segunda-feira, 15 de junho de 2015
domingo, 14 de junho de 2015
Livro: "O Homem Eterno" de G.K. Chesterton
De toda a extensa obra de G.K. Chesterton, O homem
eterno assinala sua criação mais surpreendente. A história da humanidade
recontada de forma brilhante, a partir de duas particularidades que se
complementam: a criatura chamada homem e o homem chamado Cristo.
Com sua prosa peculiar e seu humor britânico
certeiro, Chesterton delicia o leitor com seu raciocínio envolvente e
provocativo. Sua obra aponta para os críticos da religião e, em especial, para
os críticos do cristianismo. Para ele, a visão míope do ateísmo aliada a uma
forte dose de conceitos pré-estabelecidos, impedem que se compreenda a
fascinante ação de Deus na história.
Dividido em duas partes, O homem eterno traça um
esboço da principal aventura da humanidade e a real diferença que se instaurou
quando ela se tornou cristã. Mensagem envolvente que impulsionou C.S.Lewis,
autor de As Crônicas de Nárnia, a abandonar o ateísmo e aventurar-se na jornada
proposta por Chesterton
sábado, 13 de junho de 2015
As patas da aranha: Projeto ou seleção natural?
Uma Estrutura Complexa que Desafia o Conceito
Evolucionista da Evolução Gradual
Dr. Timothy G. Standish
Qualquer pessoa que tenha observado uma aranha
caminhar sobre o vidro de uma janela deve ter-se impressionado pela capacidade
dela aderir a essa superfície tão lisa. Porém, parece que, na capacidade de
caminhar sobre a superfície, pouca diferença faz ser ela lisa ou não. Devido ao
fato de que a superfície pode ser lisa ou rugosa, não faz muito sentido a idéia
de que as aranhas possam ter pequenas ventosas de aderência nas suas patas, que
lhes permitam agarrar-se a superfícies distintas. Investigações recentes
proporcionaram resposta à misteriosa capacidade de aderência das aranhas.
A cutícula ou exoesqueleto dos artrópodos é
composta de um polissacarídeo, a quitina, combinada com lipídios e proteínas.
Esse material é notável pela sua pouca aderência a superfícies, apesar de
muitos artrópodes serem capazes de andar sobre superfícies polidas verticais
como os vidros das janelas ou uma parede lisa pintada. Sabe-se que, pelo menos
em alguns insetos, a capacidade de fixar-se a superfícies polidas depende da
existência de um fluído oleoso. (1)
Em dois artigos quase idênticos publicados
recentemente, Kesel e seus colaboradores mostraram que a aranha saltadora (Evarcha
arcuata) recorre a um mecanismo distinto no qual intervêm as forças de Van der
Waals. Milhares de finas fibras, as sétulas, situadas nas patas dessas aranhas,
interagem com as superfícies com que estão em contato aproveitando a fraca
força intermolecular de Van der Waals. Estima-se que cada espécime possui
624.000 sétulas, as quais, atuando num determinado instante, podem sustentar
uma massa equivalente a 160 a 173 vezes a massa do corpo de uma E. Arcuata.
É impressionante que esse mecanismo de usar os
pelos minúsculos para aproveitar as forças de Van der Waals seja utilizado por
outra criatura muito maior e totalmente diferente. Os “lagartos dragões”, ou
gecos, utilizam este mesmo sistema para caminhar pelas paredes. (2) Nas
palavras de Kesel, “os sistemas de fixação das aranhas e dos gecos apresentam
impressionantes semelhanças.” (3)
Isso é notável, pois as coberturas externas dos
artropódes e dos répteis são profundamente diferentes (quitina e queratina respectivamente)
e os mecanismos genéticos, bioquímicos e embrionários requeridos para produzir
os pelos são provavelmente muito diferentes. Atendendo ao mecanismo mediante o
qual se dá esta fixação em ambos os taxa, explicar as semelhanças morfológicas
das patas dos geconídeos e das aranhas saltadoras como um espetacular exemplo
de evolução convergente não parece plausível. O problema é que as forças de Van
der Waals só atuam a distâncias muito pequenas. Além disso, elas são
relativamente fracas. Para aproveitá-las, requer-se tanto um grande número de
pelos como também que eles sejam muito pequenos. Não é evidente nenhum processo
gradual que conduza ao fenômeno observado nas aranhas saltadoras e nos
geconídeos. Uma redução gradual de tamanho dos pelos das patas não daria nenhum
resultado enquanto eles não atingissem um valor bastante reduzido. Além disso,
ainda quando os pequenos pelos já estivessem presos nas patas, eles deveriam
mostrar propriedades mecânicas, incluindo elasticidade e flexibilidade, que permitissem
uma superfície de contato eficiente. Se os pelos devem ser capazes de gerar uma
força suficiente para fixar as aranhas ou geconídeos sobre superfícies polidas,
eles deverão estar presentes com densidade muito elevada.
Talvez se pudesse argumentar que a força de tração
está diretamente relacionada com a quantidade de pelos, pelo que a seleção
natural favoreceria os indivíduos cujas patas tivessem mais pelos. Esta
hipótese baseia-se em um processo que, de forma aleatória, produz os primeiros
pelos, e subentende que um número menor de pelos de tamanho maior não seria a
melhor solução para o problema da tração. Além disso, a tração gerada por esse
mecanismo tem a desvantagem de requerer uma grande força na hora de levantar as
patas da superfície, o que presumivelmente se consegue através de uma
modificação no modo pelo qual as patas se separam da superfície. Portanto, o
custo de ter “patas pegajosas”, que não são suficientemente adesivas para poder
caminhar sobre superfícies polidas, superaria as vantagens.
O uso de pequenos pelos para aproveitar as forças
de Van der Waals na hora de fixar-se a superfícies polidas, parece que é uma
solução complexa embora elegante para um problema difícil. Esta solução pode
ser explicada lógica e razoavelmente no contexto de uma origem através de
projeto inteligente, mas apresenta dificuldades quando se invocam modificações
aleatórias seguidas da seleção natural. Os projetistas inteligentes fazem uso
da mesma solução em múltiplas situações; inclusive em aplicações simples, as
rodas devem reunir certas especificações para que funcionem, como por exemplo,
as rodas de um carrinho de bebê não funcionarão em um Boeing 747, e em um
carrinho de compras não funcionariam rodas quadradas. As rodas têm de ser
fabricadas de acordo com certas especificações se pretendemos que elas
funcionem, o que requer o uso de inteligência durante o projeto e a fabricação.
