terça-feira, 14 de julho de 2015

Livro: "Poluição e a Morte do Homem" de Francis Schaeffer

A resposta cristã à depredação humana do jardim de Deus

Sinopse
"Quando nós tivermos aprendido a visão cristã da natureza, então poderá haver uma ecologia verdadeira; a beleza fluirá, a liberdade psicológica virá, e o mundo parará de ser transformado em um deserto. Porque é correto, baseado num sistema cristão completo - que é forte o bastante para resistir a tudo porque é verdadeiro - quando eu encaro o ranúnculo, eu digo: "Criatura companheira, criatura companheira, eu não pisarei em você. Somos ambos criaturas."
Francis Schaeffer, capítulo 6

"Qual será a longo prazo a importância de Francis Schaeffer? Tenho certeza ... de que não estarei errado ao saudar Francis Schaeffer - que enxergou bem mais intensamente do que nós ... e agonizou sobre a sua percepção bem amis intensamente do que nós - como um dos verdadeiramente grandes cristãos do meu tempo."

J. I. Packer

segunda-feira, 13 de julho de 2015

OS TRILOBITAS: UM ENIGMA DE COMPLEXIDADE



Arthur V. Chadwick
(Arthur V. Chadwick, PhD., é Professor de Geologia e Biologia na Southwestern Adventist University, em Keene, Texas, 76059, U.S.A.)

Este artigo foi o tema da palestra efetuada pelo Dr. Chadwick no III Encontro Nacional de Criacionistas e I Encontro Internacional, realizado em janeiro de 1999 no Instituto Adventista de Ensino, em S.Paulo. Apresentam-se a seguir alguns tópicos selecionados que podem ilustrar o assunto abordado:

Introdução
O mundo atual está na crista da onda do aumento de informações na área de Biologia Molecular. As informações estão sendo geradas tão rapidamente que é impossível que os pesquisadores da área se mantenham atualizados com o fluxo de dados; assim, a interpretação fica atrasada em relação ao surgimento dos dados. Nossa compreensão das complexidades de estrutura e função dentro da célula é revolucionada mais e mais quando descobrimos novos detalhes dos processos celulares. Neste contexto, é uma tragédia particular que nós continuemos, cegamente, dogmatizando uma teoria fundamental da biologia que tem mais de 150 anos: a teoria da evolução.

É compreensível que Darwin e outros dos primeiros protagonistas da teoria da evolução não levassem em conta as dificuldades envolvidas na evolução de formas de vida complexas, quando quase nada se conhecia sobre elas. Este era o caso quando Darwin começou a formalizar sua versão de uma teoria para a evolução espontânea e não dirigida de formas de vida, na primeira metade do século 19. O mesmo aconteceu no século subseqüente. Mas, durante os últimos 30 anos, o quadro tem sido mudado pelas ferramentas da sistemática molecular moderna, juntamente com os avanços em nossa compreensão dos processos celulares e moleculares em uma ampla variedade de organismos. Agora é possível fazer comparações detalhadas dos aspectos moleculares de uma grande variedade de organismos e construir ligações filogenéticas entre estes organismos, baseando-se nestas comparações. Com estas poderosas ferramentas à disposição, não é mais necessário supor que tipos de processos operavam nos organismos extintos, que não estão mais à disposição para serem estudados. Muito da arquitetura molecular de tais formas pode ser reconstruído a partir de dados facilmente disponíveis para nós atualmente. As conclusões de tal trabalho são muito surpreendentes e compreendem o assunto desta apresentação.

Os trilobitas são membros extintos do filo Arthropoda, ao qual pertencem os insetos modernos. Estas criaturas deixaram um registro fóssil longo e detalhado nas rochas, começando no início do Cambriano e terminando no Permiano. Os trilobitas eram formas requintadas, que possuíam corpos segmentados elaborados, com sistema nervoso cefalizado, apêndices torácicos e abdominais articulados, antenas e olhos compostos. Devido ao fato de os trilobitas serem formas extintas, sabemos muito pouco sobre seus hábitos de vida, exceto pelo que podemos deduzir pela sua associação com outras formas que têm representantes vivos, e a partir também de reconstruções cuidadosas dos ambientes deposicionais nos quais eles são encontrados. Entretanto, a teoria da evolução fornece-nos um mecanismo para reconstruir, em detalhes inimagináveis, a fisiologia e a biologia molecular destes primeiros tipos de metazoários, amplamente distribuídos.

Esta reconstrução tem um grande significado por nos fornecer um quadro da riqueza e complexidade das primeiras criaturas metazoárias. Esta reconstrução também contribuirá substancialmente para nossa compreensão dos processos que teriam que ter precedido o aparecimento destas surpreendentes criaturas que, em quase todos os lugares, marcam os limites entre rochas essencialmente desprovidas de vida metazoária e aquelas rochas que contêm evidência abundante de vida metazoária. Antes de começarmos a explorar a natureza dos trilobitas, lancemos algumas bases fundamentais para as premissas que exploraremos em nossa reconstrução.

Assim, neste artigo eu pretendo:
1. Demonstrar, usando a suposição fundamental da teoria da evolução, que podemos conhecer, em detalhes requintados, a biologia molecular do trilobita;
2. Mostrar que os trilobitas são tão complexos, a nível molecular, como qualquer forma moderna e, na ausência de qualquer evidência física da evolução de sistemas complexos, ou do aumento no conteúdo informacional dos sistemas complexos existentes, a crença na teoria da evolução é uma questão de pura fé, já que não há evidência física para o aumento no conteúdo informacional de qualquer sistema complexo. Outra teoria que explica as origens – a Criação Especial – tem precedentes científicos, porque ela realmente oferece uma explicação para as origens que se harmoniza com os dados disponíveis.

Origem das células
Todos os seres vivos, incluindo os trilobitas, são compostos por células. A teoria da evolução propõe que estas células surgiram num passado distante, a partir de um ou mais sistemas vivos complexos, derivados por processos naturais de materiais presentes na "terra pré-biótica". Estas proto-células primitivas teriam se estabelecido e, durante vastos períodos de tempo, desenvolvido sistemas complexos capazes de duplicação eficiente dos componentes necessários para a vida. Durante este período, os detalhes do código genético teriam sido trabalhados, os sistemas de enzimas necessários para a duplicação do DNA aperfeiçoados, as enzimas necessárias para produzir RNA–mensageiros funcionais desenvolvidas, e a maquinaria para produzir proteínas a partir da informação contida no RNA–mensageiro teria sido estabelecida. Uma área de especulação atual é se este sistema moderno foi o primeiro a se desenvolver, ou se um sistema mais simples, envolvendo apenas moléculas de RNA capazes de auto-duplicação e atividade catalítica, o precedeu. Esta última sugestão apareceu, em primeiro lugar, para oferecer uma solução para o dilema criado pela necessidade do aparecimento simultâneo de proteínas e DNA para a codificação para aquelas mesmas proteínas. Mas atualmente existe pouca evidência de que estas moléculas de RNA catalíticas ou "ribozimas" tenham um papel altamente significativo nas células modernas, e permanece enigmático o problema da mudança de um sistema de ribozimas para um sistema de proteínas governadas por DNA. Apesar de a origem da vida não ser o assunto deste trabalho, vale a pena observar que este cenário, ou qualquer outro que explique a origem espontânea de uma célula viva, pertence ao campo da ficção científica. De qualquer forma, é muito evidente que, antes do início do Cambriano, os detalhes das células eucarióticas modernas, das quais os trilobitas eram compostos, estavam totalmente concluídos, como veremos.

