segunda-feira, 24 de abril de 2017

A incrível estória da jumenta falante de Balaão

Marivalton Rissatto  

Em Números 22, Os Israelitas haviam acampado próximos a Moabe.  Os moabitas(um povo inimigo), ficaram bastante apreensivos. Então o Rei Balaque mandou chamar Balaão para amaldiçoar os Israelitas (tud indica que Balaão era uma especie de feiticeiro).Então Balaão recebeu os emissários de Balaque e pediu que eles dormissem em sua casa, e aguardassem uma resposta pela manhã, pois ele consultaria o Senhor. Balaão tinha o mesmo deus do povo de Israel(o que é estranho para um mago de um povo inimigo, e mito mais estranho pelo fato do deus de Israel odiar feiticeiros como esta escrito em Samuel 15:23, Crônicas 33:6 e Isaías 47:9.

Mas continuemos...,
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Balaão conversa com Deus e este lhe ordena que não pronuncie o encantamento de maldição contra o povo de Israel. Balaão atendeu prontamente as ordens e mandou os emissários de volta com as mãos abanando. Mas Balaque não desistiu e mandou outros emissários, desta vez prometendo honras e recompensas, ao que Balaão se manteve firme e obediente a Deus, rejeitando todos os mimos. Mas ele pede aos emissários que durmam na casa dele de novo, pois ele consultaria Deus novamente. Desta vez, sabe-se lá por que, ordena a Balaão que vá com os emissários, conforme diz:
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Já que essa gente te veio chamar, levanta-te e vai com eles. Mas só farás o que eu te disser.”
 
[Números 22:20]
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Só que Deus, estranhamente, muda de idéia de novo e inexplicavelmente se irrita com Balaão, que até ali tinha sido um servo obediente e fiel que estava seguindo suas ordens corretamente. Veja :
 
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“Balaão levantou-se de manhã, selou sua jumenta, e partiu com os chefes de Moab. O Senhor irritou-se com sua partida, e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho como obstáculo. Balaão cavalgava em sua jumenta, acompanhado de seus dois servos.”
[Números 22:21-22]
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Perceberam? A ira de Deus se ascendeu porque “irritou-se com sua partida”. Mas não foi Deus que mandou ele ir? Ele disse no versículo 20 “vai com eles”.

...
Bem, deixemos este questionamento menor pra lá. Vamos logo ao grande acontecimento. Eis que no caminho apareceu um anjo, impedindo o caminho de Balaão. Só que Balaão, apesar de ser um mago que costumava conversar com o Senhor, não viu o tal anjo. Mas a jumenta viu, e deu umas travadas, claro. Balaão ficou irritado com ela e deu-lhe umas chibatadas. Mas chegou um momento que a jumenta empacou de vez, aí Balaão sentou-lhe a porrada sem dó. veja:
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Que te fiz eu? Por que me bateste já três vezes?” ao que Balaão respondeu “Porque zombaste de mim. Ah, se eu tivesse uma espada na mão! Ter-te-ia já matado!”
 
[Números 22:28]
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Agora façamos uma pausa para traçar um paralelo. Imagina você na cozinha, preparando um sanduíche. Você o deixa em cima da cadeira enquanto pega o presunto na geladeira. Aí seu cachorro rouba o sanduíche e o devora, e você fica nervoso e começa a espancá-lo… e ele lhe pede para parar! O que você faria? Eu acho que pegaria um táxi direto pro hospício ou sairia correndo em círculos, gritando e arrancando os cabelos. Mas Balaão não! Ele se põe a falar com a jumenta tranqüilamente, como se fosse a coisa mais normal do mundo e ainda a ameaça de morte!
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Balaão aceita a situação como se fosse rotineira, como se fosse a Chapeuzinho Vermelho conversando com o Lobo Mau. E não pára por aí. A jumenta ainda retruca:
 
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Acaso não sou eu a tua jumenta, a qual montaste até o dia de hoje? Tenho eu porventura o costume de proceder assim contigo?”
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Vejam que é uma jumenta falando em primeira pessoa, questionando a gratidão do seu dono. Deus pôs a jumenta a fazer questionamentos trabalhistas e existenciais. Não é Deus ou um anjo falando pela boca de uma jumenta, é a jumenta falando e reclamando da vida, como uma esposa renegada ou um filho abandonado.

Está padecendo absurdo demais tdo isso né?..mas continuemos...

Voltando ao paralelo anterior, caso meu cachorro reclamasse da marca de ração que eu compro ou da sua casinha apertada, imediatamente ele passaria a se alimentar de filet mignon e dormiria na minha cama. Eu me mudaria imediatamente para a casinha dele e ligaria para o Gugu, pro Faustão e pro Silvio Santos para acertar os detalhes de como ganharia minha fortuna. Depois começaria a sonhar com carros, mulheres, mansões… Mas Balaão apenas responde com um “Não” bem seco e depois disso consegue ver o tal anjo.

Viram? Balaão age com normalidade quando sua jumenta vidente fala, E a jumenta não dita uma mensagem de Deus, ela apenas reclama da surra que estava levando. Tudo indica que é uma fábula, como a do Gato de Botas ou dos Três Porquinhos.

Por que não aceitar que isto é uma fábula? Não há evidências suficientes disto no texto?

Autor: Abmael Ribeiro
Revisão: Marivalton Rissatto
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Por Pipe

É o seguinte:

1. Balaão não era um encantador. Ele apenas oraria amaldiçoando Israel. Por isso, ele lhes respondeu que teria que consultar a quem? Adivinhe? Yahweh! Somente se Yahweh o liberasse, ele poderia amaldiçoar o povo de Yahweh. Se oração agora virou encantamento, então eu sou o Gandalf!

