quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A quem Jesus fez o primeiro aparecimento após a sua ressurreição?


Maria Madalena e outra Maria.
Mt 28:1 - E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

Mt 28:9 - E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram.

Maria Madalena.
Mc 16:9 - E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.

Jo 20:11-14 - E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.

Cleopas e um outro.
Lc 24:
13 - E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
14 - E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.
15 - E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles.
16 - Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.
17 - E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes?
18 - E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?
19 - E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;
20 - e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram.
21 - E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.
22 - É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro;
23 - e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.
24 - E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram.
25 - E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!
26 - Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?
27 - E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
28 - E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.
29 - E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
30 - E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu.
31 - Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
                                 
Cefas
I Co 15:4-5 - e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze.
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Descontradizendo 1 Co 15:4-5:
"e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze".
Aonde diz neste texto que Jesus apareceu primeiro para Pedro?


Descontradizendo Lc 24:13-31:
Lucas omite de sua narrativa o encontro das mulheres com Jesus antes de divulgar o ocorrido aos discípulos. Ele narra apenas a conversa delas com os anjos e logo em seguida que estas foram dizer aos apóstolos o que havia acontecido.

Porém, mesmo assim, o texto não diz que Jesus apareceu primeiro a Cleopas e ao seu companheiro. Jesus no mesmo dia apareceu para as mulheres e para eles dois.

Mas, ao que tudo indica a luz dos outros textos, parece-me implícito, que Jesus apareceu de fato primeiro para as duas Maria (conforme Mc 16:12).

O texto diz que Jesus depois de ressurreto apareceu para Pedro, e não que apareceu primeiro para Pedro.


Descontradizendo Mc 16:9 & Jo 20:11-14:
Mc 16:9 – ”E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios”.

Jo 20:11-14 – ”E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus”.

Os dois textos não estão dizendo que Jesus apareceu somente a Maria Madalena. Mas, que apareceu primeiramente a ela. Marcos e João omitem de sua narrativa o nome de Joana e Maria, mãe de Tiago (conf.Lc 24:10). Isto pode se tratar apenas de um reducionismo do todo do que aconteceu de fato. Por razões que desconhecemos, os dois omitem as outras duas mulheres.

Porém, o termo ”primeiramente”, não significa unicamente. Eu posso muito bem narrar uma história de um ponto de vista reducionista, dizendo que algo ocorreu primeiramente com alguém, sem que isto implique em que apenas aquela pessoa estava envolvida. Neste caso, eu posso muito bem omitir outros nomes e isto não significa que não haviam mais pessoas no ocorrido.


Descontradizendo Mt 28:1 & 9:
Mt 28:1 – E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro”.

Mt 28:9 – E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram”.

Mateus é mais um exemplo de reducionismo. Pois, ele também omite o nome de Joana (Lc 24:10) e informa apenas os nomes de Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago.


Conclusão:
Em vista das narrativas apresentadas, o fato é que Jesus apareceu depois da ressurreição:
1. Para Maria madalena; Maria, mãe de Tiago e Joana.
2. Cleopas e seu companheiro.
3. Para Pedro e os outros apóstolos.

Portanto, não há nenhuma contradição!


Pipe

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Perguntas freqüentes sobre Tectônica de placas:

1. Os continentes realmente se separaram?
Aparentemente sim. Há considerável evidência de que os continentes se moveram, separando-se (1).

2. Quando os continentes se separaram?
A principal separação pode ter ocorrido durante o dilúvio. Medidas atuais mostram que eles ainda se movem hoje, embora muito lentamente.

3. A divisão da Terra nos dias de Pelegue mencionada em Gênesis 10:25 pode ser interpretada como sendo a tectônica de placas?
Provavelmente não. O contexto é a "Tabela de Nações" que se espalharam após o dilúvio. O texto significa, mais provavelmente, que o território da Terra foi dividido entre estes grupos de pessoas. Entretanto, não há nada no texto que evite a interpretação de que os continentes estavam se separando naquela ocasião; porém, as diferenças entre os vertebrados terrestres da América do Sul e da África são tão grandes que parece pouco provável que estes continentes estiveram ligados após o dilúvio.

4. A Pangea representa o mundo pré-diluviano?
Provavelmente não. A Pangea é em grande parte coberta com sedimentos marinhos, sugerindo que fosse uma bacia ou mar epicontinental onde ocorreu a deposição durante o dilúvio. Os continentes pré-diluvianos podem ter sido destruídos no dilúvio.

5. Como podem os continentes terem se movido com rapidez suficiente para rearranjar toda a superfície da Terra durante o ano do dilúvio?
Pode não ser necessário que todo o movimento das placas fosse completado durante o dilúvio; movimentos significativos das placas podem ter continuado por algum tempo após o dilúvio. De qualquer forma, as causas do movimento das placas não são bem compreendidas.  Atualmente elas se movem muito lentamente, mas poderiam se mover mais rápido se houvesse condições apropriadas. Uma grande quantidade de energia seria necessária; talvez esta poderia ter sido provida por impactos extraterrestres (2). Uma temperatura mais baixa de fusão de rochas basálticas poderia ter facilitado o movimento das placas; sabe-se que a presença de água no basalto abaixa o ponto de fusão (3). Não se sabe se o movimento das placas pode ter sido facilitado pelas "águas sob a terra" ou o rompimento das "fontes do abismo," mas vale a pena considerar esta possibilidade. Um grupo de criacionistas publicou recentemente uma teoria de movimento rápido das placas que pode prover algumas respostas a esta questão (4). Um movimento assim rápido iria aquecer tanto as placas que levaria muito tempo para esfriá-las.

