente adesivas para poder caminhar sobre superfícies polidas, superaria as vantagens.

O uso de pequenos pelos para aproveitar as forças de Van der Waals na hora de fixar-se a superfícies polidas, parece que é uma solução complexa embora elegante para um problema difícil. Esta solução pode ser explicada lógica e razoavelmente no contexto de uma origem através de projeto inteligente, mas apresenta dificuldades quando se invocam modificações aleatórias seguidas da seleção natural. Os projetistas inteligentes fazem uso da mesma solução em múltiplas situações; inclusive em aplicações simples, as rodas devem reunir certas especificações para que funcionem, como por exemplo, as rodas de um carrinho de bebê não funcionarão em um Boeing 747, e em um carrinho de compras não funcionariam rodas quadradas. As rodas têm de ser fabricadas de acordo com certas especificações se pretendemos que elas funcionem, o que requer o uso de inteligência durante o projeto e a fabricação. O mesmo se aplica às especificações dos pelos finos que aproveitam a vantagem das forças de Van der Waals.

O fato de que esse mecanismo se conhece hoje em dois taxa muito distintos leva a um problema, pois nenhum ancestral comum poderia haver proporcionado uma solução engenhosa através da herança genética, e portanto, deveria ter evoluído um número grande de vezes. Sem dúvida, um projetista inteligente estaria livre para empregar a mesma solução em organismos distintos.

Referências:
1. Walker, G. 1993. “Adhesion to smooth surfaces by insects -a review”. International Journal of Adhesion and Adhesives, 13:3-7.
2. Autumn, K.; Liang, Y. A.; Hsieh, S. T.; Zesch, W.; Chan, W. P.; Kenny, T. W.; Fearing, R.; Full, R. J., 2000. “Adhesive force of a single gecko foot-hair”. Nature, 405:684-688.

3. (a) Kesel, A. B., Martin, A., Seidl, T. 2004. “Getting a grip on spider attachment: an AFM approach to microstructure adhesion in artropods”. Smart Materials and Structures, 13:512-518; (b) Kesel, A. B., Esel A. B.; Martin A.; Seidl, T., 2003. Adhesion measurements on the attachment devices of the jumping spider Evarcha arcuata. Journal of Experimental Biology, 206:2.733-2.738.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Qual era a cor do manto de Jesus?


Escarlate.
Mt 27:28 - E, despindo-o, o cobriram com uma capa escarlate.

Púrpura.
Mc 15:17 - E vestiram-no de púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.

Jo 19:2 - E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça e lhe vestiram uma veste de púrpura.

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Descontradizendo:
Tanto faz escarlate ou púrpura, estamos falando de tons de vermelho. Aqueles que liam os Evangelhos sabiam que isto não faz a menor diferença e se trata apenas de um mero detalhe e não um problema.

No dicionário, Púrpura significa: "vermelho-escuro".

Conclusão:
Se eu vejo uma farda militar e digo que a farda é verde-escuro, e chega outro e diz que é verde-musgo, estamos contradizendo um ao outro? É lógico que não. Pois afinal a farda é verde, o detalhe escuro ou musgo é insignificante. A não ser é claro, que estivéssemos participando de uma disputa de identificação de cores apurada e surgisse a proposta: "Vamos ver quem de nós dois conhece mais de tons de cores?" Neste caso sim o detalhe do tom teria importância. Porém, não na narrativa proposta pelos evangelhos. Ali tanto faz Vermelho escuro, Escarlate, ou Púrpura, na mente deles isto era um mero detalhe.

Portanto, não há nenhuma contradição. Pois, afinal, Escarlate e Púrpura são meros tons de Vermelho. Escarlate significa: "Cor vermelha; adj. que tem cor vermelha muito viva".


Pipe

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Moho: Sim ou não?

A Descontinuidade de Mohorovicic Ilude os Pesquisadores

Dr. Raul Esperante

Grande parte da informação que possuímos sobre o interior da Terra deriva do estudo das ondas sísmicas que são produzidas durante os terremotos.

No começo do século XX, os dados colhidos pelos sismólogos indicaram que essas ondas se propagavam a partir do ponto de origem do terremoto (o hipocentro) em todas as direções, chegando até a crosta exterior (epicentro) e se deslocando também no interior do planeta, sendo possível serem detectadas em sismógrafos distantes e até mesmo em pontos opostos do planeta.

Essas ondas pareciam ser capazes de se propagar no material rochoso terrestre. Descobriu-se que as ondas sísmicas se refratam mudando de direção em diversas profundidades da Terra, o que se atribuiu à natureza heterogênea do interior do planeta. Foi sugerido que as ondas sísmicas se propagam mais rapidamente através das rochas em estado sólido com alta densidade, e com menor velocidade pelas camadas da Terra em que as rochas estão em estado de fusão. As mudanças bruscas de velocidade das ondas sísmicas fez que os geofísicos sugerissem que a Terra se assemelhasse a uma enorme cebola com várias camadas diferenciadas em seu interior: o núcleo interior de composição metálica (principalmente ferro e níquel) em estado de fusão; o manto terrestre circundando o núcleo, com composição rochosa em estado de fusão em determinadas profundidades; e a litosfera exterior composta de materiais mais leves e sólidos.

