terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Belém-Efrata é uma família ou uma cidade?

Em Miquéias temos uma profecia sobre Cristo
Miquéias 5:2 – fala sobre o Messias que supostamente sairá de Belém-Efrata

Mas temos um probleminha; Seria mesmo uma profecia sobre Jesus?
Miquéas 5:6 – fala sobre um líder militar

Bom aí muda tudo não é?

Já em Mateus 2,6 – temos a menção de Miquéias 5:2

Pois, é mas vamos para I Crônicas 2:50-51
Nós observamos que Belém-Efrata é uma família, não a cidade de Belém, onde Cristo, segundo a bíblia, nasceu.

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Descontradizendo:

Vamos aos textos:
Miquéias 5:
2 “Mas tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos.”
3 Por isso os israelitas serão abandonados até que aquela que está em trabalho de parto dê à luz. Então o restante dos irmãos do governante voltará para unir-se aos israelitas.
4 Ele se estabelecerá e os pastoreará na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, o seu Deus. E eles viverão em segurança, pois a grandeza dele alcançará os confins da terra.
5 Ele será a sua paz. E quando os assírios invadirem a nossa terra e marcharem sobre as nossas fortalezas, levantaremos contra eles sete pastores, até oito líderes escolhidos.
6 Eles pastorearão a Assíria com a espada, e a terra de Ninrode com a espada empunhada. Eles nos livrarão quando os assírios invadirem a nossa terra, e entrarem por nossas fronteiras.
15 Com ira e indignação me vingarei das nações que não me obedeceram.”

Observe que o vs.6 fala de sete ou oito pastores que se levantariam contra a Assíria. E isso não tem nenhuma ligação com o governante que viria de Belén-Efrata. Portanto, a profecia fala de um governante que se levantaria, nesse caso, o Messias, e dos sete outros governantes que se levantariam contra a Assíria.

I Crônicas 2:50-51
50 Calebe teve também estes outros descendentes. Os filhos de Hur, o filho mais velho de Efrate: Sobal, fundador de Quiriate-Jearim,
51 Salma, fundador de Belém, e Harefe, fundador de Bete-Gader.

Onde diz aqui que Belém é uma família?


Pipe

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Contradição da Permanência de Jesus


A pergunta é: quanto tempo Jesus ficou na Terra após a ressurreição?

Lucas 24 diz que foi por cerca de um dia; talvez um pouco mais:
12 Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.
13 E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
(...)
15 E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.
28 E chegaram à aldeia para onde iam,
(...)
29 E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
(...)
31 Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
(...)
33 E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles.
(...)
36 E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco.
(...)
50 E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou.
51 E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu
Podemos ver que em Lucas não há qualquer indicação de que Jesus ficou vários dias se encontrando com os discípulos. Tudo ocorre de modo bem seguido.

Porém, Atos 1 discorda, e alonga o tempo de Jesus na Terra para 40 dias:
3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.
(...)
9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

E dizem que Atos e Lucas têm o mesmo redator

PS: Mateus nada fala sobre isso; Marcos não dá indicações de tempo; João dá a entender que Jesus ficou uns 10 dias na Terra.

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Por Samurai

Descontradizendo:
Creio que em Lucas está sendo citado apenas uma das aparições de jesus. Por que?

Porque no cap.34 de Lucas 24 diz que jesus foi visto por Simão tbm. e no cap.31 diz que ele desapareceu e não que ele subiu aos céus.
(Lucas 24:34) - Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão.

Então vemos que jesus aparece pra mais alguém, então naquele momento ele não havia ido pro céu e o versículo abaixo prova isso.

(Lucas 24:31) - Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.

Então jesus DESAPARESEU-LHES e não subiu ao céu. Então o texto não descarta a possibilidade dele nunca mais ter aparecido, certo?

(Atos 1:3) - Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.

Algumas versões dizem: depois de sua morte jesus apareceu a eles de muitas maneiras.

Então ai temos que jesus apareceu diversas vezes antes de subir aos céus.

(Atos 1:9) - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

Somente nesse versículo vemos que realmente jesus foi levado aos céus.


Obrigado!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quando Jesus nasceu?

Contradição proposta por Sky Kunde na comunidade "Contradições da Bíblia":

A Contradição da Data de Nascimento de Jesus

A pergunta é: Quando Jesus nasceu?

Mateus diz que foi durante o reinado de Herodes:
"E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém" - Mateus 02:01

Lucas diz que foi durante um censo realizado por Quirino quando este era governador (ou presidente) da Síria:
"E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse
(Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).
(...)
E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),
A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida" - Lucas 02:01-05

Qual o problema com as informações acima?

O problema é que no mínimo 10 anos separam o reinado de Herodes, que morreu em 4 a.C. do governo de Quirino na Síria, o qual começou em 7 d.C.
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Descontradizendo:

Gleason Archer responde esta:
“Lc 2:1 fala-nos de um decreto de César Augusto, pelo qual o “mundo” todo (oikoumene, na verdade, significa as nações sob a autoridade de Roma) seria registrado em recenseamento para fins de cobrança de impostos. O versículo 2 especifica o tipo de censo a que se refere o texto em que José e Maria tiveram de ir até Belém e registrar-se, sendo descendentes do rei Davi. Foi esse o primeiro recenseamento realizado por Quirino (ou “Cirênio”), como governador (ou pelo menos agindo como se fora governador) da Síria. Josefo não menciona nenhum censo durante o reinado de Herodes, o Grande (morto em 4 a.C.), mas registra um realizado por “Cirênio” (Antiquities, 17.13.5) logo depois de Herodes Arquelau ter sido deposto em 6 d.C.: “Cirênio, o que havia sido cônsul, foi enviado por César para computar os efeitos populacionais na Síria e vender a casa de Arquelau”. (Parece que o palácio do rei deposto seria vendido e o valor da venda entregue ao governo romano).

Se Lucas data o recenseamento em 8 ou 7 d.C., existiria aparentemente uma discrepância de quatorze anos mais ou menos. Além disso, em vista de Saturnino (de acordo com Tertuliano, em Contra Marcião 4.19) ter sido embaixador da Síria de 9 a 6 a.C., e Quintílio Varo, o embaixador de 7 a.C. a 4 d.C. (observe uma sobreposição de um ano entre os dois períodos), há dúvida quanto a se Quirino chegou realmente a ser o governador da Síria.