2. Balaão insiste duas vezes para Deus. Diante da insistência do ganancioso, Deus lhe diz que vá então. Note que Deus já havia dito para ele que não fosse, porque o povo de Israel era abençoado por Ele. O "Levanta-te e vai", não foi do agrado de Yahweh, foi apenas por insistência de Balaão. Você diz que isto foi estranho. Não é estranho não moço, é simplesmente a descrição de uma relação entre Deus e o seu servo. Na Bíblia há inúmeros casos como este onde Deus muda de idéia diante de uma conversa com um dos seus.

3. Se Balaão estava seguindo fielmente as ordens de Yahweh, porque ele insistiu duas vezes? Yahweh já não havia respondido para ele que não amaldiçoasse Israel? Será que ele cresceu o zóio nos tesouros?

4. Digamos que meu filho chegue para mim e diga: "Pai, posso ir em tal lugar?". Eu respondo: "Não, não pode ir!". Ele volta mais tarde e insiste: "Ah pai, deixa eu ir vai!". Eu respondo: "Vai! Mas vc terá que se comportar direitinho!". Eu deixei ele ir, mas dentro de mim ainda estou furioso pela sua insistência e motivações. Quando ele está saindo de casa, eu vou até o portão ainda indignado com ele e digo: "Não se esqueça de se comportar direitinho viu?". Isto é uma contradição?

5. Deus estava irado com a insistência de Balaão e envia o anjo para lembrá-lo do que havia dito: "Diga apenas o que eu te disser". Se o anjo quisesse matar Balaão o teria feito simplesmente. Ele foi apenas para lembrá-lo.

6. Conversar com Deus não implica ver Deus.

7. Vc nesse caso teria que ir para o hospício um pouco antes por ter ouvido literalmente a voz de Deus como Balaão havia ouvido. Se eu sou um cara que ouço Deus como Balaão ouviu, pra mim meu cachorro falar é o de menos.

8. Animais falantes tem dois casos na Bíblia, a da Jumenta e a da Serpente, em ambos os casos não houve descrição de susto algum. No caso da serpente, Deus falava com Eva naturalmente. Como Eva não fazia parte dos neo-ateus, pra ela foi natural. No caso de Balaão, este falava literalmente também com Deus. Como Balaão não fazia parte dos neo-ateus, pra ela foi "natural". Também não descreve o texto susto algum quando Balaão viu o anjo. Pra Balaão sair de uma conversa com Yahweh, discutir com uma jumenta, e depois ver um anjo foi natural. Leia os profetas e vc verá que, no que competi a eles, experiências místicas e sobrenaturais faziam parte de sua rotina.
 

9. Quanto a comparação com o Gato de botas e os 3 porquinhos:
 Argumentum infantium (Argumento infantil): Esta falácia, como o nome sugere, é comumente usada da mesma forma que crianças usam para desviar os assuntos de modo que elas possam ser vistas e ouvidas em situações que não teriam chance de conversar de Homem para Homem (Adulto para Adulto). Também tem a intenção de levar os debates para conversas cômicas como se estivessem chamando o argumentador para um campo em que ele se sentiria ofendido e abandonaria a discussão, tendo por certo que fazendo piadas contra o argumentador encontrarão apoio de outros que compartilham da mesma opinião. Este argumento é facilmente reconhecido pela forma jocosa apresentada. Abusam de termos cômicos e jocosos, vídeos e imagens cômicas e pejorativas, smiles histéricos, piadas, sarcasmo, sofismas etc. Também é muito usada desonestamente como forma de reforçar um argumento rebaixando o outro.


Falácias tipo "A" baseado em "B" (Outro tipo de Conclusão Sofismática) :
Ocorrem dois fatos. São colocados como similares por serem derivados ou similares a um terceiro fato.

Ex:
"A Bíblia diz que a Jumenta de Balaão falou."
"Na Fábula do "Gato de Botas" este fala."
"Logo a história na Bíblia é uma fábula."

domingo, 23 de abril de 2017

Livro: "Não há Outro Deus" de John Frame

- Uma resposta ao teísmo aberto - 
Editora Cultura Cristã
O movimento teológico conhecido como teísmo aberto está abalando a igreja hoje, desafiando as doutrinas bíblicas da soberania, presciência e providência de Deus.
Neste oportuno trabalho, John Frame descreve de modo claro o teísmo aberto e o avalia biblicamente. Ele não somente responde aos argumentos do teísmo aberto, mas prossegue aguçando nosso entendimento do relacionamento entre o plano eterno de Deus e as decisões e os eventos de nossa vida.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Escravidão na Bíblia:



Pergunta de Bruna

Pq podia matar uma pessoa (mesmo sendo servo, n deixava de ser pessoa)
caso durasse uns 2 dias depois da porrada?

Êxodo 21
.
20 Se alguém ferir a seu servo, ou a sua serva, com pau, e morrer debaixo da sua mão, certamente será castigado;
21 Porém se sobreviver por um ou dois dias, não será castigado, porque é dinheiro seu.

Não era pra ser "olho por olho, dente por dente"?
Então por que seriam "castigados" por matar uma pessoa? E n seriam nem questionados caso durasse dois dias?

Õ.o bizarro isso

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Por Pipe

Respondendo:
Vamos ler o texto todo:

12 “Quem ferir um homem e o matar terá que ser executado.
Bom, matou, morreu, certo?

13 Todavia, se não o fez intencionalmente, mas Deus o permitiu, designei um lugar para onde poderá fugir.
Se não foi de propósito, ainda assim terá que fugir, porque se ficar o bicho pega.

14 Mas se alguém tiver planejado matar outro deliberadamente, tire-o até mesmo do meu altar e mate-o.
Opa, quis matar, pago com a vida. Execução na certa!

