segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O julgamento de Deus

O julgamento de Deus será mais tolerante para com os ateus do que para com os criacionistas da Terra Jovem?

Tradução: Marcelo N. Motta

Pergunta: Dr. Craig, eu gostaria de saber de você se eu, como um ateu, serei julgado por Deus por não acreditar nEle. Se eu, após buscar objetivamente por toda a evidência, chegar à conclusão que não cheguei aqui como resultado de um plano divino, mas simplesmente como consequência de processos físicos, ainda assim merecerei ser privado do dom da vida eterna? Se quando ver Deus face a face após a morte, eu disser que essa foi uma posição que eu honestamente cheguei depois de muita investigação e de realmente tentar compreender a natureza?

Eu realmente não consigo ver como Deus me puniria, se eu viver uma vida boa, honesta e compassiva, mas apenas sentir que essa é a única posição que faz sentido no mundo à minha volta e o que eu entendo sobre ele. Para mim isso não parece digno de condenação, quando comparo minha atitude aos padrões de evidência e investigação à de alguns cristãos, especialmente aqueles que mantêm posições dogmáticas extremamente irracionais. Se eu aceitar as descobertas da ciência, Deus me punirá, mas recompensará aqueles que rejeitam toda a evidência científica e aderem apenas a posições cientificamente insustentáveis, como uma interpretação literal de Gênesis, onde todo o universo foi criado entre seis e dez mil anos atrás?
Eu acrescentaria a isso ao dizer que muitos do que defendem esta posição, chamados de criacionistas da Terra Jovem, disseminam completas mentiras e desinformações e tudo mais, seja na astronomia à geologia e biologia, qualquer campo científico que não apóie sua leitura do que eles consideram como escritura divinamente inspirada.

Isso tirando o fato que quase todos eles são completamente desqualificados para falar das áreas que falam; se alguém não possui um doutorado em paleontologia e não é um membro ativo da comunidade paleontológica, então na verdade não tem direito nenhum de falar sobre o estado do registro fóssil em público a uma audiência que é igualmente desqualificada para avaliar a veracidade das afirmações que são feitas. No entanto eu respeito a autoridade das pessoas que trabalham nas áreas; quando eu li Evolution: What the Fossils Say and Why It Matters [Evolução: O que Os Fósseis Dizem e Porquê Importam] de Donald Prothero, eu respeito as visões dele sobre o registro fóssil já que ele trabalha na área há trinta anos e examinou pessoalmente muitos dos fósseis que ele fala. Da mesma forma, quando Sean Carroll explica como a evidência do DNA apóia a evolução em The Making of the Fittest [A Criação dos Mais Adaptados], eu respeito a opinião dele já que ele está linha de frente da biologia moderna.

Na verdade, quando eu leio livros sobre história bíblica e comparo a evidência para a evolução biológica, segundo os cientistas de hoje, com a evidência para um evento histórico como o Êxodo, segundo os arqueólogos e historiadores de hoje, então vejo que é óbvio que há um padrão duplo sendo mostrado por alguns cristãos, considerando o respeito pelas evidências e pela autoridade das pessoas que sabem do que estão falando. Eu tenho certeza que muito mais cristãos aceitariam o Êxodo como um evento histórico do que aceitariam a ocorrência da evolução biológica.

Eu realmente não vejo por que essas pessoas que mantêm crenças irracionais e inflexíveis merecem ser recompensadas por seu aparente anti-intelectualismo e relutância em examinar criticamente as evidências e aplicar níveis apropriados de pesquisa a vários assuntos.

Deus realmente vai recompensar aqueles que continuam a divulgar absurdos, mesmo quando cientistas apontam seus erros, e restringem a educação de crianças? Pessoas como Ken Ham constroem museus para mostrar às crianças como os dinossauros viverem com os homens e todos os “tipos”, os quais, seja lá como é definido, abrangem uma quantidade enorme de animais, que de alguma forma foram amontoados num barco. Isso é impossível por inúmeras razões, mas mesmo assim continua sendo ensinado a criancinhas. Ele também ‘ensina’ as crianças a perguntarem ao professor de ciências a seguinte pergunta altamente imbecil: ‘Você estava lá?’ Como se a pesquisa e investigação científicas empreendidas pelo homem não tivessem a menor chance de competir com a “verdade revelada”.

As atitudes dessas pessoas aumentam ainda mais a indisposição de minha parte de me associar com eles em qualquer sentido, e apenas reforça minha convicção que eles merecem condenação eterna muito mais do que eu.

Grato,

Adam.


Dr. William Lane Craig responde:
Existem algumas questões diferentes na sua pergunta, Adam, que ficaram embaralhadas e precisam ser separadas para que eu possa respondê-las claramente. Por favor, seja paciente comigo, e preste atenção enquanto tento lidar com suas preocupações que são claramente profundas.

A primeira e principal pergunta é: baseado em que Deus julgará as pessoas? Enquanto lia sua pergunta, Adam, eu pensei, “Ele não compreende a doutrina cristã da salvação!” Você pode ficar surpreso ao saber que a maioria dos criacionistas da Terra Jovem CONCORDARIAM com você que eles merecem a condenação eterna, na mesma proporção, se não mais que você. Como pode ser? Porque no centro da doutrina cristã da salvação está a imerecida Graça de Deus.

Esse ensinamento é obscurecido hoje por um tipo de cristianismo cultural que tem moldado a cultura americana. O cristianismo cultural ensina que se suas boas ações superarem suas más ações, então Deus perdoará suas más ações e lhe recompensará com a vida eterna no céu. (Como Jesus Cristo se encaixa nesse quadro não está claro – talvez como uma ilustração viva de como Deus é). Ao contrário disso, o cristianismo bíblico ensina que ninguém é bom o bastante para ir ao céu. Ser julgado baseado em nossas ações seria a pior coisa possível que poderia nos acontecer, pois nenhum de nós é aceitável perante a lei moral de Deus (perfeição). O filósofo Immanuel Kant disse corretamente que levaria uma infinidade de tempo para o homem alinhar perfeitamente sua vontade com o padrão moral de Deus – e, então, mesmo se de alguma forma conseguisse, ele continuaria culpado pelos resíduos infinitos de pecado que cometeu até ali.

Portanto, nós precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre da terrível condição moral em que nos encontramos. Jesus é a provisão de Deus para nosso pecado. Ele foi chamado de o Cordeiro de Deus, não porque ele era dócil e meigo, mas porque ofereceu Sua vida a Deus como um sacrifício por nós.

Ele morreu em nosso lugar, carregando a punição por nossas iniquidades e maldades, e assim satisfez as exigências da lei moral de Deus e liberou o perdão de Deus a nós.

Por isso, a salvação só pode ser obtida como um presente da Graça de Deus; não há nada que possamos fazer para obtê-la. É por isso que a linguagem de “recompensa” é totalmente inapropriada em relação à salvação. Você está absolutamente correto que os criacionistas não “merecem ser recompensados por seu aparente anti-intelectualismo” ou por qualquer outra coisa, nessa questão. Se eles são salvos, é apenas porque eles aceitaram humildemente e em contrição o dom da Graça de Deus, sem mérito ou esforço.

Agora o que acontece com você se você rejeitar a Graça de Deus? Você volta à Sua Justiça. Você realmente acha que você é aceitável? Quando diz, “Eu realmente não consigo ver como Deus me puniria, se eu viver uma vida boa, honesta e compassiva,” o problema é com este “se”. Adam, acorde! Quanta compaixão você sentiu quando escreveu essa última frase de sua carta? Eu me lembro quando não era cristão e ouvi o Evangelho pela primeira vez. Eu vivia uma boa vida, moralmente correta – externamente ao menos, e ainda assim descobri que, segundo a Bíblia, eu era culpado diante de Deus e por isso estava indo direto para o inferno, eu não tinha nenhum problema em acreditar nisso. Quando eu olhei dentro do meu coração, eu vi as trevas lá dentro, como tudo que fiz era manchado pelo egoísmo. Eu soube quão miserável eu realmente era.

Eu suspeito que muitas pessoas hoje não sentem sua necessidade de um Salvador porque elas têm crescido tão moralmente satisfeitas que nem mesmo percebem quão moralmente caídas são. C. S. Lewis uma vez observou que você nunca sabe quão mal está até que tenha verdadeiramente tentado ser bom. Assim que você tentar, séria e constantemente, então perceberá quão rápido você cai.

É por isso que o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, em sua profunda análise da condição humana, viu que a vida ética, buscada com seriedade, acaba levando à culpa e desespero e deve ser transcendida pelo nível espiritual no qual a Graça de Deus é descoberta.

