quinta-feira, 15 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Jesus disse que ele sempre estaria com os seus discípulos?
Sim.
Mt 28:20 - ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho
mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos
séculos. Amém!
Não.
Mt 26:11 - Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me
haveis de ter sempre.
Mc 14:7 - Porque sempre tendes os pobres convosco e podeis fazer-lhes
bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.
Jo 12:8 - Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem
sempre me tendes.
------------------------------------------------------------
Descontradizendo:
Mt 26:11 – ”Porquanto sempre tendes convosco os
pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre”.
Mc 14:7 – ”Porque sempre tendes os pobres convosco
e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes”.
Jo 12:8 – ”Porque os pobres, sempre os tendes
convosco, mas a mim nem sempre me tendes”.
Estas palavras de Jesus foram ditas antes ou depois
de sua morte na cruz e da ressurreição?
R: Foram ditas antes da cruz e da ressurreição.
Portanto,
ela tem duas implicações:
1. Jesus estava se aproximando de sua morte. Diante
disto, ele seria tirado dos seus discípulos. Ou seja, eles não o teriam mais.
2. Depois que Jesus subisse ao céu, eles raramente
o veriam fisicamente. Sua presença neles seria de maneira espiritual.
Agora vamos
ao texto de Mt 28:20 – ”ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos
tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos
séculos. Amém!”
Quando foram ditas estas palavras? Estas palavras
foram ditas antes ou depois da cruz e da ressurreição?
R: Elas foram ditas depois da ressurreição.
Portanto, a promessa de que estaria sempre com eles
foi dada depois dos textos que dizem que nem sempre o teriam. Talvez se
tratasse de uma contradição se Jesus tivesse dito isto antes da cruz. Porém,
ele as pronunciou depois da ressurreição. E de fato, depois que estas palavras
foram ditas, é fato que Jesus permanece na vida de seus discípulos para toda a
eternidade. Não de forma física, e sim de maneira espiritual.
Conclusão:
O texto que afirma que estaria sempre com eles foi
pronunciado depois da ressurreição. O texto que diz que nem sempre o teriam,
foi dito antes de sua morte na cruz quando ele foi tirado de seus discípulos.
Com isto em mente, é fato de que Jesus não se contradisse, pois ele foi tirado
deles e restituído novamente para sempre. E quando foi restituído a eles, o foi
para toda a eternidade. Por isso, Ele pôde dizer: ”e eis que eu estou convosco
todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!”
Portanto, não há nenhuma contradição!
Pipe
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Livro: "Manual de Apologética Cristã - Defendendo os Fundamentos da Autêntica Fé Bíblica" de Esequias Soares
Editora CPAD
Em Manual de Apologética, o autor apresenta as bases da fé cristã e confronta os ensinos das mais variadas seitas e religiões com a Palavra de Deus. Islamismo, Catolicismo, Espiritismo, Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventismo, Igreja da Unificação, Unicismo, Maçonaria e Nova Era são analisadas detalhadamente neste livro, que não deixa dúvidas quanto à superioridade da Palavra de Deus.
domingo, 11 de outubro de 2015
O Registro fóssil dos aracnídeos
Por Dr. Raul
Esperante:
Segundo a escala de tempo geológica evolucionista,
os aracnídeos surgiram no Paleozóico Inferior, porém sua origem permanece
incerta. Os primeiros aracnídeos fósseis (escorpiões e aranhas) foram
encontrados em rochas do Siluriano, os quais têm sido citados como os primeiros
animais terrestres (Robison e Kaesler, 1978). Outras ordens aparecem em rochas
a partir do Devoniano (ácaros, pseudo-escorpiões, etc). A maioria das ordens de
aracnídeos modernos aparece no registro fóssil do Carbonífero Superior. Existem
poucos fósseis do período Mesozóico, porémos que foram encontrados são muito
semelhantes às espécies modernas e podem freqüentemente ser atribuídos às
famílias atuais. Finalmente, os aracnídeos fósseis do Cenozóico são também
muito similares aos modernos ou podem de fato assemelhar-se a determinados
gêneros ou espécies atuais. O registro fóssil do Cenozóico consiste
principalmente em aranhas, ácaros, escorpiões e pseudoescorpiões preservados em
âmbar (resina de coníferas)(Dunlop, 1996).
