![]() | Howard B. Holroyd (*) Ph.D e aposentou-se na chefia do Departamento de Física do Ausgustana College, Rock Island Illinois. Seu endereço é 24 Brittany lane, Rock Island, Illinois 61201, USA. |
| A teoria da evolução, quer na forma original dada por Darwin, quer na forma moderna surgida após a introdução das mutações, resume-se, em última análise, na afirmação de que as formas de todas as criaturas viventes existentes no mundo surgiram por acaso. A objeção óbvia é que nos casos em que os cientistas podem acompanhar o que está se passando, planejamentos ou projetos complexos não surgem por acaso. O autor enfatiza este ponto referindo-se aos desenhos feitos com areia por algumas tribos de índios. Poderia ser contestado que, se fossem misturadas areias de diferentes cores, ao acaso, poderia resultar um quadro. Contudo, ninguém em gozo de suas faculdades mentais esperaria que tal coisa acontecesse. Como as criaturas viventes são mais complexas do que qualquer pintura com areia, com muito mais razão jamais poderiam ter surgido por acaso! Introdução A grande lição dos séculos é que as instituições que permanecem devem se basear na verdade; a declaração desse princípio, de forma negativa, seria que as instituições não podem se basear em mentiras, concepções errôneas, ignorância ou superstições, nem tão somente em fragmentos da verdade. Porém, a descoberta da verdade mais difícil, pois os sentidos humanos são limitados, a memória é fraca e enganadora, as forças intelectuais são frágeis, o mundo é vasto e extremamente complexo, e a vida é curta. Freqüentemente os homens se enganam. A criança tem muito que aprender, e pouco tempo para o aprendizado antes de tornar-se adulto. De poucas observações apressadas fazem-se amplas generalizações que, apesar de conterem freqüentemente sérios erros, mesmo assim tornam-se hábitos de pensamento. A pessoa pode não descobrir os erros durante toda a sua existência, e ainda comunicar suas generalizações às gerações futuras. Como resultado, o conhecimento tradicional vem a ser uma mistura de verdade e erro, sendo muitas vezes difícil distinguir-se entre os dois. Às vezes, o erro é confundido com a verdade, com conseqüências desastrosas. E, na pesquisa de erros passados, algumas vezes adicionam-se mais erros, para serem corrigidos pelas gerações futuras. A geração de hoje herdou do passado a teoria da evolução de Darwin, que parece muito convincente quando julgada superficialmente, mas que, à luz de fatos e princípios bem estabelecidos, pode ser mostrada como desesperançadamente contraditória. Neste artigo, o autor desenvolve uma argumentação baseada nas pinturas com areia, mostrando que planejamentos ou projetos não podem ser produzidas por acaso. | |
| A Origem do Darwinismo Consideremos um pouco de História - quando jovem, Carlos Darwin, tendo sido grandemente impressionado pelas alterações que criadores haviam produzido por seleção em animais e plantas, tentou estender o princípio da seleção, concebido como um processo puramente mecânico, para a explicação adequada à origem das espécies em ambientes naturais. Não tinha ele nenhuma explicação adequada para as causas das variações nos organismos. Darwin falhou em compreender que o organismo superior deveria de alguma maneira ter sido produzido antes de ser obtido por seleção, seja natural, seja artificial. Seus seguidores reconheceram esse defeito em seus pensamentos, a após sua descoberta de variações bruscas, que designaram de mutações, alegaram que tais alterações eram causadas pelo acaso. Não ocorreu a elas que a probabilidade contrária à produção de planejamento por alterações aleatórias são tão enormemente grandes que a evolução, se existir, não pode ser explicada dessa maneira. Por que Darwin tentou desenvolver uma teoria mecânica? Sir Isaac Newton havia descoberto as leis da Mecânica, e os seus seguidores tentaram, com grande sucesso, estender a outras coisas as suas idéias básicas de descrições quantitativas. A generalização descuidada dava idéia de que o Universo é um mecanismo, e Darwin, como muitos outros, aceitou isso. Uma teoria científica, de fato, deveria ser julgada criticamente, e não de acordo com a educação da pessoa que a apresenta. Na pesquisa dos erros e suas causas, porém, a consideração dessa educação é importante. Darwin deixou uma autobiografia que mostra que a sua educação completou-se com a idade de menos de vinte e três anos, que ele foi educado para ser um clérigo, e que teve somente rudimentos de ciências. Era especialmente fraco em Matemática, o que significa que não poderia ele ter tido uma boa compreensão das ciências físicas de seu tempo. Sua educação foi tal que não poderia ele ter sido um seguro crítico de suas próprias idéias. | |
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| A argumentação proveniente das pinturas com areia Consideremos um poderoso argumento contra as idéias de Darwin, baseado em pinturas feitas com areia. Em alguns locais do Oeste americano são facilmente encontradas areias de várias cores, e alguns índios descobriram que elas podem ser usadas para fazer belas pinturas, excelentes trabalhos de arte. Vamos considerar o uso de areias de só duas cores - Preta a branca. Serão sugeridas experiências que podem ser feitas sem grande despesa, e facilmente será testada de forma limitada a teoria do que o acaso pode ser a causa de planejamentos. Mesmo crianças podem fazer as experiências e entender o seu significado. Para ter em mente algo definido, iniciemos com 950 centímetros cúbicos de areia branca e 50 centímetros cúbicos de areia preta. Essas quantidades exatas não são essenciais, porém são quantidades razoáveis para se trabalhar. A dimensão dos grãos de areia não é essencial, mas deveriam eles ser tão pequenos que a vista não os distinga individualmente. Suponhamos, assim, que a sua dimensão é praticamente uniforme e que tenham um diâmetro médio de um centésimo de milímetro. De acordo com essas hipóteses o número total de grãos é de um trilhão (1012). É um fato experimental que qualquer tonalidade de cinza pode ser obtida, com a mistura de pigmentos branco e preto. Assim, se uma superfície de um metro quadrado for recoberta inicialmente com areia branca, então podem ser usadas areia preta e misturas de areias branca a preta para produzir uma cópia de qualquer página de qualquer livro em qualquer língua, ou qualquer escrita; uma cópia de qualquer fotografia em branco-e-preto de qualquer pessoa, animal, planta, objeto, cena, artigo manufaturado, ou outra coisa qualquer que possa ser fotografada; cópia de qualquer desenho de engenharia, ou um gráfico de qualquer função matemática. Reconheçamos que qualquer língua significa não somente qualquer língua existente, o que inclui o Chinês, como, também qualquer língua morta, o que inclui o antigo Egípcio, e, para completar, qualquer nova língua que seja inventada; e inclui ainda a língua pictórica dos índios americanos. As letras de qualquer língua escrita são formas geométricas, e teoricamente o número de formas possíveis é infinito. Na prática pode ser muito elevado, como sabem as crianças chinesas para sua tristeza, pois a sua língua envolve cerca de 60.000 caracteres. A formação de palavras a partir das letras é arbitrária, bem como a associação de palavras com idéias. Com base nesses fatos, é possível um número enorme de linguagens. O mesmo é verdadeiro para diferentes fotografias, desenhos e diagramas; obviamente o seu número é enorme. Não só podem ser mostradas fotografias inteiras, como partes suas, e pequenas partes de muitas fotografias misturadas em um número enorme de maneiras. Não levando em conta as limitações humanas, pode ser mostrado um número infinito de coisas distintas, uma após outra, ou algumas simultaneamente. Suponhamos uma área de um metro quadrado dividida em centímetros quadrados por linhas horizontais e verticais, sendo esses pequenos quadrados usados para escrever números da esquerda para a direita e de cima para baixo, como de costume, com um dígito por quadrado. Desta maneira poder-se-iam representar com areia preta todos os números de zero a nove multiplicados por 10.000, isto é, 1010000 números distintos. É óbvio que o número de coisas que podem ser representadas com a areia preta excede de longe esse enorme número. Um número muito maior poderia ser representado, utilizando-se 100 símbolos para os "dígitos" em vez de 10, e o sistema de numeração com base 100. Ainda assim isso não abrangeria a infinidade de fotografias e de partes de fotografias misturadas. Nas atividades humanas normais não se usam jamais números muito elevados; assim, na realidade o povo não os compreende. Não é difícil escrever um número com 10.000 dígitos, porém é impossível compreender totalmente o significado de tal número. Sir Arthur Eddington propôs uma teoria em que estimava que existissem 3,145.1079 partículas em todo o universo físico. Conhece-se a massa do Sol; e se o Sol fosse composto de prótons e elétrons, ter-se-ia de multiplicar o seu número por cerca de dez mil bilhões de bilhões para chegar ao número de Eddington. Para esta argumentação não é importante se aquela teoria ou aquele número está correto; de qualquer maneira, o número será imensamente maior do que o número de átomos que compõem a Terra. É interessante notar que, se cada partícula do Universo fosse uma pessoa com um número de previdência social, o maior número que teria de ser usado conteria apenas oitenta dígitos. | |
| Suponhamos que toda a matéria existente no Universo físico se encontrasse sob a forma de polpa de madeira, adequada para fabricar papel, e que se transformasse em uma enorme tira sobre a qual se escrevessem números tão pequenos que se precisasse de uma boa lente para se conseguir distingui-los. Essa enorme tira seria obviamente muito pequena para se escrever de uma só vez todos os números de zero a 1010000, pois este número é imensamente maior do que o número de Eddington. Parece não haver jeito de representar, em termos intuitivos, o significado desse enorme número. Entretanto, com a areia preta, pode ser representado um número de coisas imensamente maior do que esse. | ![]() |
O que pode ser produzido pelo acaso?