15 “Quem agredir o próprio pai ou a própria mãe terá que ser executado.
Bateu no pai ou na mãe, morre.
 

16 “Aquele que seqüestrar alguém e vendê-lo ou for apanhado com ele em seu poder, terá que ser executado.
Sequestrou, morreu!

17 “Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado.
Morte!

18 “Se dois homens brigarem e um deles ferir o outro com uma pedra ou com o punho e o outro não morrer, mas cair de cama, 
19 aquele que o feriu será absolvido, se o outro se levantar e caminhar com o auxílio de uma bengala; todavia, ele terá que indenizar o homem ferido pelo tempo
 
que este perdeu e responsabilizar-se por sua completa recuperação.

Bom, brigou mas continuou a vida normalmente, ficou coisa de briguinha de marmanjos mesmo. Porém, se um dos dois saiu ferido, dependendo do agravante, o outro teria que arcar com o suprimento do outro até sua completa recuperação.

20 “Se alguém ferir seu escravo ou escrava com um pedaço de pau, e como resultado o escravo morrer, será punido;
Matou o escravo, pulou. Execução na cabeça!

22 “Se homens brigarem e ferirem uma mulher grávida, e ela der à luz prematuramente, não havendo, porém, nenhum dano sério, o ofensor pagará a indenização que o marido daquela mulher exigir, conforme a determinação dos juízes. 
23 Mas, se houver danos graves, a pena será vida por vida,
24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,
 
25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão.

Feriu a mulher Grávida e houver dano maior, morte.

26 “Se alguém ferir o seu escravo ou sua escrava no olho e o cegar, terá que libertar o escravo como compensação pelo olho.
Um olho pela liberdade.

27 Se quebrar um dente de um escravo ou de uma escrava, terá que libertar o escravo como compensação pelo dente.
Aqui sai mais barato. É melhor perder um dente do que um olho.
 

28 “Se um boi chifrar um homem ou uma mulher, causando-lhe a morte, o boi terá que ser apedrejado até a morte, e a sua carne não poderá ser comida. Mas o dono do boi será absolvido.
Mesmo os animais recebiam juízo.

29 Se, todavia, o boi costumava chifrar e o dono, ainda que alertado, não o manteve preso, e o boi matar um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado e o dono também terá que ser morto.
O animal e o dono do animal recebiam juízo.

respondendo diretamente a questão do VS. 21 mas se o escravo sobreviver um ou dois dias, não será punido, visto que é sua propriedade.

Pq podia matar uma pessoa (mesmo sendo servo, n deixava de ser pessoa)
caso durasse uns 2 dias depois da porrada?

A questão não é que podia matar. Não podia. A Lei é clara. A morte neste caso não foi proposital e se encaixa na mesma questão do VS.13.
 

O cara que matou sem intenção de matar também não seria executado. A diferença foi que ele matou um cidadão que tinha familiares no convívio tribal. E neste caso, isto implicaria no direito a vingança: “olho por olho”, dos familiares. Por isso, mesmo neste caso, ele teria que fugir, por que se não, a família do morto poderia vingá-lo e matá-lo.

No caso do escravo, ele não tinha familiares que o vingassem. Por isso seu dono não tinha a necessidade de fugir para uma cidade de refúgio. Quem o vingaria? A diferença está nisso.
 

Portanto, não foi uma questão dele ser menos pessoa que o outro. No primeiro caso, também houve morte, mas foi sem a intenção de matar.
 

No segundo caso, também houve morte, mas também foi sem intenção de matar. Por isso deveria se esperar dois dias para ver se o escravo morria ou não. Por que dois dias? Por que se houvesse intenção de matar, o escravo morreria antes.

Se o escravo viesse a morrer antes do dois dias, isto logo significaria que houve a intenção de matar e o senhor do escravo deveria morrer.

Agora imaginemos: Eu quero matar meu escravo. Você acha que eu bateria de leve nele arriscando a possibilidade dele durar mais de dois dias? Como se bate numa pessoa com intenção de matá-la esperando que ela morra apenas depois de dois dias? É muito risco não acha? A Lei, portanto, está defendendo a não intenção de matá-lo. Assim, como no vs.13.

Perceba também Bruna que no primeiro caso, nem se tinha a espera de dois dias. Mesmo se não houvesse a intenção de matar, no primeiro caso (vs.13) se o cara morresse dez dias depois, ele teria do mesmo modo que fugir para a cidade de refúgio por que se não os familiares do morto o matariam.  A lei neste caso é mais "justa" para o escravo do que para o cidadão comum de Israel. 

Por isso, o que está em questão não é se era escravo ou não. E sim, se foi proposital ou não. Matou o escravo com intenção de matar, morre! Cegou o escravo mesmo sem querer, deverá libertá-lo. Quebrou um dente do escravo mesmo sem querer, deverá libertá-lo.
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Bruna

Pipe... muito bom

acho que estou começando a entender...

mas por quê será que Deus não proibiu logo a escravidão? Ele não era contra servidão?
N consigo imaginar Jesus falando que "não vai acontecer nada com fulano, pq siclano era dinheiro seu"
e o q 2 dias garante se foi intencional ou não?

ele pode ter tentado matar, n conseguiu.. passou a oportunidade mais o escravo ficou de cama
O.O
E que direito ele tinha de bater numa pessoa a esse ponto e n sofrer nenhuma conseqüência?
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Pipe

Bruna:
mas pq será que Deus n proibiu logo a escravidão?
A escravatura fazia parte do contexto social de todas as nações até bem pouco tempo. Foi o cristianismo com sua influência sobre os povos pagãos, e mesmo o povo judeu, que aboliu a escravatura. O cristianismo aboliu a pena de morte; a escravatura, a poligamia, o politeísmo, etc... Não se deve esquecer que a Bíblia é a história de um todo e não uma miscelânea de histórias sem pé, sem cabeça, sem ligação alguma.