Como solução desse problema, notemos de início que Lucas afirma ser esse o “primeiro” censo feito sob Quirino (haute apographe prote egeneto). A menção do “primeiro” pressupõe a existência do “segundo”, algum tempo depois. Portanto, Lucas estava ciente desse segundo censo feito por Quirino, em 7 d.C., a que Josefo faz alusão na passagem acima mencionada. Sabemos disso porque Lucas (que viveu muito mais perto dessa época do que Josefo também menciona Gamaliel, que faz alusão à insurreição de Judas, o Galileu, ”nos dias do recenseamento” (At 5:37). Os romanos tinham o hábito de realizar um censo de 14 em 14 anos, o que se enquadra no esquema do primeiro censo em 7 a.C. e do segundo, em 7 d.C.

Todavia, seria Quirino (chamado Kyrenius pelos gregos, por causa da ausência do “q” no alfabeto atiço, ou talvez porque esse procônsul foi realmente um governador bem-sucedido de Creta e Cyrene, no Egito, cerca de 15 a.C.) na verdade o governador da Síria? O texto lucano diz aqui hegemoneuontos tes Syrias Kyreniou (”enquanto Cirênio estava conduzindo – governava – a Síria”. Ele não é chamado de Legatus (o título oficial romano para governador de uma região), mas o particípio hegemoneuontos é usado aqui, termo apropriado para um hegemon como Pôncio Pilatos (chamado de procurador, mas não de Legatus).

Não se deve dar muito valor ao título oficial. Mas sabemos que entre 12 e 2 a.C., Quirino era o responsável pela captura sistemática de montanheses rebeldes, nos planaltos de Pisídia (Tenney, Zondervan Pictorial Encyclopedia, 5:6), pelo que era uma personagem militar de grande prestígio, no Oriente Próximo, nos últimos anos do reinado de Herodes, o Grande. A fim de assegurar eficiência e rapidez, é possível que Augusto tenha colocadoQuirino como responsável pela execução do recenseamento, na região da Síria, no período de transição entre o final da administração de Saturnino e o início do governo de Varo, em 7 a.C. Certamente, foi por causa do seu modo eficiente de executar o censo de 7 a.C. que o imperador o colocou como responsável pelo de 7 d.C.

Quanto à falta de referências seculares a um recenseamento geral do Império Romano nessa época, não há problema algum. Kingsley Davis (Encyclopaedia Britannica, 14th ed., 5:168) declara: "A cada cinco anos, os romanos contavam seus cidadãos e propriedades, a fim de determinar seu potencial. Esse costume estendeu-se por todo o império romano em 5 a.C.”.

Fonte: Gleason Archer, ”Enciclopédia de Temas Bíblicos”, ed. Vida, pg. 309-310.
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Norman Geisler e Thomas Howe também fornecem algumas informações essenciais:

“Lucas não cometeu erro algum. Há soluções bastante razoáveis para essa dificuldade.

Primeiro, Quintilius Varus foi o governador da Síria de cerca de 7 a.C. a cerca de 4 a.C. Varus não era um líder que inspirava confiança, o que foi desastrosamente demonstrado no ano 9 a.D., quando ele perdeu três legiões de soldados na floresta Teutoburger, na Alemanha. A contrário dele, Quirino era um notável líder militar, que tinha sido o responsável por arrasar a rebelião dos homonadensianos na Ásia Menor. Quando chegou o tempo de começar o recenseamento, em cerca de 8 ou 7 a.C., Augusto encarregou Quirino de resolver o delicado problema existente na área volátil da Palestina, de fato passando por cima da autoridade e do governo de Varus, ao destacar Quirino para uma posição com autoridade especial naquela questão.

Tem sido proposto também que Quirino foi governador da Síria em duas ocasiões diferentes, uma enquanto perpetrava a ação militar contra os homonadensianos, entre 12 e 2 a.C., e outra começando em cerca de 6 a.D. A interpretação de uma inscrição latina descoberta em 1764 referiu-se a Quirino como tendo servido como governador da Síria em duas ocasiões.

É possível ainda que Lucas 2:2 possa ser traduzido assim: ”Este alistamento foi feito antes de Quirino ser o governador da Síria”. Nesse caso, a palavra grega traduzida como ”primeiro” (protos) é traduzida como um comparativo, “antes” . Devido à estranha construção da frase, essa não é uma versão improvável.

Independentemente de qual das soluções tenha sido aceita, não é necessário concluir que Lucas tenha cometido um erro nos registros que fez dos eventos históricos ocorridos na época do nascimento de Jesus. Lucas demonstrou ser um historiador de confiança, mesmo nos detalhes. Sir William Ramsey mostrou que, ao fazer referência a 32 países, 54 cidades e 9 ilhas, Lucas não cometeu nenhum erro!”

Fonte: Norman Geisler e Thomas Howe, "Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia", ed. Mundo Cristão, pg. 392-393.
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Paul Gardner também coopera com a seguinte informação:

"A lista de governadores desta província revela algumas lacunas, uma das quais entre 11 a 8 a.C., provavelmente foi preenchida por Quirino. Jesus neste caso nasceu por volta de 6 e 5 a.C. e tinha mais ou menos 2 anos de idade quando Herodes ordenou o massacre das crianças".


Fonte: Paul Gardner, "Quem é quem na Bíblia Sagrada"; ed. Vida; pg.546-547.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A "contradição" de Jericó


Em Josué 6;26 relata a destruição de jerico e "diz maldito quem reconstruir jerico."

I Crônicas 19;5 diz: fiquem em jerico até que a barba cresça e então voltem para casa. "Reinado de Davi"
I Reis 16;34 diz que Hiel, de betel reconstruiu Jericó no tempo do rei acabe e nele a maldição de Josué se cumpre! Mas no tempo de davi(antes) ela ja tinha voltado a existir.