Tentemos formar números, desenhos, etc., ao acaso: primeiro misturem-se as areias branca e preta, e depois peneire-se a mistura sobre a área. Para obter desenhos, retratos, etc., basta fazer os grãos de areia caírem nas posições adequadas. É possível um enorme número de figuras. Se os grãos de areia forem peneirados repetidamente, teoricamente é possível obter, por esse processo, página após página de toda a Enciclopédia Britânica na mesma ordem em que estão encadernadas. Porém, será provável obter-se uma só figura ou página impressa que seja?Constitui mesmo um provérbio que é difícil encontrar uma agulha num palheiro. Se toda a Terra fosse feita de areia branca, com só um grão de areia preta, seria difícil encontrar o grão preto, embora não fosse exatamente impossível. Se todas as águas da Terra contivessem somente um peixe, seria difícil encontrá-lo e pegá-lo. Quando há um número enorme de possibilidades, a probabilidade de se achar um objeto particular é extremamente pequena. A experiência comum obtida ao misturar coisas e espalhá-las ao acaso indica que a obtenção de somente uma tonalidade cinza uniforme será o resultado de espalhar uma mistura de areia branca e preta sobre uma dada área. Essa ilustração das pinturas com areia mostra a grande diferença entre o significado de possível e provável. As figuras, escritas, números e desenhos são todos possíveis, embora não seja praticamente provável obter qualquer das configurações com procedimento aleatório. Os evolucionistas têm estado a ensinar que quase toda possibilidade poderia ocorrer no ambiente natural durante o longo período da existência da Terra. O argumento apresentado mostra que não é esse o caso: uma infinidade de coisas não pode resultar de um número finito de coisas em um intervalo de tempo finito. O leitor está familiarizado em os odômetros, que registram o número de quilômetros que os veículos percorrem. A pequena engrenagem da direita registra os décimos de quilômetros; a que está ao seu lado, os quilômetros, e em seguida as dezenas, centenas, milhares e dezenas de milhares. Certamente é possível construir um dispositivo semelhante, com dez mil engrenagens, porém não é possível fazê-lo indicar a número de todas as diferentes coisas que podem ser representadas pelas areias branca e preta, pois esse número é incomensuravelmente maior. Simetria Suponhamos que um índio consiga areias coloridas para fazer uma pintura ampliada da asa esquerda de uma linda borboleta, e que seja mantido o apontamento das quantidades das várias areias coloridas utilizadas. Suponhamos, então, que as mesmas quantidades de cada areia colorida sejam misturadas, e que alguém tenta obter, peneirando as areias sobre certa área, a pintura simétrica da asa direita da mesma borboleta. A probabilidade de obter esse desenho simétrico por acaso obviamente é extremamente pequena. Contudo, não é ela exatamente impossível, pelo menos no sentido de que o índio poderia certamente pintá-la com as areias antes de elas serem misturadas. Consideremos esse assunto da simetria nos organismos, sob um ponto do vista matemático. Um desenho pode ser dividido em linhas horizontais coloridas, de tal maneira que, por exemplo, uma linha seja composta de 1200 grãos de areia, com 200 grãos de cada uma das seis cores. É um problema de análise combinacional calcular o número possível de disposições das cores ao longo dessa linha. O intercâmbio de grãos da mesma cor não altera a disposição das cores. De acordo com os cálculos, há cerca de 10926 disposições distintas, número esse imensamente maior do que o número do Eddington para as partículas do universo físico. Assim, a probabilidade de não se produzir simetria ao acaso é tão imensa que as numerosas simetrias existentes na natureza, tais como asas, olhos, orelhas, mãos, etc, constituem muito mais do que evidência suficiente para se concluir que alguma outra causa, além do acaso, está em ação para produzir os planejamentos ou projetos. O que se pode conseguir em um número finito de tentativas O fato de que são possíveis infinitos planejamentos ou projetos, significa que é somente infinitesimamente provável que qualquer deles seja atingido em um número finito de tentativas. O uso de números poderia tornar isto mais claro. Suponhamos uma coleção de 100 fotografias, cada uma composta de 5.000 partes na forma de pequenos quadrados, todos do mesmo tamanho. As partes de uma única fotografia podem ser identificadas escrevendo-se o mesmo número de série em cada parte, e utilizando-se diferentes números de série para diferentes fotografias. Suponhamos, ainda, que as partes de cada fotografia sejam guardadas em caixas separadas. A escolha das partes ao acaso é desejável, e para esse propósito é prático ter bolas idênticas numeradas de 1 a 100, bem como numerar as caixas de igual maneira. Coloquemos então todas as bolas em um saco, misturemo-las, e, sem olhar, retiremos uma bola. Tomemos então uma parte da fotografia que está na caixa de mesmo número. Sob essas condições, a probabilidade de escolher uma parte, de uma determinada caixa, é exatamente 1/100, e portanto, das leis da teoria matemática das probabilidades, a probabilidade de escolher todas as partes da fotografia em 5.000 tentativas é de (1/100)5000. É este um número extremamente pequeno. Em vez de se conseguirem todas as partes da mesma fotografia, é imensamente mais provável que se obtenham algumas das partes de todas as outras fotografias. Nem é mesmo possível ajuntar por acaso mais do que algumas poucas coisas para formar desenhos. Para ilustrar este aspecto, suponhamos um retrato de um metro quadrado cortado em quadrados de dez centímetros de lado, perfazendo cem quadrados de igual tamanho. Supõe-se que estes pequenos quadrados formem um retrato, sem desarmonias, somente quando foram colocados juntos na maneira original, condição essa obviamente verdadeira para muitos retratos, embora não para a generalidade dos retratos. Como só há um lugar para cada quadrado, eles podem ser dispostos, sem rotação, em fatorial de cem distintas posições. É este um enorme número, cerca de 10158, muito maior do que o número do Eddington. | |
| No caso dos grãos de areia, o resultado usual de distribuir os grãos de areia ao acaso consiste em uma confusão de coisas possíveis, da ordem de números imensamente maiores: fotografias, letras, diagramas, desenhos, figuras, e suas respectivas pequenas partes constituem tão grande confusão que não se divisa planejamento algum. A experiência mostra que o número de arranjos das partículas de areia que não formam sentido é muito grande em comparação com o número de possíveis desenhos. Pode ser verdadeira a afirmação de que os não-desenhos formam uma infinidade de ordem superior à dos desenhos. | ![]() |
| Mudança ao acaso não causa melhoramento Da experiência prática no trabalho com coisas pode-se concluir que quase toda a alteração em um bom projeto ou planejamento, torna-o pior. Nenhum conhecimento ou técnica é exigido para alterar a maior parte das máquinas, ao ponto de cessarem de funcionar adequadamente. Uma criança pode facilmente destruir um relógio ou uma máquina fotográfica. Por outro lado, é quase sempre difícil alterar bons projetos para fazê-los melhor, e o realizar esses melhoramentos exige muito conhecimento e técnica. As lentes de um excelente microscópio podem ser removidas e podem ser rearranjadas de infinitas maneiras sem mais dar a imagem de um pequeno objeto. É realmente fácil alterar um artigo bem escrito tornando-o pior, porém é difícil fazê-lo melhor. Isso também se aplica a todas as obras de arte. Quando alterações são feitas em bons projetos, por acidente, é praticamente certo que serão eles danificados ou destruídos. Os automóveis não se constroem por acidente. Tudo que é feito pelo homem, tal como edifícios, estradas, represas, pontes, casas, roupas, sistemas de comunicação e máquinas, torna-se mais desordenado, conforme a Segunda Lei da Termodinâmica. Esta lei, em sua forma mais geral, como apresentado por Lewis e Randall em seu livro "Thermodynamics" é a seguinte: "Todo sistema que é deixado a si mesmo, alterar-se-á, em média, no sentido de uma condição de máxima probabilidade". Uma grande soma de evidência nas ciências físicas concorda com esta lei, a não há evidência conhecida contra ela. Como todas as coisas que o homem faz são posteriormente destruídas, devem elas ser consideradas como arranjos de matéria