O limite entre uma camada e outra foi chamado de descontinuidade. A descontinuidade que separa a litosfera exterior do manto adjacente foi chamada de descontinuidade de Mohorovicic, ou simplesmente de continuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor, o geofísico croata Andrija Mohorovicic (1857-1936).

Descobriu-se que o Moho se acha a maior profundidade sob os continentes do que sob a litosfera oceânica onde se encontra a menos de 10 km abaixo do assoalho oceânico e, alguns lugares como na chamada Zona de Fratura do Atlântico Norte, está a simplesmente 700 metros de profundidade rochosa, isso com base nos perfis sísmicos obtidos por sismógrafos colocados no fundo do oceano.

A possibilidade de perfurar até chegar à descontinuidade Moho sempre fascinou aos geofísicos que tratam de encontrar respostas ao comportamento das ondas sísmicas e às questões que derivam da estrutura da Terra. Com esse intuito, foram efetuadas numerosas perfurações tanto nos continente como nos oceanos, porém, até muito recentemente não existia a tecnologia apropriada para se chegar à profundidade indicada sob os oceanos.

Só recentemente os cientistas foram capazes de ultrapassar aquilo que supõem ser o limite da descontinuidade Moho sob o Atlântico Norte. (1)

Uma dúzia de perfurações conseguiu chegar até 1.415 metros de profundidade, bem dentro do que se supõe ser o manto terrestre, e os resultados foram surpreendentes: nada se encontrou que pudesse ser o manto.

Os geofísicos agora se perguntam se pesquisaram no lugar correto, apesar de se terem orienta o pelos perfis obtidos pelos sismólogos,e novas perfurações vão ser realizadas nos próximos meses para tratar de encontrar o manto terrestre.

Entretanto, os resultados preliminares dessas primeiras perfurações deveriam levar os geofísicos à reflexão, especialmente no que diz respeito aos postulados inerentes à ciência e à fidelidade dos modelos criados a partir dos dados.

Uma vez mais se demonstra que a obtenção de muitos dados de natureza diversa não assegura um modelo preciso ou a explicação exata dos processos.

As Ciências da Terra, que incluem a Geologia, a Geofísica, e a Paleontologia, baseiam-se em dados de processos que ocorreram há muito tempo, que não são reprodutíveis e cujos resultados estão, em muitos casos, fora do alcance do estudo físico direto.

Em especial, os cientistas deveriam ser muito cuidadosos ao propor modelos e explicações sobre eventos do passado, incluindo extinções, catástrofes, tectônica de placas, deriva continental, etc.

A existência da descontinuidade de Moho estava firmemente estabelecida mediante múltiplas observações indiretas e seu funcionamento havia sido testado em modelos com a atividade sísmica, entretanto isto não indicava que sua existência fosse real.

É previsível que as novas perfurações descubram a descontinuidade de Moho abaixo da crosta oceânica, porém a sua ausência nos vários lugares aonde ela foi procurada constitui uma luz vermelha que adverte que os modelos e teorias a respeito da Terra se assentam sobre terreno movediço.

Referências:

1. Kerr, R. 2005. Pursued for 40 years, the Moho evades ocean drillers once again. Science, 307:1707.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Quem levou a cruz de Jesus?


 Jesus levou a própria cruz.
Jo 19:17 - E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota,

Simão, o Cirineu levou a cruz de Jesus.
Mt 27:32 - E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.

Mc 15:21 - E constrangeram um certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.

Lc 23:26 - E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre,

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Descontradizendo:
Por Pipe

Jo 19:17 - "E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota,"

Lc 23:26 - "E, quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus".

Mc 15:20-21 - "E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com as suas próprias vestes, e o levaram para fora, a fim de o crucificarem. E constrangeram um certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz".

Mt 27:31-32 - "E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado. E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz".

João não diz que Simão não levou a cruz de Jesus. João diz apenas que ele "saiu com sua cruz nas costas em direção ao Gólgota".

Mateus, Marcos e Lucas dizem que ele saiu e logo no início, talvez devido aos seus ferimentos e impossibilitado de continuar carregando a cruz, constrangeram Simão a ajudá-lo.

Observe que os textos se completam. João diz que "saiu"; Lucas diz: "E quando o iam levando"; Marcos: "e o levaram para fora"; e Mateus diz: "E, quando saíam". Ou seja, foi logo na saída que Simão foi tomado a levar a cruz de Jesus. Eles não dizem que Jesus não saiu com a cruz nas costas. Eles dizem que Jesus saiu e logo no início fizeram Simão carregá-la.

Se não foi Jesus quem saiu com a cruz, quem foi então?

Portanto, parece ser meio óbvio que Jesus saiu com ela nas costas, e, impossibilitado de continuar carregando (devido aos ferimentos), os soldados fizeram Simão carregá-la.

