quinta-feira, 2 de março de 2017

PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE A IDADE DA TERRA


1. Qual é a idade da Terra?
A maioria dos cientistas crê que a Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos. Este valor é baseado em datação radiométrica. Muitos criacionistas crêem que a Terra tenha cerca de 6.000 a 10.000 anos. Estes valores são baseados nas cronologias do Gênesis. Alguns criacionistas crêem que esta questão não é muito importante; talvez os minerais tenham sido criados numa ocasião, e a vida em outra. A Bíblia não dá uma idade para a Terra, e nenhuma conclusão teológica é baseada na idade da Terra, de forma que esta questão pode não ser tão importante como algumas outras.

2. Por que os cientistas pensam que a Terra tem bilhões de anos?
Estes valores são o resultado de técnicas de datação radiométrica que são aplicadas às rochas. O mais popular destes métodos é provavelmente o do potássio-argônio, embora haja vários outros, tais como o urânio-chumbo, rubídio-estrôncio, etc. (1). Alguns átomos de potássio são radioativos e se transformam em argônio, um gás inerte. O material radioativo (potássio-40) é chamado de material pai; o produto (argônio-40) é chamado de material filho. À medida que o tempo passa, a quantidade de material pai (potássio-40) diminui enquanto a quantidade de material filho (argônio-40) aumenta.

As idades determinadas por potássio-argônio são calculadas a partir da proporção entre argônio e potássio. Esta proporção fica maior com o decorrer do tempo. Se a quantidade de potássio-40 fica muito pequena para ser detectada, o método não pode mais ser usado para calcular a idade de uma rocha. As quantidades de potássio-40 e argônio-40 podem ser medidas com precisão, mas a exatidão da idade depende da confiabilidade de três premissas principais: taxa de decaimento constante, sistema fechado, e concentração inicial. A hipótese da taxa de decaimento constante parece válida; há pouca evidência já observada contra ela. A hipótese do sistema fechado é válida na maior parte das vezes (o método não é aplicado a rochas que mostram evidente alteração química), mas há sempre necessidade de cautela. A hipótese da concentração inicial é a parte mais fraca do método de cálculo de idades radiométricas. São feitas tentativas para estimar a concentração inicial da forma mais razoável possível, mas não há meio de ter certeza de que as estimativas estejam corretas. Não se pode voltar no tempo e examinar a amostra de rocha logo que foi formada. Os criacionistas que defendem uma idade curta para a Terra suspeitam que haja problemas com a hipótese do sistema fechado e com a hipótese da concentração inicial.

3. O que significa meia-vida?
Meia-vida é o tempo necessário para que metade da amostra de um material radioativo pai se transforme em material filho. Para o potássio-40, a meia-vida determinada é de cerca de 1,3 bilhões de anos. Isto significa que se iniciarmos com 1000 átomos de potássio-40, 500 deles terão se transformado em argônio-40 após 1,3 bilhões de anos. Após outros 1,3 bilhões de anos, apenas 250 deles terão restado, e terão se formado 750 átomos de argônio-40. Uma terceira meia vida irá reduzir o potássio-40 a 125 átomos, com a formação de um total de 875 átomos de argônio-40. Neste ponto, a proporção de uma parte de potássio-40 para 7 partes de argônio-40 iria indicar uma idade de cerca de 3,9 bilhões de anos, que é aproximadamente a idade radiométrica das "mais velhas" rochas conhecidas na Terra.Os detalhes técnicos complicam os cálculos na prática, mas este exemplo ilustra os princípios no qual o método é baseado.

4. Como os criacionistas explicam idades radiométricas de muitos milhões de anos?
Os criacionistas não têm uma explicação adequada, mas já foram propostas algumas possibilidades (2). A primeira possibilidade é que as rochas da Terra sejam muito antigas porque o planeta foi formado bem antes de a vida ter sido criada nela. Esta teoria propõe que o Gênesis se refere apenas à criação da vida no planeta e não à criação do planeta em si. Esta é chamada de “Hipótese de Dois Estágios da Criação”. A segunda hipótese é que Deus tenha criado um planeta maduro, com árvores crescidas, animais adultos e seres humanos adultos também. Portanto, é razoável que as rochas tenham sido criadas para aparentarem idade também. Esta é conhecida como a “Hipótese da Criação da Terra Madura”. Uma terceira possibilidade é a de que haja alguma razão funcional para que certos materiais radioativos não devessem ser abundantes, para não acarretar danos sobre os organismos vivos. Isso implica que as quantidades reduzidas de átomos pais radioativos fazem parte do planejamento intencional do Criador.

5. Que problemas não resolvidos sobre a idade da Terra são de maior preocupação?
A questão mais difícil é provavelmente a seqüência aparente de idades radiométricas, dando idades mais antigas para as camadas inferiores da coluna geológica e idades mais jovens para camadas superiores. Outras questões são: por que a datação radiométrica produz sistematicamente idades muito maiores do que as sugeridas pelo relato bíblico; a razão para vestígios de atividade na coluna geológica; e explicação para as longas séries de camadas de gelo polar.

Notas para as perguntas sobre a idade da Terra
1. Ver: (a) Newcomb R. C. 1990. Absolute age determination. Berlin and NY: Springer-Verlag; (b) Faure G. 1986. Principles of isotope geology. 2a edição. NY: John Wiley and Sons.
2. Ver: (a) Brown R. H. 1983. How solid is a radioisotope age of a rock? Origins 10:93-95; (b) Brown R. H. 1977. Radiometric age and the traditional Hebrew-Christian view of time. Origins 4:68-75; (c) Giem P. A. L.. 1997. Scientific theology. Riverside, CA: La Sierra University Press, p 116-136; (d) Brown R. H. 1996. Radioisotope age, Part 1. Geoscience Reports No. 20; (e) Webster C. L. 1996. Radioisotope age, Part 2. Geoscience Reports No 21; (f) Clausen B. L. 1997. Radioisotope age, Part 3. Geoscience Reports Nº 22. Loma Linda, CA: Geoscience Research Institute.