Assim, o registro fóssil dos aracnídeos desperta
atenção e requer uma explicação que ainda não foi satisfatoriamente oferecida
dentro dos parâmetros evolucionistas. Em primeiro lugar, temos que ressaltar
que os primeiros fósseis de aracnídeos aparecem abruptamente no registro
fóssil. Não existem (pelo menos não são conhecidos) ancestrais desses animais,
e as possíveis interpretações não são mais que especulações baseadas em padrões
morfoestruturais e comparações anatômicas. Os aracnídeos aparecem como tal no
registro fóssil, sem ancestrais, sem intermediários anteriores, plenamente
distintos e diferenciados de outros grupos de invertebrados. Os primeiros
fósseis de aracnídeos são exatamente isso: aracnídeos.
Além de não terem sido encontrados os possíveis
ancestrais, também não se conhecem os possíveis intermediários entre uma forma
e outra durante todo o período em que os aracnídeos viveram sobre a Terra. Se a
evolução ocorreu no passado, e todos os organismos compartilham um ancestral
comum, tendo surgido por alterações cumulativas (mutações), então deveríamos
encontrar fósseis intermediários entre as diferentes formas. Deveríamos
encontrar transições graduais desde formas “primitivas” até formas mais
modernas, e uma maior diversificação de formas (por exemplo, famílias), adaptações
e especializações ao longo do tempo geológico. No entanto, o registro fóssil
dos aracnídeos não indica que tal diversificação e as supostas transições
tenham ocorrido. A maioria das ordens atuais de aracnídeos aparece em rochas do
Carbonífero Superior, há supostamente uns 300 milhões de anos (Dunlop, 1996).
Os fósseis de aracnídeos do Carbonífero e do Mesozóico são estruturalmente tão
complexos e avançados como os do Cenozóico e os espécimes modernos. Não parece
existir nenhuma transição do mais antigo ao mais recente, do mais simples ao
mais complexo, do menos adaptado ao mais integrado. Os aracnídeos do
Carbonífero e Permiano não somente são tão complexos como os atuais, como
também são semelhantes aos atuais, apesar de haver uma diferença de uns 300
milhões de anos entre os primeiros e os últimos na escala de tempo geológico
evolucionista. Este fato também conduz a uma questão difícil de responder:
Por que razão os aracnídeos não evoluíram
notavelmente nesse intervalo de tempo de 300 milhões de anos, mas mantiveram
invariáveis suas características morfo-estruturais?
Por último, o conhecimento que temos dos aracnídeos
fósseis nos indica que estavam adaptados a ecossistemas tão complexos como os
atuais, e que sua integração ecológica era também complexa. Sua adaptação ao
ambiente não foi evolutivamente progressiva (do contrário não teriam
sobrevivido), mas apresentavam características, comportamentos e associações
ecológicas semelhantes às de seus homólogos modernos.
Em conclusão, qualquer modelo evolutivo deve
explicar satisfatoriamente o surgimento abrupto de um grupo de animais
altamente especializado, tanto morfológica como ecologicamente, como os
aracnídeos, que ademais não deixaram nem rastro das possíveis formas
intermediárias que poderiam ter existido ao longo de mais de 300 milhões de
anos. O registro fóssil é bem conhecido e suficientemente completo para pensar
que, com pequena margem de erro, o que se tem encontrado nas rochas
sedimentares e o que ficou registrado no passado, reflete com suficiente
realismo o que existiu em tempos passados.
A ausência de fósseis intermediários de aracnídeos
e o alto nível de complexidade e adaptação das espécies fósseis indicam que um
Projetista os criou em um determinado momento da história do planeta.
Referências:
* Dunlop, J.A. 1996.Arácnidos fósiles (con
exclusión de arañas y escorpiones). pp.77-92. In: Melic, A. (ed.) Volumen
Monográfico:
PaleoEntomologica. Boletím de la Sociedad
Entomológica Aragonesa, 16, 206 pp.
* Robison, R. A., Kaesler, Roger L. 1987.
PhylumArthropoda, p. 263. Em: Boardman, R. S., Cheetham, A. H., Rowell, A. J.
(eds). Fossil Invertebrates, Blackwell, Oxford, 713 pp.
sábado, 10 de outubro de 2015
Jesus disse: antes que o galo cante ou antes que o galo cante duas vezes?
Antes que
o galo cante:
Mt 26:34 - Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me
negarás.
Lc 22:34 - Mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo
antes que três vezes negues que me conheces.
Jo 13:38 - Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade,
na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três
vezes.
Antes que
o galo cante duas vezes:
Mc 14:30 - E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite,
antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.
