sábado, 21 de setembro de 2019

Lilith foi de fato a primeira mulher de Adão?


Existe uma teoria antiga, e que com o advento da internet se popularizou, de que a primeira mulher que Deus criou não foi Eva, e sim Lilith. A teoria propõe que:

“No primeiro capítulo do livro Gênesis, que faz parte da Torá e da Bíblia, Deus cria “homem e mulher” à sua imagem e semelhança. Mas, logo no capítulo seguinte, somente Adão é mencionado. Onde foi parar a mulher do primeiro capítulo? É só no segundo capítulo que Eva é criada, e no terceiro que recebe seu nome. Essa inconsistência sugere que parte do texto tenha sido editada ou removida”. Segundo alguns, ela é citada na demonologia suméria e talvez em Gilgamesh (2100 a.C.).  Segundo o Alfabeto de Ben Sirá, um dos textos que compõem a coleção de escritos rabínicos chamado Talmud,Lilith foi criada a partir da poeira junto a Adão – portanto, antes de Eva. Mas ela negou-se a deitar sob ele na hora do sexo por não se sentir inferior e, em protesto, abandonou o Éden. Ou seja, segundo o antigo folclore judaico, Lilith rebelou-se contra a “superioridade” masculina de Adão, o que a torna uma figura problemática para o judaísmo e para o catolicismo, religiões patriarcais. Outra evidência de que Eva não foi a primeira pode ser encontrada nos versículos de sua criação, no capítulo 2 do Gênesis. Em várias edições do texto, Deus decide dar ao homem uma companheira “idônea”, o que sugere que alguma primeira parceira,“não idônea”, já tinha sido criada antes. Reforça essa teoria a fala de Adão em certas edições da Bíblia (como a King James Atualizada) quando vê Eva: “Esta, sim, é osso dos meus ossos”.


Bom, vamos ao texto bíblico:

Leiamos o texto:
"Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito... porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera."
(Gênesis 2:2-3).

Se Deus criou Eva depois do sétimo dia, isto significa que a obra antes da queda não havia sido completa.

Continue lendo:
"Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus" (Gênesis 2:4), ou seja, o assunto em seguida ainda continua sendo sobre o dia que Deus criou todas as coisas.

Continua...
"não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra" (Gênesis 2:5)... ué, Deus não havia criado as plantas no terceiro dia? Logo, isto também evidência que o cap.2 especifica questões sobre os dias da criação e não um oitavo dia.

Continua...
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente” (Gênesis 2:7). Ué, Deus não havia criado o homem no sexto dia? Então segundo a teoria da Lilith, Deus criou Lilith e outro homem ao invés de Adão? Porque a teoria se baseia que o cap.1 diz que Deus criou homem e mulher e que o cap.2 seria o oitavo dia. Logo, se é o oitavo dia, então Adão também foi criado no oitavo dia. Então temos mais um problema, o problema que segundo a própria teoria Adão também não foi criado no sexto dia.

Continua...
“Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea” (Gênesis 2:20). Bom, como já vimos, o cap.2 está tratando o sexto dia e não o oitavo. Todos os seres que Deus havia criado, Deus havia criado macho e fêmea. Porém, como o cap.2 está tratando especificamente do sexto dia, neste capítulo ele está especificamente tratando como foi o ato de Deus criar homem e mulher. Pois o texto diz em Gn 1: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Aqui o texto está dizendo que Deus havia criado o homem e a mulher e no cap.2 vai especificar como foi o processo de criação do homem e da mulher: “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem” (Gênesis 2:21,22). Mas Gn 1 não diz que Deus havia feito homem e mulher? Então isso mais uma vez aponta que o cap.2 está tratando o sexto dia e não o oitavo. Outro fator que comprova isso foi o que Paulo disse em 1 Coríntios 11:8 - “Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem”. Veja que Paulo, está apoiando a ideia de que o cap.2 está especificando como foi o ato criador de Deus no sexto dia. E, Gn 3:20 diz: “E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes”. Logo, todos os seres humanos vieram de um homem e uma mulher.