Fonte: https://setimodia.wordpress.com/2011/07/05/perguntas-frequentes-sobre-a-idade-da-terra/

quarta-feira, 1 de março de 2017

Livro: "Deus e Darwin" de Alister McGrath

- Teologia natural e pensamento evolutivo - 

Editora Ultimato

Um guia envolvente para controvérsias do passado e do presente sobre divindade, design e darwinismo. Deus e Darwin representa uma contribuição criativa e intelectualmente instigante para a teologia natural do século 21.
– Peter Harrison, Harris Manchester College, Oxford

Deus e Darwin aponta as implicações do pensamento evolutivo para a teologia natural desde a publicação de "A Origem das Espécies", de Darwin, até os debates atuais sobre criacionismo e design inteligente.

A teoria da seleção natural, de Charles Darwin, abalou as verdades fundamentais do cristianismo ou pode elucidar pontos de vista sobre as origens e o significado da vida?

Alister McGrath mostra como a fé cristã se adaptou ao darwinismo e pergunta se há um lugar para o design tanto no mundo da ciência como no mundo da teologia.

Uma abordagem atual sobre a teologia natural e o pensamento evolutivo, escrita por um dos teólogos mais conhecidos e respeitados em todo o mundo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Qual a imagem de Deus pra vcs?



Eu acredito q Deus possa ser uma força q alimenta cada estrela no universo, não vejo deus como um homem sentado em um trono.

e vcs? qual a imagem de Deus e pq...
não sou ateu.
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Por Pipe

Qual a imagem de Deus pra vcs?
A Bíblia diz que Jesus é a imagem do Deus invisível: 
2 Co 4:4
 "Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

Cl 1:15 "O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;"

Hb 1:3 "O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;

É importante destacar que quando a Bíblia se refere a Deus como o Deus invisível, diz isto com relação ao fato de nós não podermos vê-lo. Porém, anjos o veem de forma visível.
 

Gn 1 diz que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança. Também em
 I Co11:7 Paulo confirma isso: O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.

E Paulo diz que na Parousia, nós seremos transformados à imagem de Jesus:
Rm 8:29
 "Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos".

I Co 15:49 "E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial".

2 Co 3:18 "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor".

Tem sido um desafio para teólogos cristãos durante estes 21 séculos definir o que em nós seres humanos, é de fato o que podemos chamar de "imagem de Deus". O que em nós na criação é a imagem de Deus? Tudo o que sabemos é que Jesus é a perfeita imagem do Deus invisível e nós receberemos a mesma perfeição na Parousia.


eu acredito q Deus possa ser uma força q alimenta cada estrela no universo,
Eu não diria que Ele é uma força. Mas eu diria o que o autor de Hebreus disse:
Hb 1:3
 "O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;"

Eu também diria o que Paulo disse:
Cl 1:15-17
"15 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. 

Deus não pode ser definido como uma força, mas certamente é dEle que toda a força do Universo subexiste e se sustenta.

não vejo deus como um homem sentado em um trono.
Pois é Nilton, só que daí temos um problema metafísico em crer nisso. Foi um homem que saiu daquela tumba; foi um homem que andou com eles durante os 40 dias; foi um homem que comeu com eles, atravessou paredes, etc. E, foi um homem que subiu numa nuvem diante dos olhos deles. E eu não tenho nenhuma revelação bíblica para dizer que ele deixou de ser um homem depois disso. Porque mesmo em carne como homem, ele afirmou ser quem ele era, Deus!

Nós não teríamos um problema metafísico em afirmar isso, caso não houvesse acontecido a encarnação de Deus em Cristo no homem chamado Jesus de Nazaré. Uma vez que isto ocorreu, teremos que aguardar o Grande Dia para ver com nossos próprios olhos e tocá-lo com nossas próprias mãos.
 

Deus te abençoe!

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Contribuição de Victor Medeiros

Nilton - Creio no Deus Criador
Essa força a que se refere é a Causa primeira do mundo natural?
Então sim. É o Deus que creio.
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Um "deus" que não é antes de tudo é semelhante a tudo. Se não é maior que o Universo, não representa divindade.
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Não faz sentido crer em uma divindade que se equipara as coisas criadas, seria o mesmo que considerar uma árvore como Deus.
 Se o criador fosse tão imperfeito e limitado como o universo criado Ele não poderia criá-lo 
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Partindo daí, essa "força" é necessariamente inteligente, do contrário não poderia
 conferir significado e um alto nível de complexidade organizada e necessariamente precisa ao mundo natural.
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Como diria HERMAN DOOYEWEERD :
"as coisas criadas são significado, claramente evidência o fato de que a diversidade criada integra uma estrutura abrangente de interdependência mútua formando uma totalidade de significado. Esta totalidade de significado ou unidade de significado, por sua vez, aponta para a sua Origem,
 aquele que lhe conferiu significado e a partir de quem esta totalidade criada deriva seu sentido. Embora todas as coisas sejam entes de significado e este significado seja irredutível, este significado particular não é suficiente em si mesmo; cada aspecto da criação aponta para outro, para além de si e, por último, para aquele que o criou."
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Se é uma força incrivelmente inteligente não pode ser apenas força.
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A mente humana é assaz poderosa, a criatura não pode ser maior que o criador, logo, a mente de Deus é indescritivelmente superior.