Revelando o passado
O que podemos saber sobre a biologia molecular e celular, e a fisiologia do trilobita? A premissa fundamental desta apresentação é que podemos determinar, em detalhes precisos e requintados, os mecanismos que operavam nas células e tecidos dos trilobitas. Esta premissa está baseada em uma síntese fundamental da teoria da evolução: a de que características compartilhadas em comum por organismos distintos, a nível molecular ou celular, são devidos a ambos terem uma ancestralidade evolutiva comum. Esta suposição é amplamente aceita sob o prisma evolucionista, e envolve toda a teoria da evolução, sendo a base de toda a taxonomia evolutiva moderna. Apesar de algumas similaridades anatômicas serem consideradas exemplos de evolução convergente (derivadas independentemente e não relacionadas geneticamente), tais como as asas de insetos, répteis, aves e mamíferos, tais casos são facilmente identificáveis, e as similaridades que existem a nível celular e molecular são geralmente consideradas como indicadores de ancestralidade comum. Assim, as características moleculares compartilhadas pelas ervilhas e pelo homem requerem que tenha havido, em um passado longínquo, um ancestral comum a ambos, que possuísse estas características comuns. (árvore filogenética, segundo Wray et al.). Qualquer outra conclusão requereria que eventos altamente improváveis tivessem acontecido repetidamente, com exata precisão, e isto falsificaria a suposição fundamental da sistemática molecular e tributaria a credulidade além dos limites. Conseqüentemente, qualquer característica complexa compartilhada pelos artrópodes modernos e pelo homem, ou pelos artrópodes e pela ervilha, deveria ter estado presente no ancestral comum a ambas as formas.

Assim, a presença de características de biologia celular ou molecular em comum, entre os artrópodes modernos e o homem ou outras formas, requer que estas características sejam compartilhadas pelo ancestral comum de artrópodes e do homem. Como os trilobitas eram artrópodes, eles também devem ter apresentado estas características e então podemos, confiantemente, atribuir estas características complexas aos primeiros metazoários.

Dentre um grande número possível, vamos analisar alguns sistemas biológicos moleculares complexos. Será necessário, naturalmente, incluir algum material de natureza bastante técnica, a fim de demonstrar o nível de complexidade presente nas células. Isto é inevitável, pois esta base é necessária para desenvolver os pontos importantes. Estes detalhes são bem conhecidos pelos biólogos moleculares, mas não é necessário ser um biólogo molecular, nem entender os detalhes da complexidade, para entender o significado dos argumentos. Vou começar com a consideração de alguns dos processos básicos compartilhados pelas células dos metazoários. Então iremos examinar algumas das complexas características dos organismos metazoários, incluindo os trilobitas.

A biologia do desenvolvimento dos trilobitas
O que podemos dizer sobre as vias metabólicas complicadas pelas quais um simples óvulo, no ovário de uma mãe trilobita, se transforma num descendente viável? Muito mais do que você poderia imaginar, graças aos avanços recentes em nossa compreensão da biologia molecular do desenvolvimento. Aqui eu só poderei dar um esboço dos detalhes. Deixe-me rapidamente contar um pouco sobre como um inseto é formado. Aqui nós vamos discutir sobre a mosca das frutas, Drosophila, que é um inseto que sofre metamorfose. Como estes insetos são bastante pequenos, não seria prática a eclosão de um descendente com asas, completamente funcionais, a partir de um óvulo fertilizado. A estratégia de muitos insetos é colocar um ovo, o qual "eclode" originando um ovo maior, chamado de larva. A larva é apenas um saco para acumular material alimentar, na preparação para a produção da forma adulta. Entretanto, nos recônditos mais profundos de cada larva, estão as sementes embrionárias de um organismo adulto. Denominados "discos imaginários", estes tecidos especializados permanecem dormentes até a formação da pupa. Neste momento a larva se dissolve e os discos imaginários se transformam nas várias partes do adulto. Este é um processo surpreendente por si só, mas a seqüência de eventos que levam à formação dos discos imaginários oferece uma visão sem precedentes do processo de desenvolvimento, que nos será de grande interesse em nossa consideração sobre o trilobita.

Enquanto o ovo ainda está dentro do ovário, são estabelecidos gradientes específicos de produtos gênicos reguladores dentro do ovo. Estes m-RNAs ou proteínas se originam do próprio núcleo do ovo ou de células maternas acessórias que rodeiam o ovo no ovário. Após a fertilização, são ativadas séries adicionais de genes, produzindo proteínas reguladoras adicionais, em regiões específicas do ovo fertilizado. Esta distribuição assimétrica de proteínas reguladoras resulta em cada célula ter uma combinação única de reguladores. O balanço desses genes reguladores determina quais genes são ativados e quais são suprimidos em cada célula, e esta assimetria, por sua vez, determina cabeça e cauda, e diferenciação ao longo dos eixos do corpo resultantes.

Este sistema de desenvolvimento é fantasticamente complexo. Estudos genéticos em Drosophila revelaram uma classe de genes do desenvolvimento que, quando sofriam mutação, resultavam não apenas em uma única alteração, tal como a cor do olho, mas produziam efeitos em massa que eram letais, ou resultavam em mudanças monstruosas na forma do corpo. Por exemplo, uma única mutação gênica em um dos genes reguladores resultou no crescimento de pernas no local onde se encontram normalmente as antenas, ou na formação de um segmento extra no corpo, com um par extra de asas. Vastas redes reguladoras ligam cada um desses genes do desenvolvimento a centenas de outros genes. Para seu assombro, investigadores descobriram que os genes que estavam controlando o desenvolvimento das moscas das frutas e os genes que controlam o desenvolvimento dos vertebrados, incluindo camundongos e homens, tinham estrutura muito semelhante e freqüentemente controlavam partes análogas dos embriões das moscas e do homem. E assim, estas seqüências de genes do desenvolvimento, presentes nas moscas e no homem, também estavam presentes nos trilobitas.

Estudos subseqüentes revelaram a localização de alguns destes genes no cromossomo. Quando se identificou e mapeou a série principal de genes reguladores que determina a polaridade do embrião de Drosophila (genes HOM-C), os investigadores descobriram um fato surpreendente, um fato que eles não esperavam e com o qual não estavam preparados para lidar, quando o encontraram: os genes que controlavam o desenvolvimento do eixo do embrião, da cabeça à cauda, estavam localizados no cromossomo na mesma ordem que a das porções da anatomia do organismo cujo desenvolvimento eles controlavam (colinearidade). Isto é inesperado por muitas razões, sendo uma delas a improbabilidade de tal arranjo ocorrer na ausência de um projetista. Alguns anos atrás, Murry Eden, um matemático do M.I.T., demonstrou a improbabilidade de se obterem genes com uma seqüência específica no cromossomo. Parece não haver nenhuma razão funcional para estes genes estarem tão organizados, apesar de que este quadro pode mudar. Mas este não era o fato mais assombroso. Estudos subseqüentes em vertebrados (principalmente nos camundongos, mas também no homem) mostraram que tipos semelhantes de proteínas reguladoras eram responsáveis pelo ordenamento da organização da cabeça até a cauda do corpo dos vertebrados, incluindo o homem. E estes genes (chamados de genes Hox), que eram muito semelhantes aos genes equivalentes na Drosophila (em alguns genes homeóticos, a similaridade entre Drosophila e o homem é de 98%) estão localizados no cromossomo na mesma ordem que a das moscas das frutas! Eles devem ter tido uma origem comum! E eles deviam estar presentes no trilobita, a primeira forma metazoária do Cambriano. Assim, nas primeiras formas, não só estavam presentes todas as complexidades da célula eucariota, mas também estava operando toda a complexidade insondável do sistema de desenvolvimento, envolvendo a interação de milhares de genes que todas as formas cefalizadas parecem ter em comum.