6. Que problemas não resolvidos sobre tectônica de placas são de maior preocupação?
Quanto as placas realmente se moveram? Quando e quão rapidamente se moveram? O que aconteceu aos continentes pré-diluvianos? Como o magma do fundo oceânico se esfriou em poucos milhares de anos se ele foi depositado tão rapidamente durante o dilúvio? (5)

Notas para as perguntas sobre tectônica de placas:
1. (a) Snelling A. A. 1995. Plate tectonics: have the continents really moved apart? CEN Technical Journal 9(1):12-20; (b) Wilson J. T., editor. 1976. Continents adrift and continents aground. Readings from Scientific American. San Francisco: W.H. Freeman.
2. (a) Clube V, Napier B. 1982. Close encounters with a million comets. New Scientist 95:148-151; (b) Glikson A. Y. 1995. Asteroid/comet mega-impacts may have triggered major episodes of crustal evolution. EOS, Transactions of the American Geophysical Union 76(6):49ff.
3. Thompson A. B. 1992. Water in the Earths upper mantle. Nature 358:295-302.
4. Baumgardner J. R. 1994. Runaway subjection as the driving mechanism for the Genesis flood. In: Walsh R. E., editor. Proceedings of the Third International Conference on Creationism. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, p 63-75.
5. Este problema foi levantado em: (a) Barnes R. O. 1980. Thermal consequences of a short time scale for sea-floor spreading. Journal of the American Scientific Affiliation 32(2):123-125. O problema continua não resolvido, mas alguns trabalhos interessantes sobre problemas relacionados podem ser encontrados em: (b) Snelling A. 1991. The formation and cooling of dykes. Creation Ex Nihilo Technical Journal 5:81-90; (c) Snelling A. 1996. Rapid granite formation? Creation Ex Nihilo Technical Journal 10:175-177; (d) Anonymous. 1996. Queries and comments. Origins (Biblical Creation Society) Nº 21, p 22-23.

Fonte:

http://www.scb.org.br/pergresp/tectonicasplacas.htm

domingo, 20 de setembro de 2015

A honesta implicação moral de um ateu acerca do estupro:

“[o estupro] é um fenômeno natural e biológico que é produto da herança evolucionária humana.” [semelhante a coisas como] manchas do leopardo e o pescoço comprido da girafa.”
RANDY THORNHILL & CRAIG PALMER,

sábado, 19 de setembro de 2015

Acazias era mais velho que o próprio Pai Jeorão?

Jeorão morreu com 40 anos:
E, subindo Jeorão ao reino de seu pai, e havendo-se fortificado, matou a todos os seus irmãos à espada, como também a alguns dos príncipes de Israel. Da idade de trinta e dois anos era Jeorão, quando começou a reinar; e reinou oito anos em Jerusalém. E andou no caminho dos reis de Israel, como fazia a casa de Acabe; porque tinha a filha de Acabe por mulher; e fazia o que era mau aos olhos do SENHOR.
2 Crônicas 21:4-6

Era da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém; e foi sem deixar de si saudades; e sepultaram-no na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis.
2 Crônicas 21:20

Acazias reina no lugar de Jeorão com 42 anos:
E os moradores de Jerusalém, em lugar de Jeorão, fizeram rei a Acazias, seu filho mais moço, porque a tropa, que viera com os árabes ao arraial, tinha matado a todos os mais velhos. Assim reinou Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá. Era da idade de quarenta e dois anos, quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Atalia, filha de Onri.
2 Crônicas 22:1-2

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Descontradizendo:
O texto de 2 Crônicas 22:1-2 se trata de um erro de copista.

A idade correta de Acazias é a de 2 Reis 8:26 - "Era Acazias de vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Atalia, filha de Onri, rei de Israel".

Portanto, Acazias tinha 22 anos de idade quando começou a reinar no lugar de seu pai Jeroão, e não 42, o que seria impossível.


Pipe

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O mistério da vida

George T. Javor

O estudo da matéria viva está no centro de todos os esforços científicos atuais. As recentes vitórias da ciência incluem a clonagem de Dolly, a ovelha, e a obtenção da sequência dos três bilhões de nucleotídeos dos cromossomos humanos. (1)

Mas, estranhamente, a própria vida não é o objeto de maior estudo. Os cientistas parecem pensar casualmente na existência da vida. É difícil achar qualquer discussão sobre a essência da vida em monografias ou compêndios correntes. Essas publicações explicam muito bem a composição da matéria viva e como seus elementos funcionam. Mas tal informação não é suficiente para explicar a vida e por que os constituintes da matéria viva são, em si mesmos, sem vida.

Decomponhamos, a título de exemplo, a matéria viva e então recombinemos seus componentes isolados. Essa pesquisa irá fornecer uma coleção impressionante de substâncias inertes, mas não com vida. Até aqui a ciência não pôde criar a matéria viva em laboratório. Será isso por que a matéria viva contém um ou mais componentes que não podem ser supridos pelo químico? A resposta, como desenvolvida neste artigo, apresentará um ponto importante quanto à origem da vida.

Qual é a origem da vida?
Há mais de cem anos, Louis Pasteur e outros demonstraram a tolice da abiogênese — a transformação espontânea de matéria sem vida em organismos vivos. Os biólogos agora dizem simplesmente: “Vida só pode provir de vida”. Não obstante, os cientistas geralmente aceitam o conceito de que a vida se desenvolveu abiologicamente numa Terra primitiva. Assim fazendo, para sua própria conveniência, eles afirmam que as condições do “mundo primitivo” eram apropriadas à geração espontânea da vida.

Outros teorizam sobre a possibilidade de a vida ter sido importada do espaço exterior para a Terra. Embora a Terra esteja populada por milhões de diferentes espécies de organismos, não há evidência de vida em qualquer parte no sistema solar. E, além disso, há três e meio anos-luz de espaço vazio até a estrela mais próxima, a Alfa do Centauro.

A última opção lógica para a origem da vida é a criação realizada por um Criador sobrenatural. Mas a ciência, em sua tentativa de explicar tudo por leis naturais, rejeita essa opção como estando fora dos limites científicos.

A vida não é uma entidade tangível
A vida não é uma entidade tangível. Não pode ser posta num recipiente e manuseada. Somente vemos “vida” em associação com espécies únicas de matéria, as quais têm capacidade de crescer, dividir-se em réplicas e também de responder a vários estímulos externos, utilizando luz ou energia química para efetuar todas essas coisas.(2)

O termo vida tem diferentes sentidos, podendo referir-se a um organismo, um órgão ou uma célula. Órgãos humanos podem continuar a viver depois da morte da pessoa se, dentro de certo tempo, forem transplantados para um indivíduo vivo. A sobrevivência de um fígado, rim ou coração transplantado, significa algo bem diferente da “vida” humana. Ademais, a vida de cada órgão depende da vitalidade de suas células.

Todas as manifestações de vida dependem de células vivas, as unidades mais fundamentais da matéria viva. Quando uma célula viva se divide, remanesce uma coleção muito complexa de estruturas subcelulares, mas sem vida: membranas, núcleos, mitocôndrias, ribossomos, etc.

Há uma sequência ininterrupta entre matéria viva e não-viva, como alguns afirmam?
Se houver, a questão da origem da vida torna-se discutível. Evoluir de um estado para outro seria semelhante a outras transformações químicas. Exemplos de organismos que supostamente transponham o abismo entre o vivo e o não-vivo incluem vírus, príons, microplasmas, rickéttsias e clamídias.