Então esqueça os criacionistas da Terra Jovem, Adam! Por que deixá-los ficar entre você e Deus? Por que não receber a Graça transformadora de Deus e então ser melhor do que eles? Você sabe que eu não tenho as visões deles sobre a idade do universo. E nem a maioria dos cristãos evangélicos, apesar da grande presença de seu movimento nas igrejas. Então por que não se tornar um cristão e assim ser um pensador melhor do que eles? (Na verdade, você pode justamente descobrir que Deus fará uma obra transformadora em seu coração, substituindo o que parece ser ódio e ressentimento a essas pessoas por uma compaixão genuína por elas.)

Isso leva à segunda pergunta, que está apegada à primeira: Deus me condenará por minha descrença se eu, após buscar objetivamente por toda a evidência, chegar à conclusão que não cheguei aqui como resultado de um plano divino, mas simplesmente como consequência de processos físicos?

Essa é uma pergunta estranha, já que o que você está perguntando é, em efeito: serei condenado por Deus baseado em um argumento ruim? Pois seu motivo para rejeitar Deus é realmente um argumento ruim. Você parece pensar que a crença na teoria da evolução é incompatível com a crença em Deus. (Apenas ocorreu-me, Adam, que você está na verdade muito mais perto das visões dos criacionistas da Terra jovem do que você pensa! Que ironia!) Mas não há nada sobre a teoria da evolução que implica ateísmo. (Veja o meu artigo “Naturalismo e Design Inteligente,” em Intelligent Design, Ed. R. Stewart [Minneapolis: Fortress Press, 2007], pp. 58-71.) Suponha que o plano divino seja que você tenha chegado aqui através do processo evolucionário?

Então como a evidência científica para a evolução da vida faria algo para provar que isso não foi o resultado do plano de Deus? Sua dificuldade não é que você tem boas objeções contra o teísmo, Adam, mas que você não está pensando tão profundamente sobre essas questões.

Ainda assim a pergunta permanece, suponha que eu falhe em acreditar em Deus, porque fui enganado por um argumento ruim. Deus me condenará? A pergunta que você na verdade está colocando aqui é se existe algo como uma descrença inculpável.

Eu vejo que, em última análise, não existe essa coisa de descrença inculpável. Pois, primeiro, existem boas evidências para o teísmo que são de fácil acesso a todos, como as que eu compartilho em “A Veracidade da Fé Cristã” [Editora Vida Nova], e não há nenhum bom argumento à altura para o ateísmo. Eu convido você a ouvir a algum de meus debates com ateus influentes e apenas se pergunte objetivamente: para que lado a evidência aponta? Segundo e mais importante, Deus não nos abandonou para descobrir com a nossa própria genialidade e inteligência se Ele existe ou não. Antes, Seu Espírito Santo fala ao coração de todo homem, convencendo-o do pecado e levando-o até Deus. Se nossos corações estão dispostos a buscar a Deus, então nós O encontraremos. Isso pode levar tempo. É por isso que eu disse que em última análise a descrença é culpável. Quando uma pessoa chega à hora da morte, ela terá tido oportunidades suficientes para responder ao Espírito de Deus e ser salva. O fato de Deus lhe ter trazido até este site para ter sua pergunta respondida e, espero, esclarecida, é um passo nesse processo. A pergunta agora é, onde está seu coração? Você quer conhecer a Deus se Ele existir? Que passos concretos você está tomando para buscá-Lo?


Fonte: Reasonable Faith

domingo, 22 de dezembro de 2013

Cientistas desvendam fraude do dinossauro-pássaro

CLAUDIO ANGELO

da Folha de S.Paulo

Uma das maiores fraudes da história da ciência chegou ao seu capítulo final. A revista britânica "Nature" publicou a análise de tomografia computadorizada do Archaeoraptor, o fóssil forjado que enganou paleontólogos do mundo todo e expôs ao ridículo outra revista importante, a americana "National Geographic".

O estudo do paleontólogo Tim Rowe, da Universidade do Texas em Austin (EUA), publicado semana passada pela revista (www.nature.com), mostra que o fóssil é o mosaico de pedaços de uma ave e quatro dinossauros diferentes.

O Archaeoraptor foi assunto de capa da "National Geographic" em novembro de 99. O caso era sensacional: um fóssil de dinossauro descoberto na China apresentava uma "combinação dramática" de características de pássaro e de dromeossauro, um dino carnívoro. Era, definitivamente, o elo perdido entre aves e répteis. Em outubro do ano passado, no entanto, a revista foi forçada a admitir que havia comprado gato por lebre. Descobriu-se que a tal "combinação dramática" não fora moldada pela evolução, e sim por contrabandistas de fósseis chineses. Para elevar o valor de mercado da peça, eles juntaram metade do corpo de um pássaro fóssil com a cauda e as patas traseiras de um dromeossauro.

O fóssil foi retirado ilegalmente da China e vendido nos EUA ao artista plástico Stephen Czerkas, por US$ 80 mil. Czerkas chamou dois paleontólogos, o canadense Philip Currie e o chinês Xu Xing, para descrever o animal.

A idéia de era coincidir a descrição científica do bicho com uma matéria sobre o animal na "National Geographic". A fim de publicar a descrição na "Nature" ou na sua rival, a "Science", Czerkas contratou Tim Rowe para fazer uma análise de tomografia computadorizada no fóssil. "Levou só algumas horas para perceber que o espécime estava quebrado em muitos pedaços e que nem todos haviam sido rearranjados corretamente", disse Rowe à Folha.

Mas Czerkas resolveu levar a publicação na "National Geographic" à frente, mesmo depois de o trabalho ter sido rejeitado pelas duas revistas científicas. E ameaçou Rowe de processo caso publicasse os dados da tomografia.

A tramóia só veio abaixo um mês depois, quando Xing Xu encontrou, na China, um fóssil de dromeossauro cuja cauda era, sem dúvida, a do Archaeoraptor, e a "National Geographic" foi obrigada a desmentir a capa.

Só agora, depois de resolvidas as questões legais —o tal processo aconteceu, de fato—, o trabalho de Rowe (concluído desde outubro de 99) aparece na "Nature". A análise mostra que a laje contendo o Archaeoraptor foi montada a partir de 88 cacos de pedra. Parte deles contém meio fóssil de um pássaro ainda desconhecido para a ciência, que está sendo estudado por Xu. Outra parte tem restos de dromeossauros que não podem ser atribuídos a um só espécime.

Para o paleontólogo, a fraude do Archaeoraptor mostra como o comércio de fósseis atrapalha a ciência. "Qualquer espécime que tenha uma etiqueta de preço é uma fraude em potencial", disse. "Felizmente, um conjunto cada vez maior de técnicas pode ser aplicado agora à análise de fósseis", afirma no estudo.

No Brasil, onde o comércio de fósseis é ilegal (assim como na China), as fraudes têm uma origem certa: a chapada do Araripe, no Ceará, uma das maiores minas de fósseis do planeta.

Uma dessas fraudes acabou eternizada no nome de um dinossauro. O bicho em questão era um crânio de espinossauro (carnívoro com focinho de crocodilo), contrabandeado para a Europa e descrito pelo paleontólogo David Martill, da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), em 1996.


Durante a preparação (processo em que o fóssil é separado da rocha que o contém), a equipe de Martill descobriu que a ponta do focinho original havia sido quebrada e alongada artificialmente, para que os traficantes pudessem vender o restante. Martill ficou tão irado com a fraude que batizou o bicho de Irritator.

sábado, 21 de dezembro de 2013

As Paisagens Evoluíram?

Steven A. Autin

As teorias mais populares da origem, forma e superfície da terra, supõem que ela foi esculpida durante vastos períodos de tempo, pelos processos erosivos, semelhantes em velocidade, escala e intensidade aos processos modernos.

A teoria que domina a moderna geomorfologia, foi formulada cerca de cem anos atrás por William Morris Davis (1), um geólogo de Harvard. Ele supunha que as paisagens não se desenvolviam casualmente, mas através de uma série de estágios, como as correntes de água lentamente desgastaram os canais nos declives e como os vales foram progressivamente alargados e aprofundados. De acordo com Davis, no estágio "jovem" da evolução da paisagem, é seguida imediatamente por elevações e é caracterizada pelo escoamento deficiente, e vales estreitos em forma de V entre linhas divisórias de largas correntes de águas. Depois de alguns milhares de anos de erosão, o estágio máximo do relevo "maduro" seria alcançado com o escoamento bem integrado das correntes de água, com vales profundos e largos entre linhas divisórias de águas, estreitas e arredondadas. Finalmente, se a erosão continuasse ininterrupta, a paisagem poderia entrar no estágio da "velhice", em que a superfície se transforma em uma peneplanície mal drenada, com correntes de água de cursos de baixo declive, sobre extensas planícies aluviais em elevações apenas acima do nível do mar.