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez." João 1:1-3 
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Analise o que disse o Apóstolo João: "Sem o verbo nada do que foi feito se fez". Não faz sentido? O que traz qualquer coisa do mundo abstrato para o mundo concreto é o verbo, a ação. Por exemplo, se eu disser "abraço", é apenas uma idéia, no entanto, se eu "abraçar de fato", já passa a ser real. Mais que isso, verbo também indica "estado ou mudança de estado", não é precisamente a dinâmica do Universo, matéria e energia? estado e mudança de estado ?

E por fim a definição que Paulo dá aos atenienses:
"porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito:
 AO Deus desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio." Atos 17:23

Quanto ao homem assentado no trono, eu pergunto,
 esse Deus que criou todas as coisas não poderia traduzir-se propositalmente em figura humana? Jesus é a expressão exata de Deus e, apesar de homem, é Deus.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Livro: "A Ciência de Deus" de Alister McGrath

- Uma introdução à teologia científica - 

Editora Ultimato

A ciência e a teologia como você nunca viu, por um dos mais conhecidos pensadores cristãos dos nossos dias.

Em um trabalho inovador, Alister McGrath apresenta uma versão concisa, não acadêmica, de “Scientific Theology” [Uma teologia científica], aclamada pelos estudiosos como uma das melhores teologias sistemáticas dos últimos tempos.

A Ciência de Deus explora com rara competência a relação entre a teologia e a ciência, e aponta, entre outras questões, a legitimidade da teologia científica, o propósito da teologia natural, os fundamentos do realismo teológico e o lugar da metafísica na teologia.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE DINOSSAUROS



1. Os dinossauros existiram? (1)
Sim. Cerca de 285 tipos (gêneros) são conhecidos (2), com tamanhos variando desde o de um peru até 30 metros ou mais de comprimento. Aproximadamente a metade é representada por um único exemplar, enquanto 10 deles correspondem a pelo menos 40 exemplares. A maior diversidade de dinossauros é encontrada na parte superior das rochas do Cretáceo (Maastricianas).

2. Foram encontradas pegadas de seres humanos junto a pegadas de dinossauros?
Não. Houve um anúncio de que tais pegadas foram encontradas juntas, no leito do rio Paluxy no Texas, mas esta afirmação foi abandonada por todos os criacionistas que têm treinamento científico. Aquelas pegadas de dinossauro são genuínas, mas as humanas não são (3).

3. Os cientistas crêem que as aves evoluíram dos dinossauros?
Sim, a maioria dos cientistas crê nisso. As aves parecem ser mais semelhantes a certos dinossauros do que a qualquer outro grupo de animais. Certos fósseis, tais como o Archaeopteryx, têm algumas características que são típicas de dinossauros e outras que são típicas de aves. Embora não se tenha encontrado nenhum dinossauro que possa ser considerado o real ancestral das aves, os cientistas já encontraram alguns fósseis que apresentam características de réptil e de ave (4). Alguns cientistas têm apresentado evidências de que as aves não podem ter evoluído a partir de dinossauros (5). Uns poucos cientistas têm proposto que as aves evoluíram de um grupo de répteis conhecidos como tecodontes, em vez de dinossauros (6).

Do ponto de vista criacionista, a presença de penas em um dinossauro não significa que as aves derivaram dos dinossauros. Todas as aves têm penas, porém isto não significa que todas as aves evoluíram a partir de um ancestral comum. Muitos grupos separados de aves e outros organismos com penas podem ter sido criados independentemente.

4. O que os dinossauros comiam?
Aparentemente, a maioria dos dinossauros era herbívora. Alguns podem ter se alimentado de pequenos animais se estivessem disponíveis. Alguns comiam peixes, enquanto outros provavelmente comiam animais maiores, tais como outros dinossauros (7).

5. Os dinossauros tinham sangue quente?
Os cientistas não concordam quanto à resposta para esta pergunta. Os dinossauros provavelmente não tinham sangue quente como as aves e os mamíferos. Eles podem ter vivido em climas quentes e úmidos. Conseqüentemente não teriam dificuldade em se manter aquecidos. Os dinossauros maiores teriam conservado o calor mais eficientemente que os menores. O metabolismo deles pode ter sido mais rápido do que o dos répteis atuais (8).

6. Deus criou os dinossauros ou eles são o resultado do mal?
Deus criou toda a vida, incluindo os ancestrais dos dinossauros. Entretanto, não sabemos quanto os animais podem ter mudado após a criação. Não podemos identificar nenhum fóssil como sendo uma forma individual criada originalmente. Os únicos fósseis que temos são de animais que viveram mais de mil anos após a criação. Não sabemos como eram as formas originalmente criadas.

7. Havia algum dinossauro na arca?
Ninguém sabe a resposta a esta pergunta. Não há evidências de que tivessem estado na arca, e não há evidências de que existiram após o dilúvio. Tanto quanto podemos dizer, parece que eles foram destruídos durante o dilúvio. Houve relatos ocasionais de que supostos dinossauros viviam na Escócia, Zaire ou no oceano. Nenhum destes relatos foi confirmado e todos parecem ser falsos.

8. Que problemas não resolvidos sobre os dinossauros são de maior preocupação?
Como podemos explicar o que parece ser ninhos de ovos de dinossauro e filhotes em sedimentos que acreditamos terem sido provavelmente depositados pelo dilúvio? (9) Por que não encontramos fósseis de dinossauros misturados com fósseis de mamíferos que vivem hoje? Como pode ter o homem sobrevivido com tais poderosos animais ao seu lado?