Conclusão:
João diz que Jesus saiu com a cruz em direção ao Gólgota. Não relata que Simão carregou a cruz de Jesus logo no começo até o Gólgota. Porém, ele não diz que Jesus a levou até o Gólgota. Diz apenas, que ele saiu com ela em direção ao Gólgota. A questão de Simão a ter levado fica implícita a luz dos outros três Evangelhos.


Portanto, não há nenhuma contradição!

terça-feira, 9 de junho de 2015

O convite de Darwin

Quando Darwin publicou "A Origem das Espécies", em 1859, os cientistas desconheciam a complexidade da célula, a herança genética e minimizavam as dificuldades encontradas no registro fóssil. As idéias confusas e não muito originais de Darwin revolucionaram a ciência e as concepções filosófico-religiosas - o homem evoluiu de uma forma simples através da seleção natural ao longo de bilhões de anos.

Sem apoio das evidências, Darwin conseguiu a adesão da comunidade científica tão ignorante desses fatos quanto ele. Contudo, admitiu existir objeções a sua teoria e que poderia haver visões extremas da evolução: "Estou bem a par do fato de existirem neste volume pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra".

Esse convite gera debates apaixonantes. As objeções não são feitas unicamente por religiosos fanáticos. Sóbrios e renomados cientistas ainda questionam por motivos científicos.

O sociólogo Edgar Morin, no livro "Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro" para a Unesco, afirmou e sugeriu: "As ciências permitiram que adquiríssemos muitas certezas, mas igualmente revelaram, ao longo do século 20, inúmeras zonas de incerteza. A educação deveria incluir o ensino das incertezas que surgiram nas ciências físicas, nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas."

A LDB 9394/96 estabeleceu as bases da educação nacional para aprimorar o educando pelo desenvolvimento de sua autonomia intelectual e do pensamento crítico. Isso ocorrerá quando algumas "zonas de incertezas" nas ciências biológicas forem abordadas:

1. A origem da vida: a teoria da evolução química não goza mais de respeitabilidade científica, mas a experiência de Urey-Miller "demonstra" como a vida surgiu.

2. A "explosão cambriana": os principais filos aparecem no registro fóssil há mais de 540 milhões de anos, sem intermediários, plenamente funcionais, contrariando a evolução gradual. Segundo Darwin, uma "objeção fatal, mas omitida nos livros-texto de Biologia".

3. Homologia: semelhança devido à ancestralidade comum é evidência de ancestralidade comum. Tautologia, argumento circular que nada diz em ciência.

4. Embriões vertebrados: há mais de um século os biólogos sabem que os embriões vertebrados não são semelhantes no estágio inicial e os desenhos que os mostram assim foram "forjados" para "apoiar" a teoria.

5. Melanismo industrial: a foto de mariposas "camuflando-se" nos troncos das árvores como evolução em ação é falsa. Desde 1980 os biólogos sabem: não descansam nos troncos das árvores e foram "coladas" nos troncos para apoiar o "fato da evolução"!

6. Os tentilhões de Darwin: explicam a origem das espécies por meio da seleção natural, quando nenhuma megaevolução ocorreu. Os tentilhões, apesar da variedade de bicos e costumes alimentares, continuam tentilhões.

7. A origem humana: macacos-antropóides ilustram nossos ancestrais. Os paleoantropólogos discordam sobre quais foram nossos ancestrais e como pareciam. Os cladogramas aqui "supõem" como esta relação filogenética teria ocorrido. Não há um "elo perdido", mas toda uma "corrente perdida".

A ciência é a expressão de curiosidade. Por causa do convite de Darwin, da sugestão de Morin e da proposta da LDB, você pode e deve questionar o neodarwinismo, pois a melhor inferência às evidências é o Design Inteligente.

Enézio E. de Almeida Filho

Estudioso de História da Ciência. Membro da Sociedade Internacional para Complexidade, Informação e Design. Coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Campinas - SP (em organização).

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O que os soldados deram para Jesus beber?

Vinagre e fel.
Mt 27:34 - deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.
Vinho e mirra.

Mc 15:23 - E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou.

Vinagre e hissopo.
Jo 19:29 - Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.

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Descontradizendo:
Por Pipe

Vamos ver então quais são os elementos em questão em seu significado segundo o Novo Dicionário da Bíblia (NDB) e a Bíblia de Estudo NVI:

1.Vinho: "Bebida derivada da Uva". (NDB- pg.1661-1662)

2.Fel: "Planta cujos frutos eram extremamente amargos. Traduzidas como erva venenosa (Os 10:4); veneno (Jó 20:16); Água venenosa (Jr 8:14) e ardente veneno (Dt 32:33), sendo freqüentemente associado com a erva amarga absinto (Dt 29:18; Jr 9:15; Lm 3:19; Am 6:12). O fel oferecido a Cristo, durante sua crucificação era um vinho diluído que continha drogas entorpecentes". (NDB - pg.609)

"Reza a tradição que as mulheres de Jerusalém tinham por hábito fornecer esse analgésico para diminuir a dor dos presos ao serem crucificados". (Bíblia de Estudo NVI)