O mesmo se aplica às especificações dos pelos finos que aproveitam a vantagem
das forças de Van der Waals.
O fato de que esse mecanismo se conhece hoje em
dois taxa muito distintos leva a um problema, pois nenhum ancestral comum
poderia haver proporcionado uma solução engenhosa através da herança genética,
e portanto, deveria ter evoluído um número grande de vezes. Sem dúvida, um projetista
inteligente estaria livre para empregar a mesma solução em organismos
distintos.
Referências:
1. Walker, G. 1993. “Adhesion to smooth surfaces by
insects -a review”. International Journal of Adhesion and Adhesives, 13:3-7.
2. Autumn, K.; Liang, Y. A.; Hsieh, S. T.; Zesch,
W.; Chan, W. P.; Kenny, T. W.; Fearing, R.; Full, R. J., 2000. “Adhesive force
of a single gecko foot-hair”. Nature, 405:684-688.
3. (a) Kesel, A. B., Martin, A., Seidl, T. 2004.
“Getting a grip on spider attachment: an AFM approach to microstructure
adhesion in artropods”. Smart Materials and Structures, 13:512-518; (b) Kesel,
A. B., Esel A. B.; Martin A.; Seidl, T., 2003. Adhesion measurements on the
attachment devices of the jumping spider Evarcha arcuata. Journal of
Experimental Biology, 206:2.733-2.738.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Qual era a cor do manto de Jesus?
Escarlate.
Mt 27:28 - E, despindo-o, o cobriram com uma capa escarlate.
Púrpura.
Mc 15:17 - E vestiram-no de púrpura
e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.
Jo 19:2 - E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram
sobre a cabeça e lhe vestiram uma veste de púrpura.
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Descontradizendo:
Tanto faz escarlate ou púrpura, estamos falando de
tons de vermelho. Aqueles que liam os Evangelhos sabiam que isto não faz a
menor diferença e se trata apenas de um mero detalhe e não um problema.
No dicionário, Púrpura significa:
"vermelho-escuro".
Conclusão:
Se eu vejo uma farda militar e digo que a farda é
verde-escuro, e chega outro e diz que é verde-musgo, estamos contradizendo um
ao outro? É lógico que não. Pois afinal a farda é verde, o detalhe escuro ou
musgo é insignificante. A não ser é claro, que estivéssemos participando de uma
disputa de identificação de cores apurada e surgisse a proposta: "Vamos
ver quem de nós dois conhece mais de tons de cores?" Neste caso sim o
detalhe do tom teria importância. Porém, não na narrativa proposta pelos
evangelhos. Ali tanto faz Vermelho escuro, Escarlate, ou Púrpura, na mente
deles isto era um mero detalhe.
Portanto, não há nenhuma contradição. Pois, afinal,
Escarlate e Púrpura são meros tons de Vermelho. Escarlate significa: "Cor
vermelha; adj. que tem cor vermelha muito viva".
Pipe
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Moho: Sim ou não?
A Descontinuidade de Mohorovicic Ilude os
Pesquisadores
Dr. Raul Esperante
Grande parte da informação que possuímos sobre o
interior da Terra deriva do estudo das ondas sísmicas que são produzidas
durante os terremotos.
No começo do século XX, os dados colhidos pelos
sismólogos indicaram que essas ondas se propagavam a partir do ponto de origem
do terremoto (o hipocentro) em todas as direções, chegando até a crosta
exterior (epicentro) e se deslocando também no interior do planeta, sendo
possível serem detectadas em sismógrafos distantes e até mesmo em pontos
opostos do planeta.
Essas ondas pareciam ser capazes de se propagar no
material rochoso terrestre. Descobriu-se que as ondas sísmicas se refratam
mudando de direção em diversas profundidades da Terra, o que se atribuiu à
natureza heterogênea do interior do planeta. Foi sugerido que as ondas sísmicas
se propagam mais rapidamente através das rochas em estado sólido com alta
densidade, e com menor velocidade pelas camadas da Terra em que as rochas estão
em estado de fusão. As mudanças bruscas de velocidade das ondas sísmicas fez que
os geofísicos sugerissem que a Terra se assemelhasse a uma enorme cebola com
várias camadas diferenciadas em seu interior: o núcleo interior de composição
metálica (principalmente ferro e níquel) em estado de fusão; o manto terrestre
circundando o núcleo, com composição rochosa em estado de fusão em determinadas
profundidades; e a litosfera exterior composta de materiais mais leves e
sólidos.
O limite entre uma camada e outra foi chamado de
descontinuidade. A descontinuidade que separa a litosfera exterior do manto
adjacente foi chamada de descontinuidade de Mohorovicic, ou simplesmente de
continuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor, o geofísico croata Andrija
Mohorovicic (1857-1936).
Descobriu-se que o Moho se acha a maior
profundidade sob os continentes do que sob a litosfera oceânica onde se
encontra a menos de 10 km abaixo do assoalho oceânico e, alguns lugares como na
chamada Zona de Fratura do Atlântico Norte, está a simplesmente 700 metros de
profundidade rochosa, isso com base nos perfis sísmicos obtidos por sismógrafos
colocados no fundo do oceano.
A possibilidade de perfurar até chegar à
descontinuidade Moho sempre fascinou aos geofísicos que tratam de encontrar
respostas ao comportamento das ondas sísmicas e às questões que derivam da estrutura
da Terra. Com esse intuito, foram efetuadas numerosas perfurações tanto nos
continente como nos oceanos, porém, até muito recentemente não existia a
tecnologia apropriada para se chegar à profundidade indicada sob os oceanos.
Só recentemente os cientistas foram capazes de
ultrapassar aquilo que supõem ser o limite da descontinuidade Moho sob o
Atlântico Norte. (1)
Uma dúzia de perfurações conseguiu chegar até 1.415
metros de profundidade, bem dentro do que se supõe ser o manto terrestre, e os
resultados foram surpreendentes: nada se encontrou que pudesse ser o manto.