Com efeito, vírus e príons são biologicamente ativos, mas entidades não-vivas. O termo “vírus vivo” é inapropriado, embora os vírus sejam agentes biologicamente ativos e infectem células vivas. Os príons são proteínas singulares que têm a capacidade de alterar as estruturas de outras proteínas.(3)

As proteínas recém-transformadas, por sua vez, exercem atividade priônica, criando um efeito-dominó de alteração protéica. A propriedade priônica faz com que eles se tornem infecciosos. Para sua reprodução os príons, como os vírus, precisam de células vivas.

Rickéttsias, clamídias e microplasmas, por outro lado, acham-se entre os menores organismos vivos. Os primeiros dois têm sérias deficiências metabólicas e só podem existir como parasitas intracelulares. Há um vasto abismo entre matéria viva e a não-viva. Isso reflete melhor nossa incompetência de extrair vida de matéria anorgânica em laboratório.

A composição da matéria viva
Estruturalmente a matéria viva é composta de uma combinação de água e de moléculas grandes, frágeis e sem vida, de proteínas, polissacarídeos, ácidos nucléicos, e lipídios.

A água serve de meio em que as mudanças químicas ocorrem. Proteínas e lipídios são os principais componentes estruturais das células. As proteínas também controlam todas as mudanças químicas. Sem mudanças químicas a vida não pode existir. Saber como as proteínas interagem com as transformações químicas é indispensável à compreensão da base química da vida.

A estrutura das proteínas: uma analogia idiomática
As proteínas existem em milhares de formas diferentes, cada qual com propriedades químicas e físicas únicas. Essa diversidade se deve a seu tamanho. Cada proteína pode conter centenas de aminoácidos, e há vinte aminoácidos diferentes. O que cada proteína é capaz de fazer depende da ordem em que seus aminoácidos estão ligados. Para compreendermos esse aspecto biológico, consideremos a analogia da linguagem escrita.

Em qualquer língua, o significado das palavras depende da sequência das letras. No alfabeto inglês, por exemplo, temos vinte e seis letras. Com elas formamos as palavras. Umas 500 mil diferentes combinações de letras são reconhecidas como palavras significativas. Com algum esforço poderíamos produzir outras 500 mil, ou mais, combinações sem sentido. Semelhantemente, os milhões de diferentes proteínas representam uma fração minúscula de todas as combinações possíveis de aminoácidos. (4)

Quando as palavras são escritas erradamente, seu sentido fica adulterado ou perdido. De igual modo, para que as proteínas funcionem adequadamente, seus aminoácidos precisam estar na sequência de outros em ordem correta. Os resultados de alterações na sequência de aminoácidos podem ser drásticos. A proteína transportadora de oxigênio no sangue, a hemoglobina, é constituída de quatro cadeias de mais de 140 aminoácidos cada uma. Na anemia falciforme, uma doença hereditária, apresenta-se um aminoácido alterado na sexta posição de uma sequência específica de 146. Essa mudança causa distorção nos glóbulos vermelhos, o que resulta em anemia e muitos outros problemas.

Informação genética e sequências de aminoácidos
Como o sistema produtor de proteínas conhece as sequências corretas de aminoácidos para cada uma das milhares de proteínas?

Os cromossomos de cada célula são bibliotecas repletas de tais informações. Cada volume dessa biblioteca é um gene. Quando a célula necessita de certa proteína, ela ativa o gene dessa substância e a síntese tem início. Os detalhes desse processo podem ser vistos em qualquer compêndio atual de biologia ou bioquímica. Basta lembrar que mais de cem eventos químicos distintos têm de ocorrer para que a síntese da proteína aconteça.

Todas as manifestações da vida dependem de transformações químicas. Essas modificações sucedem quando grupos de átomos (moléculas) ganham, perdem ou rearranjam seus elementos. Uma classe de proteínas, as enzimas, unem moléculas específicas e facilitam suas transformações químicas. Na Escherichia coli, ou bacilo coliforme, há cerca de 3.000 diferentes tipos de enzimas, os quais facilitam 3.000 mudanças químicas diferentes.

As enzimas aceleram intensamente as reações. Isso poderia ser um problema grave porque, quando uma reação é completada, seu ponto final, conhecido como equilíbrio, é alcançado, e não ocorrem outras mudanças químicas posteriores. Uma vez que a vida depende de mudanças químicas, quando todas as reações atingem seus pontos finais, a célula morre.

É impressionante que na matéria viva nenhuma das reações jamais atinge o equilíbrio. A razão é que as mudanças químicas estão interligadas, de modo que o produto de uma modificação química forma a substância básica para a seguinte. Se as moléculas biológicas fossem representadas pelas letras maiúsculas do alfabeto, uma sequência típica de conversões químicas apareceria.

Tal seguimento, ou “trilha bioquímica”, parece-se como uma linha de montagem industrial. O produto final deste traçado particular, a substância F, é utilizado pela célula e, portanto, não se acumula. Na matéria viva ou orgânica, cada um dos milhões de moléculas é mantido em seu rumo. Qualquer deficiência ou excesso resulta imediatamente em ajustes nas taxas de transformações químicas.

Numa célula viva a matéria é organizada em hierarquias sucessivamente mais complexas. As flechas representam traçados bioquímicos que vão desde substâncias simples até as complexas. A dependência recíproca entre os componentes celulares na direção vertical, é comparada às relações lógicas entre letras, palavras e sentenças da linguagem escrita, até o nível de um livro.
Contudo, o grau de tolerância a erros é muito menor em biologia. Palavras mal soletradas, sentenças confusas ou parágrafos faltantes podem inutilizar um documento. Mas por causa da estreita interdependência funcional de seus componentes, as células estariam em grande dificuldade se suas partes não fossem completadas integralmente.

Há também uma complementação horizontal entre os componentes celulares. Por exemplo, as proteínas não podem ser manufaturadas sem a assistência dos ácidos nucléicos; e ácidos nucléicos não podem ser sintetizados sem as proteínas. De uma perspectiva química evolucionista, esse problema se parece com o enigma clássico da “galinha e do ovo”.