improváveis na época em que se completou a sua fabricação. Portanto, as espécies não podem se originar ao acaso. Da evidência anterior, e da sua discussão, é evidente que Darwin e seus seguidores estiveram errados ao pensar que qualquer tendência para a evolução orgânica, se existisse, poderia ser explicada por mutações ao acaso, e pela sobrevivência do mais apto. Deveriam ser feitas pesquisas para uma explicação diferente. Alfred North Whitehead, em seu pequeno livro "The Function of Reason" expôs sua conclusão de que a Razão é a causa da tendência para cima na evolução. Ele parece ter sido o mais competente matemático do mundo, dentre os filósofos. Realmente, a sua explicação da natureza das coisas tem uma história bastante longa: Anaxágoras, filósofo grego que viveu aproximadamente de 500 a.C. a 428 a.C., ensinava que a Razão é a causa de todas as coisas. Não há nenhum Princípio Universal de Evolução Além do mais, é hoje certo que não existe nenhum princípio universal de evolução orgânica. Em 1938 o coelacantho, um grande peixe do mar, foi descoberto perto de Madagascar. Anteriormente a essa importante descoberta, os paleontologistas pensavam que aquela espécie tinha se extinguido desde o período Cretáceo. A existência inalterada do coelacantho por um enorme período de tempo é suficiente evidência para a conclusão de que não há um princípio universal de evolução. Sendo esse o caso, a evolução de uma espécie poderia ser estabelecida somente por alguma prova de descendência. Os maus efeitos do erro filosófico a científico Deve ser entendido claramente que filósofos e cientistas que pensam e escrevem a respeito dos mais profundos assuntos, estão afetando, para o bem ou para o mal, os destinos da humanidade. As atividades humanas formam um grande sistema complexo de elementos interligados, de tal maneira que perturbações em um elemento podem ocasionar perturbações próximas e remotas em vários outros. É necessário, permanecer em guarda constantemente contra o erro. Darwin estava mal preparado para se tornar um líder filosófico da humanidade, porém foi considerado, por julgamento errôneo, como um dos maiores pensadores do mundo. Ele não era uma pessoa ampla e profundamente educada; ele se assemelhou a uma criança brincando com uma metralhadora carregada, cujo mecanismo e cujo perigo não chegava a compreender. Em sua autobiografia declarou ele: "porém eu também ambicionava ter um bom lugar entre os cientistas - embora não possa formar opinião se ambicionava mais ou menos do que meus companheiros de trabalho". Perseguindo sua ambição, tentou ele destruir, e acreditou que tivesse destruído a validade do argumento teológico extremamente importante acerca do projeto ou planejamento. E muitas pessoas aceitaram como válido o seu uso da evidência e do raciocínio. A aceitação errônea de sua teoria da origem das espécies levou muitos a abandonar a crença no mais sublime pensamento da humanidade - que o universo inteiro, com seu enorme número de estrelas e nebulosas, com a Terra de grande beleza, habitada por organismos maravilhosamente construídos, formando um mundo de vida intrincadamente interrelacionado, foi criado por um Ser Inteligente, infinitamente superior ao homem. | |
| A inadequação do ponto de vista de um mundo materialista. O progresso no elevar a raça humana a um nível mais elevado depende grandemente da descoberta de verdades profundas, tais como a matemática, incluindo o cálculo, em combinação com experiências quantitativas e as leis de Newton do movimento. | ![]() |
| Por outro lado, uma das piores coisas que podem acontecer à humanidade é tomar erradamente um erro sério como sendo verdade profunda, pois isso resulta em juízos errados sobre assuntos da maior importância. A teoria de Darwin deveria ser considerada como um dos maiores enganos jamais cometidos. Por muitos séculos antes da época de Darwin, era geralmente aceito que o Universo era composto de mente e matéria. Os significados de muitas das palavras usadas na conversação casual e na escrita formal baseiam-se nesta filosofia de dualismo, porém mente e matéria não são definidas na filosofia do materialismo, à qual a teoria de Darwin parecia dar poderoso apoio. O resultado foi que o homem tentou fazer importantes decisões em conformidade com idéias gerais inconsistentes, e com isso resultou um mundo seriamente dividido. Os homens pensantes deveriam agora reconhecer que a teoria de Darwin é errada, e deveriam iniciar a reconstrução das idéias. Fonte: http://www.scb.org.br/artigos/FC11-43a55.asp?pg=filo | |
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
ARGUMENTOS CONTRA A ORIGEM ALEATÓRIA DA SIMETRIA E DO PLANEJAMENTO OU PROJETO
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Livro: "Deus não está morto" de Rice Broocks
- Provas da existência e da ação de Deus num mundo de descrentes -
Editora Thomas Nelson Brasil
Simples para quem se dispõe a crer, complexo para as mentes puramente científicas, o conceito de um Criador e Sustentador de todo o Universo já suscitou as mais diversas reações ao longo da História. Se a morte de Deus um dia foi decretada pela intelectualidade, a experiência de milhões atesta e reafirma a vitalidade do cristianismo diariamente. Diante disso, dá para imaginar um acordo entre ciência e fé quanto a esse tema?
Rice Broocks está convencido de que isso é possível. Ele se vale de alguns dos mais brilhantes trabalhos acadêmicos já escritos para mostrar a realidade da existência de Deus. O autor fornece evidências e argumentos consistentes para rebater o ceticismo espalhado no mundo e conduzir pessoas a Cristo. Com prefácio do best-seller Augusto Cury, este livro trata de uma fé intelectualmente satisfatória e, ao mesmo tempo, espiritualmente realizadora.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Observação sobre a natureza insatisfatória dos fósseis da série do cavalo, como evidência da evolução(*)
| Frank W. Cousins trabalha como engenheiro consultor, é engenheiro eletricista e membro da Real Sociedade Astronômica Britânica. | ![]() |
O Professor H. Nilsson reuniu poderosos argumentos referentes ao caráter artificial da assim chamada “árvore genealógica” da evolução do cavalo. Neste artigo são traduzidas, discutidas e ilustradas as afirmativas de Nilsson. Numa análise mais profunda, a coleção de restos fósseis do cavalo não é um contínuo de fósseis bem integrados, mas sim um conjunto de grupos separados variando grandemente em tamanho e outras características. O Hyracotherium (Eohippus), por exemplo, foi muito provavelmente não um cavalo, mas um animal muito semelhante ao contemporâneo Hyrax ou Daman. Os restos do Mesohippus e do Parahippus representam um grupo separado que não se relaciona com o Hyracotherium nem com o Equus, o cavalo moderno. A “árvore genealógica” do cavalo é artificial porque foi construída com partes não equivalentes que não têm relação entre si. É considerada também a evidência posterior ao estudo de Nilsson. Conclui-se que a família do cavalo é singular e separada, e que as evidências podem ser ajustadas, sem qualquer violência, ao caso da criação especial. | |
| Introdução É grandemente difundido o uso de árvores genealógicas construídas para indicar possíveis ligações entre várias espécies e grupos maiores do reino animal, visando à apresentação da evolução. É essa uma forma particularmente sutil de apresentação, pois é freqüentemente suposto pelo leitor que o próprio desenho seja evidência dos elos de ligação forçadamente sugeridos pelo desenho (Ver Figura 1). Vêm imediatamente à memória dois casos recentes em que, sem absolutamente nenhuma evidência para apoiar seu ponto de vista, comissões de estudiosos despenderam enorme esforço simplesmente para mostrar que uma árvore paleobiológica pode ser traçada para o seu grupo escolhido de animais (***). Isto, por si mesmo, não é objetável, porém os incautos são facilmente colhidos intelectualmente pela erudição manifestada, sendo levados a acreditar que tal foi, de fato a maneira pela qual se deu o desenvolvimento daquele grupo de animais na natureza - realmente essa é a conclusão inevitável dos autores do esquema. Volvendo agora à supostamente mais poderosa evidência em apoio a evolução, (isto é, a transformação das espécies), somos convidados a considerar o caso da alegada evolução do cavalo. Mostrando que de fato assim é, transcrevo de um artigo recente do Professor F. H. T. Rhodes (1).