Os geofísicos agora se perguntam se pesquisaram no
lugar correto, apesar de se terem orienta o pelos perfis obtidos pelos
sismólogos,e novas perfurações vão ser realizadas nos próximos meses para
tratar de encontrar o manto terrestre.
Entretanto, os resultados preliminares dessas
primeiras perfurações deveriam levar os geofísicos à reflexão, especialmente no
que diz respeito aos postulados inerentes à ciência e à fidelidade dos modelos
criados a partir dos dados.
Uma vez mais se demonstra que a obtenção de muitos
dados de natureza diversa não assegura um modelo preciso ou a explicação exata
dos processos.
As Ciências da Terra, que incluem a Geologia, a
Geofísica, e a Paleontologia, baseiam-se em dados de processos que ocorreram há
muito tempo, que não são reprodutíveis e cujos resultados estão, em muitos casos,
fora do alcance do estudo físico direto.
Em especial, os cientistas deveriam ser muito
cuidadosos ao propor modelos e explicações sobre eventos do passado, incluindo
extinções, catástrofes, tectônica de placas, deriva continental, etc.
A existência da descontinuidade de Moho estava
firmemente estabelecida mediante múltiplas observações indiretas e seu
funcionamento havia sido testado em modelos com a atividade sísmica, entretanto
isto não indicava que sua existência fosse real.
É previsível que as novas perfurações descubram a
descontinuidade de Moho abaixo da crosta oceânica, porém a sua ausência nos
vários lugares aonde ela foi procurada constitui uma luz vermelha que adverte
que os modelos e teorias a respeito da Terra se assentam sobre terreno movediço.
Referências:
1. Kerr, R. 2005. Pursued for 40 years, the Moho
evades ocean drillers once again. Science, 307:1707.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Quem levou a cruz de Jesus?
Jo 19:17 - E, levando ele às costas a sua cruz,
saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota,
Simão, o
Cirineu levou a cruz de Jesus.
Mt 27:32 - E, quando saíam, encontraram um homem
cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.
Mc 15:21 - E constrangeram um certo Simão Cireneu,
pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse
a cruz.
Lc 23:26 - E também os soldados escarneciam dele,
chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre,
Descontradizendo:
Por Pipe
Jo 19:17 - "E, levando ele às costas a sua
cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama
Gólgota,"
Lc 23:26 - "E, quando o iam levando, tomaram
um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas,
para que a levasse após Jesus".
Mc 15:20-21 - "E, havendo-o escarnecido,
despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com as suas próprias vestes, e o levaram
para fora, a fim de o crucificarem. E constrangeram um certo Simão Cireneu, pai
de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a
cruz".
Mt 27:31-32 - "E, depois de o haverem
escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para
ser crucificado. E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão,
a quem constrangeram a levar a sua cruz".
João não diz que Simão não levou a cruz de Jesus.
João diz apenas que ele "saiu com sua cruz nas costas em direção ao
Gólgota".
Mateus, Marcos e Lucas dizem que ele saiu e logo no
início, talvez devido aos seus ferimentos e impossibilitado de continuar
carregando a cruz, constrangeram Simão a ajudá-lo.
Observe que os textos se completam. João diz que
"saiu"; Lucas diz: "E quando o iam levando"; Marcos:
"e o levaram para fora"; e Mateus diz: "E, quando saíam".
Ou seja, foi logo na saída que Simão foi tomado a levar a cruz de Jesus. Eles
não dizem que Jesus não saiu com a cruz nas costas. Eles dizem que Jesus saiu e
logo no início fizeram Simão carregá-la.
Se não foi Jesus quem saiu com a cruz, quem foi
então?
Portanto, parece ser meio óbvio que Jesus saiu com
ela nas costas, e, impossibilitado de continuar carregando (devido aos
ferimentos), os soldados fizeram Simão carregá-la.
Conclusão:
João diz que Jesus saiu com a cruz em direção ao
Gólgota. Não relata que Simão carregou a cruz de Jesus logo no começo até o
Gólgota. Porém, ele não diz que Jesus a levou até o Gólgota. Diz apenas, que
ele saiu com ela em direção ao Gólgota. A questão de Simão a ter levado fica
implícita a luz dos outros três Evangelhos.
Portanto, não há nenhuma contradição!
terça-feira, 9 de junho de 2015
O convite de Darwin
Quando Darwin publicou "A Origem das
Espécies", em 1859, os cientistas desconheciam a complexidade da célula, a
herança genética e minimizavam as dificuldades encontradas no registro fóssil.
As idéias confusas e não muito originais de Darwin revolucionaram a ciência e
as concepções filosófico-religiosas - o homem evoluiu de uma forma simples
através da seleção natural ao longo de bilhões de anos.
Sem apoio das evidências, Darwin conseguiu a adesão
da comunidade científica tão ignorante desses fatos quanto ele. Contudo,
admitiu existir objeções a sua teoria e que poderia haver visões extremas da
evolução: "Estou bem a par do fato de existirem neste volume pouquíssimas
afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de
levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma
conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos
fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria
impossível de se fazer na presente obra".
Esse convite gera debates apaixonantes. As objeções
não são feitas unicamente por religiosos fanáticos. Sóbrios e renomados
cientistas ainda questionam por motivos científicos.
O sociólogo Edgar Morin, no livro "Os Sete
Saberes Necessários à Educação do Futuro" para a Unesco, afirmou e
sugeriu: "As ciências permitiram que adquiríssemos muitas certezas, mas
igualmente revelaram, ao longo do século 20, inúmeras zonas de incerteza. A
educação deveria incluir o ensino das incertezas que surgiram nas ciências
físicas, nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas."
A LDB 9394/96 estabeleceu as bases da educação
nacional para aprimorar o educando pelo desenvolvimento de sua autonomia
intelectual e do pensamento crítico. Isso ocorrerá quando algumas "zonas
de incertezas" nas ciências biológicas forem abordadas:
1. A origem da vida: a teoria da evolução química
não goza mais de respeitabilidade científica, mas a experiência de Urey-Miller
"demonstra" como a vida surgiu.
2. A "explosão cambriana": os principais
filos aparecem no registro fóssil há mais de 540 milhões de anos, sem
intermediários, plenamente funcionais, contrariando a evolução gradual. Segundo
Darwin, uma "objeção fatal, mas omitida nos livros-texto de Biologia".