------------------------------------------------------------------------------
Descontradizendo:
Observe que os quatro textos estão dizendo a mesma
coisa com relação ao número de vezes que Pedro negaria Jesus:
Mt 26:34 - "Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta
mesma noite, antes que o galo cante, três
vezes me negarás".
Lc 22:34 - "Mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje
o galo antes que três vezes negues que
me conheces".
Jo 13:38 - "Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim?
Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres
negado três vezes".
Mc 14:30 - "E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje,
nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás".
A ênfase dos quatro evangelistas não está na
quantidade de vezes que o galo cantaria, e sim, na quantidade de vezes que
Pedro negaria Jesus. O que Marcos fez foi apenas acrescentar ao seu escrito o
número de vezes que o galo cantou.
Gleason
Archer comenta: "Acrescentar
informações não é a mesma coisa que contradizer; um testemunho mais informativo
não desfaz necessariamente um outro, mais breve". ("Enciclopédia
de Temas Bíblicos"; ed. Vida; pg.287)
E é exatamente isto que diz respeito a estes
textos. Os três primeiros evangelistas, disseram apenas que Pedro negaria Jesus
antes que o galo cantasse, sem se preocupar com o número de vezes que ele
cantaria. Isto não contraria Marcos. Se trata apenas de um reducionismo. E, no
caso de Marcos ele apenas acrescenta que o galo cantaria duas vezes depois que
Pedro negasse Cristo três vezes.
O fato dos três evangelistas disserem: "antes
que o galo cante", não anula a quantidade de vezes que o galo tenha
cantado. Pois afinal, Pedro negou Jesus apenas depois que o galo cantou.
Pipe
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
O galo cantou antes ou depois da negação de Pedro?
Pedro
negou Jesus três vezes antes de o galo cantar:
Mt 26:70, 72 e 74 - Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei
o que dizes... E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem...
Então, começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.
Lc 22:57-60 - Porém ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço. E, um
pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és também deles. Mas Pedro disse: Homem,
não sou. E, passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também este
verdadeiramente estava com ele, pois também é galileu. E Pedro disse: Homem,
não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo.
Jo 18:17 e 25-27 - Então, a
porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele:
Não sou. E Simão Pedro estava ali e aquentava-se. Disseram-lhe, pois: Não és
também tu um dos seus discípulos? Ele negou e disse: Não sou. E um dos servos
do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te
vi eu no horto com ele? E Pedro negou outra vez, e logo o galo cantou.
O galo
cantou depois da primeira negação de Pedro:
Mc 14:67-72 - e, vendo a Pedro, que estava se aquentando, olhou para ele e
disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. Mas ele negou-o, dizendo: Não o
conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou. E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos
que ali estavam: Este é um dos tais. Mas ele o negou outra vez. E, pouco
depois, os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente, tu és
um deles, porque és também galileu. E ele começou a imprecar e a jurar: Não
conheço esse homem de quem falais. E o
galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha
dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E,
retirando-se dali, chorou.
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Descontradizendo:
A questão é simples, Mateus , Lucas e João não
relataram que o galo cantaria duas vezes. Apenas Marcos disse que o galo
cantaria duas vezes. Observem diante disto o texto:
67 - "e, vendo a Pedro, que estava se aquentando,
olhou para ele e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno".
68 - "Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem
sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou".
Obs: O galo canta a primeira vez.
69 - "E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer
aos que ali estavam: Este é um dos tais".
70 - "Mas ele o negou outra vez. E, pouco depois, os
que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente, tu és um deles,
porque és também galileu".
71 - "E ele começou a imprecar e a jurar: Não
conheço esse homem de quem falais".
72 - "E o galo cantou segunda vez. E Pedro
lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas
vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou".
Conclusão:
Não há nenhuma contradição a luz dos dois tópicos.
Pois, uma vez que Mateus, Lucas e João não disseram que o galo cantaria duas
vezes, é fato que o galo cantou pela segunda vez depois que Pedro negou Cristo
três vezes.
Pipe
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
O OLHO – ACASO OU PLANEJAMENTO?
H. S.
Hamilton
O Autor deste artigo é Mestre em Ciências Médicas,
e pode ser contatado por correspondência em seu endereço postal no Canadá: H.
S. Hamilton, 1653-140th Street, B. C., Canadá, V4A 4H1.
Resumo
Este artigo destaca alguns dos obstáculos que
surgem quando a seleção natural, atuando sobre mutações aleatórias, tenta
explicar a origem dos órgãos da visão no quase ilimitado número de criaturas
hoje existentes na natureza. Os elementos essenciais na manifestação da visão
foram sempre informação e inteligência, e não o acaso.