Toda senda Biosintética conduz a níveis sucessivamente mais complexos de organização da matéria. Toda vereda é regulada de modo que seu produto seja apropriado para as necessidades da célula. A vida da célula depende da operação harmoniosa e quase simultânea de seus vários componentes. Durante um crescimento equilibrado existe um estado constante; isto é, há apenas perturbações mínimas no fluxo de matéria através de suas trilhas. Como não é permitido a nenhuma das reações atingir seu ponto final, cada uma das milhares de reações químicas interligadas se encontra num estado de desequilíbrio constante.

Tentativas químicas evolucionistas
Se há forças naturais que produzem vida, devíamos buscar diligentemente descobri-las e usá-las. Se a abiogênese fosse possível, poderia ser aproveitada para restaurar a vida das células, órgãos e mesmo organismos mortos. Quem argumentaria que a criação de matéria viva, ou a reversão da morte, não seria a descoberta mais significativa para a humanidade?

Contudo, a história de bioquímica sugere que isso é improvável. Na década de 1920, quando Oparim e Haldane primeiramente propuseram que a vida se originou espontaneamente numa Terra primitiva, a bioquímica estava em sua infância. Mesmo esse conceito era uma elaboração da ideia de Darwin, de que a vida surgiu num lago morno.(5)

O primeiro curso metabólico só foi descrito na década de 1930. A estrutura e a função do material genético começaram a ser compreendidas na década de 1950. A primeira sequência dos aminoácidos de uma proteína, a insulina, foi traçada em 1955, e a primeira sequência de nucleotídeos do cromossomo de um organismo vivo foi publicada em 1995.

À medida que a base química da vida começou a ser mais bem compreendida, ela se mostrou mais complexa do que originalmente imaginada, e as primeiras sugestões abiogenéticas deveriam ter sido reconsideradas. Em vez disso, a ciência embarcou numa longa viagem de meio século para demonstrar experimentalmente a plausibilidade da abiogênese.

Os primeiros experimentos sugerindo a razoabilidade da evolução química foram feitos por Stanley Miller, que em 1953 publicou a síntese de aminoácidos e de outras substâncias orgânicas sob condições primitivas simuladas.(6)

Subsequentemente, surgiu uma subdisciplina que fornecia evidências laboratoriais da produção de 19 dos 20 aminoácidos, e de quatro ou cinco bases nitrogenadas necessárias para síntese de ácido nucléico, de monossacarídeos e ácidos graxos, tudo sob hipotéticas condições primitivas variáveis. (7)

Todas essas substâncias são componentes dos quais os grandes biopolímeros são feitos, projetando a possibilidade da produção primária de biopolímeros.

Contudo, a demonstração da ligação de blocos de células em cadeias de polímeros não pôde ser realizada. Todo o elo entre os blocos de substâncias típicas requer a remoção da água. Isso é praticamente impossível no ambiente hídrico dos pressupostos oceanos primitivos. Ademais, as sequências nas quais os aminoácidos se unem para transformar as proteínas ou nucleotídeos em ácidos nucléicos, são as que determinam a função desses biopolímeros. Além da matéria viva, não há mecanismos conhecidos que garantam sequências significativas e reproduzíveis em proteínas ou ácidos nucléicos.

Sob condições primitivas simuladas, material semelhante à proteína tem sido produzido com o aquecimento de amostras de aminoácidos a altas temperaturas. Contudo, esses “proteinóides” eram aminoácidos ligados aleatoriamente por elos não naturais, os quais apresentam pouca semelhança com as proteínas reais.(8)

Os nucleotídeos, blocos formadores dos ácidos nucléicos, ainda não foram sintetizados sob condições primitivas simuladas. Essa é uma tarefa formidável e que requer a ligação de uma base de purina ou pirimidina a um açúcar, e desse a um fosfato. O desafio aqui não é somente a remoção da água, mas o fato de que esses três componentes podem ser ligados por dezenas de modos diferentes. Todas as combinações, exceto uma, não têm valor biológico. É desnecessário dizer que os ácidos nucléicos ainda não foram sintetizados.

Mas isso não impediu que muitos cientistas postulassem que as células vivas mais primitivas continham inicialmente ácidos ribonucléicos. Essa hipótese de um “Mundo ARN” ganhou popularidade depois que se descobriu que certas moléculas de ARN tinham atividades catalíticas. Até então, acreditava-se que a catálise fosse área exclusiva de proteínas.

Embora não seja possível fabricar biopolímeros biologicamente úteis sob condições primitivas simuladas, podemos obtê-los a partir de células anteriormente vivas. Misturando esses biopolímeros isolados, é possível abreviar a evolução química tornando possível verificar se a vida se originará em tal mistura. Mas em tal experimento, tudo está em equilíbrio. Uma vez que a vida ocorre somente quando todos os eventos químicos dentro da célula se acham em estado de desequilíbrio, o máximo que se pode conseguir através desse método é uma coleção de células mortas.

Como produzir matéria viva
Sabemos exatamente como produzir matéria viva:
Primeiro, projete e sintetize alguns milhares de diferentes aparelhos moleculares capazes de converter substâncias simples, comumente disponíveis no meio ambiente, em biopolímeros complexos.

Segundo, certifique-se de que tais dispositivos sejam capazes de auto reprodução precisa.

Terceiro, certifique-se de que essas unidades possam sentir seu meio ambiente e se ajustar a quaisquer mudanças que nele ocorram.

Então, é simplesmente uma questão de dar início simultâneo a centenas de rotas bioquímicas, mantendo o estado de desequilíbrio de cada conversão química, garantindo a disponibilidade de contínuo suprimento de matéria-prima, e provendo a remoção eficiente de refugos.
Uma exigência mínima para se criar tais mecanismos biológicos complexos é a familiaridade absoluta com a matéria em nível atômico e molecular.

Você também precisará de grandes ideias quanto ao uso dessas complexas maquinarias vivas, alimentando uma esperança proporcional ao esforço despendido em criá-las.

Fabricar células vivas requer controle absoluto de cada molécula grande ou pequena. Essa é uma capacidade que a ciência não possui. Os químicos podem transformar grandes números de moléculas de uma forma em outra, mas não podem transportar moléculas selecionadas através de membranas para inverter as condições de equilíbrio.

É por isso que não podemos reverter a morte.

Como se originou a vida na Terra?
Este artigo mostrou a grande discrepância entre a bioquímica da matéria viva e as pretensões daqueles que gostariam de poder explicar sua origem por abiogênese.

Cinquenta anos de pesquisa bioquímica demonstraram inequivocamente que, a despeito de quais sejam as condições, a abiogênese é uma impossibilidade. É apenas uma questão de tempo antes que o edifício chamado “evolução química” imploda sob o peso dos fatos.