O olho do trilobita
O olho tem sido objeto de assombro durante toda a história registrada, devido às suas funções críticas. Certamente a existência de olhos compostos e completamente funcionais nos primeiros metazoários tem feito com que, de quando em quando, evolucionistas pensantes questionem seriamente sobre a base de sua origem. No caso dos trilobitas, não só as primeiras formas a aparecerem estavam equipadas com órgãos visuais altamente organizados, mas algumas das propriedades recentemente descobertas dos olhos dos trilobitas representam uma "proeza em otimização de função". Os olhos dos trilobitas, a partir do que podemos concluir pelo estudo das formas fósseis, têm muito em comum com os olhos dos insetos modernos. Certos trilobitas de meados do Paleozóico têm um sistema ótico único, desconhecido em qualquer outra criatura. O físico nuclear Levi-Setti (Diretor do Fermilab, da Universidade de Chicago), que é aficcionado por trilobitas, afirma com franqueza impertubável:

"E uma descoberta final – a de que a interface refratora entre os dois elementos das lentes do olho do trilobita foi projetada [ênfase adicionada] de acordo com as construções óticas elaboradas por Descartes e Huygens em meados do século dezessete – toca as raias da pura ficção científica".

Os eixos dos omatídeos individuais foram construídos a partir de cristais únicos de calcita, sendo o eixo ótico do cristal coincidente com o eixo ótico do elemento do olho. Isso representa um problema extraordinário para o trilobita, já que uma simples lente esférica e grossa de calcita não poderia decompor a luz em uma imagem. O elemento ótico do trilobita é uma lente composta, constituída por duas lentes com diferentes índices de refração, unidas em uma superfície de Huygens. Para que tal olho focalize a luz corretamente nos receptores, ele teria que ter exatamente esta forma de lente. Os princípios óticos requeridos foram elaborados pela primeira vez por Huygens no século dezessete, mas as lentes dos trilobitas funcionavam perfeitamente, usando estes princípios óticos, muito antes desse matemático holandês entender como. Os primeiros trilobitas não tinham estas lentes sofisticadas, mas os seus olhos eram, aparentemente, mais semelhantes aos dos insetos modernos. Porém, não se conhecem formas intermediárias no registro fóssil. Quando a lente de Huygens apareceu pela primeira vez, ela era completamente funcional.

O mecanismo regulador do desenvolvimento do olho deve realmente ser complexo. Estima-se que 2.500 a 5.000 genes estão envolvidos no processo de desenvolvimento. Alguns dos detalhes do desenvolvimento estão sendo solucionados em Drosophila, onde alguns dos genes de ligação mestres são conhecidos. Cada faceta individual ou omatídeo de um olho composto, tal como o da Drosophila, consiste de um grupo de oito células, sete das quais se desenvolverão em receptores de luz. Descobriu-se que uma dessas células retinais, chamada R7, era responsável pela detecção da luz ultra-violeta. A via do desenvolvimento da R7 tem sido assunto de uma intensa investigação por muitos anos. Ela revelou uma cascata de interações que parece representar a maioria das vias de ligação externa das células. A membrana da célula R7 contém uma proteína especial, o receptor da tirosina quinase (RTK). Esta proteína possui um sítio receptor extracelular, uma região transmembrana e uma região enzimática intracelular. Quando algum ligante externo se liga ao receptor (neste caso é o ligante de membrana da oitava célula), a molécula se une com outro RTK, formando um dímero. As duas moléculas então se empenham na fosforilação recíproca de três resíduos específicos de tirosina, cada um na outra molécula. Assim fosforilada, a região citosólica pode se ligar a uma proteína citoplasmática específica (GRB2) que reconhece o RTK fosforilado. Quando a GRB2 se liga ao RTK, este pode então se ligar a uma terceira proteína, Sos. O complexo Sos faz com que a proteína associada à membrana, Ras, perca GDP, que é então substituído por GTP. Nesta condição, a proteína Ras se liga à proteína chamada Raf, uma quinase da treonina/serina. Quando ligada ao Ras ativado, Raf é capaz de ligar e fosforilar outra quinase específica da tirosina/treonina, a MEK, ativando-a. MEK por sua vez ativa uma enzima citoplasmática, a MAP quinase, através da fosforilação dos resíduos de tirosina e treonina nesta enzima.

A MAP quinase está aparentemente envolvida na fosforilação das proteínas de ligação ao DNA e outras proteínas celulares chave, que resultam na mudança da direção da diferenciação celular, de tal modo que a célula agora se transformará numa R7 normal. O que é especialmente digno de nota nesta cascata, é que ela é encontrada em todas as células de organismos eucariotas multicelulares e, com pequenas alterações, também nos eucariotas unicelulares (leveduras e protozoários).

Recentemente, como resultado da manipulação de um gene mestre do desenvolvimento, o "eyeless", produziram-se moscas com olhos em várias partes do corpo, incluindo as asas, pernas e extremidades das antenas, como resultado da ativação do gene em posições anormais. Um gene mestre semelhante foi encontrado nos vertebrados, que possuem olhos completamente diferentes dos insetos. O gene do homem, camundongo e outros animais é quase idêntico ao da Drosophila. Quando o gene apropriado de um cromossomo do camundongo (e possivelmente também de um ser humano) foi inserido em uma mosca, ele produziu olhos de mosca em todos os lugares do corpo em que foi ativado. Os dois genes são suficientemente semelhantes, de modo que o gene de mamífero leva à formação de um olho de mosca. Nossa linha de raciocínio nos leva a concluir que o sistema de genes que leva ao desenvolvimento do olho estava presente e funcionando nos primeiros trilobitas. Há um número cada vez maior de vias metabólicas do desenvolvimento que são "conservadas evolutivamente", um eufemismo para "embaraçosamente semelhantes", em um largo espectro de organismos, e a maioria delas estaria presente nos trilobitas. Por exemplo, os genes responsáveis pela organização da dorso-ventralidade no homem foram descobertos, utilizando os genes de Drosophila como sonda molecular. Os genes responsáveis pela organização do cérebro humano na embriogênese foram descobertos utilizando os genes de Drosophila como sonda.