Notas para as perguntas sobre dinossauros
1. Muitos livros já foram escritos sobre dinossauros. Alguns exemplos são listados a seguir. (a) Carpenter K. Currie P. J., 1990. Dinosaur systematics. Cambridge: Cambridge University Press; (b) Carpenter K., Hirsh K. F., Horner J. R.,. 1994. Dinosaur eggs and babies. Cambridge: Cambridge University Press; (c) Fastovsky D. E., Weishampel D. B. 1996. The evolution and extinction of the dinosaurs. Cambridge: Cambridge University Press (mais recente de todos listados aqui); (d) Lambert D. , and the Diagram Group. 1990. The dinosaur data book. NY: Avon Books (contém um interessante resumo da diversidade de dinossauros; a taxonomia necessita de revisão); (e) Lockley M., Hunt A. P. 1995. Dinosaur tracks. NY: Columbia University Press; (f) Weishampel D. B., Dodson P., Osmolska H., editors. 1990. The dinosauria. Berkeley: University of California Press (rico em informações).
2. Dodson P. 1990. Counting dinosaurs: how many kinds were there? Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 87:7608-7612.
3. Neufeld B. 1975. Dinosaur tracks and giant men. Origins 2:64-76.
4. Ver por exemplo: Fastovsky D. E., Weishampel D. B. 1996. The evolution and extinction of the dinosaurs. Cambridge: Cambridge University Press.
5. (a) Burke A. C., Feduccia A. 1997. Developmental patterns and the identification of homologies in the avian hand. Science 278:666-668; (b) Ruben J. A, et al. 1997. Lung structure and ventilation in theropod dinosaurs and early birds. Science 278:1267-1270.
6. (a) Martin L. D. 1991. Mesozoic birds and the origin of birds. In: Schultze H. P, Trueb L., editors. Origins of the higher groups of tetrapods. Ithaca and London: Comstock Publishing Associates, Cornell University Press, p 485-540; (b) Tarsitano S. 1991. Ibid, p 541-576.
7. Ver por exemplo: (a) Kennedy M. E., 1994. Paleobiology of dinosaurs. Geoscience Reports No. 17. Loma Linda, CA: Geoscience Research Institute, Loma Linda, CA.; (b) Lamert D., and the Diagram Group. 1990. The dinosaur data book. NY: Avon Books.
8. Ver: Ruben J. A., et al. 1996. The metabolic status of some late Cretaceous dinosaurs. Science 273:1204-1207.
9. Alguns destes depósitos foram transportados e não são ninhos verdadeiros. Ver: Kennedy, E. G. and Spencer L.. 1995. An unusual occurrence of dinosaur eggshell fragments in a storm surge deposit, Lamargue Group, Patagonia, Argentina. Geological Society of America, Abstracts with Programs, A-318.

Fonte: Ciência das Origens n.02.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Livro: "O Ente e a Essência" de Tomás de Aquino

Editora Vozes

Marco entre as várias obras do autor, o livro adota posições que decidem, em grande parte, o destino de pensamento ao qual dá forma: o ente, o ser, a substância em suas divisões e em sua individuação, o acidente e as relações de tudo isto com as intenções lógicas. Uma obra de juventude, decisiva na medida em que torna transparentes as diretrizes gerais da metafísica.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Paulo Mentiu acerca de Gamaliel?



Argumento levantado por חי מנחם:
"A frase "Criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a Lei" é comum entre nós judeus e indica algumas coisas...primeiro que tal pessoa foi educada aos pés (sentava-se aos pés do sábio desde a infancia) ou seja o sabio senta num lugar alto, cadeira por exemplo....e as crianças ficam a sua volta sentadas no chão, ou aos pés. O problema aqui é que Rav Gamaliel era professor de Rabinos e não de crianças...então Paulo jamais poderia ter aulas com ele desde a sua infancia. Outro problema Rav Gamaliel nunca saiu de Jerusalém, portanto ele nunca foi para a cidade de Tarso (Cilicia)Atual Turquia....dar aulas para crianças. Os registros cristãos afirmam que Paulo só saiu de Tarso aos 16 anos e ai foi para Jerusalém ser instruido nas leis....o que já demonstra um erros dos país, pois nessa idade a pessoa já não assimila muita coisa da lei que é muito complexa quando jovens já tem contatos com outras culturas, principalmente a grega que era bastante liberal em comparação ao judaismo.
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Por Pipe

Refutando:
1. Vc está certo, Gamaliel vivia em Jerusalém:

"Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado
 Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que por um pouco levassem para fora os apóstolos;"  Atos 5:34

2. O problema que gerou sua conclusão precipitada é que vc se esqueceu de ler onde Paulo estava quando disse o que disse:

"Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois".

Leia comigo At 21:

"E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a
 Jerusalém... E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade." Ou seja, quando Paulo disse o que disse,Paulo estava se referindo que nasceu em Tarso mas o ensino que recebeu de Gamaliel foi em Jerusalém. Por isso disse "e nesta cidade". A cidade que se referia era a qual naquela hora estava discursando: Jerusalém.

3. Paulo fez uso da palavra grega ανατεθραμμενος que significa
 "educado".

Portanto a tradução correta é:
 "Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade (Jerusalém) "educado" aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois".

Nasceu em Tarso, mas quando jovem foi educado aos pés de Gamaliel em Jerusalém.

Portanto, Paulo não mentiu.!

Outras observações:

1. Gamaliel estava vivo depois da morte de Jesus: "Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que por um pouco levassem para fora os apóstolos;" Atos 5:34

2. No cap.6 de Atos, Estevão é ordenado diácono:
 "E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão,...".

3. Logo em seguida Estevão é morto e Paulo assiste sua morte:
 "E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo". (Atos 7:58).