3.Mirra: "formou parte de um estupefaciante que Lhe foi oferecido no Calvário" (NDB - pg.1054)
"O talmude dá evidência de que o incenso era misturado com vinho para diminuir a dor. A mirra é uma especiaria extraída de plantas nativas dos desertos". (Bíblia de Estudo NVI)

4.Vinagre: "Bebida derivada da fermentação do vinho". (NDB - pg.1664)
"Tipo de vinho barato - semelhante ao vinagre dos dias de hoje". (Bíblia de Estudo NVI)

5.Hisssopo: "Planta difícil de identificar visto que as referências nem sempre sugerem a mesma espécie". (NDB - pg.1292)

"Nome dado a várias plantas". (Bíblia de estudo NVI)

Tratando os textos:
1. Os três evangelistas concordam que a bebida era vinho ou uma espécie de vinho (vinagre).

2. Os três evangelistas concordam que o vinho (vinagre) foi misturado com alguma bebida derivada de plantas que tinha o propósito de ser uma espécie de entorpecente. O fel como já dito é traduzido por veneno em diversas passagens das Escrituras e era usada como analgésico (entorpecente). A mirra era extraída também de plantas e usada como entorpecente para aliviar a dor. A palavra Hissopo era dada a várias plantas.

Portanto:
Fel necessariamente não significa uma espécie de planta e sim veneno. Hissopo também não significa uma espécie de plantas e sim de várias. Provavelmente a planta usada foi a Mirra. Pois como já dissemos, Marcos na maioria das vezes é mais específico que os demais.

Conclusão:
1. A bebida foi vinho ou vinagre (que é derivado do vinho).
2. A mistura era derivada de plantas que tinham o objetivo de entorpecer a pessoa, ou seja, diminuir a dor. E neste caso, a droga usada poderia ser chamada de fel (veneno). Hissopo foi usado por João para definir de maneira geral que foi uma planta usada na mistura. Já Marcos, foi específico dizendo que a planta usada foi de fato a Mirra.

Portanto, não há nenhuma contradição!

Pipe
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Contribuição de Guilherme Born: Uma outra proposta!

A contradição proposta pela BDC não pode incluir o texto de João, pois o mesmo ocorreu depois da Crucificação. Os textos de Mateus e Marcos ocorrem antes da Crucificação. Vejamos:

Mateus 27
33 E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que se diz: Lugar da Caveira,
34 Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.
35 E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes.

Marcos 15
22 E levaram-no ao lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira.
23 E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou.
24 E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre elas sortes, para saber o que cada um levaria.
25 E era a hora terceira, e o crucificaram.

João 19
17 E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota,
18 Onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio (...)
23 Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura.
24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, E sobre a minha vestidura lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram estas coisas.(...)
28 Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
29 Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.
30 E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

Como vemos, em João, o episódio é totalmente diferente ao que foi relatado por Mateus e Marcos, isso porque é realmente outro episódio.

Como o Pipe explicou, Vinho e Fel (ou vinagre e Mirra) era dado como entorpecente, para alívio da dor. Porém além disso, era uma droga. Portanto, Jesus sabia que deveria continuar sentindo dor e sabia que, como um ser santo, não poderia drogar-se. Essa atitude de drogar o condenado era comum antes da crucificação.

Além da diferença entre os três textos na ocasião da narrativa, existe outra diferença gritante. Jesus, no relato de João PEDE água, pois estava com sede, mas ganha vinagre em uma esponja. Ele estava em seus minutos finais, e isso é bem diferente do que Mateus e Marcos relatam, pois eles descrevem o que deram antes da crucificação.

Agora vamos ver os minutos finais em Mateus e Marcos:

Mateus 27
46 E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Este chama por Elias,
48 E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.
49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.
50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito.

Opa... igualzinho a João

Marcos 15
34 E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
35 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Eis que chama por Elias.
36 E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo.
37 E Jesus, dando um grande brado, expirou.

Nossa, coincidência.. igualzinho a João também!

Pré-conclusão:
Mateus e Marcos estão falando da bebiba (droga) que deram antes da crucificação e depois relatam que deram a esponja embebida em vinagre;

João relata apenas a esponja embebida em vinagre, perto da morte de Jesus.

Omissão não é contradição.

Sendo assim, a contradição estaria apenas entre Mateus e Marcos, pois um diz que a bebida dada antes da crucificação era vinho com mirra e outro diz que era vinagre com fel.

Outra coisa é sobre o Hissopo. Não tem nada a ver com que a BDC pensa.

Vamos lá

Vamos analisar antes o Hissopo, que é mais simples.

Hissopo não é uma planta que foi misturada ao vinagre antes da morte de Jesus, já crucificado. Hissopo (de acordo com que sugerem Mateus, marcos e João) é uma planta com grandes galhos firmes, pois o guarda que deu o vinagre a Jesus espetou a esponja no hissopo. Vamos ver:

João 19
29 Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.

Ou seja, colocaram a esponja cheia de vinagre nesse hissopo (hissope) e levaram até a boca de Jesus.

Vamos ver o que Mateus e Marcos dizem:

Mateus 27
48 E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.

Marcos 15
36 E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo.