Introdução
O sentido da visão é uma das mais preciosas
faculdades do ser humano, e em grande parte condiciona suas atividades e
limitações. O mesmo acontece em todo o reino animal, e de fato determina em
grande medida a própria sobrevivência dos animais. É importante, portanto,
examinar os órgãos da visão, em busca de respostas a alguns dos questionamentos
relacionados com a sua origem e a sua função. No que diz respeito às origens,
existem somente duas teorias principais, situadas em extremos opostos: os vários
tipos de olhos surgiram mediante alguma espécie de mecanismo evolutivo
aleatório, ou eles foram projetados de maneira inteligente para satisfazer as
necessidades dos vários organismos em seus respectivos nichos.
Darwinismo
básico
O clima geral das ciências biológicas no Século
XVIII e no início do Século XIX era de aceitação da criação especial, embora
existissem vozes discordantes, que se tornaram mais audíveis com o surgimento
das teorias geológicas de Lyell sobre a formação gradual das camadas de rochas
sedimentares, em oposição ao catastrofismo e ao Dilúvio universal. Nessa época,
Charles Darwin estava formando as suas idéias sobre os processos evolutivos,
partindo de suas observações e experiências resultantes de sua viagem ao redor
do mundo, durante cinco anos, a bordo do navio da Marinha Inglesa
"Beagle", e de suas investigações subseqüentes. Aos poucos foi ele
desenvolvendo as bases de sua teoria sobre a sobrevivência do mais apto, para
tentar explicar como poderiam surgir criaturas mais complexas a partir de
outras mais simples. Este trabalho culminou com a publicação de seu livro
"A Origem das Espécies", em 1859, onde definiu ele a seleção natural
da maneira seguinte:
Devido a esta
luta pela vida, qualquer variação, embora pequena, e procedente de qualquer
causa, se for de proveito para um indivíduo de qualquer espécie, em seu
relacionamento infinitamente complexo com quaisquer outros seres orgânicos, e
com o meio ambiente, tenderá à preservação daquele indivíduo, e será geralmente
herdada pela sua descendência. Designei esse princípio, pelo qual é preservada
qualquer pequena variação desde que seja útil, pelo termo Seleção Natural.
(Darwin, 1979, p. 115).
Em seguida, descreveu ele o funcionamento da
seleção natural da seguinte forma:
Pode ser dito
que a seleção natural, dia a dia, e hora a hora, está perscrutando, ao redor do
mundo, todas as variações, aí incluídas as mais insignificantes, rejeitando as
más e preservando as boas, de forma aditiva. De maneira silenciosa e insensível
esse trabalho se realiza sempre e onde houver oportunidade, com o aprimoramento
de cada ser orgânico relativamente às suas condições de vida orgânica e
inorgânica. (Darwin, 1979, p. 133)
Conclusão
Neste breve levantamento foram mencionadas
numerosas dificuldades que confrontam as teorias evolutivas com relação ao
olho, inexplicáveis pela seleção natural atuando mediante mutações aleatórias.
A seleção natural tem sido chamada de tautológica
mesmo por alguns evolucionistas, e embora possa ter certo grau de validade no
que diz respeito a variações genéticas de menor grau, ela é totalmente
impotente quanto à macroevolução.
Torna-se evidente que os atuais conceitos da
evolução orgânica não conseguiram explicar o notável planejamento e a
capacidade dos órgãos da visão, desde a sensibilidade luminosa da ameba até a
perfeição dos olhos da águia.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Livro: "Os Fatos Sobre o Aborto" de John Ankerberg e John Weldon
Deixe de lado os chavões e as
manchetes dos jornais, e a questão do aborto passa a se resumir a uma única
pergunta: um feto é meramente uma massa de tecidos, ou se trata de um ser vivo?
Este livro examina a questão controvertida do aborto à luz
• das últimas conclusões da
ciênca moderna sobre quando começa a vida
• dos argumentos usuais dos
movimentos pró-escolha
• dos ensinos das Escrituras
sobre o aborto
• dos riscos físicos e emocionais
para a mãe
• dos efeitos potenciais do
aborto sobre os irmãos e outras pessoas
• do dilema moral do aborto
Os Fatos Sobre o Aborto apresenta
as últimas evidências científicas e uma perspectiva bíblica sólida para
mulheres em crise, pastores, conselheiros e cristãos interessados.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Jesus ascendeu de Betânia ou do Monte das Oliveiras?