Para o crente no relato bíblico da Criação, a asserção de que somente o Criador pode criar a vida não é um argumento para o “Deus das lacunas”. Temos uma boa ideia do que seja necessário para criar a vida, somente não podemos fazê-lo. Essa é uma afirmação de que a vida não pode existir sem Deus. Com efeito, a vida torna-se uma evidência a favor de um Criador todo-sapiente, que decidiu criar a vida e partilhá-la conosco.

George T. Javor (Ph.D. pela Columbia University) leciona bioquímica na Loma Linda University, Loma Linda, Califórnia, EUA.

Notas e referências:
1. S. Lander e 253 outros, “Initial sequencing and analysis of the human genome,” Nature 409 (2001):2001. Ver também J. C. Vent e 267 outros, “The sequence of the human genome,” Science: 291(2001):1304.
2. Uma tal análise da vida pode parecer bastante materialista a muitos que acham que a Bíblia ensina um ponto de vista diferente — o qual não insiste que a vida esteja associada à matéria. Conquanto possam existir realidades mais amplas de vida inacessíveis a nós, tanto quanto interesse à ciência, percebemos a vida na Terra somente em associação com a matéria. A Bíblia apóia a noção de que a vida que conhecemos na Terra está associada à matéria. Ver Gênesis 2:7: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida: E o homem foi feito alma vivente”. Uma combinação do fôlego de vida e do pó do solo deu origem à pessoa viva. Semelhantemente, uma pessoa morre quando lhe sai o fôlego e ela volta ao pó. “Nesse mesmo dia perecem toldos os seus desígnios.” (Salmo 146:4.) O “retorno à terra” marca o ponto final da existência humana. Embora seja possível especular sobre o significado do “fôlego de vida” e do “fôlego” das pessoas, é claro que a vida, como experimentada na Terra, não continua após a morte. A Bíblia nada menciona sobre uma forma de vida desencarnada. Aceitar a base material da vida sobre a Terra, portanto, não nos torna materialistas.
3. S. B. Prusiner, “Prion Diseases and the BSF Crisis,” Science 278 (1997): 245.
4. O número de possíveis seqüências diferentes para uma proteína de 100 aminoácidos é 1.2 x 100130 ou 12 seguido de 129 zeros!
5. F. Darwin, The Life and Letters of Charles Darwin (New York: D. Appleton, 1887), II: 202. Carta escrita em 1871.
6. S. L. Miller, “A Production of Amino Acids Under Possible Primitive Earth Conditions,” Science 117 (1953): 528.
7. C. B. Thaxton, W. L. Bradley, e R. L. Olsen, The Mystery of Life’s Origins (New York: Philosophical Library, 1984), p. 38.
8. S. W. Fox e K. Dose, Molecular Evolution and the Origins of Life (New York: Marcel Dekker Publishing Co., 1977), second edition.

Fonte:

http://www.filosofiadasorigens.com.br/

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Livro: "A Ética dos Dez Mandamentos" de Hans Ulrich Reifler

O autor deste livro nos aponta como resposta os dez mandamentos. 
Por constituírem o coração da lei de Deus, sou tão aplicável hoje quanto era há três mil anos atrás, pois representam à expressão perfeita de quem é Deus e de como Ele quer que seu povo viva.
Mesmo não havendo escrito propriamente um manual sobre ética cristã, Reifler oferece-nos, na primeira parte de seu livro, uma excelente e breve introdução a esta disciplina teológica. Na segunda divisão, ele mostra porque os dez mandamentos ainda valem hoje para o povo de Deus. Finalmente, ele dedica a maior parte de seu estudo à exposição sistemática das leis do Sinai.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Criacionismo no Século XX

William J. Tinkle - Ph.D. e professor emérito de Biologia no Anderson College, Indiana, U.S.A
Pode ser útil que alguém que tenha vivido até o presente neste século vinte, recorde suas próprias experiências e observações, juntamente com algumas notáveis descobertas realizadas no decurso de sua vida.

No início do século vinte, o autor deste artigo era um jovem estudante. Nos Estados Unidos a evolução era assunto para professores universitários e teólogos, e poucas pessoas mais. Era ela de grande utilidade para os "infiéis", como os ateus eram então designados, os quais faziam grande estardalhaço. A doutrina, na época com cerca de quarenta anos, contados a partir da publicação de "A Origem das Espécies" de Darwin, não tinha ainda caído no domínio do homem comum.

Os livros escolares não discutiam a origem da Terra, ou a origem dos seres viventes. Os autores não mencionavam a criação divina nem as teorias materialistas das origens, mas ignoravam a ambas, assumindo uma posição agnóstica. Os textos comuns nos tempos em que meu pai havia estudado não mais eram adotados em Indiana, tendo sido substituídos por outros bastante ecléticos que incluíam histórias bíblicas, juntamente com seleções literárias e históricas. Os livros de Geografia e de História calavam-se acerca das origens.

Olhando para trás agora, convenço-me de que as "evidências" das origens ao acaso, bem como do desenvolvimento mecanicista, eram então mais fortes do que hoje, porque não haviam ainda aparecido às dificuldades que hoje existem para a sua explicação.

Ideias mantidas
Volvendo agora às crenças dos cientistas por volta da passagem do século, observam-se certas crenças do século dezenove ainda em voga. Dentre elas destacam-se a herança dos caracteres adquiridos e a recapitulação nos embriões.

Reconhecia-se então que os caracteres dos seres vivos eram adquiridos sob ação do ambiente, ou pelo uso ou desuso; entretanto já na próxima geração isso não era mais aceito (1). Isso se deu inclusive na Rússia, onde, há poucas décadas, um grupo com apoio político sustentou a teoria.

Quanto aos embriões passando pelos estágios dos seus supostos ancestrais, a idéia foi afastada tanto pelos criacionistas como pelos evolucionistas (2). O abandono da herança dos caracteres adquiridos, e da recapitulação, tornou a evolução muito mais difícil de ser crida.

Culto dos heróis
A evolução, doutrina de que a vida surgiu por acaso, tornando-se mais complexa pela ação de forças materiais, não é ciência, mas sim um tipo de filosofia natural. A ciência consiste de fatos, mas a filosofia natural persiste apesar dos fatos, se satisfizer os desejos populares acerca da natureza do mundo. O homem que se opôs aos sábios e teólogos, e alterou o ponto de vista da maioria a respeito do universo, aliviando a sua responsabilidade para com Deus, tornou-se, e ainda é, um herói. Esse herói do século dezenove foi Charles Darwin. Ainda no presente os erros de Darwin são esquecidos, e as suas escassas ideias sobre Genética são elogiadas.