Então, corrigindo, hissopo não é uma planta misturada no vinagre, primeiramente porque os textos mostram que ela foi usada para levar a esponja até a boca de Jesus (ele estava no alto) e o vinagre não possuía nenhuma mistura (vinagre dado perto da morte de Jesus)

Agora vamos a "contradição" de fato.

Significado das palavras:

.Vinho: "Bebida derivada da Uva". (NDB- pg.1661-1662)
.Vinagre: "Bebida derivada da fermentação do vinho". (NDB - pg.1664)
"Tipo de vinho barato - semelhante ao vinagre dos dias de hoje". (Bíblia de Estudo NVI)

O vinagre não era usado como hoje, no tempero de saladas. Em vários relatos do NT, vemos que as pessoas que não tinham condições de comprar vinho, bebiam vinagre, pois o mesmo tem o efeito embriagável do vinho, pois ele é o próprio, apenas fermentado. Vide o milagre da transformação da água em vinho.

Pré-conclusão:
Vinho e vinagre, em todo o contexto literário e histórico, eram a mesma coisa, inclusive o vinagre era chamado de vinho barato.

Sobre o Fel e Mirra:
Fel: "Planta cujos frutos eram extremamente amargos. Traduzidas como erva venenosa (Os 10:4); veneno (Jó 20:16); Água venenosa (Jr 8:14) e ardente veneno (Dt 32:33), sendo freqüentemente associado com a erva amarga absinto (Dt 29:18; Jr 9:15; Lm 3:19; Am 6:12). O fel oferecido a Cristo, durante sua crucificação era um vinho diluído que continha drogas entorpecentes". (NDB - pg.609)

Mirra: "formou parte de um estupefaciante que Lhe foi oferecido no Calvário" (NDB - pg.1054)
"O talmude dá evidência de que o incenso era misturado com vinho para diminuir a dor. A mirra é uma especiaria extraída de plantas nativas dos desertos". (Bíblia de Estudo NVI)

Seguindo estes exemplos, fica claro que tanta fazia ser mirra ou fel, pois os dois tinham o mesmo efeito. Outro porém é que o fel era uma mistura de várias drogas e esta mistura pode ter, na sua maior parte, Mirra.

Outro dado é que o fel era uma mistura de vinho diluído com drogas. Podemos perfeitamente aceitar que vinho diluído é a mesma coisa que vinagre, pois de fato é.

Pré-conclusão:
O Fel dado a Jesus antes da crucificação é uma mistura de drogas com vinho diluído. Já a Mirra é uma substância pegajosa extraída de plantas, que possivelmente era uma das drogas misturadas nesse vinho. O fato de Marcos ter descrito Mirra ao invés de Fel, é devido a sua forma de escrita no qual dá mais detalhes aos acontecimentos. Para Marcos, devido o Fel ter muita Mirra, decidiu descrever vinho com Mirra, pois este era o ingrediente principal da mistura.

Conclusão:
Acerca destes fatos e análises, não existe e nunca existirá contradição entre estes textos.

Mateus e Marcos relatam que deram algo pra Jesus antes da crucificação e Ele não bebeu. Já João omite este fato. Ou seja, não falavam da mesma coisa;

Mateus, Marcos e João são unânimes em afirmar que foi dado vinagre em uma esponja espetada em uma vara de hissopo (cana).

Vinho e vinagre são a mesma coisa, porém um fermentado ou diluído e outro normal. No caso dos momentos anteriores a crucificação, fica claro que o vinagre com fel dado a Jesus era vinho diluído.


Fel é uma mistura de vinho diluído com várias substâncias extraídas de plantas; Mirra é o ingrediente principal desta mistura. Tal mistura tem a finalidade de amenizar a dor e agonia do crucificado.

domingo, 7 de junho de 2015

Jesus é Deus?


 Jesus é Deus.
Jo 1:1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Jo 1:14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Jo 8:58 - Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.

Jo 10:30 - Eu e o Pai somos um.

Jo 10:38 - Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras, para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim, e eu, nele.

Jo 20:28 - Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!

Cl 2:8-9 - Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

Tt 2:13 - aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,

Hb 1:8 - Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.

Ap 1:17 - E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último

Ap 22:13 - Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro.

Jesus não é Deus.
Jo 8:40 - Mas, agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isso.

Jo 14:28 - Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.

At 17:31 - porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.

I Co 11:3 - Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de Cristo.