3. Homologia: semelhança devido à ancestralidade
comum é evidência de ancestralidade comum. Tautologia, argumento circular que
nada diz em ciência.
4. Embriões vertebrados: há mais de um século os
biólogos sabem que os embriões vertebrados não são semelhantes no estágio
inicial e os desenhos que os mostram assim foram "forjados" para
"apoiar" a teoria.
5. Melanismo industrial: a foto de mariposas
"camuflando-se" nos troncos das árvores como evolução em ação é
falsa. Desde 1980 os biólogos sabem: não descansam nos troncos das árvores e
foram "coladas" nos troncos para apoiar o "fato da
evolução"!
6. Os tentilhões de Darwin: explicam a origem das
espécies por meio da seleção natural, quando nenhuma megaevolução ocorreu. Os
tentilhões, apesar da variedade de bicos e costumes alimentares, continuam
tentilhões.
7. A origem humana: macacos-antropóides ilustram
nossos ancestrais. Os paleoantropólogos discordam sobre quais foram nossos
ancestrais e como pareciam. Os cladogramas aqui "supõem" como esta
relação filogenética teria ocorrido. Não há um "elo perdido", mas
toda uma "corrente perdida".
A ciência é a expressão de curiosidade. Por causa
do convite de Darwin, da sugestão de Morin e da proposta da LDB, você pode e
deve questionar o neodarwinismo, pois a melhor inferência às evidências é o
Design Inteligente.
Enézio E. de Almeida Filho
Estudioso de História da Ciência. Membro da
Sociedade Internacional para Complexidade, Informação e Design. Coordenador do
Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Campinas - SP (em organização).
segunda-feira, 8 de junho de 2015
O que os soldados deram para Jesus beber?
Vinagre e
fel.
Mt 27:34 - deram-lhe a beber vinho misturado com
fel; mas ele, provando-o, não quis beber.
Vinho e mirra.
Mc 15:23 - E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas
ele não o tomou.
Vinagre e
hissopo.
Jo 19:29 - Estava, pois, ali um vaso cheio de
vinagre. E encheram de vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lha chegaram
à boca.
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Descontradizendo:
Por Pipe
Vamos ver então quais são os elementos em questão
em seu significado segundo o Novo Dicionário da Bíblia (NDB) e a Bíblia de
Estudo NVI:
1.Vinho: "Bebida derivada da Uva". (NDB-
pg.1661-1662)
2.Fel: "Planta cujos frutos eram extremamente
amargos. Traduzidas como erva venenosa (Os 10:4); veneno (Jó 20:16); Água
venenosa (Jr 8:14) e ardente veneno (Dt 32:33), sendo freqüentemente associado
com a erva amarga absinto (Dt 29:18; Jr 9:15; Lm 3:19; Am 6:12). O fel
oferecido a Cristo, durante sua crucificação era um vinho diluído que continha
drogas entorpecentes". (NDB - pg.609)
"Reza a tradição que as mulheres de Jerusalém
tinham por hábito fornecer esse analgésico para diminuir a dor dos presos ao serem
crucificados". (Bíblia de Estudo NVI)
3.Mirra: "formou parte de um estupefaciante
que Lhe foi oferecido no Calvário" (NDB - pg.1054)
"O talmude dá evidência de que o incenso era
misturado com vinho para diminuir a dor. A mirra é uma especiaria extraída de
plantas nativas dos desertos". (Bíblia de Estudo NVI)
4.Vinagre: "Bebida derivada da fermentação do
vinho". (NDB - pg.1664)
"Tipo de vinho barato - semelhante ao vinagre
dos dias de hoje". (Bíblia de Estudo NVI)
5.Hisssopo: "Planta difícil de identificar
visto que as referências nem sempre sugerem a mesma espécie". (NDB -
pg.1292)
"Nome dado a várias plantas". (Bíblia de
estudo NVI)
Tratando os textos:
1. Os três evangelistas concordam que a bebida era
vinho ou uma espécie de vinho (vinagre).
2. Os três evangelistas concordam que o vinho
(vinagre) foi misturado com alguma bebida derivada de plantas que tinha o
propósito de ser uma espécie de entorpecente. O fel como já dito é traduzido
por veneno em diversas passagens das Escrituras e era usada como analgésico
(entorpecente). A mirra era extraída também de plantas e usada como
entorpecente para aliviar a dor. A palavra Hissopo era dada a várias plantas.
Portanto:
Fel necessariamente não significa uma espécie de
planta e sim veneno. Hissopo também não significa uma espécie de plantas e sim
de várias. Provavelmente a planta usada foi a Mirra. Pois como já dissemos,
Marcos na maioria das vezes é mais específico que os demais.
Conclusão:
1. A bebida foi vinho ou vinagre (que é derivado do
vinho).
2. A mistura era derivada de plantas que tinham o
objetivo de entorpecer a pessoa, ou seja, diminuir a dor. E neste caso, a droga
usada poderia ser chamada de fel (veneno). Hissopo foi usado por João para
definir de maneira geral que foi uma planta usada na mistura. Já Marcos, foi
específico dizendo que a planta usada foi de fato a Mirra.
Portanto, não há nenhuma contradição!
Pipe
_________________________________________________
Contribuição de Guilherme
Born: Uma outra proposta!
A contradição proposta pela BDC não pode incluir o
texto de João, pois o mesmo ocorreu depois da Crucificação. Os textos de Mateus
e Marcos ocorrem antes da Crucificação. Vejamos:
Mateus 27
33 E,
chegando ao lugar chamado Gólgota, que se diz: Lugar da Caveira,
34 Deram-lhe
a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.
35 E,
havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se
cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e
sobre a minha túnica lançaram sortes.
Marcos 15
22 E levaram-no
ao lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira.
23 E
deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou.
24 E,
havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre elas sortes,
para saber o que cada um levaria.
25 E era a
hora terceira, e o crucificaram.
João 19
17 E, levando
ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se
chama Gólgota,
18 Onde o
crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio (...)
23 Tendo,
pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro
partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida
toda de alto a baixo, não tinha costura.
24 Disseram,
pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver
de quem será. Para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as
minhas vestes, E sobre a minha vestidura lançaram sortes. Os soldados, pois,
fizeram estas coisas.(...)