Contradição: No tempo de Davi jerico ja tinha voltado a existência, nessa época tinha que ter caído a maldição de Josué! Mas a maldição se cumpre no tempo de Acabe quando Hiel reconstrói jerico, sendo que ela já existia!
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Descontradizendo:
O texto denota mais uma questão de localidade do que Jericó ter sido reconstruída de alguma forma. Pois leia comigo a forma como era falado de Jericó em outros textos posteriores a queda da cidade:

Js 16:1 e 7 ”As terras distribuídas aos descendentes de José iam desde o Jordão, perto de Jericó, a leste das águas de Jericó, e daí subiam pelo deserto até a serra que vai de Jericó a Betel... Depois descia de Janoa para Atarote e Naarate, encostava em Jericó e terminava no Jordão.”

Js 18:12 e 21 ”No lado norte a sua fronteira começava no Jordão, passava pela encosta norte de Jericó e prosseguia para o oeste, para a região montanhosa, terminando no deserto de Bete-Áven... A tribo de Benjamim, clã por clã, recebeu as seguintes cidades: Jericó, Bete-Hogla, Emeque-Queziz,

Js 20:8 ”No lado leste do Jordão, perto de Jericó, designaram Bezer, no planalto desértico da tribo de Rúben; Ramote, em Gileade, na tribo de Gade; e Golã, em Basã, na tribo de Manasses”.

Ou seja, em nenhum momento Josué fala algo de Jericó ter sido reconstruída, mas uso a sua localidade ou ruínas como ponto de referência.

Por isso Davi diz:
2 Sm 10:5 ”Quando Davi soube disso, enviou mensageiros ao encontro deles, pois haviam sido profundamente humilhados, e lhes mandou dizer: “Fiquem em Jericó até que a barba cresça, e então voltem para casa”.

Não há nenhuma menção de Jericó ter sido reconstruída até o reinado de Acabe (1 Rs 16). As ruínas eram apenas usadas como referência geográfica ou lugar de refúgio (cf.2 Sm 10:5). Acabe foi o sétimo rei depois de Salomão em Israel. E em nenhum momento a Bíblia diz que Jericó havia sido reconstruída, a não ser justamente no reinado de Acabe. Observe o que diz o versículo anterior de 1 Rs 16:34:

1 Rs 16:33 ”Fez também um poste sagrado. Ele provocou a ira do SENHOR, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel antes dele”.

Ou seja, uma das provocações de Acabe foi justamente permitir que Hiel reconstruísse Jericó.

Conclusão:
Não há nenhuma menção de Jericó ter sido reconstruída antes de Acabe. Porém, provavelmente, mesmo suas ruínas ou o que sobrou dela, continuou sendo usada pela tribo de Benjamim. Isto é o que temos descrito em Js, 1 Rs e 1 Cr. A única vez que se é mencionado a reconstrução é no reinado de Acabe.

Por isso, afirmarmos que Jericó havia sido reconstruída antes deste tempo é apenas uma especulação.


Pipe

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

FÓSSEIS: SUA ORIGEM E SIGNIFICADO

Carlos F. Steger

O estudo de fósseis na América do Sul confirma a história de uma catástrofe global

O estudo de fósseis é uma ciência antiga. Os egípcios e os gregos identificaram fósseis de animais marinhos. Leonardo da Vinci definiu fósseis como restos de organismos do passado, e Alessandro, seu compatriota, explicou sua presença nas montanhas como causada pela emergência de sedimentos do leito marinho (3). Durante o século 16, Gesner publicou um catálogo da primeira coleção europeia de fósseis. Descobertas de fósseis e explicações quanto a sua origem seguiram-se uma após a outra, a partir do século 17.

Etimologicamente, fóssil significa algo extraído da terra. O termo é também aplicado a toda evidência de vida de um passado remoto.

Estratigrafia e fósseis
Durante o século 18, W. Smith propôs a caracterização das formações geológicas pelos fósseis nelas encontrados. Esse princípio é aplicado na paleontologia e na geologia (13). Muito embora uma sucessão ininterrupta de fósseis e rochas não seja encontrada em parte alguma do globo, os cientistas criaram uma coluna geológica ideal correlacionando fósseis e sedimentos de diferentes lugares, mormente da Europa (14). Para caracterizar cada período na coluna geológica, foram usados "fósseis-índices" ou "fósseis-padrão" - fósseis típicos achados naquele sedimento. Uma característica notável da coluna geológica é o surgimento e desaparecimento súbitos de alguns desses fósseis típicos, sem evidência de seus ancestrais diretos ou de seus descendentes (15).

A coluna estratigráfica pode ser interpretada com base em duas teorias ou modelos: uniformismo (ou atualismo) e catastrofismo (ou diluvialismo), para as quais voltaremos agora a nossa atenção.

O uniformismo como modelo
Diversos filósofos gregos sustentavam a teoria de que os fenômenos naturais atuais ajudavam a explicar acontecimentos do passado. Em 1788, J. Hutton adotou essa idéia ao desenvolver sua teoria da história da Terra, afirmando jamais ter observado "qualquer vestígio de um começo, nem qualquer previsão de um fim". Essa teoria, aplicada à geologia e à paleontologia, é conhecida como uniformismo ou atualismo. Ela propõe que todos os fenômenos podem ser explicados como resultado de forças que têm operado uniformemente desde a origem da vida até o tempo presente.

O catastrofismo como modelo
O conceito de uma catástrofe universal, como o dilúvio descrito na Bíblia, está presente em muitas tradições de cada continente (29). Serão essas tradições mera coincidência? Ou apontam para um cataclismo real, vividamente lembrado através de muitas gerações? Alguns autores, como Derek Ager, afirmam que os sedimentos da Terra foram depositados na e pela água, através de uma catástrofe. Esses autores sugerem ainda eventos catastróficos como a causa do aparecimento e desaparecimento de organismos no registro fóssil, embora a maioria deles não aceite a idéia de uma catástrofe global.