O homem é um ser caído. Um ser que desde o início de sua queda mata, rouba, destrói, etc. Na Lei está explícito que não se deve matar. Na lei está explícito que se deve amar ao próximo e inclusive ao seu escravo como a ti mesmo. Nisso está explícito que o escravo deve ser tratado com dignidade e amor. Por isso, mesmo que Deus não tenha abolido naquele contexto 100% escravatura, a Lei Levítica trazia questões únicas na história. Por exemplo:

Ex 21:2
 “Se você comprar um escravo hebreu, ele o servirá por seis anos. Mas no sétimo ano será liberto, sem precisar pagar nada.

Havia também a questão do dia do descanso onde era proibido o escravos trabalharem:
 

Ex 23:12
 “Em seis dias façam os seus trabalhos, mas no sétimo não trabalhem, para que o seu boi e o seu jumento possam descansar, e o 
seu
 escravo e o estrangeiro renovem as forças.

Tiremos isso, apenas isso. Não seria pior ainda? Tire a explícita lei de amor ao próximo, como seria?

Há muita coisa para ser dita e não terei como escrever tudo aqui. Porém, não se esqueça que Israel vinha de quase 500 anos de escravidão no Egito. Gerações inteiras nasceram e morreram como escravos dentro do Egito. Por que Deus não os tirou antes de lá? Não sei. Não há respostas absolutas para isto.

Não há muito sentido ficarmos fazendo perguntas para o passado. O passado deve ser lido com os olhos do homem chamado Jesus. O Deus encarnado é a resposta pra estas perguntas. O que importa é que o cristianismo aboliu a escravidão.

"não vai acontecer nada com fulano, pq siclano era dinheiro seu"
Isto aqui não era uma ofensa. Deus estava falando apenas a linguagem econômica. Era fato que o escravo era uma espécie de "investimento". Mas quando Deus deu direitos humanos aos escravos, isto deixou comunicado de maneira explícita que Deus o reconhecia como um ser humano e quem o matasse também deveria morrer. Por exemplo, você não vê na lei dizendo: "Se alguém matar um boi deverá ser executado". Ou seja, escravo era gente reconhecida e protegida pela Lei. Se você bateu nele por algo errado que ele cometeu, é uma questão. Mas, se teve a intenção de matá-lo, você deverá morrer também. Furou um olho dele, deverá libertá-lo. Quebrou um dente, deverá libertá-lo. Ou seja, "quer bater? Bata. Mas cuidado. Se você furar um olho, ou quebrar um dente dele, terá que libertá-lo. Se bater nele e o matar, você também morrerá".

Se isto não é proteção é o que então?

Deus não aboliu, mas protegeu


e o q 2 dias garante se foi intencional ou nao? 
Certamente os sacerdotes tinham algum requisito maior para verificar a intenção. Por exemplo, como já disse, um olho furado, um dente quebrado, etc.
 

ele pode ter tentado matar, n conseguiu.. passou a oportunidade mais o escravo ficou de cama
Daí cada caso é um caso. E quem julgaria isto seriam os sacerdotes. É o mesmo que eu matar um cara na frente de minha casa e depois jogar o corpo dele para dentro do meu quintal, colocar uma arma na mão dele, e depois dizer que o matei por legítima defesa. Quem saberá? Isto significa que todos os casos são iguais? Não.
 

Com certeza o teu exemplo pode ter ocorrido diversas vezes. Mas tem também a questão genuína de que o patrão poderia ter batido sem a intenção de matá-lo e no momento de raiva acabou batendo com força demais. A Lei protegia e condenava a intenção. Era a intenção que estava em juízo.

E que direito ele tinha de bater numa pesoa a esse ponto e n sofrer nenhuma consequencia?
Se um escravo apanhava, não era de graça. Porém, a Lei não está dizendo: "Dê porrada a vontade!". Pelo contrário, ela está justamente inibindo o patrão de bater no escravo com violência. Pois se ele batesse no escravo com violência e este chegasse a morrer, ele seria executado. Opa, isto é ou não é uma inibição ao exagero? Outra coisa volto a dizer: "furou um olho, quebrou um dente, você terá que libertá-lo". Isto é ou não é uma inibição a violência?

Portanto, não se trata de: "Dê porrada!". Se trata de: "Cuidado com o modo como trata um escravo, pois, você pode perdê-lo (libertá-lo) ou até mesmo ser executado como conseqüência do modo como tratá-lo". Assim diz o Senhor!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Livro: "Escavando a Verdade" de Rodrigo P. Silva

- A Arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia - 

Casa Publicadora Brasileira

Participar de uma escavação arqueológica é uma experiência que traz muita emoção. É como abrir um velho baú e encontrar fotografias e objetos de alguém que você ama, mas que há muito tempo não vê. Moedas, lâmpadas e cacos de cerâmica são apenas algumas dessas lembranças que nos fazem recordar a história bíblica e sentir o quanto ela é real. Mas a arqueologia vai além da aventura. É a ciência que tempo por objetivo recuperar o ambiente histórico e a cultura dos povos antigos através de escavações e do estudo de documentos por eles deixados. Este livro trata de modo especial da arqueologia do Oriente Médio, que tem contribuído para o estudo da Bíblia e a confirmação de muitas histórias nelas reunidas. O equilíbrio adequado entre o rigor científico e a emoção das descobertas, que o autor narra em detalhes porque ele mesmo participa do trabalho de campo, faz deste livro uma leitura tão deliciosa quanto informativa.