Em um nível taxonômico mais baixo, entre gêneros, por exemplo, temos também um número substancial de seqüências transicionais. Uma das melhores de todas é a seqüência de cavalos ligando a forma eocênica do primitivo Hyracotherium, de tamanho reduzido, com o atual cavalo. Esta foi uma das primeiras seqüências fósseis já descritas. Primeiramente foi descrita por Kovalevsky em 1874, e posteriormente foi ampliada por Marsh e interpretada por Huxley. A bela seqüência gradativa, que esses fósseis mostram está agora tão bem descrita [por exemplo Simpson, 1951 (****)] que precisamos somente resumir seus principais aspectos. Estes envolvem o aumento no tamanho do corpo, o aumento na capacidade craniana e a alteração de sua forma, alterações nos dentes, envolvendo a premolarização dos molares, e o aprofundamento dos dentes, juntamente com o preenchimento das depressões nas superfícies superiores com cimento. A esses aspectos se associaram alterações nos membros, com redução gradual do número de dedos, e com alteração total na estrutura dos membros, associada com a alteração na postura, ao passar do apoio nas plantas dos pés ao apoio elástico. Ora, essa série é incontroversa. Ela provê clara evidência da transição de um gênero a outro ao longo de um período de aproximadamente setenta milhões de anos.
Em segundo lugar, em todos os níveis taxonômicos existem agora, em um número limitado de casos, exemplos de continuidade. Consideremos primeiramente os níveis taxonômicos elevados. Temos aqui, especialmente nos vertebrados, notáveis formas transicionais entre várias classes. Entre os peixes crossopterígios e os anfíbios, temos os ictiostegídeos, parte peixes e parte anfíbios, conhecidos no Devoniano Superior ou no Mississipiano Inferior da Groenlândia. O elpistostégio do Devoniano Superior é intermediário entre os ictiostegídeos e os osteolipídeos (Westoll, 1938, 1943, 1958). Entre pássaros e repteis temos o famoso arqueoptérix.Da mesma maneira,encontra-se no livro do Dr. G. A. Kerkut: (2) Não é exeqüível, ao discutir as implicações da Evolução, deixar fora da discussão a evolução do cavalo. A evolução do cavalo provê uma das chaves mestras do ensino da doutrina evolucionista, embora a história real dependa em grande parte de quem está contando, e de quando ela está sendo contada. Continuarei, agora, mostrando que é passível de sérias dúvidas a idéia evolucionista de que o cavalo constitui evidência válida de transformação. Espero mostrar em seguida que a apresentação geral dos argumentos evolucionistas não pode levar à convicção que lhes é universalmente creditada pelos não especialistas em Biologia, que, naturalmente, supõem que os biologistas estudem as evidências sem paixão, tanto quanto isso seja possível, na defesa do ponto de vista controvertido por eles esposado. Volto-me aos poderosos argumentos expostos pelo falecido Professor H. Nilsson no seu trabalho “Synthetische Artbildung” (3). Infelizmente, essa obra enciclopédica é bastante cara, além de rara; além disso, é escrita em Alemão, e portanto não facilmente acessível a leitores de outras línguas. Sou agradecido, portanto, a meu amigo Sr. C. H. Greenstreet, por ter feito, a meu pedido, uma tradução da parte relevante do “Synthetische Artbildung” sobre o cavalo, sendo meu privilégio apresentá-la pela primeira vez em Inglês. Agradeço também a gentileza dos Editores de “Synthetische Artbildung”, Sra. C. W. K. Gleerup, de Öresundvägen, Lund, Suécia, pela permissão para publicar esta tradução e assim trazer essas importantes idéias a um público maior. As figuras, as notas de rodapé, a introdução, a conclusão e a extensa bibliografia apresentadas aqui constituem minha contribuição a este estudo e não fazem parte do trabalho original do Professor Nilsson. | |
| (*) Nota do Editor da C.R.S.- Este artigo baseia-se no capítulo do livro lançado, intitulado “Simpósio sobre a Criação, III”, sendo reproduzido aqui pela gentil permissão do editor, Donald W. Patten, e da publicadora, Baker Book House, Grand Rapids, Michigan. “Simpósio sobre a Criação, III” (efetivamente lançado em setembro de 1971). Será o terceiro de uma série de três simpósios tratando de tópicos criacionistas selecionados. O volume III conterá os seguintes ensaios: “Teorias sobre a vida e sua origem”, Por J. Hewitt Tier; “A suposta evolução do cavalo”, por Frank W. Cousins; “A suposta evolução dos pássaros (arqueoptérix)”, por Frank W. Cousins; “O processo Scopes”, por Bolton Davidheiser; “A célula”, por David Tilney. (***) “Gênesis dos Hymenoptera e as fases de sua evolução”, S. I Malyshev, Londres, 1969 (63/-), Os Cnidaria e sua evolução, Simpósios da Sociedade Zoológica, Londres, nº 16, Editado por W. J. Rees, Londres, 1966 (1051). (****) Simpson, G. G., (1951), “Horses”, Oxford University Press, New York. | |
| O CavaloQuão inumeráveis são as árvores genealógicas que se estruturam tão somente porque “linhas de ligação sobre o papel” formam as pontes intermediárias! Sem elas, a construção de uma árvore genealógica seria praticamente impossível, pois são particularmente as forquilhas de ligação que na realidade quase sempre estão ausentes. Facilmente pode alguém certificar-se disto em qualquer literatura pertinente. Aqui alguém poderá interromper: Mas não! Mesmo que todas as outras árvores genealógicas fossem demolidas, uma entretanto seria mantida, fundamentada paleobiologicamente, construída continuamente e seqüencialmente, estabelecida através de todo o Cenozóico (*) – “a árvore genealógica do cavalo”. (**) É verdade que se tem falado do “desfile eqüestre” evolucionista, chamando-se a atenção orgulhosamente por um lado à integralidade de uma longa série de transformações, enquanto que por outro lado enfatizando desdenhosamente a natureza da série como um notável caso particular de sucesso. | |
| (*) Cenozóico - a época dos mamíferos, considerada como se estendendo de sessenta milhões de anos atrás, até nossos dias. (**) A idéia da evolução do cavalo iniciou-se com o trabalho de Kowalewskii sobre formas européias e asiáticas; ver Kowalewskii, V. D. (1842), “Sur L'Amchiterium aurelianense et sur l’histoire paleontologique des chevaux”, Mem. Acad. Imp. Sci. St. Pet., 7, vol. 20. | |
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| Figura 1 - Filogenia animal (apud de Beer) (De “Fossil Man, a Reappraisal of the Evidence” , por F. W. Cousins, 1961, publicado pelo The Evolution Protest Movement, Hampshire, Inglaterra. Esta árvore filogenética é típica da maneira pela qual os evolucionistas apresentam sua causa. Foi ela redesenhada pelo autor, do “Atlas da Evolução”, de Beer, Nelson, 1964, página 155. Ao apresentá-la, de Beer declara: “Os animais evoluiram a partir dos Protófita pela perda da clorofila e aquisição de nutrição holozóica. A partir dos Protozoa os Parazoa produziram as esponjas, e os Metazoa deram origem a dois grupos principais conduzindo aos invertebrados superiores e aos vertebrados, respectivamente”. Não há, entretanto, evidência alguma de tal cadeia evolutiva. Não há evidência de que no início da cadeia um único protozoário tenha se transformado em um metazoário. (6) O autor não achou dificuldade em desenhar esta árvore filogenética, porém as linhas, a sua inclinação, a sua espessura, e a sua graciosa curvatura, não devem ser confundidas com a evidência de ligações genealógicas reais (de Heywood, V. H., e McNeill, J. - Phenetic and Phylogenetic Classification. Nature, vol. 203, nº 4951, páginas 1220-1224, 19 de setembro de 1964). | |