Embora tenha havido dúvidas ocasionais quanto à teoria de Davis, os geomorfologistas têm manifestado intensa fascinação para com a noção da evolução das paisagens. Ela satisfaz alguma evidente necessidade de alguns cientistas. O sistema de Davis segue os conceitos do desenvolvimento orgânico, que também empolgou a comunidade científica no final do século dezenove (os estágios da "mocidade", "maturidade" e "velhice" correspondem maravilhosamente à evolução orgânica!). Além disso a simplicidade e os atrativos do sistema, se adaptam bem ao ensino.

O Manual de laboratório mais popular, atualmente usado nos cursos de geologia, nas escolas secundárias da América (2) apresenta apenas a idéia de Davis da evolução das paisagens. A questão básica crucial, para avaliar os méritos das teorias evolucionistas, para a origem das paisagens é: se as formas paisagísticas que observamos atualmente tiveram alguma permanência. De acordo com a teoria de Davis (e outras teorias semelhantes), toda a superfície da terra mudou a sua forma, lenta e continuamente, através de longos períodos de tempo. Davis, por exemplo, supunha que o ângulo de um declive diminuiria, conforme uma área elevada sofresse uma lenta erosão, com a forma da terra mudando de aparência, até que uma planície de baixo relevo, ao nível do mar, fosse produzida.

Resumindo, o ponto de vista de Davis é que as paisagens são aspectos transitórios sem permanência; elas evoluíram.

Todos os aspectos da superfície da terra são vistos pelo sistema de Davis, como estando em diverso estágios, ao longo de uma contínua mudança. Uma idéia alternativa é a não-evolucionária, ou que poderia ser chamada de teoria catastrófica para a origem das paisagens. Em vez de serem produtos de um processo contínuo, operando em velocidade, escala e intensidade atuais, as paisagens poderiam ser remanescentes, formadas por processos catastróficos, que atuam com velocidade, escada e intensidade significativamente aumentadas, acima do que observamos atualmente.

Os antigos processos, que formaram a paisagem; não existiria continuidade de mudanças, nem estágios de evolução; os processos da moderna erosão, seriam considerados como totalmente destruidores das antigas paisagens, não transformadora de um estágio de equilíbrio para outro. Tais paisagens conteriam formas de terra de épocas anteriores, aspectos da superfície que foram criados pela erosão ou processos sedimentares, que já não estão atuando mais.

Os aspectos de épocas anteriores sobre a superfície da terra, fariam a paisagem parecer um “ museu” e tais aspectos, em contraste com o sistema de Davis, teriam um grande grau de permanência.

Não se costuma apreciar o que não deixa de ser verdade: a evolução das paisagens simplesmente foi presumida, não comprovada. A teoria não-evolucionária ou catastrófica, tem sido muito desprezada ou ignorada pela maioria dos geomorfologistas, como os seus defensores foram supostamente refutados há mais de cem amos atrás.

Agora, com o renascimento do interesse pela catástrofe (3), como um importante elemento da geomorfologia, a teoria alternativa da paisagem precisa ser reconsiderada.

As Peloplanícies Elevadas De acordo com as teorias evolucionistas para a origem das paisagens, as planícies elevadas teriam sido rapidamente entalhadas pela erosão e teriam sofrido um vem desenvolvido sistema de drenagem, em apenas alguns poucos milhões de anos.

As superfícies elevadas, de baixo relevo portanto, seriam evidências de um estágio “ jovem” da evolução da planície, enquanto que as superfícies baixas, de baixo relevo (as “ peneplanícies”) indicariam o estágio de “ velhice”.

C.R. Twidale (4) um geógrafo-físico da Austrália, argumenta que os remanescentes de antigas paleosuperfícies de baixo relevo (que ela chama de “ paleoplanícies”), constituem parte importante de muitas paisagens contemporâneas, em diversas partes do mundo. Algumas dessas paleoplanícies elevadas são colocadas em era “jurássicas”, ou até mesmo “triássica” (aproximadamente 200 milhões de anos nos cálculos uniformitário-evolucionistas do tempo). (5) Exemplos de paleoplanícies elevadas incluem a enorme Superfície Gondwana do sul da África, (uma grande parte da qual fol colocada na era "cretácea") (6) e diversas paleoplanícies da Austrália central e ocidental, (algumas das quais foram colocadas na era "triássica"). (7)

L.C. King (8) crê que essas paleoplanícies foram formadas pela erosão, devido a lençóis de água da superfície (a idéia de "pediplanícies") Atualmente estão sendo destruídas pela erosão redutiva nos canais de água. O que é espantoso, é que essas planícies sobreviveram sem importantes erosões de canais de água. Twidale diz: "A sobrevivência dessas paleoformas constitui, até certo grau, um embaraço para todos os modelos comumente aceitos de desenvolvimento de paisagens." (9). Ele observa que a teoria de Davis não oferece"nenhuma possibilidade teórica para a sobrevivência daspaleoformas," (10) e se maravilha diante do "extenso tempo, para que os aspectos muito antigos, preservados na atual paisagem, fossem erradicados diversas vezes."(11)

Teorias evolucionárias sobre a origem das paisagens, aceitam quase uma continuidade de descarga das correntes e uma velocidade constante que erosão na evolução da paisagem. E com interesse que olhamos para os vales de correntes e rios, em busca de evidências de antigos fluxos de água. Estudos feitos por G.H. Dury, (12) sobre atuais correntes de água e vales de rios, provam que muitos são grandes demais para as correntes que contêm, Ele argumenta que muitas correntes modernas são "sub-dimensionadas" em algum ponto de seus canais.

Dury fala de "distribuição continental de correntes sub-dimensionadas". (13) Usando as características dos meandros dos canais, Dury conclui que as correntes freqüentemente tinham 20 a 60 vezes a sua atual descarga.

H.F. Garner (14) chama a nossa atenção para exemplos de todos os continentes de canais secos, associados com correntes sub-dimensionadas que alguma vez deveriam conter imensas enchentes de água.

Há evidências em antigos labirintos de canais ao longo do Rio Mississipi, a leste do Missouri, no centro do Saara, ao sul de Tibiste, no terraço esculpido do Vale Wright Dry, na Antártica e no solo ao leste do Estado de Washington.

Os canais anastomóticos do leste de Washington, acredita-se atualmente que foram formados por enchentes que mais ou menos, simultaneamente inundaram 16.090 quilômetros quadrados com água, a uma profundidade de mais ou menos 122 metros. (15)

Os enormes canais secos, marcas de gigantescas quedas de água e colossais, camadas de matações e pedregulhos a teste de Washington, são formas de terra antigas, que não foram formadas por processos supérstites, ao longo do Rio Columbia. Canhões Submarinos e Vales no Fundo do Mar.

As teorias evolucionistas para a origem das paisagens, também supõem, que a topografia do solo do oceano evoluiu. A inclinação continental ao longo das margens submersas de todos os continentes, geralmente é interrompida por incisões, ravinas e vales, sendo a mais espetacular delas os canhões submarinos. Como seus correlativos na terra, os canhões submarinos geralmente têm padrão dendrítico, paredes ingremes, vales sinuosos e cortes transversais em forma de V. Alguns canhões submarinos estão associados com as desembocaduras de grandes rios, (como por exemplo, o Congo, o Colúmbia, o Hudson e o Ródano), e servem como condutores no transporte de sedimentos terraginosos, dos continentes para a profunda bacia oceânica. Muitos canhões, entretanto, não estão associados com a foz dos rios atuais e alguns nem sequer se encontram junto aos continentes, mas ocorrem ao redor das ilhas. O grande Canhão das Baamas, nas Baamas, parece que é o canhão mais profundo do mundo, (com uma profundidade de 4.267 metros, uma largura de 74 km e 232 km de comprimento), tendo mais de duas vezes o tamanho do Grand Canyon! Ainda mais espantosos são os vales no fundo do mar, encontramos no solo de todos os principais oceanos.

Podem ser encontrados ao longo de milhares de quilômetros, no solo submarino e sabe-se que contêm sedimentos tão rústicos como pedregulhos, que caminham a distâncias inimagináveis de pressupostas fontes continentais.

A origem dos canhões submarinos e vales submarinos, há muito que perturbam os geólogos marítimos.