28 Depois,
sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura
se cumprisse, disse: Tenho sede.
29 Estava,
pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e,
pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.
30 E, quando
Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou
o espírito.
Como vemos, em João, o episódio é totalmente
diferente ao que foi relatado por Mateus e Marcos, isso porque é realmente
outro episódio.
Como o Pipe explicou, Vinho e Fel (ou vinagre e
Mirra) era dado como entorpecente, para alívio da dor. Porém além disso, era
uma droga. Portanto, Jesus sabia que deveria continuar sentindo dor e sabia
que, como um ser santo, não poderia drogar-se. Essa atitude de drogar o
condenado era comum antes da crucificação.
Além da diferença entre os três textos na ocasião
da narrativa, existe outra diferença gritante. Jesus, no relato de João PEDE
água, pois estava com sede, mas ganha vinagre em uma esponja. Ele estava em
seus minutos finais, e isso é bem diferente do que Mateus e Marcos relatam,
pois eles descrevem o que deram antes da crucificação.
Agora vamos ver os minutos finais em Mateus e
Marcos:
Mateus 27
46 E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz,
dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste?
47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto,
diziam: Este chama por Elias,
48 E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e
embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.
49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se
Elias vem livrá-lo.
50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz,
rendeu o espírito.
Opa... igualzinho a João
Marcos 15
34 E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz,
dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por
que me desamparaste?
35 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto,
diziam: Eis que chama por Elias.
36 E um deles correu a embeber uma esponja em
vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá
Elias tirá-lo.
37 E Jesus, dando um grande brado, expirou.
Nossa, coincidência.. igualzinho a João também!
Pré-conclusão:
Mateus e Marcos estão falando da bebiba (droga) que
deram antes da crucificação e depois relatam que deram a esponja embebida em
vinagre;
João relata apenas a esponja embebida em vinagre,
perto da morte de Jesus.
Omissão não é contradição.
Sendo assim, a contradição estaria apenas entre
Mateus e Marcos, pois um diz que a bebida dada antes da crucificação era vinho
com mirra e outro diz que era vinagre com fel.
Outra coisa é sobre o Hissopo. Não tem nada a ver
com que a BDC pensa.
Vamos lá
Vamos analisar antes o Hissopo, que é mais simples.
Hissopo não é uma planta que foi misturada ao
vinagre antes da morte de Jesus, já crucificado. Hissopo (de acordo com que
sugerem Mateus, marcos e João) é uma planta com grandes galhos firmes, pois o
guarda que deu o vinagre a Jesus espetou a esponja no hissopo. Vamos ver:
João 19
29 Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E
encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.
Ou seja, colocaram a esponja cheia de vinagre nesse
hissopo (hissope) e levaram até a boca de Jesus.
Vamos ver o que Mateus e Marcos dizem:
Mateus 27
48 E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e
embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.
Marcos 15
36 E um deles correu a embeber uma esponja em
vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá
Elias tirá-lo.
Então, corrigindo, hissopo não é uma planta misturada
no vinagre, primeiramente porque os textos mostram que ela foi usada para levar
a esponja até a boca de Jesus (ele estava no alto) e o vinagre não possuía
nenhuma mistura (vinagre dado perto da morte de Jesus)
Agora vamos a "contradição" de fato.
Significado das palavras:
.Vinho: "Bebida derivada da Uva". (NDB-
pg.1661-1662)
.Vinagre: "Bebida derivada da fermentação do
vinho". (NDB - pg.1664)
"Tipo de vinho barato - semelhante ao vinagre
dos dias de hoje". (Bíblia de Estudo NVI)
O vinagre não era usado como hoje, no tempero de
saladas. Em vários relatos do NT, vemos que as pessoas que não tinham condições
de comprar vinho, bebiam vinagre, pois o mesmo tem o efeito embriagável do
vinho, pois ele é o próprio, apenas fermentado. Vide o milagre da transformação
da água em vinho.
Pré-conclusão:
Vinho e vinagre, em todo o contexto literário e
histórico, eram a mesma coisa, inclusive o vinagre era chamado de vinho barato.
Sobre o Fel e Mirra:
Fel: "Planta cujos frutos eram extremamente
amargos. Traduzidas como erva venenosa (Os 10:4); veneno (Jó 20:16); Água
venenosa (Jr 8:14) e ardente veneno (Dt 32:33), sendo freqüentemente associado
com a erva amarga absinto (Dt 29:18; Jr 9:15; Lm 3:19; Am 6:12). O fel
oferecido a Cristo, durante sua crucificação era um vinho diluído que continha
drogas entorpecentes". (NDB - pg.609)
Mirra: "formou parte de um estupefaciante que
Lhe foi oferecido no Calvário" (NDB - pg.1054)
"O talmude dá evidência de que o incenso era
misturado com vinho para diminuir a dor. A mirra é uma especiaria extraída de
plantas nativas dos desertos". (Bíblia de Estudo NVI)
Seguindo estes exemplos, fica claro que tanta fazia
ser mirra ou fel, pois os dois tinham o mesmo efeito. Outro porém é que o fel
era uma mistura de várias drogas e esta mistura pode ter, na sua maior parte,
Mirra.
Outro dado é que o fel era uma mistura de vinho
diluído com drogas. Podemos perfeitamente aceitar que vinho diluído é a mesma
coisa que vinagre, pois de fato é.
Pré-conclusão:
O Fel dado a Jesus antes da crucificação é uma
mistura de drogas com vinho diluído. Já a Mirra é uma substância pegajosa
extraída de plantas, que possivelmente era uma das drogas misturadas nesse vinho.
O fato de Marcos ter descrito Mirra ao invés de Fel, é devido a sua forma de
escrita no qual dá mais detalhes aos acontecimentos. Para Marcos, devido o Fel
ter muita Mirra, decidiu descrever vinho com Mirra, pois este era o ingrediente
principal da mistura.
Conclusão:
Acerca destes fatos e análises, não existe e nunca
existirá contradição entre estes textos.
Mateus e Marcos relatam que deram algo pra Jesus
antes da crucificação e Ele não bebeu. Já João omite este fato. Ou seja, não
falavam da mesma coisa;
Mateus, Marcos e João são unânimes em afirmar que
foi dado vinagre em uma esponja espetada em uma vara de hissopo (cana).