No cap.5 vai ser novamente enfatizado que Deus havia criado homem e mulher: "Este é o registro da descendência de Adão: Quando Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez; homem e mulher os criou. Quando foram criados, ele os abençoou e os chamou homem" (Gênesis 5:1-2). Note que o autor citou o cap.1 enfatizando que Deus havia criado homem e mulher. E agora note que no vs.3 ele irá dizer acerca deste homem, Adão. "Aos 130 anos, Adão gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem; e deu-lhe o nome de Sete". Oras, alguém tem dúvida de quem Sete é filho juntamente com Adão? Caso tenha, deixe-me mostrar de quem: "Tornou Adão a conhecer sua mulher, e ela deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou" (Gênesis 4:25). Agora note que no cap.4 fala explicitamente que a mãe de Abel era Eva: "Adão teve relações com Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Caim... Voltou a dar à luz, desta vez a Abel, irmão dele" (Gênesis 4:1-2).
O mito de Lilith propõe que a tal Lilith foi a primeira mulher criada por Deus em Gn 1. Diz que ela abandonou Adão e saiu voando como uma ave e acabou virando um demônio. Eis o desafio da teoria, um ser humano virar um demônio. Como isso se deu? Como um ser composto de carne e osso como Adão conseguiu se transformar num demônio?

Conclusão, a evidência interna da Bíblia não dá espaço para tal teoria maluca.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Livro: "Física & Realidade" de Carlos A. Casanova

- Reflexões Metafísicas Sobre a Ciência Natural - 

Este livro não pretende dar uma visão panorâmica do estado atual das ciências, mas recuperar alguns princípios reguladores na reflexão sobre a atividade científica. O autor defende, por um lado, a metafísica clássica contra interpretações errôneas da ciência moderna e contra a ideologia cientificista; e por outro lado, advoga a favor da ciência, contra um tipo de neo-sofística que, baseada em construções não-euclideanas da geometria ou não-newtonianas da física, pretende negar que a mente humana possa alcançar a verdade.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Livro: "Desejo Sexual - Uma investigação filosófica" de Roger Scruton

Roger Scruton, filósofo britânico contemporâneo mundialmente reconhecido por suas investigações filosóficas a respeito da beleza, da arquitetura e da música, aborda agora, talvez pela primeira vez na história do Ocidente com tamanha objetividade, o fenômeno mais típico da nossa natureza: o “Desejo Sexual”. Depois de definir o que é o “Desejo Sexual” especificamente humano, Scruton busca afirmar o que muitos sempre consideraram impossível: que há uma moralidade intrínseca ao ato sexual humano, simplesmente por ser humano, independentemente de códigos morais religiosos ou condutas sociais impostas.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Livro: "Vida por Vida - A Pena de Morte no Banco dos Réus" de Ron Gleason


Este livro examina a controvérsia sobre a pena de morte com rigor, clareza e de modo irrefutável.

Depois de o dr. Ron Gleason lançar uma base histórica e legal minuciosa, ele define a ética em sentido filosófico e, na sequência, apresenta o mandato bíblico.

Para os leitores não cristãos, ele ilustra a posição dos principais pensadores dos dois lados da questão e examina seus argumentos até as premissas fundamentais.

Para os cristãos ― favoráveis e contrários à pena capital ―, o dr. Gleason identifica os ensinos da Escritura que regem a questão e os ilustra com comentários e declarações confessionais das igrejas reformadas históricas e com algumas das principais vozes do cenário eclesiástico atual.

Os proponentes dos dois lados encontrarão aqui as questões em foco e os argumentos estruturados para uma discussão mais significativa.

Mas ao lidar com o cerne da questão, o leitor pode se sentir atraído pela persuasão da tese do autor.

domingo, 24 de março de 2019

Livro: "A Inquisição - Um Tribunal de Misericórdia" de Cristian Iturralde

A Inquisição é um tribunal conhecido mais pelo que dele já se disse do que pelo que em realidade foi. Todos parecem “saber” que a Inquisição foi algo execrável, reprovável, negativo, mas se alguém lhes perguntasse: por quê?, o que foi?, quando foi?, muito provavelmente não saberiam responder — ou responderiam errado, não tanto por malevolência calculada, mas por haver obtido seus conhecimentos escassos ou profusos em livros mais populares do que apropriados. Neste livro, o autor segue definitivamente o caminho da busca constante da verdade, doa a quem doer, apoiando-se para isso em fontes documentais de primeira ordem e irrefutáveis de qualquer ponto de vista. Para isso ele reuniu os dados mais relevantes das pesquisas mais recentes, sem deixar de recorrer a análises anteriores de autoridades conhecidas que trataram deste tema, dando preferência sempre àquelas fontes que em nada podem ser suspeitas de simpatia para com a Igreja, a Espanha ou a Inquisição.