| São inúmeros os entusiastas. Pode-se ainda ver nas recentes publicações de sumários críticos sobre a evolução (que não mais são escritos por especialistas em filosofia natural ou por morfologistas puros), como a árvore genealógica do cavalo é comparada a um verdadeiro “experimentum crucis”. Isso é assim destacado no livro “A Causa da Evolução”, de autoria do geneticista e bioestatístico J. B. S. Haldane (4) (e no recente “Atlas da Evolução” do preeminente darwinista Sir Gavin de Beer (5) – ver Figura 2). Devemos nos deter um pouco mais profundamente em todas as ocorrências para discernir quão profundamente está ancorada a credibilidade da sua série evolutiva, a despeito do fato de que o bioestatístico a aceite rapidamente. De fato, certamente é claro que nem o número das formas, nem a possibilidade de arranjá-las em uma série constitui prova a seu favor. É instrutivo relembrar como os fósseis mais antigos do Eoceno pertencentes a essa série eram interpretados anteriormente, Davies (6) faz um bom apanhado a respeito. Longe está ele de abrigar pensamentos antievolucionistas, tanto que escreveu seu livro mais como contribuição polêmica contra o verdadeiro crítico inglês da teoria da evolução, Dewar (7). Owen, (8) o descobridor do primeiro fóssil eozóico (*) nas argilas de Londres, interpretou o fragmento de crânio como o de um novo gênero de ungulados que denominou de Hyracotherium. Esse nome se refere ao gênero Hyrax, o “Klippschliefer” ou “Daman” (**) que hoje é nativo nas montanhas da África e da Ásia Ocidental. Owen não quis afirmar que o Hyracotherium se assemelha mais ao “Klippschliefer” do que qualquer outro gênero de paquidermes, mas somente que o tamanho do animal parecia se aproximar mais daquele gênero. Seu nome binário era “Hyracotherium leporinum”; pelo nome específico desejava chamar a atenção para certos aspectos do crânio que lhe pareciam semelhantes aos dos roedores. Quando posteriormente ele foi capaz de descrever um crânio quase completo e partes dos membros, não ousou identificar as duas formas, mas introduziu uma nova forma, o “Pholophus vuliapeps”, isto é, um tipo com cabeça de raposa, porém com dentes posteriores múltiplos como nos animais ungulados. Essa forma tem sido incluída pelos paleontologistas, mais recentemente, no gênero Hyracotherium. Como será visto imediatamente, a partir dessa situação, Owen achou uma indicação de correspondência de características do Hyracotherium com diversas ordens, inclusive a dos ungulados. Entretanto, não fez ele menção a relação com os eqüídeos. Quando, perto do fim do século XIX, ainda foram feitas novas descobertas de fósseis semelhantes ao Hyracotherium, achou-se que eles se aproximavam mais de outras formas, incluindo o tapir e o rinoceronte. Os animais ungulados do Eozóico, do tipo perissodátilo(***) foram então reunidos em uma família, a dos Lophiodontídeos (****). Muito cedo, portanto, já no meio do septuagésimo ano do século anterior, foram lançadas as raízes de uma árvore genealógica do atual cavalo, a partir desse material. As descobertas do paleontologista americano Marsh, e de outros, foram exibidas esquematicamente em uma conferência pronunciada por Thomas H. Huxley em Nova York, mostrando-se em ordem crescente e em série, os pés dianteiros e traseiros, os antebraços, o osso da perna traseira, os tipos de dentes, e as superfícies dos dentes posteriores. [O autor reproduziu o quadro na Figura 3]. A partir deste trabalho, os ancestrais do cavalo imediatamente se completaram. Isso foi publicado por Marsh em 1879 e desde então achou rápido acolhimento em muitas publicações e livros didáticos; de fato, é o que se vê ainda hoje, totalmente ou em parte, quase sem alteração. Desde então, mais de setenta anos se passaram, e foi feita grande quantidade de novos achados. A continuidade da série tornou-se em certos casos mais íntima. Osborn, o célebre especialista em cavalos fósseis, que tanto têm aumentado em número, também ficou tão grandemente impressionado com as transições graduais, que considerava todo o processo de “se tornar um cavalo” em resultado de um deslocamento das proporções de características, como um puro caso de transformismo, no sentido darwinista. Após a discussão da série eqüina, ele resumiu sua opinião na seguinte afirmação característica [Osborn, (9) página 268]: | |
| (*) Eozóico - termo sugerido para o sistema pré-cambriano, porém pouco utilizado. Significa “a aurora da vida”. (**) Daman - do nome arábico Daman israil, “carneiro ou cordeiro de Israel” (não tendo embora semelhança de cordeiro). O “coelho das rochas” na Síria, ou “lebre” das Escrituras (Hyrax syriacus) é denominação também estendida à espécie encontrada no Cabo (Hyrax capensis, ou saphan das Escrituras). (***) Perissodátila – ungulados, ordem de mamíferos que inclui cavalos, tapires e rinocerontes. (****) Lophiodonte - mamífero fóssil do período eocênico, relacionado com os tapires. | |
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| Figura 2 - A evolução do cavalo (De acordo com de Beer, “Atlas of Evolution”, 1964) Os exemplos acima ilustram o fato geral de que alterações de proporção produzem a maior parte da evolução e da adaptação dos mamíferos. O ganho e a perda de partes, que constituem um fenômeno tão conspícuo na hereditariedade estudada do ponto de vista mendeliano, é um fenômeno comparativamente raro. As alterações de proporção são estabelecidas através da maior ou menor velocidade dos caracteres isolados e de grupos de caracteres; por exemplo, a transformação do cavalo com quatro dedos situado na base do Eoceno inferior, em embrião do cavalo moderno com três dedos, é produzida pela aceleração do dígito central e o retardamento dos dígitos laterais. Esse processo é tão gradual que exigiu um milhão de anos para completar a redução do quinto dígito, a qual levou o cavalo originalmente tetradátilo ao estágio tridátilo; e exigiu mais dois milhões de anos para completar o retardamento do segundo e do quarto dígitos, que são ainda retidos na cromatina e se desenvolvem lado a lado com o terceiro dígito por vários meses durante a vida intrauterina inicial do cavalo. | |
| De acordo com Osborn, o dedo mínimo também exigiu um milhão de anos para ser continuamente reduzido até a extinção. Ele raciocinava, entretanto, com somente três milhões de anos para todo o período Cenozóico. Hoje em dia esse período é estimado em pelo menos trinta milhões de anos (*). A redução de um determinado dedo assim exigiu dez milhões de anos (**). O pensamento não é pouco engenhoso (***).Alguém poderá perguntar: É a continuidade então realmente tão marcante no caso da série dos Hippi (os nomes também são contínuos) estabelecida em torno de 1879? Procuramos o melhor especialista europeu em fósseis de cavalos, Abel, (10) que também está bem familiarizado com as descobertas americanas. Em seu “Paleobiologia e História Genealógica” que é cinqüenta anos mais recente do que a obra de Marsh, é tratado o problema do cavalo a partir do ponto de vista moderno, de tal modo que se pode dizer ser relevante o trabalho representativo da atual situação da pesquisa. Na Figura 4 esquematizei a árvore genealógica dos eqüídeos, em conformidade com a página 288 do livro de Abel, de maneira integrada, acrescentando os estágios e formações geológicas tanto para a Europa quanto para a América do Norte. Como se pode ver, constroi-se aqui uma árvore genealógica hipotética, de maneira bastante destacada. Muitas formas foram acrescentadas, ramificando-se do tronco principal e desaparecendo. Aqui também tudo parece desenvolver-se numa série temporal ininterrupta e imperturbável. Um desfile eqüestre, na verdade, surge perfeito da escuridão. Entretanto, quando se estuda cuidadosamente a descrição da gênese do cavalo feita por Abe1, não é pequena a surpresa diante de diversas observações. Ainda é despertada a atenção, como anteriormente, à plena continuidade da árvore genealógica do Equus, de tal modo que se tem imediatamente a impressão de que ocorreu desenvolvimento sem perturbação alguma. Não se esperam nesse caso descontinuidades quer biológicas quer geológicas. Entretanto, Abel fala de “antigos cavalos” e “cavalos recentes”. Estes últimos formam dois grupos claramente independentes: o dos cavalos pequenos e mais primitivos, e o dos grandes cavalos semelhantes ao equus. Este último grupo se inicia com o Merychippus. O aspecto deste gênero é descrito como segue: | |
| (*) Esse período duplicou de 1930 para cá. Hoje é de 60 milhões de anos e não 30 milhões. O argumento de Nilsson é portanto grandemente reforçado. (**) Esta cifra seria hoje de 20 milhões de anos. (***) Nota do Editor: É óbvio ao leitor que Nilsson tinha alguma fé nas supostas imensas idades da coluna geológica uniformista, como tinham Douglas Dewar e alguns outros criacionistas de uma geração anterior. A Creation Research Society mantém-se inalteravelmente em oposição à hipótese das “Idades-longas”, e a favor de uma criação relativamente recente (embora não necessariamente datando de 4004 a.C.), Apesar disto, é de interesse, como o autor Frank Cousins ressalta, que a evidência a favor da criação dos cavalos é tão clara que não pode ser negada mesmo que se recorra à chamada “ciência” da estratigrafia, ou a supostas longas épocas de tempo geológico. Para numerosos artigos relativos a evidências provenientes de vários campos, a favor de uma “Terra relativamente jovem”, consultar números anteriores da revista da Creation Research Society. (Ver também os artigos publicados na Folha Criacionista / Revista Criacionista, consultando o seu Índice Temático – Nota do Tradutor). | |