Vinho e vinagre são a mesma coisa, porém um
fermentado ou diluído e outro normal. No caso dos momentos anteriores a
crucificação, fica claro que o vinagre com fel dado a Jesus era vinho diluído.
Fel é uma mistura de vinho diluído com várias
substâncias extraídas de plantas; Mirra é o ingrediente principal desta
mistura. Tal mistura tem a finalidade de amenizar a dor e agonia do crucificado.
domingo, 7 de junho de 2015
Jesus é Deus?
Jo 1:1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Jo 1:14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre
nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e
de verdade.
Jo 8:58 - Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade
vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.
Jo 10:30 - Eu e o Pai somos um.
Jo 10:38 - Mas, se as faço, e não credes em mim,
crede nas obras, para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim, e eu,
nele.
Jo 20:28 - Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu,
e Deus meu!
Cl 2:8-9 - Tende cuidado para que ninguém vos faça
presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos
homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porque nele habita
corporalmente toda a plenitude da divindade.
Tt 2:13 - aguardando a bem-aventurada esperança e o
aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
Hb 1:8 - Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono
subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
Ap 1:17 - E eu, quando o vi, caí a seus pés como
morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o
Primeiro e o Último
Ap 22:13 - Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o
Fim, o Primeiro e o Derradeiro.
Jesus não é Deus.
Jo 8:40 - Mas, agora, procurais matar-me a mim,
homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isso.
Jo 14:28 - Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho
para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai,
porque o Pai é maior do que eu.
At 17:31 - porquanto tem determinado um dia em que
com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu
certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.
I Co 11:3 - Mas quero que saibais que Cristo é a
cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de
Cristo.
Cl 3:1 - Portanto, se já ressuscitastes com Cristo,
buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.
I Tm 2:5 – Porque há um só Deus e um só mediador
entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,
Descontradizendo:
Por Pipe
Por favor, alguém me ajude a enxergar em qual
versículo está dizendo literalmente que Jesus não é Deus. Observem o que os
textos dizem:
Jo 8:40
- "Mas,
agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus
tem ouvido; Abraão não fez isso".
O Texto apenas está afirmando que Jesus enquanto
homem era 100% dependente do Espírito Santo. Este texto apenas evidencia aquilo
que Paulo fala em sua carta aos Filipenses 2:5-11: "De sorte que haja em
vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de
Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo,
tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma
de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo
o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus,
e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o
Senhor, para glória de Deus Pai".
_________________________________________________
At 17:31
- "porquanto
tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do
varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos
mortos".
Onde está dizendo que Jesus não é Deus? Porque o
texto está afirmando que foi o Pai que o ressuscitou, isto significa que Jesus
não é Deus? Ou isto significa que verdadeiramente a sua obra como homem foi
100% como homem e nem em um momento fez uso de sua divindade para nos resgatar?
Isto só comprova a sua total dependência de Deus Pai e do Espirito santo.
_________________________________________________
I Co 11:3
- "Mas quero
que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher;
e Deus, a cabeça de Cristo".
E isto significa que Jesus não é Deus? É óbvio que
o Pai está acima do Filho. É óbvio que o Filho está sujeito ao Pai. E em que
isto significa que diante disto Jesus não é Deus? Qual a lógica do argumento? A
BDC está apenas tentando forçar o texto a dizer o que ele não diz.
_________________________________________________
Cl 3:1 -
"Portanto,
se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo
está assentado à destra de Deus".
Isto só prova que Ele é Deus e não o contrário. Ele
está assentado a direita de Deus Pai. E nenhum outro ser no Universo estaria
ali se não fosse Deus de fato. Pois Deus Pai não divide sua Glória com ninguém,
a não ser com seu Único Filho.
_________________________________________________
I Tm 2:5
- "Porque há
um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,"
O texto está falando do papel de jesus como nosso
Sumo-Sacerdote. Só há um meio do homem chegar até a Deus, por meio de Jesus
Cristo. Foi esta a missão dEle na terra. E o texto está dizendo justamente e
apenas sobre isto. Em nenhum momento a luz do todo da Bíblia, isto significa
que Jesus não é Deus.
sábado, 6 de junho de 2015
A ORIGEM DAS LÍNGUAS:
REVISÃO CRÍTICA DO LIVRO DE THOMAS C. CURTIS
"A ORIGEM DAS LÍNGUAS: UMA SÍNTESE"
A revista "Creation Ex-nihilo Technical
Journal", publicada pela "Creation Science Foundation Ltd.",
entidade não-denominacional, sem fins lucrativos, sediada na Austrália, um dos
principais periódicos criacionistas atuais, publicou em seu número 3, volume
12, de 1998, o interessante artigo em epígrafe, apresentando uma síntese
relativa à origem das línguas de forma bastante consistente com os dados
arqueológicos, históricos, bíblicos, e lingüísticos existentes.
A base dos estudos apresentados é a busca de correspondência
entre os grandes grupos lingüísticos e a descendência de Noé.
Os lingüistas reconhecem um grupo hamito-semítico
no qual as línguas semíticas ter-se-iam originado na Mesopotâmia, e as
hamíticas (ou camíticas) no Oriente Médio e na África, o que é consistente com
a migração dos descendentes de Cam para o oeste e o sul, os descendentes de
Jafé para o norte e o leste, ficando os descendentes de Sem nas vizinhanças da
Mesopotâmia.
Sem dúvida, muitas interrogações continuarão sempre
a existir, mas aos poucos pode ir sendo construído um quadro da origem das
línguas em conexão com o relato bíblico da dispersão dos povos após o dilúvio
universal.