Cl 3:1 - Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

I Tm 2:5 – Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,

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Descontradizendo:
Por Pipe

Por favor, alguém me ajude a enxergar em qual versículo está dizendo literalmente que Jesus não é Deus. Observem o que os textos dizem:

Jo 8:40 - "Mas, agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isso".
O Texto apenas está afirmando que Jesus enquanto homem era 100% dependente do Espírito Santo. Este texto apenas evidencia aquilo que Paulo fala em sua carta aos Filipenses 2:5-11: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai".
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At 17:31 - "porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos".
Onde está dizendo que Jesus não é Deus? Porque o texto está afirmando que foi o Pai que o ressuscitou, isto significa que Jesus não é Deus? Ou isto significa que verdadeiramente a sua obra como homem foi 100% como homem e nem em um momento fez uso de sua divindade para nos resgatar? Isto só comprova a sua total dependência de Deus Pai e do Espirito santo.
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I Co 11:3 - "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de Cristo".
E isto significa que Jesus não é Deus? É óbvio que o Pai está acima do Filho. É óbvio que o Filho está sujeito ao Pai. E em que isto significa que diante disto Jesus não é Deus? Qual a lógica do argumento? A BDC está apenas tentando forçar o texto a dizer o que ele não diz.
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Cl 3:1 - "Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus".
Isto só prova que Ele é Deus e não o contrário. Ele está assentado a direita de Deus Pai. E nenhum outro ser no Universo estaria ali se não fosse Deus de fato. Pois Deus Pai não divide sua Glória com ninguém, a não ser com seu Único Filho.
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I Tm 2:5 - "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,"

O texto está falando do papel de jesus como nosso Sumo-Sacerdote. Só há um meio do homem chegar até a Deus, por meio de Jesus Cristo. Foi esta a missão dEle na terra. E o texto está dizendo justamente e apenas sobre isto. Em nenhum momento a luz do todo da Bíblia, isto significa que Jesus não é Deus.

sábado, 6 de junho de 2015

A ORIGEM DAS LÍNGUAS:

REVISÃO CRÍTICA DO LIVRO DE THOMAS C. CURTIS
"A ORIGEM DAS LÍNGUAS: UMA SÍNTESE"

A revista "Creation Ex-nihilo Technical Journal", publicada pela "Creation Science Foundation Ltd.", entidade não-denominacional, sem fins lucrativos, sediada na Austrália, um dos principais periódicos criacionistas atuais, publicou em seu número 3, volume 12, de 1998, o interessante artigo em epígrafe, apresentando uma síntese relativa à origem das línguas de forma bastante consistente com os dados arqueológicos, históricos, bíblicos, e lingüísticos existentes.

A base dos estudos apresentados é a busca de correspondência entre os grandes grupos lingüísticos e a descendência de Noé.

Os lingüistas reconhecem um grupo hamito-semítico no qual as línguas semíticas ter-se-iam originado na Mesopotâmia, e as hamíticas (ou camíticas) no Oriente Médio e na África, o que é consistente com a migração dos descendentes de Cam para o oeste e o sul, os descendentes de Jafé para o norte e o leste, ficando os descendentes de Sem nas vizinhanças da Mesopotâmia.

Sem dúvida, muitas interrogações continuarão sempre a existir, mas aos poucos pode ir sendo construído um quadro da origem das línguas em conexão com o relato bíblico da dispersão dos povos após o dilúvio universal.

Aproveitando os laços que se estabeleceram com o pesquisador Luiz Caldas Tibiriçá por ocasião da realização do Encontro Internacional e III Encontro Nacional de Criacionistas, no mês de janeiro próximo passado, a Sociedade Criacionista Brasileira lhe enviou uma cópia do referido artigo, para análise, e dele recebeu uma interessante carta na qual são feitas considerações de importância, que a seguir são transcritas, para apreciação de nossos leitores:

"Quanto ao trabalho do Sr. Thomas C. Curtis, pouco tenho a dizer. É baseado em fatos históricos conhecidos. Ele, no entanto, pouco fala sobre línguas ameríndias, que classifica como pertencendo ao grupo páleo-siberiano erroneamente. Este erro deve-se ao velho conceito de Humboldt que supunha terem os indígenas da América transposto o estreito de Bering. Hoje sabemos que nenhum ser humano atravessou esse estreito. No período glacial, as hordas siberianas, não podendo sobreviver ao norte, desceram ao sul e sudoeste, e além disso, as línguas ameríndias nenhuma relação têm com as siberianas, a não ser os esquimós, que penetraram na América tardiamente pelas Ilhas Aleutas. As raízes mais antigas da língua maia são semíticas; o tupi deriva do sumeriano; as línguas do Altiplano Andino derivam, algumas diretamente do dravídico, outras do grupo drávida-australiano; as da América do Norte, umas derivam do grupo Munda-polinésico, outras do chinês, do japonês, com vestígios de árabe, celta, germânico, etc. Algumas línguas da América do Sul têm vestígio do copta e do etíope. Eu não me preocupo com a cronologia. Meu papel de investigador é demonstrar, com fatos, que houve uma língua mãe única, que se espalhou por todos os continentes. Quanto ao etrusco e o basco, chamados de línguas isoladas, são casos à parte. Não podem ser classificados porque derivam de inúmeras fontes: européias, mediterrâneas, mesopotâmias e asiáticas. E assim também são muitas línguas ameríndias."

E finalizando a sua carta com a apreciação a respeito do artigo de Thomas C. Curtis, Luiz Caldas Tibiriçá dá a importante notícia transcrita a seguir:

"Eu descobri na Bahia, numa localidade chamada Beta, antiga mina com construções antiqüíssimas, que bem pode ser a Ofir dos egípcios, ou a célebre mina de Salomão."