No fim do século 16, T. Burnet publicou um livro sobre a origem do mundo e sua destruição por um dilúvio, merecendo a apreciação de lsaac Newton. Grandes naturalistas do século 19, tais como Cuvier e D'Orbigny, também defenderam a teoria do dilúvio. Tentando ajustar o registro bíblico ao conhecimento científico de seu tempo, eles apresentaram interpretações que desacreditaram a Bíblia no mundo científico.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Paulo mentiu a respeito de Tiago?


Contradição proposta por um tal Pedro na “Contradições da Bíblia”:

Como sabemos havia 2 (DOIS) Thiago apóstolos. SOMENTE DOIS.

O Tiago Menor tinha três irmãos, José, Judas Tadeu e Simão (conforme S. Lucas, Capítulo 6, 13-16 e era filho de Alfeu - ou Cleofas - e de Maria, irmã da Mãe de Jesus.

O Tiago Maior foi morto por Herodes (Atos, Capítulo 12,1-2)

Agora leia esse versículo:
Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias. Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor." adephos (Epístola aos Gálatas, Capítulo 1, 18-19).

Se um Tiago foi morto, e outro era filho de Cleofas!

QUEM ERA ESSE IRMÂO DE JESUS?
A Igreja católica diz que esse irmão pode ser figurativo, podendo significar várias coisas como amigo íntimo a primo, assim como está em outros livros.

A Igreja também fala que primo/irmão era a mesma palavra em hebraico, mas Paulo não escreveu em hebraico e sim grego rsrsrs. Porém mesmo assim, ela explica que Paulo copiou alguns escritos, não ligando pra esse tipo de erro linguístico entre hebraico e grego...

em grego:
adephos = irmãos de sangue
anépsios = primos
syngenes = parentes

Pra piorar a situação, S. Paulo usa enepsio para dizer primo em Colossenses 4:10. Portanto ele realmente quiz dizer IRMÂO de jesus e apostolo rsrsr....

Porém evangélicos que dizem que existe o irmão de Deus encarnado rsrs, não fiquem alegres não... Quem era aquele APOSTOLO irmão DE JESUS, citado por Paulo, já que os únicos 2 Tiagos apóstolos não podem ser? Ja que a Igreja se explicou, e v6? Heeh

Um 3º Tiago apostolo inventado pela imaginação fraudulenta de Paulo?
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Descontradizendo:

Vamos ler At 15:
2 Isso levou Paulo e Barnabé a uma grande contenda e discussão com eles. Assim, Paulo e Barnabé foram designados, junto com outros, para irem a Jerusalém tratar dessa questão com os apóstolos e com os presbíteros.
4 Chegando a Jerusalém, foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros, a quem relataram tudo o que Deus tinha feito por meio deles.
6 Os apóstolos e os presbíteros se reuniram para considerar essa questão.
13 Quando terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: “Irmãos, ouçam-me.
22 Então os apóstolos e os presbíteros, com toda a igreja, decidiram escolher alguns dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas, dois líderes entre os irmãos.
23 Com eles enviaram a seguinte carta:“ Os irmãos apóstolos e presbíteros, aos cristãos gentios que estão em Antioquia, na Síria e na Cilícia:

At 21:18 No dia seguinte Paulo foi conosco encontrar-se com Tiago, e todos os presbíteros estavam presentes.

Havia um terceiro Tiago que também era apóstolo. Este Tiago que foi ordenado apóstolo era de fato irmão de Jesus e foi o mesmo que escreveu a epístola de Tiago. Ele não estava entre os doze mencionados em Mateus, assim como Matias e Paulo também não estavam.

Este também era irmão de Judas, o que escreveu a epístola de Judas:
1 Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo:

No livro apócrifo: "A História de José, o Carpinteiro" no capítulo 2, vs.3 descreve claramente os nomes dos 4 irmãos e das 2 irmãs de Jesus por parte de pai:
"... Judas, e Josetos, Tiago e Simão; suas filhas chamavam-se Lísia e Lídia".

José era viúvo quando conheceu Maria. E, este era bem mais velho que ela. O livro diz que Maria tinha 14 anos quando ficou grávida de Jesus (5:1). O livro também menciona que Tiago era o mais novo filho do primeiro casamento (11:1). Não menciona o paradeiro de Judas, mas diz que os outros quatro filhos haviam se casado (11:1).

O relato concorda com o que Paulo disse em Gl 1:9 "Não vi nenhum dos outros apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor".

E também concorda com Jd 1 "Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo:"

Conclusão:
Por tanto, havia um terceiro Tiago (o que escreveu a epístola de Tiago), irmão de Jesus e de Judas (o que escreveu a epistola de Judas), descrito em Atos 15 e 21:18 que era contado entre os apóstolos e presbíteros, cuja figura, exercia autoridade e opinião de liderança na igreja. Era este Tiago que Paulo estava se referindo em sua carta aos Gálatas.

Por tanto, não há nenhuma mentira da parte de Paulo.

Fonte:
"Apócrifos e pseudo-epígrafos da Bíblia", organizado por Eduardo de Proença, Fonte Editorial, pg. 436-438.


Pipe

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Jesus não cumpriu sua promessa aos fariseus?

Tópico proposto por um tal Andrey na comunidade "Contradições da Bíblia":

Jesus, e os Fariseus???

Os fariseus e Saduceus Pediram um sinal a Jesus
"E, CHEGANDO-SE os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu". [Mateus 16:1 - Almeida Fiel e Corrigida]

Bem Jesus disse aos Fariseus que daria um sinal a Eles
"Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se". [Mateus 16:4 - Almeida Fiel e Corrigida]

O problema que quando ressuscitou, estranhamente Jesus não passou por lá, nem deu satisfação, pra mostrar que era verdade...

Cara estranho
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Por Pipe

Descontradizendo:

Vamos lá:
Mt 16:
1 Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e o puseram à prova, pedindo-lhe que lhes mostrasse um sinal do céu.
2 Ele respondeu: “Quando a tarde vem, vocês dizem: ‘Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho’,
3 e de manhã: ‘Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado’. Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos!
4 Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas”. Então Jesus os deixou e retirou-se.

Agora leiam alguns capítulos anteriores para perceberem do que Jesus estava falando:
Mt 12:
38 Então alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: “Mestre, queremos ver um sinal miraculoso feito por ti”.
39 Ele respondeu: “Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas.