Jesus
ascendeu de Betânia:
Lc 24:50-51 - E levou-os fora, até Betânia;
e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se
apartou deles e foi elevado ao céu.
Jesus
ascendeu do Monte das Oliveiras:
At 1:9-12 - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e
uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.(...) Então, voltaram para
Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à
distância do caminho de um sábado.
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Descontradizendo:
Ambos os textos estão falando a mesma coisa.
Segundo a Bíblia de Estudo NVI, Betânia era uma
aldeia no Monte das Oliveiras.
A NVI traduz o texto da seguinte maneira:
"Tendo-os levado até as proximidades de Betânia, Jesus
ergueu as mãos e os abençoou".
Ou seja, a ascensão não foi dentro da aldeia, e sim
nas proximidades da aldeia que estava inserida no Monte das Oliveiras.
Portanto, não há nenhuma contradição!
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Sacrifício Humano na Bíblia?
Texto:
Jz 11:29-40 – “Então,
o Espírito do SENHOR veio sobre Jefté, e atravessou ele por Gileade e Manassés;
porque passou até Mispa de Gileade e de Mispa de Gileade passou até aos filhos
de Amom. E Jefté fez um voto ao SENHOR e disse: Se totalmente deres os filhos
de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao
encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do SENHOR, e o
oferecerei em holocausto. Assim, Jefté passou aos filhos de Amom, a combater
contra eles; e o SENHOR os deu na sua mão. E os feriu com grande mortandade,
desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim; assim
foram subjugados os filhos de Amom diante dos filhos de Israel. Vindo, pois,
Jefté a Mispa, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes
e com danças; e era ela só, a única; não tinha outro filho nem filha. E
aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes e disse: Ah! Filha minha,
muito me abateste e és dentre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao
SENHOR e não tornarei atrás. E ela lhe disse: Pai meu, abriste tu a tua boca ao
SENHOR; faze de mim como saiu da tua boca, pois o SENHOR te vingou dos teus
inimigos, os filhos de Amom. Disse mais a seu pai: Faze-me isto: deixa-me por
dois meses que vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as
minhas companheiras. E disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses. Então,
foi-se ela com as suas companheiras e chorou a sua virgindade pelos montes. E
sucedeu que, ao fim de dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela
o seu voto que tinha feito; e ela não conheceu varão. E daqui veio o costume em
Israel, que as filhas de Israel iam de ano em ano a lamentar a filha de Jefté,
o gileadita, por quatro dias no ano”.
domingo, 4 de outubro de 2015
sábado, 3 de outubro de 2015
A ciência vai matar Deus?
Este é o título estampado em letras garrafais
vermelhas sobre fundo preto na capa da última edição da revista Época (13/11).
Mais sensacionalista impossível. Mais vendedor, difícil (eu mesmo comprei um
exemplar, quando vinha de São Paulo para Tatuí, sábado à noite). Mas a matéria
até me trouxe certa surpresa, pelo fato de, em certos momentos, apresentar
argumentos contra o ateísmo militante, que é o foco da reportagem de Alexandre
Mansur e Luciana Vicária.
A matéria intitulada “A igreja dos novos ateus” trata
da cruzada de um grupo de cientistas contra a fé e a influência de Deus na vida
moderna – o maior objetivo desse pessoal é fazer os agnósticos, gente que
alimenta dúvidas sobre Deus, assumir o ateísmo. Isso é que é proselitismo!
“Os novos ateus condenam não apenas a crença em
Deus, mas também o respeito pela crença em Deus. Segundo eles, a religião não
está apenas errada. Ela é perversa.” Esse acesso de sentimento antidemocrático
e intolerante é também fortemente falto de memória. Há ateus que argumentam que
a religião foi responsável pela morte de muitas pessoas, como ocorreu de fato
nos tempos da Inquisição católica. No entanto, é bom destacar que enquanto os
tribunais do “Santo” Ofício levaram à morte cerca de três mil pessoas,
ideologias materialistas promovidas por Hitler, Stalin, Pol Pot e outros foram
responsáveis pelo extermínio de mais de 100 milhões.
De acordo com a Associação Americana dos Livreiros,
em 2005 as obras que se enquadram na categoria “céticos e ateus” registraram o
maior crescimento da História e o segundo maior entre os gêneros catalogados.
Grande impulso a essa avalanche atéia tem sido dado por três autores em
especial: o zoólogo Richard Dawkins (aquele que se recusa a debater com
criacionistas), o neurocientista Sam Harris e o filósofo Daniel Dennett.