Que processo ou processos poderiam desgastar tais canhões e vales tão abaixo do nível do mar?
F.P. Shepard, que tem estudado os canhões submarinos e os vales há mais de 50 anos, pode fazer poucas declarações definidas acerca de sua origem. (16)

Seu livro deixa a origem dos canhões e vales submarinos, como um grande mistério sem solução. (17)

Correntes túrbidas, episódicas, fluxo de gravidade aquática modo de transporte de sedimentos, e possivelmente a erosão de alguns canhões, mas esses fenômenos deveriam acontecer em uma escala extremamente catastrófica, para explicar os cascalhos nos vales submarinos tão longe dos continentes.

Os dados indicam, que muitos canhões submarinos e vales no fundo muito tempo, não evoluindo numa base diária.

Conclusão
Os dados da geologia desafiam diretamente a teoria de que as paisagens da terra evoluíram lentamente, até a atual configuração.

Pelo contrário, parece mais razoável acreditar que uma catástrofe deu origem às paisagens. Poderiam as formas da terra incluir muitos aspectos relacionados com uma dilúvio e uma glaciação parece mais natural.

Evolução constante? Não! Catástrofe? Sim!

Referências:
1. Davis, W.M., "The Rivers and Valicys of Pennsylvania." National Geographic. V. 1, 1889, pp. 183-253.
2. Hamblin, W.K., & Howard, J.D., Exercises in Physical Geologv: Minneapolis, Burgess, 1980, 225 p.
3. Dury, G.H., "Neocatastrophim? A Further Look." Progress in Physical Geography, V. 4, 1980, pp. 391-413.
4. Twidale. C.R., "On the Survival of Paleoforms." American Journal of Science V. 276, 1976. pp. 77-95.
5. Ibid., p. 80.
6. King, L.C., Morphology of the Earth: Edinburgh: Oliver & Boyd, 1960, 699 p.
7. Daily, B., Twidale, C.R., & Milnes, A.R., "The Age of Ehe Lateritizcd Summit Surface on Kangaroo Island and Adjacent areas of South Australia." Geological Soc. Australia Jour., V. 21, 1974, pp. 387- 392.
8. Loc. cit.
9. Loc. cit., p. 81.
10. Loc. cit., p. 82.
11. Loc. cit., p. 81.
12. Dury, G.H., "Theoretical lniplications of Underfit Streams." U.S. Geol. Survev Prof. Paper 452- C‘, 1965, pp. Cl - C43.
13. Dury, G.H. "Streams - Underfit," in Fatrhridge, R.W., ed., The Encvclopedia ot Geomorphology: NY: Reinhold, 1968, pp. 1070-1071.
14. Garner, H.F., The Origin of Landscapes: NY: Oxford, 1974, 734 p.
15. Baker, V.R., "The Spokane Flood Controversy and the Martian Outflow Channeis." Science, V. 202, 1978, pp. 1249-1256.
16. Shepard, F.P., "Submarine Canyons: Multiple Causes and Long – Time Persistence." American Assoc. Petroleum Geologists Bull., V. 65, 1981 ‚ pp. 1062— 1077.
17. Shepard, F.P., and Dill, R.F., Suhmarine Canvons and Other Sea Valleys: N

Y: Rand McNally, 1966, 381p.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Deus é mesmo infinito?

Tradução: Michelle Barbosa Barrêto

Pergunta 1:
Caro Sr. Craig, como estou sempre debatendo e defendendo o [argumento cosmológico de] Kalam, eu sempre refuto a possibilidade de um universo cujo início no tempo é inexistente, simplesmente explicando a diferença entre o infinito real e o potencial. Agora é um tanto simples “contestar” um infinito real, mas a questão sempre ‘me ataca a mente’: “como Deus é infinito se os infinitos reais não podem existir?” Eu faço de tudo para responder, mas parece que nunca consigo fazê-lo da maneira que gostaria. Eu geralmente digo que os infinitos reais não existem no universo físico; Deus é mesmo infinito, mas transcende o universo físico e não é limitado aqui e ali. Agradeço muito qualquer resposta que me vier.
Russ

Pergunta 2:
Se os infinitos reais não existem como você defende, você não concorda que Deus conheça uma quantidade infinita de coisas? Claramente há um número imensurável, mas finito de coisas no universo para Ele conhecer, mas, e quanto a seus próprios pensamentos? Não há uma quantidade infinita de pensamentos em sua própria mente inerentes à trindade?
Alan

Pergunta 3:
Eu não tenho uma pergunta; estou relatando um detalhe tipográfico. Na entrada mais recente do trabalho da WLC sobre Carrier, ele diz:
“É só para dizer que não é necessário estabelecer uma credibilidade geral de documento antes de estabelecer que o que aquele documento registra é um evento específico plausível”.
Note que há dois “que” na frase acima.
Que Deus abençoe.
Michael


Dr. William Lane Craig responde:
Eu responderia sua pergunta de maneira diferente, Russ. Se algo é físico ou não, isto me parece irrelevante com relação à questão de sua quantidade, desde que tais coisas possam ser contadas ou numeradas. Portanto, é, por exemplo, perfeitamente inteligível perguntar se realmente há um número infinito de anjos ou realmente um número infinito de almas. As coisas não têm de ser físicas para serem contáveis. (Matematicamente, também há infinitos não enumeráveis (non-denumerable infinites), mas estes não vêm ao caso aqui).

Em vez disso, a chave para sua pergunta é entender que a noção matemática de um infinito real é um conceito quantitativo. Ele diz respeito a uma série de elementos definidos e discretos que são membros de um conjunto. Porém, quando os teólogos falam da infinidade de Deus, eles não estão usando a palavra com razão matemática para se referir a um agregado de um número infinito de elementos. A infinidade de Deus é, como já era, qualitativa, não quantitativa. Isto significa que Deus é metafisicamente necessário, moralmente perfeito, onipotente, onisciente, eterno e assim por diante.

Realmente, a “infinidade” é apenas um tipo de “guarda-chuva” usado para encobrir todos os atributos superlativos de Deus. Se você abstrair todos estes atributos, não sobrará realmente um atributo distinto chamado “infinito”. Só que nenhum desses atributos precisam envolver um número infinito de coisas. Para usar seu exemplo, Alan, a onisciência não precisa implicar o conhecimento de um número infinito de, digamos, proposições, muito menos ter um número infinito de pensamentos; nem precisamos pensar na onipotência de maneira que implique a habilidade de fazer um número infinito de ações[1]. Quando definimos onisciência como o conhecimento de única e simplesmente proposições, estamos expressando a extensão do conhecimento de Deus, não sua forma. A forma de conhecimento de Deus é considerada como não-proposicional em natureza.

Deus tem uma única intuição indivisível de realidade, que nós, conhecedores finitos, fracionamos em pedaços individuais de informação chamados proposições. Logo, o número de proposições está em seu melhor infinito potencial. Da mesma forma, a onipotência não é definida em termos de quantia de poder possuído por Deus ou número de ações que Deus pode realizar, mas em termos de Sua habilidade de atualizar o estado das coisas. Desta forma, ela não envolve comprometimento com um infinito real de coisas. Portanto, não há razão para pensar que Deus é suscetível à quantidade de análises quantitativas imaginadas pela objeção.

Assim, negar que Deus seja realmente infinito na razão quantitativa de forma alguma implica que Deus seja finito. Esta inferência não procede, uma vez que o senso quantitativo de infinidade pode ser simplesmente inaplicável a Deus.

Finalmente, eu não poderia resistir à sua pergunta, Michael, porque ela me lembra de uma história que ouvi uma vez. Um professor estagiário de ensino médio dava notas aos trabalhos de seus alunos e corrigiu o uso do termo “que” repetido pelo aluno em sequência no tema de seu trabalho. O aluno reclamou com o professor titular que, depois de olhar o trabalho, reverteu a correção do professor estagiário, fazendo uma observação: “Embora as chances sejam de uma em um milhão de que essa forma ocorra, nós temos que admitir que aqueles “que” que o aluno usou estavam corretos!”

Da mesma forma, na minha frase o primeiro “que” é um conectivo e o último é um pronome relativo - para bom entendedor de gramática!

Notas finais
1. Veja William Alston, “Does God Have Beliefs?” (Deus tem crenças?), Religious Studies 22 (1986): 287-306; Thomas P. Flint e Alfred J. Freddoso, “Maximal Power” (Poder Máximo), em The Existence and Nature of God (A Existência e Natureza de Deus), ed. Alfred J. Freddoso (Notre Dame: University of Notre Dame Press, 1983), pp. 81-113.

Fonte do artigo original:

http://www.reasonablefaith.org/is-god-actually-infinite

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A Origem da Humanidade

Dr. Gary E. Parker, EdD.