As ideias de Charles Darwin eram dominantes na última metade do século dezenove. O resultado foi que a influência do verdadeiro cientista, Gregor Mendel, foi retardada até o século vinte, 35 anos após ter completado suas pesquisas básicas.

Quando Mendel apresentou sua contribuição sobre a herança das ervilhas perante a Sociedade de Ciências Naturais de Brunn, em 1865, registrou-se nos anais que não houve discussão. Registrou-se também que, à tarde, Alexander Makowsky mencionou "com o máximo entusiasmo" um livro escrito por um inglês chamado Darwin, seis anos antes, e intitulado "A Origem das Espécies" (3). Os cientistas discutiram o livro aquela tarde, e toda a Europa fez o mesmo no restante do século. Entretanto, desde 1900 a influência de Mendel tornou-se enorme.

É verdade que o artigo de Mendel foi publicado em um obscuro periódico, e que pouco tempo lhe restava para pesquisa no mosteiro do qual foi eleito administrador e onde vivia. Mas a real frustração foi terem os sábios aceito a hipótese de que a vida surgiu e se desenvolveu por meios naturais, e estarem procurando os possíveis métodos envolvidos.

Genética versus evolução
A primeira década do século vinte foi um tempo de grande progresso em genética e citologia. Grande número de cientistas pode perceber claramente que a sua ciência apontava para o oposto da evolução embora a maioria deles hesitasse em romper abertamente com os demais. Alfred Russel Wallace, íntimo amigo e colaborador de Darwin, disse "A respeito da relação geral entre o Mendelismo e a evolução, cheguei a uma conclusão bastante definida. É que ele é realmente antagônico à evolução" (4).

William Bateson (1861 - 1926) declarou numa reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência em Toronto:

"É impossível para os cientistas concordar por mais tempo com a teoria de Darwin da origem das espécies. Após quarenta anos nenhuma explicação nem evidência alguma foram descobertas para comprovar a sua origem das espécies. ... Não mais sentimos, como anteriormente, que o processo de variação, ocorrendo agora contemporaneamente, é o início de um trabalho que necessita meramente do elemento tempo para a sua efetivação; pois mesmo o tempo não pode completar aquilo que ainda não se iniciou" (5).

Não obstante, ao lado dessa declaração franca, Bateson dava razão para se acreditar que ele ainda tinha fé na evolução e que esperava que fosse achada alguma comprovação de sua ocorrência.

Uma grande década
Realmente, a declaração anterior daquele grande e honesto geneticista em 21 de dezembro de 1921, juntamente com outras declarações semelhantes, deu um grande impulso ao movimento criacionista na América. A década de 1920 - 1930 foi uma época de protesto ruidoso e marcante dos cidadãos comuns contra a evolução.

Foi algo semelhante ao atual movimento, embora com diferentes porta-vozes. Os líderes eram na maior parte ministros evangélicos não muito aprofundados em Teologia. Faziam bem em dar crédito completamente à Bíblia, mas ao criticar a evolução desfaziam também da Ciência. Um slogan comum era "É melhor conhecer a Rocha dos Séculos do que os séculos das rochas". Atualmente os porta-vozes do criacionismo, muitos dos quais são cientistas, dão o devido crédito aos cuidadosos estudos dos cientistas, mas enfatizam a real dissociação entre a Ciência e a evolução, chamando esta última de filosofia natural.

Embora minha memória possa falhar, lembro-me de dois líderes proeminentes daquela década: William Jennings Bryan e George McCready Price. O primeiro era muito culto, embora não no campo da ciência, tendo sido designado por três vezes para a Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrático, e servido como Secretário de Estado do Presidente Woodrow Wilson. Como orador raramente foi igualado.

G. M. Price nasceu no Canadá, era muito instruído em línguas e filosofia, e ensinou em várias faculdades. No decorrer de sua longa vida estudou história da ciência e relatórios de explorações geológicas, escreveu um bom número de livros e contribuiu bastante para o movimento criacionista. Embora acusado de não pertencer a nenhuma sociedade científica, era membro da Associação Americana para o Progresso da Ciência e da Academia de Ciências da Califórnia. Price foi duramente criticado, do mesmo modo que qualquer pessoa que descobrisse defeitos numa "vaca sagrada".

Protesto da década de 1920 foi dirigido contra os que ensinavam a evolução, sendo que no Tennessee os legisladores promulgaram uma lei contra tais professores nas escolas públicas. Ação semelhante foi movida no Arkansas e no Mississippi.

A ação movida em Dayton, Tennessee, em 1925 para fazer cumprir a lei naquele estado, recebeu grande publicidade e não necessita ser mencionada a não ser para trazer à luz alguns fatos que de outra maneira não seriam conhecidos. Quando W. J. Bryan decidiu ir auxiliar a causa, solicitou a Price que fosse junto, mas este declinou do convite devido a uma viagem à Europa (6). Bryan não tinha defendido nenhuma causa há cerca de 20 anos, e estava com a saúde abalada, como evidenciado pelo fato de ter morrido poucos dias após o julgamento.

Estive na loja em que o professor John T. Scopes foi forçado pelo membro da União das Liberdades Civis, George Rappleyea, a dizer que havia ensinado a teoria da evolução, muito embora não se lembrasse de tê-lo feito(7). Nas minhas três visitas a Dayton verifiquei que os moradores daquela pequena cidade típica ainda crêem que Deus criou o homem à sua própria imagem.

As três leis estaduais mencionadas acima foram revogadas. Um esforço mais moderno é a legislação do Conselho de Educação da Califórnia, que exige que, onde se ensine a evolução, também se apresente a criação como uma teoria alternativa. Cidadãos de outros estados, principalmente do Texas, estão lutando por uma legislação análoga.

Grandes homens ajudam os criacionistas
No decorrer de todo o século XX, os evolucionistas têm declarado que nenhum cientista acredita na criação divina, mas essa acusação não é verdade. Henri Fabre (1825-1915), entomologista francês, falou muito claramente contra a evolução. Era ele muito instruído, mas preferia viver de maneira simples, dedicando-se às suas pesquisas e publicações. Esse interessante escritor destacou a importância do planejamento inteligente nos seres vivos, observando que uma adaptação deveria realizar-se completamente e ser capaz de funcionar bem desde o início, ao invés de realizar-se gradualmente (8).