Segundo Época, cientistas como eles comparam os ateus de hoje aos homossexuais
na década de 70. “Havia muitos, mas eles não ‘saíam do armário’, por medo do
preconceito.”
Que bom que Época menciona o preconceito, assim se
pode recordar outra ação discriminatória ocorrida em 1990. Naquele ano, a
revista Scientific American pediu a um divulgador científico, Forrest Mims, que
escrevesse vários artigos para a coluna “Cientista amador”. A “Cientista
amador” trata de tópicos tais como medição do comprimento de raios de
tempestade, construção de observatórios solares portáteis e fabricação de
sismômetros caseiros para registrar movimentos telúricos – projetos divertidos
para pessoas que têm a ciência como hobby. O acordo foi que, se editores e
leitores gostassem dos artigos, Mims seria contratado como colaborador
permanente. Os artigos experimentais foram um sucesso. Mas quando foi a Nova
Iorque para uma entrevista final, perguntaram a Mims se ele acreditava na
evolução. Ele respondeu que não. Acreditava mesmo era na explicação bíblica da
Criação. Resultado: a revista desistiu de contratá-lo. (Cf. A Caixa Preta de
Darwin, editora Jorge Zahar.)
De quem é o preconceito? Sei de muitos
pesquisadores criacionistas ou que defendem veladamente a teoria do design
inteligente que preferem permanecer “no armário” para não perder o emprego ou
bolsas de pesquisa.
A matéria de Época aponta outro dado que, a
princípio, parece promissor para os que crêem, mas que, na verdade, é
preocupante: o ateísmo militante está em retrocesso – apesar dos esforços de
Dawkins et al –, mas a indiferença religiosa e a ausência de Deus na vida
privada estão em crescimento, o que me faz lembrar das palavras de Jesus
Cristo, proferidas há quase 2 mil anos: “Quando vier o Filho do homem, achará,
porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8)
Alguns entrevistados dão seu parecer descrente
sobre questões como a morte. É o caso da dentista paulista Simone Bogis, de 41
anos, que diz ter perdido a fé há quatro anos. “Quando o avô [do meu filho] morreu,
muitos familiares disseram que tinha ido para o céu”, afirma. “Eu não brigo se
meu filho acreditar nisso, mas preferi dizer a ele que o corpo do avô foi
comido por bactérias, virou pó e que eles nunca mais se verão. Meu filho não
pode ser privado da realidade”, diz.
Realidade? Como ela sabe disso? Lembre-se: “Se a
nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes
de todos os homens” (I Coríntios 15:19).
Mais à frente, o texto afirma que a teoria
darwinista “foi criticada pelos religiosos desde o início, por tirar do homem o
status de ‘criado à imagem e semelhança’ de Deus, ‘rebaixando-o’ a um macaco
aperfeiçoado. Nos últimos 150 anos, foi comprovada [quando?] e aprimorada.
Pesquisas genéticas recentes revelam que 98,5% do DNA humano é igual ao do
chimpanzé”.
Aqui Época presta um desserviço ao leitor mal
informado. Pesquisas recentes, na verdade, provaram outra coisa. Artigo
publicado por Mike Gene afirma que “a capacidade de ‘grudar’ dos neurônios
humanos pode ter sido um fator importante porque o cérebro humano evoluiu [sic]
além dos cérebros de nossos parentes [sic] primatas. Numa pesquisa comparando
os genomas de humanos, chimpanzés, ratos e outros vertebrados, pesquisadores no
U.S. Department of Energy’s Lawrence Berkeley National Laboratory (Berkeley
Lab) e Joint Genome Institute (JGI) descobriram alto grau de diferenças
genéticas incomum nas seqüências de DNA que parecem regular os genes envolvidos
nas moléculas de adesão de células nervosas. A adesão celular controla muitos
aspectos do desenvolvimento do cérebro, inclusive o crescimento e a estrutura,
e capacita os neurônios a se conectarem com outros neurônios e proteínas
apoiadoras. As diferenças nas conexões moleculares de neurônios humanos
comparadas aos neurônios dos chimpanzés, ratos e outros animais, poderia ajudar
a explicar por que o cérebro humano é capaz de muito mais funções cognitivas
complexas.”
Num artigo publicado na edição de 3 de novembro da
revista Science, Edward Rubin, diretor dos dois institutos – JGI e o
Laboratório da Divisão de Genômica de Berkeley –, afirma que “uma das maiores
questões em genética é quais são as seqüências de DNA nos humanos responsáveis
pelas capacidades que nos distinguem do resto do reino animal”.