O olho, a parte posterior do cérebro e a medula espinhal, o "pathing" dos axônios, a diferenciação dos músculos do esqueleto e do coração, a resposta fotoperiódica, a escultura dos tecidos envolvendo a morte de células selecionadas (apoptose), a modelagem embrionária, a sinalização celular e milhares de outros exemplos de processos "conservados evolutivamente" poderiam ser citados. Até a formação dos membros é dirigida, nas moscas das frutas, por um gene (Hedgehog), cujo gene homólogo nos vertebrados (Hedgehog Sônico) comanda a formação dos membros em todos os vertebrados conhecidos, incluindo o homem, camundongo, galinha e até o peixe! O elaborado mecanismo responsável precede claramente qualquer organismo com membros conhecido. De onde veio toda essa informação?

O problema da complexidade dos primeiros metazoários
Onde e quando ocorreu a evolução???

CONCLUSÃO
Fizemos uma consideração cuidadosa de uma pequena amostragem dos milhares de exemplos de complexidades compartilhadas pelas formas modernas, que poderiam ter sido utilizados. Vimos que, a partir de uma cuidadosa consideração das evidências, a teoria da evolução não explica a origem dos sistemas ricos em informação dos organismos biológicos.

Vimos que os trilobitas, os primeiros fósseis abundantes e bem representados de metazoários, apresentavam uma complexidade inimaginável em cada detalhe, com olhos compostos, com apêndices abdominais e brânquias, com pernas e antenas e com formas esculturais intrincadas e complexas. Eles possuíam sistemas musculares e nervosos totalmente funcionais. Os seus olhos se desenvolviam por processos não só semelhantes aos dos outros artrópodes, mas semelhantes aos dos vertebrados, incluindo o homem. O sistema complexo de desenvolvimento das formas cefalizadas já estava presente e funcionando. Milhares de outras complexidades de biologia molecular, compartilhadas pelas formas modernas, já estavam operando. De onde vieram estas complexidades? Não há evidência da existência de forma anterior alguma da qual elas poderiam ter derivado. Além disso, não há evidência da existência de algum mecanismo, nos sistemas biológicos, que adicione informações a sistemas complexos (Spetnar, 1998). Argumentar que eles vieram de formas pré-cambrianas, que não se preservaram porque não tinham partes duras, é argumentar novamente com base na AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA. A ausência de evidência, em ciência, deve ser interpretada como evidência de ausência. Não existe seqüência evolutiva pré-cambriana porque não houve evolução pré-cambriana. A evolução como uma explicação para a existência de sistemas viventes complexos é um ponto de vista de natureza religiosa, sustentado por aqueles que desejam que o mundo não tenha nenhum Originador. Os trilobitas e todas as outras formas apareceram em cena como organismos completamente formados e completamente competentes. Já passou da hora de substituir a teoria da evolução orgânica por uma teoria que possa explicar os dados. A única teoria que pode explicar a origem da informação é a teoria da Criação Especial.

Eu não peço desculpas por escolher colocar a minha fé na existência de um Mestre Projetista, uma posição que é consistente com a mais clara interpretação da evidência disponível no registro fóssil, consistente com a mais clara leitura do livro de Gênesis e uma fé que é positiva, enaltecedora e cheia de esperança para o futuro.

Resumo
Meu objetivo nesta apresentação foi explorar o impacto que as descobertas da biologia molecular moderna estão tendo em nossa compreensão da história da vida na Terra. Procurei demonstrar, usando uma suposição fundamental da teoria da evolução, que podemos conhecer, em detalhes requintados, a biologia molecular das primeiras formas de vida metazoárias, das quais temos um registro consistente – o trilobita. Reconstruimos a biologia molecular do trilobita, para construirmos um exemplo da existência, no primeiro metazoário fóssil, de todas as principais inovações representadas pelo espectro da vida na Terra atual. Na ausência de evidência física da evolução de sistemas complexos e na ausência de evidência de qualquer aumento no conteúdo informacional dos sistemas complexos existentes, a crença na teoria da evolução orgânica permanece como uma questão de pura fé. Na falta de evidência física para o aumento em conteúdo informacional de qualquer sistema complexo, outra teoria que explica as origens – Criação Especial – tem precedência científica, pois ela realmente oferece uma explicação para as origens que se adequa aos dados.


A tradução deste artigo foi feita pela Professora Dra. Márcia Oliveira de Paula

sábado, 11 de julho de 2015

Livro: "Como Viveremos?" de Francis Schaeffer

Editora Cultura Cristã

Sinopse
Uma análise das características principais de nossa época em busca de soluções para os problemas desta virada de milênio.

"Este livro não tem a pretensão de apresentar uma cronologia completa da cultura ocidental. A simples possibilidade de uma obra assim escrita é questionável. Mas este livro faz uma análise de momentos históricos importantes que contribuíram para a formação dos dias atuais e o pensamento daqueles que os geraram. Este estudo é feito com a esperança de que seja lançada luz sobre as características principais de nossa época e que soluções possam ser encontradas para a miríade de problemas que enfrentamos."

Francis Schaeffer
"Qual será a longo prazo a importância de Francis Schaeffer? Tenho certeza ... de que não estarei errado ao saudar Francis Schaeffer - que enxergou bem mais do que a maioria de nós ... e agonizou sobre a sua percepção bem mais intensamente do que nós - como um dos verdadeiramente grandes cristãos do meu tempo."

J. I. Packer

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Paulo viu Jesus no caminho para Damasco?


Sim.
I Co 9:1 - Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo, Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?

Não.
At 9:8 - E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco.

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Descontradizendo:
Por Guilherme Born:
8 - "E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco".

O texto diz que Paulo não via a ninguém porque estava cego. Ele ficou assim por três dias.

O texto de Atos que se refere a Saulo não ver Jesus está explícito em relação a cegueira que Saulo adquiriu após ver Jesus e conversar com Ele. Vejam que o texto é bem claro e explícito:

8 - "E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco".

Quem o conduziu? Os homens que estavam com Saulo. Porque ele precisaria se guiado pela mão? Porque estava cego.

Agora, porém, o texto de I Co não está se referindo literalmente a Saulo ter visto (enxergado) Jesus.

Porém é especulação dizermos que ele não viu Jesus antes de ficar cego. Pois o texto em Atos diz que apenas os homens que estavam com ele não enxergavam, mas não diz que Paulo não enxergou. Só diz que tinham que conduzi-lo pela mão, ou seja, ele ficou cego após o encontro.

Agora alegar contradição é burrice porque, logo em seguida a cegueira de Saulo, Ananias foi ao encontro de Saulo e disse que o mesmo havia "visto" Jesus. Ou seja, em I Co, Paulo diz que viu Jesus e em Atos, Ananias também afirma que Saulo (Paulo) havia visto Jesus. Onde temos então uma contradição? Em lugar algum!

Ananias e Paulo, ao relatarem o encontro de Paulo e Jesus, quando dizem que ele viu a Jesus, utilizam o verbo "ver" no lugar de "encontrar".

Mas é especulação afirmarmos que isso o "ver" não é literal, pois o texto não nos dá informações sólidas acerca de informação de que ele viu (enxergou) ou não a Jesus.

Conclusão:

Não há contradição

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Paulo foi malicioso?

Sim, ele foi malicioso.
II Co 12:16 - Mas seja assim, eu não vos fui pesado; mas, sendo astuto, vos tomei com dolo.