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| Figura 3 – Suposta genealogia do cavalo (Segundo Marsh, “Polydactyl Horses”, American Journal of Science, 1879, p. 505) As partes contidas nos retângulos são as partes usadas por de Beer para defender sua causa, em 1964. (Ver Figura 2) | |
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| Figura 4 – A história eqüidea, conforme O. Abel (ligeiramente simplificada) | |
| Portanto, a própria série eqüídea mostra muito claramente que o desenvolvimento filogenético de um tronco intimamente relacionado teve lugar sob formas tranqüilas, uniformes, poder-se-ia dizer sempre uniformes, e que então na série aqui mencionada, a qual na verdade não inclui todos os gêneros do cavalo norte-americano, iniciou-se uma era de transformação muito mais rápida, que surgiu quase tempestuosamente. Essa era é caracterizada pela origem do tipo Merychippus (10). Em outro trecho assevera ele que ao mesmo tempo em que na América do Norte ocorria a formação de numerosos novos troncos a partir do Merychippus, de maneira quase explosiva (Mioceno médio e superior), tinha lugar também no caso das baleias a origem das duas famílias dos physeritídeos e dos ziphudeo (10). Teve lugar, assim, durante a última metade do Mioceno, uma transformação “tempestuosa”, “explosiva”, da árvore genealógica do cavalo, poderíamos dizer um processo emicativo. Isso se aplica tanto ao grau de alteração no caráter quanto à produção de novas formas. Disse também Abel: “Tenho a impressão de que o maior salto, além da descontinuidade entre o Mesohippus e o Epihippus consiste na formação do Merycchippus”. A última afirmação refere-se também a uma nova ruptura no esqueleto da árvore genealógica. Mencionei há pouco que Abel fazia distinção entre os cavalos antigos e recentes. O Eohippus é o último dos cavalos antigos, enquanto que o Mesohippus é o primeiro dos cavalos recentes. Entre os dois há um considerável hiato. Os primeiros eram pequenos, do tamanho da raposa, com patas dianteiras com quatro dedos; somente os últimos apresentam tamanho maior, com três dedos. A tentativa de Abel de reconstrução da biologia e do ambiente desses “cavalos antigos”, obviamente muito peculiares, pelo tamanho e semelhança com o cavalo atual, é de grande interesse. Isso nos leva de volta ao Hyracotherium de Owen. Este gênero europeu é chamado de Eohippus na América do Norte. Quanto ao fato de serem sinônimos, Davies apresenta os seguintes argumentos, certamente dignos de nota: Aceito aqui a identidade dos gêneros Hyracotherium e Eohippus como parece concluir-se inevitavelmente da recente revisão dos fósseis ingleses (1932) efetuada por Forster Cooper. Tecnicamente isso significa que o nome Eohippus deve ser abandonado, a favor do nome anterior Hyracotherium. Entretanto, ao escrever para o leitor comum, sinto justificado o uso do nome bem mais apropriado do Eohippus (cavalo da aurora) no lugar de Hyracotherium, que pode levar a confusão (11). Davies inclina-se, assim, a abolir a regra da prioridade de nomenclatura, pelo menos para o leigo, para que não sejam abaladas as suas convicções evolucionistas, mediante a adoção de um nome impróprio para as formas propostas para o início da árvore genealógica. Talvez, porém, a base da rejeição do nome Hyracotherium por Davies não seja só evitar um falso significado etimológico. De fato, os primeiros supostos ancestrais são, como mencionado antes, muito pouco semelhantes ao cavalo, tanto morfologicamente quanto no habitat. Esse era o caso também com relação à sua maneira de viver e à situação ecológica global, como Abel imaginava ser, com o apoio de vários investigadores. Descrevia ele o Hyracotherium e seu ambiente, bastante vigorosamente, da seguinte maneira: Os mais antigos cavalos não eram habitantes das estepes, mas pequenos animais que em pormenores e na sua aparência externa total deviam ter apresentado muito mais o aspecto de um veado do Chile (Puduhirsch) ou de um veado de Java (Kantschils tragulus), do que de um cavalo anão recente. Matthew chamou atenção ao fato de que esses cavalos mais antigos eram habitantes de floresta, que se salvavam no caso de perigo iminente não por carreira veloz, mas por se embrenharem na floresta protetora, e que viviam principalmente de folhas tenras e vegetais suculentos, devendo este ponto de vista ser plenamente endossado. A corrida prolongada nas duras estepes, e a alimentação com as gramíneas rijas das estepes não teria sido possível a esses pequenos antigos cavalos (12). Por que razão esses animais do Eoceno se tornaram cavalos verdadeiros, se tão pouco se assemelhavam a eles, tanto morfologicamente quanto biologicamente? Não existem hoje animais que se assemelhem e vivam como eles? Sim, parece-me muito singular que ninguém tenha pensado no gênero de animais dos quais foi tirado o nome dado por Owens, de Hyracotherium, a saber o Hirax. No material incompleto existente já mostra ele traços hyracóides, e não eqüinos. E aqueles traços se tornaram progressivamente mais distintos à medida que o tipo foi se tornando mais completo através de novos achados. O Hyrax é um animal bastante notável na fauna atual, não se adaptando a nenhuma ordem, e imitando muitas ordens. Na maior parte das vezes é ele colocado no gênero dos animais ungulados, porém também tem sido colocado entre os insetívoros e os roedores. De fato, também houve quem procurasse achar nele características de elefantes, marsupiais e desdentados(*). A verdade é que encontramos aqui uma forma recente de combinação tão peculiar quanto o “hoatzin” sul-americano dentre os pássaros atualmente existentes. Owen descobriu exatamente isso com relação ao Hyracotherium.
(*) Desdentados (Edentata) - Ordem de mamíferos caracterizados pela ausência dos dentes frontais (tamanduá, tatu, preguiça, etc).
Assim, o Hyracotherium não se assemelha ao atual cavalo em nenhum aspecto, sendo, porém, por outro lado, muito impressionantemente semelhante ao atual daman. Pode-se exprimir essa situação dizendo que os “cavalos” do Eoceno estão ainda vivendo hoje. Naturalmente não podem eles ser considerados como cavalos, pois isso significaria que a evolução estacionou. Como esses remanescentes não se enquadram em nenhuma das ordens recentes, fala-se deles o mínimo possível, para evitar o ridículo. De fato eles se enquadrariam somente na ordem Lophiodontidae do Eoceno, porém isso seria um grande absurdo. O Hyracotherium é um gênero do Eoceno. Ao seu lado são colocados vários gêneros europeus intimamente ligados e, como visto na Figura 4, os gêneros Propachynolophus e Pachynolophus prosseguem no Eoceno médio e superior, enquanto que o Hyracotherium desaparece no Eoceno inferior. Assim, um belo desenvolvimento transgressivo parece ter lugar aqui. Uma recapitulação dos cavalos europeus antigos feita por Foster Cooper (13) mostrou, entretanto, que aqueles gêneros não podem ser distinguidos. Assim, o Hyracotherium viveu durante todo o Eoceno e o desenvolvimento permaneceu estacionado. Parece que somente os nomes é que se desenvolveram. Encontra-se ainda a opinião de que os cavalos se tornaram sucessivamente de maior porte. Isso é certamente correto no que diz respeito a ser o Equus maior do que o Hyracotherium, da mesma maneira que o cavalo da fauna atual é maior do que o daman, existindo entre os dois extremos nos dois casos várias formas intermediárias de ungulados. Ora, as pessoas estavam tão firmemente convencidas do aumento do tamanho dos cavalos nos estratos geológicos, que em alguns casos as idades dos estratos foram determinadas pelos tamanhos dos restos fósseis neles encontrados (*). Como destacou Cooper, não há forte paralelismo nesse caso. O Eohippus que aparece no Eoceno inferior é a maior forma dos cavalos do Eoceno. Todas as formas do Eoceno médio e superior são menores. Somente no Oligoceno, com o Mesohippus, surge um repentino e significativo aumento no tamanho. Aparece aqui um tipo de cavalo que também sofreu alterações sob muitos aspectos - um tipo de cavalo recente, de pequenas dimensões, do tamanho de um carneiro. Com isso vem à luz a primeira lacuna na hipotética árvore genealógica do cavalo atual. Nesses animais do gênero Mesohippus e Parahippus, tanto as patas dianteiras quanto as traseiras têm três dedos, diferindo dos cavalos antigos em muitas outras características cujos detalhes não podemos abordar aqui. Seus hábitos de vida também eram novos. Assim, Abel (14) pensava que eles eram animais que viviam nas estepes, habitando planícies alagadas formadas durante o Oligoceno. Um novo tipo, tanto morfológica quanto biologicamente, ocorreu com o Oligoceno e permaneceu até o Mioceno