Bem, “então como é que fica a tal de 98,5% de
semelhança entre os genomas humanos e de chimpanzés, quando o cérebro humano é
capaz de capacidades cognitivas muito mais complexas?”, pergunta Enézio de
Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente. Ele diz
que essa informação é“muito propalada, mas muito mal explicada cientificamente
para os leigos. A menos que uma ideologia esteja imbricada nos relatos das
descobertas científicas. Se for assim, não temos mais ciência qua ciência, mas
naturalismo filosófico travestido de ciência. No planeta dos macacos, o homem
ainda é superior! Afinal de contas, somos a única espécie a ponderar sobre a
origem e evolução do Universo e das espécies.”
O texto principal da Época termina mostrando um
fato irônico e interessante: “O biólogo inglês Francis Crick, que descobriu a
estrutura do DNA, parecia crer que o fim das religiões seria iminente. Tanto
que, em 1963, ofereceu 100 libras na Universidade de Cambridge para um concurso
de ensaios. O tema: ‘O que fazer com as capelas do campus?’ O vencedor sugeria
que fossem transformadas em piscinas. A resposta dos capelães foi criar outro
concurso com o tema: ‘O que fazer com o Dr. Crick?’ O biólogo morreu em 2004, a
tempo de ver completado o seqüenciamento do genoma humano. Mas as capelas do
campus continuam lá. E Francis Collins, o cientista que coordenou o Projeto
Genoma, é um dos maiores defensores da fé.”
No entanto, para mim, o que mais valeu a pena na
matéria foram as “questões dos ateus” e o box com a opinião de Marcelo Cavallari.
As questões são: (1) Deus existe? (2) Qual a origem da fé? (3) Como seria o
mundo sem religião? Alguns comentários da reportagem:
“Os religiosos – inclusive vários cientistas –
lembram que não seria possível pretender que a ciência, limitada a observar fenômenos
materiais, fosse o instrumento adequado para avaliar a existência de Deus.”
Fazer isso é como querer medir estrelas com fita métrica.
“Segundo Dennett, a fé cresceu e se transformou em
religião porque seria útil ao homem. Por causa dela, a humanidade teria
conseguido enfrentar doenças, criar colaboração e estruturar a própria
sociedade.” Ah, ta... Então a religião também é resultado de um processo
evolutivo. Mas eu gostaria de saber em que momento um amontoado de moléculas
sem sentimentos desenvolveu o senso moral e a intuição espiritual. De onde vêm
a consciência e a moral?
Época prossegue, questionando: “Outro complicador é
a falta de experimentos práticos para confirmar as teses. Como provar que as
religiões tradicionais eram úteis às tribos? Além disso, os cientistas sabem
pouco sobre a origem e a difusão das religiões antes do advento da escrita. ...
Os ossos e sítios arqueológicos não dizem muito. A história natural da religião
proposta por Dennett e Dawkins também exige ainda uma dose de fé.” Entre a fé
deles e a minha, fico com a minha.
Finalmente, o texto de Cavallari – “O
provincianismo neo-ateu” –, na página 97 da revista, termina de forma perfeita.
Nota dez para ele!
“Dawkins e Dennett descartam atabalhoadamente as
provas medievais da existência de Deus sob o argumento de que não são
aceitáveis como provas científicas. É claro que não. São provas metafísicas.
Foram descartadas por causa de filósofos, como Hume e Kant, que o fizeram ao
preço de estabelecer limites estreitos para a razão humana. Dawkins, Dennett e
os neo-ateus querem o melhor de dois mundos: reivindicam para a ciência uma
capacidade quase ilimitada da razão humana. Para a religião, admitem no máximo
o papel de uma consoladora ilusão para o vulgo.
“Se os neo-ateus são sérios em sua tentativa de
tirar a religião do cenário, vão precisar discutir mais a fundo, mais
informadamente e com menos provincianismo. Há muito mais entre o céu e a terra
que o limitado método científico pode tomar consideração.”
Voltaire e Nietzsche já tentaram matar Deus.
Lembra? Mas os dois morreram e Deus está aí. O que faz Dawkins, Dennett e
outros acharem que terão êxito? Só pode ser a arrogância de um ser que se
comporta como o vaso recém-saído das mãos do oleiro e que nega a existência de
seu artífice, conforme a comparação de Isaías (29:16).
Michelson Borges
Extraído do site: http://www.criacionismo.com.br/2008/05/cincia-vai-matar-deus.html
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Jesus julgará as pessoas?
Jesus julgará todos.