Crianças, fila após outra, boquiabertas, olhos anciosos fitados num meio-homem cabeludo, clava na mão, ouvindo o seu líder de grupo repetir:

Há quatro milhões de anos, uns poucos animais com aparência de macaco começaram a andar eretos, dando os seus primeiros e vacilantes passos em direção ao ser humano, O tempo, a probabilidade e a luta pela sobrevivência continuaram a nos moldar. Como Gari Sagan o colocou: “Graças à morte de um número imenso de organismos levemente mal adaptados, eis nós aqui hoje com cérebro e tudo mais"

Ao longo da caminhada, grupos sociais tornaram-se a chave da sobrevivência, e a vida humana evoluiu quando o prazer do sexo foi oferecido em troca de comida e proteção (2).

Agora nós estamos aptos a dirigir a nossa própria evolução futura, mas para evitar a extinção temos que entender as nossas origens e instintos animais. Verdadeiramente evolução é a ciência da sobrevivência humana.

O discurso continua, frequentemente repleto de especulação composta e detalhe sexualmente explícito, e sempre com uma propaganda subliminar: “ciência é salvação”.

Aos nossos filhos é repetidamente contada essa “velha história” nas revistas científicas, nos livros didáticos sobre ciência usados nos colégios, nos desenhos animados da TV, nos shows falados, nos noticiários especiais e documentários, e é claro, em museu após museu.

Às vezes elas ouvem as palavras “talvez”, “teoria” ou “pode ter sido”, mas a força total da constante repetição dos peritos no assunto não poderia ter sido melhor planejada para conquistar os nossos jovens e fazê-los crer que “a evolução, é um fato igual a maçãs caindo das árvores" (3).

Quais porém são os fatos?
Tragicamente, os fatos são virtualmente inacessíveis à maioria dos estudantes.

Os museus raramente distinguem as partes reais das reconstruções, das imaginações artísticas nas suas exposições.

Livros didáticos, enciclopédias, e artigos científicos de jornais, as fontes mais comuns dos estudantes, raramente comentam os fatos admitidos por uma conferência internacional dos principais evolucionistas, a saber, que os elos perdidos entre o homem e os macacos, como também supostos elos entre outros grupos de plantas e animais, ainda estão faltando (Veja ref. 3).

De fato, é realmente só nas obras dos criacionistas que os estudantes podem obter uma visão científica crítica para os assim chamados “fatos” atrás das exposições evolucionistas dos museus, e ilustrações da nossa suposta “árvore genealógica” nos livros didáticos. (4)

Agora, graças a duas novas exposições, o Museum of Creation and Earth History do Institute for Creation Research (Instituto para Pesquisa da Criação) concede aos estudantes e outros visitantes uma visão precisa dos fatos concernentes à origem da humanidade.

Uma das exposições destaca as réplicas em tamanho natural de famosos crânios fósseis, e a segunda inclui um filme e moldes de pegadas de dinossauro e pegadas iguais ás do homem, do Rio Paluxy no Texas.

Os estudantes são animados a praticarem o seu conhecimento do processo científico, e a examinar todas as características e facetas de cada espécime. Os “fatos” que os evolucionistas citam são incluídos, mas da mesma forma também faltam assuntos da exposição ordinária, que só visa a evolução. Considere os seguintes como exemplos:

Os Neanderthais foram outrora descritos pelos evolucionistas como “brutos com sombrancelhas proeminentes, tórax como barril e pernas tortas”, um elo entre os macacos e o homem. Hoje é possível diagnosticar as várias doenças ósseas comuns aos Neanderthais, e sabemos que os criacionistas sempre estiveram certos nesse assunto: Os neanderthais eram simplesmente pessoas — completamente humanas (4).

Infelizmente os Neanderthais não têm sido as únicas pessoas outrora consideradas subumanas por autoridades evolucionistas. O Dr. Downs chamava o bem-conhecido síndrome do Neanderthal de "idiotia mongolóide”, porque pensava que as crianças nascidas com essa condição (um extra vigésimo-primeiro cromossomo) eram uma regressão ao “estágio mongolóide” na evolução humana. (5)

Ainda mais triste, Henry Fairfield Osborn certa vez argumentou que os cientistas imparciais classificariam a humanidade em várias espécies distintas, senão em gêneros diferentes. Dessa forma escreveu, “O padrão de inteligência do negro adulto comum (o qual o evolucionista Osborn colocou numa espécie subumana distinta) é em média similar a de um jovem de 11 anos da espécie Homo sapiens" (6).

Essas idéias, rejeitadas pelos evolucionistas atuais, foram, no entanto, os “fatos da evolução" no tempo de Osborn, e são cruciais para o entendimento dos eventos mundiais das décadas de 30 e 40.

Piltdown
Quase todos agora sabem que o homem Piltdown foi um logro deliberado. Mas por mais de quarenta anos, desde 1912 até 1950 a mensagem sutil da autoridade científica era clara “Você pode crer em criação se você quiser, mas todos os fatos estão do lado da evolução”. Os fatos neste caso, acabaram sendo os fragmentos da mandíbula de um macaco com os seus dentes limados e um crânio humano, ambos tingidos para fazê-los aparentar mais antigos.

Pelo menos o Piltdown responde a uma pergunta freqüentemente feita: “Podem virtualmente todos os cientistas estarem errados sobre um assunto tão importante como as origens humanas?". A resposta, o mais enfaticamente possível é: “Sim, e não seria a primeira vez”.

Mais de 500 dissertações doutorais foram feitas sobre o Piltdown, no entanto, todo esse intenso escrutínio científico falhou em expor a fraude.

Os estudantes têm todo direito de estarem atônitos com o que vai acontecer com os “fatos da evolução" dentro dos próximos quarenta anos.

Chega de dentes?
Uma das exibições do nosso museu mostra o que aconteceu quando pessoas foram zelosas demais para interpretar dados carentes. Todos os cientistas, quer criacionistas quer evolucionistas, estão embaraçados pelo Hesperopithecus haroldcookii (Homem de Nebrasca), a reconstrução da carne, do cabelo, e da família, partindo de um único dente. Pregado como um outro “fato da evolução” durante a época do julgamento de Scopes, o Homem de Nebrasca acabou sendo simplesmente o dente de um porco extinto.

Evolucionistas hoje são bem mais cuidadosos sobre tais zelosas superestrapolações.
Porém não foi antes de 1979 que o Ramapithecus —"reconstruído como um bípede somente na base de dentes e mandíbulas" — foi dado por perdido como um “falso início do desfile humano" (7).

Mesmo agora o Aegyptopithecus está sendo descrito como o “ancestral psicológico” da humanidade (aquilo queElwyn Simons chamou de coisinha chata) baseado na “análise de comportamento” altamente imaginativa dos dentes caninos dos machos "Lucy" e o Australopithecines.

Especulações atuais sobre a descendência humana giram em torno de um grupo de fósseis chamados australopithecines, especialmente um espécime chamado “Lucy”. (9) Estudantes visitando o museu do ICR vêem uma foto do esqueleto de Lucy, além de uma reconstrução em tamanho natural de um crânio.

Próximo a esse gracioso crânio australopithecines, no entanto, o estudante também vê um modelo de tamanho natural de um crânio de chimpanzé. As similaridades são notáveis. De fato, as similaridades entre o australopithecines grácil e os chimpanzés são tão notáveis que os chimpanzés modernos, de acordo com essa definição (de Richard Leakey) seriam classificados como A. Africanus (australopithecines) (10).

O descobridor de Lucy, D d Jihanson, fez essa afirmação sobre a definição de Leakey, e ele continua dizendo que Lucy é ainda mais “primitivo” (isto é, mais parecido com macaco) do que o australopithecines de Leakey. Talvez a inferência mais lógica pelas nossas observações — certamente uma que os estudantes deveriam ser permitidos a considerar — é que Lucy e seus parentes são simplesmente variedades de macacos e nada mais.

Um evolucionista poderá contestar, "mas aqui está a diferença crucial: Lucy andou ereta, e isto a faz a antepassada evolucionária do homem.”

Mas vamos nos certificar de que os nossos estudantes ouçam também ambos os lados dessa história.

Primeiro, como os principais antropólogos apontam, o chimpanzé vivo da floresta úmida gasta muito tempo andando ereto,” de maneira que somente essa característica faz Lucy semelhante apenas ao homem ou ao chimpanzé — e todas as suas outras características argumentam a favor da semelhança com o chimpanzé.