inferior, desaparecendo também, então. Então, após isso, apareceu pela primeira vez o cavalo verdadeiro, ou cavalo recente. A interrupção da hipotética série evolutiva dificilmente poderia ser mais definida do que com o aparecimento deste tipo. Passou a dominar a existência de um só dedo, embora pudessem ocorrer rudimentos bastante claros de dois dedos laterais. Ocorreu, porém, um tipo importante de desvio com relação aos dentes e à natureza da dentição. Os dentes do cavalo são muito compridos, prismáticos, sem raiz, e ricamente cobertos com cimento. Neste particular constituem eles estruturas singulares em toda a fauna. Os animais com dentição ocorrem primeiramente no Mioceno superior. Esses “ungulados hypsodentais” aparecem todos simultaneamente, sem estágios intermediários. São mesmo naturalmente variados, como outros grupos, por terem aparecido imediatamente em pleno desabrochar. Junto com o Merychippus e o Hipparion há um rico grupo de formas semelhantes ao Equus, todas elas separadas dos primeiros grupos brachydontais por uma imensa descontinuidade evolutiva. Esses primeiros grupos se extinguiram, sendo totalmente eliminados da pesquisa. Aqui não se pode falar de evolução. A extinção completa de uma fauna ungulada, e o aparecimento repentino de outra - e esta logo diferenciada ricamente, o que descrevi anteriormente como uma ocorrência emicativa - é na verdade um fato criativo. A árvore genealógica do cavalo é bonita e continua somente nos livros didáticos. Na realidade decorrente dos resultados da pesquisa é uma justaposição de três partes, das quais somente a última pode ser descrita como incluindo cavalos. As formas da primeira parte podem ser tão consideradas como cavalos pequenos quanto os atuais damans podem ser considerados cavalos. A construção de toda a árvore genealógica cenozóica do cavalo é portanto muito artificial, pois constitui uma justaposição de partes não equivalentes, e não pode, assim, constituir uma série de transformações contínuas. O seu valor evolucionário é portanto inteiramente insustentável sob a luz de novas pesquisas. | |
| (*) Esse é um bom exemplo do círculo vicioso estabelecido na “ciência” da Estratigrafia. | |
| ConclusãoDesde o trabalho de Nilsson sobre o cavalo, apresentado aqui, não há novas evidências conhecidas por mim que me levem a desejar alterar as conclusões a que ele chegou. Seu trabalho terminou antes de 1954, porém o Dr. G. A. Kerkut do Departamento de Física e Bioquímica da Universidade de Southampton, escrevendo em 1960 e reimprimindo em 1965 as suas pesquisas (Ver Referência 2) apela fortemente aos biologistas para porem sua casa em ordem com relação à informação básica sobre o cavalo e os fósseis “per se”. Ele ressalta que nenhuma informação básica sobre os fósseis conhecidos foi dada depois de 1926 e 1930, e que é difícil descobrir quantas espécies de um dado gênero são disponíveis para estudo. Julga ele que existem no mundo provavelmente cem esqueletos de cavalos fósseis recompostos. Não há esqueletos recompostos de Eohippus, Archaeohippus, Megahippus, Stylohipparion, Nannippus, Calippus, Onohippidium ou Parahippies, e nos Estados Unidos nenhum esqueleto de Anchitherium ou Hipparion. Chama ele então a atenção para os gêneros da família do cavalo. Kowalewski em 1874 conhecia três; Lull em 1917 descreveu 15, Simpson listou 26 em 1945, e Kerkut preocupa-se com a validez desses gêneros. O Eoceno atualmente é fixado há sessenta milhões de anos, e ninguém ainda sabe pôr os alegados 26 gêneros em relação com este vasto período de tempo, aberto a severas críticas quanto aos métodos de datação utilizados. Existem ainda alguns dos cavalos de Przewalski. O Zoológico de Praga mantém registros deste animal, que se supõe ser o cavalo desenhado nas grutas de Lascaux (15.000 anos atrás?). Uma tropa de oito foi vista na Mongólia em 1966. O Dr. R. M. Stecher em um artigo na Acta Zoológica et Pathologica, em 1968, apresenta o resultado da contagem das vértebras das espinhas de 61 esqueletos do cavalo de Przewalski, comparando-as com contagens semelhantes de outros cavalos - o cavalo doméstico, o burro (E. asinus), a mula (E. caballus e E. asinus) e o hemíono (E. hemionus). Tentou ele também relacionar esses números com o número de pares de cromossomos na célula de cada cavalo. Os cavalos de Przewalski têm o segmento torácico mais longo da espinha, o segmento lombar pouco menor, têm o mais curto segmento sacral e várias juntas laterais na espinha lombar pouco maiores. Têm também a maior contagem cromossômica - 66 pares contra 64 do cavalo doméstico, 63 da mula, 62 do cavalo, e 54 do hemíono. O Dr. Stecher faz então a hipótese completamente invalidada de que isso sugere a evolução do cavalo, pois a espinha se alterou e essas alterações são correlacionadas com a contagem cromossômica. Isso nada sugere à minha mente; pelo contrário, mostra conclusivamente que as espinhas e as contagens cromossômicas são diferentes em animais diferentes, e que jamais pode legitimamente ser atribuída a suas pesquisas alguma prova da evolução. Ele deveria saber que tudo é classificado pelas suas diferenças constitutivas, e que um estado da morfologia do cavalo não pode ser usado para decidir a respeito das razões para as diferenças constitutivas. A evolução do cavalo é ainda em 1969 objeto de conjectura, e não se baseia em evidência clara e inatacável. A família eqüina é singular e separada, e as evidências existentes podem, sem qualquer violência, ser adaptadas ao caso da criação especial. | |
| Referências (1) Rhodes, F. H. T. 1966. The course of evolution, Proceedings of the Geologist's Association, Vol 77, Part 1. (2) Kerkut, G. A. 1960. Implications of evolution. Pergamon Press. London. p. 144. (3) Nilsson, H. 1954. Synthetische Artbildung. Verlag CWE Gleerup, Lund, Sweden. (4) Haldane, Jo B. S. 1932, The cause of evolution. p. 6. (5) de Beer, G. 1964, Atlas of evolution. Nelson, London, (Ver minhas críticas a este trabalho em Book Review Nº. 142, Evolution Protest Movement, October, 1966 - Atlas of evolution, A Critique por Frank W. Cousins). (6) Davies, A. Morley. 1937. Evolution and its modern critics. London. (7) Dewar D. 1931. Difficulties of the evolution theory. London, and 1937. Um desafio para os evolucionistas. (8) Owen, R. 1841. Description of the fossil remains of a mammal Hyracotherium lepinorum and a bird Lithornis culturinus from the London clay. Transactions of the Geological Society of London. 6:203-208. (9) Osborn, H. 1917. American Journal of Science, 46:268. (10) Abel, O. 1929. Palae biologie und Stammesgeschichte. Jena. pp. 286, 294, 285. (11) Davies. Op. cit., p. 54. (12) Abel, O. Op. cit. p. 288. (13) Cooper, C. Forster. 1932. The genus Hyracotherium, Philosophical Transactions of the Royal Society of London, Series B, p. 221. (14) Abel, O. Op. cit., p. 286. | |
AS CALOSIDADES DA PARTE INTERNA DA PERNA DO CAVALO
(Esta Nota foi acrescentada à primeira edição deste número da Folha Criacionista)
Glen W. Wolfrom apresentou interessante comentário no boletim periódico Creation Matters de julho/agosto de 1998, publicado pela Creation Research Society, sobre as “castanhas” ou calosidades que se encontram na parte interna das pernas dos cavalos, cujo formato e tamanho são peculiares a cada espécime, pelo que têm sido usadas tradicionalmente pelos criadores para auxiliar a identificação individual dos cavalos.
Algumas pessoas têm admitido que essas calosidades são “resíduos evolutivos”, ou seja, dígitos rudimentares, ou vestigiais, remanescentes de anteriores dedos das patas dos cavalos ancestrais, na escala evolutiva. Sem dúvida, pareceria pelo menos estranho que algo perto do joelho da perna dianteira, e do jarrete na perna traseira, pudesse ser considerado como remanescente de um dedo, mas essa é a opinião que se encontra em muitos livros-textos e na literatura de divulgação disponível para criadores.
O artigo em questão menciona que Evans e outros pesquisadores, em 1990, defenderam a tese de que essas “castanhas” são excrescências semi-calosas derivadas da camada epidérmica. Estruturas semelhantes, chamadas de “espigões” localizam-se na superfície póstero-ventral do “machinho” das patas dos cavalos. Sua dimensão depende da raça, e geralmente ficam eles escondidos pela pelagem do animal.
Os autores referidos declaram que “não há evidência a favor da teoria de que (as “castanhas”) representem vestígios de dígitos perdidos que existissem em espécies de cavalos extintas” (p. 128), e “não há evidência científica que sugira que as “castanhas” ou os “espigões” sejam vestígios reduzidos de dígitos”. (p. 688).