Além desta descoberta, outras foram feitas pelo pesquisador, pouco divulgadas no Brasil, como por exemplo, as ruínas de uma cidade celta, também no sertão da Bahia.


http://www.revistacriacionista.com.br/

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Livro: "A Cruz de Cristo" de John Stott

CRUZ
Se os Pais gregos primitivos representavam a cruz primariamente como uma “satisfação” ao diabo, no sentido de ser o preço do resgate que ele exigiu e que lhe foi pago, e os Pais latinos viam-na como uma satisfação da lei de Deus, Anselmo de Cantuária, no décimo primeiro século, deu-lhe um tratamento novo em seu Cur Deus Homo? Fazendo uma exposição sistemática da cruz como uma satisfação da honra ofendida de Deus. (John Stott; A Cruz de Cristo; Vida; pp. 106)

“Deus nada devia ao diabo a não ser castigo”. Deveras, o homem devia algo a Deus, e essa é a dívida que necessitava ser paga. Pois Anselmo define o pecado como “não dar a Deus o que lhe é devido”, a saber, a submissão de toda a nossa vontade a ele. Pecar, portanto, é “tomar de Deus o que é dele”, o que significa roubar dele e, assim, desonrá-lo. (John Stott; A Cruz de Cristo; Vida; pp. 107)

A cruz de Cristo “é o evento no qual Deus simultaneamente torna conhecida sua santidade e seu amor, em um único evento, de um modo absoluto”. (John Stott; A Cruz de Cristo; Vida; pp. 118)
O que vemos, portanto, no drama da cruz não são três actores, mas dois, nós mesmos de um lado e Deus, do outro. Não Deus como ele é em si mesmo (o Pai), mas Deus, entretanto, Deus-feito-homem-em-Cristo (o Filho). (...) ao dar o seu Filho ele estava dando a si mesmo. (...) Como disse Dale: “a misteriosa unidade do Pai e do Filho tornou possível que Deus ao mesmo tempo sofresse e infligisse sofrimento penal”. (...) A cruz foi um acto simultâneo de castigo e amnistia, severidade e graça, justiça e misericórdia.
(John Stott; A Cruz de Cristo; Vida; pp. 143)

Rejeitamos fortemente toda a explicação da morte de Cristo que não possui no centro o princípio da “satisfação através da substituição”, em verdade, a auto-satisfação divina através da auto-substituição divina. A cruz não foi uma troca comercial feita com o diabo, muito menos uma transacção que o tenha tapeado e apanhado numa armadilha; nem um equivalente exacto, um quid pro quo que satisfizesse um código de honra ou um ponto técnico da lei; nem uma submissão compulsória da parte de Deus a uma autoridade moral acima dele da qual ele, de outra forma, não poderia escapar; nem um castigo de um manso Cristo por um Pai severo e punitivo; nem uma procuração de salvação por um Cristo amoroso de um Pai ruim e relutante; nem uma acção do Pai que deixasse de lado a Cristo como Mediador. Em vez disso, o Pai justo e amoroso humilhou-se, tornando-se em seu Filho unigénito e através dele carne, pecado e maldição por nós, a fim de remir-nos sem comprometer o seu próprio carácter. Necessitamos cuidadosamente definir e salvaguardar os termos teológicos “satisfação” e “substituição”, mas não podemos, em circunstância alguma, abrir mão deles. O evangelho bíblico da expiação é Deus satisfazendo-se a si mesmo e substituindo-se a si mesmo por nós.

Pode-se dizer, portanto, que o conceito da substituição está no coração tanto do pecado quanto da salvação. Pois a essência do pecado é o homem substituindo-se a si mesmo por Deus, ao passo que a essência da salvação é Deus substituindo-se a si mesmo pelo pecado. O homem declara-se contra Deus e coloca-se onde Deus merece estar; Deus sacrifica-se a si mesmo pelo homem e coloca-se onde o homem merece estar. O homem reivindica prerrogativas que pertencem somente a deus; Deus aceita penalidades que pertencem ao homem somente.

Se a essência da expiação é a substituição, seguem-se pelo menos duas importantes inferências, a primeira teológica e a segunda pessoal. A inferência teológica é que é impossível manter-se a doutrina histórica da cruz sem se manter a doutrina histórica de Jesus Cristo como único Deus-homem e Mediador. Como já vimos, nem Cristo somente como homem nem o Pai somente como Deus podia ser nosso substituto. Somente Deus em Cristo, o unigénito Filho do próprio Deus Pai feito homem, podia tomar o nosso lugar. Na raiz de cada caricatura da cruz jaz uma cristologia distorcida. A pessoa e obra de Cristo vão juntas. Se ele não é quem os apóstolos dizem que é, então não podia ter feito o que dizem que fez. A encarnação é indispensável à expiação. Em particular, é essencial à afirmação de que o amor, a santidade e a vontade do Pai são idênticos ao amor, santidade e vontade do Filho. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.