Jo 5:22 - E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo,
Jo 5:27 - E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem.
II Co 5:10 - Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo,
para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou
mal.
Jesus não julgará ninguém.
Jo 8:15 - Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo.
Jo 12:47 - E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o
julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
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Descontradizendo:
Os textos tem duas implicações: Presente e futuro.
Os primeiros textos usados pela BDC estão corretos no que diz respeito
ao tempo usado (futuro). Eles realmente estão dizendo que Jesus julgará na
Parousia toda a humanidade:
Jo 5:22 - "E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o
juízo,"
Jo 5:27 - "E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do
Homem".
Sabe por que eu afirmo que isto está no futuro e não no presente do
escrito? Leiam o restante do contexto:
28 -
"Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão
nos sepulcros ouvirão a sua voz".
29 -
"E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que
fizeram o mal, para a ressurreição da condenação".
30 -
"Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o
meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que
me enviou".
Jesus está literalmente falando que o juízo que lhe foi confiado
somente será manifesto na sua plenitude na Parousia. Ele está dizendo que
enquanto este dia não chegar, ele ainda não estava exercendo este juízo e sim
disposto a perdoar os nossos pecados. Porém, quando a ressurreição dos mortos
chegar, aí sim, Ele julgará todos os mortos.
É com isto em mente que Paulo afirma:
II Co 5:10 - "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de
Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou
bem ou mal".
Maranata!
Agora vamos ao tempo dos versículos que a BDC usa para dizer que: Jesus
não julgará ninguém.
Jo 8:15-16 - "Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E,
se, na verdade, julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e
o Pai, que me enviou".
A palavra “julgo” está no tempo presente e não no futuro. Jesus não
disse que não julgará ninguém. Ele disse não julgo, ou seja, no presente não
julga, mas o próprio autor (João) é quem relata que Ele afirma que no dia do
juízo, Ele exercerá o juízo que lhe foi delegado pelo Pai.
Jo 12:47 - "E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer,
eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o
mundo".
Outra vez o texto está se referindo ao presente. A primeira vez que
Jesus veio a este mundo, Ele não veio para julgar. Porém, na segunda vez que
vier a este mundo, virá para julgar.
Observe o que diz o próximo versículo de Jo 12:
48 -
"Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras já tem quem o
julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último Dia".
Quando será o juízo? No último dia!
Conclusão:
Não há nenhuma contradição!
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Como Jesus respondeu quando questionado pelo sumo sacerdote?
Ele não
respondeu diretamente.
Mt 26:
63-64 - E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo
sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o
Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que
vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo
sobre as nuvens do céu.
Ele
respondeu diretamente dizendo, "Eu o sou".
Mc 14:62 - E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do Homem
assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
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Descontradizendo:
Mt 26:63-64 - "E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o
sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o
Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que
vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo
sobre as nuvens do céu".
A Chave linguistica do Novo Testamento Grego de
Fritz Rienecker & Cleon Rogers pela editora Vida Nova pg.64, diz o seguinte
a respeito da frase: "Tu o disseste".
"A frase é afirmativa no seu
conteúdo",... em outras palavras, "realmente", "sim, Eu
sou".
É tão fato que a resposta de Jesus foi afirmativa,
ou seja, Jesus disse em outras palavras: "Sim eu sou, é exatamente isto
que você acabou de dizer. Eu concordo que sou o Cristo", pelo restante do
contexto:
65 - "Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes,
dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem
ouvistes, agora, a sua blasfêmia".
66 - "Que vos parece? E eles, respondendo, disseram:
É réu de morte".
67 - "Então, cuspiram-lhe no rosto e lhe davam
murros, e outros o esbofeteavam,"
68 - "dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que
te bateu?"
Eles começaram a espancá-lo justamente porque ele
disse: "Eu sou o Cristo".
Jesus se recusa a responder a primeira pergunta no
vs.62:
"E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não
respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?"
Ele responde com o silêncio no vs.63:
"E Jesus, porém, guardava silêncio".
É na segunda pergunta na parte b do vs.63, que o
sumo sacerdote o obriga em nome de Deus a responder com a verdade:
"E, insistindo o
sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o
Cristo, o Filho de Deus".
Nesse momento, Jesus não pode mais responder com o
silêncio. Ele é obrigado a responder com a verdade. Ele é juridicamente
obrigado a responder com palavras e não omitir mais o fato de ser ou não o
Cristo.
Por isso, Ele responde "Tu o disseste",
ou seja, “Eu SOU”
Conclusão:
Não há nenhuma contradição!
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