Sobre a obra

A escavação é um ponto de partida. A verdade é o único objetivo final que realmente interessa. Entre estes dois extremos cabem: aventuras, descobertas, polêmicas e conclusões. Se isto é contado através de uma narrativa cativante e ilustrado com fotos e mapas, o resultado só pode ser um livro extremamente agradável e informativo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A Aposta de Pascal (O Debate)



Estou abrindo este tópico para que os ateus desta comunidade refutem a aposta de Pascal:

"A Aposta de Pascal, criada por Blaise Pascal, longamente apresentada no livro "Penseés", não é um argumento direto da existência de Deus. É um argumento que poderá ser considerado calculista, a favor de um comportamento humano de acordo com a existência de Deus, seguindo a "razão do coração". Este argumento tem mais ou menos o conteúdo que se segue:

* Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso.
 
* Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, não terá perdido nada.
 
* Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, não terá perdido nada.
 
* Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno".

Está aberto o debate!
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David Deccache (Ateu)

Pascal parte do pressuposto imparcial de que a chance de existência divina é a mesma da não existência divina. Logo Deus teria 50% de chance de existir e 50% de chances de não existir.

Depois desse argumento aparentemente imparcial Pascal propôs a conclusão que abre o tópico.

O grande problema é que ele ignorou a hipótese de existência de Deuses não cristãos, que na verdade iriam dividir os 50% de chance de existência com Jeová.

Vejamos por exemplo que a existência de qualquer Deus hindu implicaria na não existência de Jeová.
 
Sendo o número oficial de Deuses hindus girando em torno dos 300 milhões , e que a existência de qualquer desses deuses implica na não existência de Jeová , teriamos a chance de existência de Jeová reduzida ao número: 50/300.000.000 = 0,000000166

Apartir do citado acima chegamos a seguinte conclusão ( bem imparcial, nem considerei outras religiões além do hinduísmo) :

PROPABILIDADE DA NÃO EXISTÊNCIA DE QUALQUER DEUS: 50%
PROBABILIDADE DA EXISTÊNCIA DE JEOVÁ: 0,000000166%

A conta tá feita, tirem suas próprias conclusões!

conclusão , eu tenho 301.204.819 vezes mais chance de estar certo sobre a não existência divina do que um cristão!
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Pipe

* Se você acredita em
 Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso. 
* Se você não acredita em
 Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno.

Ele não ignorou a existência de outros deuses. Porém, os 50% dizem respeito apenas a quem acredita em Deus e nas Escrituras. Ou seja, o Deus da Bíblia não dá espaço para a existência de outros deuses. Ele é único. Ou seja, se o Deus da Bíblia existe, quem não acredita nEle ou acredita em outros deuses tem o mesmo destino.

Vejamos por exemplo que a existência de qualquer Deus hindu implicaria na não existência de Jeová.
Bom, nesse caso, Jeová na verdade seria rebaixado e acrescentado a lista de mais um deus entre os milhares de deuses hindus. Os deuses hindus são ecumênicos, ou seja, se toleram um ao outro e não exigem nenhum tipo de adoração exclusiva. Portanto, Jeová não seria necessariamente tirado da existência. Na teologia hindu, Jeová seria apenas mais um, e não que inexiste.

Sendo o número oficial de Deuses hindus girando em torno dos 300 milhões , e que a existência de qualquer desses deuses implica na não existência de Jeová,
Depende. Se estes milhões de deuses são o que a Bíblia denota que são (demônios). A aposta continua aberta. Quem quiser que aposte nos 50% de probabilidade deles existirem e arquem com as conseqüências disto..
 

Porém, neste caso, se eles de fato existirem, eu também não tenho com o que me preocupar. Pois, todos eles pregam a reencarnação e a salvação (ou melhor evolução espiritual) por meio das obras. Como sou um cara que pratico o bem, baseando-me nestas doutrinas hindus, reencarnarei num plano astral bem superior a este.

Neste ponto eu tenho 100% de chances de me dar bem com Deus ou com os deuses hindus.
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David Deccache

* Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso.
* Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno.


Ele disse isso após partir dos pressupostos que eu citei, só que vc não entendeu no que consiste a aposta de pascal. Vou tentar te explicar + uma vez:

Ele parte do pressuposto de 50% de sim e de não p/ a existência de deus. logo após elabora as conclusões que vc citou. Porém o pressuposto dos 50% de sim, devem ser imparciais em relação a outros deuses que podem excluir a existência de Jeová.

Bom, nesse caso, Jeová na verdade seria rebaixado e acrescentado a lista de mais um deus entre os milhares de deuses hindus. Os deuses hindus são ecumênicos, ou seja, se toleram um ao outro e não exigem nenhum tipo de adoração exclusiva. Portanto, Jeová não seria necessariamente tirado da existência. Na teologia hindu, Jeová seria apenas mais um e não que inexiste.

1) "na teologia hindu Jeová seria apenas mais um".... isso está corretíssimo, o q demonstra que matematicamente a religião hindu possui muito mais chances de estar correta do que o cristianismo.
 

2) Porém na teologia cristã a veracidade de qualquer história a respeito de qualquer Deus Hindu não seria tolerada, oq faz com que a recíproca do item acima seja inválida. Lembre-se que estou calculando a probabilidade de existência de Jeová!!!!!
 

Veja: A veracidade da história de Brahma, ou de qualquer outro deus hindu exclui a existência de Jeová. Nesse ponto que meu cálculo está baseado.

Depende. Se estes milhões de deuses são o que a Bíblia denota que são (demônios). A aposta continua aberta. Quem quiser que aposte nos 50% de probabilidade deles existirem e arquem com as conseqüências disto..