Logo meu amigo, Paulo foi sim contemporâneo de Gamaliel.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Livro: "A Cristofobia no Século XXI" de Daniel Chagas Torres

- Entendendo a Perseguição aos Cristãos no Terceiro Milênio - 

O presente livro lança luz sobre uma questão muito raramente abordada pela grande mídia: o morticínio de cristãos no Oriente Médio, na África Subsaariana e no Extremo Oriente. Essa matança transformou a opção religiosa pela fé cristã na escolha de consciência mais mortal no mundo da atualidade. Uma vez que 75% de toda a perseguição religiosa no planeta dá-se contra os cristãos, chegamos à aterrorizante estatística do sociólogo Massimo Introvigne de que há, por ano, em média, 100.000 assassinatos de cristãos exclusivamente por não abandonarem sua fé em Jesus. Significa que, em média, um cristão é assassinado a cada cinco minutos por sua fé. Somem-se aos assassinatos, os incontáveis casos de torturas, ações de grupos terroristas, exílio, desrespeito à liberdade religiosa e desrespeito aos demais direitos fundamentais. Fontes como Newsweek, The Economist, Comentary, The Pew Research Center, a Open Doors e o Vaticano confirmam a afirmação de que o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo. Daniel Chagas Torres apresenta um excelente panorama da situação de cristãos nos países de perseguição mais dramática, abordando também os movimentos dentro do Ocidente que desenvolvem uma persistente tentativa de eliminação do patrimônio cristão por intermédio de uma equivocada concepção da laicidade do Estado, do relativismo moral e religioso, implementado pela Nova Ordem Mundial, e da proliferação do marxismo cultural. Por fim, ao abordar a situação brasileira, o autor chama atenção para a necessidade de união política entre católicos e protestantes, em decorrência de alguns projetos de lei que limitam a liberdade religiosa dos cristãos, com risco de empurrar cada vez mais a vivência autêntica do cristianismo para a clandestinidade. A abordagem fundamentada de cada um desses temas expostos e as treze sugestões de combate à cristofobia no século XXI, fornecidas pelo autor, servem como um caminho para que pessoas de boa vontade auxiliem milhões de cristãos em situações desumanas e insustentáveis em todo o mundo. As sugestões também visam colaborar com os cristãos ocidentais na preservação do patrimônio cristão em seus países. A reunião de todos esses elementos torna este livro uma obra única.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

UNIFORMISMO, PROBABILIDADE E EVOLUÇÃO


A. J. (Monty) White

Ph.D. em Química pela Universidade de Gales.
Atualmente é ele pesquisador em pós-doutoramento nos Laboratórios Químicos Edward Davies, em Aberystwyth, Reino Unido..
O autor tenta mostrar que a Hipótese do Uniformismo de Lyell é a filosofia que não somente dirige o estudo da Geologia, como também da Cosmologia e da Evolução Química.

Considera, então, a formação ao acaso de uma pequena proteína de cem aminoácidos contendo vinte aminoácidos diferentes numa seqüência definida, a partir de um “caldo primordial”, em que todas as moléculas de água da hidrosfera terrestre tenham sido substituídas por esses vinte diferentes aminoácidos. O autor usa o Cálculo das Probabilidades para mostrar que a probabilidade de formação de tal pequena proteína por acaso, no decorrer dos últimos 1010 anos, é de 1 para 1067. À luz dessa conclusão, a complexa natureza do DNA é então discutida brevemente, com referência ao código genético. Finalmente o autor conclui que, para evitar confusão, a Ciência deveria ser estudada somente à luz da Revelação de Deus ao homem.

Estudantes de pós-graduação obtêm o título de Doutor mediante a apresentação de uma tese sobre assunto de pesquisa original em determinada área acadêmica. Às mais das vezes, a tese apresentada não contém dissertações filosóficas, sendo um mero relato do programa de pesquisas do candidato, tendo em vista indicar como resultados da pesquisa se integraram no quadro geral da área acadêmica escolhida pelo estudante.

De fato, como estudante de graduação em Química, verifiquei que eram desencorajadas as dissertações filosóficas, sendo mesmo quase que totalmente excluídas em conferências e seminários. A título de ilustração, lembro-me de um conferencista de Termodinâmica que foi argüido por um estudante a respeito de como ele e os demais estudantes responderiam à pergunta: “Não é a Teoria da Evolução uma contradição do Segundo Princípio da Termodinâmica?” O conferencista recusou-se a responder à pergunta e não permitiu que ninguém mais discutisse essa pergunta vital.

Além disso, tem sido minha experiência, tanto como aluno de pós-graduação quanto como pesquisador pós-doutorado na área de Físico-Química, que não têm sido encorajadas discussões filosóficas em conferências, seminários e simpósios, e que na maior parte do ensino das ciências são totalmente desprezados o método científico e a filosofia da ciência. O resultado de ensinar Química dessa maneira, isto é, como uma disciplina exata, é uma pletora de detentores do título de Doutor em Química que, às mais das vezes, são incapazes de raciocínio filosófico, e que não dão consideração alguma às implicações das várias hipóteses e teorias em que foram doutrinados.
UniformismoAs leis físicas da natureza, como por exemplo as leis da gravidade, da termodinâmica, e do movimento, são ensinadas com a inferência de que elas sempre estiveram e sempre continuarão a estar em ação.

Semelhantemente, com as grandezas físicas (tais como a velocidade da luz, a intensidade das ligações químicas, as propriedades físicas e químicas das substâncias), há de novo essa inferência de que os valores e as propriedades determinados atualmente são os mesmos que teriam sido determinados em qualquer tempo, quer no passado, quer no futuro.