Como bibliografia auxiliar, o artigo recomenda:
1. Bergman, J., and G. F. Howe. 1990. “Vestigial Organs” are fully functional. CRS Books, St. Joseph, MO., U.S.A.
2. Evans, J. W., A. Borton, H. F. Hintz, L. D. Van Vleck. 1990. The Horse, 2nd ed. W. H. Freeman Co., New York.
1. Bergman, J., and G. F. Howe. 1990. “Vestigial Organs” are fully functional. CRS Books, St. Joseph, MO., U.S.A.
2. Evans, J. W., A. Borton, H. F. Hintz, L. D. Van Vleck. 1990. The Horse, 2nd ed. W. H. Freeman Co., New York.
Fonte: http://www.revistacriacionista.com.br/artigos/FC09.asp
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Livro: "Os Sons da Fé" de Philip Yancey
Editora Vida
O sofrimento põe em cheque nossas convicções mais elementares a respeito de Deus. Quando alguém que já sofreu muito conta sua história, é possível ouvir quatro perguntas básicas mais ou menos como estas palavras: Deus é competente? Deus é realmente poderoso? Deus é justo? Por que Deus não parece se importar com a dor? Conhecemos bem essas perguntas, porque já as fizemos em tempos de sofrimento. Se você ainda não as fez, provavelmente as fará um dia quando o sofrimento bater à sua porta.
Philip Yancey, na primeira parte de sua coleção de artigos Os sons da fé, traça os desafios à fé em meio à dor e ao mal do dia a dia e também em momentos históricos, como no caso dos judeus nos campos de concentração nazistas, discutindo o problema da dor e da moralidade. Na segunda parte, propõe respostas cristãs ao problema do mal, abordando os pontos de vista de Francis Schaeffer e T. S. Eliot, perpassando pela intrigante discussão sobre a validade de se fazer o bem. Na terceira parte, encerra mostrando como a arte, quer por meio de pintores renomados, quer por meio de músicos inspirados e inspiradores, é a expressão de fé e a manifestação da beleza de Deus que enchem a todos, cristãos e não cristãos, de esperança e consolo.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Quando o fim do mundo virá?
Antes de o evangelho ser pregado a
todas as cidades de Israel.
Mt 10:23 - Quando, pois, vos
perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não
acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem.
Depois que o evangelho for pregado a todas as nações da terra.
Depois que o evangelho for pregado a todas as nações da terra.
Mt 24:14 - E este evangelho do
Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então
virá o fim.
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Por Pipe
Vamos ao contexto do texto:
5 - "Jesus enviou estes doze e
lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em
cidade de samaritanos";
6 - "mas ide, antes, às ovelhas
perdidas da casa de Israel";
7 - "e, indo, pregai,
dizendo: É chegado o Reino dos céus".
Obs: O Reino é chegado. Isto não fala de futuro, e sim de presente, de algo
que estava acontecendo naquele instante.
15 - "Em verdade vos digo que,no
Dia do Juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que
para aquela cidade".
17 - "Acautelai-vos, porém, dos
homens, porque eles vos
entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas";
Obs: Isto não ocorreu durante a primeira grande comissão. Foi só depois do
Getsêmani que os discípulos foram perseguidos.
18 - "e sereis até conduzidos à presença dos
governadores e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho, a
eles e aos gentios".
Obs: O
anúncio do Evangelho aos gentios como testemunho também só ocorreu depois da
ressurreição.
22 – "E odiados de
todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será
salvo".
Obs: Isto
também só ocorreu depois da ressurreição de Jesus.
23 - "Quando, pois, vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque
em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que
venha o Filho do Homem".
Há pelo menos algumas questões com relação a este texto:
1. Ele falava do presente quando se refere ao Reino de Deus já estar sobre a terra;
1. Ele falava do presente quando se refere ao Reino de Deus já estar sobre a terra;
vs.7 - "e, indo, pregai,
dizendo: É chegado o Reino dos
céus".
2. Porém, antes do Getsêmani, não se tem relatado nos evangelhos que os discípulos foram perseguidos. A perseguição se iniciou depois do Getsêmani. Portanto, o texto está sendo colocado em três tempos, o presente e o futuro próximo e distante.
2. Porém, antes do Getsêmani, não se tem relatado nos evangelhos que os discípulos foram perseguidos. A perseguição se iniciou depois do Getsêmani. Portanto, o texto está sendo colocado em três tempos, o presente e o futuro próximo e distante.
3. Jesus também está se referindo a eras por vir
onde a igreja seria perseguida por séculos e ainda é até hoje. Portanto, também
se referiu ao dia do juízo:
vs.15 -"Em verdade vos
digo que, no Dia do Juízo,
haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela
cidade".
Certamente ele não se refere ao presente, pois todos
sabemos que não houve ainda o juízo do Trono Branco.
4. Portanto, Jesus está falando seguramente da ressurreição dEle. Pois, os discípulos foram perseguidos depois do Getsêmani, fato este que eles se esconderam com medo. Foi a ressurreição que inaugurou em definitivo o Reino de Deus sobre a terra. É desta vinda que o texto está falando. A vinda do Filho do Homem vitorioso saindo de seu sepulcro. A ressurreição é o único fato que se encaixa com o contexto do texto. Se ela não tivesse ocorrido, teríamos um problema em mãos. Porém, você olhando o texto deste ponto de vista, fica claro e entendível o que Jesus falou.
4. Portanto, Jesus está falando seguramente da ressurreição dEle. Pois, os discípulos foram perseguidos depois do Getsêmani, fato este que eles se esconderam com medo. Foi a ressurreição que inaugurou em definitivo o Reino de Deus sobre a terra. É desta vinda que o texto está falando. A vinda do Filho do Homem vitorioso saindo de seu sepulcro. A ressurreição é o único fato que se encaixa com o contexto do texto. Se ela não tivesse ocorrido, teríamos um problema em mãos. Porém, você olhando o texto deste ponto de vista, fica claro e entendível o que Jesus falou.
Conclusão:
Olhando do ponto de vista de que Jesus quando se refere a sua vinda como Filho
do Homem está ligado a ressurreição, entendemos que:
1. O Reino de Deus estava sobre a terra;
2. Que os discípulos sofreriam perseguição futura e não eminente (pois não ocorreu tal perseguição antes do Getsêmani);
3. Que haverá sim um Dia do Juízo, porém, num futuro distante e não imediato.
Portanto, a única coisa que tem a ver o texto com “Quando o fim do mundo virá?”, é a citação que Jesus fez no vs.15. No mais, ele se refere ao futuro imediato que se concretizaria com a ressurreição.
Portanto, não há nenhuma contradição!
Obs: Caio Fábio comenta este texto:
"Ele não está falando da sua segunda vinda, porque a sua segunda vinda não é para alguns de seus discípulos; é para todos. A sua segunda vinda encerra a morte, e o Mestre está aqui dizendo que eles não vão morrer antes de ver o Reino. Significa que, depois que vissem, iriam morrer".
(Livro "Um Projeto de Espiritualidade Integral")
1. O Reino de Deus estava sobre a terra;
2. Que os discípulos sofreriam perseguição futura e não eminente (pois não ocorreu tal perseguição antes do Getsêmani);
3. Que haverá sim um Dia do Juízo, porém, num futuro distante e não imediato.
Portanto, a única coisa que tem a ver o texto com “Quando o fim do mundo virá?”, é a citação que Jesus fez no vs.15. No mais, ele se refere ao futuro imediato que se concretizaria com a ressurreição.
Portanto, não há nenhuma contradição!
Obs: Caio Fábio comenta este texto:
"Ele não está falando da sua segunda vinda, porque a sua segunda vinda não é para alguns de seus discípulos; é para todos. A sua segunda vinda encerra a morte, e o Mestre está aqui dizendo que eles não vão morrer antes de ver o Reino. Significa que, depois que vissem, iriam morrer".
(Livro "Um Projeto de Espiritualidade Integral")
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Livro: "Questões Últimas" de Vincent Cheung
Editora Monergismo
O presente livro reúne três ensaios relacionados que tratam de filosofia, teologia e apologética. Eles apresentam os primeiros princípios de um sistema bíblico de filosofia, e demonstram por que somente a cosmovisão bíblica pode responder todas as “questões últimas”, como as relacionadas à metafísica, epistemologia, ética e soteriologia.
O presente livro reúne três ensaios relacionados que tratam de filosofia, teologia e apologética. Eles apresentam os primeiros princípios de um sistema bíblico de filosofia, e demonstram por que somente a cosmovisão bíblica pode responder todas as “questões últimas”, como as relacionadas à metafísica, epistemologia, ética e soteriologia.
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