Outro biologista, bastante notável foi Wilhelm Johannsen, da Dinamarca. (1857-1927). Embora seja difícil de saber quais as suas crenças, as suas descobertas permitiram vislumbrar os limites da seleção. Johannsen descobriu que, como era de esperar, feijões grandes produziam feijões grandes. Porém, aprofundando sua pesquisa, plantando separadamente feijões grandes e pequenos descendentes da mesma planta, não havia diferença significativa no tamanho do produto (9). A seleção, método proposto por Darwin para explicação da suposta alteração evolutiva, não se mostrava eficaz. Essas experiências, feitas em torno de 1909, foram repetidas por outros pesquisadores com outras espécies, levando aos mesmos resultados.

Como eu havia sido levado a crer, pelos meus estudos, que quanto mais intensa a seleção, maior o melhoramento, tais resultados me deixaram bastante surpreso. Johannsen mostrou que a seleção simplesmente classifica os genes, tornando-se ineficaz quando os genes são todos iguais, mesmo que existam diferenças devidas ao ambiente.

James D. Watson e F. H. C. Crick, com o seu trabalho que mostrou a grande complexidade do gene, bem como que a herança a ser transmitida depende de um código, tornaram difícil acreditar na evolução ao acaso (10). Esse código assemelha-se a uma palavra, e a sua formação se dá pela ação de unidades de átomos, da mesma maneira que uma palavra é formada por uma sequência apropriada de letras. É digno de nota que códigos nunca se formaram sem o auxílio de uma inteligência.

Reconhece-se que a prova ou a rejeição da evolução está a cargo dos geneticistas e geologistas. Os desenvolvimentos na Geologia foram desapontadores para os evolucionistas, no sentido de não terem sido preenchidos os vazios existentes entre as categorias de fósseis. Da mesma maneira que nos seres vivos, não se descobriram formas fósseis vegetais ou animais para preencher os vazios existentes entre as ordens, classes e fila. Igualmente, após muita paciente pesquisa, não foram descobertos fósseis inquestionáveis abaixo das rochas do Cambriano. Esses resultados negativos tornam mais fácil volver ao relato bíblico de uma criação geral no início.

Os criacionistas organizam-se
Observando as discrepâncias entre as pretensões dos evolucionistas e os fatos científicos estabelecidos, os modernos cientistas, bem como não cientistas, criacionistas, juntaram-se para tornar público seus pontos de vista. Atualmente muitas organizações existem, das quais algumas poucas serão mencionadas.

O Movimento de Protesto contra a Evolução (Evolution Protest Movement) fundado na Inglaterra em 1932 foi a primeira organização, e contou com diversos bons cientistas como dirigentes e membros. Um deles foi Douglas Dewar, notável ornitologista que viveu muito tempo na Índia. Essa organização tem permanecido fiel ao seu propósito original.

A Comunhão Científica Americana (American Scientific Affiliation) formou-se em 1941 mediante o convite feito por um cidadão a cinco cientistas para reunirem-se a suas expensas. Esses cinco cientistas constituíram o primeiro Conselho de Diretores, e muitos criacionistas com bagagem científica tornaram-se membros. Após alguns anos a declaração de fé foi tornada mais liberal para atrair mais membros, e a carga contra a evolução foi diminuída. Os assuntos escolhidos para discussão a partir de então constituíram os atuais objetivos da sociedade.

A Liga de Evidência Cristã (Christian Evidence League) de Malverne, Nova York, surgiu em 1946 após a dissolução da Associação Religião e Ciência (Religion and Science Association) devido a desacordo surgido entre os membros quanto à existência de um possível intervalo entre o relato de Gênesis 1:1 e 1:2. A Liga publica "O Criacionista", que cobre tópicos mais amplos do que meramente os referentes à criação e à evolução.

Após vários anos, o apoio ao criacionismo parecia diminuir. Mais ou menos em 1960 escrevi ao Dr. Walter Lammerts perguntando-lhe se não poderíamos fazer algo para aumentar o volume de contribuições científicas a favor da causa. Respondeu-me então: "Dê-me dez homens de ação e faremos mais do que todos os outros estão fazendo no momento".

Minha resposta foi que poderíamos achar esses homens; assim, escrevi para oito pessoas e estabelecemos o "grupo dos dez". Começamos a publicar auxiliando-nos mutuamente, até que o Dr. Lammerts vislumbrou a possibilidade de uma organização de maior porte. Em 1963, em uma convenção conjunta da American Scientific Affiliation e da Evangelical Theological Society (Sociedade Teológica Evangélica) realizada em Wilmore, no Estado de Kentucky, um grupo de pessoas interessadas colaborou na redação preliminar da Declaração de Princípios de uma nova organização, a Sociedade de Pesquisas Criacionistas (Creation Research Society). O crescimento da Sociedade tem sido muito maior do que esperávamos, e até agora não achamos necessário alterar a Declaração de Princípios.

A Associação Bíblia-Ciência (Bible-Science Association), com sede em Caldwell, Estado de Idaho, foi formada em 1963. Essa organização publica um boletim informativo e financia a venda de uma grande variedade de literatura criacionista. Financiou também uma reunião durante quatro dias com a participação de todos os grupos criacionistas dos Estados Unidos, em Milwaukee, Estado de Wisconsin, de 10 a 13 de outubro de 1972, com boa participação, estabelecendo um marco de progresso.

Concluindo, consideremos as características singulares da presente década - 1963 a 1973. A discussão mantida há cem anos entre criação e evolução centralizava-se no desacordo existente entre cientistas e religionistas. Porém, como certo jornalista bem destacou, a discussão atual é entre dois grupos de cientistas. Embora na década de 1920 tivessem sido escassos nas instituições educacionais os porta-vozes do criacionismo, existem hoje centenas deles.

Embora as atuais organizações criacionistas tenham o endosso de muitos teólogos, os criacionistas eminentes de hoje são cientistas. Muitos deles são moços a moças que descobriram por si sós os erros do evolucionismo, e perceberam que a criação divina do Universo é um ponto de vista mais defensável.