Não, ele não tinha malícia.
I Te 2:3 - Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência;

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Descontradizendo:
Por Pipe

Seria uma contradição, se a BDC estivesse usando dois textos pertencentes a mesma carta. Porém, a BDC usa um texto de Paulo aos Corintos, dizendo palavras referentes a sua estratégia para com os corintos, e o aplica na carta aos tessalonicenses.

Isto é o mesmo que eu escrever para um amigo nos EUA dizendo que eu nunca agi com astúcia para com ele; e ao mesmo tempo escrever a um amigo na Inglaterra, dizendo que fui astuto na minha relação com ele. Daí alguém pega as duas cartas e diz que eu estou me contradizendo. Isto tem sentido? É lógico que não. Eu não fui astuto para o meu amigo dos EUA e não para com o da Inglaterra.

Conclusão:
Paulo foi astuto para com os Corintos. Porém, não o foi para com os tessalonicenses. Seria uma contradição, se Paulo tivesse dito que não fora astuto para com os coríntios.

Portanto, não há nenhuma contradição!


Por Guilherme Born:
Com o texto pela NVI a contradição some:
II Co 12:16 - Seja como for, não lhes tenho sido um peso. No entanto, como sou astuto, eu os prendi com astúcia.

I Ts 2:3 - Pois nossa exortação não tem origem no erro nem em motivos impuros, nem temos intenção de enganá-los;

A palavra astúcia tem vários significados e três deles são "esperteza", "agilidade" e "má-índole."
Em II Co, Paulo, de acordo com o contexto do versículo, diz que utilizou de esperteza, ou agilidade. Pois ele não necessitava do dinheiro do povo, pois sua agilidade para com as coisas era o suficiente.

Já em I Ts, ele diz que não usa de má-índole para com os tessalônicos. Ou seja, os assuntos são totalmente diferentes. Dizem respeito a coisas totalmente diferentes, ou seja, é totalmente errada a colocação da BDC ao afirmar que estes dois versículos se contradizem. Isso só poderia ocorrer se o assunto fosse o mesmo e com as mesmas pessoas.


Portanto não há contradição.

terça-feira, 7 de julho de 2015

ORIGEM SUPERIOR DAS ESPÉCIES

Roberto Cesar de Azevedo é formado em Ciências Biológicas na USP, e atualmente é Departamental de Educação na DSA da IASD, e pode ser contactado no seguinte endereço: Caixa Postal 02600, CEP: 70279-970, Brasília, DF, BRASIL

Esta é a primeira parte de um artigo que continua com mais duas partes – "A Origem Diluviana dos Fósseis" e a "Origem Superior do Homem". A Folha Criacionista espera continuar a publicar nos seus próximos números as outras partes deste artigo. Seguem trechos selecionados do referido artigo.

Introdução geral
Para substituir o evolucionismo que dominou o panorama científico nos últimos cento e quarenta anos, estamos propondo a Teoria da Origem Superior das Espécies. Superior, porque de certo modo é o oposto da Teoria Inferior das Espécies proposta por Darwin (as espécies atuais provindo de espécies ancestrais inferiores). Superior, também, porque toma como base um grupo de fósseis não só inexplicáveis pela teoria evolucionista, como desafiadores, e por si só estimulantes para uma nova proposta – os fósseis gigantes.

Lá estão eles, os ancestrais da maioria das nossas espécies atuais, gigantescos, com o dobro do tamanho das espécies congêneres atuais, completos, majestosos, magníficos!

Nossa linha de argumentação será a defesa da ciência. A defesa do método científico, que exige a observação acurada como passo número um, seguida de honestidade intelectual.

A partir das décadas de oitenta e noventa, uma série de descobertas de fatos novos começou a abalar as estruturas do evolucionismo.

Apresentaremos, então, de modo compacto, a Teoria da Origem Superior das Espécies, procurando comparar as duas proposições, à medida que formos apresentando o temário.

1 – As espécies ancestrais são em geral superiores às equivalentes atuais, surgiram completas, complexas e prontas

Em seu livro "A Origem das Espécies", Darwin escreveu:
"As formas recentes são superiores às formas extintas, e de fato o são, pois surgiram posteriormente, sendo, portanto, mais aperfeiçoadas." (1)

Aqui o evolucionismo se perde totalmente, pois é incapaz de explicar como um olho se desenvolveu aos pedaços, aos tropeções.

Como a abelha aprendeu a fazer favos matemáticamente perfeitos? Já observamos que a mais antiga abelha encontrada em âmbar de New Jersey (que teria 80 milhões de anos), era "avançada, e pouco difere das abelhas que vivem hoje". (2)

É também um mistério para a evolução o tamanho dos vegetais e animais fósseis. Como vimos, ao comparamos as espécies fósseis com as equivalentes atuais, ao contrário do que imaginava Darwin, os espécimes fósseis são maiores, mais desenvolvidos e superiores às atuais. Diante disto, Isaac Asimov pergunta: a vida estaria se degenerando? Resposta correta: está se degenerando!

Corroborando a Teoria da Origem Superior das Espécies, recentemente foi descoberto o maior fóssil completo de mamífero. Ele foi encontrado por uma equipe de paleontólogos franceses, no Paquistão, a 700 quilômetros ao sul da capital, numa região desértica junto às montanhas Dra Bugti, na província de Baluquistão, e foi batizado de"baluchiterium". É semelhante a um enorme cavalo, com 7 metros de comprimento, 5 metros de altura, pesando entre 15 a 20 toneladas. (3, 4)

Portanto, para sermos coerentes com a realidade observada, temos que corrigir Darwin: O ancestral de cada espécie não é inferior, é superior!

2 – O Autor e mantenedor da vida é Deus, Criador sábio, Arquiteto e Planejador de cada ser vivo
Apesar de indiretas, as evidências do planejamento estão visíveis e disponíveis para todos. E, além de tudo, nosso Criador é um artista.

Era com assombro que o criacionista Albert Einstein observava uma "inteligência de tal superioridade, que todos os pensamentos e ações humanas não passam de um reflexo inteiramente insignificante". (5)

Evolucionismo
No entanto, Darwin substitui o inteligente e superior Deus, pela seleção natural, um "princípio" altamente incompetente que levou 4 bilhões de anos, na base da tentativa e erro, para criar vagarosamente as espécies atuais... Darwin atribuíu também à seleção natural as seguintes possibilidades:

a. "Urleia"
"Não vejo problema em aceitar que determinada raça de ursos, tenha se tornado, em virtude da seleção natural, ... uma criatura comparada às baleias "

E assim teremos uma criatura darwiniana que chamaremos de "urleia". É um urso negro que, abrindo bem a boca na água, "se transformará numa baleia." (7) A anedota foi tão jocosa , que os amigos de Darwin o aconselharam a retirar este exemplo das edições posteriores, pois colocaria em dúvida sua capacidade de observação e sua sanidade mental...