Porém, neste caso, se eles de fato existirem, eu também não tenho com o que me preocupar. Pois, todos eles pregam a reencarnação e a salvação (ou melhor evolução espiritual) por meio das obras. Como sou um cara bem legalzão. Baseando-me nestas doutrinas hindus, reencarnarei num plano astral bem superior a este.

Neste ponto eu tenho 100% de changes de me dar bem com Deus ou com os deuses hindus.


Nesse post vc fugiu da proposta de imparcialidade do modelo, que no caso é puramente matemático, e exige que a credibilidade de qualquer Deus seja a mesma.

Simplificando o modelo...(exemplos)
1) deus existe?
-não (50%)
-sim (50%)

2)existem 5 deuses no mundo (A, B, C, D e E)

3) A existência de B , C , D , ou E , exclui a possibilidade da existência do Deus A, pois a teologia proposta pelos seguidores do Deus A é monoteísta e excludente em relação a veracidade de outras histórias religiosas.

4) Os Deuses B, C, D ou E , toleram a coexistência de qualquer outro deus, inclusive de A.

Conclusões:

-Probabilidade de deus não existir: 50%
-Probabilidade de A existir: 10%
-Probabilidade de B existir: 50%
-Probabilidade de C existir: 50%
-Probabilidade de D existir: 50%
-Probabilidade de E existir: 50%
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Pipe

David:
Ele parte do pressuposto de 50% de sim e de não p/ a existência de deus. logo após elabora as conlusões que vc citou. Porém o pressuposto dos 50% de sim, devem ser imparciais em relação a outros deuses que podem excluir a existência de Jeová.
Você está ignorando que a aposta consiste em duas coisas. Não se trata apenas de crer em um deus. Se trata de crer no Deus que a Bíblia revela. Ele diz:

”Se você acredita em
 Deus e nas Escrituras...”. Se você acredita num deus que não é o Deus da Bíblia, você está incluso no 50% contrários a isto. C pode acreditar no Juju da Montanha, em Thor, em Zeus, em Odin, nos milhões de deuses hindus, para Pascal, você está do outro lado da aposta. Ou seja, se o Deus da Bíblia existir, quem não crê nEle está no espeto.

1) "na teologia hindu Jeová seria apenas mais um".... isso está corretíssimo, oq demonstra que matematicamente a religião hindu possui muito mais chances de estar correta do que o cristianismo.
1. Não na aposta de Pascal. Na aposta de Pascal, a chance deles é de 50%.
2. E, como eu já disse, mesmo na aposta dos deuses hindus, se eles de fato existirem, eu também estou salvo e reencarnarei num plano superior. Portanto, as minhas chances são de quase 100%.
 

2) Porém na teologia cristã a veracidade de qualquer história a respeito de qualquer Deus Hindu não seria tolerada, oq faz com que a recíproca do ítem acima seja inválida. Lembre-se que estou calculando a probabilidade de existência de Jeová!!!!!
Não Sr. Na teologia cristã se afirma que estes milhões de deuses hindus são na verdade demônios. Portanto, na teologia cristã não se nega sua existência. Afirma apenas o que eles são de fato: demônios!

Veja: A veracidade da história de Brahma, ou de qualquer outro deus hindu exclui a existência de Jeová. Nesse ponto que meu cálculo está baseado. 
A existência de Brahma é bíblica. A Bíblia chama Brahma de Satanás e seus demônios.

David:
1) deus existe?
-não (50%)
-sim (50%)

Não é deus existe. É, “o Deus da Bíblia existe”?

2)existem 5 deuses no mundo (A, B, C, D e E)
Não, é “existe um único Deus e o resto é demônio”.

3) A existência de B , C , D , ou E , exclui a possibilidade da existência do Deus A, pois a teologia proposta pelos seguidores do Deus A é monoteísta e excludente em relação a veracidade de outras histórias religiosas.
A existência de demônios não exclui a existência do único Deus, pois a teologia proposta pelos seguidores do Deus Único revela a existência destes disfarçados de falsos deuses.

4) Os Deuses B, C, D ou E , toleram a coexistência de qualquer outro deus, inclusive de A.
Na verdade, eles nem tem muito o que fazer. Pois afinal, o que os demônios poderiam fazer com relação a Ele?

conclusões: -Probabilidade de deus não existir: 50%
Não filho, tá errado. O correto é: Probabilidade do Deus da Bíblia existir: 50%.

-Probabilidade de A existir: 10%
-Probabilidade de B existir: 50%
-Probabilidade de C existir: 50%
-Probabilidade de D existir: 50%
-Probabilidade de E existir: 50%

Não. O cálculo de Pascal é assim:
 
-Probabilidade do Deus Único (A) existir: 50%
-Probabilidade de B existir: 10%
-Probabilidade de C existir: 10%
-Probabilidade de D existir: 10%
-Probabilidade de E existir: 10%
- Probabilidade dos ateus estarem certos: 10%

Isto pré-supondo que existem apenas 5 possibilidades debaixo da primeira proposta. Pois segundo tua proposta, isto deverá ser divisível com milhões de deuses hindus + deuses gregos + deuses nórdicos como Thor, Odim + agnósticos + Panteístas + carasque acredtam em Deus Jeová, mas não acreditam na Bíblia. Dae sim, a tua aposta ficará em 0,0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000,1%
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David Deccache
Pipe
o erro de pascal foi ignorar os outros Deuses.

esse seu papo de demônio é mentira p/ os seguidores de outras religiões , daí a parcialidade do modelo vai pro espaço!!!!!!!!

Caramba elaborar um modelo parcial é mole d+!!!!! é só eu falar que talo coisa é 100% pq td é mentira e contos de fadas!