Este é o sinal que Jesus disse que daria à eles:
40 Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra".


Alguém aí tem dúvida de que Jesus deu aos fariseus este sinal?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"Contradição" de Jesus e Moisés



O pessoal da comunidade contradições da Bíblia lançou o seguinte:
E disse Jesus:

Lucas 24
44. E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.
45. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.
João 5
45. Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.
46. Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.

No PENTATEUCO, onde está a profecia em que Moisés escreve sobre Jesus?
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Respostas postadas na CCB

por Paulo:
No PENTATEUCO, onde está a profecia em que Moisés escreve sobre Jesus?

Eis-la:
1ª) Genesis 3:15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

(vide Romanos 16:20: E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco).

2ª) Números 21:9: Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia.

(vide João 3:14: E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;)

3ª) Números 24:17: Eu o vejo, mas não no presente; eu o contemplo, mas não de perto; de Jacó procederá uma estrela, de Israel se levantará um cetro que ferirá os termos de Moabe, e destruirá todos os filhos de orgulho.

(vide Mateus 2:2: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.)

4ª) Deuteronômio 18:15: O Senhor teu Deus te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás;

(vide João 1:45: Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. vide Atos 3:22: Pois Moisés disse: Suscitar-vos-á o Senhor vosso Deus, dentre vossos irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. vide Atos 7:37: Este é o Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta como eu.)

Para entender uma profecia é preciso aceita-la que ela foi feita no passado, usando diversas formas de linguagem, citei 4 passagens do pentateuco, com a devida indicação no novo testamento, se quiserem aceita-las ou não, tudo bem.

Mas para qualquer teólogo ou conhecedor de teologia, em relação à Bíblia, é crucial entender que o novo testamento é um espelho do antigo testamento, assim, as dúvidas seriam facilmente enfrentadas.

Em relação a terceira citação:
3ª) Números 24:17: Eu o vejo, mas não no presente; eu o contemplo, mas não de perto; de Jacó procederá uma estrela, de Israel se levantará um cetro que ferirá os termos de Moabe, e destruirá todos os filhos de orgulho.

Revela uma perfeita profecia de Moisés cumprida em Jesus, mas se ser cético é ter em mente que tudo deve ser revelado ao bel prazer do interrogante, é melhor se despedir da comunidade, pois você não vai conseguir jamais encontrar verdade alguma.

Concluindo, Jesus foi perfeitamente citado por Moisés, por meio da profecia, assim como todas as profecias do antigo testamento em relação a Jesus não citam o nome Jesus, mas pela sua forma de linguagem e citações do novo testamento, entende-se (para os que creem) que referem-se a Jesus.

Argumentando:
1ª) Genesis 3:15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

A frase "tu lhe ferirás o calcanhar" refere-se às repetidas tentativas do diabo de derrotar a Cristo durante sua vida na terra. E a frase "esta te ferirá a cabeça" prenuncia derrota do diabo ocorrida quando Cristo ressuscitou dos mortos. A mordida no calcanhar não é mortal, mas o esmagar a cabeça, sim. Deus revela o seu plano para derrotar Satanás e oferecer salvação ao mundo através do seu Filho, Jesus Cristo.

2ª) Números 21:9: Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia.


Quando a serpente de bronze foi pendurada na haste, os israelitas não sabiam o significado que Jesus atribuiria a este acontecimento (Jo 3:14-15). Jesus explicou que, assim como os israelitas foram curados do veneno das cobras ao olharem para a serpente de bronze erguida na haste, todos os que creem na morte expiatória do Filho de Deus, que foi pendurado em uma cruz, podem ser salvos do pecado e da morte eterna. Não era a serpente que curava as pessoas, mas a fé que possuíam de que Deus as curaria. A fé foi demonstrada pela obediência às instruções de Deus.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Elias enviando carta do céu?

Cético:
Rei Acabe... ao qual Elias previu a morte por conta de Baal... morreu ...
"Assim, pois, morreu, conforme a palavra do SENHOR, que Elias falara; e Jorão começou a reinar no seu lugar no ano segundo de Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá; porquanto não tinha filho."
2 Reis 1

Jeosafá era o rei de Judá...
Elias então foi arrebatado neste meio tempo...conforme o relato bíblico..
2 Reis 2
1 ¶ E Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Jeosafá, rei de Judá; e reinou doze anos.
(...).
5 Sucedeu, porém, que, morrendo Acabe, o rei dos moabitas se rebelou contra o rei de Israel.
6 ¶ Por isso Jorão ao mesmo tempo saiu de Samaria, e fez revista de todo o Israel.
7 E foi, e mandou dizer a Jeosafá, rei de Judá: O rei dos moabitas se rebelou contra mim; irás tu comigo à guerra contra os moabitas? E disse ele: Subirei; e eu serei como tu, o meu povo como o teu povo, e os meus cavalos como os teus cavalos.
(...)

foram-se os reis...
e Jeosafa pediu um profeta
11 E disse Jeosafá: Não há aqui algum profeta do SENHOR, para que consultemos ao SENHOR por ele? Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias.

Eliseu... que segundo diziam... em quem repousava o espirito de Elias..

Jeosafá morre...
2 crônicas 21
¶ Depois Jeosafá dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a eles na cidade de Davi; e Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar.

Jeorão sai da linha...
e recebe um escrito da parte de Elias..
ELIAS NÂO HAVIA SIDO ARREBATADO lá atrás....indo para o céu...
como escreve uma carta ao rei... que assumiu depois de seu arrebatamento....!!
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Descontradizendo:
Gleason Archer responde esta:
"É óbvio que isto não poderia ter acontecido: Elias não podia escrever cartas após seu arrebatamento. Mas essa pergunta pressupõe algo que nunca aconteceu, a saber, a trasladação de Elias antes do reinado de Jeorão, filho de Josafá. O leitor é convidado a consultar W. Crockett, A Harmony of Samuel, Kings, and Chronicles, p.247, onde verá que o "arrebatamento de Elias" é registrado no reinado de Jorão, filho de Acabe. Portanto, teria sido perfeitamente possível que Elias escrevesse uma carta de advertência e repreensão em 847 a.C., visto que o reinado de Jeorão de Judá (848-841) em grande parte se sobrepôs ao de Jorão de Israel (852-841).