Aproveitando os laços que se estabeleceram com o
pesquisador Luiz Caldas Tibiriçá por ocasião da realização do Encontro
Internacional e III Encontro Nacional de Criacionistas, no mês de janeiro
próximo passado, a Sociedade Criacionista Brasileira lhe enviou uma cópia do
referido artigo, para análise, e dele recebeu uma interessante carta na qual
são feitas considerações de importância, que a seguir são transcritas, para
apreciação de nossos leitores:
"Quanto
ao trabalho do Sr. Thomas C. Curtis, pouco tenho a dizer. É baseado em fatos
históricos conhecidos. Ele, no entanto, pouco fala sobre línguas ameríndias, que
classifica como pertencendo ao grupo páleo-siberiano erroneamente. Este erro
deve-se ao velho conceito de Humboldt que supunha terem os indígenas da América
transposto o estreito de Bering. Hoje sabemos que nenhum ser humano atravessou
esse estreito. No período glacial, as hordas siberianas, não podendo sobreviver
ao norte, desceram ao sul e sudoeste, e além disso, as línguas ameríndias
nenhuma relação têm com as siberianas, a não ser os esquimós, que penetraram na
América tardiamente pelas Ilhas Aleutas. As raízes mais antigas da língua maia
são semíticas; o tupi deriva do sumeriano; as línguas do Altiplano Andino
derivam, algumas diretamente do dravídico, outras do grupo drávida-australiano;
as da América do Norte, umas derivam do grupo Munda-polinésico, outras do
chinês, do japonês, com vestígios de árabe, celta, germânico, etc. Algumas
línguas da América do Sul têm vestígio do copta e do etíope. Eu não me preocupo
com a cronologia. Meu papel de investigador é demonstrar, com fatos, que houve
uma língua mãe única, que se espalhou por todos os continentes. Quanto ao
etrusco e o basco, chamados de línguas isoladas, são casos à parte. Não podem
ser classificados porque derivam de inúmeras fontes: européias, mediterrâneas,
mesopotâmias e asiáticas. E assim também são muitas línguas ameríndias."
E finalizando a sua carta com a apreciação a
respeito do artigo de Thomas C. Curtis, Luiz
Caldas Tibiriçá dá a importante notícia transcrita a seguir:
"Eu
descobri na Bahia, numa localidade chamada Beta, antiga mina com construções
antiqüíssimas, que bem pode ser a Ofir dos egípcios, ou a célebre mina de
Salomão."
Além desta descoberta, outras foram feitas pelo
pesquisador, pouco divulgadas no Brasil, como por exemplo, as ruínas de uma
cidade celta, também no sertão da Bahia.
http://www.revistacriacionista.com.br/
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Livro: "A Cruz de Cristo" de John Stott
CRUZ
Se os Pais gregos primitivos representavam a cruz
primariamente como uma “satisfação” ao diabo, no sentido de ser o preço do
resgate que ele exigiu e que lhe foi pago, e os Pais latinos viam-na como uma
satisfação da lei de Deus, Anselmo de Cantuária, no décimo primeiro século,
deu-lhe um tratamento novo em seu Cur Deus Homo? Fazendo uma exposição
sistemática da cruz como uma satisfação da honra ofendida de Deus. (John Stott;
A Cruz de Cristo; Vida; pp. 106)
“Deus nada devia ao diabo a não ser castigo”. Deveras,
o homem devia algo a Deus, e essa é a dívida que necessitava ser paga. Pois
Anselmo define o pecado como “não dar a Deus o que lhe é devido”, a saber, a
submissão de toda a nossa vontade a ele. Pecar, portanto, é “tomar de Deus o
que é dele”, o que significa roubar dele e, assim, desonrá-lo. (John Stott; A
Cruz de Cristo; Vida; pp. 107)
A cruz de Cristo “é o evento no qual Deus
simultaneamente torna conhecida sua santidade e seu amor, em um único evento,
de um modo absoluto”. (John Stott; A Cruz de Cristo; Vida; pp. 118)
O que vemos, portanto, no drama da cruz não são
três actores, mas dois, nós mesmos de um lado e Deus, do outro. Não Deus como
ele é em si mesmo (o Pai), mas Deus, entretanto, Deus-feito-homem-em-Cristo (o
Filho). (...) ao dar o seu Filho ele estava dando a si mesmo. (...) Como disse
Dale: “a misteriosa unidade do Pai e do Filho tornou possível que Deus ao mesmo
tempo sofresse e infligisse sofrimento penal”. (...) A cruz foi um acto
simultâneo de castigo e amnistia, severidade e graça, justiça e misericórdia.
(John Stott; A Cruz de Cristo; Vida; pp. 143)
Rejeitamos fortemente toda a explicação da morte de
Cristo que não possui no centro o princípio da “satisfação através da
substituição”, em verdade, a auto-satisfação divina através da auto-substituição
divina. A cruz não foi uma troca comercial feita com o diabo, muito menos uma
transacção que o tenha tapeado e apanhado numa armadilha; nem um equivalente
exacto, um quid pro quo que satisfizesse um código de honra ou um ponto técnico
da lei; nem uma submissão compulsória da parte de Deus a uma autoridade moral
acima dele da qual ele, de outra forma, não poderia escapar; nem um castigo de
um manso Cristo por um Pai severo e punitivo; nem uma procuração de salvação
por um Cristo amoroso de um Pai ruim e relutante; nem uma acção do Pai que
deixasse de lado a Cristo como Mediador. Em vez disso, o Pai justo e amoroso
humilhou-se, tornando-se em seu Filho unigénito e através dele carne, pecado e
maldição por nós, a fim de remir-nos sem comprometer o seu próprio carácter.
Necessitamos cuidadosamente definir e salvaguardar os termos teológicos
“satisfação” e “substituição”, mas não podemos, em circunstância alguma, abrir
mão deles. O evangelho bíblico da expiação é Deus satisfazendo-se a si mesmo e
substituindo-se a si mesmo por nós.
Pode-se dizer, portanto, que o conceito da
substituição está no coração tanto do pecado quanto da salvação. Pois a
essência do pecado é o homem substituindo-se a si mesmo por Deus, ao passo que
a essência da salvação é Deus substituindo-se a si mesmo pelo pecado. O homem
declara-se contra Deus e coloca-se onde Deus merece estar; Deus sacrifica-se a
si mesmo pelo homem e coloca-se onde o homem merece estar. O homem reivindica
prerrogativas que pertencem somente a deus; Deus aceita penalidades que
pertencem ao homem somente.