Agora o meu raciocínio foi extremamente imparcial, não foi igual ao que vcs estão propondo , cheios de PRÉconceitos.

Pascal ele deu total credibilidade ao Deus bíblico em um modelo supostamente lógico, e tirou a credibilidade dos milhões de outros deuses.... daí ele perdeu a lógica!!!!!!
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Pipe
david:
o erro de pascal foi ignorar os outros Deuses.
Não Sr, ele não ignorou. Ele apenas os colocou no lado oposto aos 50% do Deus da Bíblia.

esse seu papo de demônio é mentira p/ os seguidores de outras religiões , daí a parcialidade do modelo vai pro espaço!!!!!!!!
Mas foi isso que Pascal disse. Pascal disse: Quer apostar nos 50% oposto? Aposte! Acreditando ou não em demônios, tome a sua decisão e se arrisque do lado oposto.

Caramba elaborar um modelo parcial é mole d+!!!!! é só eu falar que talo coisa é 100% pq td é mentira e contos de fadas!
Frase de difícil entendimento. Tá falhando as pilhas.

Pascal ele deu total credibilidade ao Deus bíblico em um modelo supostamente lógico, e tirou a credibilidade dos milhões de outros deuses.... daí ele perdeu a lógica!!!!!!
Tá, mas e daí? Vai refutar ou não vai? C não disse que ela já tinha sido refutada milhares de vezes?

A lógica do raciocínio de Pascal está justamente no fato de que o Deus bíblico é único, e se existe outros deuses, os cristãos também não tem do que c preocupar. E mesmo que nenhum deus não exista, o cristão viveu uma vida digna e feliz no que chamamos de existência. To no lucro de qualquer jeito mesmo.

Quanto a tua proposta do Gnomo Rosa, eu estou respondendo lá no tópico que você abriu para propô-la. Portanto, não há necessidade de que eu responda aqui novamente. Discutiremos isso por lá.

Quanto ao que o Fernando disse, ele que responda pelo que disse. Você não leu isto nas minhas palavras. Portanto...
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David Deccache
Pipe
Vou em uma comunidade de Judeus perguntar se o Deus deles é o mesmo Deus dos cristãos.

Alias, o seu Deus é diferente do deus de qualquer outro cristão, inclusive.
Deus é algo muito particular, cada um tem o seu. ( ou não)
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David Deccache

Pipe
Deus da Bíblia = 50%
Deuses existentes + ateus = 50%


Tupã = 50%
 
Deuses existentes + ateus = 50%
Conclusão, acho melhor vc passar a acreditar em tupã.
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Pipe
David:
Tupã = 50% 
Deuses existentes + ateus = 50%
Conclusão, acho melhor vc passar a acreditar em tupã.

Faz o seguinte agora. Me mostre aonde eu não acreditar em Tupã eu serei condenado? Me mostre aonde na cultura Tupi não crer em Tupã gera condenação eterna?


Logo, a existência de outro deus monoteísta não anularia a imparcialidade de Pascal.
O que tem ocorrido é que em diversas culturas o nome Deus (grego) tem aparecido com outros nomes, ex:

YWHW = Judeus
Alá = Muçulmanos
Nhanderuete = Tribos de língua Tupi
Viracocha = Incas
El Elyon = Cananeus
Thakur Jiu = Santal
Magano = Povo Gedéo da Etiópia
Koro = Os Mbaka da República Centro-Africana
Shang Ti = Chineses
 
Hananim = Coreanos
Y´wa = Os Karen da Birmânia
Karai Kasang = Os Kachin
Gui´Sha = Os Lahu
Siyeh = Os Wa
etc....

Sempre que ocorre a existência de um Deus monoteísta nas culturas, missionários e antropólogos o identificarão como o Único Deus revelado na Bíblia. As similaridades teológicas e a revelação recebida por estas culturas são muito similares a Bíblia.

Link do Debate na íntegra:

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Livro: "A Prova definitiva da Criação" de Dr. Jason Lisle

- Resolvendo o debate das Origens- 

Editora Monergismo

“A Bíblia ensina que os cristãos devem estar sempre preparados para dar uma resposta — uma defesa da fé (1 Pe 3.15). Esta ordem não é apenas para os acadêmicos — grandes teólogos e cientistas. É para todos. Deus espera que o cristão comum seja capaz de articular uma razão logicamente convincente para sua fé. Infelizmente, muito poucos cristãos podem fazer isso bem. Mas a boa notícia é esta: se você entender a prova definitiva da criação, será capaz de dar uma defesa irrefutável da fé cristã. Você não precisa saber tudo sobre todas as coisas. Domine o método descrito nos capítulos seguintes e você será capaz de defender o cristianismo contra toda oposição. Se você é um cristão que busca defender melhor a fé (e a criação bíblica em particular), este livro é para você.

Entretanto, alguns leitores deste livro podem ser céticos da posição cristã e da criação bíblica em particular. Talvez você esteja se perguntando se o cristianismo é racionalmente defensável. Talvez você acredite que a evolução foi demonstrada além de qualquer dúvida e se pergunta como alguém pode questioná-la. Este livro também é para você. Se você está buscando um argumento poderoso e irrefutável para a criação bíblica ou para a cosmovisão cristã — em geral quer seja você um cristão ou crítico —, este livro é para você.”

sábado, 15 de abril de 2017

Deus ou Sansão?



Pergunta de Amanda Rodrigues  

Juízes 14:3 e 4 diz

Versículo 3: "Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos."

Versículo 4: "Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR; pois
 ele buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel"

O "ele" do versículo 4 se refere à Sansão ou a Deus??

Se se refere a Deus, então era Deus que fazia Sansão se casar com uma filistéia??
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Pipe Desertor

Leia comigo: "Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR".