Por semelhança, teríamos o "lecego":

b. "Lecego"
Conforme a imaginação de Darwin, seria um lêmur voador que se transformou em morcego:
"Não vejo qualquer dificuldade insuperável em acreditar na possibilidade de que a seleção natural continua desenvolvendo essa membrana (do lêmur voador) até transformá-la num verdadeiro membro alado, à semelhança do que deve ter ocorrido com o morcego." (8)

O fóssil de morcêgo surgiu antes que o do lêmur, voando magnificamente e com todo equipamento de eco-localização... (Ver item 1.9 na referência 22).

c. "Beximão"
"Não tenho dúvida quanto ao fato, de que todos os vertebrados dotados de pulmão descendam... de algum ancestral primitivo sobre o qual nada sabemos ... dotado de uma bexiga natatória." (9)

d. "Rabo da girafa"
Darwin tinha grande dificuldade em compreender a origem da cauda da girafa. (10)

Estes são exemplos da magnífica ciência proposta por Darwin ... Onde está a observação cuidadosa? Onde está o método científico? Com a maior facilidade inventa as mais hilariantes e anticientíficas explicações!

Para grande surpresa dos evolucionistas, além do "princípio" da seleção natural – "um princípio" – Darwin precisa valer-se de um "ente", um poder quase sobrenatural para tomar o lugar de Deus, que opera através da variabilidade natural.(11) É um "poderoso agente", que "trabalha", "cada hora que passa", "esquadrinhando minuciosa-mente".

"É da fome e da morte que advém o mais elevado objetivo que somos capazes de conceber: a produção de animais superiores".(12)

Assim, Darwin não só inventou o seu "inferno particular" da luta alucinante pela vida, cujo motor é a fome e a morte, mas contratou para dirigí-lo um "poderoso agente". Depois culpou a Deus por isto!

Brincadeira...?

Darwin tinha uma técnica singular:
Primeiro – Atribui à seleção natural poderes extraordinários.

Segundo – Faz a brincadeira da "urleia", do "lecego", e do "beximão", que jamais ocorreram, observações errôneas por completo. Não observa, não vê, não demonstra absolutamente nada.

Terceiro – Neste ponto um cientista teria que rejeitar a teoria. E o que Darwin faz? Sem os fatos, teima na sua teoria!

Quarto – Passo triunfal dos erros de Darwin – a teoria está certa, não importando a comprovação dos fatos!

3. As espécies surgiram em meio ambiente adequado, adultas, completas, superiores, foram planejadas previamente, com desígnio e finalidade. No decorrer do tempo se degeneraram, involuíram. O meio ambiente foi preparado para receber a vida.

Novamente, como evidências, os fósseis analisados, espécie a espécie, mostram que elas são completas, superiores e "perfeitas".

Os primeiros fósseis não são primitivos unicelulares ... "mas formas complexas multicelulares" (15). Há órgãos e sistemas que podem ter sido degenerados.

O processo de modificação da variabilidade proposto pela Teoria da Origem Superior das Espécies, na realidade é muito mais acelerado do que a proposta evolucionista. Esta declaração pode causar surpresa, mas, dentro do conceito criacionista, o potencial de variabilidade dentro das "espécies-tronco" é muito amplo, e até radical.

Evolucionismo
O meio ambiente primordial não foi planejado, era inadequado para receber os seres vivos, caótico e pior que o atual.

As espécies, patrimônio genético, órgãos, funções, sistemas e instintos foram surgindo de modo incompleto, desordenado, aos pedaços, através de um acaso cego, sem plano, desígnio ou finalidade! No decorrer do tempo, melhoraram e evoluíram.

Os evolucionistas atacaram um Criador inteligente, e no seu lugar inventaram uma crendice fantasiosa, que lentíssimamente, aos tropeções, caoticamente, foi originando as espécies. Uma dose de "fé" e "presunção"incomensurável ...

1. Angiospermas
Quanto ao "mistério abominável" do surgimento das angiospermas (vegetais com flores, mais complexos), não se diz nada. Surgiram em bloco, simultaneamente e já especializadas, mais exuberantes que as atuais. Um tormento!

2. Abiogênese
Pior ainda é a questão da abiogênese. Os evolucionistas teimam, sem evidência científica alguma, que a vida proveio da não-vida, de simples elementos químicos.

Em 1972 enviamos nosso protesto à revista Ciência e Cultura. (16) As folclóricas explicações são conjecturas, improbabilidades, impossibilidades, nenhum evento as demonstrou ... Apesar disto, e insultuosamente, estão em qualquer livro de evolução, contradizendo Pasteur, que demonstrou claramente, e elegantemente, que a vida provém de vida, o que, aliás, desde 1864 é rejeitado pelos evolucionistas.

Hoje, 135 anos depois, a farsa continua. Desde quando isto é ciência? O método científico exige observação acurada, demonstração inequívoca, baseada em fatos comprovados. Para alguns evolucionistas, a abiogênese é apenas uma suposição. O que seria então abiogênese?

3. Os órgãos vestigiais
E o que dizer dos órgãos vestigiais?

Os "cientistas" evolucionistas depois de um século conseguiram identificar uma centena de órgãos vestigiais. Desde as amígdalas, apêndice, tireóide, timo, glândula pituitária, glândula pineal, todos eram considerados órgãos vestigiais. Seriam vestígios de órgãos completos existentes nos ancestrais.

A cegueira permaneceu até a década de 60, e ainda hoje aparece em certos livros evolucionistas! Não há órgãos vestigiais, há apenas ignorância completa a respeito de suas funções.

Anatomia do calote da geração espontânea – abiogênese
Primeiro – inventa-se o mito da geração espontânea molecular.

Depois, durante 135 anos se realizam milhares de pesquisas, tentando provar que a vida surgiu da não-vida.

Não encontrando NENHUMA evidência, a teoria deveria ser rejeitada, se fossem cientistas. Passam então a aceitar um absurdo.

Terceira fase – rejeição automática deste "pseudo-cientista crente" chamado Luís Pasteur!
Quarta fase – É a triunfal declaração de que a teoria da geração espontânea molecular é uma verdade estabelecida, e a abiogênese apenas uma suposição!

Não satisfeitos, declaram: "a teoria da geração espontânea foi experimentalmente refutada por Pasteur, mas de alguma forma teria que ter acontecido uma vez" (17) E passam a insultar o cientista que raciocina da causa para o efeito!

4. Conceito de espécie - As espécies são troncos básicos que contêm o patrimônio genético completo e singular, com ampla possibilidade de variabilidade, que produzem descendentes semelhantes a si

Por isto é possível caracterizar e classificar tanto as espécies fósseis como as atuais.
Sugerimos a seguinte tentativa experimental de definição de espécie: Duas variedades pertencem à mesma espécie se:

1. Podem se cruzar entre si, e produzir descendentes.
2. Os descendentes podem se cruzar entre si.
3. As duas variedades iniciais podem se cruzar com estes descendentes (resultantes do cruzamento anterior) e produzir descendentes.

Há uma "Floresta Viva" de espécies.

Evolucionismo
Para Darwin, não há espécie, mas "forma" ou "ser organizado", os quais estão todos ligados geneticamente entre si. As características dos ancestrais são diferentes das atuais. A conseqüência é a introdução da confusão na sistemática. Há uma "árvore genealógica" da vida.
Não há evidências para esta teoria, pois os fósseis equivalentes às espécies atuais são semelhantes entre si, e é possível classificá-los.

Variedades são confundidas com espécies. Por exemplo, para o trigo os evolucionistas apresentam 14 "espécies", sendo pelo menos 12 do gênero Triticum e 2 do gênero Aegilops.

No caso do algodão, haveria no mínimo 14 espécies. E o cão? Darwin imaginava que seriam 2 espécies, sem contar o lobo.