Essa inferência, contudo, é verdadeira somente para o período de tempo que decorre desde a Criação pelo onipotente Criador até o dia em que “os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados e a Terra e as obras que nela existem serão atingidas” (1). Além disso, a palavra de Deus relata que Deus “é antes de todas as coisas, nEle tudo subsiste” (2).

De fato, porque Deus é imutável (3), não é irrazoável deduzir que a maioria das leis que regem a Ciência, bem como as propriedades físicas e químicas da matéria, não se têm alterado desde a Criação, e não se alterarão até a “destruição”. Deve, entretanto, ser notado que certas propriedades mensuráveis não são constantes, o seu valor variando de ano a ano, como por exemplo a posição na esfera celeste para a qual aponta o Polo norte (4) e o valor do momento magnético terrestre (5).

É dada pouca consideração, pelos estudantes das Ciências, à veracidade e/ou às implicações da inferência anterior, porque, de maneira geral, a Hipótese Uniformista está integrada no todo da Ciência, e é aceita consciente ou inconscientemente como verdade sem contestação. Essa hipótese, que foi divulgada por Charles Lyell (1797-1875) no seu famoso livro “Princípios de Geologia”, pode ser expressa resumidamente como “o presente é a chave para o passado”.

Pensa-se comumente que essa hipótese é aplicada somente ao campo da Geologia, onde se ensina que todos os processos geológicos ora em operação na Terra, estiveram em ação da mesma maneira no passado, ao longo de períodos de tempo extremamente longos, e que tais processos graduais são os responsáveis pelo mundo tal qual o vemos hoje, com os seus continentes de montanhas, vales e estratos fossilíferos. Pode-se ver, entretanto, que a hipótese do Uniformismo de Lyell está em ação não só no campo da Geologia, como também em todas as áreas da Ciência.
Cosmologia
No campo da Cosmologia, esse tipo de raciocínio levou a duas diferentes hipóteses evolucionistas relativas à natureza do Universo - a hipótese do “Regime Permanente” de Hoyle (também chamada de hipótese da “criação contínua”, embora envolva uma evolução contínua, e não criação, de matéria a partir do nada), e a hipótese de Gamow, da “Oscilação Eterna” (também chamada de hipótese do “big-bang”, isto é, da explosão inicial).A hipótese de Hoyle pode ser expressa mediante uma de suas próprias frases:

“Essa idéia requer que os átomos permaneçam continuamente no Universo, ao invés de serem criados explosivamente em algum instante definido no passado” (6).

A teoria de Gamow, por outro lado, expressa-se na conclusão de que
“... nosso Universo existiu desde a eternidade, e que até cerca de cinco bilhões de anos atrás ele estava contraindo-se uniformemente a partir de um estado de rarefação infinita; que há cinco bilhões de anos ele atingiu um estado de máxima compressão, no qual a densidade de toda a sua matéria pode ter sido tão grande quanto a das partículas armazenadas no núcleo atômico (isto é, cem bilhões de vezes a densidade da água), e que o Universo atualmente está em expansão, tendendo irreversivelmente a um estado de rarefação infinita” (7).

Ambas as teorias são evolucionistas e uniformistas em seu contexto, e ambas envolvem a hipótese de que o Universo não teve um princípio e não terá um fim. A diferença entre elas pode ser resumida da seguinte maneira:

“A teoria do regime permanente sugere que o Universo seja mais ou menos o mesmo em qualquer posição ou instante, no passado, no presente, ou no futuro, enquanto que, de acordo com a cosmologia da explosão inicial, o Universo (que divisamos atualmente) teve seu início num estado altamente comprimido, como um átomo primordial, que explodiu e desenvolveu-se no sistema de galáxias atualmente observáveis” (8).

Como os defensores de ambas essas teorias supõem que as leis que regem as Ciências e as propriedades físicas e químicas da matéria têm permanecido as mesmas no decorrer do tempo, conclui-se que o estudo das transformações que ocorrem atualmente no Universo, bem como as observações de estrelas e galáxias remotas, é a chave da compreensão de como evoluiu o Universo, isto é, o presente é a chave para o passado. E essa é a definição da Hipótese do Uniformismo!

Evolução Química
Evidentemente, é essa hipótese a filosofia que norteia o estudo da Evolução Química - um termo que “passou a indicar os acontecimentos químicos que tiveram lugar na primitiva Terra prebiótica (cerca de 4,5 a 3,5 bilhões de anos atrás), levando ao aparecimento da primeira célula viva” (9).

Novamente usando o seu princípio de fé, de que “o presente é a chave para o passado”, os cientistas reproduziram nos seus laboratórios condições atmosféricas semelhantes às que supuseram ter existido na primitiva Terra prebiótica, e impuseram descargas elétricas e radiações eletromagnéticas nessa atmosfera inorgânica, tentando produzir compostos orgânicos.

Exemplificando, Miller em 1953 (10) produziu glicina, alanina a e b, ácido aspártico e ácido butírico a-amino, a partir de uma mistura de metana, amônia, vapor d’água e Hidrogênio, utilizando radiação de alta energia (Figura 1). Lemmon resume o resultado de todas as experiências sobre evolução química realizadas até março de 1969, da seguinte maneira:

“As moléculas orgânicas mais importantes (biomonômeros) dos sistemas vivos foram enumeradas como os vinte aminoácidos das proteínas naturais, as cinco bases do ácido nucleico, a glucose, a ribose e a desoxirribose. As experiências de laboratório efetuadas sob condições claramente condizentes com as condições prováveis existentes na Terra primitiva resultaram no aparecimento de pelo menos 15 dos 20 aminoácidos, 4 das 5 bases de ácido nucleico, e 2 dos 3 açúcares. Adicionalmente, foram observados representantes de nucleosídeos, nucleotídeos, ácidos graxos e porfirinas biologicamente importantes. Essa pesquisa tornou claro que esses compostos ter-se-iam acumulado na Terra primitiva (prebiótica), e que a sua formação é o resultado inevitável da ação das altas energias disponíveis na primitiva atmosfera terrestre.” (Referência 9).