Em segundo lugar temos evidências de que as pessoas andavam eretas antes de Lucy ser fossilizada — o Kanapoi hominid, o Homem de Castenedolo, talvez mesmo as pegadas do Laetoli descobertas por Mary Leakey, e mais especialmente as pegadas iguais às do homem preservadas com as dos dinossauros no fundo rochoso do Rio Paluxy no Texas. (12)

A nova e esplêndida exposição Paluxy do museu do ICR (doada por Paul e Marian Taylor) exibe um filme da pesquisa em progresso, e moldes das pegadas iguais às do homem, cujo tamanho os jovens podem experimentar para ver se servem. Se as pessoas andavam eretas antes de Lucy ser fossilizada, então evidentemente ela não poderia ter sido nossa antepassada.

Mas será que Lucy realmente andou ereta?
... "feições anatômicas em alguns desses fósseis dão uma advertência contra uma aceitação precipitada dessa estória" diz o anatomista Charles Oxnard em um discurso publicado para professores de biologia. (13)

Baseado na análise multivariada, uma técnica objetive de computador para análises de similaridades parentescas entre esqueletos, Oxnard chega a duas conclusões.

Sua conclusão científica: "A evidência é clara de que o australopithecines não andou ereto, pelo menos não conforme a maneira dos seres humanos".

Em seguida, para os professores reunidos, ele expressou a sua conclusão educacional: “sejam críticos".

Temos que ensinar aos nossos estudantes a serem críticos, para examinarem os fatos que estão por detrás das teorias populares, para explorarem teorias alternativas, e para testarem idéias e suposições contra a evidência em mãos.

É, todavia, impossível para os estudantes pensarem de maneira crítica sobre as origens, se a eles são apresentados, como única idéia aceitável na ciência, uma forma qualquer de evolução.

Professores sem nenhum interesse especial em criação, reconhecem que apresentar somente idéias evolucionistas não é nem boa ciência, nem boa educação, e isso deve fazer os estudantes ficarem maravilhados em como a ciência pode ser denominada de pesquisa aberta pela verdade.
Um número crescente de professores, pais e especialmente estudantes, está vendo que a verdadeira liberdade acadêmica deve envolver não somente a liberdade de discutir como, mas também se de fato, a evolução ocorreu — e ainda com mais importância, a liberdade para discutir a sua única alternativa lógica, a concepção científica da criação.

Nenhum cientista tem dificuldade em distinguir o tipo de ordem encontrada em objetos moldados pelo tempo e pelo acaso (ex : uma pedrinha qualquer) e aquela criada com objetivo e finalidade (ex: uma ponta de flecha).

De acordo com os cientistas criacionistas, a evidência de anatomia, fisiologia, e genética nos capacita a reconhecer seres humanos e macacos como espécies criadas separadamente.

Os fósseis até aqui encontrados, indicam que macacos e seres humanos existiram como espécies separadas, com grande mas limitada variabilidade no passado, como também no presente. Na base de tal evidência, muitos cientistas estão agora desenvolvendo e defendendo a criação como um modelo científico, plenamente apto para competir com a evolução no mercado de idéias.

Sabemos que a aceitação de uma ou outra concepção afeta profundamente o modo de vida de uma pessoa. Mas vamos deixar de lado, para o momento, as nossas preferências pessoais e perguntar: qual dos conceitos se encaixa melhor nos fatos — evolução ou criação? “O velho e bom sistema americano de jogo limpo é o de mostrar ambos os lados e deixa-los tomar as suas próprias decisões.” Esse pensamento simples e honesto foi expresso por Wayne Moyer durante uma entrevista de televisão com Richard Threlkeld. (14) essa é a maneira em que tentamos encarar o problema na seção do “modelo duplo”; do Museum of Creation and Earth History do ICR: ". mostrar às pessoas ambos os ladose deixá-las tomar as suas próprias decisões.”

Paradoxalmente, Moyer não crê que as regras de jogo limpo possam ser aplicadas na questão da criação/evolução. Porquê? “É como misturar maçãs e laranjas; trabalha-se a partir de duas séries de suposições" Essa é a “posição oficial” dos anticriacionistas, mas isso simplesmente não pode ser verdade.

Primeiro, nada é mais crucial para a boa ciência e boa educação do que a habilidade de comparar criticamente duas séries de suposições.

Os nossos estudantes o fazem em estudos sociais, em literatura, na vida real — porque não em ciência, onde comparar fato e suposição tem que ser a espinha dorsal de afrontamento científico de ponta aberta para resolver o problema?

Segundo, quando se trata dos aspectos científicos das origens, qualquer indivíduo de mente aberta e todos os cientistas — criacionistas, evolucionistas, ou indecisos — trabalham a partir da mesma suposição: o respeito pela lógica e observação e pelos princípios de pesquisa científica aprovados pelo tempo.

Certamente todos nós podemos ser beneficiados pela plena e livre discussão desta questão básica: Qual é a inferência mais lógica das nossas observações de fósseis humanos: a criação ou a evolução? Certamente os nossos estudantes merecem a liberdade de escolha e a liberdade de olhar para todos os dados necessários para tomar uma decisão inteligente.

Referências:
1. Cari Sagan, citado no “The Cosmic Explainer,* Time, 20 out. 1980,pág.68.
2. Rensberger, Boyce, “Our Sexual Origins,” Science Digest, Winter, (1979 Edição especial), (“Sexual intercourse evolved into ‘makinglove’.")págs. 46-47
3. Stephen Gould, citado em “Is Man a Subtie Accident?”, Newsweek, 3 de nov. 1980, pág. 96,
4. Veja, Duane T. Gish, Evolution.’ The Fossils Say No!, Creation Ufe Publishers, San Diego, 1979, págs. 106-162.
5. Gould, S, ‚“Dr. Down’s Syndrome,” Natural History, abril 1980, págs. 142-148
6. Osborn, Henry, “The Evolution of Human Races,” Natural History, jan./fev. 1926; rpt. abril 1980, pág. 129
7. Zihlman, Adrienne, e Jerold Lowenstein, “False Start of the Human Parade,” Natural History, agosto/set. 1979, pág. 86
8. Elwyn Simons, citado em “Just a Nasty Little Thing," Time, 18 de fev. 1980, p. 58.
9. Johanson, Donald, e Maitland Edey, “Lucy: The Beginnings of Hwnanldnd," Reader LNge#, set. 1981, págs. 49s.
10. Johanson, D. e T.D. White, “On the Status of Australopithecus afarensis," Science, 7mai. 1980, pág. 1105.
11. "The Case for a Living Link,” Time, 4 de dez. 1978, pág. 82.
12. Parker, Gary, Creation: The Facts of Life, Creation-LÀfe Publishers, San Diego, 1980, págs. 108-1 19.
13. Oxnard, Charles, “Human Fossils: New Views of Old Bones,” Ameriorn Biology Teacher, maio de 1979, págs. 264-276.

14. CBS “Sunday Morning,”23 de nov. 1980.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CRIAÇÃO – EVOLUÇÃO

Duane T.Gish, Ph.D.*

Há a teoria de que todas as coisas vivas surgiram através de um processo evolutivo, mecânico e natural, a partir de uma única fonte, que surgiu através de um processo semelhante a partir de um mundo morto, inorgânico. Essa hipótese evolucionária generalizada geralmente é apresentada como um fato científico estabelecido nos livros de ciência. Todas as evidências que podem ser apresentadas em favor dessa teoria são extensamente discutidas nos nossos livros, e geralmente se declara que todos os biólogos competentes aceitam a teoria da evolução.

Embora seja verdade que muitos biólogos aceitam a evolução como um fato, há uma significativa minoria de competentes biólogos que não aceitam essa teoria como a melhor interpretação dos dados conhecidos. Um deles que poderia ser citado como exemplo é o Dr. W.R.Thompson (veja Homens da Ciência Americanos ou Homens da Ciência Canadenses), cujas credenciais de biólogos competentes não precisam ser defendidas. Suas objeções à teoria evolucionista podem ser encontradas em sua introdução de uma edição de 1956 da "0rigem das Espécies" de Charles Darwin, intitulada "A Critique of Evolution" (Uma Crítica à Evolução). (1)

Em 1963 um grupo de cientistas criaram a Sociedade de Pesquisas sobre a Criação. (2) Essa organização relativamente nova inclui atualmente mais de 2.000 membros, todos com doutorado ou formação universitária em algum campo da ciência. Nenhum deles aceita a teoria da evolução.

Temos na realidade um considerável conjunto de evidências lógicas e científicas que contradizem a teoria da evolução, algumas das quais parecem ser absolutamente incompatíveis com a teoria.

A importância da nátureza dessas evidências nunca é enfatizada nos livros escolares usados no sistema de nossas escolas públicas e faculdades.