Portanto instalou-se a confusão na taxonomia (ciência que estuda a classificação dos seres vivos) vegetal e animal, a partir de Darwin.

Partindo da nossa sugestão de espécie, teríamos não 30 espécies de trigo algodão e cão, mas apenas 3 troncos e 30 variedades. Se considerarmos a "especiação" como uma "nova espécie", a qual derivou de uma "espécie tronco", mesmo que seja por isolamento geográfico ou reprodutivo, ela continuará como descendente desta espécie original.

Aliás, é sintomática a "multiplicação inflacionária" de espécies nos últimos anos. Falavam em 1,5 milhões de espécies atuais, número que se aproxima agora de 5 milhões. Há evolucionistas falando agora em 30 a 50 milhões de espécies!

O título do Livro de Darwin deveria ser "A NÃO Origem das NÃO Espécies"... ou "A Origem da Confusão."

Corrigindo Darwin – não é forma, ou ser organizado; é espécie

5. As espécies fósseis surgiram de modo repentino, súbito
Evidências – Os fósseis comprovam não somente o surgimento repentino, mas surgimento com todas suas características funcionais. Conforme Mc Alester, "verifica-se um rápido e drástico aparecimento dos primeiros animais". (21) Para o evolucionismo, o processo foi lentíssimo, demorado, o que não tem comprovação nos fatos.

Darwin diz que "parecia ter surgido de maneira abrupta", para depois dizer que a aparência era falsa.(22)

Os fatos desmentem a idéia de processos demorados e lentos, e isto é fatal à teoria de Darwin. A partir do momento em que os geólogos perceberam a falha do uniformismo, o conceito foi mudado para o "neocatastrofismo". Vários biólogos renomados perceberam a falha e houve um ajuste nos conceitos evolucionistas. Stephen Jay Gould é possivelmente aquele que percebeu mais rapidamente a situação, e foi então iniciada uma reavaliação na teoria evolucionista.

6. O patrimônio genético das espécies perpetua e mantém as características da espécie
A lei geral é da MANUTENÇÃO e perpetuação das características na espécie e nas populações.

As mudanças são exceção. E são em geral deletérias e prejudiciais, não levam à perfeição.
Tudo isto são evidências fortíssimas, observáveis por qualquer cientista, e corroboram Pasteur e Mendel.

Pasteur – "Vida provém da MESMA vida que lhe deu origem".
Mendel – "As características hereditárias são transmitidas DE ACORDO, CONFORME, as características ancestrais".

Estes dois cientistas são criacionistas, mas são rejeitados pela evolução. Nos dois casos, corroboram e apontam a MANUTENÇÃO das características da espécie e dos ancestrais, e não sua mudança.

A abiogenese é uma farsa, nunca foi demonstrada e é anticientífica.

A postura de Darwin quanto a Pasteur (que em 1864 apresentou os seus trabalhos), e Mendel (dois anos depois), é imperdoável.

Por isto, Mc Alester com razão afirmou: "Infelizmente a obra de Mendel foi ignorada, não somente por Darwin, como por parte dos cientistas da época." (23)

Se Darwin teve acesso aos dois trabalhos, e com possibilidade assim ocorreu, novamente surge o questionamento: era tão sábio que não entendeu, ou realmente percebeu, mas para evitar o desprestígio que causaria à sua obra, ignorou a ambos? Darwin pode assim ter contribuído para retardar o surgimento da genética moderna por 40 anos!

Insistir que a reprodução e o patrimônio genético surgiram casualmente, aleatoriamente, cegamente, sem nenhuma correlação inter- específica, e em mudança permanente, é ignorar os fatos!

7. As espécies surgiram com o potencial de se multiplicarem

8. O material genético fóssil é semelhante às espécies equivalentes atuais, e é possível encontrar fósseis vivos

Relógio Biológico
Atualmente está sendo possível a análise de DNA fóssil, o que seria impossível se imaginarmos estas enormes idades atribuídas aos fósseis. Foi possível recuperar, também, DNA de magnólia fóssil que teria 20 milhões de anos, sendo o material praticamente idêntico à espécie atual. Nada de evolução! (27)

Completando estas informações, está aumentando o número de "fósseis vivos", o que por si já coloca em dúvida o conceito Darwiniano. Existe na Alemanha um Museu de Fósseis Vivos, o Lebendig Vorwelt, criado e mantido pelo Dr. Joachim Scheven.

PREVISÕES DA TEORIA DA ORIGEM SUPERIOR DAS ESPÉCIES:
a. Cada vez mais haverá a comprovação de que, através da análise do material genético fóssil, será estabelecida a semelhança entre o patrimônio genético das espécies fósseis e o das equivalentes atuais.
b. Cada vez mais será possível analisar material genético fóssil que guardará similaridade com o equivalente ser vivo atual e diminuirá drasticamente a idade de milhões de anos atribuída pela evolução.
c. Será possível encontrar ossos e dentes de fósseis que não foram mineralizados. Se analisarmos o Carbono 14 de tais ossos, a idade do fóssil será reduzida, e se o DNA for detectado, não poderá ser superior a milhares de anos.
d. No futuro, novos fósseis vivos de diferentes espécies poderão ser encontrados, como por exemplo, paleo-fósseis marinhos, e outros, corroborando a Teoria da Origem Superior das Espécies.

9. A variabilidade natural é inata, é ampla a capacidade de variação, mas limitada pelo patrimônio genético dentro de cada espécie tronco

Darwin começa o seu livro tratando da "Variação do Estado Doméstico", como uma pedra angular no seu afã de demonstrar o surgimento de novas espécies. Segundo imaginava, ocorreria a seguinte seqüência:

"Espécie ® diferenças individuais ® variedade incipiente ® variedade característica (fixa) ® espécie incipiente ® nova espécie"

Mas Darwin começa mal. Ao tentar encontrar evidências no cruzamento de pombos a favor da sua teoria, tropeça na realidade oposta, obtendo inesperadamente o padrão selvagem das pombas-das-rochas.

Considerou "surpreendente", e deu o nome de "regressão" (de regredir), que é um termo incorreto. É apenas retorno ao padrão selvagem (pombos não domesticados, que se reproduzem sem a interferência do homem).

Também confundiu duas variedades, as quais chamou de espécies distintas, a zebra e o quaga. (28) Este foi outro tropeção de Darwin. Classificadas como duas espécies diferentes, o último quaga morreu em 1883, portanto há 115 anos. Reinold Ran comparou o DNA das duas "espécies", e para seu espanto, eram idênticos!

Conclusão: o quaga era da mesma espécie, ou apenas uma variedade de zebra. Se isto é verdade, então seria possível, a partir da zebra selvagem, criar novamente a variedade quaga. (28) Assim, do mesmo modo que ocorreu a variação dirigida dos pombos, retornando ao padrão selvagem, agora, uma variação natural, casual, também fez retornar ao padrão selvagem (zebra)! É uma "zebra" completa na seleção natural como responsável pela produção de novas espécies!

Corroborando este fato, retornemos ao morcego. Se examinarmos os fósseis, descobrimos que, desde os mais antigos, as asas eram completas. Nada de "lecego"!