É certo que Elias ainda estivesse em plena atividade no reinado do rei que precedeu imediatamente Jorão, a saber, Acazias de Israel (853-852), que também era filho de Acabe. Sabemos disso por causa do encontro que Elias teve com dois pelotões de soldados enviados com o objetivo de prendê-lo, os quais foram destruídos pelo fogo que desceu do céu, em resposta à oração de Elias (2 Rs 1:3-16). É bem provável que esse homem de Deus houvesse vivido mais quatro ou cinco anos, até que o caráter e os costumes do indigno filho de Josafá se tornaram aparentes. (Relata 2 Cr 21:4 relata como Jeorão sentenciou à morte todos os seus irmãos tão logo se tornou rei. É possível que sua esposa, Atalia, filha de Jezabel, o tenha incitado a promover a matança de seus irmãos. Ela própria tentaria, mais tarde, matar todos os sobreviventes da casa de Acabe, depois que seu filho Acazias foi morto por Jeú em 841 a.C.)

É verdade que o relato do arrebatamento de Elias ao céu está em 2 Rs 2:1-11, e não há referência ao reinado de Jeoão de judá senão em 2 Rs 8:16. Mas devemos lembrar-nos de que o narrador de 1 e 2 Rs escreve sobre as carreiras dos reis e as dos principais profetas, Elias e Eliseu, alternando-as. Num momento, ele desenvolve certo tema e descreve uma façanha de Elias, sem abandonar a história enquanto não a termina.

Foi o que aconteceu ao narrar o episódio da partida de Elias para o céu. Esse fato está intimamente relacionado à dotação de Eliseu com os poderes de seu amado mestre. Primeiro, Elias o chamara para o discipulado, no reinado de Acabe, depois de haver atirado sobre ele, simbolicamente, seu manto (1 Rs 19:19-21), não muito tempo depois do desafio no monte Carmelo.

Quando se aproximou o final da carreira terrena de Elias, no reinado de Jorão, filho de Acabe (852-841), o tema mais importante, do ponto de vista do autor de Reis, ficam sendo a sucessão profética. Portanto, com muita lógica, ele cuidou disso em primeiro lugar (i.e., o derramamento da porção dobrada do espírito de Elias sobre Eliseu, no momento em que se separaram). Não seria apropriado que o autor, antes disso, voltasse a escrever sobre os acontecimentos nacionais de Israel e Judá, narrados no capítulo 3. (O autor usa o mesmo procedimento em 2 Rs 19:37, em que trata do assassínio de Senaqueribe, ocorrido em 681 a.C., antes da doença de Ezequias, ocorrida em 714).

No que concerne à narrativa de 2 Cr, não nos é informada se a partida de Elias ocorreu antes ou depois da ascensão de Jeorão, filho de Josafá, ao trono real, mas não existe nenhum aparente anacronismo a ser resolvido. É muito provável que a carta de Elias a Jeorão houvesse sido escrita em 847 e entregue ao destinatário no mesmo ano, um pouco antes de ele ser arrebatado ao céu pela carruagem de fogo (2 Rs 2:11)".

Fonte: "Enciclopédia de Temas Bíblicos"; Ed. Vida; pg.195-196.
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Norman Geisler & Thomas Howe também respondem:
"Elias foi trasladado num certo dia durante o reinado de Jorão, filho de Acabe, que reinou em Israel de cerca de 852 a 841 a.C. Jeorão, filho de Josafá, reinou em Judá de 848-841. Portanto, como Elias somente foi trasladado num certo dia durante o reinado de Jorão de Israel, é perfeitamente razoável que ele tenha enviado aquela carta a Jeorão de Judá".

Fonte: "Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia", Ed. Mundo Cristão, pg.218.
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Leiamos:
2 Rs 1:
17 E Acazias morreu, conforme a palavra do SENHOR anunciada por Elias. Como não tinha filhos, Jorão foi o seu sucessor no segundo ano do reinado de Jeorão, rei de Judá, filho de Josafá.

Jeorão reinou apenas oito anos e morreu conforme 2 Rs 8:
17 Ele tinha trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém.

Se Jeorão viveu apenas mais seis anos e morreu, Elias pelo menos o conheceu nos seus dois primeiros anos de reinado. E, é bem provável que Elias tenha sido arrebatado apenas depois da morte de Jeorão.

Agora leia 2 Rs 2:
1 Quando o SENHOR levou Elias aos céus num redemoinho, aconteceu o seguinte:...
Ou seja, não diz quando. Diz apenas que quando o Senhor levou Elias aconteceu do seguinte modo.

Se Jeorão já estava reinando por dois anos quando Jorão assumiu o lugar de Acazias, e, Elias estava vivo quando isto ocorreu, pela curta duração do reinado de Jeorão (oito anos), é mais do que certo que Elias estava vivo quando enviou sua carta a Jeorão.

Concluindo:
O texto não diz quando Elias foi arrebatado. Diz apenas que foi depois da morte de Acazias. E, segundo II Cr, também o foi depois da morte de Jeorão.

Elias portanto profetizou contra Acazias e o viu morrer. Do mesmo modo, escreveu uma carta para Jeorão e o viu morrer.


Portanto, não há nenhuma contradição!

Pipe

Uma história de dois professores

Houve dois professores cujas histórias nos contam muito sobre a educação superior de hoje. O professor Hardison foi um professor de filosofia que gostava de discutir biologia, e Bishop foi um professor de anatomia que gostava de discutir filosofia, mas suas semelhanças acabam por aí.

1. RICHARD HARDISON
Dr. Hardison trabalhava duro tentando convencer os estudantes de que suas opiniões sobre Deus, evolução, e propósito da vida estavam corretas. Um de seus admiráveis estudantes disse que Hardison foi especialmente eficaz em ajudá-lo a “pensar claramente acerca de filosofia e teologia, particularmente com atenção à razão e à fé” (Shermer, p. xv). Embora Hardison tenha persuadido muitas pessoas a aceitar o seu modo de pensar, a história de apenas um estudante será contada aqui. Este é Michael Shermer.