Na verdade, essas evidências são raramente mencionadas, se de todo são.

Em resultado disso, os estudantes de biologia ficam expostos a todas as evidências que podem ser apresentadas em favor da teoria, mas não são advertidos de sua fragilidade, nem das evidências que realmente contradizem essa teoria.

Portanto, devemos reconhecer que tal processo educacional resulta em uma doutrinação num determinado ponto de vista ou filosofia com base no conceito de que a origem do universo, a origem e a diversidade da vida, diante de toda a realidade, deve ser explicada apenas com base nas leis da química e da física.

A possibilidade de um Criador ou a existência de um Ser Sobrenatural fica excluída.

Estamos convencidos de que o motivo por que a teoria da evolução está sendo tão amplamente aceita hoje é porque os nossos cientistas e professores de biologia são produtos de um sistema educacional dominado por essa filosofia naturalista, mecânica e humanista.

A teoria da evolução transgride duas leis fundamentais da natureza: a primeira e a segunda Lei da Termodinâmica.

A Primeira Lei declara que não importa que mudanças se efetuem, nucleares, químicas ou físicas, a soma total da energia e da matéria (realmente equivalentes) permanece constante. Nada atualmente está sendo criado ou destruído, embora transformações de qualquer espécie possam acontecer.

A Segunda Lei declara que cada alteração que acontece tende natural e espontaneamente a sair de um estado ordenado para um estado desordenado, do complexo para o simples, de um estado de energia alta para um estado de energia baixa.

A quantidade total de casualidade ou desordem no universo (a entropia é uma medida dessa casualidade) está constante e inevitavelmente aumentando. Qualquer aumento na ordem e complexidade que possa ocorrer, portanto, só poderia ser local e temporária; mas a evolução exige um aumento geral na ordem que se estenda através dos períodos geológicos. Os aminoácidos não se combinam espontaneamente para formar proteínas, mas as proteínas se quebram espontaneamente em aminoácidos, e os aminoácidos lentamente se desfazem em compostos químicos mais simples. Com cuidadoso controle de reagentes, uso de energia e remoção de produtos da fonte de energia (conforme se faz nas atuais experiências da "origem da vida"), o homem pode sintetizar aminoácidos a partir de gases, e proteínas a partir de aminoácidos. Mas, sob quaisquer combinações das condições realistas primordiais da terra, esses processos jamais poderiam ter acontecido.

Esse fato ficou adequadamente demonstrado por Hull que concluiu: "0 químico físico, orientado pelos princípios comprovados da termodinâmica. química e cinética, não pode oferecer nenhum incentivo ao bioquímico que necessita de um oceano cheio de compostos orgânicos para formar até mesmo coacervatos sem vida". Hull estava aqui se referindo às especulações sobre a origem da vida.

Considerando que o universo, como um relógio, está se deteriorando, é óbvio que ele não existiu eternamente.

Mas de acordo com a Primeira Lei, a soma total da energia e matériaprima é sempre uma constante. Como podemos, então, numa pura e simples base natural, explicar a origem da matéria e da energia das quais este universo é composto. A continuidade evolucionária, do cosmos ao homem, é criativa e progressiva, enquanto que a Primeira e a Segunda Lei da Termodinâmica declaram que os processos naturais conhecidos são quantitativamente conservativos e qualitativamente clegenerativos. Em qualquer caso, sem exceção, quando essas leis foram sujeitas a testes foram comprovadas válidas. Os exponentes da teoria evolucionista ignoram assim o observável a fim de aceitar o inobservável (a origem evolucionista da vida e das principais espécies das coisas vivas).

0 processo evolucionário aconteceu supostamente através das alterações mutacionais ocasionais. Esse conceito básico da moderna teoria da evolução está sob ataques até mesmo por alguns evolucionistas.

Salisbury (4) recentemente questionou esse conceito e foi atacado por diversos matemáticos. Um simpósio foi realizado no Instituto Wistar em 1966, no qual esses matemáticos e biólogos evolucionistas apresentaram pontos de vista contrários. (5) Um dos matemáticos, o Dr. Murray Eden, declarou que "Alegamos que se o 'acaso' receber uma interpretação séria e crucial de um ponto de vista das probabilidades, o postulado do acaso é altamente implausível e que uma teoria científica adequada da evolução deve aguardar a descoberta de novas leis naturais: físicas, físicoquímicas e biológicas" (o grifo é nosso).'

A alegação de Salisbury e desses matemáticos é que o aumento na complexidade e o progresso que supostamente tem acompanhado a evolução através das mudanças ao acaso exigiriam um período de tempo bilhões de vezes maior do que três bilhões de anos.

As mudanças ao acaso e a seleção natural têm sido supostamente as responsáveis pela evolução, um processo criativo e progressivo segundo se alega. Contudo, a seleção natural não é criativa uma vez que não pode criar nada novo. E uma força conservadora que elimina os menos aptos. As alterações mutacionais ao acaso em um sistema ordenado é um processo desorganizador ou fortuito e, portanto, degenerativo, não progressivo. Essa constatação está lentamente se espalhando entre os evolucionistas da atualidade.

Se a evolução realmente aconteceu ou não, só poderia ser constatado através de um exame do registro histórico, isto é, o registro fóssil.

Que tipo de evidência daria apoio ao conceito evolucionista? Thompson declarou: " Portanto se encontramos nas camadas geológicas uma série de fósseis apresentando uma transição gradual das formas simples para as complexas, e pudermos ter certeza de que correspondem a uma verdadeira seqüência de tempo, então deveríamos nos inclinar a achar que a evolução darwiniana aconteceu, ainda que o seu mecanismo continue desconhecido."

' Se os invertebrados deram origem aos vertebrados, os peixes aos anfíbios, os anfíbios aos répteis, os répteis às aves e aos mamíferos - cada transformação exigindo milhões de anos e envolvendo inúmeras formas transicionais - então o registro fóssil deveria certamente apresentar um bom número representativo desses tipos transicionais.

Thompson prossegue dizendo: "Isso certamente é o que Darwin teria desejado de transmitir, mas naturalmente não foi capaz. 0 que os dados disponíveis indicavam era uma notável ausência dessas muitas formas intermediárias necessárias para a teoria; a ausência de tipos primitivos que deveriam existir nas camadas consideradas mais antigas e o súbito aparecimento dos grupos taxonômicos principais."

Mais adiante ele declara: " ... e eu diria que a posição não é notavelmente diferente hoje em dia. Os modernos paleontólogos darwinianos são obrigados a exatamente como o seus predecessores e o próprio Darwin, diluir os fatos com hipóteses subsidiárias que sejam plausíveis dentro da natureza das coisas não verificáveis."

Na camada geológica cambriana aparece uma grande e súbita explosão de fósseis de animais de um nível altamente desenvolvido em complexidade.

Nas rochas cambrianas se encontram filões de fósseis de animais tão complexos que os evolucionistas calculam que seriam necessários um bilhão e meio de anos para a sua evolução.
Trilobitas, braquiópodes, esponjas, corais, águas vivas, todas as formas de vida dos principais invertebrados se encontram na camada cambriana.

0 que se encontra nas rochas supostamente mais antigas do que as cambrianas, que são as chamadas rochas pré-cambrianas?

Certamente podemos dizer sem medo de nos contradizer que os predecessores evolucionários da fauna cambriana nunca foram encontrados.

Axelford, um geólogo e evolucionista, escreveu:
"um dos principais problemas não solucionados da geologia e da evolução é o aparecimento de invertebrados marinhos multicelulares diversificados nas rochas cambrianas inferiores e a sua ausência nas rochas mais antigas. Esses primeiros fósseis cambrianos incluíam poríferos celenterados, braquiópodes, nem moluscos, equinóides e artrópodes. Seu alto grau de organização claramente indica que um longo período de evolução, precedeu o seu aparecimento no registro. Contudo, quando nos voltamos para examinar as rochas precambrianas em busca dos antepassados desses fósseis cambrianos, nãc os encontramos em parte alguma. Atualmente sabemos que muitas seções espessas (de mais de 5.000 pés) de rochas sedimentarés jazem em sucessão ininterrupta abaixo das camadas que contém os fósseis cambrianos mais antigos. Esses sedimentos aparentemente eram adequados para a preservação de fósseis porque geralmente são idênticos às rochas superiores que são fossilíferas mas não encontramos fósseis nelas " (O grifo é nosso). (7)

George Gaylord Simpson, famoso paleontólogo e evolucionista, chamou a ausência dos fósseis precambrianos de"o maior mistério da história da vida". Essa grande explosão de seres vivos altamente desenvolvidos e complexos é altamente contraditória à teoria evolucionista, mas é exatamente o que poderia ser predito com base na criação especial (divina).