Se a essência da expiação é a substituição,
seguem-se pelo menos duas importantes inferências, a primeira teológica e a
segunda pessoal. A inferência teológica é que é impossível manter-se a doutrina
histórica da cruz sem se manter a doutrina histórica de Jesus Cristo como único
Deus-homem e Mediador. Como já vimos, nem Cristo somente como homem nem o Pai
somente como Deus podia ser nosso substituto. Somente Deus em Cristo, o
unigénito Filho do próprio Deus Pai feito homem, podia tomar o nosso lugar. Na
raiz de cada caricatura da cruz jaz uma cristologia distorcida. A pessoa e obra
de Cristo vão juntas. Se ele não é quem os apóstolos dizem que é, então não
podia ter feito o que dizem que fez. A encarnação é indispensável à expiação.
Em particular, é essencial à afirmação de que o amor, a santidade e a vontade
do Pai são idênticos ao amor, santidade e vontade do Filho. Deus estava em
Cristo reconciliando consigo o mundo.
Talvez nenhum outro teólogo do
século vinte tenha visto essa verdade mais claramente, ou a tenha expressado
mais vigorosamente, do que Karl Barth. A cristologia, insistia ele, é a chave
da doutrina da reconciliação. E cristologia significa confessar que Jesus
Cristo, o Mediador, repetiu ele várias vezes, é “o próprio Deus, o próprio
homem, e o próprio Deus-homem”. Há, pois, “três aspectos cristológicos” ou
“três perspectivas” para a compreensão da expiação. O primeiro é que “em Jesus
Cristo temos de ver com o próprio Deus. A reconciliação do homem com Deus
acontece quando o próprio Deus activamente intervém”. O segundo é que “em Jesus
Cristo temos de ver com o verdadeiro homem... É assim que ele se torna o
reconciliador entre Deus e o homem”. O terceiro é que, embora sendo o próprio
Deus e o próprio homem, “Jesus Cristo é um. Ele é o Deus-homem”. Somente quando
se afirma esse relato bíblico de Jesus Cristo, pode-se compreender a
singularidade de seu sacrifício expiador. A inciativa está “com o próprio Deus
eterno, que deu-se a si mesmo em seu Filho para ser homem, e, como homem, tomar
sobre si mesmo esta paixão humana... É o Juiz que nesta paixão toma o lugar
daqueles que deviam se julgados, que nesta paixão permite ser julgado em lugar
deles”. “A paixão de Jesus Cristo é o juízo de Deus, no qual o próprio Juiz foi
julgado”.
(John Stott; A Cruz de Cristo;
Vida; pp. 144)
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Livro: "Cristianismo Básico" de John Stott
Muitos se opõem a qualquer coisa que tenha aspecto
institucional. Rejeitam a igreja. Na verdade, rejeitam a igreja contemporânea —
não Jesus Cristo. Notam uma contradição entre o fundador do cristianismo e o
estado atual da igreja fundada por ele.
Alguns cresceram aprendendo sobre Jesus e as
verdades do cristianismo. Mas, quando adquirem senso crítico, preferem
descartar a religião recebida na infância a investigar sua veracidade.
Escrito por um dos mais importantes teólogos do
último século e traduzido em mais de 50 línguas, incluindo chinês, japonês,
russo e coreano, Cristianismo Básico é uma resposta a estas inquietações.
“Não é possível afirmar que as declarações do
carpinteiro de Nazaré são invenção ou exagero dos autores dos evangelhos. Elas
aparecem nos quatro evangelhos, e as evidências de sua veracidade são bastante
consistentes e equilibradas.
Não podemos considerar que Jesus foi um grande
mestre se acreditarmos que ele estava errado em relação a um dos pontos
principais de seu ensino, ou seja, ele mesmo [...].
Seria ele um impostor? Teria ele tentado ganhar a
devoção dos homens com suas visões, alegando uma autoridade divina que não
possuía? É difícil acreditar que isso possa ter acontecido.
Há uma certa ingenuidade em Jesus. Ele odiava a
hipocrisia e era transparentemente sincero.
Essa sinceridade seria uma farsa? Teria ele uma
imagem ilusória de si mesmo? Jesus não aparentava nenhuma anormalidade, o que
seria de se esperar em uma pessoa perturbada. Seu caráter sustenta suas
declarações.
Não o vemos como Deus disfarçado de homem, nem como
um homem com qualidades divinas, mas como homem e Deus. Jesus foi uma pessoa
histórica, com duas naturezas distintas e perfeitas, a divina e a humana. Só
assim ele pode ser digno não apenas de nossa admiração, mas também de nossa
adoração.”
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Quem enviou o Espírito Santo?
Jesus enviou
o Espírito Santo.
Jo 15:26 - Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei
de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim.
O pai de
Jesus enviou o Espírito Santo.
Jo 14:26 - Mas aquele
Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas
as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Descontradizendo:
Por Guilherme
Born
Vamos ao texto na NVI, por ser mais claro:
João 15:26 - “Quando vier o Conselheiro, que eu
enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele
testemunhará a meu respeito.
João 14:26 - Mas o Conselheiro, o Espírito Santo,
que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará
lembrar tudo o que eu lhes disse.
Relacionando
João 15:26 - Jesus enviará da parte do Pai. O
Espírito Provém do Pai. Ou seja, mesmo o texto dizendo que Jesus trouxe, o
espírito vem do Pai.
João 14:26 - O Pai enviará no nome do Filho.
Jesus trouxe da parte do Pai, ou seja, o Pai mandou
através do Filho o Espirito Santo. Me digam, qual é a diferença entre os dois?
Nenhuma.
Vamos
melhorar a explicação.
Jesus enviará da parte do Pai - Da parte do Pai diz
o que? Que Jesus está trazendo o ES que o Pai enviou. Sendo assim, quem enviou?
O Pai
O Pai enviará no nome do Filho - O versículo já diz
que o Pai enviará, porém através do Filho, usando o nome do Filho.
Vamos a um
exemplo prático.
Eu quero enviar uma encomenda. Mas pedi para a minha
mulher que ia viajar levar a encomenda. Chegando lá, ela comentou com o
remetente:
O meu marido mandou a encomenda através de mim.
ou
Eu trouxe a encomenda da parte do meu marido.
Existe contradição nestas duas informações ou elas
dizem exatamente a mesma coisa? Obviamente diz a mesma coisa. O texto é
claríssimo e livre de interpretações. Aqui não é questão de interpretação, mas
o que o texto diz, é o que realmente aconteceu, ou seja, o texto é literal.
Portanto, não há contradição.
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