Talvez nenhum outro teólogo do século vinte tenha visto essa verdade mais claramente, ou a tenha expressado mais vigorosamente, do que Karl Barth. A cristologia, insistia ele, é a chave da doutrina da reconciliação. E cristologia significa confessar que Jesus Cristo, o Mediador, repetiu ele várias vezes, é “o próprio Deus, o próprio homem, e o próprio Deus-homem”. Há, pois, “três aspectos cristológicos” ou “três perspectivas” para a compreensão da expiação. O primeiro é que “em Jesus Cristo temos de ver com o próprio Deus. A reconciliação do homem com Deus acontece quando o próprio Deus activamente intervém”. O segundo é que “em Jesus Cristo temos de ver com o verdadeiro homem... É assim que ele se torna o reconciliador entre Deus e o homem”. O terceiro é que, embora sendo o próprio Deus e o próprio homem, “Jesus Cristo é um. Ele é o Deus-homem”. Somente quando se afirma esse relato bíblico de Jesus Cristo, pode-se compreender a singularidade de seu sacrifício expiador. A inciativa está “com o próprio Deus eterno, que deu-se a si mesmo em seu Filho para ser homem, e, como homem, tomar sobre si mesmo esta paixão humana... É o Juiz que nesta paixão toma o lugar daqueles que deviam se julgados, que nesta paixão permite ser julgado em lugar deles”. “A paixão de Jesus Cristo é o juízo de Deus, no qual o próprio Juiz foi julgado”.

(John Stott; A Cruz de Cristo; Vida; pp. 144)

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Livro: "Cristianismo Básico" de John Stott

Muitos se opõem a qualquer coisa que tenha aspecto institucional. Rejeitam a igreja. Na verdade, rejeitam a igreja contemporânea — não Jesus Cristo. Notam uma contradição entre o fundador do cristianismo e o estado atual da igreja fundada por ele.

Alguns cresceram aprendendo sobre Jesus e as verdades do cristianismo. Mas, quando adquirem senso crítico, preferem descartar a religião recebida na infância a investigar sua veracidade.

Escrito por um dos mais importantes teólogos do último século e traduzido em mais de 50 línguas, incluindo chinês, japonês, russo e coreano, Cristianismo Básico é uma resposta a estas inquietações.

“Não é possível afirmar que as declarações do carpinteiro de Nazaré são invenção ou exagero dos autores dos evangelhos. Elas aparecem nos quatro evangelhos, e as evidências de sua veracidade são bastante consistentes e equilibradas.

Não podemos considerar que Jesus foi um grande mestre se acreditarmos que ele estava errado em relação a um dos pontos principais de seu ensino, ou seja, ele mesmo [...].

Seria ele um impostor? Teria ele tentado ganhar a devoção dos homens com suas visões, alegando uma autoridade divina que não possuía? É difícil acreditar que isso possa ter acontecido.

Há uma certa ingenuidade em Jesus. Ele odiava a hipocrisia e era transparentemente sincero.

Essa sinceridade seria uma farsa? Teria ele uma imagem ilusória de si mesmo? Jesus não aparentava nenhuma anormalidade, o que seria de se esperar em uma pessoa perturbada. Seu caráter sustenta suas declarações.


Não o vemos como Deus disfarçado de homem, nem como um homem com qualidades divinas, mas como homem e Deus. Jesus foi uma pessoa histórica, com duas naturezas distintas e perfeitas, a divina e a humana. Só assim ele pode ser digno não apenas de nossa admiração, mas também de nossa adoração.”

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Quem enviou o Espírito Santo?



Jesus enviou o Espírito Santo.
Jo 15:26 - Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim.

O pai de Jesus enviou o Espírito Santo.
Jo 14:26 - Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

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Descontradizendo:

Por Guilherme Born

Vamos ao texto na NVI, por ser mais claro:
João 15:26 - “Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito.

João 14:26 - Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.

Relacionando
João 15:26 - Jesus enviará da parte do Pai. O Espírito Provém do Pai. Ou seja, mesmo o texto dizendo que Jesus trouxe, o espírito vem do Pai.

João 14:26 - O Pai enviará no nome do Filho.

Jesus trouxe da parte do Pai, ou seja, o Pai mandou através do Filho o Espirito Santo. Me digam, qual é a diferença entre os dois? Nenhuma.

Vamos melhorar a explicação.
Jesus enviará da parte do Pai - Da parte do Pai diz o que? Que Jesus está trazendo o ES que o Pai enviou. Sendo assim, quem enviou? O Pai

O Pai enviará no nome do Filho - O versículo já diz que o Pai enviará, porém através do Filho, usando o nome do Filho.

Vamos a um exemplo prático.
Eu quero enviar uma encomenda. Mas pedi para a minha mulher que ia viajar levar a encomenda. Chegando lá, ela comentou com o remetente:

O meu marido mandou a encomenda através de mim.
ou
Eu trouxe a encomenda da parte do meu marido.

Existe contradição nestas duas informações ou elas dizem exatamente a mesma coisa? Obviamente diz a mesma coisa. O texto é claríssimo e livre de interpretações. Aqui não é questão de interpretação, mas o que o texto diz, é o que realmente aconteceu, ou seja, o texto é literal.


Portanto, não há contradição.