O registro fóssil deveria produzir milhares de formas transicionais. Mas nós encontramos uma ausência regular e sistemática de formas transicionais entre as categorias mais elevadas. Os tipos de invertebrados principais encontrados na camada cambriana são exatamente tão diferentes quando apareceram pela primeira vez, quanto são hoje, de modo que o registro fóssil não dá indicação de que qualquer um desses tipos principais derivou de antepassados comuns.
Supostamente os vertebrados evoluiram de um invertebrado. Essa é urna pressuposição que não pode ser documentada através do registro fóssil.

Há um enorme abismo entre os invertebrados e os vertebrados sem uma ponte de formas transicionais.

0 primeiro vertebrado, um peixe da classe Agnatha, é 100% vertebrado. Sobre a sua possível origem evolucionária, disse Ommanney: "Como essa mais antiga família de cordatas evoluiu, que estágios de desenvolvimento atravessou até que finalmente deu origem a criaturas verdadeiramente parecidas com peixes, não sabemos. Entre o cambriano, quando provavelmente se originou e o ordoviciano, quando os primeiros fósseis de animais com características verdadeiramente parecidas com os peixes apareceram, há uma brecha de talvez 100 milhões de anos que provavelmente nunca seremos capazes de preencher." Cem milhões de anos e nenhuma forma transicional! Incrível!

Supostamente os peixes deram oriqem aos anfíbios através de um período de milhões de anos durante os quais as nadadeiras do hipotético antepassado dos peixes gradualmente se alteraram transformando-se em pés e pernas dos anfíbios. Mas nem um simples fóssil jamais foi encontrado apresentando um membro em parte nadadeira e em parte pé! Os anfíbios vivos incluem três tipos: as salamandras e os tritões, geralmente com pernas que se arrastam desajeitadamente e caudas; as rãs e os sapos, entre os mais altamente desenvolvidos vertebrados de toda a terra, sem caudas e pernas posteriores muito longas; os ápodes, uma criatura semelhante a um verme sem traço de membros. Nenhuma forma transicional pode ser encontrada entre esses diversos anfíbios vivos, ou entre eles e os anfíbios fósseis. (10)

Dizem que as aves evoluíram dos répteis. Mas ninguém ainda encontrou um simples fóssil apresentando uma asa parcial e um membro dianteiro parcial, ou penas em formação.

0 Archaeopteryx, "a ave mais antiga conhecida", tinha dentes, mas outras aves encontradas nos registros fósseis também tinham e eram sem dúvida 100% aves.

0 Archaeopteryx tinha um prolongamento parecido com uma garra na borda dianteira de suas asas. Contudo, esse mesmo prolongamento se encontra em uma ave viva na América do Sul, o Hoactzin , que é 100% ave.

0 Archaeopteryx tinha vértebras ao longo da cauda, mas não era uma forma transicional entre os répteis e as aves como o morcego não e um elo entre as aves e os mamíferos.

0 Archaeopteryx tinha asas totalmente desenvolvidas e tinha penas. Voava. Era definitivamente uma ave, como todos os paleontólogos concordam.

Lecornte du Nouy, um evolucionista, disse: "Apesar do fato de estar inegavelmente relacionado com as duas classes de répteis e aves (uma relação que a anatomia e a fisiologia dos espécimes da atualidade demonstram), não estamos nem mesmo autorizados a considerar o caso excepcional do Archaeopteryx como um verdadeiro elo. Por elo queremos dizer um estágio necessário de transição entre classes, tais como os répteis e aves, ou entre os grupos menores. Um animal que apresente características pertencentes a dois diferentes grupos não pode ser tratado como um verdadeiro elo uma vez que os estágios intermediários não foram encontrados, e considerando que os mecanismos da transição continuam desconhecidos." (11)

Marsall declarou:
"A origem das aves é principalmente uma questão de dedução. Não existem fósseis dos estágios através dos quais a notável mudança de réptil para ave aconteceu." (12)

Para se dizer a verdade, a capacidade de voar supostamente evoluiu em quatro estágios independentes: nas aves, nos répteis voadores (pterosauros) já extintos, nos insetos, e nos mamíferos (o morcego). Em nenhum desses casos existem formas fósseis transicionais apresentando a capacidade de voar evoluindo.

0 Dr. E. C. Olson, um geólogo evolucionista, disse "No que se refere à capacidade de voar existem algumas brechas muito grandes nos registros." (11)

Quanto aos insetos 0lson diz: "Não existe quase nada que nos dê alguma informação sobre a história da origem do vôo dos insetos."

Referindo-se aos pterosauros Olson declara: (11) "... não existe absolutamente nenhum sinal de estágios intermediários."

Depois de se referir ao Archaeopteryx chamando-o de parecido com um réptil, Olson diz: "É uma ave."

Finalmente, com referência aos mamíferos Olson declara: "A primeira evidência do vôo dos mamíferos encontrase nos morcegos plenamente desenvolvidos da época eocênica."

Temos, assim, uma situação muito interessante. Quatro vezes aconteceu uma transformação maravilhosa: animais terrestres evoluíram com o poder de voar. Cada uma dessas transformações exigiu milhões de anos e envolveu milhares de formas transicionais. Mas nenhuma dessas formas transicionais pode ser encontrada no registro fóssil! Será que o motivo dessas formas transicionais não serem encontradas não seja simplesmente porque elas nunca existiram?

Tais evidências podem ser muito mais facilmente relacionadas entre si dentro de uma estrutura criacionista do que dentro de uma estrutura evolucionista.

Os exemplos dados acima não são exceções, mas corno já dissemos antes o registro fóssil apresenta uma ausência sistemática de tipos transicionais entre as categorias elevadas. Até mesmo com referência à famosa "série" de cavalos, du Nouy declara:

"Mas cada um desses tipos intermediários parece ter aparecido 'subitamente', e ainda assim não seria possível por causa da ausência de fósseis, reconstruir a passagem entre esses tipos intermediários... A continuidade que supomos talvez nunca seja estabelecida através da fatos." (14)

Cremos que o súbito aparecimento no registro fóssil das formas de vida altamente desenvolvidas em grande quantidades e o súbito aparecimento e cada grupo taxonômico principal indica que não houve realmente passagem nenhuma das formas inferiores para as formas superiores, mas que cada grupo taxonômico principal foi especialmente criado e assim corresponde às "espécies" descritas no livro de Gênesis.

O professor G.A.Kerkut, um evolucionista, declarou em seu importante livro Implications of Evolution ( Implicações da Evolução):

"há a teoria de que todas as formas vivas no mundo vieram de uma única fonte que também veio de uma forma inorgânica, (15) teoria que pode ser chamada de 'Teoria Geral da Evolução', e as evidências que a sustentam não são suficientemente fortes para nos permitir considerá-la algo mais do que uma hipótese que funciona" (o grifo é nosso).

Referências e Fonte:
* Nota: O autor, Duane T. Gish, Ph.D., é diretor adjunto do Instituto para Pesquisas sobre a Criação, em San Diego.

REFERÊNCIAS:
1. W.R.Thompson; Critique of Evolution, an introduction to Origin of Species. Charles Darwin; E.P.Dutton and Co., New York,1956.
2. 2717 Cranbrook Road, Ann Arbor, Michigan 48104.
3. D.E.Hull; Nature, 186 693 (1960).
4. F.B.Salisbury, The American Biology Teacher, 33,335 (1971).
5. P.S.Moorehead an M.M.Kaplan, eds.; Mathematical Challenges to the NeoDarwinian Interpretation of Evolution; Wistar Institute Press, Philadelphia, Penn. 1967
6. M.Eden; Ref 5,P. 109
7. D.I.Axelrod; Science, 128, 7 (1958).
8. G.G.Simpson; The Meaning of Evolution; Yale University Press, New Haven, 1953, p.18
9. F.D.Ommanney, The Fishes; Life Nature Library, 1964; p.60.
10. A.S. Romer; Vertebrate Paleontology, 3rd Ed.; University of Chicago Press, Chicago 1966; p. 98.
11. L. du Nouy; Human Destiny; The New American Library of World Literature, Inc.; New York, 194, p.58.
12. A.J.Marshall. Ed.; Biology and Comparative Physiology of Birds; Academic Press, New York, 1960 p.1.
13. E.C. Olson; The Evolution of Life; The New American Library, New York, 1966; p.180.
14. L.du Nouy; Ref. 11, p.74.

15. G.A. Xerkut; Implications of Evolution; Pergamon Press, New York, 1960, p.157.