Logo, o texto diz que isto vinha do Senhor.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Livro: "Criação, Evolução e Teologia" de Fernando Canale

- Uma Introdução aos Métodos Científico e Teológico - 

Editora Unaspress

A teoria da evolução se tornou a explicação padrão para a história da vida, bem como o centro de uma nova cosmologia. A evolução acusa a história da criação de ser apenas um mito. Para evitar o conflito, muitos teólogos propõem formas de harmonizá-las. Contudo, devemos perguntar: Essa relação é a única disponível? Precisamos escolher entre a fé e a ciência? A crença na criação implica necessariamente no sacrifício do intelecto? Este livro pretende apresentar uma breve discussão das principais características da ciência e da teologia com o objetivo de facilitar o debate sobre a origem da vida.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Os 7 dias de bodas de Sansão



Questão trazida por Amanda Rodrigue:

Vamos ler o trecho de Juízes 14:13-17

"E, se não puderdes decifrar, vós me dareis a mim trinta lençóis e as trinta mudas de roupas. E eles lhe disseram: Dá-nos o teu enigma a decifrar, para que o ouçamos.

Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura. E em
 três dias não puderam decifrar o enigma.

E sucedeu que, ao
 sétimo dia, disseram à mulher de Sansão: Persuade a teu marido que nos declare o enigma, para que porventura não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai; chamastes-nos aqui para vos apossardes do que é nosso, não é assim?

E a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse: Tão-somente me desprezas, e não me amas; pois deste aos filhos do meu povo um enigma para decifrar, e ainda não o declaraste a mim. E ele lhe disse: Eis que nem a meu pai nem a minha mãe o declarei, e to declararia a ti?

E chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas; sucedeu, pois, que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo"

pergunta:

COMO A MULHER DE SANSÃO CHOROU DIANTE DELE DURANTE OS 7 DIAS DAS BODAS SE SÓ FOI AMEAÇADA PELOS FILISTEUS AO 7º DIA??

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Por Łorđ Saga Жaмui Wγνerŋ II

 (Juízes 14:14-17) 

14...E por três dias não puderam declarar o enigma.
 

15 Sucedeu então,
 no quarto dia*, que começaram a dizer à esposa de Sansão: “Logra teu esposo para que nos declare o enigma. De outro modo queimaremos tanto a ti como a casa de teu pai com fogo. Foi para tirar-nos as posses que nos convidastes para cá?” 

16 Por conseguinte, a esposa de Sansão começou a chorar junto dele e a dizer: “Tu deveras somente me odeias e não me amas. Propuseste um enigma aos filhos do meu povo, mas não mo declaraste.” A isto ele lhe disse: “Ora, não o declarei nem ao meu próprio pai nem à minha própria mãe, e devia eu declará-lo a ti?”
 

17 Mas ela chorava junto dele durante os sete dias que o banquete durou para eles, e sucedeu que no sétimo dia por fim lho declarou, porque ela o havia assediado. Ela declarou então o enigma aos filhos do seu povo.


*Juízes 14:15 *
 “Quarto” na Septuaginta (LXX) e Peshita Sirio-Aramaica(Sy); no Massorético (M) e Vulgata Latina (Vg) diz “sétimo" .

Então minhas fontes de aparato crítico dizem que está é uma daquelas questões de Variante Textual entre os manuscritos.
 

NVI :
No quarto dia
 disseram à mulher de Sansão: "Convença o seu marido a explicar o enigma. Caso contrário, poremos fogo em você e na família de seu pai, e vocês morrerão. Você nos convidou para nos roubar? "

NTLH :
 
14.15
 No quarto dia disseram à mulher de Sansão: — Dê um jeito de fazer o seu marido dar a resposta da adivinhação. Se você não fizer isso, nós vamos pôr fogo na casa do seu pai e vamos queimar você junto. Vocês só nos convidaram para poder nos roubar, não foi?
.
Almeida IBB
Ao quarto dia, pois, disseram à mulher de Sansão: Persuade teu marido a que declare o enigma, para que não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai. Acaso nos convidastes para nos despojardes?
.
AVE MARIA:
15. Quando chegou o quarto dia, disseram à mulher de Sansão: Persuade o teu marido que nos explique o enigma, se não queres que te queimemos com a casa de teu pai. Será talvez para nos despojar que nos convidastes?
.
CNBB:
15. No quarto dia
 disseram à mulher de Sansão: “Seduz teu marido para que nos explique o enigma. Do contrário te queimaremos com a casa de teu pai. Ou nos convidastes para nos roubar?”
.
La Biblia de Jerusalem:
15. Al cuarto día
 dijeron a la mujer de Sansón: «Convence a tu marido para que nos explique la adivinanza. Si no, te quemaremos a ti y a la casa de tu padre. ¿O es que nos habéis invitado para robarnos?»
.
The New Jerusalem Bible:
15. On the fourth day
 they said to Samson's wife, 'Cajole your husband into explaining the riddle to us, or we shall burn you and your father's family to death. Did you invite us here to rob us?'

Se foi um erro de copista é porque a referencia a 7 dia, 7 dia, 7 dia confundiu o escriba que pos 7 aí também. Infelizmente se for um erro não é o primeiro que há no texto hebraico massoretico.
 

Se o original dizia 7 mesmo, então só tenho essa minha frágil primeira explicação do meu primeiro post.

Mas a leitura "dia 4" é muito mais provável porque encaixa totalmente com o contexto. Depois do Dia 3, vem o dia 4!


"Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura. E em três dias não puderam decifrar o enigma. E sucedeu que, ao sétimo dia" E sucedeu que NO SABADO ? ??????????????????????????