Com os resultados de tais experiências em mente, os cientistas afirmam que no decorrer do tempo tais moléculas orgânicas sem vida tornaram-se associadas num organismo vivo, por obra do acaso (11).
Figura 1 (Acima)
Produtos obtidos na experiência de Miller
Figura 2 (Acima)
Blocos de construção do DNA
 
Probabilidade
Examinemos essa hipótese da origem da vida por acaso, a partir de moléculas orgânicas inanimadas. Suponhamos que temos 20 aminoácidos distintos, e que desejamos construir aleatoriamente uma pequena proteína de 100 aminoácidos distribuídos numa determinada seqüência. Nesse caso, há um total de 20100 ou 10130 configurações possíveis para essa proteína. A hidrosfera terrestre (12) tem a dimensão de 1,37.109 quilômetros cúbicos, contendo cerca de 1047 moléculas (13).

Vamos supor agora que o oceano terrestre prebiótico fosse das mesmas dimensões que a atual hidrosfera, mas que ao invés de conter 1047 moléculas de água, contivesse l047 moléculas dos aminoácidos considerados, o que não deixaria de ser um caldo primordial bastante concentrado, considerando-se que, de acordo com os evolucionistas químicos, teriam sido necessários 3.108 anos para que os oceanos terrestres abiogênicos desenvolvessem uma solução de 1% de matéria orgânica (14).

Suponhamos, então, que todos esses aminoácidos se combinassem para formar uma molécula de proteína de 100 aminoácidos em cada segundo. Isso produziria l045 proteínas por segundo. Um ano tem cerca de 3.107 segundos, ou, arredondando-se, 108 segundos. Assim, seriam formadas cada ano 1053 proteínas com 100 aminoácidos.

Embora variem as cosmologias, muitos evolucionistas sustentam que a Terra se condensou de uma nuvem de poeira há cerca de 4,5 a 4,8.109 anos (15). Mesmo supondo que fosse há 1010 anos, isso significaria que, durante todo esse período de tempo, ter-se-iam formado 1063 proteínas de 100 aminoácidos.

Isso, entretanto, ainda seria 1067 vezes menor do que as 10130 configurações possíveis, o que significa que é de 1 para 1067 a probabilidade de formar-se por acaso, durante 1010 anos, uma simples proteína de 100 aminoácidos, com 20 aminoácidos distintos, a partir dos oceanos da Terra compostos de tão somente aqueles 20 aminoácidos!

Os evolucionistas químicos, como Lemmon, já citado, insistem entretanto que moléculas orgânicas inanimadas compuseram-se por acaso para formar organismos vivos, no intervalo de cerca de 109 anos. Para que no exemplo anterior pudesse ser produzida a proteína de 100 aminoácidos no período de 109 anos, os aminoácidos deveriam combinar-se diferentemente cerca de 1068 vezes por segundo!

Considerando o DNA
Quanto tempo seria necessário para formar por acaso, no exemplo anterior, uma molécula de DNA (ácido desoxirribonucleico)? Essa molécula compõe-se das quatro bases - Adenina, Citosina, Guanina e Timina, normalmente indicadas somente pelas respectivas iniciais A, C, G e T - que são mantidas unidas como degraus de uma escada espiral, por ligações de açúcar e fosfato, formando uma cadeia (Figuras 2 e 3).
Figura 3 – Estrutura do DNA
É exatamente a estrutura dessa longa molécula espiralada que determina que ratos darão origem somente a ratos, cravos somente a cravos, e seres humanos somente a seres humanos. O DNA existente no ÆX174, um pequeno vírus que ataca o bacilo Escherichia coli, é uma molécula circular monofilamentar composta não de 100 aminoácidos como a simples proteína hipotética do exemplo anterior, mas de 5500 desoxinucleotídeos (16), enquanto que nas bactérias essa quantidade é 1000 vezes maior, e nas células humanas 1.000.000 de vezes maior.

O DNA é uma molécula das mais complexas, constituindo realmente um código genético semelhante a um arquivo ou computador de controle. A sua receita genética é tão complexa que o detentor do Prêmio Nobel F. H. C. Crick chegou a afirmar que se essa linguagem da vida pudesse ser traduzida para o Inglês, ocuparia 1000 livros de 500 páginas. Não se conhece livro algum com semelhante extensão. Tal código seria cerca de 300 vezes mais extenso que as obras completas de Shakeaspeare e cerca de 20 vezes mais extenso que a Enciclopédia Britânica. Mesmo em face de toda essa complexidade, os evolucionistas querem que se acredite que o código genético surgiu por acaso.

Abordagem ilógica
Para ressaltar o raciocínio e a filosofia dos evolucionistas químicos, Victor Pearce (17) utiliza a seguinte ilustração:

Um aborígine se posta diante de um avião - um aborígine que só recentemente tomou conhecimento da existência de metais e de processos de fundição. O homem civilizado, impaciente com a recusa do aborígine em acreditar nas fábricas de avião existentes no mundo civilizado, ironicamente satisfaz a curiosidade do aborígine dizendo que o avião surgiu da seguinte maneira.