Dr. Shermer foi apresentado ao Cristianismo quando jovem, e em sua maioridade no colégio ele declarou aceitar a Cristo (p. 2). Separado para o ministério, ele se matriculou na Universidade Pepperdine (uma escola da Igreja de Cristo) para se especializar em teologia. Enquanto ouvia uma aula de filosofia no Colégio Glendale, o ministro adolescente fez um curso com Hardison. Decidindo testemunhar ao seu professor, Michael deu a ele um livro sobre teologia cristã. O professor aceitou o livro a fim de refuta-lo, e passou uma lista de problemas a Michael. Logo se seguiram muitas discussões, tanto dentro como fora de sala, nas quais Hardison acabou por vencer Michael - e ele se converteu de um cristão evangélico em um ateu, ativo no proselitismo contra o cristianismo e Deus.

Shermer agora especialmente se opõe a todas as tentativas dos crentes de “usar a ciência e a razão para provar a existência de Deus” (p. xiii). Ironicamente, como editor da Skeptic Magazine [Revista Cética, n.t.] e autor de numerosos livros, ele gasta uma grande parte do tempo usando “a ciência e a razão” para refutar (ou pelo menos discorrer contra) a existência de Deus. Ele é especialmente ativo em atacar o criacionismo porque, em suas palavras, “a razão número um que as pessoas dão porque elas acreditam em Deus é... o clássico argumento cosmológico ou de projeto: O genuíno projeto, a natural beleza, perfeição, e complexidade do mundo ou do universo nos obriga a pensar que isso não poderia acontecer sem um planejador inteligente. Em outras palavras, as pessoas dizem que elas acreditam em Deus porque a evidência de seus sentidos manifesta-lhes isso” (p. xiv). Por essa razão, muitos professores (como Hardison) atacam o clássico argumento do projeto cosmológico para converter os estudantes ao ateísmo.
Embora Hardison tenha sido muito ativo em converter os estudantes à sua cosmovisão, não poderíamos encontrar qualquer registro de reclamação ou preocupação acerca de seu proselitismo. Ele é considerado um excelente professor, sinceramente interessado em seus estudantes, mesmo desafiando ativamente a fé deles e, não raras vezes evidentemente, convence os estudantes do seu ponto de vista. Algumas vezes os estudantes se opõem, sentindo que ele é um prosélito contra a religião, mas suas reclamações nunca foram feitas à corte (e, se fossem, a ACLU** e outras organizações iriam com toda certeza defender a liberdade acadêmica de Hardison).

2. DR. PHILIP BISHOP

Dr. Philip Bishop é um professor associado de fisiologia na Universidade do Alabama, e diretor da performance laboratorial humana da universidade. Ele também foi um professor popular que começava cada aula semestral com uma discussão de dois minutos sobre sua conclusão proveniente de seu estudo da fisiologia que ele acreditou fornecer abundantes evidências do planejamento inteligente em vez do naturalismo evolutivo (McFarland, p.2). Desafiando isso, um painel de três censuras do 11o U.S. Circuit Court of Appeals*** pendurado na universidade exigiu que ele nunca mencionasse suas crenças religiosas em classe. Bishop também incluíra uma unidade opcional intitulada “Evidência de Deus na Fisiologia Humana”, ensinada em seu próprio tempo, mas a corte ordenou-o a parar com isso também (Jaschik, p. A23).

A universidade esforçou-se em proibir somente Bishop - e mais ninguém - de mencionar, sempre brevemente, sua visão pessoal de mundo na sala de aula (depoimento de Bishop, p.7). O depoimento de Bishop defende que se somente aqueles professores com um parecer ateísta ou agnóstico pudessem livremente expressar suas opiniões, os estudantes poderiam concluir erroneamente que todos os professores dividem esta mesma opinião. McFarland descreveu o caso como se segue:

A administração da Universidade ordenou Bishop a suspender suas conversas em sala de aula como também suas conversas opcionais no campus. Nenhuma outra faculdade e nenhum outro tema foram similarmente restringidos. Dr. Bishop obteve uma ordem federal protegendo sua livre conversa e liberdade acadêmica, mas prevaleceu uma desastrosa opinião da Corte Norte-americana de Apelações do Décimo Primeiro Circuito. A corte defendeu que professores de universidades públicas não têm direito constitucional de liberdade acadêmica e que seu direito de livre conversa em salas de aula é sujeito a um controle absoluto (censura) pela administração da Universidade (p. 2).

O foco do caso de Bishop foi desafiar a reivindicação do colégio de que este tinha o direito absoluto de restringir mesmo comentários ocasionais em aula e fora de aula que mencionassem um ponto de vista pessoal do professor sujeito à perícia acadêmica.

Embora os comentários de Bishop fossem separados, não-constrangedores, e claramente identificados como tendência pessoal, a universidade argumentou que permitir que os professores apresentassem seus próprios pontos de vista implicaria no endosso da universidade, defendendo que endossaria “qualquer coisa não-censurada” (Bishop, p. 10). Bishop defendeu que expressões ocasionais de crença pessoal, feitas em uma universidade pública, “não podem ser interpretadas como significando a aprovação da universidade, e estão dessa maneira protegidas sob a Primeira Emenda onde elas serão separadas e não-constrangedoras” (Bishop, p. 9).

A universidade lançou um veemente apelo restringindo as conversas do Dr. Bishop “exclusivamente por causa de seu conteúdo religioso”, e argumentou que “conversas apresentando uma perspectiva religiosa estão sujeitas ao mesmo tratamento indiscriminado que outras formas de conversa” (p. 13). Contrariamente às extensas leis criadas e à Constituição, a corte de decisão de apelações autorizou “censuras virtualmente ilimitadas dentro de salas ou conversas de professores relacionadas à sala de aula” (Bishop, p. 9) se isso puder ser traduzido como religioso, ou mesmo motivação religiosa, mesmo que os pontos de vista expressados sejam claramente identificados como pessoais.