Referências
(1) Snyder, L. H., and P. R. David. 1957. Principles of heredity. Health, New York, p. 348.
(2) Moment, G. 1958. General zoology. Houghton Mifflin, Boston, p. 20.
(3) Iltis, Hugo. 1932. Life of Mendel. Norton, N. Y., p 178.
(4) Nelson Byron. 1952. After its kind. Augsburg Publishing House, Minneapolis, MN, p. 106.
(5) Price, G. M. 1971. Report on Evolution. C. Wm. Anderson, Editor. Christian Evidence League, Malverne, N. Y., p. 124.
(6) Afirmação pessoal de Price ao autor.
(7) Scopes, J. T., and J. Presley. 1967. Center of the storm. Holt, Rinehart & Winston, N. Y., pp. 33 e 67. Scopes lecionava álgebra, física e química, e era treinador de futebol. Por um pequeno período foi professor de biologia.
(8) Para um relato mais completo: Tinkle, W. J. Proceedings of Indiana Academy of Science, 65:200 e seguintes.
(9) Sturtevant, A. H. 1965. History of genetics. Harper & Row, N. Y., p. 59.
(10) Smith, A. E. W. 1970. The creation of life. Harold Shaw Publisher, Wheaton, III., pp. 17 e 74 e seguintes.

Fonte:

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Livro: "Os Fatos Sobre OVNIs e Outros Fenômenos Sobrenaturais" de John Ankerberg e John Weldon

Será que ficamos tão familiarizados com notícias sobre os OVNIs que esquecemos o perigo por trás desses fenômenos? Neste livro esclarecedor, os autores Ankerberg e Weldon respondem a perguntas básicas sobre os OVNIs:
• Até que ponto é comum as pessoas verem e terem experiências com os OVNIs?
• O que a Bíblia diz sobre os OVNIs? Eles são perigosos?
• Podemos saber se Deus criou vida nos outros planetas?
• Existem níveis diferentes de contatos imediatos?
• Os principais pesquisadores reconhecem os OVNIs como um fenômeno do ocultismo?
Este livro alerta os leitores para o mal por trás da fascinação aparentemente inofensiva pelos OVNIs e outros fenômenos sobrenaturais.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Livro: "Ortodoxia" de G.K. CHesterton

Editora Mundo Cristão


Dono de uma retórica exemplar, o filósofo, escritor, poeta, narrador, ensaísta, historiador, biógrafo, jornalista, desenhista e conferencista, com o mesmo zelo de um soldado, enfrentou pensadores como Bernard Shaw, Wells, Freud, Marx, Nietzsche e Mark Twain na defesa dos pilares da fé cristã. Sua obra deixou marcas em mestres da literatura e da comunicação como Ernest Hemingway, Graham Greene, Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Agatha Christie, Dorothy L. Sayers, Orson Welles e Marshall McLuhan.


O marco do pensamento cristão do século XX
"Chesterton (1874-1936) faz neste livro uma autobiografia espiritual, em que o núcleo da crença cristã se apresenta como suficiente arcabouço para conferir sentido à existência humana." 
O Estado de São Paulo


"Um século depois de sua aparição, o livro mantém todo o seu frescor e novidade."
Marcelo Coelho (Folha de São Paulo)


"Um verdadeiro 'tour de force', em termos de inteligência e de humor."
Moacyr Scliar (Folha de São Paulo)


"Publicado em 1909, Ortodoxia é a melhor síntese de seu pensamento sobre a religião."
Revista Veja


"Leiam, por amor à inteligência, Ortodoxia, que acaba de ser relançado pela editora Mundo Cristão."
Reinaldo Azevedo


"Uma eloqüente apologia do cristianismo contra as filosofias e doutrinas do início do século XX."
O Globo


"O ensaísmo de Chesterton me atrai por sua arte argumentativa."
Daniel Piza (O Estado de São Paulo)


Numa época em que a Europa dava os primeiros passos para tornar-se uma sociedade pós-cristã, um intelectual de grosso calibre, cansado do cinismo reinante e do fascínio despertado por novas idéias, resgata o núcleo da fé cristã como arcabouço suficiente para dar sentido à existência humana.

Ao contar sua jornada espiritual, G. K. Chesterton faz saber à intelligentsia européia da primeira metade do século XX que o socialismo, o relativismo, o materialismo e o ceticismo estavam longe de responder às questões existenciais mais profundas. E quando questionado sobre as aparentes contradições da fé cristã, Chesterton era um mestre em valer-se do paradoxo para apresentar a simplicidade do senso comum.

Seu jeito despojado, seu estilo incisivo e a facilidade de rir de si mesmo tornaram célebres seus debates com intelectuais da época, como George Bernard Shaw, H.G. Wells, Bertrand Russell e Clarence Darrow.

Dono de uma pena arguta, sutil e envolvente, Gilbert Keith Chesterton deixou marcas inesquecíveis em mestres da literatura como Hemingway, Borges, García Márquez e T. S. Eliot. Como se não bastasse, seus textos influenciaram decisivamente líderes de movimentos de libertação como Michael Collins (Irlanda), Mahatma Gandhi (Índia) e Martin Luther King (Estados Unidos).

Cem anos depois, Ortodoxia é um clássico da literatura que merece (e deve) ser revisitado.

sábado, 12 de setembro de 2015

Testemunho de Victor Guarda de Almeida


"Parabéns pelo trabalho, a comunidade no Orkut foi um refúgio para mim enquanto minha fé era bombardeada pelo neo ateísmo que ouvia enquanto cursava o ensino superior. Até hoje tenho estudos salvos, e muito da literatura que li eram sugeridas na comunidade. Gostava muito dos debates com o Pipe, sempre muito esclarecedor".
Victor Guarda de Almeida

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Testemunho de Henrique Sergio


"Olá Pipe, sou seu seguidor desde o antigo site descontradizendo contradições, e aquelas matérias me deram bastante força e argumentos pra incentivar meus estudos e meu entendimento, só quero agradecer e peço que continue fazendo o mesmo, pois isso, as vezes você nunca vai saber rsrs, ajuda muita gente, vlw man, bom te ver por aqui, abrção"
Henrique Sergio

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Testemunho de Ricardo Bruno (Ex-neo ateu)

"Olá, que bom que achei vocês... Queria apenas que transmitissem para o pipe desertor meus agradecimentos... a uns 5 ou 6 anos atras eu era neo ateu e através da comunidade do orkut "Descontradizendo Contradições" eu fui alcançado. Hoje sou presbiteriano, faz alguns anos já... e vou morar no Céu com vocês...obrigado" 
(Ricardo Bruno)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sem Deus para prestar contas


“[Eu] Estava mais do que feliz em agarrar-me ao darwinismo como desculpa para descartar a idéia de Deus, de modo que eu pudesse pôr em prática descaradamente a minha agenda de vida, sem restrições morais.”
LEE STROBEL, ex-ateu