Houve um dia uma terrível tempestade. Relâmpagos atingiram rochas ricas em minérios e derreteram os vários minérios formando montes de ferro, cobre e alumínio.
Novamente relâmpagos atingiram os metais antes do seu resfriamento, conformando-os sob diversas configurações inerentes à sua própria constituição atômica. Resultou, assim, a formação de componentes simples - porcas, parafusos, chapas de alumínio, etc.

Novamente atuaram os relâmpagos, formando-se então componentes mais complexos - cabeçotes, pistões, anéis, fios de cobre (imediatamente isolados), turbinas, pás, componentes das hélices propulsoras, rotores - ao mesmo tempo em que se fundiram algumas seringueiras dando origem aos pneus, e tudo ficando amontoado em um canto.

Novamente agem os relâmpagos atingindo o monte de peças e fazendo-as voar pelo ar. Algumas das porcas ficaram suficientemente próximas dos parafusos para poderem satisfazer a uma atração inerente, rosqueando-se mutuamente e prendendo outros componentes nesse processo, sendo assim naturalmente selecionadas para a construção do avião. Outras peças caíram inutilizadas, como restos indesejáveis, sendo então rejeitadas.

Após sucessivas descargas elétricas, formaram-se as unidades maiores - motores, painel de instrumentos, estruturas, fuselagem, tanques de combustível, assentos e pias do lavatório.

Por coincidência um terremoto rompeu os estratos e liberou óleo de uma anticlinal. O óleo escorreu e foi encher os tanques, após ser destilado e classificado em tipos de diversas viscosidades, no trajeto.

Uma descarga final fez com que tudo fosse para o ar. Havia muito mais peças do que as necessárias para a construção de um avião, mas as que por sorte ficaram numa posição viável, constituíram um aparelho completo que em seguida conseguiu realizar com segurança a sua aterrissagem.

Não é esse exatamente o tipo de fábula em que os evolucionistas querem que acreditemos?

Com relação à confusão
Finalmente, voltando à pergunta inicial feita ao conferencista de Termodinâmica: “Não é a Teoria da Evolução uma contradição ao Segundo Princípio?” A resposta é “Sim”! De acordo com a Teoria da Evolução, com o decorrer do tempo o caos e a confusão evoluirão no sentido da ordem, enquanto que, de acordo com o Segundo Princípio da Termodinâmica, com o decorrer do tempo a ordem dará origem ao caos e à confusão.
Parece que o Segundo Princípio aplica-se aos evolucionistas, pois, no decorrer do tempo, tendo eles deixado de lado o raciocínio ordenado apresentado pela Bíblia, o seu próprio raciocínio tornou-se caótico e confuso.
A Bíblia nos diz que “Deus não é o autor da confusão” (18) e que Ele criou plantas e animais com o seu próprio DNA particular, de tal modo que se reproduzissem somente “conforme a sua espécie” (19).
BibliografiaReferências

(l) II Pedro 3:10 (Tradução da “Authorized Version”).
(2) Colossenses 1:17 (Tradução da “The Amplified Bible”).
(3) Malaquias 3:6.
(4) Moore, Patrick. 1961. Astronomy. Oldbourne, London, p. 22.
(5) Barnes, Thomas G. 1971. Decay of the earth's magnetic moment and the geochronological implications, Creation Research Society Quarterly, 8(1): 24 - 29. June.
(6) Hoyle, Fred. 1955. Frontiers of astronomy. Harper's, New York, p. 317.
(7) Gamow, George. 1955. Modern cosmology. (in) The new astronomy. Editors of The Scientific American. Simon and Schuster, New York, p. 23.
(8) Nature Science Report on 1968. Macmillan, London, p. 2.
(9) Lemmon, Richard M. 1970. Chemical evolution, Chemical Reviews, 70:95-109.
(10) Miller, S.L. 1953. A production of aminoacids under possible primitive earth conditions. Science, 117:528-529.
(11) Barghoorn, Elso S. 1971. The oldest fossils, Scientific American, 224 (5):30-42.
(12) Water (in) Van Nostrand's Scientific Encyclopedia. 1947. D. Van Nostrand Company, Inc. New York.
(13) Com a hipótese de que a densidade da água seja 1 g/cm3, e que 1 molécula de água pese 3.10-23 g.
(14) Shklovskii, I. S. and C. Sagan. 1966. Intelligent life in the universe. Holden-Day, Inc., San Francisco, Calif., p. 233.
(15) Tilton, G.R. and R.H. Steiger. 1965. Lead isotopes and the age of the earth, Science, 150:1805-1808.
(16) Goulian. M. 1969. Synthesis of vital DNA, Science Journal, 5 (3):35-42.
(17) Pearce, E. K. V. 1969. Who was Adam? The Patter-noster Press, Exeter, Devon, United Kingdom, p. 104.
(18) I Coríntios 14:33 (Tradução da Versão Autorizada Americana).
(19) Gênesis 1:11-12, 20-21, e 24-25.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Livro: "Deus não está morto 2" de Rice Broocks

- Argumentos e Respostas para as Principais Questões Sobre o Filho de Deus - 

Editora Thomas Nelson Brasil

Embasando-se em fatos e em argumentação cientifica, Rice Broocks ataca o ceticismo sobre a concepção da figura de Jesus na sociedade moderna e procura mostrar aos seus leitores um trajeto de raciocínio que ajuda a tornar a fé em argumento real e com credibilidade. O objetivo de Broocks é mostrar por que as teorias modernas que procuram desmentir o conceito de Jesus podem estar erradas. O livro é extensão natural dos conceitos expostos no livro Deus não está morto e no filme popular que carregou o mesmo título. - See more at: http://www.thomasnelson.com.br/livro/deus-nao-esta-morto-2/#sthash.Sz1aOcmb.dpuf