Estritamente aplicada, esta decisão judicial conclui que é inapropriado para um professor declarar que ele é judeu ou muçulmano, vai à igreja, ou acredita em Deus. Mas ao mesmo professor é permitido declarar que ele não acredita em Deus ou que retém uma cosmovisão não-religiosa. Em suma, ele pode dar aula contra tudo o que o estado define como valores “religiosos” ou crenças, mas não a favor deles. A corte de apelações pautou que a universidade tem um “interesse legítimo” em prevenir que a religião “infecte” os estudantes “porque expressão de um ponto de vista religioso, não importa o quão cuidadosamente apresentado,... produz inquietação nos estudantes” (Bishop, p. 15).

A corte de apelação também afirmou que a “expressão de uma posição religiosa em um domínio secular, não importa o quão cuidadosamente apresentada, cria a aparência de endossamento daquela posição pela Universidade e gera inquietação em estudantes que podem se sentir compelidos a simular crença e, pior ainda, negar sua própria crença” (Bishop, 16). Se há mesmo um sinal de endossamento para o ateísmo, todas as outras considerações (incluindo a Primeira Emenda) devem ser anuladas. Conseqüentemente, só o ateísmo pode ser ensinado. A Corte Suprema Norte-Americana rejeitou o pedido de certiorari [rogatória], e o caso foi encerrado.

3. OUTROS COMENTÁRIOS SOBRE O CASO BISHOP
A faculdade comumente, muitas vezes ostensivamente, introduz seu próprio ponto de vista - muitas vezes agnóstico ou ateu - em sala. Tais pareceres, contudo, não são normalmente restringidos, e se um ataque fosse feito, um grito de protesto da comunidade acadêmica provavelmente viria (Johnson, pp. 179-184). As cortes têm constantemente julgado a favor de faculdades que introduzem materiais anti-religiosos, ateístas, ou agnósticos dentro de suas salas, mas contra faculdades que introduzem o oposto em suas salas (Bergman, pp. 1-34).

Professor de ciências biológicas na Universidade Cornell, William B. Provine, primeiramente apresenta o lado teísta em sua sala e então, pelo resto do ano, se empenha em demolir os argumentos para o teísmo. Ele notou que no início do curso, cerca de 75% de seus estudantes eram criacionistas ou ao menos acreditavam num propósito para a evolução, i. e., eram teístas e acreditavam que Deus dirigira a evolução. Provine (p. 63), orgulhosamente notou que a porcentagem de teístas caiu para 50% ao fim do curso - isso se compara à cerca de 90% da sociedade como um todo (Shermer, p. 156). Obviamente bem-sucedida em influenciar os seus estudantes em direção ao ateísmo, e muito esclarecida sobre o seu sucesso, a universidade e a corte não interferiram.

4. CONCLUSÕES
Muitos paralelos existem entre os dois professores. Ambos foram populares, bem-quistos, reconhecidos como bons professores, e bem-informados em suas áreas. Ambos se esforçaram em ajudar os estudantes a entenderem seu ponto de vista, como Dr. Hardison abertamente em classe, via escritos que ele dava aos estudantes e por se encontrar com eles após a aula. Em conversas, Bishop discretamente convidou os estudantes a ouvirem sua opinião que apoiava o teísmo, mas somente depois da aula. No primeiro caso, a corte nem mesmo esteve envolvida. No outro caso resultou em uma decisão aberta da corte - Bishop não devia mostrar a sua opinião, mesmo fora de sala; tampouco lhe foi permitido contar aos estudantes qual a sua religião pessoal porque isso poderia inquietar os não-cristãos.

Um professor teve plena liberdade acadêmica; a liberdade acadêmica do outro foi claramente vetada. A diferença está em suas opiniões: um ateísta, e o outro teísta. Um foi encorajado a apresentar abertamente sua opinião aos estudantes dentro e fora de classe, não importando se o que expressasse, inquietava os cristãos. O outro professor, sob a pena de desinência, não pôde nem mesmo sugerir o que ele pessoalmente acreditava aos estudantes. Dr. Bishop também precisou ensinar um ponto de vista que lhe desagradava pessoalmente, e não foi liberado para apresentar seus sentimentos sobre isso aos estudantes. Muitos outros casos similares poderiam ser citados, mas este efetivamente ilustra a preocupação de muitas pessoas de que o colégio se tornou um meio de doutrinar os estudantes em uma cosmovisão que é hostil com respeito não somente ao teísmo, mas religião de todas as formas. Como podem as cortes, em qualquer sentido, reivindicar neutralidade nesta controvérsia?

REFERÊNCIAS
Bergman, Jerry. The Criterion: Religious Discrimination in America. Richfield, MN: Onesimus, 1984. Esgotado.
Bishop, Philip A. v. O.H. Delchamps, Jr., et al. Brief submitted to the U.S. Supreme Court, Oct. Term, 1991.
Hartwig, Mark. “Christian prof. loses free-speech case.” Moody Monthly, 24 de junho, 1991, p. 55.
Jaschik, Scott. “Academic freedom could be limited by court ruling.” The Chronicle of Higher Education, 17 de abril, 1991, p. A23.
Johnson, Phillip E. Reason in the Balance: The Case Against Naturalism in Science, Law & Education. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1995.
Myers, John (Ed.). “U.S. Supreme Court denies review of Bishop: Academic freedom stumbles in wake of 11th Circuit Court Ruling.” The real Issue, 11(3), out. 1992.
Provine, William. “Response to Johnson Review.” Creation/Evolution, n. 32, Verão, 1993. pp. 62-63.
Shermer, Michael. How We Believe: The Search for God in an Age of Science. NY: Freeman, 2000.
Shermer, Michael. Why People Believe Weird Things. NY: Freeman, 1997. p. 156.

O Dr. Jerry Bergman é Ph.D. em Biologia, professor e pesquisador da Faculdade de Biologia da Universidade Estadual de Northwest em Ohio.

Este artigo foi publicado no boletim Acts & Facts do Institute for Creation Research, em sua edição de junho de 2004, com o título "WA Story of Two Professors".


Tradução do texto de Daniel Ruy Pereira.