Glenn L. Jepsen, da Princenton University, encontrou em Wyoming, EUA, um morcego fóssil que teria 60 milhões de anos, praticamente idêntico aos existentes hoje, com todo o moderno equipamento de auto-localização, e isto ANTES que a classe dos mamíferos surgisse segundo as idéias evolucionistas)... (29) Jepson demorou trinta e três anos para publicar o achado, com medo das retaliações das patrulhas evolucionistas ...

Completando a discussão, não vamos nem falar da "lei" do uso e desuso proposta por Darwin, pois é totalmente falsa, e rejeitada completamente. É um conceito anticientífico, sustentado pelo autor da Origem das Espécies.

Corrigindo Darwin
Não é uma "árvore da vida"; é uma "floresta da vida"
Não é regressão; é retorno ao padrão selvagem.
Não é nova espécie; é variedade.
A "lei" do uso e desuso é falsa e totalmente anticientífica.

"ENCOLHI O REBANHO"
São comuns os relatos de experiências genéticas visando a aumentar ou diminuir o tamanho de animais ou plantas. Curiosamente, sempre nessas experiências não se alega que são assim criadas "novas espécies". De fato, pela seleção artificial, pesquisadores têm efetuado manipulações genéticas utilizando sempre material genético previamente disponível, sem "criar" algo mais que venha a constituir uma "nova espécie".

É bastante conhecido o caso das plantas-miniaturas que jardineiros japoneses têm conseguido para decorar ambientes, e também de vegetais-gigantes, como rabanetes e repolhos, estes obtidos com a utilização da giberelina, hormônio vegetal isolado por botânicos também no Japão.

Há algum tempo atrás, a imprensa noticiou experiências conduzidas no Brasil com vistas à redução do tamanho de animais domésticos, feitas pelo fazendeiro Dario Fagundes Filho, juntamente com o veterinário Raul Nolasque, em Uberlândia. A revista ISTOÉ, de 7 de maio de 1997 destacou este fato, em artigo com o título em epígrafe. Dele transcrevemos alguns trechos ilustrativos, a seguir:

"Iniciamos os trabalhos fazendo cruzamentos entre vacas de porte pequeno e que tinham um grande potencial leiteiro", conta o pecuarista. Primeiro, misturaram espécies de um gado antigo do cerrado mineiro que já apresentava tamanho reduzido. Depois, recorreram a uma raça indiana, a Buganor, com incrível capacidade leiteira. O resultado foi excepcional. Os animaizinhos consomem em ração somente 30% do necessário a uma vaca normal (que mede 1,50 m) e produzem oito litros de leite por dia, contra os 2,5 litros da média nacional. ... Com o conhecimento adquirido, Fagundes partiu para os pôneis. Aproveitou trabalhos preliminares de criadores argentinos e americanos e concebeu um minipônei de 70 cm. Depois, foi a vez de um jumento. Sua equipe adquiriu uma raça antiga do sertão baiano conhecida como cabeça-de-martelo. Cruzaram os menores espécimes e criaram o jumentinho. "Aí, pegamos o jumentinho e misturamos com o minipônei. Surgiu o miniburro, de 50 cm, que é usado para tração", conta o inventor. Para completar a minifazenda, faltavam os porcos, as cabras e as galinhas. Após muita procura, Fagundes conseguiu um porquinho caipira de Goiás e cruzou com um animal pequeno da própria fazenda. Nasceu o porco-udi, de 15 cm. As cabras e as galinhas obedeceram ao mesmo processo de redução."

As experiências de Fagundes reforçam a suposição do tópico 3 do artigo do Prof. Roberto C. Azevedo, de que, partindo de espécies básicas com maior complexidade, padrão genético pleno, potencial vital e tamanho maior que as espécies atuais, elas poderiam perder parte dos mesmos num período de tempo de milhares de anos, de forma que este processo acelerado e desgastante é uma evidência indireta de que o patrimônio genético era mais complexo, pleno e amplo para suportar o processo.

Fonte:

segunda-feira, 6 de julho de 2015

QUEM INVENTOU O TELESCÓPIO?


Em nossa Nota Editorial sobre "O Microscópio e as Células", publicada na Folha Criacionista número 58, de março de 1998, destacamos que haviam sido encontrados em ruínas de cidades assírias, como Nínive, artefatos em forma de lente plano-convexa, de modo que, também pela extrema precisão dos registros astronômicos encontrados nos tabletes de argila descobertos na Mesopotâmia, se poderia inferir que lunetas teriam sido utilizadas na mais remota antigüidade para a observação astronômica.

A respeito deste assunto, o periódico "The Biblical Astronomer", em seu número 89, volume 9, do verão de 1999, trouxe importante notícia sobre a publicação de um livro intitulado "La Scrittura Celeste", de autoria do Professor Giovanni Pettinato, docente de Assiriologia na Universidade italiana "La Sapienza", em Roma. Neste livro, o Professor Pettinato declara que realmente foram os assírios os inventores do telescópio. Esta sua declaração baseia-se em artefatos hoje guardados no Museu Britânico, e que incluem uma lente encontrada em 1850, em Nínive, pelo arqueólogo britânico Professor A. H. Layard.

O Professor Layard foi talvez o maior arqueólogo do século XIX, se não de todos os tempos. Destacou-se ele por ter usado a Bíblia para a descoberta dos sítios arqueológicos que explorou. Este seu método deixou embaraçados os ateus seus contemporâneos, que particularmente com relação à sua descoberta de Nínive, não aceitavam a descrição bíblica daquela grande cidade, achando ser ela um mito exagerado. As descobertas de Layard comprovaram que a atitude deles estava errada.

O Professor Pettinato correlaciona a mencionada lente com textos cuneiformes dos arquivos reais de Nínive, datados de 750 A. C., e que não se encontram no Museu Britânico. Esses textos foram traduzidos e publicados em 1992, e apresentam listas de bens que foram arrolados por vários setores da corte, e que incluíam "lentes" e "tubos de ouro". Outros documentos mencionam que as "lentes" eram usadas pelos astrônomos da corte, com o propósito de "alargar a vista".

O Professor Pettinato ressalta que as observações feitas pelos astrônomos da antigüidade não poderiam ter sido feitas a olho nu. De conformidade com declarações dele ao "Corriere de la Sera", "o primeiro verdadeiro Compêndio de Astronomia é de origem babilônica, e certamente data de antes de 1000 A. C.. Nesta obra estão listadas 72 estrelas e constelações, bem como planetas".

Acrescenta ele, ainda, que existem mais de 4.000 textos cuneiformes sobre Astronomia, descobertos até agora. "Dentre esses documentos, que apresentam listas de não menos do que 4.000 estrelas, encontram-se textos que mostram como calcular o movimento do Sol, da Lua, e dos cinco planetas então conhecidos (Mercúrio, Venus, Marte, Júpiter e Saturno)".

Paralelamente, deve ser considerado o fato de que o nome de Saturno, na língua de Babilônia, descreve a forma do planeta como sendo a de um arco com raios, o que coincide com a vista que se tem dele quando a visão de seus anéis está plenamente desenvolvida. Fica claro que na antigüidade se sabia que Saturno era mais do que um simples ponto luminoso, e que não se apresentava como esférico. Tal noção ou provinha de observações feitas por pessoas de extrema acuidade visual, ou pelo uso de instrumentação telescópica.

Fonte: